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12.9.11

Homo Sapiens Sapiens: Estrangeiros de Si Mesmos e do Mundo

Por Dr. Fernando Salvino (MSc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta e Conscienciólogo



Existe algum critério seguro para definirmos sonho, ilusão, loucura e fantasia de REALIDADE?

Sempre que tenho uma experiência consciente fora do corpo, reflito sobre a natureza da consciência. Seria a vida humana uma extensão de nossos sonhos? Ou a vida humana seria a vida REAL enquanto que a vida no sonho, IRREAL? Qual a natureza da realidade? Se posso ficar lúcido mesmo fora do corpo, despertando-me no meio de uma atividade onírica, sonhando e, após, perceber-me lúcido fora do corpo, então: quando eu estou devaneando aqui, na vida humana comum, "viajando" em imagens oníricas caminhando e, em dado momento tomo minha lucidez e percebo-me da condição de "viajante" devaneador; assim, qual a diferença essencial entre a vida aqui, humana e, a vida possível no universo dos sonhos (extrafisicalidade)? A minha tese é simples: somos consciências e, como consciências, o que predomina é o estado de consciência em que nos situamos, independente de "onde estamos", mas, o importante é, o "comos estamos". Estou lúcido ou sonhando? Estea aqui ou "lá", a realidade nos mostra proporcional ao nosso grau de lucidez. Quanto maior a lucidez, maior a noção de realidade. Quanto menor a lucidez, menor a noção de realidade. E estados de menor lucidez incluem o devaneio (devaneio diurno) e o sonho comum (devaneio noturno). Se eu acordo de um devaneio comum (diurno), dizemos que estamos lúcidos no estado intrafísico da consciência. Se acordo de um devaneio noturno (sonho), dizemos que estamos lúcidos no estado projetivo da consciência. Porém, a maioria das pessoas encotram-se numa condição de contínuo devaneio, extendendo sua atividade sonhadora para a noite, impossibilitando a expansão da consciência para a realidade multidimensional consciente. Em casos mais agudos, ocorre a crise onde a pessoa sente estar perdendo a sanidade mental, por questionamentos agudos acerca da natureza da realidade. Podemos ver esta condição como psicopatologica, o que não é errada, pois é um sofrimento psíquico. Por outro lado, podemos ver como uma situação natural de evolução em direção a uma vida mais lúcida de compreensão da natureza da realidade.

O limite da realidade é a própria fronteira psíquica que delimita até onde uma pessoa em sã consciência, lúcida pode ir, sem perder totalmente sua noção de si mesma e da realidade. Cabe a cada um saber exatamente onde se localiza este limite para que crie dentro de si referência de segurança, como atitude de autorespeito e prevenção de problemas mais graves.

No entanto, como conheceremos tal área psíquica?

A geografia interna, ou a topografia da consciência, indica que determinados estados emocionais intensificados podem apontar para esta área limite, como por exemplo, os estados de pânico extremo, quando a pessoa tem a sensação percebida como REAL, de que está ficando louca, insana e perdendo o controle sobre tudo, inclusive acerca de suas fantasias e processos mentais sem controle e percebido como sem sentido. Além desta fronteira, encontramos os estados mais sérios de desestruturação psíquica, as psicoses instaladas e mesmo as mais complexas psicopatologias, ou melhor, parapsicopatologias: as parapsicoses e paraneuroses (distúrbios associados aos espíritos ou consciências extrafísicas).

Muitos oscilam, vão e voltam do limite da realidade, este ir e permanecer durante um tempo específico (curto ou mesmo longo), é o surto. Vão e voltam. Quando vão, estão em estado de surto. Quando voltam, retomam o sentido relativo de realidade. Mas em qualquer momento, podem perderem-se por dentro de suas mentes, como um estrangeiro se perde num território desconhecido e, ali, amedronta-se e vive num universo paralelo, tal como um viajante perdido noutro país, esperando alguém salva-lo e guia-lo no caminho.


90% da humanidade, numa estatística hipotética, vive sem conhecer satisfatoriamente o mundo interno onde vive, acreditando que viajar para outros continentes ou outros locais irá fazer com que se sintam mais confortáveis dentro de si mesmos. A probabilidade de que muito pouco se altere é grande. O território interior é território pouco explorado e conhecido.

Somos, como disse, estrangeiros de si mesmos.

E como somos estrangeiros neste território interno como não haveríamos de sentir medo diante de uma condição de labirinto, quando nos sentimos perdidos e desamparados dentro de nós mesmos, dentro de nosso próprio território mental, espiritual, interior?

Nós - eu, você - precisamos do mundo para nos situarmos dentro de nós mesmos, antes de vivermos permanentemente como consciências livres de espaço, tempo, corpo e geografia, no futuro próximo inevitável, na condição de liberdade cósmica permanente, em paz eterna, ou como o vedanta chamou há milênios atrás: o estado de moksha.

Para isso precisamos conhecer este território.

É aqui que remonta o sentido dos transtornos psicóticos, principalmente, como a fronteira, o limite da realidade, da insanidade e da perda ou ameaça de perda do controle de si e das coisas. Um medo irracional da não-existência, de que a insanidade tome conta e se aposse de todo o Ser da pessoa, sendo que a pessoa começa a sentir a pressão de seu Não-Ser, sua não-existência. Essa percepção ou medo, parece-me ser a base de todo e qualquer transtorno mais grave, como a esquizofrenia, a bioplaridade, e assim por diante.

