Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Conscienciologia, Projeciologia, Experiência fora do Corpo, Projeção Lúcida (Astral)

Acesse meus ensaios sobre minhas primeiras experiências extracorpóreas ainda no útero de minha mãe até minha idade atual.

Holocosmologia, Samadhiologia (Serenologia), Função psi-ómicron, Yôga, Tao, Meditação

Acesse meus ensaios sobre a Holociência e o método para o acesso holocósmico.

Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

9.4.13

Além da Terra: Ensaio de Astrofísica Holodimensional e a Habitabilidade Alienígena, Extraterrestre e Extrafísica

Por Fernando Salvino (MSc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta
Parapsicólogo (pesquisador), Projecíólogo e Conscienciólogo
Pesquisador da Holocosmologia
Bel. Direito (UNIVALI); Esp. Educação (UDESC); MSc Educação (UFSC)
Contato: parapsic@parapsicologiaclinica.com 

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Considerações Preliminares (Nota de Esclarecimento)

Adentrar neste espectro de ciência exige do parapsicólogo, especializado em projeciologia, conscienciologia no raio de expansão cosmológica a partir das experiências cosmopsigâmicas e cosmoprojeciológicas de contato direto, experimental, com a realidade holocósmica, uma coragem que esbarra num caminhar solitário, similar ao "silêncio das estrelas", ao som silencioso da noite no meio da floresta, no nível de introspecção profunda, de um silêncio mental capaz de fazer a consciência ficar "oca", entrar em espécie de sincronização com as inteligências de manifestação cósmica, não importando se são intrafísicas ou extrafísicas, e ter o contato direto. Neste aspecto, a telepatia absorve um grau de complexidade não estudada pela parapsicologia e mesmo por qualquer ciência ainda existente no planeta, adentrando na cosmotelepatia, cosmoclarividência, cosmoclariaudiência e a cosmoprojeção. Estes espectros experienciais são, por assim dizer, ainda não estudados pela parapsicologia, embora necessários.

Obviamente que não estamos a tratar aqui de uma ciência acadêmica e nem estamos preocupados em agradar ou preocupados em sermos aprovados em nossas tentativas de transdução da holocosmologia. A desaprovação pela comunidade científica geral, mesmo aqueles que podem ser considerados de mente mais aberta, é uma probabilidade tão real, que então, desconsideramos completamente a necessidade de agradar quem quer que seja com estas pesquisas e ensaios. A intenção é o esclarecimento mais puro, isento de censuras de todas as naturezas possíveis, na tentativa mais honesta da experimentação de laboratório da consciência consigo mesma, sem variáveis que poderiam agir como agentes censuradores e distorções prejudiciais à ciência holocósmica, tais como: (1) censuras de natureza institucional - instituições de pesquisa; (2) censuras de natureza grupal - grupos de pesquisa; (3) censuras de natureza acadêmica. A inexistência destas censuras coloca o parapsicólogo somente diante de suas próprias censuras, em verdadeira autopesquisa e autosuperação, para que possa exercer seu direito constitucional de liberdade de expressão e da atividade científica livre de censura ou licença de todas as ordens. Somente fora e livre de qualquer instituição, o parapsicólogo, acredito, poderá erguer uma ciência livre, sem qualquer submissão a qualquer autoridade que agiria assim como o agente repressor da liberdade de ciência e de trânsito livre no caminho do Sentido da vida. Estamos na fase, pois, de libertar tais assuntos tanto da religião como da mística e do ocultismo e estabelecer o oikos científico da holocosmologia, em seu local próprio acolhendo as contribuições ricas de tantas e tantas áreas do saber humano. Adentramos aqui no espectro da cosmointermissão, assunto raramente falado ou nunca falado na comunidade das pesquisas da consciência.

A cosmointermissão é o momentum no trajeto holodimensional e astrofísico da consciência onde permanece em movimentos evolutivos nas moradas além Terra, nos vazios interplanetários e mesmo interestelares e intergalácticos, onde retornando para a Terra, prossegue na tarefa básica de esclarecimento das realidades holocósmicas. Acredito que muitos se percam nesta tarefa pela inadaptação interdimensional radical entre aquela dimensão e esta, pelo impacto dos "densificadores", gigantescas máquinas ressomáticas em tempo quase instantâneo, onde a consciência não passa pelas adaptações em tempo mais longo duma vida para outra. A cosmointermissão desafia muitos dos conceitos contidos em obras sérias de âmbito espiritista e mesmo ocultista. Por outro lado, com toda minha sinceridade, parafraseando aquele que teve a coragem de estruturar a ciência da projetabilidade da consciência, Sylvan Muldoon (1929), não acredite no que escrevo aqui, e convido-o a experimentar, para então saber. No espectro holocósmico, somente a experimentação direta, holodimensional e a constatação da habitabilidade onipresente no holocosmo, poderá dar a segurança de uma verdadeira comprovação científica ao pesquisador bem intencionado.

Aos que não acreditam e que acham tudo isto uma bobagem, uma perda de tempo, uma insanidade total ou uma mera alucinação visual ou transtorno mental de alguma ordem prescrita pelos compêndios de psicopatologia, melhor parar por aqui e nem continuar. Se você acha que discos voadores, ufologia, parapsicologia, projeciologia e assim por diante adentra no ônibus da pseudo-ciência, então para você será realmente uma perda de tempo. Mas lembre-se, você mesmo, cético em carne e osso, você considera que os sonhos existem sem que qualquer sonho até hoje tenha sido provado por qualquer filmagem da mente. Você mesmo considera que a mente existe sem que a tenha encontrado dentro do cérebro.

Aos que consideram a possibilidade de que a consciência poderia ter existido antes desta vida e poderá permanecer existindo; ou que pode sair do corpo em determinadas condições; ou que não estamos vivendo tal como autistas cósmicos isolados de tudo e presos em nosso universo introspectivo e psicopatológico e que o cosmos é habitado além da Terra; em várias dimensões e astros; e diante da possibilidade de contatos diretos tanto com aqueles que vivem nas dimensões invisíveis próximas à Terra (como espíritos ou consciências extrafísicas) ou mais distantes, no espectro alienígena em condições físicas em suas naves da alta tecnologia e em condições extrafísicas, então este ensaio pode lhe servir, no mínimo para instigar-lhe reflexões profundas acerca da vida e da existência. Como autoconhecimento é uma porta para o Infinito. Ao leitor ou leitora atentos, convém focar a atenção e a intuição intelectiva e sensitiva na ideia geral do que aqui pretenderei expor e não ficar preso em conceitos. O conceitos são mutantes. A ideia geral, a concepção, aqui, é mais constante.

