26.10.10

A Cura Definitiva da "Neurose" pelas Experiências de Hiperconsciência: Breve Ensaio

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo


"Não desejo que acredites em nada que escrevi. Digo: experimentai e então saberás" (Sylvan Muldoon)





A vida humana é uma vida predominantemente neurótica. Neurótica porque grande parte da humanidade não tem o menor interesse em saber, na teoria e na prática duas coisas prioritárias:


1. Saber acerca de si mesmo (conhecer a si, como consciência integral, multidimensional)

2. Saber acerca de seu projeto de vida, do real motivo que a faz estar aqui e agora neste planeta, pré-definido no período entre a vida passada imediata e a vida atual.

E os sintomas de uma coletividade neurótica já foram mapeados de forma bastante interessante por Wilhelm Reich, quando disse que a neurose tornou-se uma “epidemia”.

A vida neurótica é uma vida predominantemente vazia. Uma vida em que a pessoa sente faltar algo; sente-se melancólica, deprimida, triste e perdida.;sente que tudo o que faz não tem sentido ou tem pouco sentido; ou engana-se criando um mundo de fantasias, como defesa do mesmo Infinito. Mas prende-se para não sair do lugar. Aprisiona-se num mundo seguro defendendo-se das forças que a cercam: o incomensurável cosmos multidimensional em toda sua Infinitude. O sintoma básico é a impotência orgástica a que acomete a esmagadora maioria. Pelas estatísticas a impotência orgástica alcança a margem de mais de 70% tanto em homens como mulheres.

Teme o orgasmo, porque o orgasmo a coloca diante do Infinito, da dissolução do Eu, do Ego. Ela quer ter o controle, então, tenta controlar as pulsões da sexualidade e de sua libido. Teme os estados de consciência alterados porque teme a expansão em direção ao Infinito. Grof chamaria este movimento de holotropia, o movimento em direção da Totalidade. Teme também as alterações de emoções, as alterações de humor, as alterações de percepção... e assim por diante. Qualquer alteração é temida. Criaram-se drogas que visam reprimir estas alterações e tornar a pessoa normal novamente. Por normal entende-se a pessoa neurótica, adaptada a uma sociedade neurótica. À beira disso estão os “psicóticos”, perdidos num mundo à parte, sonambúlicos semi-conscientes, caminhando por aí afora.

O sistema básico de defesa então tornou-se ao longo das eras uma defesa do próprio universo: uma defesa que esconde o medo do Infinito. O universo tornou-se ameaçador. Um enigma perigoso de confiar. Os bloqueios dos chacras superiores, principalmente o chacra cononário evidenciam tal fato: a grande maioria de meus pacientes e de todas as pessoas que venho conversando possuem seus centros coronários fechados, com o medo do Universo e das experiências multidimensionais mais transcendentes.

O medo do Infinito parece ser o medo básico da humanidade em massa. Tal conceito pode parecer abstrato para você, mas vou aprofundar. O medo do Infinito é o que faz existir as religiões e as ciências ortodoxas, as práticas esotéricas fechadas e ritualísticas. O medo do Infinito é o que faz rezarmos pedindo a Deus proteção, porque há algo tão ameaçador que foge ao nosso controle que temos de evocar a Deus para nos proteger e nos amparar. É o que fundamenta todo mecanismo de defesa contra qualquer idéia, realidade ou prática mais evoluída. É o que faz com que a política exista como está. É o que faz com que a ética seja o colapso que se encontra. É o que produz as guerras e os genocídios em massa. Ao mesmo tempo, os que adentraram na esfera do Infinito e sentiram o medo advindo de tais experiências, acabaram criando as religiões e seus sistemas de rituais. Acabaram criando os degraus de iniciação. Os símbolos, os mitos e todos os recursos para amortecer o que Castañeda chamou de “Toque do Infinito”.

Uma vez escrevi aos 19 anos numa letra de música:

“Matérias radiando a força primitiva que rege nossos destinos... que o homem não vê, não entende, mas reza e tem fé, quando se vê, na beira do Infinito”.

E hoje aos 34 anos é exatamente isto que volto a dizer, mas em uma linguagem menos poética e mais científica: o medo do Infinito parece ser a base psicogenética de todo distúrbio pessoal e, por outro lado, o contato gradual com o Infinito parece ser aquilo que podemos chamar de EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA.

O momento em que o “Infinito” toca uma pessoa faz com que algo modifique completamente suas estruturas cognitivas em profundidade. Uma nova percepção começa a se abrir e o Universo modificou-se, porque algo em nós mudou realmente.

Experiências como esta são difíceis de colocar em palavras. Já foram chamadas de “experiências místicas”, mas nada tem de místicas. Pelo contrário, as experiências cósmicas em que a pessoa acessa o Infinito ou noutras palavras, toca-o, são de uma hiperlucidez, hiperconsciência, trancendendo concepções e palavras humanas, religiões e ciências. São experiências trans-simbólicas e trans-linguísticas.

A cura definitiva da neurose depende da capacidade crescente, progressiva, da pessoa ir se abrindo para o Universo; abrindo seus centros para o Cosmo, para a multidimensionalidade; para o Grande Outro; para o Universalismo vivenciado; totalizando-se. A neurose é o estado de consciência de “fragmentação”. A sua cura assenta-se na “totalização” ou “cosmificação” do ser. Dão podemos fazer de que toda terapia é antes de tudo uma “cosmo-consciencio-terapia”.

Relatos e mais relatos de pessoas que atravessaram experiências transpessoais e cósmicas, parapsicológicas evidenciam o acesso às realidades transcendentes do Universo e lá encontraram vida, existência e consciência. E quando voltaram sentiram-se profundamente tocados e modificados internamente.

O potencial curativo das experiências holotrópicas, cósmicas, levam o ser a expandir seu interesse para a humanidade, saindo dentro de si mesmo, libertando-se mais de seu Eu, raiz de toda neurose. E neurose é o estado de consciência onde a pessoa acha-se presa a si mesma. Por outro lado, quando começa a libertar-se de si, expande-se para além de seu “Eu” e encontra seu verdadeiro Eu.

Pessoas têm relatado experiências fora do corpo e outras experiências como a lembrança de vidas passadas (encarnadas ou desencarnadas) onde podem desconstruir seu conceito de um Eu corporal físico e substituir pelo conceito de um Eu fluido e energético. Noutros casos, a pessoa pode libertar-se deste corpo fluido e alcançar as experiências de projeção psi-Pura ou também chamada de projeção de corpo mental ou mentalsoma, onde se acha livre de corpo, espaço-tempo e formas. Estas experiências levam a pessoa a um pico de hiperconsciência e anulação de toda neurose possível e vivência de todo potencial puro da consciência sem corpo.

O orgasmo é a hiperconsciência no estado encarnado (ou intrafísico). Reich tinha razão quando afirmou que o orgasmo anularia os sintomas básicos da neurose. E aqui quero expandir este conceito de Reich, quando afirmo que a anulação plena de todo sintoma neurótico está na experiência de Hiperconsciência propriamente dita, provocada pela projeção da consciência para fora de todos os corpos: físico e psíquico (psicossoma). Digo a anulação plena porque mesmo quando a consciência se acha fora do corpo físico, em psicossoma (perispírito) ainda sim, manifesta neurose ou melhor, a paraneurose ou a parapsicose.

A sincronização das experiências de pico e o aprendizado de sustentar a felicidade, anulando por definitivo qualquer atitude auto-obsessiva e auto-sabotadora, fará com que a vida vivida seja uma experiência de contínua Hiperconsciência. Esta é a hipótese mais lógica que posso formular. E como Hiperconsciência é orgasmo e, orgasmo é prazer, tal evolução atravessa a Hiperconsciência na sexualidade, no trabalho, na relação com a vida, com o planeta, com o Universo e assim por diante. Inclui a reconciliação como uma das práticas habituais mantendo os laços “cármicos” trabalhados e sadios. Supomos que existam pessoas (ou consciências) que vivam tão somente no estado de Hiperconsciência e não mais reencarnam neste planeta, tal como compreendemos reencarnação. Supomos que tais consciências não sintam mais a necessidade, libertam-se naturalmente dos ciclos, pois os ciclos existem justamente devido a Não-Hiperconsciência e a necessidade da Evolução e de todo aprendizado.