O caminho é sempre o mesmo: o viajante precisa conhecer seu território interior, a fundo, senão será uma "vítima" de si mesmo, de estar caminhando por um local desconhecido e exposto a acidentes de percurso. Porque o caminho de conhecer este território, tanto o emocional, o existencial, o espiritual, o mental... necessita método, orientação. Dispõe de método confiável aquele que, algum dia alcançou o conhecimento mais integral de si mesmo.

Neste universo, inexiste normal, certo ou "o correto". Em cada um existe um território específico, um país interior, um mundo, um universo, diferente de todos os demais. E é tarefa de cada um conhecer esse local, esse mundo. Esse mundo se chama: Ser, Consciência, Espírito. Esta tarefa de conhecer a si mesmo é o motivo básico pelo qual estamos aqui neste planeta, experimentando a vivência de sermos humanos.

Como um sangue trafega pelas veias e artérias, a consciência trafega por dentro de si mesma procurando saber quem mesma ela é. Conhecendo sua "fisiologia interna", suas áreas sombrias e iluminadas, aumentando a segurança nesta caminhada e descobrindo que o processo mesmo de descobrimento torna-se o próprio sentido de existir, da mesma forma que a resultante desta decoberta progressiva, iniciada na atemporalidade cósmica, mostra-se como pacificação íntima, serenidade e harmonia interna conquistada pela dedicação ou evolução.

Você, é um estrangeiro de si mesmo?

12.8.10

Novas Evidências da Existência de Vida antes da Vida: o Caso de Jonathas.

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

O relato abaixo é mais um da lista das evidências subjetivas da vida antes do nascimento, ou noutras palavras, as vidas passadas. Por conseqüência, adentra em reflexões implícitas sobre a natureza mesma da memória que, no meu ponto de vista, não é um local onde se armazena informações, parecendo mais com uma dimensão existente no espaço-tempo, denominado "passado". Assim a memória e os conteúdos estão além do cérebro, embora o incluam quando a consciência acha-se no estado de coincidência, como nos fala Muldoon. A memória é essencialmente extra-cerebral. O cérebro, apesar de ser um sistema especificamente evoluído do organismo humano, nada mais é que uma carne sem vida própria, vivificada pela consciência que habita o corpo psicônico ou também chamado de psicossoma (Vieira), perispírito (Kardec) ou corpo astral (Muldoon). O nome pouco importa. A consciência sendo o núcleo de existência própria e independente, sobrevive e se sobrevive, já sobreviveu à morte outras vezes no passado. Baseado nisso, trago a experiência de regressão do paciente que aqui chado de Jonathas.

O paciente me procura por queixas de ansiedade aguda desde a infância. Os sintomas vão também para a área de relacionamento, quando não gosta de se envolver emocionalmente com mulheres, preferindo relações superficiais. O que relatarei abaixo é baseado no registro direto que fiz da fala do paciente no momento do transe regressivo ocorrido em minha clínica. O paciente é evangélico e de família evangélica e não crê em vidas passadas nem em reencarnação. A experiência se deu pela vivência da técnica que desenvolvi chamada Técnica da Exploração da Parede Psíquica que nada mais é que uma intensa visualização de toda sua angústia, ansiedade, medo.... na forma de uma parede e consequente exploração vivencial do conteúdo até chegar no núcleo mnemônico do(s) trauma(s) ou experiência(s) originária(s). E inicia a exploração da parede até que a regressão é acionada através deste meio. Abaixo narro resumidamente a experiência.

Vida 1 - ano 1700 em pouco. Europa. Homem. 30 e poucos anos de idade. Casado e com filho.
  • Estou em 1700 e pouco, em algum lugar da Europa... tenho 30 e poucos anos.... estou numa praia... uma menina sai correndo.... ela morre nas pedras. Fico chateado, triste, culpado. Uma mulher me dá broncas, é minha mulher. A criança é minha filha. Soldados me perseguem com lanças. Estou na floresta, corro para a floresta. Sinto-me ansioso, com medo de morrer. Ansioso por estar com medo dos soldados me pegarem. Eles me encurralam, eu morro com uma lança na barriga.
Período entre-vidas 1 [pós-morte, vida desencarnada]
  • Estou num palácio no céu, uma escada gigante.... Entro num túnel, agora vejo um monte de pessoas, elas não tem uma forma definida, me olham sério mas serenamente.... começam a se espalhar, vão para outra dimensão....
Vida 2 - ano 1960 e pouco. Brasil. Rio de Janeiro. Homem. Bebê.
  • Estou num hospital agora, grande, muitos me olhando felizes....sou um bebê....estou no RJ, 1960 e pouco.... jogando futebol, visto uma bermuda e uma camisa social.... estou agora com 34 anos.... trabalhando, cuido de empresas, transportadoras....estou doente, com uma bola na garganta, câncer..... estou desesperado....
Período entre-vidas 2 [pós-morte, vida desencarnada]
  • Estou no caixão.... em pé na frente do caixão, todos estão chorando... me sinto fracassado por não ter resistido a doença.... Abriu uma luz do céu vou em direção a ela .... Pessoas vestidas de branco dentro de um templo.... me sinto em paz...... tranquilo..... feliz......
Neste momento peço ao paciente que guarde a lembrança boa deste momento de sua vida enquanto conto até 5 trazendo sua consciência para o ano 2010, com 22 anos de idade, residente em Curitiba/PR. O paciente sai da experiência em estado de graça.