Este ensaio é inspirado no contato direto que tive durante uma sessão de psicoterapia, donde o paciente deitado em maca, fora atendido por inteligência alienígena especializada em regeneração de órgãos e sistemas fisiológicos pela ação da intenção do amor cósmico, benevolência em alto nível, universalismo admirável, lucidez pura, discernimento aguçado e presença serena de espírito, e pela imposição de mãos. Atuavam eles em base situada em tolografia acima da crosta da Terra, em espécie de ambulatório alienígena. Saliento a experiência direta telepática e clarividente de nave-mãe existente na crosta planetária, situada em coordenadas similares da ISS, porém, invisíveis por tecnologia de ocultamento. Alienígenas de alta benevolência, vivendo em enorme nave, aguardando o tempo correto para os contatos extensivos e cosmoinclusão da Terra, enquanto tarefa universalista geral. Aos alienígenas aqueles responsáveis pelas abduções que pude constatar diretamente em vidência retoma, a todos meus agradecimentos por terem de alguma forma permitido que pudesse constatar suas existências. Aos amparadores cósmicos de existência neste momento extrafísica, donde pude numa única vez rememorada, viajar acima da velocidade da luz, em excursão interplanetária pelas estrelas, a fim de acompanhar estudos holocósmicos de campo. E as experiências autoinduzidas de cosmoprojeções para fora da Terra e a experiência culminante, donde senti-me diluído no holocosmo, dimensão consciencial universal, irradiado sentindo como se estivesse abraçando o universo e sendo os universo; e onde atravessei a barreira daquilo que posso considerar meu limite interno possível de capacidade de acesso holocósmico e de estrutura interna, quando atravessei o interior de uma estrela, adentrei num túnel gigantesco de proporções astrofísicas, a partir de corpo mental projetado, e não cheguei a "local" algum, o tunel não terminará e não sei ao certo quanto "tempo" viajei na hipervelocidade, fenômeno este ainda em espera para maiores entendimentos. Não teria encontrado a estrela pelo fato de estar viajando ao passado em velocidade psicônica acima da luz, velocidade mental ou hipervelocidade pelo hiperespaço? E a mesma já ter sido extinta aos "X" anos-luz? Não tenho palavras sequer para agradecer e expressar minha gratidão aos amparadores que me ensinam, orientam e inspiram minha evolução. A todos, este ensaio modesto lhe é dirigido.

I – Na Fronteira da Cosmologia, Astronomia e Astrobiologia Moderna

A astrofísica aqui pode ser definida como a área do estudo científico dos astros cosmológicos (estrelas, planetas, etc) numa perspectiva das leis da física, especialmente a partir do modelo cosmológico padrão, a mecânica quântica, a gravitação a partir da relatividade até as teorias de cordas, universo membrana e assim por diante.

A cosmonáutica admite a possibilidade de existência de vida fora da Terra, porém, até o momento não comprovou definitivamente a condição extraterrestre, astrobiológica. O conceito de vida apesar de não estar tão dependente da comparação com a vida humana, já admitindo a existência de vida sem dependência, por exemplo, da luz solar, embora tais premissas, ainda sim, nada se evoluiu neste aspecto.

O conceito de “astro” se define por uma perspectiva física e inclui a variante biológica, quando se estuda a vida fora da Terra. A limitação deste paradigma de pesquisa cega a ciência para a manifestação de vida em níveis de manifestação que transcendem as leis da biologia clássica e a teoria da evolução de Darwin.

A teoria do Big Bang ou o assim chamado Modelo Cosmológico Padrão, admite que a manifestação de inteligência aparece num contexto cosmológico muito após o começo de Tudo, inicialmente há bilhões de anos luz atrás (big bang) até a grande explosão e por consequência, a formação dos astros, a configuração dos sistemas galácticos e a orquestra de nível complexíssimo que torna a vida na Terra possível, após os bilhões de anos de evolução, desde o australopitecos (cerca de 3 milhões de anos atrás) até o moderno homo sapiens sapiens, cerca de alguns milhões de anos até o ano que estamos. Esta teoria parece muito boa para explicar, mas ela não consegue explicar como uma explosão, do tipo geração cosmológica espontânea, poderia formar um cosmos tão impecavelmente orquestrado? E como a inteligência poderia ter se formado a partir da matéria/energia?

Por outro lado, a teoria de cordas e mesmo a teoria do universo membrana (“brana”) admite a existência de “n” dimensões do cosmos e mesmo a possibilidade de habitabilidade nestas dimensões por seres que poderiam ser diferentes daqueles que habitam nosso universo físico quadridimensional, espaço-temporal.

II – Do Empasse da Cosmologia Moderna

O empasse da cosmologia, especialmente o estudo dos astros (astrofísica) e mesmo da habitabilidade dos mesmos, ou a astrobiologia, se deve à concepção reducionista do espaço em que se busca tal vida extraterrestre. A possibilidade pelo menos matemática de “n” dimensões e de branas dentro de branas de um cosmos multidimensional, coloca o impasse de que a vida extraterrestre pode se dar noutras dimensões, com leis físicas diferentes e habitadas por seres diferentes, de constituição até mesmo física diferenciada, porém inteligências como nós.

III – Universos Paralelos? Múltiplas Dimensões Habitadas?

Universo paralelo? Isto significa que o cosmos e a sua correspondente astrofísica e astrobiologia podem se dar em níveis invisíveis não detectáveis pelo reducionismo astronômico e astrofísico e mesmo a cosmonáutica que ainda está presa às crostas dos planetas procurando vida em sua superfície. Este método evidencia o axioma destas ciências e a limitação investigativa e manipulação dos resultados. Evidencia a limitação cognitiva e existencial dos próprios cientistas.