Diante disso, começar por onde? Na mudança de interesse e motivação: começe por si mesmo cultivando-se em profundidade. Interessar por si e pelos outros; pelos assuntos multidimensionais, vivenciar experiências multidimensionais como as de projeção da consciência fora do corpo; sair do mundo de simplesmente sonhar e no máximo sonhar lucidamente. Ajudar e ajudar pessoas. Uma única experiência fora do corpo lúcida vale mais que uma vida inteira de sonhos lúcidos e sonhos comuns a serem interpretados. Conheça-se por completo, saiba por experiência própria que você não é este corpo que você vê todos os dias no espelho. Saiba que nem mesmo é o psicossoma, o corpo espiritual, astral. Afinal de contas, quem somos nós? Para que evoluímos? Para que estamos aqui?

Tomemos como exemplos aqueles que conseguiram êxito em suas tarefas de vida, que completaram; que conseguiram nadar contra a corrente da neurose social e conseguiram maior lucidez multidimensional que antes. Faça uma lista destes exemplos: Oliver Lodge, Charles Richet, Allan Kardec, Eusápia Paladino, Barbara Brennan, Louise Hay, Waldo Vieira, Chico Xavier, Ernesto Bozanno......... Na prática, não adianta adorarmos a um “guru”. Na prática, adianta sabermos quem somos nós e realizarmos nossa missão nesta vida e, no final, comemorar por mais uma vida vivida em prol da(s) consciência(s) e da evolução. O resto é secundário e fica no caixão, é cremado ou torna-se herança.

Mas como disse Sylvan Muldoon, em seu clássico "The Projection of the Astral Body", na década de 30:

"Não desejo que acredites em nada que escrevi. Digo: experimentai e então saberás"

20.10.10

O Discernimento Aplicado ao Fenômeno Parapsíquico-Mediúnico (Versão 2 - atualizada))

Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo


Introdução

Este artigo foi publicado no dia 20/10/2010, portanto, após mais de um ano desta publicação e mais de 180 acessos, mais e mais experiências ocorreram comigo e com meus pacientes, assim como das pessoas pelos quais me relaciono, incluindo relatos enviados para meu e-mail através desta revista ou mesmo os publicados aqui como comentários a algum artigo. E o discernimento torna-se um aspecto central na vivência da mediunidade, ou seja, da relação interdimensional entre nós e as consciências extrafísicas (espíritos, agente theta). O recado já tinha sido dado pelo Prof. Revail (Allan Kardec), mas como advertiu o Sr. Muldoon: "experimentai e então saberás". Somente a experimentação direta do fenômeno nos traz conclusões que nos levam a observar a teoria parapsíquica sob uma outra ótica. E falo aqui da experimentação pessoal, não a indireta, popularizada desde a metapsíquica, no estudo de médiuns por aí afora e corroborada pela parapsicologia ortodoxa desde Rhine. Eis o que Hernani Andrade disse quando previu o surgimento de uma ciência que operasse tanto no aspecto quantitativo, como no aspecto qualitativo, um misto entre metapsíquica e parapsicologia moderna. Podemos chamar de parapsicologia contemporânea ou a conscienciologia (no sentido do estudo integral do ser operando em metodologia múltipla e integrada). Kardec ao escalonar os espíritos numa escala descendente, do menos evoluido moralmente para o mais evoluído, estava tentando preparar os médiuns para o exercício seguro do parapsiquismo, no que diz respeito a identificação do caráter da consciência extrafísica que estaria por se manifestar. Creio ter sido este o fator que o impulsionou a escrever o "Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas". Tal obra, junto com outras da mesma categoria, como "O Livro dos Médiuns" e com o estudo do Prof. Kun'g Fu Tzu (Confúcio), "Os Anacletos e outras", nos dá um panorama para identificarmos o caráter a partir da energia consciencial, sentimentos e tipo de pensamentos que o espírito está operando.

Todo médium, e isso já foi dito anteriormente, necessita aprender antes a incorporar sua própria consciência dentro de seu corpo, e isto equivale a dizer, autoconhecer-se. Somente a partir desta base, pode ele, incorporar outra, sabendo que se trata de outra e, assim, discernir o que não é sua consciência, a partir de seu discernimento. O espírito intruso apresenta-se como forçador de barra, quer incorporar, quer usar o médium como "cavalo" ou forçosamente. Não tem noções claras de limite e identifica o sensitivo como aquele que poderá lhe servir para comunicar-se comos vivos. O sensitivo precisa aprender primeiro a se respeitar, para não colocar-se na posição de "cavalo", de "burro", exercitando sua mediunidade lucidamente, escolhendo quem quer que se aproxime e quem quer que se afaste. Para isso é necessário treinamento e uma mudança de temperamento, de crente para cientista/filósofo. O espírito amparador apresenta-se como núvem sutil de lucidez, higienizando o ambiente com sua simples presença, leve, porém, aglutinadora de elevação ética e de consciência. A benevolência é traço marcante destas consciências acompanhada de alta lucidez, portanto não só manifesta-se pela bondade, mas pela lucidez e centramento de sua consciência no eixo. O médiun precisa conhecer progressivamente o seu eixo para permitir sair dele para que outro possa operar a partir de seu corpo e fala (no caso da psicofonia). É importante que o médium seja clarividente para que possa avistar além da via extrassensorial a consciência extrafísica presente, possa avista-la, expandindo seu conhecimento sobre o caráter do espírito presente, evitando o máximo a crendice sobre seu caráter e pressupostos sem fundamento experimental.

Sobre o Discernimento aplicado ao Parapsiquismo e Mediunismo

Este texto é um esboço que trata da aplicação do DISCERNIMENTO para a compreensão pessoal na perspectiva da autopesquisa da experiência pessoal com o fenômeno mediúnico, especialmente um ponto:

O fenômeno das vozes mentais internas ou pensamentos (orientações amparadoras e assédios/obsessões) e sua relação com a ação da inteligência theta (espírito, consciência extrafísica) ou o fenômeno mediúnico, parapsíquico.

Muitos médiuns que atendo em meu consultório vem expressar na intimidade clínica a dúvida permanente quanto a "voz interna" em tese proveniente de seu "mentor", "amparador" ou "guia espiritual". A maioria deles atua em centros espiritistas, umbandistas e mesmo os mediuns naturais que não atuam em local algum mas que todos apresentam distúrbios associados ao processo parapsíquico, também chamado mais tecnicamente de SPI - Síndrome da Personalidade Intrusa, SCV - Síndrome da Contaminação Vibratória ou algo similar. Muitos têm dúvidas quando se trata realmente de "vozes mentais" de amparadores ou se são realmente de si mesmos. Dúvidas se trata de alucinações, delírios ou realmente são "vozes mentais" provenientes de fontes theta (extrafísicas).

1. Como identificar se a "voz interna" provém da intimidade do universo consciencial?
Identificação através da pesquisa de si mesmo do padrão pessoal de pensamentos (junto com as emoções e sentimentos). Inicie um processo de autoconhecimento, perceba continuamente seus pensamentos e se o quiser, anote numa espécie de "diário de pensamentos, emoções". Este diário lhe servirá para compreender como funciona sua dinâmica mental e que pensamentos-emoções provém realmente de si mesmo, de seu universo interno, consciencial.

