Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Conscienciologia, Projeciologia, Experiência fora do Corpo, Projeção Lúcida (Astral)

Acesse meus ensaios sobre minhas primeiras experiências extracorpóreas ainda no útero de minha mãe até minha idade atual.

Holocosmologia, Samadhiologia (Serenologia), Função psi-ómicron, Yôga, Tao, Meditação

Acesse meus ensaios sobre a Holociência e o método para o acesso holocósmico.

Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

31.10.10

A Ressexualização da Consciência [Espírito]: um Esboço.

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo
NIAC/ABRAP


O que marca exatamente a existência humana e a diferencia da existência extra-humana ou extrafísica, espiritual? A existência sexualizada do espírito em detrimento com a existência dessexualizada própria da vida psíquica, propriamente dita.


Muitas evidências apontam para esta premissa, a começar pela Biologia e a classificação dos seres em bióticos e abióticos. O ser humano, homo sapiens sapiens, é um ser biótico, vivo, pertencente a classificação dos seres sexuados, em oposição aos seres assexuados como os que se reproduzem por bipartição, as amebas, por exemplo. Assim, como seres sexuados que somos o processo emergente que caracteriza tal classe de seres vivos são os processos de nascer e morrer.

Um ser sexuado é aquele que num dado momento nasce e morre. Mas o que a Biologia aponta como morte? A morte do corpo, a decomposição biológica, a cessação definitiva da vida humana e a continuidade deste corpo na ininterrupta cadeia ecológica alimentar e manutenção da vida doutros seres vivos, sexuados ou não. A morte de um ser sexuado, no caso, o animal mamífero humano, é simples de compreender pela Biologia. O problema surge quanto ao nascimento. Mas o que a Biologia aponta como nascimento?

Aqui adentramos na embriogênese, a formação do embrião, a genética, a reprodução humana e os processos todos interconectados até a formação do feto dentro do útero e o nascimento propriamente dito. Apesar de não existir consenso relativo aos fatos do fenômeno “consciência”, a Biologia em geral aponta para estes dois processos de nascer e morrer nestas óticas resumidas. Em síntese, para este ensaio, resta afirmar que o que marca um ser sexuado é justamente o fato biológico de que este nasce e morre num dado momento histórico-temporal.

Em relação ao animal sexuado humano, este nasce, pela hipótese da Biologia, a partir da fecundação do espermatozóide vindo do animal sexuado humano, macho, e do óvulo do animal sexuado humano, fêmea. Assim, desta fecundação ocorre uma intensa troca de material genético até a formação do ovo ou zigoto. Temos o início de um complexo processo chamado embriogênese. Não importa agora, neste início de ensaio, como que a partir desta troca de material genético o zigoto formará todo o corpo humano até que este possa sair do útero e dar início da vida animal humana sexuada propriamente dita. O que importa aqui é que este corpo formado que caracteriza o animal sexuado humano é o ser humano tal como considerado pela Biologia e é este mesmo animal sexuado que morre (correspondendo à morte do corpo). Este paradigma é o que é praticado, teorizado e amplamente defendido pela moderna Medicina e mesmo pela Psicologia. Para a Medicina, embora isto esteja mudando a passos de tartaruga, o psíquico é o corpo, ou radicalmente, o cérebro e qualquer disfunção são compreendidos como neuroquímica e destituído de uma essência, um núcleo: a alma ou o espírito. A consciência tornou-se uma substância tal como um hormônio e quando o cérebro, a grande glândula secretora de consciência fica inabilitado, morre, da mesma forma, a consciência, sendo um produto cerebral, morre conjuntamente como todo o Eu, a personalidade e toda a memória existencial. A concepção da Biologia e da Medicina está errada neste ponto. E mais, a concepção tanto da moderna Medicina como da Psicologia são falhas neste aspecto, trazendo-nos referenciais limitados para a compreensão da experiência humana, muito mais profunda e ampla que a ciência e seus dogmas. E a lacuna está justamente nos extremos da experiência humana, a saber:

1. Vida antes do nascimento: existência do Eu antes do nascimento.

2. Vida além da vida: existência do Eu mesmo fora do corpo em estados de expansão da consciência.

3. Vida após a morte: existência do Eu após a morte do corpo animal humano sexuado.

A vida antes do nascimento (VAN) é evidenciada pelas experiências transcendentes das lembranças e revivências das chamadas “vidas passadas”, tanto nos momentos em que o Eu acha-se “encarnado”, como nos momentos em que o Eu se acha “desencarnado” ou “projetado fora de seu corpo”. A vida além da vida (VAV) é evidenciada pelas experiências profundamente transcendentes das projeções conscientes para fora do corpo, contatos espirituais pelo mediunismo, clarividência, telepatia e outros meios como a transidentificação. A vida após a morte (VAM) é evidenciada pelas lembranças das mortes anteriores em vidas passadas e pela continuidade da vida até a atual vida, conjuntamente pela rememoração do período entrevidas. Da mesma forma é evidenciada pelos contatos com parentes que se comunicam pela psicografia, mediunismo e aparições de forma direta e vivenciada amplamente pela humanidade desde a antigüidade. A reunião sistemática das evidências psi-theta, representadas pelos conjuntos VAN, VAV e VAM, produz uma única evidência global, holística, a da existência comprovada do Espírito (ECE). Assim temos que, numa matemática sintética:

VAN + VAV + VAM = ECE

O Espírito é a Consciência. O Espírito é o Eu Real, a realidade psi-Pura, diferente da energia, que existe, pré-existe, sobrexiste e transexiste. A comprovação científica definitiva da existência da Consciência (ECE) e, por conseguinte, das realidades VAN, VAV e VAM, cabe à decisão subjetiva do sujeito em considerar as evidências como suficientes para se erguer o paradigma da consciência.


A realidade psíquica (espiritual) apresenta-se como o “paraíso bíblico” ou mundo céu das escrituras, o local para onde vamos após morrer e de onde viemos antes de nascer. Apresenta-se também como o inferno astral propriamente dito, os umbrais do universo, mundo psíquico puro retrato da vida mental de seus habitantes, onde perambulam as almas inconscientes de si e de onde estão, perdidas e desorientadas.
Mas, quero centrar-me aqui no mundo psíquico positivo, astral superior, onde habitam os espíritos mais lúcidos e despertos. As possibilidades de vida são muito mais amplas que as que atualmente fazemos aqui neste mundo. O sexo ou o contato íntimo corporal máximo é sentido pela pele da consciência (perispíritos) e não pela pele do corpo humano. As relações são muito mais profundas e os sentimentos mais intensos. Existem prazer e desejos muito mais aguçados. A natureza da ecologia psíquica ou espiritual conjuntamente com a natureza do corpo psi do ser, possibilitam o mesmo a gozar de uma experiência de pesar poucas gramas, superar a força do campo gravitacional e flutuar volitando pelo espaço cósmico num mundo sem fronteiras, limites e espaço e tempo, numa velocidade acima da luz, obedecendo às forças do pensamento, imaginação livre e da intenção volitiva do núcleo gerador, ou a inteligência-consciência (espírito).
A partir das sessões de retrocognoterapia (regressão a vidas passadas) pude testemunhar as alternâncias dimensionais a partir dos relatos de meus pacientes quando no transe regressivo autoconsciente. Em comum, as vidas encarnadas em pouco foram vidas de plenitude e gozo, e muito de sofrimento e restringimento de lucidez e discernimento. As pessoas gozam de suas mazelas. Ao passarem pelo desencarne, praticamente todos os pacientes, com exceção de alguns poucos, relatavam acessar uma dimensão de gozo de uma vida de paz, amor e fraternismo, amparo e luz. As pessoas vestidas de branco num mundo sereno e pacífico. Muitas dessas pessoas passavam por períodos de recuperação de sua então vida encarnada e a partir poderiam assumir tarefas dentro deste novo ambiente e morada cósmica. Muito prazer, paz e plenitude encontramos nestas dimensões.