Conjuntamente com esta realidade, temos registros e relatos expondo o contato extraterrestre e inclusive envolvimento de setores de governos nestas situações, como nos fenômenos de abduções, com contatos de 3º e 4º grau.

Paralelo a isto, médiuns pelo mundo afora vem relatando experiências com os chamados espíritos, através de meios complexos que envolvem métodos não-convencionais de pesquisa que incluem capacidades parapsíquicas e extrassensoriais do ser humano. Nestes contatos, relata-se que os habitantes do que é chamado de “plano astral” são os mesmos que habitam a Terra, evidenciando a existência daquilo que as religiões vêm chamando de “reencarnação”.

Os espíritos manifestam-se como inteligências ainda corpóreas, porém sem qualquer manifestação biológica, sem a fisiologia humana, veiculando um corpo de matéria mais sutil, mais energética do que física, espécie de vapor corpóreo, “éter”, corpo fluídico, corpo psíquico, psicossoma ou astralsoma (corpo astral). Esta comunicação interdimensional aponta para a experimentação direta das teorias de cordas e teoria do universo membrana, onde apesar de não vermos com os 5 sentidos, os podemos perceber com sentidos extrafisiológicos, próprio da consciência.

Ainda, pesquisadores sérios vem atestando as evidências das experiências de quase morte e a possibilidade de existência consciente da consciência fora do corpo e mesmo a possibilidade de esta mesma pessoa voltar ao corpo e testemunhar uma dimensão simultânea a nossa, porém invisível ordinariamente a olho nú e a todos os instrumentos astronômicos e tecnológicos.

Continuando, pessoas pelo mundo todo, historicamente deste a antiguidade, relatam a existência de outros corpos além do corpo físico, e que tais corpos podem, em determinadas condições, se projetarem para fora do corpo físico e suas consciências habitarem temporariamente dimensões cósmicas não acessíveis ordinariamente, quando em corpo físico. Nestas viagens, os projetores podem se comunicar com entes queridos falecidos, comunicar-se com telepatia com pessoas desconhecidas e realizar verdadeiras excursões cosmonáuticas através de outra dimensão, podendo ultrapassar a velocidade da luz e alcançar dimensões galácticas, estelares e cósmicas muito amplas, até as conscienciais puras.

Civilizações do mundo inteiro vêm expondo a existência de um tipo de energia mais sutil, porém perceptível a partir de alguns exercícios, como tai chi chuan, chi kung, yoga e assim por diante, que preenche o cosmos e forma o campo de energia humana, além do corpo e que as questões de saúde e doença tem total relação com esta energia e sua circulação correta. E a localidade desta energia, ou o espaço pelo qual ocorre tal realidade não é o espaço físico assim tratado pela astronomia e cosmologia acadêmica.

IV – Coincidência? Ou Realidade?

Seria coincidência que sistemas como a teosofia, rozacruz, cosmologia chinesa, mais e hinduísta e outros sistemas religiosos como o espiritismo e xamanismo, poderiam estar a apontar a existência de um cosmos habitável em inteligência em múltiplas dimensões? Ou estaria assim a cosmologia reduzida a uma ciência e métodos limitados a um paradigma centrado na física de partículas, na energia destituída de inteligência e na concepção da existência cósmica enquanto decorrente do Big Bang ou a geração espontânea do universo?

V – Da Pluralidade dos “Universos” Habitados e a Lógica

A pluralidade dos mundos habitados longe de ser assunto da alçada espírita tal como está citado no Livro Dos Espíritos e mesmo nos trabalhos do astrônomo Camile Flammarion, é a mais lógica premissa astronômica e a mais lúcida perspectiva de pesquisa sensata e em plena sanidade mental. Impossível seria que o cosmos fosse centrado no ser humano, na Terra, no Sol, neste grande umbigo, neste grande egocentrismo cosmológico, cujo universo estaria assim vazio de presença em uma solidão infinita, e nós, aqui, como órfãos do Big Bang em relação ao infinito cosmológico. É como um autista que se sente isolado e fragmentado do mundo quando não o é na essência e está cheio daqueles que o ama em seu redor. É como um psicótico em estado de surto grave que se sente perdido em suas fantasias e alucinações visuais e mesmo auditivas, com discernimento prejudicado perante a realidade, vivendo tal como sonho acordado ou pesadelo desperto. O que seria então o astrônomo que crê sem nunca ter visto nada? Provável que entre em reflexões acerca de sua sanidade mental e persista em pesquisas até provar para si que nada do que sonha e intui reside no território da loucura.

VI – Diante do Infinito....

Pois que diante do Infinito, somos tal que o ego se desmancha perante a imensidão de si mesmo (infinito interior) e a imensidão daquilo que percebemos diante de nossos olhos e demais sentidos, o infinito exterior e aos astrônomos, mais ainda, que se deparam com escalas de espaço-tempo de velocidade e distâncias em anos-luz, onde passado, presente e  futuro tornam-se unidades de realidade cada vez mais relativas.

Os astrônomos e cosmólogos estão certos em absterem-se de acreditar no que está escrito aqui e, como já disse outras vezes, eu mesmo faria a mesma coisa, me absteria de crer em qualquer coisa que esteja situada além de meu campo possível de experimentação e capacidade de entendimento. Poderia eu mesmo admitir a possibilidade de existência, mas crer, não. E quando falo de habitabilidade astrofísica holodimensional quero dizer que os astros tal como assim os definimos, transcendem a si mesmos, sendo como se campos visíveis de um holoespaço-tempo infinito, holodimensional, e cuja estrutura do espaço-tempo ou aqui denominado de “dimensões”, estão além, muito além dos meros sentidos fisiológicos e mesmo residem além mesmo dos sentidos parapsíquicos, próprios das consciências que conseguem percebem além do comum.