2. Como identificar se a voz interna provém da exterioridade do universo consciencial?
Tudo que não se sincriniza com o seu padrão pessoal de pensamentos-emoções deve ser colocado entre parêntesis de forma a captar a real fonte da informação sentida internamente. A princípio você pode sentir e presenciar os pensamentos-emoções como se fossem seus, mas com o passar do tempo poderá captar através dos recursos extrasensoriais (telepatia, transidentificação, clarividência...) donde provém as ondas mentais-emocionais. Pergunte: "Este pensamento-emoção é meu?" Sinta a resposta interna e faça a varredura extrassensorial visando achar a fonte. Você que é médium, sensitivo, compreende bem o que quero dizer por "varredura extrassensorial" que é um estado de consciência em que você permanece atento porém lúcido tentanto captar, encontrar quem está e donde vem a informação mental-emocional. Ao identificar a fonte e, se no caso for extrafísica (espiritual, theta), convém decidir:

a) Prestar assistência via telepática e permitir o acoplamento com fins de prestar a assistência à consciência extrafísica (espírito, agente theta);
b) Instalar a autodefesa energética pela mobilização de energia consciencial ou estado vibracional;
c) Criar circuito interno potente de pensamentos positivos, fraternos, visando a elevação do padrão vibratório da psicosfera e, portanto, instalando a autodefesa energética pelas vias mentais.

Ao instalar a autodefesa energética pela mobilização da energia e estado vibracional, você repele o intruso extrafísico de sua psicosfera e, com isto, suspende temporariamente as contaminações vibratórias emitidas pelas ondas mentais do sujeito extrafísico.

Ao prestar a assistência via telepática, você além de realizar a parapsicoterapia realizará o afastamento do sujeito sem precisar instalar o estado vibracional.

Ao criar o cirtuito interno de pensamentos você afastará o sujeito pela impossibilidade deste permanecer acoplado diante do choque de freqüências vibratórias geradas pelo pensamento fraterno potente e continuado, gerando psicosfera positiva e aura de saúde e equilíbrio.

Tudo isto evidencia o discernimento prático aplicado na experiência direta com o parapsiquismo ou a paranormalidade. Você pode estudar profundamente a si mesmo, mapear seu padrão pessoal de pensamentos e com isto elevar sua saúde integral e conviver melhor com sua paranormalidade aproveitando a sua sensibilidade em prol de sua evolução, saúde e autoconhecimento, além de ajudar os demais.

14.10.10

Prática Continuada de Exercícios Físicos e Energéticos: Autotratamento e Autoprofilaxia para a Saúde Integral

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Eu realmente tinha esquecido como é boa a sensação integral de sentir-me leve, profundamente desintoxicado e super disposto fisicamente, energeticamente, mentalmente e espiritualmente, de forma integrada, completa. Onde resido preciso subir uma ladeira a pé, cerca de 10min morro acima, em forte caminhada onde me exige intensa força física aeróbia e anaeróbia. Em minha rotina, incluia caminhadas, controlava a alimentação razoavelmente e de vez enquando incluia alimentos hipercalóricos. Ao mesmo tempo, incluia exercícios energéticos visando a descontaminação vibratória das energias conscienciais (psiergia) assimiladas no meu dia dia, tanto na clínica como das relações em geral e ambientes. Mesmo tendo uma vida emocional saudável, atuando com um trabalho que realmente me realiza e estando me relacionando com a mulher que sinto completar-me, ainda assim, para meu espanto, não estava sendo suficiente. Sentia-me nas últimas semanas, principalmente, intoxicado devido ao volume de atendimentos. O "remédio" foi intensificar a prática de exercícios físicos e energéticos e reciclar minha dieta. E o resultado foi quase imediato.

Nós parapsicólogos clínicos e pesquisadores da consciência trabalhamos muito sentados e usamos o corpo como um suporte necessário às nossas atividades. Isso nos leva a uma vida cuja atiividade física, energética e uma alimentação saudável são centrais tanto na matutenção de nossa saúde como na prevenção de psicopatologias derivadas do sedentarismo físico e energético.

Venho trazendo nos artigos a questão da SPI - Síndrome da Contaminação Vibratória. Esta síndrome é o quadro parapsicopatológico derivado das contínuas assimilações energéticas, acumuladas em médio e longo prazo, e envolve geralmente, uma segunda síndrome correlata e interconectada: a Síndrome da Personalidade Intrusa (SPI) que é o quadro também parapatológico onde outras pessoas e agentes theta (consciexes, espíritos) participam do distúrbio. Então, antes que esta situação ocorra medidas profiláticas necessitam ser realizadas:

1. Prática continuada de exercícios físicos, aeróbicos e anaeróbicos, intensificando a produção de energia física, a desintoxicação celular, corporal e o condicionamento físico, a produção de hormônios benéficos e a regulação do sistema geral. O condicionamento físico potencializa as atividades mentais, emocionais e sexuais. O importante aqui é a escolha da atividade física apropriada à você, de forma a alcançar o nível ou pico de intensidade capaz de proporcionar o alívio corporal e o relaxamento psicofisiológico.

2. Prática continuada de exercícios energéticos, especificamente, a mobilização das energias conscienciais induzidas pela própria vontade pessoal e aplicação de técnica apropriada, tal como a descrita nos site oficial do IIPC. A princípio pode parecer difícil a aplicação desta técnica de forma autodidata, mas a persistência lhe trará resultados. O ideal é a realização de algum curso ou se conhece alguém que domine a técnica que possa lhe ensinar.

Estas duas providências práticas e continuadas mantém a saúde física e energética em dia, atuando na profilaxia dos assédios doentios ligados ao sedentarismo físico e energético conjuntamente com as intrusões de pessoas e agentes theta (espíritos, consciexes).

Por outro lado, não atuam noutros níveis da nossa saúde integral ou holística, como por exemplo, a execução prática de nossa programação ou missão de vida, através de um trabalho digno e assistencial, remunerado e não-remunerado, em prol da evolução. É aqui que adentra o objetivo da vida humana e seu sentido maior, dentro da necessidade dos seres evoluirem em direção aos estados de benevolência de espírito, na cosmoética e no amor puro vivido. Da mesma forma, estas práticas não resolvem os problemas emocionais ligados aos traumas afetivos de relacionamentos e dificuldades de estar numa relação amorosa e sexual satisfatória. Nem mesmo atua nos níveis da saúde mental propriamente dita, que depende de uma organização das idéias que necessitam de outros métodos, como os de planejamento e reprogramação da mente subconsciente.

Assim, dentro da busca da saúde integral ou holística, precisamos situar cada coisa em seu devido lugar para que os resultados sejam satisfatórios em termos de saúde. Não adianta tentarmos resolver problemas emocionais propriamente ditos com exercícios energéticos ou físicos, sendo que estes atuam em ooutro nivel de ser. Mais coerente é atuarmos nos processos emocionais, por exemplo, através da autopesquisa cognitiva, de catarses visando a desrepressão das emoções, reprogramação mental, em determinados casos, através da terapia de regressão (retrocognoterapia) e em psicoterapia de forma a liberar os sentimentos de traumas e bloqueios.

Em Parapsicologia Clínica e Psicoterapia Integral é necessário que esta noção seja praticada para que recomendações terapêuticas sejam dadas de forma coerente com a ação correspondente com fins a obtenção da saúde integral.

O pico da saúde integral é a autorealização. O pico da autorealização é a execução plena da missão de vida assumida antes de renascermos. E este troféu levantamos nos pós-morte, após a desencarnação.

6.10.10

Histeria de Conversão, Transidentificação e Incorporação Mediúnica: Bases ao Paradiagnóstico em Parapsicologia Clínica

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

A histeria de conversão, apesar da complexidade que atravessa o assunto e longe de definir o que realmente vem a ser histeria, caracteriza-se por uma série de psicossomatizações cuja origem do distúrbio encontra-se num campo do inconsciente.

Assim, cabe-me caracterizar onde encontramos a histeria de conversão e onde encontramos a transidentificação, fenômeno classificado pelo parapsicólogo clínico e médico Dr. Eliezer Mendes.

