Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Conscienciologia, Projeciologia, Experiência fora do Corpo, Projeção Lúcida (Astral)

Acesse meus ensaios sobre minhas primeiras experiências extracorpóreas ainda no útero de minha mãe até minha idade atual.

Holocosmologia, Samadhiologia (Serenologia), Função psi-ómicron, Yôga, Tao, Meditação

Acesse meus ensaios sobre a Holociência e o método para o acesso holocósmico.

Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

22.6.18

O Universo Psi-Matemático de Sarti [Ao meu grande irmão e amigo Geraldo Sarti (in memoriam)]

Por Salvino (como Sarti me chamava).


Em meados de 2010 durante uma investigação onde desenvolvíamos, eu e o parapsicólogo Guilherme Kilian, a hipótese do Projeciotron, ou a indução mecânica de experiência fora do corpo, conhecemos Sarti.

A pesquisa no google levou-me ao site www.parapsicologia-rj.com.br, e o contatei. A intenção era integrar um parapsicólogo com conhecimento em matemática, engenharia e principalmente física, de forma a dialogarmos sobre a hipótese dos ciclos de varredura de especto e a câmara de indução mecânica da descoincidência holosomática e assim, a projeção para fora do corpo por ação mecânica.

Sarti, nos recebeu de forma extremamente receptiva o que resultou em anos de diálogos por skype e por email, e em contato pessoal aqui em Joinville/SC.

O seu temperamento bem humorado, sarcástico e ao mesmo tempo fiel, e uma das mentes mais complexas que pude conhecer nessa vida. Os diálogos transitavam pela física moderna, psicobiofísica, cosmologia e uma matemática parapsicológica complexa, a tese dos psicons, e suas relações com a experimentação extracorpórea que desde criança tive e com a ampla fenomenologia psi.

Do interesse no Projeciotron adentramos num universo abstrato da matemática parapsicológica, de uma espécie de parafísica, de uma hiperfísica, capaz de integrar a inteligência até mesmo ao fenômeno da força gravitacional. Foi Sarti que chamou o primeiro experimento de retrocognição de laboratório que realizamos de Experimento Salvino-Kilian, cujo experimento posteriormente originou o LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga.

O Experimento Salvino-Kilian foi para Sarti a comprovação experimental da tese de psicons conjuntamente com a fenomenologia extracorpórea que relatava a Sarti e ele, genialmente, traduzia em formulas matemáticas. Ele me dizia: esta tudo demonstrado matematicamente.

O universo matemático de Sarti foi para mim um mergulho no buraco negro. Da mesma forma que para ele nosso experimento validou sua tese, a sua tese foi para nós a mais complexa demonstração matemática e lógica da não-localidade da inteligência. Psicons, unidade fundamental da inteligência, componente transcendental do cosmos. Tudo isto era a mais empolgante viagem. Unir todos os nossos experimentos e vivência, com o universo matemático.

Nossas reuniões eram verdadeiros mergulhos no hiperespaço, no hipertempo, na transcendência do espaço-tempo, até a abstração da natureza da inteligência em sua expressão como psicon, atravessando a ampla fenomenologia parapsicológica. Conversávamos por telefone quase que semanalmente. Reuniões em videoconferência pelo skype, email... Ele submetia seus artigos para lermos antes de publicar. Ele queria saber nossa posição, sobre sua tese. Creio que foi a primeira vez que realmente pesquisadores penetraram na contribuição que Sarti deixou a Parapsicologia.

Neste meio tempo, Sarti veio ao Instituto de Parapsicologia em Joinville ministrar Palestra sobre psicons, e de fato, nenhum parapsicólogo ali presente compreendeu sua tese. Fui chamado a dar outra palestra para esclarecer a tese do psicons, numa linguagem acessível a comunidade. A complexidade de sua forma de comunicação, a mente de Sarti era uma explosão de massa coronal. Cada explosão vinha um novo enunciado matemático, onde associava até com os saberes do tzolkin Maia, a codificação galáctica.

Foi um período de fecunda investigação. Palavras são alcançam esse período de dialogos e aprendizados que tivemos nós três, eu, Guilherme Kilian e Geraldo Sarti.

E com orgulho posso dizer que conheci um parapsicólogo de verdade e que me ensinou mesmo se desejar ensinar isto, a posicionar-me de forma ainda mais autêntica a respeito de minhas teses e experiências pessoais no campo da fenomenologia parapsicológica.