VII – Da Constituição “Holística” ou Integral dos Astros e do Ser Humano

Os astros assim transcendem sua constituição física, assim como nós transcendemos a nossa. Todos nós percebemos que somos corpo e quem de nós nunca sentiu a “energia”? Muitos sabem o que é um ambiente “carregado”, “pesado” ou aquele que tem um “alto astral”. Estes termos evidenciam nos ditos populares as dimensões não-físicas porém perceptíveis ao sensitivo atento. Além da constituição física (corpo), temos campo de energia (psicosfera, aura, campo de energia humana, chi), e um outro que se apresenta como um segundo corpo, o psicossoma ou astralssoma. Além destes, a consciência em si mesma. Consideramos que o ser total manifesta-se fisicamente pelo corpo, extrafisicamente pelo astralssoma e, consciencialmente, pela consciência pura e livre. E a energia permeia todo este movimento holodimensionalmente.

VIII – Da Experimentação Cosmoprojeciológica e Constatação de Habitabilidade Holodimensional – Astrobiológica e Para-astrobiológica

Como disse acima, se eu mesmo não tivesse vivido a realidade da habitabilidade além-Terra (astrobiologia) e mesmo a para-astrobiologia, que é a habitabilidade invisível do cosmos (holocosmos), não iria aqui preocupar-me em expor tal campo. Por mera especulação teórica? Meu tempo seria preenchido por outra coisa de maior sentido para minha vida e para os demais. Porém, desde criança minha vida vem permeada de experiências de natureza assim chamada transpessoais, holotópricas, mediúnicas, parapsíquicas ou paranormais, de maneira que pude constatar a habitabilidade em diversos níveis, tais como:

1. Habitabilidade física, porém, de inteligências que se manifestam em corpos diferentes dos nossos, provavelmente proveniente de outros planetas neste sistema solar ou são seres extrassolares. Naves. Presença alienígena (inteligências não-humanas) próximo a crosta da Terra, em espaço similar ao da estação internacional da NASA, porém, dotadas de tecnologia de invisibilidade, para não serem percebidos pelos instrumentos comuns, mas somente pelas capacidades parapsíquicas dos intencionalmente interessados.

2. Habitabilidade extrafísica de região situada em topologia próxima à Terra, seres inteligentes com aparência humana e muitos deles seres que viveram na Terra em vida passada e que neste momento vivem numa dimensão próxima à Terra em condições de vida específicas, diferentes daqui.

3. Habitabilidade extrafísica de região situada em tolopolia próxima à Terra, seres inteligentes com aparência não-humana, com feição biotípica diferenciada em altura, forma do rosto, braços, pernas e corpo de forma geral, com benevolência incomum e perspectiva cósmica de consciência superior à humanidade de forma geral, estando pois na Terra para tarefas de ajuda pela intenção irradiada na energia das mãos, em recuperação do organismo (regeneração orgânica pela energia-intenção). Estes seres inteligentes situam-se em bases próximas à Terra, espécie de ambulatório extraterrestre e de amparo humanitário e universalista.

IX – Do Impasse da Astronomia, o Reducionismo e a Manipulação das Pesquisas

Diante disso, como poderia a astronomia:

1. Observar vida fora da Terra se a tecnologia cosmonáutica das inteligências extraterrestres, extrassolares, galácticas superam a nossa em termos de visibilidade e invisibilidade? Por não observarem a luz dos instrumentos tecnológicos assim considerados científicos, estaríamos assim fadados a solidão cósmica da inabitabilidade astrobiológica geral?
2. Observar as dimensões invisíveis a olho nú e pelos instrumentos de medição como radiotelescópios e telescópios potentes se tais dimensões habitadas situam-se no hiperespaço-tempo cósmico possível somente de ser acessado pela via consciencial ou por tecnologias mais avançadas?

X – Da Metodologia Cosmoprojeciológica (algumas delas) como Alternativa Experimental para Constatação Direta da Habitabilidade Holocósmica – Astrobiológica e Para-astrobiológica

Assim, o instrumento que viabiliza hoje o acesso a tais realidades, tanto como observadores como pela experiência cosmonáutica direta é o parapsiquismo cada vez mais desenvolvido em duas perspectivas:

1. Parapsiquismo profundo pelo silêncio meditativo, viabilizando a ausculta telepática de nossos amigos cósmicos e mesmo a visualização de suas existências, além de suas tecnologias de invisibilidade tecnológica, incluindo aqui a percepção, sensação, visão, audição e intuição de intenções e caráter de tais inteligências. Além disso, o silêncio meditativo poderia facilitar a captação de presença de inteligências habitantes do invisível (holodimensionalidade) em vários níveis do espectro holodimensional: a longa distância e mesmo próximo. O espaço aqui é habitado de forma holodimensional, porém, os sentidos físicos percebem somente o espaço mais tridimensional e a ilusão do tempo cronológico, ficando cego para o holocampo.

2. Projeção da própria consciência para fora tanto do corpo físico (projeção em corpo psi ou psicossoma, astralssoma) como do psicossoma ou astralssoma. Em ambas projeções, a consciência estaria de fato lúcida e inteiramente consciente de si mesma e de sua localização em outra dimensão. Esta dimensão pode também “localizar-se” no espaço próximo à Terra, longe dela e mesmo anos-luz de distância dela nas viagens estelares, cosmonáuticas extracorpóreas. Nas projeções para fora do astralssoma, a consciência viaja e vive numa dimensão consciencial pura, isenta de formas definidas e preenchidas por consciências sem corpo, sem forma, manifestando-se tal como holocampo de inteligência informe e difusa, holopresente. As viagens cosmonáuticas através das dimensões conscienciais são das mais transcendentes possíveis a nós seres humanos comuns, sendo experiências de espectro que ultrapassa todo e qualquer fenômeno já catalogado pela parapsicologia e mesmo possível de ser narrado ou verbalizado. Estamos neste nível de espectro falando de experiências cósmicas de expansão galáctica a velocidade próxima do simultâneo, em expansão holodirecional acima da velocidade da luz, em dimensão sem tempo tal como compreendemos o tempo aqui e cujo espaço não se manifesta como um palco onde ocorrem os fenômenos. Nesta dimensão sentimo-nos sendo o espaço e ao mesmo tempo o cosmo e a consciência pura que somos, com total perda de noções de ego, personalidade, individualidade e autoconceito corporal. É a dimensão cósmica de sinceridade infinita, de perda total de auto-imagem e de corpo, de ego e de nome. Neste nível, a consciência é a própria dimensão cósmica, estando pois numa condição inseparável do espaço, sendo o próprio espaço e o próprio tempo.