Na histeria de inversão, que aqui chamo de HC, a pessoa é acometida por uma espécie de incorporação do inconsciente pessoal, no interior de sua subjetividade interna, psíquica. É como se o inconsciente através de uma complexa cadeia de psicossomatizações se comunicasse com o consciente da pessoa acometida da HC. Obviamente, esta classificação é ritulativa como qualquer outra classificação em psicopatologia. Mas podemos usa-la como referência e não como rótulo, que é meu propósito aqui. Um caso retrata a HC:

Caso de hipótese de HC: o paciente expõe uma série de sintomas estranhos. Ouve vozes de uma "pessoa" ou em suas palavras, um "espírito obsessor" que lhe diz ofensas e chingamentos perturbantes que acabam por impedi-lo de exercer de forma saudável sua profissão. No consultório, o paciente relata que um "espírito obsessor" o têm perturbado e que isto foi lhe dito na Umbanda, onde era médium. Os sintomas acompanhavam uma série de sensações de ansiedade, angústia, formigamentos na região cardíaca e outras somatizações flutuantes, como dores no corpo e em regiões específicas. Nas consultas iniciais, cerca de três, não foi percebido por mim nenhuma intrusão theta (obsessão espiritual) através do paradiagnóstico pela percepção extrasensorial. Após o paciente submeteu-se a sessões de regressão onde percebeu aos poucos tratar-se as vozes de origem num passado pessoal, quando num dado momento as cenas de sua infância brotam em sua mente. O paciente estava sendo chingado por sua própria mãe, devido a uma situação realizada nesta idade, relacionada a sua sexualidade (tentativa de abuso sexual por parte de um amiguinho maior que ele). Assim, as sintomáticas todas pareciam estar ligadas a esta cena recalcada em seu inconsciente, porém, expressando-se através de um tipo de manifestação HC. Após a sessão, o paciente diz ter diminuido em cerca de 90% as vozes em sua mente e agora, sabendo da origem poderia reformular suas idéias a respeito e trabalhar-se com maior consciência. O paciente estava certo num ponto: era um Outro que o obsediava, porém, um Outro físico, encarnado, que o ameaçou e o agrediu verbalmente em seu passado infantil. Nada, portanto, relacionado a um suposto obsessor espiritual. Não quero com isto induzir que não ocorra casos de intrusão theta, o que a clínica tem demonstrado a evidência quase objetiva de que os Espíritos fazem parte da complexa sintomatologia de muitos distúrbios e dificuldades pessoais.

Já na transidentificação, que chamarei aqui de TI, o paciente incorpora o inconsciente de um Outro real, próximo ou a distância, Outro este que pode ou não ser um Espírito reencarnado/ressexualizado (ER) ou um Espírito desencarnado/dessexualizado (ED). A pessoa neste caso expressa a sintomatologia de um Outro ("vivo" ou "morto") através do acoplamento de faixas da personalidade subconsciente do Outro em si mesmo. Vou tentar ser mais claro. Você entra num ambiente bem, por exemplo, e começa a sentir-se mal. Começa a boçejar, começa a sentir um aperto no peito, angústia e vontade de chorar; pensamentos começam a passar em sua mente, como pensamentos pessimistas sobre a vida. E você não se percebe que esta sintomatologia não lhe pertence. Você, um sensitivo, está incorporando sintomas de um Outro. Cabe agora ficar consciente disso. E então, olha para o lado e tem uma senhora idosa num estado psiquico bastante comprometido. Percebe que está acomplada a ela e está reproduzindo o "filme" inconsciente da vida dela. Esta reproduzação envolve altas cargas de energia e um exaurimento. A pessoa transideitificada fica melhor após o processo. Porém, o sensitivo fica geralmente pior, pois de forma ampla poucos sensitivos têm consciência clara e lúcida quando estão transidentificando.

A TI é parecida com a incorporação mediúnica, aqui chamada de IM. No caso de IM propriamente dita, o sensitivo sai temporariamente de seu corpo, total ou parcialmente, e permite que ooutro Espírito (no caso theta ou desencarnado) assuma o comando das funções fisiológicas, principalmente, a fala (psicofonia) e em alguns casos, gestos e escrita (psicografia).

Assim, temos 3 fenômenos que podem insidir em confusões no paradiagóstico clínico:

1. Histeria de conversão
2. Transidentificação
3. Incorporação mediúnica

Cada um dos três fenômenos psíquicos são complexos e podem estar atrelados e conectados numa síndrome que em Parapsicologia Clínica chamamos de SPI - Síndrome da Personalidade Intrusa e SCV - Síndrome da Contaminação Vibratória. Assim, muitos casos catalogados como HI são na realidade complexos processos de transidentificação (TI) e incorporação mediúnica (IM) atrelados a processos inconscientes ligados a sexualidade (HC). Da mesma forma, muitos casos de IM e TI, são casos mais ligados a HC.

5.10.10

Alcançando a Consciencialidade Amparadora através de Atos Benevolentes

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Começamos pelo complexo conceito de "Espírito". Espírito é a alma, a consciência ou psi quando encarnada ou ressexualizada num corpo psi, psicossoma ou perispírito. Vou tentar ser bastante claro quanto a estas definições que acabam causando muitas confusões.
  • Alma, consciência ou psi (psiqué): fundamento da inteligência, núcleo espiritual, eu real.
  • Espírito: conjunto alma + corpo psi (também chamado de perispírito ou psicossoma; veículo da Alma ou consciência)
Vejamos eu e você: uma alma reencarnada, ressexualizada num corpo de homem ou mulher. Eu e você agora somos um conjunto integrado de Alma + corpo psi + corpo humano.
Quando desencarnamos, somente o corpo humano se desativa, literalmente transforma-se em alimento para outros seres vivos. Assim temos somente Alma + corpo psi = Espírito.

Os Espíritos habitam o universo...

Os Espíritos podem, como já esclareceu Revail, estar em dois estados de consciência bastante objetivos: Espírito reencarnado ou ressexualizado (ER) e Espírito desencarnado ou dessexualizado (ED). E os Espíritos, por serem Almas, são a expressão de sua maturidade integral, razão pela qual podemos discernir muitos "tipos" de Espiritos (podendo estar nos estados ER ou ED) e podemos resumir, de forma a facilitar o entendimento, em Espíritos Benevolentes e Espíritos Doentes. Tanto os benevolentes como os doentes podem estar encarnados ou desencarnados. Ficaremos aqui somente com os primeiros. Quanto aos segundos, tratarei em outro texto.

Espíritos Benevolentes ou Amparadores

São aqueles que possuem uma boa Alma, boas intenções e bom discernimento, transparecendo em suas idéias, emoções e energias, irradiando maior serenidade e paz interna. E por terem maior discernimento, nos auxiliam a partir de emoções superiores e boas idéias, inspirações e intuições. São as Almas ou Consciências que exalam maior maturidade a partir do Amor Puro transparecido em atos amparadores, variando em lucidez e complexidade.

Assim, temos Espíritos Benevolentes ou Amparadores de vários graus de evolução e especialidade de ações, como por exemplo, o Amparador que auxilia em trabalhos científicos e psicoterapeuticos na área da Parapsicologia Clínica e os Amparadores que auxiliam nos trabalhos mais amplos de Evolução de Milhares de pessoas. Desta forma, temos que os Espíritos Benevolentes evoluem ad infinitum até níveis inimagináveis. Revail nomeará de Espírito Puro o degrau mais alto de evolução relacionado a libertação dos ciclos reencarnatórios (samsara). Mas, até mesmo os Espíritos Benevolentes deste grau permanecem evoluindo e pressuponho que nesta esfera da existência cósmica, onde tempo e espaço, e noções como um Eu ou corpo, ou limites de forma são inexistentes, a evolução percorre rumos cósmicos de profunda expansão ao Infinito ou noutras palavras, a Deus. Assim, é nesta corrente do Bem Cósmico que percorrem os Espíritos Benevolentes. Confúcio chama este nível maior de evolução de "Sábio".