E também, com toda a gratidão sincera que sinto por meu amigo e irmão, que agradeço ter nos formado parapsicólogo ao longo dos anos que estivemos em contato semanal, que foi um verdadeiro curso particular de parapsicologia, onde ensinou-nos a sua tese do psicons, sobre a parapsicologia de forma geral, cosmologia, física, psicanálise, etc.

E certamente ao despertar em sua agora realidade extrafisica, após a desativação de seu corpo, comprovará a sua tese do link e deslink, psicons e tudo o mais, ao realizar suas viagens projetivas em corpo mental (psicon).

Onde você estiver grande amigo, paz e luz e aquele nosso abraço psicônico!

Salvino.

12.6.18

Sobre a Polêmica Questão das Escolas de Parapsicologia e o Futuro da Parapsicologia

EQM
Experiência de Quase Morte
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo (FEBRAP/ABRAP/IPCM/ABPCM)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer/HU/UFSC)
Projeciólogo e Conscienciólogo independente.
Bel. Direito (Univali); Esp. Educação (Udesc); Mestre em Educação (UFSC).


"A Parapsicologia é a Metapsicologia, a Super-psicologia, a Hiper-psicologia, a mais ampla, a que investiga psi além do normal, do comum, do convencional, do estabelecido rumo a uma nova visão 
cosmológica: a Holocosmologia" 
Fernando Salvino.



A Parapsicologia como toda ciência que se fundamenta na ampla liberdade de manifestação intelectual, científica e livre de censura ou licença, acaba se dissolvendo em várias “Escolas” ou linhas, cada qual com um determinado paradigma e, como a Psicologia, seguindo determinado autor central ou autores.

E sabendo também que toda classificação é até certo ponto dogmática, então peço ao leitor que pondere o texto e relativize o máximo que puder, considerando tal classificação somente um esboço didático para entendermos a multiplicidade da Parapsicologia, tais como:

1. Escola Católica: pode ser considerada a Parapsicologia com muita influência religiosa cristã, católica e que não considera a função psi-theta e psi-ómicron, ficando somente no terreno seguro dos fenômenos mentais físicos. É o caso trabalho do Padre Oscar Quevedo. Devido a contaminação da religião nas pesquisas e dados, teorias e hipóteses que visam explicar os milagres e outros fenômenos tratados pelo catolicismo, até mesmos os “Santos”, a Parapsicologia católica é tendenciosa e não apregoa pela cientificidade predominante, mantendo-se mais fiel a negação e refutação de psi-theta do que a pesquisas propriamente ditas.

2. Escola Espírita: pode ser considerada a Parapsicologia com muita influência da doutrina de Allan Kardec, cujas pesquisas servem em muito para dar espécie de cientificidade à doutrina. Como as pesquisas de Kardec foram em número pequeno, pela seu pouco tempo de envolvimento com a pesquisa, pesquisadores espíritas querem mais embasamento científico, mais provas, como ocorreu com Hernani Guimarães Andrade, que usou o método do médico e parapsicólogo Ian Stevenson no estudo científico da reencarnação em crianças, aqui no Brasil. A tradução de obras parapsicológicas para a língua portuguesa também sofreu a manipulação de alguns espíritas que por exemplo, traduziram a palavra inglesa mind por espírito. O livro de Louise Rhine, por exemplo, deveria se chamar “Canais Ocultos da Mente”, mas acabou por ser traduzido por “Canais Ocultos do Espírito”, puxando para o lado do Espiritismo. A ênfase na mediunidade e no evangelho, sem qualquer questionamento quanto ao tal ensino universal dos espíritos (hipótese de Kardec quanto ao conteúdo comunicado pelos espíritos comunicantes da obra “O Livro dos Espíritos”) colocam a pesquisa espírita limitada aos dogmas kardecistas.