XI – Das Dimensões e Sub-dimensões Holocósmicas e suas Relações com Estados de Consciência e Níveis de Evolução (sob o enfoque da Habitabilidade)

Desta forma a experimentação holocósmica salienta a existência de dimensões cósmicas tais como este ensaio taxonômico:

1. Dimensão física: Dimensões ainda situadas no espectro físico, relativa ao espectro eletromagnético ou mais do que isso, porém, ainda considerando a dimensão física do holocosmos, visível e não ultrapassando a velocidade da luz. Podemos ter sub-dimensões nesta grande categoria e aqui inclui a habitabilidade ainda não captada porém, ainda física. Esta dimensão é ocupada pelas inteligências e seus corpos mais densos, fisiológicos de alguma forma, sujeitos às leis físicas.

2. Dimensão astral ou psi: dimensão também física, porém, de uma constituição diferente da anterior. Nesta, o espaço ou dimensão é diferenciada e a habitação é função do estado de consciência. Assim, enquanto que na dimensão física as consciências habitam o mesmo espaço sem relação direta com o nível de consciência e evolução das mesmas, neste, o espaço é habitado em função do estado de consciência do habitante. Habitantes mais densos e ainda presos a dimensão ainda física, permanecem vivendo condições próximas e similares à vida comum, física. Por outro lado, habitantes de níveis de evolução mais amadurecidos tendem a habitar dimensões relacionadas aos níveis de consciência de maior maturidade e lucidez, podendo ser afastados da Terra e dos planetas, situando-se nos vazios interplanetários, interestelares e mesmo intergalácticos. O número de sub-dimensões desta categoria varia ao infinito, estando pois relacionada aos níveis de evolução da consciência e especificidade do astralssoma ou o psicossoma.

3. Dimensão consciencial pura: dimensão onde o espaço é a própria consciência manifesta, sendo que este hiperespaço é além de inseparável da consciência, é feito de consciências, massas conscienciais em holofusão, porém, sem que tais consciências percam a individualidade consciencial, podendo ser compreendido como a dimensão de “substância” quintessencial, consciencial, onipresente, holocósmica, infinita, penetrando tudo e todos, simultaneamente em espaço-tempo simultâneo, além da cronologia e de qualquer noção acerca de passado, presente e futuro. Dimensão de existência “absoluta”, eterna, infinita e transcendente num nível incompreensível. Nesta dimensão, existem também sub-dimensões de número infinito, puros estados de consciência cada vez mais transcendentes, benignos e holocósmicos.

XII – Dos Estados de Manifestação Consciencial e suas Relações com as Dimensões Holocósmicas

Para cada uma destas 3 grandes categorias, temos 3 estados de manifestação conscienciais:

1. Estado de consciência intrafísica ou somática
2. Estado de consciência extrafísica ou astralssomática (psicossomática)
3. Estado de consciência pura, livre ou holocósmica

No estado 1, ou o estado intrafísico, a consciência pode em determinadas condições expandir-se consciencialmente (parapsiquismo) sem projetar-se para fora do corpo propriamente dito, e acessar as dimensões 2 e 3. Ou, projetar-se para fora do corpo físico, em projeção da consciência através do astralssoma, e manifestar-se diretamente noutras dimensões dentro da grande categoria 2, ou dimensão extrafísica ou astralssomática. Nesta dimensão a consciência pode expandir-se sem sair para fora do astralssoma, e acessar a dimensão 3. Ou ainda, a consciência pode projetar-se para fora tanto do corpo físico como do astralssoma, e migrar diretamente para a dimensão consciencial, dimensão 3, e viver a vida sem corpo, universo não-dual, unificado, holodimensional. Ainda manifestando-se na dimensão 3, a consciência poderá irradiar-se holodirecionalmente, holoespacialmente, holodimendionalmente, fundindo-se holocosmicamente em irradiação cosmolúcida, em condições de hiperlucidez incomparável a qualquer estado de consciência humana ou similar, mesmo em projeções astralssomáticas. Nestas condições é possível a compreensão direta, metaintuitiva daquilo que as religiões chamam de Deus, Tao e assim por diante.

XIII – Das Considerações Finais: A Holocosmologia enquanto Investigação Fenomenológica-Experimental Direta do Holocosmo ou Cosmos Integral

O Cosmos integral ou o Holocosmo pode ser definido, sempre de forma esboçante, enquanto o Cosmos em sua manifestação fenomenológica mais real, ou seja, holodimensional, holodimensionalmente habitada no mínimo em 3 dimensões holocósmicas gerais, cuja consciência ou inteligência manifesta-se fenomenologicamente enquanto realidade unificada com qualquer fenômeno de ordem física, astrofísica, biológica, astrobiológica e as de natureza mais transcendente, como os fluxos holorresomáticos e holodessomáticos, transmigrações e emigrações planetárias, interplanetárias, interestelares, intergalácticas e assim por diante, considerando a consciência como realidade tanto física, como psíquica e em sua natureza mais profunda, enquanto micro-holocosmo consciencial, como holofundida holocosmicamente enquanto realidade transpessoal, transegóica, além do eu, a holofusão holocósmica.

8.4.13

Agradecimento aos 70mil acessos


O leitor ou leitora que se depara com este espaço pode até ficar confuso, diante das modificações contínuas que o mesmo está sujeito e esteve sujeito desde sua criação. O motivo das mudanças é simples: este espaço acompanha minha evolução como pessoa, como consciência não-estática, mas em permanente movimento evolutivo e de dedicação de autodesenvolvimento e no aprendizado que todos estamos inseridos, qual seja, o de aprendermos a simplicidade da existência diante de tamanha e infinita complexidade e o mais desafiador, o aprendizado de amar e tudo que se associa a isto.

De blog com assuntos não tão relevantes, passa a uma revista. Neste caminho chega a ser uma espécie de períódico de pesquisas, junto com o NIAC. Aos poucos retorma sua constituição original de ser um espaço para exposição de minha criação original no campo da ciência da consciência do que chamo hoje de Holocosmologia.

