Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Conscienciologia, Projeciologia, Experiência fora do Corpo, Projeção Lúcida (Astral)

Acesse meus ensaios sobre minhas primeiras experiências extracorpóreas ainda no útero de minha mãe até minha idade atual.

Holocosmologia, Samadhiologia (Serenologia), Função psi-ómicron, Yôga, Tao, Meditação

Acesse meus ensaios sobre a Holociência e o método para o acesso holocósmico.

Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

25.1.10

Transciência e Paranormalidade

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo

A Parapsicologia é a investigação científica da função psi e do agente psi ou o núcleo inteligente do cosmos também chamado, psiqué, espírito, alma ou consciência, através de uma ótica aberta, universalista e espiritual.

Ao longo da história da investigação de psi a Parapsicologia firmou-se como uma área das ciências que estudaria os fenômenos que estavam além do normal: paranormalidade. Assim, as aparições, poltergeist, mediunismo, experiência fora do corpo, precognição e outros fenômenos desta natureza foram colocando a Parapsicologia como a ciência dos fenômenos paranormais. Da mesma forma, a Psicologia foi se firmando como uma ciência que investigava a psiqué, sendo que hoje, acaba firmando-se no comportamento puramente observável, retirando de seu campo de conhecimento, o universo amplo da paranormalidade. Assim temos a Parapsicologia, que acabou se firmando como ciência do "para" normal e a Psicologia como ciência do normal e do patológico, este último, dentro de um espectro de patologia da normalidade.

Tal fato histórico destes campos foi produzindo uma distorção do objeto de pesquisa. A Parapsicologia surge justamente porque a Psicologia perdeu seu rumo dentro de suas investigações. Pois, o "para" deveria também constar como objeto da Psicologia. Como todos os fenômenos são psíquicos deveriam todos ser objeto da Psicologia. Mas não ocorre isto. A Psicologia tornou-se uma religião, um Psicologismo. Assim, quaisquer fenômenos que ultrapassam a ordem dos fenômenos considerados existentes e normais acabam sendo rotulados de alucinações, delírios, sendo a leitura do fenômeno contaminada por preconceitos e julgamentos de valor moral. Da mesma forma, a Parapsicologia acabou por firmar-se como um campo independente, pois considerou desde a Metapsíquica, os fenômenos "paranormais" como merecedores de atenção investigativa. A Psicologia se mercantilizou e a ciência se vendeu a indústria, contaminando achados e teses, prejudicando a busca pela Verdade. A Parapsicologia acabou sendo apropriada pelo Psicologismo e me parece estar começando a se afastar de seu compromisso com a busca da Verdade.

Desta forma, são os fenômenos psíquicos da ordem da paranormalidade responsáveis pelo nascimento de grande parte das religiões, vejamos as revelações de Maomé dadas pelo anjo Gabriel, típico fenômeno mediúnico. Vejamos como Allan Kardec recebeu as relevações que deu origem ao espiritismo. Assim como as revelações de Jesus Cristo. No mesmo sentido, as revelações dadas por Heyoan a Barbara Brennan ou do Guia para eva Pierrakos, ou as revelações dadas para a escrita do "Livro dos Milagres". Revelações espirituais são fenômenos puramente paranormais, da ordem da comunicação cósmica com seres divinos e masi evoluidos que nós. A Parapsicologia necessita retornar ao seu campo verdadeiro, a busca pela evolução e pelo contato direto com o 'divino' [e não com Deus]. O 'divino' é o território da transciência ou o campo inacessível pela ciência, mas acessível pelas experiências paranormais de pico, como o samadhi e as experiências de consciência cósmica.

O desenvolvimento do sentimento e da hipersensibilidade paranormal, junto com uma ética universalista, acaba sendo a via pela qual seres de todos os tempos têm tido vislumbres da evolução cósmica num campo transgaláctico de paz, plenitude e serenidade espiritual, amor puro e discernimento psíquico, num nível em que a telepatia e todos os fenômenos atuam em conjunto e integrados, dentro de uma ética cósmica trans-humana.

Os métodos de ampliação da consciência podem muto bem ser estudados e elaborados pela Parapsicologia; podemos estudar o como, mas a experiência do divino é inestudável. Pertence a transciência e sua comunicação parece-me extremamnente dificultosa.