Assim, o ser espiritual ao atravessar o campo fronteiriço que separa a dimensão psíquica da dimensão animal ou o útero materno, será acometido pelo processo de “sexualização” da consciência. Antes, um ser parassexual (sexualidade consciencial parabiológica), agora um ser sexual, cuja porta de entrada fora aberta a partir da fecundação resultado de uma relação sexual. É provável que a qualidade da relação sexual que possibilita a passagem do ser de um estado a outro, determine até certo ponto sua carga energética e o sentido sexual que dê para a vida que prosseguirá. No entanto, o ser se sexualiza mas, antes de qualquer coisa, para que ele reencarne ele deve abdicar de viver o gozo da vida espiritual. O que move o ser a abdicar do gozo da vida espiritual e aceitar a castração reencarnatória e, com isto, uma nova experiência evolutiva reencarnado é o que move este ensaio. Mesmo que o ser escolha a opção reencarnar, tal opção sempre será uma castração. Independente de a vida encarnada ser boa ou sentida como algo bom, a vida animalizada não se assemelha a vida espiritual em termos de qualidade e possibilidades de manifestação psíquica. De qualquer forma, a reencarnação propriamente dita ou a alteração de estado objetivo de manifestação expressa-se como uma “castração do gozo da vida espiritual”.

A castração inicia com o esquecimento ou o apagão mnemônico da procedência espiritual do ser. O ser reencarna e para que reencarne, ele precisa atravessar um processo inerente à reencarnação, que é o esquecimento de si mesmo. O esquecimento de si mesmo faz parte da primeira etapa que o ser vai ter de vivenciar, ou seja, viver sem a plena consciência de si. É um estado de amnésia, um black-out mnemônico, provocado pelo próprio processo de travessia interdimensional. O útero como espécie de câmara biológica de materialização. Com seu auto-conceito limitado, o ser forma nova personalidade e possivelmente novos sistemas de defesa e novos tipos de caráter. Esta evidência consta em mim mesmo, quando noutras vidas apresentava sistemas de defesa diferentes dos que uso hoje. A cada vida encarnada podemos dizer que uma nova personalidade é formada, cada qual em sua faixa correspondente. No entanto, o mesmo Eu atravessa as multivariadas existências assumindo multivariadas personalidades. Algo permanece vivo, e este algo é o núcleo inteligente que atravessas as dimensões em busca de sentido, realização, plenitude, etc. Este algo é o Espírito ou Consciência.

O esquecimento temporário - pois ao desencarnar o ser tende a voltar a lembrar-se - parece ser a maior castração que a reencarnação gera a este ser, visto ser a abdicação da autoconsciência e das memórias das experiências de gozo profundo espiritual. Qual o sentido de esquecer? Seria um sinal de imaturidade de manutenção da memória tal como esquecemos de situações da infância atual? Tal como não lembramos de experiências intra-uterinas e mesmo de ontem? Esta é minha posição, a de que o esquecimento não é uma lei propriamente dita do universo, imposição divina ou lei evolutiva, mas antes de tudo, de sinal de imaturidade pessoal em lidar com o Eu Real, tal como ele é, com tudo o que é.

Obviamente, na fenomenologia da experiência espiritual, psíquica, nem todos participam deste rol de experiências, permanecendo na esfera dos processos de para-psicoses, para-neuroses, para-transtornos mentais. Muitos atravessam as dimensões sem consciência da travessia. Muitos não são resgatados para os centros de reabilitação espiritual, as colônias, hospitais e cidades espirituais de elucidação e acabam por reencarnarem sem consciência alguma: são sonâmbulos evolutivos.

Assim, a reencarnação parece ser a experiência em que o ser abdica de si mesmo (do gozo de ser em plenitude no espaço cósmico livre) em prol de algo mais importante. Ao esquecer-se de si, se vê diante do outro. Assim a relação interpessoal parece ser uma das essências da vida encarnada. O ser existe para se relacionar com o outro. No entanto o ser esquecido de si e de sua origem cósmica, também acaba por esquecer o motivo pelo qual intentou reencarnar, ressexualizar; do motivo pelo qual decidiu abdicar do orgasmo espiritual pela castração ressexualizatória. Um motivo relativamente importante fez com que o ser decidisse pela castração. A castração é a sensação de perda de regiões do Eu Espiritual, eu Real, qual seja, a memória espiritual que enraíza o ser na sua procedência cósmica de origem imediata.

Um fato praticamente unânime é que o ser esquece o que veio fazer no planeta. A maciça maioria da humanidade me parece sofrer de da Síndrome da Existência sem Sentido (SES). Pessoas vivem e não sabem o que fazem aqui. Sofrem sem saber porque sofrem e morrem sem consciência de onde vieram, fizeram e para onde irão. São os futuros pacientes das colônias espirituais de tratamento e recuperação.  Mas porque esqueceria? Qual o sentido de esquecer-se de tal ofício se a felicidade e o prazer podem ter relação com tal tarefa? Complexa tal questão. Antes de renascer, o Eu (espírito, consciência) tinha maior noção de si. Conhecia-se mais. Diria que era mais “Eu” que após renascer. Após renascer torna-se um Eu restringido e sua autodefinição distorcida. Novas crenças, novos modelos condicionantes tornam o Eu crente de uma realidade básica: “eu sou o corpo”. E como o corpo é o representante da condição animal sexuada do ser humanizado, a sexualidade torna-se um dos centros da manifestação humana. Uma nova experiência evolutiva. A identificação com o corpo sexual (sexossoma) coloca o Eu Espiritual numa condição de Eu Sexualizado. O corpo dói, adoece, sente prazer e possibilita uma gama de experiências. O corpo morre, os parentes morrem; muitas perdas, valores e poder atravessam a vida espiritual humanizada. Com o esquecimento do Eu Espiritual, o Eu distorce sua percepção e orienta a vida conforme as fases de desenvolvimento impostos pela Embriogênese. O porquê da demora do desenvolvimento embriológico que impõe ao ser humanizado passar por fases de maturação sexossomáticas não se sabe ainda. Experiências intra-uterinas, fases de amamentação, período anal e fálico, e toda a complexidade das pulsões sexuais já vividas desde a tenra infância, a masturbação, os desejos incestuosos pelo pai e pela mãe, o amor um tanto sexual entre irmãos e irmãs, deixam a vida ressexualizada do Eu mais complexa que imaginávamos. A vida encarnada é mais complexa que imaginamos.