Confúcio compreende a evolução do ponto de vista essencialmente moral, a partir da maturidade dos atos na direção do Bem, nos ideais do homem Sábio e Benevolente. Assim, temos que os Espíritos Benevolentes ou Amparadores são justamente aqueles que, por terem evoluido por dentro, em sua moral interna, essencial, praticam o Bem e transparecem em seus atos o Amor Puro numa sintonia que podemos chamar de divina ou cósmica.

Aqui adentramos para os verdadeiros Espíritos Amparadores e Benevolentes, cabendo-nos discernir quando um Espírito desta monta se aproxima de nós, o clima energético associado a estes Espíritos, de paz, amor, serenidade e ausência de ansiedade de qualquer preocupação. Tenho percebido em meus pacientes provenientes de locais que trabalham com espiritualidade denominarem de "mentores" ou "amparadores" alguns tipos de Espíritos. Não importa o que fala o Espírito, o que importa é sua energia psíquica ou espiritual/consciencial que traduz seu nível de evolução e discernimento. Lembro-me da experiência de ter percebido a chegada de um Espírito que somente mais tarde saberia se tratar de Oliver Lodge, que transpareceu potente lucidez no campo, pela sua simples presença. Muitos vem chamando de "mentor" ou "amparador" Espíritos que não o são e acabam abusando do médium pela sua ingenuidade e carência de estudos na área. Assim, "preto-velho", "pomba-gira", "caboclo" e outros assim nomeados não são Espíritos Amparadores tal como exponho aqui. Podem ajudar, mas podem atrapalhar. Um Espírito Amparador, esteja ele encarnado ou não, sempre ajuda no melhor discernimento.

Os Espíritos Benevolentes ou Amparadores são justamente aqueles que transparecem como um Amor Puro na forma de um Perispírito ou Corpo Psi praticamente liberto de uma forma humana, sendo uma energia translúcida e serena, amorosa. Em outro texto, publiquei sobre "A Revelação da Verdade pelos Espíritos Superiores", era exatamente destes Espíritos que falava. Porém, os Espíritos Amparadores não encontram-se somente num nível tal como descrito neste artigo. Eles se encontram em vários níveis evolutivos, variando tal como variam as personalidades, porém, mantendo o traço central de Benevolência Lúcida.

Senão vejamos algumas características centrais dos Espíritos Benevolentes ou Amparadores Lúcidos propriamente ditos:

1. Agem ao máximo pela sinceridade, transparência e honestidade em suas orientações, mantendo clareza de idéias, raciocínio e retidão mental, sentimentos mais purifiicados de amor sincero.
2. Agem sempre em prol da evolução numa perpectiva universalista, trancendendo filosofias, ciências, religiões e paradigmas, centrando-se na essência e não nas aparências (formalidades, formas, ritos, objetos, etc.)
3. Agem muito pelo anonimato de sua simples presença educativa. A presença destes Espiritos fala mais que muitos livros e discursos.
4. Agem muito pelas necessidades do Outro e não propriamente pelas próprias necessidades.
5. Agem através de pensamentos e sentimentos de alto grau moral, sem que esta moral seja algo imposto ou um dever. Trata-se de uma moral autodescoberta pela evolução pessoal destes Espíritos.
6. Agem pela serenização dos ambientes, pelas reconciliações, pelo universalismo e pela união.
7. Agem encarnados ou desencarnados.
8. Agem através de profissões estrategicamente escolhidas, antes de renascerem, de forma a executarem suas missões de vida.
9. Agem pela liberdade do Outro.
10. Agem pelo respeito a integridade moral e existencial do Outro, não impondo verdades, caminhos ou concepções.

Obviamente, estas características podem variar para baixo ou para cima em moralidade ou evolução espiritual. Quando varia demais para baixo, dizemos que são os Espíritos Doentes e, quando varia demais para cima, dizemos que são os Espíritos Puros, que alcançaram os níveis sublimes da evolução espiritual e cósmica.

Alcançando a Espiritualidade pelas Ações Benevolentes

Existem várias formas que você se conectar aos Espíritos Benevolentes ou Amparadores. Mas quero falar aqui de uma bastante simples: procure agir de forma benevolente no dia a dia. Confúcio (VI a.C) um dia disse a seus discípulos: "Não faça aos outros aquilo que não deseja que façam para ti". Esta máxima se assemelha à essência da moral de Cristo, no "ame o próximo como a si mesmo". Estas máximas resumem a moral do Bem em nossos atos, a partir da compreensão de sua essência.

Estas ações benevolentes podem atravessar todo seu dia dia, por exemplo:

1. Torne gradualmente sua prática de dirigir no trânsito um ato benevolente. Ao invés de reclamar, deixe o irmão passar de carro em sua frente, num cruzamento lotado. Ao invés de ter pressa numa fila parada, veja a fila como uma oportunidade de meditação e agradeça a fila por ter te dado esta oportunidade diária. Aproveite para colocar uma música leve em seu carro e medite, tornando seus atos no trânsito mais pacíficos e cordiais.

2. Torne sua vida em família mais pacifica. Apesar de parecer impossível e mesmo que existam poderosos conflitos entre você e seus pais, por exemplo, começe simplesmente agradecendo pelo fato deles terem te oportunizado estar vivo, aqui, encarnado neste planeta. Ao receber agressões deles, respire e compreenda que agem assim por defesa e tente reagir de forma mais pacífica e amorosa. No começo pode parecer quase impossível, mas aos poucos as atitudes benevolentes se sintonizam com os Espíritos Amparadores e um trabalho de ajuda começa a ser feito no silêncio da espiritualidade. Se for o caso, reconcilie-se com seus pais, irmãos e faça de tudo para que as coisas vão se ajeitando.

3. Torne sua vida com sua esposa ou marido mais harmoniosa e amorosa. Faça programas legais, converse entre vocês num clima de abertura e sinceridade, sempre atentos para a intenção mais benevolente, evitanto atacar o(a) companheiro(a) com palavras e atos. Veja-o(a) como um Espírito que necessita de ajuda e amor também, assim como você. Perdoe-o por tudo continuamente, desapegando-se de emoções como raiva, rancor e vingança, as verdadeiras portas da obsessão. Ao contrário, abra as portas do amor pelas palavras e pensamentos positivos. Reveja tudo com sinceridade: o amor, o sexo e a relação, sem fugas ou desculpas. Não fuja de si mesmo, seja benevolente consigo mesmo em primeiro lugar.

4. Procure a partir de agora, ser mais benevolente consigo mesmo. Reconcilie-se consigo pelos atos praticados no passado, sem vergonha do que fez, mas atento as modificações que terá de fazer em seu caráter, na direção da benevolência. Você pode fazer uma lista de situações, fatos, pendências e o que for necessário para que possa ter maior discernimento em relação a si mesmo e, com isto, subir mais um degrau de sua evolução infinita.

5. Trabalhe com algo que gosta e te dê prazer. Isto alimenta a Alma e é reflexo da benevolência consigo mesmo. Aquele que trabalha com algo desprazeroso e desgostoso é, em primeiro lugar, o obsessor de si mesmo. Seja seu amigo, coordene sua vida em prol de si mesmo e dos Outros, ajudando os demais a alcançarem maior liberdade e independência em suas vidas, e, portanto, realização e felicidade. Veja o texto sobre Voluntariado, esta ação pode ajudar a purificar seu espírito.

São 5 coisas simples, porém resultam em efeitos poderosos se levados até as últimas consequências. A partir destas atitudes você terá muito maior contato com os Espíritos Benevolentes ou Amparadores e poderá ter suas provas pessoais de sua existência, que é o nosso futuro próximo.

28.9.10

Voluntariado: Prática de Libertação e Autocura

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta [CRT 43.290]
*Voluntário do Hospital Universitário - Projeto amanhecer (parapsicólogo) > comunidade universitária atendida gratuitamente.