3. Escola Psicológica: é a Parapsicologia que estuda os fenômenos parapsicológicos numa ótica cerebral, da mente fisiológica, sem levar em conta as vidas anteriores (função psi-gama: retrocognição) e as possibilidades psi-theta (relativas à sobrevivência) e mesmo as projeções conscientes para fora do corpo. É representado pelo seu propositor Pedro Grisa, no IPAPPI – Instituto de Parapsicologia e Potencial Psíquico e mesmo Psicólogos Ortodoxos. Aqui ocorre um problema, visto que esta Parapsicologia parece na verdade uma “Psicologia Paranormal”, e não uma Parapsicologia, podendo ser classificada como um tipo de escola anomalística. Pois não é porque se debruça sobre os potenciais da mente e de supostos fenômenos assim ditos paranormais que se trata de uma Parapsicologia. A própria psiquiatria considera tais fenômenos manifestações de transtornos mentais.

4. Escola Anomalística: é a chamada Pesquisa Psi, e visa estudar os fenômenos não parapsicológicos, mas os considerados anômalos. Psicólogos envolvidos no Brasil, Wellington Zangari (USP – Laboratório de Psicologia Anomalística) e, Argentina, Alejandro Parra (Instituto de Psicologia Paranormal). De fato não é Parapsicologia e, sim, um campo da Psicologia dedicado ao estudo convencional dos fenômenos que consideramos parapsicológicos, e que consideram, anômalos.

5. Escola Cética: é a que nega as funções psi, reduzindo-os aos seus fenômenos puramente cerebrais e disfuncionais. Esta escola é talvez a mais radical e religiosa existente. Representam esta escola parapsicólogos tal como: Suzan Blackmore.

6. Escola Transpessoal: é a chamada Psicologia Transpessoal, que é em grande parte uma Parapsicologia que surge da Psicologia, a partir dos trabalhos de Maslow e Stanislav Grof, com as pesquisas com o LSD e Respiração Holotrópica.

7. Escola Conscienciológica: é a chamada Conscienciologia, apresentada por Waldo Vieira, dentro do paradigma por ele definido e baseado em suas obras básicas. Ex-espírita, Waldo Vieira compõe um movimento similar ao movimento espírita, com suas obras básicas e milhares de seguidores pelo planeta. Apesar de fazerem pesquisas, suas pesquisas também tem uma intenção parecida com a pesquisa espírita, a de fundamentar as teses de Vieira, visto que a maioria dos pesquisadores não têm experiências suficientes para argumentar contra ou a favor das obras básicas de Vieira. Esta escola é centrada em Waldo Vieira e como o espiritismo apresenta traços religiosos e científicos nas pesquisas. É um conscienciologismo ou vieirismo.

8. Escola Clínico-Científica: é a escola fundada por Eliezer Mendes, médico, fundador da Parapsicologia Clínica. Embora não sendo espírita, acabou por fundamentar sua Parapsicologia numa abordagem experimental, com equipes de sensitivos treinados e evidenciou vários fenômenos parapsicológicos, e usava as funções psi com finalidade terapêutica. Sua escola é essencialmente científica e clínica, muito embora venha a estudar paralelamente religiões associadas ao curandeirismo e assim por diante. Tem suas bases em Mesmer (no uso da mesmerização e magnetização animal), em Breuer, Freud e cia (no uso da hipnose), e no uso das funções psi (nas transidentificações, etc).

9. Escola Científica Ortodoxa: é a escola assim denominada científica e reconhecida mundialmente e mesmo a partir de algumas instituições, como a PA – Parapsychological Association e Rhine Research Center (Rhine), SPR – Society for Psychical Research (Myers, Lodge, Carrington e cia), Instituto de Metapsíquica (Charles Richet), etc. Aqui temos os pesados Journals da SPR, da PA, do Rhine Research Center e assim por diante. Junto com isto temos a biblioteca de artigos científicos indexados compondo as principais instituições científicas parapsicológicas do mundo. O trabalho destas instituições está na escala dos mais ortodoxos, com raízes acadêmicas, incluindo o Laboratório de Parapsicologia da Duke University e tantos outros laboratórios por várias universidades do mundo.

10. Escola Projeciológica: pode ser chamada de escola, e foi fundada pelo metapsiquista e projetor consciente Sylvan Muldoon, em 1929, o qual inaugurou a ciência que seria chamada futuramente (em 1979) de Projeciologia, por médico, parapsicólogo e então espírita e membro da ABRAP – Associação Brasileira de Parapsicologia, Waldo Vieira. O IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e COnscienciologia é, em tese, a instituição científica da área, porém não é. O IIPC não faz mais pesquisas, ficando tão somente ao cargo do CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, e sua Revista Conscientia, onde se publicam artigos. Aqui os fenômenos parapsicológicos estão atrelados aos fenômenos relativos à projetabilidade e descoincidência dos corpos. Nesta escola temos os vários e vários cientistas da Projeciologia, cada qual em seu canto investigativo, publicando achados, compartilhando vivências extracorpóreas e realizando as pesquisas de campo e mesmo as exploratórias pela internet. Para Vieira, a escola projeciológica está associada à conscienciologia. Para Muldoon, à metapsíquica, ou atualmente, a Parapsicologia.