A experiência mostra claramente a alternância de [estados de consciência]. Na "vida 1" o paciente se acha na condição encarnada, sexualizada, habitando o planeta numa condição física, como homem, na Europa, ano 1700 e pouco. Após, muda de [estado de consciência] passando ao estado espiritual, habitando outra dimensão, agora vivendo tão somente com seu corpo astral [psiergeticossoma]. Em tal experiência, os habitantes do astral ou dimensão espiritual [extrafísica] não possuem formas definidas e mudam de dimensão em poucos instantes [fenômenos que desafiam a física moderna e a velocidade da luz]. Após, muda novamente de dimensão, retornando para o [estado de consciência] encarnada, agora noutro corpo, com outra família, noutro país, Brasil, Rio de Janeiro, na década de 60. Vive uma vida humana e desencarna, morre de câncer na garganta, novo, com seus 30 e poucos anos. Sua mudança de estado de consciência se dá quando sai de seu corpo [morre] e vê-se diante do caixão, com a família chorando. E aos poucos ascende para outra dimensão onde encontra uma profunda paz quando retorna para o atual século, ano 2010, sendo um homem.

A oscilação de estados de consciência, ora encarnado ora desencarnado, é uma evidência quase objetiva para quem vivencia o fenômeno. Na esteira de Muldoon, não adianta crer no que coloco aqui, é necessário que experimentemos o fenômeno para que a partir disto alcancemos nossas próprias conclusões.

O paciente a partir desta vivência alcança um espectro muito mais amplo de si mesmo, podendo compreender-se de forma mais autêntica, pela experiência, e com isto aplicar tais conhecimentos vivenciais em sua vida hoje, para a superação de problemas pessoais e compreensão do modelo de vida que acabou adotando.

Considero esta experiência uma prova da existência do Eu antes do nascimento, embora subjetiva, dentro do espectro dos critérios da pesquisa qualitativa, participativa e auto-investigativa, método científico adotado desde 1929, pelo pesquisador e projetor consciente, Sylvan Muldoon e o pesquisador e parapsicólogo Hereward Carrington.

4.8.10

Trabalho e Autorealização: Identificando e Fazendo aquilo que se Ama

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo.
"Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida." Confúcio


Não importa qual é seu problema. O ponto que quero trazer aqui é outro: seja qual for seu problema ele é também decorrente [e muito] da falta de sentido em sua vida. E uma vida sem sentido é uma vida vazia, sem direção e, portanto, os dias passam e suas realizações mantém-se estagnadas. Os resultados práticos de sua vida não são vistos, porque uma vida sem sentido não produz resultados evolutivos. Não importa se você crê ou não em reencarnação. Isto não é necessário. Necessário é você tomar consciência de que uma vida sem um propósito que possui sentido para você não é uma vida que lhe dará felicidade e autorealização. Se você aceita a possibilidade da reencarnação, você pode tentar lembrar através de técnicas, do período entre a vida anterior e esta, quando planejou esta atual vida e decidiu retornar para este planeta, para sua familia e dar prosseguimento a sua evolução. Mas, reforço que, se você não aceita e acha um absurdo a reencarnação, não importa: vá por outro caminho. Uma empresa sem planejamento está mais próxima da falência do que uma empresa bem planejada. Da mesma forma, você, um empreendimento do Universo, se tiver e alimentar um bom planejamento de vida estará menos sujeito a falir (depressão, estresse, morte prematura, câncer, tc.). É importante que se você não tem um planejamento de vida, certamente......

Você ocupa sua mente, sua vida, seu tempo com coisas sem sentido.

Assim você continua vivendo. Disseram que você precisa namorar, então você namora. Disseram que você precisa transar, então transa. Disseram para você casar e ter filhos, então você tem. Disseram para você trabalhar, então você trabalha para ganhar seu dinheiro e sobreviver. E a vida passa... passa e passa... E? Qual o sentido da vida? Meu objetivo aqui não é adentrar em todos estes tópicos, que foram abordados de forma geral em outros escritos. A intenção aqui é abordar um único ponto: a vida humana é uma vida essencialmente trabalho. Vivemos trabalhando. Pensamos em trabalho, acordamos pensando em trabalho e muitos de nós dorme pensando e ainda, sonhamos com trabalho. Não importa se são sonhos bons ou ruins, são sonhos. Dia e noite trabalhamos. A mente é incessante em seus desejos e necessidades. Assim, diariamente você alimenta suas necessidades, seus desejos com tudo quanto é tipo de coisas. Na atual era do consumismo desenfreado e livre acesso a uma incontável quantia de bens de consumo, você vai montando suas listas e busca comprar as coisas que deseja. Quer um carro, uma moto, uma roupa nova... um apartamento... não importa... Você deseja. Você é um ser de desejos.

Então, você trabalha. Para que você trabalha?