Talvez se a vida encarnada iniciasse diretamente num corpo adulto, o black-out mnemônico sendo minimizado; a consciência poderia conservar com maior energia a si mesma (Eu Espiritual), diminuindo erros e acertando mais na evolução. No entanto, algo de inteligente existe no processo de renascimento. É possível que o renascimento seja uma porta de acesso direto ao inconsciente menos trabalhado, razão pela qual o esquecimento leva os seres humanos a se sintonizarem com os padrões ressonantes das imaturidades e campos traumáticos. Mas isto não é uma Lei. É uma lei psíquica na medida em que o Eu não querendo superar seus traumas acabam por enterrarem no baú do inconsciente carregando vida após vida suas feridas espirituais na esfera da inconsciência. Compreendo que o Eu tem responsabilidade direta no esquecimento. O esquecimento é uma expressão de seu desejo: do desejo de esquecer de si mesmo. Quanto mais evoluído o Eu, mais torna sua reencarnação um processo de lucidez contínua, sem espaços para lapsos de memória e inconsciência. Por dedução, vejo a possibilidade concreta de um Eu atravessar os ciclos de forma completamente lúcida, sem perdas de memória alguma e noções de si mesmo, mantendo conexão direta com o universo espiritual e animal numa sinergia perfeita, denotando traços de sabedoria de vida conquistada ao longo de sua infinita caminhada desde a conscienciogênese. Assim, surge a necessidade de lembrar-se para Ser.

Se a vida gozante espiritual existe devido ao ser estar mais próximo de sua essência como ser psíquico que é, a vida humana reencarnada necessita aproximar-se desta mesma essência.

27.10.10

4.000 acessos do Brasil e Exterior.

AGRADECIMENTO

Aos 4.000 acessos, que vêm de todos os lugares do Brasil e exterior, ficam nossos agradecimentos.

Equipe NIAC.

26.10.10

A Cura Definitiva da "Neurose" pelas Experiências de Hiperconsciência: Breve Ensaio

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo


"Não desejo que acredites em nada que escrevi. Digo: experimentai e então saberás" (Sylvan Muldoon)





A vida humana é uma vida predominantemente neurótica. Neurótica porque grande parte da humanidade não tem o menor interesse em saber, na teoria e na prática duas coisas prioritárias:


1. Saber acerca de si mesmo (conhecer a si, como consciência integral, multidimensional)

2. Saber acerca de seu projeto de vida, do real motivo que a faz estar aqui e agora neste planeta, pré-definido no período entre a vida passada imediata e a vida atual.

E os sintomas de uma coletividade neurótica já foram mapeados de forma bastante interessante por Wilhelm Reich, quando disse que a neurose tornou-se uma “epidemia”.

A vida neurótica é uma vida predominantemente vazia. Uma vida em que a pessoa sente faltar algo; sente-se melancólica, deprimida, triste e perdida.;sente que tudo o que faz não tem sentido ou tem pouco sentido; ou engana-se criando um mundo de fantasias, como defesa do mesmo Infinito. Mas prende-se para não sair do lugar. Aprisiona-se num mundo seguro defendendo-se das forças que a cercam: o incomensurável cosmos multidimensional em toda sua Infinitude. O sintoma básico é a impotência orgástica a que acomete a esmagadora maioria. Pelas estatísticas a impotência orgástica alcança a margem de mais de 70% tanto em homens como mulheres.

Teme o orgasmo, porque o orgasmo a coloca diante do Infinito, da dissolução do Eu, do Ego. Ela quer ter o controle, então, tenta controlar as pulsões da sexualidade e de sua libido. Teme os estados de consciência alterados porque teme a expansão em direção ao Infinito. Grof chamaria este movimento de holotropia, o movimento em direção da Totalidade. Teme também as alterações de emoções, as alterações de humor, as alterações de percepção... e assim por diante. Qualquer alteração é temida. Criaram-se drogas que visam reprimir estas alterações e tornar a pessoa normal novamente. Por normal entende-se a pessoa neurótica, adaptada a uma sociedade neurótica. À beira disso estão os “psicóticos”, perdidos num mundo à parte, sonambúlicos semi-conscientes, caminhando por aí afora.

O sistema básico de defesa então tornou-se ao longo das eras uma defesa do próprio universo: uma defesa que esconde o medo do Infinito. O universo tornou-se ameaçador. Um enigma perigoso de confiar. Os bloqueios dos chacras superiores, principalmente o chacra cononário evidenciam tal fato: a grande maioria de meus pacientes e de todas as pessoas que venho conversando possuem seus centros coronários fechados, com o medo do Universo e das experiências multidimensionais mais transcendentes.

O medo do Infinito parece ser o medo básico da humanidade em massa. Tal conceito pode parecer abstrato para você, mas vou aprofundar. O medo do Infinito é o que faz existir as religiões e as ciências ortodoxas, as práticas esotéricas fechadas e ritualísticas. O medo do Infinito é o que faz rezarmos pedindo a Deus proteção, porque há algo tão ameaçador que foge ao nosso controle que temos de evocar a Deus para nos proteger e nos amparar. É o que fundamenta todo mecanismo de defesa contra qualquer idéia, realidade ou prática mais evoluída. É o que faz com que a política exista como está. É o que faz com que a ética seja o colapso que se encontra. É o que produz as guerras e os genocídios em massa. Ao mesmo tempo, os que adentraram na esfera do Infinito e sentiram o medo advindo de tais experiências, acabaram criando as religiões e seus sistemas de rituais. Acabaram criando os degraus de iniciação. Os símbolos, os mitos e todos os recursos para amortecer o que Castañeda chamou de “Toque do Infinito”.

Uma vez escrevi aos 19 anos numa letra de música:

“Matérias radiando a força primitiva que rege nossos destinos... que o homem não vê, não entende, mas reza e tem fé, quando se vê, na beira do Infinito”.

E hoje aos 34 anos é exatamente isto que volto a dizer, mas em uma linguagem menos poética e mais científica: o medo do Infinito parece ser a base psicogenética de todo distúrbio pessoal e, por outro lado, o contato gradual com o Infinito parece ser aquilo que podemos chamar de EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA.

O momento em que o “Infinito” toca uma pessoa faz com que algo modifique completamente suas estruturas cognitivas em profundidade. Uma nova percepção começa a se abrir e o Universo modificou-se, porque algo em nós mudou realmente.