Assim, nos confins da evolução cósmica, num dado absolutamente inverificável por qualquer meio científico, filosófico ou religioso; em um dado momento, mesmo que tal momento resida na atemporalidade do infinito do pretérito (se é que exista pretérito), há bilhões e bilhões e bilhões de anos-luz atrás; antes mesmo do Big Bang e de qualquer evento cósmico; antes mesmo da existência de Deus, Alah, Jeovah, Brahman ou Tao; antes mesmo de qualquer coisa existente, não-existente; lá nos cantos abissais do tempo passado, antes mesmo da pré-história, num tempo sem tempo do passado inacessível e irracional; em um dado momento eis que, de uma forma incompreensível, “surge” a ‘consciência’ ou ‘espírito’. No espaço-tempo atemporal da realidade não-espacial do mundo sem mundo, do universo infinitamente inexistente; do vácuo primordial; enquanto gênese de tudo a partir do nada, do vazio, da não-existência, eis que do ‘nada’ surge o ‘espírito’ [vida].

Estudos Parapsicológicos sobre a Esquizofrenia

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo

A esquizofrenia é a conhecida psicopatologia de ordem mental grave, tal como classificada pela Psiquiatria, como sendo a doença mental onde a pessoa de forma geral perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária (GALVÃO, 2008). De acordo com a analogia, o apagão consciencial gerado pela reencarnação ou sexualização da consciência, leva a pessoa humana, devido à perda temporária da autoconsciência, a viver uma existência humana onde fica quase que inteiramente incapaz de distinguir realidade de imaginação. Neste sentido, o conceito de esquizofrenia precisa ser expandido para a grande parcela da humanidade que não possui a menor noção prática e experiencial de que, neste momento, está se manifestando no estado de consciência intrafísica, numa dimensão intrafísica, dentro de um espectro de realidade muito limitado e que, por si só, já é razão suficiente para desencadear uma série de problemas e distúrbios para a consciência. Tais distúrbios podem fazer uma pessoa a criar uma ciência sem consciência, cerebrológica e preconceituosa, rotuladora de patologias e normalidades. Obviamente que, se grande parte da humanidade apresenta sinais de esquizofrenia devido à incapacidade geral de lidar com a realidade de estarem operando num estado intrafísico, e não extrafisico ou projetivo, esta distorção de percepção acaba afetando as pessoas mais lúcidas, que, por perceberem um campo mais vasto, ao comunicarem suas experiências dentro deste campo, acabam sendo rotuladas de psicóticas ou dotadas de algum tipo de distúrbio neurológico. No entanto, estão os diagnosticadores distorcidos em suas percepções, muitas vezes apresentando sinais esquizofrênicos muito mais graves que o próprio sujeito taxado de tal patologia. Eu encontrei um destes médicos adeptos do neurologismo, ele insistia me convencer de que as experiências fora do corpo que tive eram delírios ou alucinações.


Na essência do processo encontramos que ocorre com a grande maioria das pessoas no planeta é um desalinhamento da consciência dentro do ponto de vista do centramento da lucidez, portanto, da atenção. É um transtorno de atenção dimensional (TAD), um desalinhamento da capacidade de centrar a atenção no correto estado de consciência objetiva. Por outro lado, este desalinhamento da atenção ocorre justamente pela carência de experiências multidimensionais, nos estados projetivo e extrafísico de forma mais lúcida (2a e 3a atenção). Esta dificuldade é, portanto um problema de ordem de discernimento, de discernir um estado doutro; de discernir realidade de ilusão. E como o corpo do discernimento é o agente psi por excelência, posso trazer a hipótese que os distúrbios todos da humanidade são distúrbios de origem essencialmente mentais, onde se encontra o centro doador de sentido, ou a consciência propriamente dita (hipótese de trabalho clínico).

É aqui, sob esta base de trabalho que repousa a necessidade da identificação de nosso "corpo de crenças" do estudo do resultado destas crenças em nossas vidas. Experiências são vividas e valorizadas. E disso nascem as crenças e criam novas experiências que reforçam o mesmo corpo de crenças.