Eis uma pergunta muito difícil. Se colocar numa prova, poucos acertarão esta questão. Isto porque poucos sabem o sentido de trabalhar. Poucos tem consciência do sentido da vida humana e, por isto, acabam não sabendo o sentido de trabalhar e, portanto, de levantarem da cama todos os dias. Muitos de nós se tornaram sonâmbulos que perambulam inconscientes por aí afora. Se perguntar o que fez ontem, não lembrará. Se perguntar o que fez a minutos atrás, não lembrará. É uma vida inconsciente. Você acorda, trabalha e dorme. Quando percebe, a semana passou. O tempo passou, um, dois, três... quatro.... dez.... vinte... trinta... quarenta.... cinquenta... sessenta.... setenta.... e?

O que fez de sua vida? Quais os resultados práticos de sua existência até agora?

Nosso foco agora é o trabalho. O seu trabalho. Aquilo que você faz e com isto é remunerado. Não falo aqui somente de seu trabalho financeiramente remunerado. Falo também dos trabalhos emocionalmente, existencialmente e evolutivamente remunerados como o são os trabalhos voluntários.

Começamos pelo trabalho remunerado financeiramente. E com isto começo com a questão: Porque precisamos de dinheiro? Bom, a vida humana é uma vida de relacionamentos. E relacionamentos envolvem trocas de energia contínuas. Uma destas energias é tão densa que chamamos de bens móveis e imóveis. E tais bens só existem porque foram produzidos por alguém. Este alguém, trabalhou para produzi-lo. Então, este alguém vende este bem. Mas ele vende para que ele tenha o dinheiro para trocar por outro bem. Assim, o dinheiro é um meio de troca e circulação bens. Num ponto de vista espiritual, o dinheiro é um meio de circulação de energia. Assim, em primeiro lugar, o mais básico, você trabalha para que possa com seu serviço receber em troca, uma quantia em dinheiro para que você possa trocar com outras pessoas e assim por diante, numa rede completamente ligada, uma teia de relacionamentos interpessoais e financeiros.

Desta forma, você trabalha para ganhar dinheiro. E você ganha dinheiro para poder pagar serviços ou comprar bens, pois isto assegura sua sobrevivência e satisfaz suas necessidades. Vamos agora para o segundo ponto. O trabalho vai além de um meio para se ganhar dinheiro. Você até pode estar infeliz porque recebe pouco. Não importa, mude de trabalho e receba mais. E ainda assim seu problema pode permanecer. O seu trabalho precisa ter sentido para você. Você passará o resto de sua vida trabalhando e despenderá enormes quantidades de horas e energia com o que faz. Assim, não importa o que você faz: você não trabalha somente para ganhar dinheiro, você trabalha também para tê-lo como fonte de prazer. Se o seu trabalho é somente uma fonte de dinheiro, então, pare e repense toda sua vida.

Identifique o sentido de sua vida, o objetivo geral de sua vida, o motivo pelo qual decidiu renascer e viver novamente uma vida humana. Você está aqui para realizar algo. Este “algo” vai além de seu trabalho. Mas nosso foco aqui é seu trabalho. E todos nós estamos aqui para sermos felizes, sentirmos prazer em viver e evoluir.

Que tipo de trabalho você poderia realizar para que possa se satisfazer mais plenamente?

Nosso foco aqui é a auto-realização. O sentido da vida humana é ser um instrumento para a auto-realização e não para a desgraça. Quem torna a vida humana uma desgraça somos nós, a partir de nossos pensamentos e experiências passadas, seja nesta ou noutras vidas. Meu foco com você é agora: se você não sente que está trabalhando com aquilo que gosta e ama, defina para si mesmo o que é este trabalho. Se nenhuma resposta vier em sua mente, não desista nem se apavore. Um nível de ansiedade virá, uma crise virá. Não importa: crises evolutivas são necessárias para alcançarmos novos patamares de evolução.

Sem coragem para evoluir você não sai do lugar

Não foque no medo. Foque na coragem. A coragem é um vulcão que existe dentro de você, mas está adormecido. Você foi ensinado pelo mundo medroso a ser medroso. A ter medo de mudanças. Você foi ensinado a buscar um emprego e ficar nele até morrer. Ou, foi ensinado a ser empresário e ter sucesso a todo custo, acumular bens, fazer seu nome e alcançar prestigio. Não importa: seu foco está errado. Você age pelo medo.

Corrigindo seu foco para a evolução e para a autorealização

De uma coisa sabemos: você existe para autorealizar-se. Como disse, não importa qual é sua crença. Você deseja ser feliz como qualquer outra pessoa, o que nos torna iguais. Você pode ser Budista, Católico, Umbandista, Espírita, Ateu..... não importa. Você opta por tal e tal religião, ou por uma linha científica ou outro caminho, porque deseja ser feliz. Deseja lá dentro de sua alma, autorealizar-se.

Agora, repense todo seu trabalho. Entre em contato com seu sentimento, escute-o. Escute suas emoções, seu coração, sua alma. A resposta vem na forma de desconforto ou sensação agradável. Sinta, medite em silêncio sobre o que você trabalha hoje. Agora, faça isto racionalmente. Coloque numa tabela: de um lado, os pontos positivos de seu trabalho; do outro, os pontos negativos. Mas faça com a mais pura honestidade que conseguir. Seja sincero, franco e honesto consigo mesmo ao seu limite. Seja bastante lúcido e racional nesta fase. Ao final, releia a tabela, avalie o resultado, chegue em suas conclusões. Você pode se perguntar: porque permaneço neste trabalho? Porque não reúno minha energia e tento mudar o curso de minha vida para algo melhor para mim? Será que um trabalho voluntário poderia ser minha solução? Aprofunde a reflexão, não tenha medo, enfrente-se com sinceridade.