Experiências como esta são difíceis de colocar em palavras. Já foram chamadas de “experiências místicas”, mas nada tem de místicas. Pelo contrário, as experiências cósmicas em que a pessoa acessa o Infinito ou noutras palavras, toca-o, são de uma hiperlucidez, hiperconsciência, trancendendo concepções e palavras humanas, religiões e ciências. São experiências trans-simbólicas e trans-linguísticas.

A cura definitiva da neurose depende da capacidade crescente, progressiva, da pessoa ir se abrindo para o Universo; abrindo seus centros para o Cosmo, para a multidimensionalidade; para o Grande Outro; para o Universalismo vivenciado; totalizando-se. A neurose é o estado de consciência de “fragmentação”. A sua cura assenta-se na “totalização” ou “cosmificação” do ser. Dão podemos fazer de que toda terapia é antes de tudo uma “cosmo-consciencio-terapia”.

Relatos e mais relatos de pessoas que atravessaram experiências transpessoais e cósmicas, parapsicológicas evidenciam o acesso às realidades transcendentes do Universo e lá encontraram vida, existência e consciência. E quando voltaram sentiram-se profundamente tocados e modificados internamente.

O potencial curativo das experiências holotrópicas, cósmicas, levam o ser a expandir seu interesse para a humanidade, saindo dentro de si mesmo, libertando-se mais de seu Eu, raiz de toda neurose. E neurose é o estado de consciência onde a pessoa acha-se presa a si mesma. Por outro lado, quando começa a libertar-se de si, expande-se para além de seu “Eu” e encontra seu verdadeiro Eu.

Pessoas têm relatado experiências fora do corpo e outras experiências como a lembrança de vidas passadas (encarnadas ou desencarnadas) onde podem desconstruir seu conceito de um Eu corporal físico e substituir pelo conceito de um Eu fluido e energético. Noutros casos, a pessoa pode libertar-se deste corpo fluido e alcançar as experiências de projeção psi-Pura ou também chamada de projeção de corpo mental ou mentalsoma, onde se acha livre de corpo, espaço-tempo e formas. Estas experiências levam a pessoa a um pico de hiperconsciência e anulação de toda neurose possível e vivência de todo potencial puro da consciência sem corpo.

O orgasmo é a hiperconsciência no estado encarnado (ou intrafísico). Reich tinha razão quando afirmou que o orgasmo anularia os sintomas básicos da neurose. E aqui quero expandir este conceito de Reich, quando afirmo que a anulação plena de todo sintoma neurótico está na experiência de Hiperconsciência propriamente dita, provocada pela projeção da consciência para fora de todos os corpos: físico e psíquico (psicossoma). Digo a anulação plena porque mesmo quando a consciência se acha fora do corpo físico, em psicossoma (perispírito) ainda sim, manifesta neurose ou melhor, a paraneurose ou a parapsicose.

A sincronização das experiências de pico e o aprendizado de sustentar a felicidade, anulando por definitivo qualquer atitude auto-obsessiva e auto-sabotadora, fará com que a vida vivida seja uma experiência de contínua Hiperconsciência. Esta é a hipótese mais lógica que posso formular. E como Hiperconsciência é orgasmo e, orgasmo é prazer, tal evolução atravessa a Hiperconsciência na sexualidade, no trabalho, na relação com a vida, com o planeta, com o Universo e assim por diante. Inclui a reconciliação como uma das práticas habituais mantendo os laços “cármicos” trabalhados e sadios. Supomos que existam pessoas (ou consciências) que vivam tão somente no estado de Hiperconsciência e não mais reencarnam neste planeta, tal como compreendemos reencarnação. Supomos que tais consciências não sintam mais a necessidade, libertam-se naturalmente dos ciclos, pois os ciclos existem justamente devido a Não-Hiperconsciência e a necessidade da Evolução e de todo aprendizado.

Diante disso, começar por onde? Na mudança de interesse e motivação: começe por si mesmo cultivando-se em profundidade. Interessar por si e pelos outros; pelos assuntos multidimensionais, vivenciar experiências multidimensionais como as de projeção da consciência fora do corpo; sair do mundo de simplesmente sonhar e no máximo sonhar lucidamente. Ajudar e ajudar pessoas. Uma única experiência fora do corpo lúcida vale mais que uma vida inteira de sonhos lúcidos e sonhos comuns a serem interpretados. Conheça-se por completo, saiba por experiência própria que você não é este corpo que você vê todos os dias no espelho. Saiba que nem mesmo é o psicossoma, o corpo espiritual, astral. Afinal de contas, quem somos nós? Para que evoluímos? Para que estamos aqui?

Tomemos como exemplos aqueles que conseguiram êxito em suas tarefas de vida, que completaram; que conseguiram nadar contra a corrente da neurose social e conseguiram maior lucidez multidimensional que antes. Faça uma lista destes exemplos: Oliver Lodge, Charles Richet, Allan Kardec, Eusápia Paladino, Barbara Brennan, Louise Hay, Waldo Vieira, Chico Xavier, Ernesto Bozanno......... Na prática, não adianta adorarmos a um “guru”. Na prática, adianta sabermos quem somos nós e realizarmos nossa missão nesta vida e, no final, comemorar por mais uma vida vivida em prol da(s) consciência(s) e da evolução. O resto é secundário e fica no caixão, é cremado ou torna-se herança.

Mas como disse Sylvan Muldoon, em seu clássico "The Projection of the Astral Body", na década de 30:

"Não desejo que acredites em nada que escrevi. Digo: experimentai e então saberás"

20.10.10

O Discernimento Aplicado ao Fenômeno Parapsíquico-Mediúnico (Versão 2 - atualizada))

Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo


Introdução

Este artigo foi publicado no dia 20/10/2010, portanto, após mais de um ano desta publicação e mais de 180 acessos, mais e mais experiências ocorreram comigo e com meus pacientes, assim como das pessoas pelos quais me relaciono, incluindo relatos enviados para meu e-mail através desta revista ou mesmo os publicados aqui como comentários a algum artigo. E o discernimento torna-se um aspecto central na vivência da mediunidade, ou seja, da relação interdimensional entre nós e as consciências extrafísicas (espíritos, agente theta). O recado já tinha sido dado pelo Prof. Revail (Allan Kardec), mas como advertiu o Sr. Muldoon: "experimentai e então saberás". Somente a experimentação direta do fenômeno nos traz conclusões que nos levam a observar a teoria parapsíquica sob uma outra ótica. E falo aqui da experimentação pessoal, não a indireta, popularizada desde a metapsíquica, no estudo de médiuns por aí afora e corroborada pela parapsicologia ortodoxa desde Rhine. Eis o que Hernani Andrade disse quando previu o surgimento de uma ciência que operasse tanto no aspecto quantitativo, como no aspecto qualitativo, um misto entre metapsíquica e parapsicologia moderna. Podemos chamar de parapsicologia contemporânea ou a conscienciologia (no sentido do estudo integral do ser operando em metodologia múltipla e integrada). Kardec ao escalonar os espíritos numa escala descendente, do menos evoluido moralmente para o mais evoluído, estava tentando preparar os médiuns para o exercício seguro do parapsiquismo, no que diz respeito a identificação do caráter da consciência extrafísica que estaria por se manifestar. Creio ter sido este o fator que o impulsionou a escrever o "Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas". Tal obra, junto com outras da mesma categoria, como "O Livro dos Médiuns" e com o estudo do Prof. Kun'g Fu Tzu (Confúcio), "Os Anacletos e outras", nos dá um panorama para identificarmos o caráter a partir da energia consciencial, sentimentos e tipo de pensamentos que o espírito está operando.