6 Desafios para a Comprovação Científica da Experiência fora do Corpo

Por Fernando Salvino, Parapsicólogo

1. É realmente difícil comprovar um fenômeno extrafísico desta natureza através de instrumentos puramente físicos baseados num modelo de ciência que opera unidimensionalmente e baseado no cerebrocentrismo . Comprovar a realidade objetiva por laboratório do Psicossoma tem sido esforço de mais de século, desde principalmente as pesquisas de Zelst e Malta até modernamente os esforços de Charles Tart . Tal esforço parece perda de tempo. As evidências mostram que é mais fácil comprovar o fenômeno pela experiência pessoal e, a partir daí, tentar induzi-lo tecnologicamente, tal como defendo a partir desta tese.


2. Os experimentos de laboratório tem sido insuficientes no sentido de comprovar a realidade do corpo objetivo, portanto, da experiência extracorpórea lúcida, de forma que preencha requisitos mais confiáveis nos experimentos projetivos. A essência da experiência extracorpórea da consciência lúcida é a subjetividade do estado de autoconsciência extrafísica. Até o momento, a hipótese de percepção extra-sensorial (ESP) tem sido evocada de forma elaborada para refutar evidências projetivas de laboratório, tal como procurou fazer Susan Blackmore.

3. A estatística e mesmo os modernos recursos da informática aplicados nas metanálises, nenhum destes métodos poderão comprovar por si só a veracidade da sobrevivência da consciência na condição de cérebro oco. O mérito de tais métodos é aumentar o percentual da evidência do fenômeno de sobrevivência pela experiência fora do corpo. Acredito que a reunião coerente e sistêmica de evidências numa abordagem fenomenológica podem dar o rumo para uma investigação realmente científica da consciência, sem preconceitos e influências de crenças religiosas e céticas.

4. A entrevista nunca poderá comprovar a veracidade da informação passada pela suposta pessoa experimentadora dos fenômenos extracorpóreos, mesmo sendo submetido, todos os relatos a rigoroso procedimento de investigação qualitativa, seja ou não através de método fenomenológico no estudo de vivências subjetivas. Por outro lado, o estudo científico de relatos, como fez de forma magistral Sylvan Muldoon, pode contribuir muito para a rede sistêmica de investigação da consciência, juntamente com outras evidências de outras áreas.

5. A autocomprovação subjetiva é nosso maior recurso nesta fase inicial de ciência.

6. Atualmente é mais fácil comprovar o Psicossoma por experimento pessoal do que pelos meios acima descritos. O problema maior parece ser a rara condição da Projeção Consciente. Existem muitos fatores que incidem na dificuldade de se alcançar tal experiência por si. Mas o fato é que é uma experiência pouco alcançada e por isso mesmo difícil de ser democratizada, como o são os sonhos, onde todos sonham.

15.1.10

O Cordão de Prata: Ensaio Geral sobre a Teoria Dinâmica

Fernando Salvino (MSc.) – Parapsicólogo


Introdução

Este ensaio inicial refere-se a estudos a respeito do cordão de prata e sua importância no entendimento da projetabilidade da consciência e, por conseguinte, na sua produção por auto-indução dentro da Projeciologia. O cordão de prata é um fenômeno parapsicológico por excelência, dentro do âmbito da extracorporeidade da consciência projetada. Acredito que o entendimento da dinâmica do cordão possa ser fator importante na produção de projeções conscientes. E neste sentido partimos de uma concepção sistêmica do cordão ultrapassando a concepção mecanicista atualmente vigente. A tese é defendida baseada na experimentação pessoal com a projeção consciente e em investigações teóricas dentro da Projeciologia e ciências afins, como a Psicobiofísica ou Psi-quântica.

1. O Cordão de Prata: uma síntese da visão de Waldo Vieira

O Cordão de Prata, pela definição de Vieira é o “laço semimaterial que mantém o psicossoma ligado ao corpo humano com uma conexão inicial no psicossoma e outra, logo depois, no soma” (p. 267). No entanto tal definição é parece-me simplista para descrever tal fenômeno que chamamos de “cordão de prata”. O autor continua dizendo que “o cordão de prata é um elemento parabiofísico, ou seja, embora de algum modo enraizado na intimidade das células físicas, transcende em suas manifestações energéticas os limites da matéria densa, ou as áreas próprias da Biologia Física, atingindo a Parabiologia” (p. 268).

O cabo magnético prateado também foi nomeado como algo parecido como o “pivô da projeção da consciência intrafísica”, tanto por Vieira como por Muldoon. No entanto é na obra de Vieira que encontramos maiores informações didáticas a respeito do elemento energético aqui abordado. Sendo o cordão de prata algo, por ser algo possui peso, volume, densidade, formato e existência própria, sendo realidade perceptível ao sensitivo ou projetor consciente quando na bilocação, como mostra a figura a seguir.