Realizando a mudança de curso de vida

Tente definir para onde quer ir. Se não está satisfeito com seu trabalho, tente definir o que você quer para sua vida. Defina a prioridade para sua evolução e de que forma pode trabalhar com algo que você gosta e lhe dá prazer, ao mesmo tempo em que ganha dinheiro com isto. Afinal de contas a sola de seu sapato foi produzida por alguém, em algum lugar. Estude sobre planejamento de vida e organização do tempo, criação e acompanhamento de metas... realinhe-se com seu propósito nesta vida. O meu e o seu propósito nesta vida é simples: você existe e renasceu para ser quem você é. Seja quem você é e naturalmente você se realinha para o lugar correto, tanto dentro de você mesmo quanto fora, através de um novo trabalho ou, mesmo, se for o caso, de uma mudança mais radical, como mudar de profissão.

Para tudo isto, você precisa ter coragem. Coragem para evoluir e pagar o preço de ser quem você é. Não se acovarde. Busque a coragem dentro de você. Confie: ela está aí, esperando que você mesmo puxe ela de dentro de você, do centro de sua alma.

27.7.10

Consciência, Sonho e Lucidez: a vida humana como o pequeno moksha

Por Dr. Fernando Salvino, Parapsicólogo

Todos nós já ouvimos falar de pessoas que se levantam a noite e saem por aí sem qualquer consciência e muitas vezes acabam tomando consciência de onde estão já afastadas de seu quarto, caminhando por algum lugar em estado de sonambulismo. O sonâmbulo é aquele que caminha e faz coisas tão somente guiado pela sua mente sub-consciente.

A mesma coisa ocorre todas as noites: saímos de nossos corpos e perambulamos pela dimensão espiritual sonâmbulos sem qualquer consciência de onde estamos e do que estamos fazendo. Da mesma forma, alguns sonâmbulos acordam e se percebem fora de seus corpos. Alguns conseguem avistar seu corpo deitado na cama e observam um fio de energia fino que liga ao seu corpo lá deitado.

Ainda, podemos viver a vida acreditando que estamos despertos, acordados. Mas perceba, o quanto fica disperso em seus devaneios e imaginações dentro de seu mundo mental, pensando nos problemas, em fantasias, em pensamentos fugazes, sensações diversas.... Lapsos de consciência... fragmentos de lucidez....

Acorde: você pode estar sonhando! Mas, acredita que está acordado.

Seu mundo, suas idéias.... fantasias.... aquilo que pensa de si mesmo ou que pensa de seu marido ou esposa.... namorada ou namorado..... familiares, irmãos, pais e mães...... filhos, filhas...... amigos e amigas....... cultura.... sociedade........... isto tudo pode ser um SONHO. É o seu sonho e você vive dentro dele. Quando você vai dormir, você continua seu sonho...... E quando acorda, pela manhã, acredita que acordou, mas continua sonhando. Da mesma forma quando algumas pessoas se despertam no sonho e sabem que estão sonhando, ainda assim, estão sonhando. A vida é a mesma coisa: acordamos pela manhã e acreditamos que estamos acordados, quando na verdade, podemos estar somente continuando o SONHO.

A noite quando sonhamos, no momento mesmo que estarmos sonhando, acreditamos que o sonho é realidade. E é! Mas é um sonho! Por outro lado, só sabemos que se trata de um sonho quando acordamos e tomamos consciência: era um sonho! Nossa mas como era real! Não importa o quão real parecia o sonho, era um sonho. Você já deve ter passado por estas experiências ou por experiências parecidas com esta.

A armadilha da consciência pode estar aqui

Quando você acorda do sonho e pensa que era um sonho, acredita que neste momento está na realidade e que não está mais sonhando. Errou! Você pode estar simplesmente consciente do SONHO, mas ainda assim permanece sonhando um SONHO LÚCIDO. O sonho lúcido é quando você sonha, mas sabe estar sonhando. Isto ocorre muito quando você está dormindo e começa a sonhar e num dado momento algo ocorre! Você pensa, raciocina e sabe de alguma maneira que está sonhando. Você tem controle sobre o sonho, você pode mudar o enredo do sonho, mudar imagens oníricas..... você está lúcido no sonho. Mas não veja agora o sonho como uma experiência que você experimenta somente ao dormir. Precisamos ver o sonho como um estado de consciência que pode ocorrer a qualquer momento de nossa experiência tanto “acordado” quanto “dormindo”.

Tempo e consciência: o sonho é atemporal

Dividimos o tempo em: dia e noite. Dia é quando estamos acordados, noite é quando estamos dormindo. Criamos uma crença de que é somente a noite que experimentamos os sonhos. E que de dia ficamos acordados, despertos. Alguns cientistas afirmam isto a partir das ondas cerebrais, pelo eletroencefalograma. Eles têm razão em parte. Mas aqui vou além dos eletrodos grudados na cabeça. Vamos examinar juntos como funciona nossa consciência.