Todo médium, e isso já foi dito anteriormente, necessita aprender antes a incorporar sua própria consciência dentro de seu corpo, e isto equivale a dizer, autoconhecer-se. Somente a partir desta base, pode ele, incorporar outra, sabendo que se trata de outra e, assim, discernir o que não é sua consciência, a partir de seu discernimento. O espírito intruso apresenta-se como forçador de barra, quer incorporar, quer usar o médium como "cavalo" ou forçosamente. Não tem noções claras de limite e identifica o sensitivo como aquele que poderá lhe servir para comunicar-se comos vivos. O sensitivo precisa aprender primeiro a se respeitar, para não colocar-se na posição de "cavalo", de "burro", exercitando sua mediunidade lucidamente, escolhendo quem quer que se aproxime e quem quer que se afaste. Para isso é necessário treinamento e uma mudança de temperamento, de crente para cientista/filósofo. O espírito amparador apresenta-se como núvem sutil de lucidez, higienizando o ambiente com sua simples presença, leve, porém, aglutinadora de elevação ética e de consciência. A benevolência é traço marcante destas consciências acompanhada de alta lucidez, portanto não só manifesta-se pela bondade, mas pela lucidez e centramento de sua consciência no eixo. O médiun precisa conhecer progressivamente o seu eixo para permitir sair dele para que outro possa operar a partir de seu corpo e fala (no caso da psicofonia). É importante que o médium seja clarividente para que possa avistar além da via extrassensorial a consciência extrafísica presente, possa avista-la, expandindo seu conhecimento sobre o caráter do espírito presente, evitando o máximo a crendice sobre seu caráter e pressupostos sem fundamento experimental.

Sobre o Discernimento aplicado ao Parapsiquismo e Mediunismo

Este texto é um esboço que trata da aplicação do DISCERNIMENTO para a compreensão pessoal na perspectiva da autopesquisa da experiência pessoal com o fenômeno mediúnico, especialmente um ponto:

O fenômeno das vozes mentais internas ou pensamentos (orientações amparadoras e assédios/obsessões) e sua relação com a ação da inteligência theta (espírito, consciência extrafísica) ou o fenômeno mediúnico, parapsíquico.

Muitos médiuns que atendo em meu consultório vem expressar na intimidade clínica a dúvida permanente quanto a "voz interna" em tese proveniente de seu "mentor", "amparador" ou "guia espiritual". A maioria deles atua em centros espiritistas, umbandistas e mesmo os mediuns naturais que não atuam em local algum mas que todos apresentam distúrbios associados ao processo parapsíquico, também chamado mais tecnicamente de SPI - Síndrome da Personalidade Intrusa, SCV - Síndrome da Contaminação Vibratória ou algo similar. Muitos têm dúvidas quando se trata realmente de "vozes mentais" de amparadores ou se são realmente de si mesmos. Dúvidas se trata de alucinações, delírios ou realmente são "vozes mentais" provenientes de fontes theta (extrafísicas).

1. Como identificar se a "voz interna" provém da intimidade do universo consciencial?
Identificação através da pesquisa de si mesmo do padrão pessoal de pensamentos (junto com as emoções e sentimentos). Inicie um processo de autoconhecimento, perceba continuamente seus pensamentos e se o quiser, anote numa espécie de "diário de pensamentos, emoções". Este diário lhe servirá para compreender como funciona sua dinâmica mental e que pensamentos-emoções provém realmente de si mesmo, de seu universo interno, consciencial.

2. Como identificar se a voz interna provém da exterioridade do universo consciencial?
Tudo que não se sincriniza com o seu padrão pessoal de pensamentos-emoções deve ser colocado entre parêntesis de forma a captar a real fonte da informação sentida internamente. A princípio você pode sentir e presenciar os pensamentos-emoções como se fossem seus, mas com o passar do tempo poderá captar através dos recursos extrasensoriais (telepatia, transidentificação, clarividência...) donde provém as ondas mentais-emocionais. Pergunte: "Este pensamento-emoção é meu?" Sinta a resposta interna e faça a varredura extrassensorial visando achar a fonte. Você que é médium, sensitivo, compreende bem o que quero dizer por "varredura extrassensorial" que é um estado de consciência em que você permanece atento porém lúcido tentanto captar, encontrar quem está e donde vem a informação mental-emocional. Ao identificar a fonte e, se no caso for extrafísica (espiritual, theta), convém decidir:

a) Prestar assistência via telepática e permitir o acoplamento com fins de prestar a assistência à consciência extrafísica (espírito, agente theta);
b) Instalar a autodefesa energética pela mobilização de energia consciencial ou estado vibracional;
c) Criar circuito interno potente de pensamentos positivos, fraternos, visando a elevação do padrão vibratório da psicosfera e, portanto, instalando a autodefesa energética pelas vias mentais.

Ao instalar a autodefesa energética pela mobilização da energia e estado vibracional, você repele o intruso extrafísico de sua psicosfera e, com isto, suspende temporariamente as contaminações vibratórias emitidas pelas ondas mentais do sujeito extrafísico.

Ao prestar a assistência via telepática, você além de realizar a parapsicoterapia realizará o afastamento do sujeito sem precisar instalar o estado vibracional.

Ao criar o cirtuito interno de pensamentos você afastará o sujeito pela impossibilidade deste permanecer acoplado diante do choque de freqüências vibratórias geradas pelo pensamento fraterno potente e continuado, gerando psicosfera positiva e aura de saúde e equilíbrio.

Tudo isto evidencia o discernimento prático aplicado na experiência direta com o parapsiquismo ou a paranormalidade. Você pode estudar profundamente a si mesmo, mapear seu padrão pessoal de pensamentos e com isto elevar sua saúde integral e conviver melhor com sua paranormalidade aproveitando a sua sensibilidade em prol de sua evolução, saúde e autoconhecimento, além de ajudar os demais.

