Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Conscienciologia, Projeciologia, Experiência fora do Corpo, Projeção Lúcida (Astral)

Acesse meus ensaios sobre minhas primeiras experiências extracorpóreas ainda no útero de minha mãe até minha idade atual.

Holocosmologia, Samadhiologia (Serenologia), Função psi-ómicron, Yôga, Tao, Meditação

Acesse meus ensaios sobre a Holociência e o método para o acesso holocósmico.

Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

20.12.10

Conhecendo mais a fundo sua Missão de Vida (Proéxis)

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo, Conscienciólogo, Psicoterapeuta


A Proexometria tem sua origem no conceito trabalhado por Vieira em sua obra "Manual da Proéxis", caracterizando-se como a ciência da medida da proéxis. Desconheço se este conceito já tenha sido definido anteriormente, muito emnbora eu esteja trabalhando sobre ele há mais de 5 anos em meus escritos pessoais. Proéxis é a abreviação de Programação Existencial. Assim, a Proexometria é o estudo científico o mais matemático possível, da Proéxis ou Programação Existencial.

O que vem a ser a Programação Existencial?

A Programação Existencial  é o projeto ou como geralmente se chama, a "Missão de Vida Humana", assim escolhida pessoalmente ou escolhida por terceiros, antes desta atual existência, mas no período entre a vida passada imediata, a a vida atual. Este período é também chamado de "período intermissivo" (de intermissão, entre as missões de vida). Esta missão ou programa assumido revela a intenção de retornar a renascer no Planeta Terra, abdicando a vida extrafísica ou espiritual, e assumindo novamente a vida sexuada propria da condição animalizada da consciência ressexualizada (ressomada, reencarnada). Parto do princípio lógico de que algum motivo muito forte e importante faz com que a consciência decida por si ou por terceiros, a abrir mão da vida extrafísica e assumir novamente uma vida humana. É aqui que entra a lógica da existência objetiva de uma programação existencial.

Esta programação previamente assumida antes do renascimento e, portanto, antes da ressexualização, contém o motivo básico que fez com que a pessoa decidisse retornar para esta dimensão.


Classificação das Programações Existenciais


Geralmente, as programações existenciais podem ser classificadas de duas ordens básicas:
  1. Escolhidas por si mesmas: aquelas em que a propria consciência, ainda no estado extrafísico (espiritual), planeja com lucidez, mediante a assistência de um amparador evolutivo, sua próxima vida. Esta categoria se aplica as consciências que passaram ou não pelas aprendizagens transcendentes que ocorrem nos períodos intermissivos: cursos, excurssões projetivas de mentalsoma, aprendizagens diversas. As que não passaram, embora obtenham lucidez relativa, não se desligaram completamente da dimensão mais densa, física, do planeta (tecnicamente, não passaram pela segunda dessoma - ver  glossário de termos técnicos).
  2. Escolhidas por terceiros: aquelas que relutam retornar ou retornam sem planejamento prévio lúcido, renascendo de forma menos técnica e mais improvisada. Aqui, entram as consciências que retornam praticamente de forma compulsórias, obrigadas a retornarem para prosseguir seu curso evolutivo, mesmo sem desejarem.

Não importa em qual categoria você se enquadra. O que importa é que, tenha ou não escolhido, você acabou passando pela amnésia (esquecimento) que ocorre devido à fenomenologia da reencarnação, quando o ser ou consciência, ao se ressexualizar, ressomar, se desconecta temporariamente de sua procedência extrafísica: esquece quem é, de onde veio e o que veio fazer aqui.  Desta forma, aos que esqueceram, que é a grande maioria, acabam por sentir uma série de sintomas decorrentes do esquecimento provocado pelo renascimento:
  1. Melancolia continuada
  2. Falta de sentido na vida
  3. Insatisfação contínua com trabalho, relacionamentos... 
  4. Hiperatividade e transtornos de atenção (desinteresse pelos assuntos ultrapassados no planeta).
Outros sintomas poderia ser colocados aqui, mas numa síntese estes 4 podem ser bastante úteis para entendermos o impacto do esquecimento.


Realizando a anamnese ou a lembrança de quem somos

Anamnese, de acordo com Sócrates é a rememoração gradativa através da qual a pessoa redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica. A preocupação já remonta desde a antiguidade. Sócrates ajudava seus discípulos a lembrarem de quem realmente são. Para ele, as pessoas nasciam sabendo muitas, só que tinham esquecido. Nosso foco aqui não é exatamente o saber acumulado ao longo das muitas existências, mas o saber que nos esclarece acerca do que nos motivou retornar a esta vida.