Nosso dia a dia é marcado por lapsos de lucidez, fragmentos de memória... Perceba o quanto sua atenção flutua, o quanto sua mente divaga..... o quando fica absorvido pelos problemas e fantasias, o quanto suas emoções flutuam, idéias... dúvidas..... Fique lúcido neste momento, respire e fique lúcido: veja como estava antes, ontem....ante ontem..... é parecido com um sonho. Parece que você estava sonhando. Não que seus problemas ou tudo o mais não seja REAL, pois até mesmo o sonho é real. Mas temos de discernir o que é sonho e o que não é sonho. Geralmente a mente ou está no passado ligado a traumas, cenas, fantasias, experiências... ou está no futuro, pelas preocupações, ansiedade, angústia..... Não importa, você não está aqui e agora, lúcido no presente. Este estado de lucidez no presente marca a divisão entre sonho e não sonho. Mas repito: tanto o sonho e o não-sonho são REAIS.

O desafio aqui é, até certo ponto, motivá-lo(a) a acordar do sonho que você vive dentro. O sonho que digo é o que chama de “vida”. A sua vida inclui tudo: tanto o que ocorre dentro de você como o que ocorre fora de você. Uma dor, um incômodo emocional e existencial, uma doença pode ser a chamada de sua consciência para mostrar-lhe que está sonhando. Mas meu desafio com você não para aqui. Quero mostrar a você que seu sonho tem 24h de existência. Veja agora sua vida como tendo 24h e não somente as poucas horas que acredita estar acordado. Perceba-se uma consciência em vários estados de consciência durante estas 24h. Mas estas 24h continuam.... agora procure ver sua vida como uma experiência única sem interrupções, que vem de um passado muito antigo..... antes de desta vida e chega até seu momento agora, presente. Você está aqui, agora, lúcido. Não importa o que houve, você existe agora, sua consciência neste momento está aqui. Fique consciente deste estado de lucidez no presente. Você pode ficar mais lúcido ainda: olhe agora para sua mão direita com bastante atenção. Repare em todos os detalhes de sua mão, simplesmente observe. E perceba sua lucidez aumentar. Respire mais calmo e sinta uma paz dentro de você: você está acordado(a).
Provavelmente, este estado desperto não dura muito mais que alguns instantes e você, ou vai pro passado ou vai pro futuro. Ou vai para algum lugar de sua mente, divagar em pensamentos, fantasias, imaginações. Você agora está novamente sonhando. Você pode agora que está neste onirismo, tornar-se consciência de que está criando estas imagens oníricas.

Fique consciente. Você acordou novamente.

A consciência não é uma espécie de hormônio produzido pelo cérebro. A consciência é este estado que se altera continuamente; que oscila; que desperta e que dorme; que sonha e que acorda. E que, pode tomar consciência de si mesma: autoconsciência.

E a consciência continua depois que o corpo morre. A morte é um outro estado de consciência: você sai do “estado encarnado” e passa ao “estado desencarnado”. Mas pode passar por estes estados sem qualquer consciência. Você pode simplesmente passar por estes estados em sonambulismo. Um corpo movente sem consciência. São aqueles que morrem e não sabem disso. Ficam perambulando. E tem os que morrem e tem uma leve consciência: estes estão num sonho lúcido. A consciência (eu, você, nós todos) somos esta realidade projetiva: nos projetamos para o passado, presente, futuro, para fora do corpo, para dentro de nossos devaneios, imaginações........ Estes vários locais para onde a consciência pode ir também marca os estados de consciência: ou estamos sonhando, ou estamos parcialmente conscientes (sonho lúcido) ou ainda estamos conscientes. Existe ainda outro estado: hiperconsciência.

O que é acordar? Diziam os orientais que Buda atingiu a iluminação. Na índia, no hinduísmo e nos antigos escritos védicos, encontramos o moksha ou a liberação de sansara ou o ciclo das reencarnações. Não importa o nome. Este ser despertou das ilusões, de “Maya”. Maya significa em sânscrito, ilusões, o mundo das ilusões, o SONHO. Isto significa que ele não mais sonhava, ele estava vivendo lúcido o tempo todo. Esta compreensão exigia uma prática de exame de si mesmo continuamente, um estar presente, uma união (ou pelo sânscrito “yoga”) consigo mesmo e com o Cosmos. Esta união se dava pela prática da meditação. Muitos métodos foram criados, mas o objetivo sempre o mesmo: levar o praticante aos estados de iluminação, transcendência do mundo das ilusões. Estas práticas incluíam um domínio sobre o sonho (sonho noturno), até que o praticante conseguisse dominar os sonhos e atingir os estados de consciência lúcida fora do corpo (projeção consciente para fora do corpo). Cerca de 1500 anos a.C na Índia e mais tardiamente no Tibet e nos países orientais que praticavam os ensinamentos hinduístas, budistas e mesmo os jainistas, já se dava importância crucial para o despertar para a hiperconsciência, o samadhi: a porta para moksha, a liberação dos ciclos de renascimento, reencarnação ou samsara.

A ilusão ou o sonho se dava pelos objetivos distorcidos da vida humana. Viver de acordo com a moral social, viver na busca de riqueza, poder e condecorações e pelo prazer sensual. Isto era Maya. Nada disto teria sentido se todos estes objetivos não estivesse orientados para moksha. Moksha então é o grande ensinamento antigo que parece ser o centramento de nossa lucidez e na metamorfose de todos os nossos objetivos de vida. Não sabemos quando, mas um dia estaremos libertos de samsara. E é nisto que remonta a visão védica do “paraíso”, o reino dos céus ou o mundo-céu. Somente pela libertação de samsara alcançaremos um dia, o mundo-céu.