O cordão varia de pessoa a pessoa, ou seja, em espessura, diâmetros e ductos magnéticos, assim como em relação ao brilho, luminosidade, coloração prateada ou branco brilhante claro, pulsação, textura do cabo e raio de alcance de extensão quando a consciência se acha projetada pelo Psicossoma.

Por outro modo de ver, Vieira define o cordão de prata como “a reunião de cordões de prata regionais, ou minicordões de áreas específicas, seja da cabeça (paracabeça); um braço (parabraço); uma perna (paraperna); um pé (parapé); um dedo (paradedo) e outros.” (p. 269). Neste sentido, com o afastamento do Psicossoma do corpo humano “oco” o cordão torna-se cada vez mais fino e quando ultrapassa a distância de cerca de 10 metros do corpo humano, pode tornar-se invisível. Vieira continua afirmando que “partindo da suposição, evidenciada pelos fatos, de que o psicossoma é um corpo semi-material e de que o cordão de prata, substância (realidade) desconhecida para nós, é ainda mais material que o psicossoma e que, às vezes, exteriorizado junto ao corpo humano, pesa mais do que aquele, conclui-se logicamente que a sede do cordão de prata no corpo humano é intracelular” (p. 270).

2. Introdução à Teoria Dinâmica do Cordão de Prata

A Teoria Dinâmica de certa forma se opõe a Teoria Física defendida por Vieira. Na Teoria Dinâmica temos o esforço sistêmico de integrar campos interconectados como forma de chegarmos numa resultante não pertencente à soma das partes ou na análise isolada das partes constituintes do sistema. Neste sentido elaboramos um esboço sintético da Teoria Dinâmica do Cordão de Prata.

O posicionamento desta Teoria parte do modelo elaborado de forma magistral por Andrade, ou a psi-quântica. De acordo com o posicionamento de Andrade o Psicossoma é de natureza material, porém constituído por outra natureza e obedecendo outras leis físicas, ainda desconhecidas. A física do Psicossoma é diferenciada na medida em que é formado por psi-átomos ou os átomos psi, ou átomos psíquicos, sendo elementos ainda mais essenciais presentes na natureza da matéria. Dentro deste ponto de vista, o Universo é material, sendo os estados da matéria muito mais amplos e variáveis como suporiam até o momento os físicos, cosmólogos, etc. Assim, a matéria apresenta-se sob estados líquido, gasoso, sólido, rarefeito, energético (fraca, forte, eletromagnetismo e gravidade) e outros, como ectoplasma, cordão de prata, energossoma, psicossoma, etc. Os estados da matéria ou os níveis vibracionais, como poderíamos melhor chamar, clarificam nossa abordagem dinâmica de ação do cordão.

Nesta abordagem para cada psi-átomo encontra-se a contrapartida física de moléculas orgânicas, devido ao tamanho de um psi-átomo ser superior ao tamanho de um átomo físico, aquele se liga a um conjunto de átomos ou molécula(s). Assim, chegamos noutra conclusão de que o cordão de prata se liga psi-quanticamente às moléculas orgânicas e não às células sendo fenômeno essencialmente biomagnético, na resultante das conexões entre a consciência (eu) sediado no Psicossoma e o novo Soma. Expandimos a conclusão de Vieira para que nossa hipótese seja a da conexão intramolecular, devido às características próprias do modelo de psi-átomo de Andrade.

Vieira defende a hipótese de que o cordão de prata, sendo de origem intracelular, possui suas ramificações como sendo de “origem puramente físicas” (p. 270), o que discordamos. No nosso entendimento, o cordão prata é a resultante de campo das interações de ordem psi-atômico-moleculares entre o Psicossoma e o Soma e tais conexões se dão no exato momento da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, porém, o início das conexões começam antes da ressomatização ou sexualização da consciência, propriamente dita. Partimos da hipótese de que a ressonância biomagnética como resultante da aproximação (densificação) do Psicossoma da consciência ressomante (sexualizante) tem como ponto final de estruturação de campo o cordão de prata e parte do novo Energossoma.