Embora não saiba bem ao certo, pode ser que este espaço seja o único existente no planeta realmente dedicado ao desenvolvimento e mesmo publicidade do campo da ciência Holocosmologia. E esta responsabilidade além de ser grande parece-me das mais fecundas e instigantes, devido ao objeto príoprio desta ciência, melhor dizendo para-ciência, sem qualquer possibilidade, pelo menos neste momento, de tornar-se uma ciência academicamente reconhecida. O seu reconhecimento acadêmico pode até mesmo ser o ponto de ruptura definitiva da ciência com qualquer tipo de instituição que visa enquadrar determinada área em determinado paradigma, o que prejudica uma ciência. Mais fácil manter a ciência em movimento evolutivo sem vínculo institucional, do que tentar evoluí-la após sua institucionalização.

Muito embora a Holocosmologia esteja completamente ligada com a Parapsicologia, sua natureza transcende a psiqué e, por consequência, a para-psiqué. Então, temos aqui um limite da Parapsicologia enquanto campo da pesquisa transcendente. Enquanto ela por si pode viabilizar os acessos cosmoprojeciológicos ao holocampo informacional e mesmo ao hiperspaço e hipertempo holocosmológico, por outro lado, ela deixa de existir quando adentra no espectro dos acessos cosmoprojeciológicos às dimensões conscienciais puras do holocosmo, donde a consciência não mais é aquilo que chamamos de "ego" ou detentora de tal e tal personalidade. É a "morte" definitiva da personalidade e portanto, do "ego". Estamos pois a falar do conducto holocósmico (ou parece ser aquilo que a cosmologia maia chamava de "Zuvuya"), que reside dentro de cada um de nós como consciências, conducto este que nos mantém, embora na maior parte do espaço-tempo das eras holoexistenciais pelo holocosmo afora, inconscientes de nossa real condição como consciências em holofusão holocósmica. Esta condição de holofusão é a raíz do sentido do fraternismo, da benevolência, da paz social e da necessidade de evolução, imperativa, enquanto lei de cosmodireito básica a todos nós.

Durante o ano em que criei este espaço, inicialmente um blog, nada tinha em mente onde iria parar, como agora estou aqui. Fenômenos e mais fenômenos foram me ocorrendo em minha intimidade enquanto autopesquisador, e orientações diretas de amparadores extrafísicos de espectro humano e mesmo alienígena, e mesmo orientações na forma de inspirações parapsíquicas, foram dando a orientação adequada ao que naturalmente foi sendo percebida enquanto tarefa. Agora, notoriamente que este discurso é um discurso conhecido, como ocorreu com todos os que de alguma forma ergueram campos de conhecimento diferenciados, tais como: Eva Pierrakos (Pathwork), John Pierrakos (Core Energetics), Waldo Vieira (Conscienciologia), Maz Heidl (O Conceito Roza Cruz do Cosmos), Helena Blavatski (Teosofia), Rudolf Steiner (Antroposofia), Allan Kardec (Espiritismo), José Argueles (Fator Maia), Confúcio (Os Anacletos) e tantos outros ainda, tais como: Mauro Kwitko (Psicoterapia Reencarnacionista), Moacyr Uchôa (Ciência Esotérica-Espiritual), Bárbara Brennan ("Mãos de Luz") e assim por diante. A lista é extensa e inclui obviamente, as revelações que deram origem às religiões, como Jesus Cristo, Moisés, Maomé, e outros.

O que apresento aqui é produto de minha autoexperimentação direta, de mim mesmo, e do cosmo em sua natureza integral, holocósmica. Não se trata de religião, não se trata de revelação alguma, ou de qualquer intenção de argüir aqui, a necessidade de uma instituição que vise amparar seu desenvolvimento. Holocosmologia não cabe em qualquer instituição e tentativa de rotular seus limites ou possibilidades. Eu mesmo, em meus ensaios tento delimitar, mas sei que estes limites não são fixos e necessitam ser rompidos. E seu rompimento se dá pela experimentação e não pela teorização ou debates sem maior sentido. Este campo científico considera a contribuição de todos os campos acima descritos, porém, sob a perspectiva de ciência, submeter ao crivo da experimentação cosmoprojeciológica direta e a autoexperimentação parapsíquica e consciencial tais axiomas, preceitos, dogmas, leis, teorias, hipóteses e especulações, para fins de pisarmos no chão firme da razão e do sentimento coerente, longe do espaço da insanidade mental e da teimosia própria das consciências fóbicas às mudanças viscerais de percepção da realidade. Estou aqui a trazer a possibilidade experimental das viagens interplanetárias, intergalácticas e da além velocidade da luz e ainda incluir tais possibilidades experimentais não no território da consciência que tem um "dom", mas daquele se se trabalha para tal, como um atleta se trabalha para correr uma maratona ou um triathlon. É neste nível de preparo que estamos a tratar, a de um atleta e não a de uma pessoa que deseja ter os fenômenos sem esforço, treinamento e preparo interno. Eu tenho algum dom? Não. Nenhum dom. Não existe dom. Tudo que expomos enquanto traço é fruto de trabalho em si mesmo, neste e noutras experiências de vida. É neste sentido que a inveja derruba a si mesma. Aquele que é triatleta não tem dom algum, ele tem determinação, força de vontade, treinamento, dieta adequada, cuidados pessoais, intenção reta, e tudo o que pode levar uma pessoa a completar provas deste nível. A cosmoprojeciologia é o "IronMan" parapsíquico. Se você treinar, poderá completar provas "holocósmicas". É a comparação mais grosseira que consigo fazer para dar a noção do nível de comprometimento que necessita ter um parapsiquista para conquistar por esforço próprio e adequado amparamento extrafísico, os acessos holocósmicos e o autoconhecimento profundo. Então, respondendo as perguntas que muitos me trazem sobre o fato de eu ter um "dom" por isso é mais fácil. Este ponto de vista somente mantém a pessoa na crença religiosa de que a "verdade" só é dado acesso aos "santos".