11. Escolas Alternativas: são os parapsicólogos que misturam as práticas do Sufismo, Taoismo, Xintoismo, Jainismo, Budismo, Yôga, Ocultismo, Teosofia, Antroposofia, Xamanismo, Numerologia, Cabalismo, Esoterismo (incensos, talismãs, pedras, patuás, colares, anéis, rituais, magias, tarot, i ching, etc) com pouco ou sem critério de cientificidade e uma integração científica coerente e descontaminada do misticismo e religiosidade. Lembramos aqui que a Parapsicologia é uma ciência e não religião, seita, esoterismo, etc. A parapsicologia dá ênfase à consciência e seus poderes mais transcendentes e não transfere tais poderes a objetos inanimados. Aqui estão os Parapsicólogos que importam modelos das linhas do saber acima sem averiguação científica, sem testes de modelos, sem experimentações, sem cientificidade. De fato, esta escola não pode ser considerada Parapsicologia e sim uma reunião de saberes coletados sem pesquisa científica e sistematizados com pouca coerência e apresentados ao público como sendo Parapsicologia. É esta Parapsicologia que consta no CBO – Código Brasileiro de Ocupações, no Brasil, infelizmente.

12. Escolas Orientais: são pesquisadores que não se denominaram e nem se denominam parapsicólogos, porém, pesquisam cientificamente campos associados à Parapsicologia, como os praticantes e estudiosos do Qi Gong, Tai Chi Chuan, Nei-Dan, Yôga, e os conhecimentos antigos passados de geração a geração do Exorcismo Taoista e de toda uma ciência (embora com aspectos "mágicos") para lidar com espíritos, entidades e a própria evolução pessoal através do autodesenvolvimento da função psi. Variados fenômenos são encontrados na casuística oriental, como casos de reencarnação, levitação, fenômenos da ordem da energia (Qi), dentre outros.

13. Escola Ufológica: é a que se dedica a relação entre fenômenos ufológicos com parapsicológicos, como no uso de hipnose para a regressão de casos de abdução alienígena e de avistamentos de UFOs, ou nas tentativas, por exemplo, do General Uchoa em estabelecer contato telepático com aliens, até os supostos contatos de canalização com o suposto Comando Ashtar Sheran, Fraternidade Branca e supostos mediuns que dizem canalizar aliens ao vivo e inclusive dão palestras aos terráqueos (Mônica Medeiros e Gilberto Pinheiro, por exemplo).

14. Escola Holística ou Integral: é a escola que necessita surgir, de natureza científica e clínica, porém, de paradigma mais extenso, aberto, transdisciplinar, visa a inclusão e interligação das várias Escolas de Parapsicologia e demais ramos da ciência num sistema coerente, integrativo, unificado.


Em resumo, estamos longe ainda de uma Parapsicologia sistematizada e coerente. Estamos diante do mesmo problema da Psicologia, pulverizada por várias e várias escolas, de Freud a Pavlov. Porém uma luz no túnel parece surgir com iniciativas como a Psi Encyclopedia (clique aqui), cujo trato amplo da Parapsicologia ou Pesquisa Psíquica está retornando ao campo científico. Acredito que o próximo passo será a inclusão coerente da pesquisa psíquica já feita na Índia e China, com as práticas de deflagração de funções psi através do Yôga, Qi Gong, Tai Chi Chuan e mesmo outras práticas. Esta é a proposta do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga, na fusão coerente dos saberes orientais, indígenas com as modernas investigações da consciência associadas a autoexperimentação parapsíquica e meditativa e autoconhecimento. É inevitável que os Parapsicólogos comecem eles mesmos a experimentarem, a fazerem de si mesmos cobaias de autoexperimentos no campo parapsicológico, para conhecerem os fenômenos vivencialmente. As caracteristicas da imprevisibilidade do fenômeno psi é relativa e a prática de Yôga e Qi Gong por exemplo, demonstram isso. É possível induzir e vivenciar. A meditação profunda, seja indiana ou chinesa, também induzem psi. E psi é algo natural para as linhas orientais citadas, inerente.