Métodos para acesso a memória extracerebral

Um dos métodos mais fáceis de acessar a memória extracerebral é a autopesquisa. O que vem a ser a autopoesquisa? É quando a própria pessoa torna-se o pesquisador de si mesmo. Ao investigar a si mesmo a pessoa tem em sua frente dois campos prioritários para conhecer a fundo e o mais preciso possível, para o seu bem:

  1. Consciência: quem eu sou? de onde vim? para onde vou? Aqui a pessoa busca saber quem ela é até as últimas consequências, sem apelos místicos ou religiosos. Com os pés no chão e usando de métodos e recursos mais técnicos e lúcidos, a pessoa começa a se investigar, a se diagnosticar, a se enfrentar e a se superar evolutivamente. Aqui ela se estuda, mas vai além disso, ela escolhe experiências para se enfrentar e superar traços ou trabalhar virtudes já desenvolvidas.
  2. Programação Existencial: o que faço aqui? Por que decidi renascer? Aqui a pessoa busca saber com detalhes e precisão, sua missão de vida, mesmo que lhe traga muito trabalho e dedicação. Muitos querem tudo pronto, saber tudo de "bandeja". Não funciona assim. Existe uma lógica até então pouco compreendida e que fundamenta a necessidade das pessoas esquecerem de si mesmas, de suas procedências e do motivo que as levou retornar para este Planeta.

Quando a pessoa começa a pesquisar a si mesma, naturalmente conseguirá acessar informações relevantes sobre seu plano de vida. Recursos podem ser utilizados de forma complementar, como a indução de experiências de retrocognição seja ela desencadeada por si mesmo, seja por terapeuta especializado ("terapia de regressão" ou retrocognição clínica). É possível que, mediante o suporte do amparo extrafísico, a pessoa relembre de fatos que possam lhe ajudar no realinhamento evolutivo, rumo a execução e a realização plena de sua programação. Infelizmente, poucos conseguem executar de forma plena estes programas, devido as dificuldades da vida humana.






A Proexometria é o estudo preciso da Programação Existencial.

É mesmo por isto que, um estudo preciso da Programação Existencial pode atuar como agente profilático, preventivo, de distúrbios conscienciais e evolutivos no presente e no futuro próximo, no pós-morte, da consciência, quando deixa esta dimensão e migra para a dimensão extrafísica de origem. Os resultados de uma vida vazia no pós-morte já estão suficientemente registrados, por exemplo, na literatura espírita. Por outro lado, os resultados de uma vida repleta de sentido estão pouco registradas na literatura. Isto porque, me parece, que poucos realmente conseguem alcançar os picos de autorealização e o pico máximo que é a realização de seu Programa Existencial (missão de vida).

Muitas pessoas possuem programações complexas e detalhadas e que envolvem muitas tarefas simultâneas e assistência a muitas pessoas. Mais complexas ainda são as Programações que envolvem a assistência num nível multidimensional e mais universalista. Não importa exatamente como são as tarefas das outras pessoas, o que importa aqui é como é a natureza de nossa tarefa, de nossa programação existencial.

Analise se sua Programação Existencial é:
  1. Previamente Planejada ou Não: você sente, pensa e intui que planejou algo para fazer aqui nesta vida? Ou sente, pensa que não planejou nada e deixou para planejar aqui mesmo, após renascer?
  2. Raio de atuação: você sente, pensa e intui que sua Programação alcança qual raio de atuação? Mais no nível do Ego (pessoal), mais no nível da família, amigos e grupos mais próximos (grupal) ou, mais além, alcança um nível maior, universalista, planetário, cósmico?
  3. Comum ou multidimensional: você sente, pensa e intui que sua programação existencial é mais  reduzida a dimensão material, humana, ou transcende para a multidimensionalidade dos trabalhos assistenciais, pela energia, parapsiquismo e a projeção da consciência para fora do corpo?
Reflita profundamente sobre estas questões. Vá até as últimas conseqüências. A sua felicidade depende diretamente do fato de você estar alinhado, sintonizado com o propósito o qual decidiu retornar. Mas não se apavore. Caso não veja nada, não consiga nenhum tipo de insight ou idéia, rememoração ou qualquer coisa, existe uma tarefa que é comum a todas as consciências que renascem no planeta.