Acredito, e neste ponto ficarei aqui no campo da crença ou melhor, da hipótese a ser comprovada futuramente, que a Holocosmologia é a ciência máxima possível ao nível evolutivo daqueles que nosso grande e ainda professor Revail chamou de "espíritos de ciência". Além disso, penetramos em outro modo de conhecer, que nada tem relação com o método científico. Este modo de conhecer próprio das consciências de nível evolutivo mais adiantadas que nós, o qual pertencem linhagens tanto de espectro mais humanóide como os de espectro alienígena, seja em condições intra ou extrafísicas, nada tem de relação com a ciência e o seu método científico. Estamos aqui a falar não de conhecimento, mas de sabedoria. Aqui repousa o próximo nível da escala de evolução, os espíritos de sabedoria, ou aqueles o qual Confúcio e a referência do taoismo chamaria de "Sábio". A sabedoria estaria ligada não à ciência, mas a esta outra forma de conhecimento, ligada ao sentimento direto de conexão holocósmica e sensação de irmandade universal, além de qualquer crendice e misticismo, dogmas ou qualquer instituição, ou ainda, ligada a qualquer guru ou pessoa humana já vivida na Terra e que é geralmente associada a tais níveis de evolução, como Jesus Cristo, Buda, Lao Tzu, Sócrates, Platão, Confúcio e assim por diante. Tais consciências ultrapassam os níveis de evolução conhecidas, anônimas por excelência, são aquelas que André Luiz chamou de "engenheiros celestes" ou aqueles que no livro de Dzian, tal como exposto por Blavatski, corajozamente, AH-HI ou ainda os chamados "construtores" (pp. 559 e ss.). Aqui fica evidente que a forma como a maçonaria chamaria o "Deus" de "o grande arquiteto do universo" ou ainda porque a simbologia expõe a letra "G" que forma a espiral similar a formação galáctica, expõe o pano de fundo, embora místico e institucionalizado, da realidade holocósmica inteligente por traz do aparente "natural" da holofenomenologia cósmica.

Então, paro aqui e deixo minha sincera gratidão aos que participam como leitores e leitoras, deste espaço que traduz experimentalmente aquilo que muitos buscam em suas existências, a minha tarefa de contribuição nesta existência e neste momento do planeta, com simplicidade e modéstia.

Fernando Salvino.

1.4.13

Parapsiquismo e Tai Chi Chuan: Sobre o Estado "Tai Chi" e Autoexperimentação

Tai Chi
Por Dr. Fernando Salvino (MSc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta


I - Das Considerações Iniciais

Desde que iniciei a prática e o entendimento do que é chamado na China de Tai Chi Chuan nunca sequer escrevi um único ensaio sobre o assunto. Não saberia dizer porque, talvez porque encarasse a técnica como um recurso meditativo em prol da qualificação de minha saúde psíquica, emocional, mental, respiratória, bioenergética e física. Até o momento não me atentava para o potencial parapsíquico da prática até que passei por uma experiência que nunca tinha passado. Revisando minha memória, posteriormente, lembro-me de ter passado por uma experiência similar numa prática Zen Budista. E com o passar do tempo, fui estudar em literaturas especializadas de Tai Chi Chuan, especialmente as obras do mestre taoista Wu Jyh Cheng e do tratado mais aprofundado de Catherine Despeux. Nestas obras encontrei descrições similares à experiência que passei, e que passo a relatar aqui. A experiência é das mais estranhas e até mesmo supera a sua classificação como parapsíquica, e prefiro situa-la no rol de uma "experiência espiritual" (relativo ao espírito, alma).

II - Da Experiência

Aproximadamente no fim de 2011, creio ter sido em dezembro, estava num ritmo intenso de práticas diárias de Tai Chi Chuan e Chi Kung. Estava num nível alto de comprometimento com a prática. Realiza os movimentos em minha residência, situada na época, em meio a floresta atlântica, com acesso por trilha e a pé, rodeado de árvores e animais silvestres, muitos deles em extinção. O clima era  muito favorável. Associado a isto tocava uma música muito suave, de Oliver Shanti, flauta, música pacificadora e estimulante à prática. As variáveis externas a mim eram estas, favoráveis, conjuntamente com o silêncio da floresta e ausência completa de sons urbanos.

Meu estado interno era calmo, porém enérgico. Estava na época a estudar o sistema do mestre Wu Jyh Cheng, e o que chamo aqui de ciência do Tai Chi Chuan, incluindo a tríade noção do eixo (eixo físico, psicológico e abstrato) e suas orientações de vivência do eixo, a relação com a ciência taoista, especialmente a cosmologia, a começar pelo Wu-Chi e em seguida, o Tai Chi e os movimentos. Comecei na época a tentar experimentar estes conceitos experimentalmente, testando-os. Mestre Wu citava um estado o qual chamava "Estado de Tai Chi", classificação fenomenológica não encontrada em literatura parapsicológica em nosso país.

Ao começar a prática, eu mesmo tentava induzir pela respiração calma um estado de acalmia interna, conscientizando-me do eixo físico, ao sentir-me ereto e enraizado com os pés no chão e a cabeça, coluna e ombros em postura adequada e tranquila; ao mesmo tempo a constatação do eixo psicológico, com intenção tranquila, força interior potente.

A prática foi dando prosseguimento e como nas demais vezes, os movimentos lentos e com alta intensidade de respiração (chi kung) geram em mim uma sudorese e calor interno (nos órgãos e vísceras internas) bastante intensos. Não sei em que parte da prática ocorreu. Em dado momento senti-me completamente lúcido, inteiramente consciente, com ausência absoluta de pensamentos, e fiquei não sei quanto tempo neste estado executando os movimentos sem pensamentos, como se estivesse transparente, quase "desmaterializado". Os movimentos eram executados de forma automática, como uma espécie de transe, porém, estava num nível de lucidez fora do comum. Porém, quando me dei conta do estado, sai imediatamente daquela vivência. Parecia que nada tinha mais sentido. Parecia que naquele momento nada era realmente importante como eu mesmo estava compreendendo a importância das coisas. A sensação é que tinha me desconectado de tudo e, ao mesmo tempo, tinha me re-ligado a tudo. A ausência absoluta de pensamentos e o puro sentimento de presença de consciência. A sensação é de que naquele momentum sem tempo, eu estava completamente alinhado, integralmente alinhado em todos os níveis, físico, psicológico e abstrato, assim como energético e intencional. É realmente muito difícil descrever tal experiência, e é semelhante as experiências de projeção Psi-P ou corpo mental.