*Voluntário do NIAC - Núcleo de Investigações Avançadas da Consciência (coord. e pesquisador) > pesquisas acessadas no Brasil e exterior.
*Voluntário do Portal "Ciência, Espiritualidade, Saúde e Evolução" (criador e resp.) > mais de 3.300 acessos no Brasil e exterior, ultrapassando mais de 15 países.


Trabalhar sem receber dinheiro por isto. Pagar para trabalhar. Ajudar pessoas. Doar tempo, energia e dinheiro para um trabalho de "des-egoismização" da Alma. A essência do voluntariado é o doar sem estar centrado num recebimento financeiro. Porém, como não existe atividade sem recebimento, o que o voluntário recebe é aprendizagem. O que é aprendizagem?

É a-prender ou libertação de si mesmo em prol dos outros. Existe um outro que necessita de ajuda. E existe um que presta a ajuda que necessita libertar-se de si mesmo. Esta escola chama-se voluntariado. Doar-se em prol do outro. E com isto libertar-se do si mesmo, do egoísmo.

Muito idealismo rodeia o Voluntariado, mas ainda que exista este idealismo, o voluntariado centra-se no vínculo não empregatício e na adesão voluntária a um serviço geralmente humanitário. É deste voluntariado que falo aqui. Não falo da doação de dinheiro para instituição carente. Falo da doação da alma em prol da assistência fraterna aos nossos irmãos e irmãs humanos e ao planeta. Não importa no que você atua. Muitos amigos atuam em instituições como CVV, IIPC, CEAEC. O que importa é sua intenção e a tarefa que presta gratuitamente aos outros.

Os benefícios se comprovam no médio e longo prazo. Geralmente, o voluntário cresce interiormente sentindo-se útil ao mundo, sente que tem um lugar que carrega mais sentido em sua vida, preenchendo aquele vazio existencial que até então estava presente dentro de si. O impacto do voluntariado ao longo de anos é a abertura da vida pessoal ao outro em escala maior podendo atingir uma amplitude planetária.

Neste caso, entramos nas tarefas de vida que alcançam um raio global, indo além do Eu (egoísmo) e mais além do grupo íntimo, a família e amigos, alcançando pessoas que mal sabemos quem são, residentes em algum lugar do globo terrestre.

A libertação do Eu faz parte da tarefa de grande parte das pessoas que, ainda sentindo-se ocas por dentro, beneficiam-se dos trabalhos voluntários para além de ajudar pessoas acabam ajudando a si mesmas. Se você há muitos milênios atrás, noutras vidas neste planeta cometeu erros que atingiram muitas pessoas, como o envolvimento em guerras e outros atos, poderá utulizar do voluntariado para que através dele possa iniciar um trabalho de reconciliação cármica global.

Alguns sites de referência no voluntariado:
  1. http://www.voluntariado.org.br/
  2. http://www.voluntarios.com.br/oque_e_voluntariado.htm
  3. http://www.portaldovoluntario.org.br/
  4. http://www.filantropia.org/

Abra sua alma. Encontre seu lugar. Preencha seu vazio de sentido ajudando os outros que necessitam de ajuda. Lembre-se: não importa qual seja a ação, o que importa é a ação. E, para toda ação receberá um retorno. Neste caso, espiritual e evolutivo.

16.9.10

Allan Kardec: Algumas Considerações sobre sua Teoria Parapsicológica do Espírito

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

"O homem é composto de corpo e de Espírito; o Espírito é o ser principal, o ser da razão, o ser inteligente; o corpo é o envoltório material que reveste, temporariamente, o Espírito para o cumprimento da sua missão na Terra e a execução do trabalho necessário ao seu adiantamento. O corpo, usado, se destrói, e o Espírito sobrevive à sua destruição. Sem o Espírito, o corpo não é senão matéria inerte, como um instrumento privado do braço que o faz agir; sem o corpo, o Espírito é tudo; a vida e a inteligência. Deixando o corpo, ele reentra no mundo espiritual de onde saiu para se encarnar".

Neste parágrafo, Allan Kardec traz uma visão objetiva da vida, em poucas palavras, conclusões cujas bases estão nas experiências espiríticas. Dentro das investigações realizadas até então, a concepção Kardecista merece a integração ao sentido da sexualidade e suas relações com a reencarnação. O aprimoramento espiritual e a reencarnação enquanto a ressexualização do Espírito que, ao retornar à carne, na verdade, retorna à sua existência como animal espiritual, sexuado. Ora, o vida do Espírito é desexualizada, visto que a sexualidade só acomete aos seres sexuados, ou seja, aqueles que nascem e morrem. Não estando o Espírito sob o jugo de Leis de Morte e Nascimento e sim da Eternidade, sua natureza básica não é sexual, mas Espiritual. O corpo psi ou perispírito, não nasce nem morre. Sua origem permanece obscura, assim como a espiritogênese. Por outro lado, o Espirito ao reentrar no mundo humano, se sexualizando, tem diante de si a tarefa de aprender a lidar com a sexualidade. A sexualidade é o que consitui o ser encarnado. O ser ou Espírito encarnado é ser sexuado, um animal humano que tem desejos sexuais. Assim, o corpo citado por Kardec é um invólucro quase inerte, mera roupa do Espírito. Os fatos parapsicológicos, espíritas, evidenciam o corpo espiritualizado como vivência obrigatória de elevação espiritual, e isto atravessa a sexualidade, a maturidade sexual, os relacionamentos e o carma, do ponto de vista do complexo de édipo, traçado em linhas por Sigmund Freud.

"Há, pois, o mundo corporal, composto de Espíritos encarnados, e o mundo espiritual, composto de Espíritos desencarnados. Os seres do mundo corporal, pelo próprio fato de seu envoltório material, estão ligados à Terra ou a um globo qualquer; o mundo espiritual está por toda parte, ao nosso redor e no espaço; nenhum limite lhe está assinalado. Em razão da natureza fluidica do seu envoltório, os seres que o compõem, em lugar de se arrastarem penosamente sobre o solo, vencem distâncias com rapidez de pensamento. A morte do corpo é a ruptura dos laços que os mantém cativos".

A didática de Kardec e sua clareza é impressionante. Sua objetividade nítida. Porém, sua preocupação em trazer uma descrição racional, acaba pois dessexualizar a vida humana, uma vida sexuada e animal por excelência. Todos nós fazemos xixi e cocô e "trepamos" e a partir desta "trepada" os Espíritos se ressexualizam. E mais, mesmo não havendo amor algum no ato, mesmo assim, ocorre a reencarnação do Espírito que é, por outro ponto de vista, sua ressexualização. Temos que olhar o sentido de "carne" que carrega o conceito sexual, senão vejamos: "a natureza humana considerada em suas fraquezas e apetites". O que são os tais apetites? Os ligados ao sexo, obviamente. Assim, reencarnar é o retorno ao universo dos "apetites sexuais", humanos, animalizados. E o aprendizado evolutivo do Espírito atravessa justamente esta base, tão evidenciada na clínica: a sexualidade presente em todos os conflitos e distúrbios psíquicos ou espirituais.

"A felicidade está em razão do progresso alcançado".

Aqui adentra uma clareza aguda que sintetiza a felicidade como um sintoma da evolução espiritual. Eis a essência de sua teoria e das orientações espirituais dadas em seu labor mediúnico e intelectual. Aqui sua teoria parapsicológica ultrapassa a Parapsicologia ortodoxa, restrita aos fenômenos psi, e ruma para uma Parapsicologia que centra-se no Espírito como fenômeno central do Universo e os fenômenos mediúnicos, paranormais, como fenômenos secundários.

KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno: a Justiça Divina segundo o Espiritismo. 2007. (p 25).