E como nos libertar de samsara? Pela vivência temporária de moksha e pela prática do amor puro.

Muitos afirmavam que pela meditação poderíamos vivenciar níveis de realidade mais elevadas, transcendentes e superiores em evolução espiritual. E tais afirmações foram sendo repetidas século após século. Outras religiões usaram de métodos de oração. Práticas de teosofia acabaram usando da meditação. Outros ramos como a pesquisa psíquica e a pesquisa da projeção astral (experiência fora do corpo) usavam da projeção para fora do corpo o recurso de atingirem tais estados. Na essência todos buscam a mesma coisa: despertar do sonho e viver na realidade. E viver na realidade significa a extinção do sofrimento e a experiência da felicidade verdadeira.

E não é este o maior desafio da medicina? A extinção do sofrimento, de pathos (patologia)?

Mas o que a medicina consegue é somente a extinção de alguns sintomas, e não do sofrimento. O sofrimento é resultado do fato de estarmos vivendo dentro de um sonho. O mundo, a cultura, as leis, grande parte de tudo isto é uma materialização de conteúdos oníricos, tornando-se um SONHO. A vida humana é o SONHO HUMANO. Quando as religiões afirmaram que teríamos de nos unir a Deus, o que estaria dizendo? Estariam dizendo que deveríamos nos unir à Verdade e não à Ilusão. A “Verdade” foi chamada pelos védicos de Brahmam, e pelos taoistas de Tao. Muitos espíritos superiores a chamam simplesmente de “Verdade” e colocam como o Caminho e mesmo a Verdade, o amor. Muitos espíritos colocam o “Cristo” como um marco da orientação espiritual da humanidade por ter falado sobre o amor. Mas antes dele, ainda Confúcio, na China, já falava do homem benevolente e do sábio. E antes dele, no Tibet, na Índia, muitos já falavam no Bakti Yoga, ou o caminho do amor puro, o yoga do amor puro. Não importa quem começou, quem é mais evoluído ou quem é o grande líder espiritual da humanidade. Muitos alcançaram a Verdade nos diversos locais do planeta e trouxeram para nós suas experiências vívidas. Muitos já estão se despedindo das reencarnações, de samsara e deixam suas pegadas pacíficas por onde caminham. São os testemunhos da “Verdade”, aqueles espíritos puros que alcançaram os degraus sublimes da evolução e se libertaram de todo SONHO, de todo sofrimento e exalam o amor puro que reverberam a hiperconsciência do espírito. São os arcanjos do Universo, os querubins da existência cósmica infinita.

A felicidade então se encontra no amor, no caminho do amor, nos pensamentos de amor, numa vida de amor, em relações sexuais de amor, em idéias, reflexões e tudo o mais na direção do amor. As repetições de padrões, de crenças..... o fato de vivermos num sonho releva nosso nível evolutivo: somos crianças espirituais. Os espíritos puros ou como antigamente chamados pelos védicos por “rishis”, são os adultos espirituais, dentro da maturidade de consciência alcançada ao longo de infinitos ciclos de samsara ou reencarnações vividos pelo cosmo afora.

A vida humana então é a experiência da pequena liberação, o pequeno moksha.

Ao nos libertarmos a cada dia dos venenos de nossa mente, pela compreensão de si mesmo, nos esforçando para melhorar, nos desapegar (perdão, reconciliação...), nos atermos a uma vida ética, honesta, renunciando ações negativas e acolhendo a liberdade (prajna), mudando nossa maneira de comunicar tornando-nos pessoas mais pacíficas, sinceras e não-ofensivas, ainda de maneira não prejudicial aos outros, ao planeta e ao universo; um meio de vida onde seguimos uma vida correta, retilínea, mantendo uma disciplina mental para desenvolvermos um domínio sobre a mente, seja pela meditação seja por outro método; a consciência de ver as coisas como elas são, com a consciência clara, consciente da realidade presente dentro de si mesmo, sem qualquer desejo ou aversão; e buscando experiências transcendentes, sair de si mesmo, transcender o ego, elevando-se no cosmo. Estas orientações foram dadas por Sidartha Gautama, o Buda, há mais de 2.000 anos (O Caminho Óctuplo).

Não importa por onde, nem como: chegaremos no mesmo lugar. E como nos diz a Teosofia, somos parte de um mesmo todo, de um mesmo Divino. E se somos fagulhas, centelhas do Divino, somos irmãos provenientes de um mesmo centro de vida: Deus, Brahmam, Tao..... A fraternidade, a união dos povos, a proteção ecológica do planeta, a paz, o amor tornam-se o caminho e a caminhada, agora e sempre.

Era da Transciência: união fraterna da Religião, Filosofia e Ciência

Estamos com isto adentrando a era da Transciência, onde Religião, Filosofia e Ciência encotram seu elo perdido e começam a caminhar de mãos dadas dentro da grande fraternidade universal.