A tarefa comum: aprender a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento.

Se a vida humana ou o renascimento inicia devido a relação sexual entre o pai e a mãe (em geral), e a consciência antes assexuada torna-se sexuada devido ao processo básico da fisiologia da reencarnação, assim, cabe a todos nós, neste projeto de vida comum, aprendermos a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade de forma madura. E sexualidade envolve relacionamentos, principalmente, os relacionamentos íntimos, amorosos. Assim, sexualidade caminha lado a lado com o amor. Desta forma, no mínimo dos mínimos, todos nós temos a missão global de aprendermos a amadurecer nossa sexualidade e nossa capacidade de amar, a nós mesmos e aos outros. Se você fizer somente isto, amadurecer estas duas realidades, já estará dando passos enormes em sua evolução.

Que conclusões você tira diante de tudo isto? Quais as implicações de tudo isto em sua existência?

15.12.10

Planejamento Evolutivo Pessoal: guia simplificado para a saúde integral

Sugestão: Baixe este slide em seu computador e se preferir, imprima, para que suas auto-análises evolutivas possam ser mais proveitosas para você. Dedique um tempo somente para a realização do planejamento. Prepare o ambiente, otimize o máximo que puder. Escolha um horário adequado e calmo, silencioso, onde não terá a interrupção por familiares ou telefonemas. Coloque uma música calma e relaxante, se preferir, para criar um clima o mais tranquilo e sereno possível. Lembre-se: você neste momento é o seu campo de pesquisa. Desligue a internet, o celular e tudo o que possa desviar você deste foco. Aproveite para se conectar com o amparo cósmico mais especializado na evolução consciencial a partir do contato consigo mesmo e com o propósito que fez você decidir renascer neste planeta. Ótimas experiências e um natal e 2011 de plenas realizações evolutivas!

12.12.10

A Consciência e a Psicoterapia pela Autopesquisa: da Dependência Afetiva à Autosustentação Saudável

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Muito se tem falado acerca da revolução o qual a Psicanálise foi protagonista, e com todo mérito, merece tal título: a descoberta e a investigação mais criteriosa e científica do inconsciente. Freud foi um gênio e ninguem pode alegar outro mérito a ele. Sua coragem é admirável e sua obra merece ser aplaudida. Mas de que inconsciente fala Freud e a Psicanálise? Do inconsciente superficial, restrito a um paradigma que reduz o ser, a um conjunto sintomático que pode ser expresso através de três paradigmas psicanalíticos, conforme a classificação dada pelo psicanalista Renato Mezan: pusional, relacional e subjetal. Independente do paradigma trabalhado, o inconsciente é um local, uma dinâmica ou uma realidade cuja vida se dá na ausência da consciência do sujeito e cujos sintomas são a expressão desta realidade. Eis uma base pelo qual norteia a teoria e método psicanalítico. Apesar de toda coerência do pensamento de Freud, principalmente, quando defrontou os tabus da sexualidade humana em uma profundidade ainda não presente em muitos ramos da psicoterapia e ciência, não podemos nos reduzir a compreender o sujeito de forma refinada, somente olhando sua casca.

A técnica psicanalítica obviamente não é a melhor nem a definitiva. É excelente, mas não o fim. Nem abarca as profundezas do inconsciente, como conseguimos alcançar pela hipnoterapia e a retrocognoterapia, ao acesso de vidas ou séries existenciais passadas do sujeito, vidas extrafísicas ou quando fora do corpo (projeção da consciente), evidenciando a realidade da polêmica "reencarnação" e da multidimensionalidade e seus impactos na vida do sujeito, hoje, ampliando o espectro do inconsciente.

Desta forma, ocorre que um paradigma, seja ele qual for, tornou-se um dogma quando não amplia seus métodos nem revisa seus paradigmas para além do inconsciente. Para além do inconsciente já descobrimos existir a hiperconsciência das experiências de cosmoconsciência, pela projeção da consciência para fora do corpo, através do mentalsoma ou corpo mental (projeção psi-P). Da mesma forma, descobrimos que o inconsciente é estruturado como se fossem em "faixas vibratórias", cujas faixas, cada uma delas, revela experiências passadas que ultrapassam a fronteira desta vida, rumando para as vidas passadas. Assim, descobrimos também que o sujeito e sua personalidade não são realidades restritas a esta atual vida e à atual família. Existe uma dimensão inata no humano que transcende o corpo e a atual existência. Como já disse Sócrates, o ser humano esqueceu de si e necessita lembrar-se (anamnese). Para Sócrates, a palingenesia (reencarnação) era um fato normal e o esforço de um ser humano era lembrar de sua verdadeira natureza, parindo a si mesmo (maiêutica).