10.9.10

Para-orgasmo: Aprendendo a Sustentar o Estado de Ser Feliz

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Todos estamos neste barco: o barco da Vida. Navegamos pelo Oceano cósmico da existência Infinita e este barco é vida. Falo aqui do planeta. Do ser vivo gigantesco chamado Terra. Este organismo vivo donde somos como bactérias habitantes de seu corpo; donde este corpo desconhece nossa existência, tal como as bactérias desconhecem habitar nosso corpo. E neste grande corpo, vivemos, atravessamos vidas e vidas, buscando aquele estado tão prazeroso: FELICIDADE. A foto ao lado de é Osho, o pensador indiano famoso pela característica orgástica de ser e estar em sua passagem pelo planeta.

O que é a felicidade?

Como definir o indefinível? Aqui é minha tentativa de tentar falar acerca de um sentimento existencial de dificílima definição. Começo pela definição que, conforme é o método que uso, parte de minha experiência em vivenciar a felicidade. Felicidade é um estado de consciência; um estado de espírito. O que é um estado de espírito, ou de consciência? É um momentum, uma passagem, um instante que dura um determinado tempo variável, cujas sensações se alteram para um nível de prazer intenso, porém sensato e lúcido. Poderia definir a felicidade como um estado de lucidez de espírito. Ou ainda, sendo mais preciso, a felicidade não é um substantivo, algo, ou uma coisa. Feliz é a palavra certa e não Felicidade. Assim, Ser Feliz é um momento em que eu, você nos sentimos num estado orgástico, de intenso prazer e realização íntima, cuja consciência se encontra diluida no sentimento pleno de ser feliz, nada mais que isso.

O estado de ser feliz é estar em orgasmo existencial, espiritual

A definição acima me parece bastante precisa. O estado de ser feliz é uma EXPERIÊNCIA EXISTENCIAL. Eu, você, como que subíssemos numa prancha de surf, ultrapassamos a zona de arrebentação em remadas e remadas e num dado momento, descemos aquela onde de prazer, num pico de felicidade e satisfação. A metáfora parece-me interessante. Uma onda é um fluxo. O estado de ser feliz geralmente tem um tempo determinado, como tem uma onda surfada. Nós surfistas sabemos que o tempo é curto e o prazer efêmero, mas mesmo assim todo o esforço é dedicado para a vivência daquela experiência orgástica: surfing.

O estado de ser feliz é como um surfing, eu, você, surfamos a onda de sentimento existencial de prazer e orgasmos de felicidade. Antes de surfar a onda, muito esforço fora dedicado para tal.

Outro modo de dizer é comparar o estado de ser feliz com o orgasmo sexual. Se você, homem ou mulher, nunca sentiu o orgasmo sexual, faça de tudo para tal. O orgasmo é o estado de consciência, alterada por natureza, onde expressa a capacidade do homem ou mulher para a entrega ao Amor. As sensações psico-bio-energéticas-corporais do orgasmo sexual possuem relação direta com o orgasmo da felicidade.

Desta forma, o para-orgasmo ou o estado de ser feliz encontra seu auge numa existência regada de sentido, plenitude, coerência interna e cósmica, autorealização nos relacionamentos e objetivos de vida sempre em evolução, numa existência onde existe a comunhão de uma vida a dois saudável, sexual e afetivamente construitiva e sincera, ancorada no Amor puro ou mais próximo desta natureza.

Para-orgasmo: o que é?

Esta palavra retrata um nível de prazer profundo, espiritual, existencial. Talvez seja aquilo que o vedanta chamou de Nirvana. Considero aqui sinônimo. O para-orgasmo é o estado existencial de autorealização e prazer de viver intraduzível em palavras e geralmente vivenciado a partir de curtos momentos, ou momentos de pico. É o que todos buscamos. É aquilo que caracteriza o que Kardec chamou de "Espírito Puro" que vive num Nirvana, num Para-orgasmo permanente.

Qual o objetivo da vida humana?

Aprendermos a sustentar, vivenciar organicamente o Estado de Ser Feliz. Expandir os períodos de tempo, mantermo-nos neste estado durante maior período de tempo, sustentando um modo de vida coerente com a existência interna e com a existência cósmica. E isto alcançamos quando começamos a ser quem somos. Aprendendo a lidar com as emoções, com as oscilações de humor, com as depressões e euforias, gerenciando a si mesmo com lucidez.

Não importa sua religião, sua doutrina, seu Deus, sua ciência. Temos em comum, eu e você, o desejo de estarmos felizes, realizados. Jesus Cristo não era cristão, Buda não era budista, Lao Tzu não era taoista, Confúcio não era confucionista... Eles eram eles mesmos. Este é o recado: seja você mesmo em todo seu potencial. Foi isto que Cristo disse, Buda, Lao Tzu, Confúcio e tantos outros. Outro dia recebi um e-mail de uma pessoa me perguntando porque Waldo Vieira me considera um maxidissidente da Conscienciologia. Eu respondi, em outras palavras, que o que não posso ser é um maxidissidente de mim mesmo. Entre eu e uma doutrina, opto por continuar a ser quem sou no meu processo permanente de tornar-me e tornar-me. Isto aprendi com Carl Rogers... a vida é uma experiência de tornar-se.

Assim, o objetivo da vida humana é te fornecer o ambiente apropriado para você ser quem você é. É fácil? Não. Mas mais difícil é ser aquilo que não é você. Então, é fácil. Difícil é suprir as expectativas dos pais, dos amigos, dos professores, da sociedade. Fácil é ser simplesmente quem você é. Mas obviamente, você poderá me dizer: mas é dificil ser quem eu sou. E digo, é. Mas é mais fácil ser quem você é do que ser qualquer outra coisa, justamente porque por mais que tente não poderá escapar de sua própria natureza interna, seu DNA espiritual, seu código espiritual que contém a informação espiritogenética, quando você surge no Universo como Ser.

A pedaginha da existência me parece esta: você não tem para onde fugir. Onde você estiver, você estará lá. Você pode tentar fugir e ainda assim terá somente a ilusão de que fugiu. Pode usar drogas, pode usar psicotrópicos, pode tentar sair do corpo, pode tentar o que for, esconder-se numa relação insatisfatória, mas digo, você nunca conseguirá sugir de si mesmo, por mais que tente.

Então, ao invés de fugirmos de nós mesmos, o mais lúcido é tentarmos aprender a sustentar o estado de ser feliz, os pequenos momentos de felicidade, aqueles picos raros em sua vida. Tente extender o tempo, surfar um pouco mais... claro, a onda vai acabar, mas você pode permanecer até o fim da onda ao invés de sair antes dela.

Sustente a si mesmo.

Para ser quem você é, você precisa aprender a se sustentar. Sustentar-se não é somente ganhar seu pão todos os dias no esforço de seu trabalho. Sustentar-se é SER QUEM VOCÊ É. É bancar aquilo que sente, é encarar-se sem medo, é vencer a si mesmo todos os dias.

O estado de ser feliz é um sintoma de você ser quem você é.

Para você ser quem você é você precisa lançar-se no mundo interior, como um navegador lança-se no oceano. Você se descobre alguem diferente dos demais, único. Você se descobre alguem que possui algo a dar ao mundo que expressa a sua natureza espiritogenética.

Eis aqui a chave para o entendimento da Missão de Vida.

A missão de vida não é um comando militar que Deus te mandou executar. Missão de vida é você cumprir seu papel destinado no Universo, que só cabe a você realizar. Este papel não é um teatro: o papel é você aprender a ser quem você é e ser quem você é. O resto tudo vem por consequencia natural, você compreender gradualmente o fluxo do universo e segue suas leis naturais, e se entrega ao fluxo e gradualmente vai confiando na vida, a cada passo firme dado no Caminho.

Agora é com você. A maneira como fará este caminho e como desvendará seu universo interior depende de seus gostos, preferências. Se for Budista, entregue-se neste método. Se for Taoista, idem. Se não for religioso, entregue-se a si mesmo, faça de você mesmo sua Igreja e de seu próprio modo de pensar a vida sua religião. O que importa no saldo final é que todos estamos caminhando para o mesmo lugar e todos os caminhos nos levam para este destino. O nome deste destino, você escolhe. Como disse Lao Tzu:

"Existe uma realidade inominável e icomensurável que se pudesse dar-lhe um nome, chamaria Tao" Lao Tzu.