Não tenho palavras adequadas para descrever tal sensação interna. Posso descrever dizendo que experimentei Kun, o eixo abstrato, ou mesmo o Kuan, experimentando o Tao, em transparência e interpenetração com o Todo. Creio que a partir da transparência dos sentimentos e acalmia mental, pude sentir-me consciência pura sem ego, mas em corpo, como se estivesse fundido de alguma forma com o cosmos, sem qualquer relação com as projeções de consciência cósmica pelo corpo mental. O máximo que poderia dizer é que vivenciei o que Mestre Wu chama de transparência: "sem sonolência nem fixação de idéias, sem palavras interiores nem concentração repressiva - é a transparência" (Wu, p. 22).


III - Da Reação Pós-Experiência e Busca de Entendimento

A reação pós-experiência foi de medo. Não um medo comum tal como os descritos nos tratados de psicopatologia. Um medo que veio da região abissal de dentro de mim, como uma espécie de "vapor consciente". Um medo da "hiperlucidez". E o pensamento vinha em mente me dizendo: "e agora?". Sem perceber ao certo, fiquei cerca de 1 ano sem praticar sequer uma vez o Tai Chi Chuan, até que um dia me lembrei do porque tive de deixar de realizar a prática até meu completo entendimento do fenômeno.

Antes desta experiência, eu lia as vivências estranhas do xamanismo Yaqui, descritas nas obras do antropólogo Carlos Castañeda, incluindo as práticas com os tais movimentos que eram ensinados pels xamãs do México antigo, movimentos que, sempre associei como práticas do xamanismo muito antigo, ligado aos índios e ao xamanismo Maia e que tinham completa relação com os movimentos e a ciência taoista do Tai Chi Chuan e mesmo o Chi Kung. Achava que realmente eram conceitos carregados de uma mística própria das tradições antigas do xamanismo, tanto dos indíos Yaqui como os antigos xamãs na China.

Os tratados de Tai Chi Chuan pertencem ao que os Taoistas chamavam de Neidan ou a alquimia interior que pode ser resumida assim: no baixo ventre, o meio do peito e o centro da cabeça, correspondendo aos 3 campos do cinábrio.  No cinábrio inferior, a essência (jing), refinada converte-se em sopor (chi); no cinábrio médio, o sopro (chi) transforma-se em energia espíritual (shen) e, no cinábrio superior, a energia espiritual, refinada, reintegra-se na vacuidade (In Despeux, pp. 61 e ss.).

Desta forma, os mestres taoistas estudiosos do Neidan, foram desenvolvendo técnicas para se induzir estas 3 etapas da alquimia interior e o Tai Chi Chuan, por este motivo, se situa no rol das artes marciais internas, visto que o combate não se referia somente ao vencer o outro (como é o foco das artes marciais externas), mas o de vencer a si próprio ("aquele que vence os outros é forte, aquele que vence a si mesmo é poderoso" Lao Tzu).


IV - Das Considerações Finais

Então, e de forma a finalizar este pequeno ensaio, as 3 etapas de Neidan se aplicam integralmente ao Tai Chi Chuan enquanto método para se atingir Kuan ou o Estado Tai Chi. Senão vejamos a descrição contida nos tratados de Tai Chi Chuan:

"Quando há coincidência, cada vez mais perfeita, entre a execução de um movimento e a emissão, pelo coração, de sua representação mental, quando o corpo responde instantaneamente ao pensamento emitido, há automatismo do movimento e passagem ao inconsciente. Já não se faz necessário esforço consciente para executar o movimento nem para emitir o pensamento determinado que lhe corresponde. A "palavra do coração" (yi) se escoa por si só. Chegado a este estádio, o exterior já não perturba o adepto, cuja energia espiritual está concentrada. Já não tem vontade de mover-se segundo um esquema definido, mas responde instantaneamente às diferentes circunstâncias, e os movimentos executados, já não são, forçosamente Tai Chi Chuan. O adepto perde a consciência do eu e do corpo, mas ainda está consciente, o que não acontece nos estados de transe. Encontra-se num estado que ultrapassa a dualidade consciência/não-consciência, pois foi realizada a união dos contrários: interior e exterior, movimento e repouso, eu e o outro. É a união do Tao com a vacuidade." (p. 72, referente a terceira etapa: fusão da energia espiritual e retorno à vacuidade).

A sensação final de tal experiência é como se o "mundo" entrasse em colapso. Estas palavras me lembram a experiência que tive no Zen Budismo, porém em zazen, que me fez abandonar a prática, porque senti o mesmo medo profundo de colapso do mundo e da realidade.

Esta experiência estranha, narrada acima, do puro estado de lucidez no vazio do tempo, espécie de fissura no espaço-tempo, onde o espaço vivido além de ser o físico, o psicológico e o vazio ou abstrato, torna-se existente enquanto dimensão holocosmológica não situada nem no espectro da existência nem da não-existência, nem Yin, nem Yang, porém, é a experiência de Chung, o eixo integral, nos 3 níveis simultaneamente, tal como enfatiza o Neidan.

A sensação de colapso do mundo, como o pensamento "e agora?", se refere a uma perda de identificação com a realidade e uma percepção direta daquilo que vedanta chamava de Maya, ou a ilusão. O e agora?, se refere a como viver num mundo tal como o nosso "sabendo" Disso? A mesma descrição encontra-se nos compêndios antropológicos de Carlos Castañeda, como a interrupção do diálogo interno e do colapso da descrição do mundo, tal como estamos habituados vida após vida, para outra descrição, um mundo de pura consciência e energia.

Longe de ser uma experiência mística, esotérica ou qualquer outro nome que podemos dar, como algo tendente ao milagroso ou ao santo, ou revelador, a experiência do eixo integral, de ser-não-ser e de além de dualidade, parece uma experiência natural para aqueles que preconizam a evolução e a saúde, a busca honesta pelo sentido da Vida. Atualmente preparo-me para uma nova experiência desta natureza.