ॐ भूर्भुवस्वः ।
तत् सवितुर्वरेण्यं ।
भर्गो देवस्य धीमहि ।
धियो यो नः प्रचोदयात् ॥

"Ó, Criador do universo! Meditamos sobre Teu supremo esplendor. Possa Teu radiante poder iluminar o nosso intelecto, destruir os nossas ilusões, e nos guiar no caminho certo."
Verso 3.62.10 do Rig Veda (1.500 a.C)

10.2.10

A 'Verdade' sobre a Reencarnação e sua 'Missão de Vida'

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo


Este tema é deveras complexo e um tanto simples. Escrevo este texto para leigos na área psíquica, porém, diretamente para os interessados em saber a 'verdade' de alguns assuntos considerados ocultos, misteriosos, paranormais e espirituais, como o é, a reencarnação. Escolhi este tema porque é de conhecimento de grande parte das pessoas. A possibilidade da reencarnação encerra um dos maiores mistérios da vida, ou o Espírito (consciência, self, essência, eu superior), a evolução, etc.

Escolhi o título 'a verdade sobre a reencarnação' porque considero comprovada a 'reencarnação'. Muitos parapsicólogos e pesquisadores podem me 'metralhar' por dizer isto, mas repito: o que chamamos de 'reencarnação' está comprovado. Vai demorar para que se torne consenso, mas para seu bem, digo, está provado. Seja você de que religião for ou de qual doutrina segue, nada mudará o fato de que num belo momento, você decidiu 'reencarnar'. Estando na Bíblia ou não, citada no Alcorão ou não, pouco importa: todos 'reencarnam' e um dia 'desencarnam'. E antes de 'reencarnarem', é muito provável que decidiram vir para cá por um propósito. As regressões [retrocognições] indicam que é comum passarmos vidas repetindo tarefas não muito produtivas para nossa evolução e repetindo padrões pessoais arraigados e de difícil superação.

Vou esclarecer de forma bastante simples para o leitor(ra) compreender o que é 'reencarnação'. Reencarnação é o 'voltar a carne'. Reencarnar é voltarmos a nos 'sexualizar'. É quando o 'espírito', eu, você todos nós, assumimos novamente um 'corpo físico' para vivermos uma experiência física. Antes de 'reencarnar', eu e você estávamos vivendo noutra dimensão. O que quero dizer por outra dimensão? É a dimensão propria do 'espírito' (alma, consciência, psiqué). Esta dimensão penetra toda a dimensão física, da mesma forma que as ondas de rádio nos penetram e nos atravessam. Esta dimensão é um espaço como o é este que vivemos aqui, só que diferente. Vivendo nesta dimensão decidimos, num certo sentido, nos dirigir novamente a dimensão física. Para isto, é necessário a intenção de voltar e a sexualidade. É necessário que dois gametas se interconectem (o espermatozóide e o óvulo) e dê inicio a sexualização do espírito ou consciência. O espírito não tem sexo, mas quando reencarna passa a ter. Assim, em 'vidas passadas' passamos alternando: ora nos sexualizamos como homem, ora como mulher. Atravessamos vidas e vidas e vidas nesta oscilação, nesta alternância, ora 'reencarnando', ora 'desencarnando'. Para que? De modo resumido, tudo existe da maneira como é, para que possamos evoluir e aprender a nos tornar 'espíritos puros', 'consciências livres'... através do aprendizado de amar.

O que sobrevive é o espírito ou a consciência, que é imortal. As provas que fundamentam esta 'verdade' estão nos milhares de depoimentos de pessoas que passaram por experiências de quase-morte, experiências fora do corpo conscientes, comunicações medíunicas com pessoas que já passaram pela Terra (familiares, etc.), algumas aparições e materializações, lembranças de vidas passadas e inclusive das vidas extrafísicas (entre uma 'vida encarnada' e outra). Todas estas experiências apontam para um centro comum: o de que somos imortais e uma vez existindo, não deixaremos mais de existir. A reencarnação é uma 'verdade' científica comprovada. Embora não tenhamos provas materiais da existência do 'corpo psiquico' ou o 'corpo espiritual' (perispírito, psicossoma), nada disso importa, as experiências falam por si, as evidências são completas e convincentes. Sendo as evidências convincentes, vamos prosseguir.

Cabe-nos agora, dar um passo adiante: se você 'reencarnou', porque decidiu 'reencarnar'?

A amnésia gerada pela 'reencarnação' fez com que você esquecesse que você é e sua procedência, de onde veio antes de nascer. Fez inclusive de você, se for o caso, um defensor das teses materialistas  e cerebrocentristas. Você esqueceu de si mesmo. Agora criou um 'outro eu', um 'ego'. Ou ainda, pode ter vagas sensações, sensações estranhas de vidas anteriores ou mesmo de que existe algo mais que tudo isto que existe aqui e que chamamos 'vida humana'. Sim, eu confirmo para você: existe muito mais que isso. A vida humana é muito maior que tudo isso que estamos acostumados a ver, sentir e experimentar. Convido você a considerar esta possibilidade. Não precisa acreditar. Apenas considere esta possibilidade. Se você acredita em tudo isso, ótimo, agora falta a você experiência para comprovar sua crença. Porque a crença não te dá segurança.

A vida humana, na ótica 'reencarnatória', é um caminho de você lembrar quem você é.

Somos, essencialmente, 'espíritos imortais em um processo de evolução infinita'.

E, se você esta doente ou passando por uma crise interna ou existencial, então é o momento de voltar a ser quem você é, lembrar-se de si e autodesenvolver-se.