Na história da investigação da consciência, alguns paradigmas se separaram de forma radical: psicanálise, mesmerismo, metapsíquica e espiritismo. Naquele século, da metade de 1800 para cá, cada ramo desenvolveu um modelo próprio, porém, ao invés de trabalhando com o ser humano integral, inteiro, acabou refinando-o.

A psicanálise desviou-se e acabou se tornando um dogma centrando em Freud, Lacan e outros. O mesmerismo acabou tornando-se um ramo quase místico, onde a cura se centrava no magnetismo do curador, que detinha algum campo mágico magnético que curava a doença do paciente, este doente devido a desequilíbrios energéticos. Por outro lado, a metapsíquica, acabou se tornando um campo cético da pesquisa e foi atacada por não ter um rigor matemático e laboratorial em suas investigações, sendo posteriormente substituida praticamente em sua totalidade pelos pressupostos modernos da Parapsicologia, fundada por Max Dessoir. O espiritismo tornou-se uma igreja católica mais transcendente, cuja bíblia foi substituida pelo evangelho e os tratados de fenomenologia parapsíquica fora reduzidos ao livro dos médiuns e espírítos e outras obras, incluindo aqui o aspecto moral e ético da existência espiritual humana, sendo de todos, o sistema mais completo para a evolução da consciência. Devido ao fato da contaminação dos pressupostos religiosos dogmáticos da repressão sexual trazidas de membros católicos que se tornaram espíritas, a sexualidade tornou-se um núcleo não falado e pouco abordado, colocando a Psicanálise em posição privilegiada neste campo. Assim, embora estas áreas tenham atuado cada uma delas em diretrizes específicas e ali tendo desenvolvido paradigmas e técnicas, nenhuma delas é completa e nenhuma delas trata o ser humano de forma integral.

A tendência hoje é a investigação da consciência integral, transcendendo o inconsciente freudiano e psicanalítico com um todo, o modelo junguiano, reichiano e todos os outros que tentam abordar fatias de um ser humano irredutível a partes e indivisível psiquicamente.

A consciência apresenta uma complexidade que vai além do sujeito, reduzido a um corpo existente nesta atual vida pertencente a uma família "X" e a uma biografia limitada a alguns anos. Do ponto de vista da evidência clínica experimental da parapsicologia e da ótica das investigações avançadas da consciência, o sujeito é consciência que já existia antes de nascer na atual família e permanecerá existindo após sua morte corporal, ficando somente a consciência e seus outros organismos energéticos (psicossoma, mentalsoma) para a sua manifestação, noutras dimensões. O universo é multidimensional e a consciência acompanha tal tendência.

Dentro da moderna tendência mais avançada na superação de problemas (psicopatologias, patologias e desafios existenciais) está a autopesquisa, onde o próprio sujeito investiga a si mesmo e sua forma de funcionamento, de um ponto de vista integral, inclusive incluindo as projeções conscientes para fora do corpo para descondicionar-se de sua concepção corpóral e biológica de si mesmo, além de acessar outras dimensões da realidade e aprender antecipadamente a morrer e a perder o medo da morte. A autopesquisa é a chave da independência pessoal e do descrobrimento do motivo que nos levou a retornar a este planeta, a reencarnarmos, a ressomarmos aqui e agora, a estarmos nesta família e assumirmos tal e tal papel nesta vida. Uma verdadeira psicoterapia precisa ajudar os pacientes a se encaminharem no sentido de conseguirem por conta realizarem esta investigação de si mesmos, o mais amplo possível. Por exemplo, é o caso da paciente que relutava em estar viva, em viver, apresentando uma resistência aguda em tomar responsabilidades para sua evolução, quando em regressão, lembra que não queria reencarnar e que foi praticamente "empurrada" por amparadores para que retornasse a desse continuidade a sua evolução. Após esta rememoração, a paciente compreende-se melhor e começa um trabalho de aceitar sua condição de estar aqui e inicia um processo de descoberta de uma tarefa para sua vida, já que veio sem uma tarefa específica. Agora, está envolvida num processo de aprender na prática a realizar a autopesquisa visando o conhecimento de si, chave para a saúde integral.