O preconceito e a ignorância pela falta de informação e vivência produz as diversas linhas da Parapsicologia.

Algumas iniciativas interessantes:

Internacional Journal of Yoga - Philosophy, Psychology and Parapsychology (clique aqui)
Psi Research in China (clique aqui).

A Parapsicologia é a Metapsicologia, a Super-psicologia, a mais ampla, a que investiga psi além do normal, do comum, do convencional, do estabelecido.


Esclarecimentos Gerais Sobre o Objeto de Pesquisa em Parapsicologia

Projeção Lúcida da Consciência
para fora da Terra
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo (FEBRAP/ABRAP/IPCM/ABPCM)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer/HU/UFSC)
Bel. Direito (Univali); Esp. Educação (Udesc); Mestre em Educação (UFSC).



I - Das Considerações Iniciais

O objeto em ciência é tudo que está diante do sujeito de conhecimento. Este é o significado mesmo da palavra objeto (o que se posta diante do sujeito, o que não é o sujeito).

Em Parapsicologia temos que o objeto mesmo desta ciência é a consciência, quando no estado parapsíquico de consciência. Mas o que é este estado? Existe consciência fora de algum estado parapsíquico? A própria condição de estarmos movendo nosso corpo não seria um fenômeno psi kapa? Falando? Mas como estudar a própria consciência? Eis o desafio máximo da Parapsicologia em toda sua condição de ciência atualmente livre da tendência dogmática em institucionalizarmos verdades.

O estado parapsíquico de consciência pode ser definido, em sentido estrito, como a condição de estado objetivo e subjetivo não-ordinário de consciência (além do “normal”, daí para-normal) que compõe a ampla gama de fenômenos considerados paranormais, incomuns, anômalos, parapsíquicos, mediúnicos, extrassensoriais, espirituais, etc. Em sentido amplo, é a própria ligação da inteligência com o veículo, na ação psicocinética e sempre parapsíquica de tudo o que diz respeito a si mesmo. Neste ultimo sentido, o si mesmo transcendental, o sujeito por trás da ciência, se manifesta parapsicologicamente e não psicologicamente. Partiremos do axioma.

A consciência é realidade móvel, essencialmente projetiva e neste ponto, dependente de corpos para se manifestar e cujo movimento destes corpos está intimamente relacionado a ampla gama de fenômenos assim considerados parapsicológicos. O entendimento da Projeciologia é para mim, a chave para o entendimento da Parapsicologia. Em seu sentido amplo, a Projeciologia dedica-se ao estudo das projeções gerais da consciência, seja da energia seja da consciência propriamente dita para fora do corpo. Destarte, os fenômenos psi-gâmicos e psi-kapa não ocorrem somente aqui, nesta dimensão física, mas também nas demais dimensões, extrafísicas, cuja Parapsicologia extrapola como ciência não somente terrena, mas que prossegue suas investigações quando a consciência acha-se em estados mais potentes de consciência, com as experiências fora do corpo e as interações desta com o mundo humano.

A proposta inicial da Parapsicologia, com suas raízes na Metapsíquica, Espiritismo, Teosofia e assim por diante, era de investigar os fenômenos assim considerados sugestivos da sobrevivência após a morte, principalmente. No entanto tal ciência foi progredindo e, após o advento da Projeciologia a partir de 1929, com Sylvan Muldoon e em 1986 com a publicação do primeiro estudo mais amplo da projetabilidade da consciência para fora do corpo humano, pelo médico Waldo Vieira, então temos que a Parapsicologia deu um salto. Seu objeto modificou-se, movimentou-se, atualizou-se. Allan Kardec já via a importância do estudo do espírito em si mesmo, do caráter e da reforma do caráter como pressuposto da condição humana neste planeta. Por outro lado, ainda estava associado ao processo religioso relativo aos próprios espíritos comunicantes. Com a projetabilidade consciente para fora do corpo o parapsicólogo poderia ele mesmo, sair de seus limites restringidores de percepção e averiguar a realidade extracorpórea e conhecer mais a si mesmo além desta fisiologia. A investigação de Muldoon montou os alicerces de uma ciência parapsicológica experimental onde o próprio parapsicólogo seria ele mesmo o sujeito e objeto de investigação. Mas esta ciência é nova? Não. Como pode perceber no estudo dos ensaios neste espaço, a ciência do Yôga embora indiretamente, dedicou-se ao mesmo campo de estudo da Parapsicologia, o si mesmo transcendental.