14.10.10

Prática Continuada de Exercícios Físicos e Energéticos: Autotratamento e Autoprofilaxia para a Saúde Integral

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Eu realmente tinha esquecido como é boa a sensação integral de sentir-me leve, profundamente desintoxicado e super disposto fisicamente, energeticamente, mentalmente e espiritualmente, de forma integrada, completa. Onde resido preciso subir uma ladeira a pé, cerca de 10min morro acima, em forte caminhada onde me exige intensa força física aeróbia e anaeróbia. Em minha rotina, incluia caminhadas, controlava a alimentação razoavelmente e de vez enquando incluia alimentos hipercalóricos. Ao mesmo tempo, incluia exercícios energéticos visando a descontaminação vibratória das energias conscienciais (psiergia) assimiladas no meu dia dia, tanto na clínica como das relações em geral e ambientes. Mesmo tendo uma vida emocional saudável, atuando com um trabalho que realmente me realiza e estando me relacionando com a mulher que sinto completar-me, ainda assim, para meu espanto, não estava sendo suficiente. Sentia-me nas últimas semanas, principalmente, intoxicado devido ao volume de atendimentos. O "remédio" foi intensificar a prática de exercícios físicos e energéticos e reciclar minha dieta. E o resultado foi quase imediato.

Nós parapsicólogos clínicos e pesquisadores da consciência trabalhamos muito sentados e usamos o corpo como um suporte necessário às nossas atividades. Isso nos leva a uma vida cuja atiividade física, energética e uma alimentação saudável são centrais tanto na matutenção de nossa saúde como na prevenção de psicopatologias derivadas do sedentarismo físico e energético.

Venho trazendo nos artigos a questão da SPI - Síndrome da Contaminação Vibratória. Esta síndrome é o quadro parapsicopatológico derivado das contínuas assimilações energéticas, acumuladas em médio e longo prazo, e envolve geralmente, uma segunda síndrome correlata e interconectada: a Síndrome da Personalidade Intrusa (SPI) que é o quadro também parapatológico onde outras pessoas e agentes theta (consciexes, espíritos) participam do distúrbio. Então, antes que esta situação ocorra medidas profiláticas necessitam ser realizadas:

1. Prática continuada de exercícios físicos, aeróbicos e anaeróbicos, intensificando a produção de energia física, a desintoxicação celular, corporal e o condicionamento físico, a produção de hormônios benéficos e a regulação do sistema geral. O condicionamento físico potencializa as atividades mentais, emocionais e sexuais. O importante aqui é a escolha da atividade física apropriada à você, de forma a alcançar o nível ou pico de intensidade capaz de proporcionar o alívio corporal e o relaxamento psicofisiológico.

2. Prática continuada de exercícios energéticos, especificamente, a mobilização das energias conscienciais induzidas pela própria vontade pessoal e aplicação de técnica apropriada, tal como a descrita nos site oficial do IIPC. A princípio pode parecer difícil a aplicação desta técnica de forma autodidata, mas a persistência lhe trará resultados. O ideal é a realização de algum curso ou se conhece alguém que domine a técnica que possa lhe ensinar.

Estas duas providências práticas e continuadas mantém a saúde física e energética em dia, atuando na profilaxia dos assédios doentios ligados ao sedentarismo físico e energético conjuntamente com as intrusões de pessoas e agentes theta (espíritos, consciexes).

Por outro lado, não atuam noutros níveis da nossa saúde integral ou holística, como por exemplo, a execução prática de nossa programação ou missão de vida, através de um trabalho digno e assistencial, remunerado e não-remunerado, em prol da evolução. É aqui que adentra o objetivo da vida humana e seu sentido maior, dentro da necessidade dos seres evoluirem em direção aos estados de benevolência de espírito, na cosmoética e no amor puro vivido. Da mesma forma, estas práticas não resolvem os problemas emocionais ligados aos traumas afetivos de relacionamentos e dificuldades de estar numa relação amorosa e sexual satisfatória. Nem mesmo atua nos níveis da saúde mental propriamente dita, que depende de uma organização das idéias que necessitam de outros métodos, como os de planejamento e reprogramação da mente subconsciente.

Assim, dentro da busca da saúde integral ou holística, precisamos situar cada coisa em seu devido lugar para que os resultados sejam satisfatórios em termos de saúde. Não adianta tentarmos resolver problemas emocionais propriamente ditos com exercícios energéticos ou físicos, sendo que estes atuam em ooutro nivel de ser. Mais coerente é atuarmos nos processos emocionais, por exemplo, através da autopesquisa cognitiva, de catarses visando a desrepressão das emoções, reprogramação mental, em determinados casos, através da terapia de regressão (retrocognoterapia) e em psicoterapia de forma a liberar os sentimentos de traumas e bloqueios.

Em Parapsicologia Clínica e Psicoterapia Integral é necessário que esta noção seja praticada para que recomendações terapêuticas sejam dadas de forma coerente com a ação correspondente com fins a obtenção da saúde integral.

O pico da saúde integral é a autorealização. O pico da autorealização é a execução plena da missão de vida assumida antes de renascermos. E este troféu levantamos nos pós-morte, após a desencarnação.

6.10.10

Histeria de Conversão, Transidentificação e Incorporação Mediúnica: Bases ao Paradiagnóstico em Parapsicologia Clínica

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

A histeria de conversão, apesar da complexidade que atravessa o assunto e longe de definir o que realmente vem a ser histeria, caracteriza-se por uma série de psicossomatizações cuja origem do distúrbio encontra-se num campo do inconsciente.

Assim, cabe-me caracterizar onde encontramos a histeria de conversão e onde encontramos a transidentificação, fenômeno classificado pelo parapsicólogo clínico e médico Dr. Eliezer Mendes.

Na histeria de inversão, que aqui chamo de HC, a pessoa é acometida por uma espécie de incorporação do inconsciente pessoal, no interior de sua subjetividade interna, psíquica. É como se o inconsciente através de uma complexa cadeia de psicossomatizações se comunicasse com o consciente da pessoa acometida da HC. Obviamente, esta classificação é ritulativa como qualquer outra classificação em psicopatologia. Mas podemos usa-la como referência e não como rótulo, que é meu propósito aqui. Um caso retrata a HC:

Caso de hipótese de HC: o paciente expõe uma série de sintomas estranhos. Ouve vozes de uma "pessoa" ou em suas palavras, um "espírito obsessor" que lhe diz ofensas e chingamentos perturbantes que acabam por impedi-lo de exercer de forma saudável sua profissão. No consultório, o paciente relata que um "espírito obsessor" o têm perturbado e que isto foi lhe dito na Umbanda, onde era médium. Os sintomas acompanhavam uma série de sensações de ansiedade, angústia, formigamentos na região cardíaca e outras somatizações flutuantes, como dores no corpo e em regiões específicas. Nas consultas iniciais, cerca de três, não foi percebido por mim nenhuma intrusão theta (obsessão espiritual) através do paradiagnóstico pela percepção extrasensorial. Após o paciente submeteu-se a sessões de regressão onde percebeu aos poucos tratar-se as vozes de origem num passado pessoal, quando num dado momento as cenas de sua infância brotam em sua mente. O paciente estava sendo chingado por sua própria mãe, devido a uma situação realizada nesta idade, relacionada a sua sexualidade (tentativa de abuso sexual por parte de um amiguinho maior que ele). Assim, as sintomáticas todas pareciam estar ligadas a esta cena recalcada em seu inconsciente, porém, expressando-se através de um tipo de manifestação HC. Após a sessão, o paciente diz ter diminuido em cerca de 90% as vozes em sua mente e agora, sabendo da origem poderia reformular suas idéias a respeito e trabalhar-se com maior consciência. O paciente estava certo num ponto: era um Outro que o obsediava, porém, um Outro físico, encarnado, que o ameaçou e o agrediu verbalmente em seu passado infantil. Nada, portanto, relacionado a um suposto obsessor espiritual. Não quero com isto induzir que não ocorra casos de intrusão theta, o que a clínica tem demonstrado a evidência quase objetiva de que os Espíritos fazem parte da complexa sintomatologia de muitos distúrbios e dificuldades pessoais.