A autopesquisa é o modo de se compreender e de mudar que inclui algumas fases simples, cujo centro é o desenvoilvimento de uma relação de amizade e amor consigo mesmo (sem "passar a mão na cabeça"):

1. Realização de auto-diagnósticos contínuos, que pode ser ajudado por psicoterapeuta ou não, que visa aprofundar o problema e dinamizar a evolução íntima. Aqui inclui a auto-análise o mais sistêmica possível visando uma noção geral de si mesmo, multiexistencial, multidimensional, etc.

2. Escolha consciente de experiências que poderão ser instrumentos para se superar certos traços dificultosos e mesmo dinamizar certas qualidades já desenvolvidas.

3. Análise, Síntese, Reflexões sobre os resultados das experiências e criação de novos rumos para novas experiências, análises e reflexões.

4. Experiências novas, novos testes e desafios escolhidos conscientemente para a autosuperação e evolução o mais consciente possível.

A vivência da autopesquisa traduz-se numa vida mais autêntica, segura e ancorada na realidade de si e do cosmos, e pode levar a pessoa a completar sua tarefa de vida e a obter uma morte tranquila e lúcida, feliz e serena, traduzindo num esforço para se plantar uma vida pós-morte lúcida e sincronizada.

No entando, admito que é dos procedimentos mais dificeis de se fazer e que requer muito estudo de si mesmo, horas semanais de auto-estudos, auto-análises e auto-sínteses. Muitos não têm fôlego para isto o que traduz a necessidade da psicoterapia mais branda para alguns casos e da psicoterapia mais profunda para os pacientes que têm fôlego para uma autopesquisa mais aprofundada e responsável. Esta inclui exercícios de auto-diagnóstico e sugestões de experimentos durante a semana visando a análise de resultados e a mensuração de si e dos fatos evolutivos.

Por fim, já estamos muito além da Psicanálise, o que não quer dizer que para muitos a psicanálise ainda não seja útil. Pelo contrário, a Psicanálise é bastante útil dentro dos limites que trabalha. Mas devemos ter em mente nosso discernimento de que, a pessoa humana é integral e não refinada, e quanto mais andar com suas próprias pernas e decidir por si mesmo sem necessitar de terceiros, o que obviamente nunca será uma liberdade absoluta ou uma independência total (todos dependemos dos outros em alguma coisa), melhor será para ela mesma. A Psicoterapia que se utiliza da autopesquisa visa justamente isto: dar instrumentos para o paciente caminhar com suas proprias pernas e conquistar maior liberdade de ser e estar no mundo, e com isto, vislumbrar a possibilidade real e não imaginária, de uma vida mais realizada e feliz.

11.12.10

Agradecimentos aos 26 países que acessaram este Blog e aos Parceiros

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Caros(as) colegas e amigos,

Agradeço a todos deste imenso planeta que puderam se beneficiar do conteúdo deste webespaço onde publico textos, ensaios, artigos e informações relacionados à Ciência, Saúde e Evolução da Consciência.

Desde a implantação do sistema de contagem comum, alcançamos mais de 9.461 visitas. Há cerca de um mês atrás, implantamos o sistema da Flag Counter, que contabiliza os países que nos acessam, onde já contamos com 26 países nos acessando (clique aqui e veja a lista dos países). Este blog cumpre então sua proposta de ser universalista e pautado na liberdade de informação e, até certo ponto, no jornalismo independente e livre, evolutivo e priorizando as informações úteis para a evolução do ser integral.

Desde a criação deste espaço, recursos foram implantados, todos de forma autoditada, sem custo algum, porém, com muito trabalho. Nossos parceiros todos disponibilizam estes recursos gratuitamente na web e nunca me pediram qualquer contribuição por este serviço e é desta forma que disponibilizo este espaço.