Assim, a Projeciologia coloca a Parapsicologia como ciência que se efetiva além mesmo desta dimensão e inevitavelmente reformulando a sua própria taxonomia ou a classificação dos fenômenos assim considerados parapsicológicos.

Embora estejamos passando por uma atualização geral e reformulação coerente desta ciência, considero que, na esteira do pensamento de tantos parapsicólogos ao longo da história, de que está cientificamente comprovado que aquilo que chamamos de alma, espírito, consciência, self, pré-existia e sobrevive à morte biológica e em determinadas condições pode permanecer completamente fora do corpo biológico e usar de um outro veículo, o corpo astral ou psicossoma, estando comprovada pois a hipótese do corpo objetivo em Parapsicologia.

A Parapsicologia então estudando o estado parapsíquico da consciência passa a inevitavelmente estudar a consciência em si que altera de estado, consciência esta que já existia antes do nascimento, passa a assumir novo corpo e permanece existindo após a morte biológica. O estudo da consciência em si, pode ser chamado então de o novo objeto mais amplo da Parapsicologia, ou na nomenclatura de Miguel Reale, "conscienciológico".

Assim, em resumo, até o presente a Parapsicologia estuda a consciência quando no estado parapsíquico de consciência, que conforme as variadas classificações já adotadas por variados parapsicólogos se resumem em 3:

1. Função Psi-gama
2. Função Psi-kapa
3. Função Psi-theta

Para Charles Richet, temos assim:

1. Fenômenos metapsíquicos subjetivos (equivalente a Psi-gama e PES)
2. Fenômenos metapsíquicos objetivos (equivalente a Psi-kapa e PK)

Os fenômenos Psi-theta e sobrevivência estão contidos na metapsíquica subjetiva.

Para a classificação de J. Rhine temos a seguinte:

1. PES – percepção extrassensorial
2. PK - psicocinesia
3. Hipótese de sobrevivência

A classificação ainda é usada por Waldo Vieira da seguinte forma:

1. Estado de Consciência “Objetiva”: relativo ao veículo e dimensão de manifestação da consciência.
1.1 Estado Intrafísico
1.2 Estado Extrafísico
1.3 Estado Projetivo
2. Estado de Consciência Subjetiva: relativo ao que ocorre no micro-universo da consciência.
2.1 Consciente (relativo à lucidez, percepção clara de realidade, psi-gama, psi-theta, PES realista, etc.)
2.2 Semi-Consciente (relativo a sonhos, devaneios, psi-gama modalidade PES alucinatória, simbólica, etc)
2.3 Inconsciente (relativo a sonambulismo, catalepsia projetiva)


II - Da Nova Taxonomia em Parapsicologia

A Parapsicologia tendo estudado a manifestação da consciência fora do corpo, na proposta de Muldoon, ou a autoexperimentação, acabou também por investigar experimentalmente a existência de outras dimensões do cosmo, os pluriversos, as membranas invisíveis desta dimensão, pelo acesso direto, a habitabilidade, a astrobiologia extrafísica, e nos mais transcendentes experimentos, a cosmologia de amplo espectro, ou as projeções da consciência para fora da Terra, os contatos com inteligências alienígenas, ou a Holocosmologia. É neste sentido que propus uma função psi diferente de todas as já classificadas, ou a função psi-ómicron, relativo aos fenômenos parapsíquicos de largo espectro ou holocósmicos.