É para o Tao que estamos todos caminhando. O Tao é o futuro? Não, o Tao está aqui e agora, dentro e fora de nós. O Tao está no esterco, como diz o koan zen.

Não siga os mestres. Siga a si mesmo, em primeiro lugar. Não siga nada que escrevi, siga suas idéias. Confie em si mesmo. Não siga uma doutrina. Não seja cristão, budista, taoista. Seja antes de tudo, você mesmo, livre para ser, livre para pensar, livre para agir e viver. Se, sendo você mesmo esta ou aquela religião te atrai, te sintoniza com ela, ótimo. Se sendo você mesmo esta ciência ou aquela é bom para você, excelente, vá, entregue-se. Caso contrário, não meça esforços, continue a ser quem você é, respeite-se, não se traia. Largue aquilo que não te serve, sem culpa. Siga seus anseios profundos e confie no Universo. Você é o responsável por trilhar seu próprio caminho de vida e por descobrir-se.

Libertar-se, este é seu e o meu objetivo.

O destino daquele que se liberta chama-se moksha, ou o fim dos ciclos de morte e renascimento.

9.9.10

Psicanálise e Parapsicologia/Projeciologia: a Fronteira e a Queda do Muro Imaginário

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

A imagem retrata bem o que quero expor aqui: de um lado Psicanalistas na esteira do pensamento clínico de Freud; do outro Parapsicólogos ou mais especificamente Projeciólogos na linha de Sylvan Muldoon e outros cientistas da área.

A fronteira entre os dois campos é construido de um tipo de madeira que foi coletada de uma árvore chamada "interpretação dos sonhos". Freud, ao admitir nunca ter tido uma única experiência de sonhos de vôo ou mesmo as catalogadas como experiências fora do corpo (projeção da consciência) e ainda em seu "estudos sobre a histeria" no capítulo que narra as questões sobre religião no diálogo sobre seu amigo, Freud admitia nunca ter pensado acerca da sobrevivência do eu diante da morte. Este pensamento foi replicado por seu sucessor, embora dissidente, Wilhelm Reich, quando em "a função do orgasmo" admite ser ridícula a tese Socrática, Pitagórica, da transmigração das almas. embora tenha sido importante a Reich a negação disto para a produção de um saber novo, na área da Sexologia assim como em Freud, priorizar um lado do território não significa que o outro lado da fronteira não existe.

Do outro lado, Hereward Carrington, Sylvan Muldoon e outros antecessores como Hipolitté Revail, Balzac e ainda tradições orientais, como o vedanta, desenvolviam pesquisas, embora não clínicas, acerca dos temas que estariam do outro lado da fronteira. Muldoon desde moço passava por experiências fora do corpo e teria acumulado uma centena delas, inclusive as nunca vivenciadas experiências de sonho de vôo narradas por Freud. A contribuição de Muldoon traria para a ciência um campo até então rarefeito em exploração: a existência objetiva de um segundo corpo, o corpo psi ou corpo astral e suas consequentes projeções para fora do corpo.

Assim, os sonhos e suas interpretações são a exata fronteira entre Psicanálise e Parapsicologia/Projeciologia, entre Freud e Muldoon. De um lado, o inconsciente cerebral, situado numa intrincada fisiologia e modernamente, numa complexa neurofisiologia. Do outro lado, o inconsciente palingenético, trazendo as faixas de personallidade subconsciente, as vidas passadas e as possibilidades transcendentes de manifestação do Eu fora do corpo.

Da mesma forma que países se internacionalizaram, abrindo suas fronteiras e seu direito para o nível internacional, Psicanálise abrirá sua fronteira e suas normas internas para a realidade apontada por Muldoon ou a existência do Eu fora do corpo e a expansão da noção de inconsciente para além da infância, rumando para as existências anteriores, nas raizes profundas do inconsciente, nas existências pretéritas pré-edípicas e transedípicas.

A integração das áreas e a queda da fronteira significa integrar os saberes ao invés de criar um muro de madeira cercando os campos. A sensação que tenho é que tive de nadar até longe para conseguir entrar no território psicanalítico vizinho: e o nadar o território sempre passa pela sexualidade. A área psi evidencia a transcendência da sexualidade para a compreensão desta como sendo o fundamento da experiência evolutiva humana, o édipo como a síndrome evolutiva básica que acomete a todos e a reencarnação passa a ser ressexualização.

Experiência fora do Corpo ou Projeção da Consciência?

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Na literatura Parapsicológica encontramos muito o jargão "Experiência fora do Corpo" ou EFC e é este conceito que estarei discernindo e adequando-o no seu lugar correto (no meu ponto de vista, obviamente).

O conceito de EFC parece-me somente aplicável nos casos de experiências onde a consciência não pode tomar-se como objeto. Estou falando aqui das experiências projetivas puras, onde o Eu percebe-se sem corpo algum. Passei por algumas destas experiências e é a partir das minhas próprias vivências que afirmo. Por outro lado, uma experiência onde o Eu se acha fora do corpo físico e mesmo assim, percebe-se operando noutro corpo, também físico (matéria astral, psi-átomos) não pode ser chamdo de EFC. Corpo aqui é o que não é o sujeito, ou seja, o objeto.

Desta forma, dentro de critérios científicos o mais exatos passamos a classificar como EFC somente as experiências onde a Consciência (Eu, você) se acha sozinha, portanto sem um outro que podemos chamar de objeto, ou um corpo. Corpo aqui é o que não é a consciência, mas um intermédio, veículo, meio para a manifestação daquela. A esta experiência onde o Eu se acha sozinho já foi equivocadamente chamada também de projeção pelo mentalsoma, projeção em corpo mental, etc. Eu particularmente me oponho a esta classificação visto que:

1. Não temos evidências de que a Consciência (o Eu) se acha em corpo mental, visto não existir na casuística algum tipo de projeção para fora do corpo mental. A existência objetiva de um corpo se dá quando a Consciência se acha fora dele.

2. Não temos evidências também da existência de um corpo mental. A experiência a partir da projeção para fora do Psicossoma mostra o estado de consciência onde o Eu não se percebe com corpo algum, vivenciando-se como pura consciência.

3. Não temos evidências também da existência de algum tipo de "cordão de ouro", sendo a conexão entre a consciência e os corpos de natureza desconhecida ainda, porém, temos as hipóteses dos psi-átomos (Andrade) e das partículas "psicons" (Sarti).

4. O corpo físico só é tido como corpo e não como Consciência, quando esta se acha fora daquele. O corpo psi ou psicossoma só é tido como corpo e não como Consciência quando esta se acha fora daquele. Por outro lado, como afirmei acima, o corpo mental não pode ser tido como um corpo, pois até o momento nenhuma Consciência relatou ter tido uma projeção para fora deste corpo.

5. O energossoma (Vieira) não é um corpo, e sim um nível de energia componente integrado ao campo de energia integral, não sendo um veículo. Assim, compreendo que temos até o momento evidenciados 2 corpos: físico e psíquico. Quando a consciência se acha fora dos dois corpos daí sim, podemos chamar de EFC ou experiência fora do corpo.

6. O perispírito ou psicossoma não é a Consciência, apesar de sentirmo-nos muito mais consciências neste corpo que no corpo físico.

Diante disso, podemos simplificar a classificação e facilitar o entendimento do que seja a Consciência (o Eu) e do que vem a ser um corpo ou um veículo usado pelo Eu. No caso, nos manifestamos nesta dimensão através de 2 corpos: físico e psíquico. Quando saimos do corpo físico, vivenciamos o fenômeno catalogado por projeção astral, etc. Quando saimos do corpo psíquico vivenciamos a experiência fora do corpo, que chamo aqui de experiência psi-P (psi-Pura). Outro nome há de ser criado para nomear esta natureza de experiência: experiência do eu puro? Deixo a lacuna.