Sou sinceramente grato a todos os parceiros que me ajudaram na criação deste Blog, através de contribuições gratuitas e voluntárias. Cito abaixo alguns deles, sendo que existem mais, e incluo todos os que publicaram manuais para orientação na criação e gestão destes poderosos sistemas de informação, fáceis e úteis para a evolução da consciência:

1. Blogger: por fornecer gratuitamente ferramenta tão fácil de operar e adaptável a tantos recursos.
2. Aparna Pramanik: a esta consciência de procedência da Índia, que nunca conheci, mas que criou o belo template deste Blog através da raycreationsindia e, o disponibilizou gratuitamente, inclusive, para modificações e atualizações. Demorei horas de pesquisa até achar este design bastante apropriado a proposta consciencial deste espaço.
3. Google: por fornecer gratuitamente a ferramenta de tradução multilingue deste Blog, sem esta este espaço não poderia ser acessado pelos diversos países deste planeta.
4. Feedburner/Google: por disponibilizar gratuitamente a excelente ferramenta de gerenciamento de envio de artigos diretamente nos e-mails dos usuarios cadastrados.
5. Contador de Visitas Gratis: por fornecer gratuitamente a ferramenta "contadordevisitasgratis", em design pré-definido e também gratuito, para a contagem precisa dos visitantes deste espaço. Agradeço ao criador deste design por ter disponibilizado seus serviços sem cobrar nada.
6. Flag Counter: por prover o sistema de mapeamento de todos os países que acessam este espaço, totalmente de forma gratuita.
7. Whos.amung.us: a esta empresa por disponibilizar gratuitamente recursos de contagem online de usuários em forma gráfica e mapeada.

Desejo que o ano de 2011 seja muito melhor do que foi este ano 2010 e que possamos alcançar mais degraus de autorealização, paz, harmonia, lucidez e liberdade!

Fernando Salvino
Ilha de Florianopolis,11/12/2010.

5.12.10

Os "Espíritos": pela Teoria dos Psicons e Projeciologia

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

"Na Teoria Psicônica, os espíritos seriam produções mentais paranormais sob dissociação e sob a ilusão da percepção sensorial." Dr. Geraldo Sarti, Parapsicólogo e Pres. ABRAP.

É bem exatamente aqui que inicio a desafiante tarefa de definir o que é um "Espírito". Espíritos são aqueles seres que apesar de existirem, não possuem um corpo físico como o nosso aqui e agora. São seres que manifestam-se, apesar da ausência de um corpo físico, carnal e sexual, a partir de uma plástica similar a de um corpo humano, sexuado, ora similar a uma mulher, ora a um homem. Eis uma das dificuldade de se aceitar que os "Espíritos" sejam em sua aparência como o são as pessoas humanas, de carne, osso e sexo.

É a partir da teoria psicnônica que irei observar tal fato e também pela ótica projeciológica, especificamente a partir de minhas experiências extracorpóreas, a partir daquilo que se chamou: projeções pelo psicossoma e pelo mentalsoma (ou como prefiro chamar projeção psi-P).

Os Espíritos conservam a forma humana devido ao condicionamento mental. Vou partir desta premissa básica de uma das funções próprias da consciência (o sujeito em si), que é a ideoplastia ou a capacidade que a mente tem de modelar formas de energia carregadas da fantasia que lhe for mais adequada. Assim, uma pessoa humana, vive uma vida inteira olhando-se no espelho físico ou no espelho d'água e, mesmo após a desativação do sexossoma (corpo humano biológico) com a morte, ainda conversa a forma humana no pós-morte, por uma simples ideoplastificação do 2º veículo da consciência: psicossoma ou corpo psicônico.

Assim, Espíritos são produções mentais paranormais, visto ser uma expressão típica de uma [auto]para-psicocinesia para a modelagem energética da fantasia corpórea que está operante na mente (transcendente) do sujeito. Extrafisicamente, o sujeito ou pessoa humana, fora de seu corpo biológico, pelo psicossoma, pode plasmar-se como um cão, como um outro (falsificação paraideológica) e mesmo manifestar-se como uma núvem de energia sem forma humana definida, ambas experiências que já presenciei fora do corpo.

O psicossoma como o corpo extrafísico mais comumente usado nas viagens extrafísicas, possui propriedades parafisiológicas bastante peculiares, como a capacidade imediata de responder aos desejos e aos impulsos da vontade, intenção e fantasias mentais do sujeito que ali se manifesta. Assim, numa definição objetiva, os "Espíritos" são aquelas consciências que, mesmo após terem passado pela morte do corpo ou sexossoma, ainda conservam o apego à forma humana, sexualizada e expressam-se ora numa forma sexuada masculina ora feminina. São estes "Espíritos" que manifestam-se nos fenômenos de aparição ou são vistos por clarividentes como pessoas quase reais e, inclusive, usando roupas, trajes humanos. "Espíritos" são consciências que possuem em suas mentes uma auto-imagem humana, condicionada pelas precárias experiências que anulam a natureza intrinsecamente humana do Ser.