A nova taxonomia em Parapsicologia, ou o seu objeto de pesquisa, então pode ser definido como o estudo da consciência a partir das seguintes referências.

a) De acordo com Estado de Consciência Objetiva (corpo e dimensão) donde se manifesta:

1. No estado intrafísico (vida humana ou de posse de algum corpo mais denso)
2. No estado extrafísico (quando fora do corpo, “morto”, “desencarnado”, de posse do corpo astral ou psicossoma ou livre, sem corpo, na dimensão consciencial pura).
3. No estado projetivo (quando move a energia ou se projeta para fora do corpo, seja o corpo físico ou o corpo astral ou psicossoma).

b) De acordo com o Estado de Consciência Subjetiva (lucidez e função psi associada):

1. Hiperconsciente: psi-ómicron.
2. Consciente: psi-gama, psi-kapa, psi-theta.
3. Semi-consciente: psi-gama, psi-kapa, psi-theta.
4. Inconsciente: psi-kapa, psi-theta.

c) De acordo com a Função Psi, independente do estado de consciência objetiva ou subjetiva:

1. Psi-ómicron
2. Psi-gama
3. Psi-kapa
4. Psi-theta

d) De acordo com o nível de Evolução da inteligência:

1. Perturbada (inteligência sofredora e aprisionada)
2. No caminho de dissolução da perturbação (Caminho ao Samadhi)
3. Perturbação dissolvida (Samadhi ou inteligência desperta)
4. Perturbação definitivamente dissolvida (Kaivalya ou inteligência livre).


Assim temos que a Parapsicologia é o estudo da consciência em seus múltiplos estados parapsíquicos de manifestação, objetiva e subjetiva, nesta ou noutras dimensões, estando ela consciência, semi-consciente ou inconsciente, em suas 4 funções psi elementares (no mínimo), incluindo os fenômenos ocorridos nesta e noutras dimensões, as consciências extrafísicas (espíritos ou consciências extrafísicas), a manifestação da consciência (inteligência) no holocosmo, as múltiplas dimensões do holocosmo, as múltiplas vidas (existências), a vida da consciência entre as vidas humanas, e assim por diante. Pode ser compreendida como o estudo do comportamento integral da consciência, em suas várias dimensões e internamente, no domínio dos corpos e da energia. Assim como pode ser compreendida como a Psicologia Profunda, além da Transpessoal, a Parapsicologia é a “Psicologia” do espírito, da alma, do substrato inteligente. Daí porque dizer que em Parapsicologia Clínica usamos de técnicas e métodos que consideram as vidas anteriores, a energia, os campos de energia, chacras e assim por diante, em uma abordagem científica e experimental.

5.6.18

Minha Andança com Ayahuasca, Peyote, MDMA e LSD

F.S.


Nos anos 90 e inicio dos anos 2000 dou início a uma jornada que só poderia me levar aos territórios mais incomuns da vida que poderia ser experimentada por um ser humano. Em meio a uma busca ininterrupta que iniciou criticamente quando eu tinha 9 anos de idade, nos anos 80, porém, foi somente nos anos 90 em meio a uma cultura neo-hippie, quando era músico, artista plástico e iniciava a terapia, que fui experimentar a pajelança e me envolver profundamente no estudo sistemático das obras completas de Carlos Castañeda e um tipo de xamanismo que me levaria ao território do conhecimento Yaqui (Maia) e suas correlações com o Taoismo e especialmente, a correlação dos Pases Magicos e do Tai Chi Chuan e Qi Gong.

Li os Ensinamentos de Dom Juan, e fui experimentar peyote numa cerimônia realizada por Aurélio Diaz Tekpankalli. Tomei quatro vezes o Ayahuasca. As duas primeiras em sessões isoladas com um amigo na praia, a segunda e um ritual indígena facilitado por um xamã equatoriano que nunca esquecerei e a quarta na casa de um amigo, em meio a uma tocata pela madrugada. E como se não bastasse e após estudar as obras de Stanislav Grof e os efeitos psicodélicos do LSD (encontrado na planta do centeio) na consciência, ingeri o LSD num experimento controlado no deserto das dunas, na praia da Joaquina, Florianopolis/SC, aos cuidados de meu amigo na época estudante de medicina. E meu último experimento foram duas sessões com o psicoativo derivado de um óleo da planta sassafrás, chamado MDMA, com enorme potencial psicoterapêutico.

O conjunto de todas estas experiências me levaram a vislumbrar o retorno a medicina indígena em sua forma natural e sintética como alternativa a evolução da humanidade, dentro de critérios corretos e lúcidos, tamanho os enormes benefícios que me geraram. Ao mesmo tempo que os ensinamentos práticos nos experimentos com a pajelança me liberaram o acesso ao antigo Qi Gong, Tai Chi Chuan e o retorno aos ensinamentos do método Yaqui contido nos Pases Magicos.