Já na transidentificação, que chamarei aqui de TI, o paciente incorpora o inconsciente de um Outro real, próximo ou a distância, Outro este que pode ou não ser um Espírito reencarnado/ressexualizado (ER) ou um Espírito desencarnado/dessexualizado (ED). A pessoa neste caso expressa a sintomatologia de um Outro ("vivo" ou "morto") através do acoplamento de faixas da personalidade subconsciente do Outro em si mesmo. Vou tentar ser mais claro. Você entra num ambiente bem, por exemplo, e começa a sentir-se mal. Começa a boçejar, começa a sentir um aperto no peito, angústia e vontade de chorar; pensamentos começam a passar em sua mente, como pensamentos pessimistas sobre a vida. E você não se percebe que esta sintomatologia não lhe pertence. Você, um sensitivo, está incorporando sintomas de um Outro. Cabe agora ficar consciente disso. E então, olha para o lado e tem uma senhora idosa num estado psiquico bastante comprometido. Percebe que está acomplada a ela e está reproduzindo o "filme" inconsciente da vida dela. Esta reproduzação envolve altas cargas de energia e um exaurimento. A pessoa transideitificada fica melhor após o processo. Porém, o sensitivo fica geralmente pior, pois de forma ampla poucos sensitivos têm consciência clara e lúcida quando estão transidentificando.

A TI é parecida com a incorporação mediúnica, aqui chamada de IM. No caso de IM propriamente dita, o sensitivo sai temporariamente de seu corpo, total ou parcialmente, e permite que ooutro Espírito (no caso theta ou desencarnado) assuma o comando das funções fisiológicas, principalmente, a fala (psicofonia) e em alguns casos, gestos e escrita (psicografia).

Assim, temos 3 fenômenos que podem insidir em confusões no paradiagóstico clínico:

1. Histeria de conversão
2. Transidentificação
3. Incorporação mediúnica

Cada um dos três fenômenos psíquicos são complexos e podem estar atrelados e conectados numa síndrome que em Parapsicologia Clínica chamamos de SPI - Síndrome da Personalidade Intrusa e SCV - Síndrome da Contaminação Vibratória. Assim, muitos casos catalogados como HI são na realidade complexos processos de transidentificação (TI) e incorporação mediúnica (IM) atrelados a processos inconscientes ligados a sexualidade (HC). Da mesma forma, muitos casos de IM e TI, são casos mais ligados a HC.

5.10.10

Alcançando a Consciencialidade Amparadora através de Atos Benevolentes

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Começamos pelo complexo conceito de "Espírito". Espírito é a alma, a consciência ou psi quando encarnada ou ressexualizada num corpo psi, psicossoma ou perispírito. Vou tentar ser bastante claro quanto a estas definições que acabam causando muitas confusões.
  • Alma, consciência ou psi (psiqué): fundamento da inteligência, núcleo espiritual, eu real.
  • Espírito: conjunto alma + corpo psi (também chamado de perispírito ou psicossoma; veículo da Alma ou consciência)
Vejamos eu e você: uma alma reencarnada, ressexualizada num corpo de homem ou mulher. Eu e você agora somos um conjunto integrado de Alma + corpo psi + corpo humano.
Quando desencarnamos, somente o corpo humano se desativa, literalmente transforma-se em alimento para outros seres vivos. Assim temos somente Alma + corpo psi = Espírito.

Os Espíritos habitam o universo...

Os Espíritos podem, como já esclareceu Revail, estar em dois estados de consciência bastante objetivos: Espírito reencarnado ou ressexualizado (ER) e Espírito desencarnado ou dessexualizado (ED). E os Espíritos, por serem Almas, são a expressão de sua maturidade integral, razão pela qual podemos discernir muitos "tipos" de Espiritos (podendo estar nos estados ER ou ED) e podemos resumir, de forma a facilitar o entendimento, em Espíritos Benevolentes e Espíritos Doentes. Tanto os benevolentes como os doentes podem estar encarnados ou desencarnados. Ficaremos aqui somente com os primeiros. Quanto aos segundos, tratarei em outro texto.

Espíritos Benevolentes ou Amparadores

São aqueles que possuem uma boa Alma, boas intenções e bom discernimento, transparecendo em suas idéias, emoções e energias, irradiando maior serenidade e paz interna. E por terem maior discernimento, nos auxiliam a partir de emoções superiores e boas idéias, inspirações e intuições. São as Almas ou Consciências que exalam maior maturidade a partir do Amor Puro transparecido em atos amparadores, variando em lucidez e complexidade.

Assim, temos Espíritos Benevolentes ou Amparadores de vários graus de evolução e especialidade de ações, como por exemplo, o Amparador que auxilia em trabalhos científicos e psicoterapeuticos na área da Parapsicologia Clínica e os Amparadores que auxiliam nos trabalhos mais amplos de Evolução de Milhares de pessoas. Desta forma, temos que os Espíritos Benevolentes evoluem ad infinitum até níveis inimagináveis. Revail nomeará de Espírito Puro o degrau mais alto de evolução relacionado a libertação dos ciclos reencarnatórios (samsara). Mas, até mesmo os Espíritos Benevolentes deste grau permanecem evoluindo e pressuponho que nesta esfera da existência cósmica, onde tempo e espaço, e noções como um Eu ou corpo, ou limites de forma são inexistentes, a evolução percorre rumos cósmicos de profunda expansão ao Infinito ou noutras palavras, a Deus. Assim, é nesta corrente do Bem Cósmico que percorrem os Espíritos Benevolentes. Confúcio chama este nível maior de evolução de "Sábio".

Confúcio compreende a evolução do ponto de vista essencialmente moral, a partir da maturidade dos atos na direção do Bem, nos ideais do homem Sábio e Benevolente. Assim, temos que os Espíritos Benevolentes ou Amparadores são justamente aqueles que, por terem evoluido por dentro, em sua moral interna, essencial, praticam o Bem e transparecem em seus atos o Amor Puro numa sintonia que podemos chamar de divina ou cósmica.