O rompimento definitivo da auto-imagem ou o conceito de si como sendo um corpo se dá pelas experiências de projeção psi-P (psi-Pura) ou pelo mentalsoma (corpo mental). Nestas experiências a consciência sente-se numa condição vividamente livre de corpo, não enxerga qualquer apêndice corporal ou extensão energética que parece colocar-se como um objeto de si mesmo (como ocorre quando olhamos para nossas mãos ou para nossas para-mãos). Nas experiências de projeção pelo mentalsoma o ser vive sua natureza mais intrinseca, subjetiva, pura, livre de corpo, massa, tempo e espaço como o conhecemos aqui. Por outro lado é possível a expansão do "si mesmo" para um nível transcendente onde a pessoa neste estado sente como sendo ela mesma, mais que qualquer outra experiência. Esta vivência mostra pela experiência direta que o Eu é incorpóreo e livre de forma: o Eu é na verdade, pura Consciência. O pico da dissolução da auto-imagem e auto-conceito corporal do Ser se dá nas experiências de cosmoconsciência. Nestas experiências o Eu sente-se irradiando para o Infinito, numa direção cósmica vasta, icomensuvável, que transcende qualquer noção humana e sexuada. Ultrapassa as barreiras de qualquer noção e conceito acerca do humano e migra para as vivências cósmicas e galácticas, estelares da irradiação consciencial hiperlúcida; anulação temporária de toda neurose a partir da religação do ser com seu eu real incorpóreo, pura consciência operante e livre de forma, espaço, tempo e matéria, convenções e paradigmas. Neste hiperespaço, a consciência é transparadigmática: a consciência pura é o próprio paradigma, vívido.

E é esta Consciência que se opõe à idéia de que somos "Espíritos". Como disse, "Espíritos" são as consciências que ainda detém uma autoimagem de que são Corpos e não Consciências. "Espíritos" são as consciências que ainda preservam em si, em suas representações mentais e fantasias, a autoimagem sexossomática. Eis a distorção de percepção básica: os seres sexuados somente são aqueles que nascem e morrem e que iniciaram este ciclo a partir de um ato sexual, da fecundação, embriogenese e todas as fases de crescimento biológicas, a vida humana e a morte propriamente dita. Quando uma consciência passa deste estado, chamado "intrafísico", para outro estado, chamado "extrafísico", a consciência se dessexualiza, pelo simples fato cósmico de ter saído deste ciclo sexuado que carrega o fenômeno da morte como fenômeno central. E ao se dessexualizar (também chamado de dessoma ou desencarnação), a consciência geralmente permanece como crendo que é um corpo, mas agora, um corpo espiritual. Assim, não percebe que o centro doador de significados, sentidos e conceitos, geradora das fantasias é justamente quem ela é: a Consciência. E como Consciência pode alterar sua forma e desidentificar-se sexossomaticamente e retornar a sua origem mesma de um campo de energia informe, quando pelo psicossoma.

Os condicionamentos são graves para a consciência que se dessexualiza ou morre (desencarna, dessoma). Ela pode voar, mas caminha como se estivesse ainda viva, em corpo e carne, sob o julgo do campo gravitacional. Ela pode atravessar estruturas densas materiais com facilidade, mas não o faz, crendo ainda que precisa abrir portas e subir escadas. Ainda crê que precisa de comida, onde não raro, são lhe servidos "sopas" para alimentar as consciências. A questão é complexa e encerra um processo de distorção de percepção bastante aguda.

Assim, como é o objetivo deste pequeno ensaio, defino "Espíritos" como as consciências que, ao passarem pela morte (desecarnação, dessoma) ainda conservam o condicionamento mental e a necessidade de manifestarem-se a partir da plástica sexuada, como homem ou mulher, usando vestes, roupas, chapéus, plasmando-se corporalmente como uma réplica humana, embora sutil e "vaporosa".

Por outro lado, posso definir "Consciência" como o núcleo real do Ser, o que realmente sobrevive e existe, não sendo produto de qualquer condicionamento mental mas, antes disso, apresenta-se como o núcleo doador de sentido e representações da realidade, moldando-a como bem entender, expressando-se como lhe é melhor e mais conveniente aos seus condicionamentos e crenças.

E por fim, estou de acordo com a teoria psicônica quando Sarti afirma que "Espíritos" são "produções mentais paranormais sob dissociação e sob a ilusão da percepção sensorial."

4.12.10

A Reconciliação Consigo Mesmo: Voltando a ser seu Melhor Amigo

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

O título parece até apelativo, ao estilo "auto-ajuda" ou algum best-seller internacional propagandista. Entretanto, o título encerra uma profunda necessidade humana, talvez a maior de todas. O ser humano tornou-se ao longo de suas vidas um inimigo de si mesmo e, por consequencia, alimenta, nutre pensamentos, sentimentos e energias de raiva, rancor, ódio, vingança, guerra, tristeza profunda, depressão, melancolia e dentre outras emoções desarmônicas. Não quero dizer com isto que temos de parar de sentir. Não. quero dizer com isto que, hoje, talvez nossa maior necessidade seja a de voltar a sermos amigos de nós mesmos. E isto implica uma profunda reconciliação consigo, cujo resultado é a tão sonhada paz interior.

Venho ao longo de minha vida buscando este estado interno e, como você bem sabe, leitor(a), não é tarefa das mais fáceis de se empreender. Por outro lado, não existe caminho mais fácil do que aquele em que buscamos sermos amigos de nós mesmos. Significa isto que "passarei a mão em minha cabeça"? Ou que "colocarei panos quentes" em mim mesmo? Isto não é ser amigo, isto é ser conivente. Ser amigo de si é olhar e se relacionar consigo mesmo com uma profunda honestidade, sinceridade e franqueza. Esta profundidade a cada passo no caminho de evolução se aprofunda e se intensifica, a ponto de cada um de nós conseguir gerenciar nossas vidas internas e externas com o máximo de honestidade e incorruptibilidade. A pessoa deixa de aceitar a autocorrupção: a sabotagem interna que é a pura expressão da inimizade que temos conosco.

Em nossa cultura, vemos aprendendo desde crianças e, indo mais a fundo, desde os tempos antigos da vida humana neste planeta, em nossas vidas ou encarnações passadas, que ser "esperto", "ganhar vantagem", sobressair-se sobre nossos semelhantes, pisoteando-os, subjugando-os, numa luta de poder sem precedentes, numa competição que descola nossa condição interna para o contexto da insanidade mental em massa, produzida em série, ao longo de muitas vidas, é o sentido de estarmos aqui. Somos os herdeiros milenares desta cultura que usa da falsa religião, falsa ciência e falsa filosofia para manipular povos e direcionar as massas para um modo de viver e pensar a vida destituida do sentido maior que permeia a existência e do autoconhecimento puro e livre.

No núcleo mesmo da alma humana encontra-se uma solidão sem precedentes. Encontra-se um conflito cujo núcleo mesmo é uma auto-rejeição, um certo ódio de si ou de áreas significativas de si mesmo, raiva e ressentimento por sermos a pessoa que somos. Eis a necessidade urgente de uma reconciliação profunda conosco, retornando a sermos os nossos melhores amigos.

Você pode começar fazendo uma coisa simples: uma lista com tudo o que odeia, rejeita ou não gosta de si. Ao fazer a lista poderá sentir uma série de coisas negativas sobre si mesmo. Ao começar a sentir estas coisas reprograme-se com pensamentos bons sobre si. Seja seu amigo, veja seu pior lado, tua pior face, seus piores defeitos com um olhar mais fraterno, sem negar qualquer parte de si nem "colocar panos quentes". Mas desenvolva uma capacidade progressiva de olhar para si, sentir-se em sua totalidade sem rejeitar-se por ser quem você é, agora.

Se você não se ama suficientemente para aceitar, como digo a meus pacientes, sua "coluna da esquerda" (a lista de defeitos, vícios e traços-fardos), então, será incapaz de amar com profundidade. Sem uma entrega profunda a si mesmo, não existe possibilidade de uma entrega profunda ao outro. Uma profunda crise assola o planeta: as pessoas perambulam carentes e vazias, em profundo conflito consigo mesmas, exteriorizando uma cultura de guerras e criminalidade. Eis a base espiritual ou consciencial da crise atual, sem precedentes.

A base da reconciliação consigo e da auto-amizade é o amor a si mesmo. O amor a si mesmo é a base da paz interior e da autorealização e o núcleo irradiador da energia capaz de criar uma nova sociedade e uma reforma integral nos governos e na política.