Aqui adentramos para os verdadeiros Espíritos Amparadores e Benevolentes, cabendo-nos discernir quando um Espírito desta monta se aproxima de nós, o clima energético associado a estes Espíritos, de paz, amor, serenidade e ausência de ansiedade de qualquer preocupação. Tenho percebido em meus pacientes provenientes de locais que trabalham com espiritualidade denominarem de "mentores" ou "amparadores" alguns tipos de Espíritos. Não importa o que fala o Espírito, o que importa é sua energia psíquica ou espiritual/consciencial que traduz seu nível de evolução e discernimento. Lembro-me da experiência de ter percebido a chegada de um Espírito que somente mais tarde saberia se tratar de Oliver Lodge, que transpareceu potente lucidez no campo, pela sua simples presença. Muitos vem chamando de "mentor" ou "amparador" Espíritos que não o são e acabam abusando do médium pela sua ingenuidade e carência de estudos na área. Assim, "preto-velho", "pomba-gira", "caboclo" e outros assim nomeados não são Espíritos Amparadores tal como exponho aqui. Podem ajudar, mas podem atrapalhar. Um Espírito Amparador, esteja ele encarnado ou não, sempre ajuda no melhor discernimento.

Os Espíritos Benevolentes ou Amparadores são justamente aqueles que transparecem como um Amor Puro na forma de um Perispírito ou Corpo Psi praticamente liberto de uma forma humana, sendo uma energia translúcida e serena, amorosa. Em outro texto, publiquei sobre "A Revelação da Verdade pelos Espíritos Superiores", era exatamente destes Espíritos que falava. Porém, os Espíritos Amparadores não encontram-se somente num nível tal como descrito neste artigo. Eles se encontram em vários níveis evolutivos, variando tal como variam as personalidades, porém, mantendo o traço central de Benevolência Lúcida.

Senão vejamos algumas características centrais dos Espíritos Benevolentes ou Amparadores Lúcidos propriamente ditos:

1. Agem ao máximo pela sinceridade, transparência e honestidade em suas orientações, mantendo clareza de idéias, raciocínio e retidão mental, sentimentos mais purifiicados de amor sincero.
2. Agem sempre em prol da evolução numa perpectiva universalista, trancendendo filosofias, ciências, religiões e paradigmas, centrando-se na essência e não nas aparências (formalidades, formas, ritos, objetos, etc.)
3. Agem muito pelo anonimato de sua simples presença educativa. A presença destes Espiritos fala mais que muitos livros e discursos.
4. Agem muito pelas necessidades do Outro e não propriamente pelas próprias necessidades.
5. Agem através de pensamentos e sentimentos de alto grau moral, sem que esta moral seja algo imposto ou um dever. Trata-se de uma moral autodescoberta pela evolução pessoal destes Espíritos.
6. Agem pela serenização dos ambientes, pelas reconciliações, pelo universalismo e pela união.
7. Agem encarnados ou desencarnados.
8. Agem através de profissões estrategicamente escolhidas, antes de renascerem, de forma a executarem suas missões de vida.
9. Agem pela liberdade do Outro.
10. Agem pelo respeito a integridade moral e existencial do Outro, não impondo verdades, caminhos ou concepções.

Obviamente, estas características podem variar para baixo ou para cima em moralidade ou evolução espiritual. Quando varia demais para baixo, dizemos que são os Espíritos Doentes e, quando varia demais para cima, dizemos que são os Espíritos Puros, que alcançaram os níveis sublimes da evolução espiritual e cósmica.

Alcançando a Espiritualidade pelas Ações Benevolentes

Existem várias formas que você se conectar aos Espíritos Benevolentes ou Amparadores. Mas quero falar aqui de uma bastante simples: procure agir de forma benevolente no dia a dia. Confúcio (VI a.C) um dia disse a seus discípulos: "Não faça aos outros aquilo que não deseja que façam para ti". Esta máxima se assemelha à essência da moral de Cristo, no "ame o próximo como a si mesmo". Estas máximas resumem a moral do Bem em nossos atos, a partir da compreensão de sua essência.

Estas ações benevolentes podem atravessar todo seu dia dia, por exemplo:

1. Torne gradualmente sua prática de dirigir no trânsito um ato benevolente. Ao invés de reclamar, deixe o irmão passar de carro em sua frente, num cruzamento lotado. Ao invés de ter pressa numa fila parada, veja a fila como uma oportunidade de meditação e agradeça a fila por ter te dado esta oportunidade diária. Aproveite para colocar uma música leve em seu carro e medite, tornando seus atos no trânsito mais pacíficos e cordiais.

2. Torne sua vida em família mais pacifica. Apesar de parecer impossível e mesmo que existam poderosos conflitos entre você e seus pais, por exemplo, começe simplesmente agradecendo pelo fato deles terem te oportunizado estar vivo, aqui, encarnado neste planeta. Ao receber agressões deles, respire e compreenda que agem assim por defesa e tente reagir de forma mais pacífica e amorosa. No começo pode parecer quase impossível, mas aos poucos as atitudes benevolentes se sintonizam com os Espíritos Amparadores e um trabalho de ajuda começa a ser feito no silêncio da espiritualidade. Se for o caso, reconcilie-se com seus pais, irmãos e faça de tudo para que as coisas vão se ajeitando.

3. Torne sua vida com sua esposa ou marido mais harmoniosa e amorosa. Faça programas legais, converse entre vocês num clima de abertura e sinceridade, sempre atentos para a intenção mais benevolente, evitanto atacar o(a) companheiro(a) com palavras e atos. Veja-o(a) como um Espírito que necessita de ajuda e amor também, assim como você. Perdoe-o por tudo continuamente, desapegando-se de emoções como raiva, rancor e vingança, as verdadeiras portas da obsessão. Ao contrário, abra as portas do amor pelas palavras e pensamentos positivos. Reveja tudo com sinceridade: o amor, o sexo e a relação, sem fugas ou desculpas. Não fuja de si mesmo, seja benevolente consigo mesmo em primeiro lugar.

4. Procure a partir de agora, ser mais benevolente consigo mesmo. Reconcilie-se consigo pelos atos praticados no passado, sem vergonha do que fez, mas atento as modificações que terá de fazer em seu caráter, na direção da benevolência. Você pode fazer uma lista de situações, fatos, pendências e o que for necessário para que possa ter maior discernimento em relação a si mesmo e, com isto, subir mais um degrau de sua evolução infinita.

5. Trabalhe com algo que gosta e te dê prazer. Isto alimenta a Alma e é reflexo da benevolência consigo mesmo. Aquele que trabalha com algo desprazeroso e desgostoso é, em primeiro lugar, o obsessor de si mesmo. Seja seu amigo, coordene sua vida em prol de si mesmo e dos Outros, ajudando os demais a alcançarem maior liberdade e independência em suas vidas, e, portanto, realização e felicidade. Veja o texto sobre Voluntariado, esta ação pode ajudar a purificar seu espírito.

São 5 coisas simples, porém resultam em efeitos poderosos se levados até as últimas consequências. A partir destas atitudes você terá muito maior contato com os Espíritos Benevolentes ou Amparadores e poderá ter suas provas pessoais de sua existência, que é o nosso futuro próximo.