Assim, o cordão de prata não existe por si, como elemento tal como um braço, uma perna, etc. O cordão existe enquanto fenômeno de resultante de campo, a partir das complexas interações de ordem subatômica e atômicas entre os átomos psi do Psicossoma e os átomos físicos e moléculas do Soma. Desta forma após estruturada a interconexão biomagnética (captura dos psi-átomos pelos átomos e moléculas físicas) entre o Soma e Psicossoma o cordão segue a matriz mnemônica e a cada saída para fora do corpo um novo cordão é formado. O cordão de prata nunca é o mesmo, ele sempre é a resultante ressonante do biocampo do afastamento ou aproximação do Psicossoma ao Soma. Neste sentido temos a explicação do porquê o cordão de prata é inicialmente percebido enquanto vários cordões localizados em regiões específicas do Soma que se afunilam e a certa distância aparenta localizar-se em algum tipo de interconexão com a região encefálica do Soma (sistema nervoso central).

De acordo ainda com Vieira “supõe-se, como hipótese, que a conexão do cordão de prata no corpo humano se dê pela medula oblongada e o encéfalo, talvez mantendo relação com a glândula pineal e uma série de ramificações intracelulares pelo organismo todo, não parecendo terminar na pele do indivíduo, mas dando a impressão de adentrar o corpo humano, estabelecendo ligações profundas com os centros vitais de todos os órgãos”. (p. 270). Diante desta afirmativa temos a dizer a sede do cordão de prata é “não-local”, difusa e diluída por todo o Soma, sendo uma resultante de campo que mantém sua “sede” ou local somático de aparente localização num dos chacras de maior atividade da consciência (centro propulsor de campos), podendo (hipótese) ser na região cranial (pessoas mais mentais, lúcidas, etc.), cardíaca (pessoas mais afetivas, amorosas, pouco mentais), umbilical (pessoas mais instintivas), etc. A Teoria dos Múltiplos Cérebros esclarece as hipótese em que o cordão é visto sair de chacras diferentes do frontochacra e da região encefálica.

A Teoria Dinâmica enfatiza que o cordão de prata não possui sede local de conexão, mas antes de tudo, só apresenta algum tipo de “sede” quando surge, aparece enquanto resultante de forças de campo psi-quânticas. O afastamento da consciência psicossomatizada (Psicossoma) de todo complexo sistêmico do Soma (interconexão subatômica, atômica e molecular) é o fator gerador do aparacimento do biocampo que tem como função unir os dois veículos. Imagine você que o Soma é um ímã de pólo positivo e o Psicossoma um ímã de pólo negativo. Quando em estado de co-existência ou acoplados biomagneticamente (ou no dizer de Vieira, o estado de coincidência holossomática), os ímãs estão grudados. Seus campos magnéticos estão unidos, colados. Ao afastar os ímãs, gera-se uma resultante de campo, que exerce força contrária ao afastamento, tentando mantê-los unidos. Quanto mais afastados, menor é a força do campo e chega a ser praticamente nula. O Psicossoma ao se afastar do Soma; quanto mais próximo maior é a força que incide sobre a consciência (que puxa o Psicossoma para fora do corpo); e quanto mais vai se distanciando, menor vai sendo o poder de coesão deste campo. A forma de “fio” do chamado cordão de prata é simplesmente a aparência de campo da resultante residual proveniente do afastamento biomagnético dos corpos físico e extrafísico. Imaginemos novamente um ímã. Ao afastar um pólo doutro, é sensivelmente evidenciado existir uma força ou campo que tenta manter unidos os dois pólos. Imaginemos que, ao afastar as linhas de força do campo vão ficando cada vez mais fracas e até mesmo tão fracas que não podem mais ser avistadas ou sentidas. No entanto, o campo deixou de existir? Sim e não. Sim, porque sua força não mais exerce influência, e não porque não temos como saber se pelo fato da distância anular sua influência, tal campo deixa de existir. Por outro lado, côo o sumiço do cordão de prata, ou o residual de campo resultante do afastamento do Psicossoma ao Soma, devido à distância do Psicossoma ao Soma, podemos pensar noutro tipo de conexão existente entre a consciência e o soma, que não o cordão de prata. Se o cordão de prata passa a estar invisível aos olhos do projetor, então, este pode então estar inexistente, sem compreendermos o cordão de forma sistêmica, como proponho aqui. Assim, fica a hipótese de que o que mantém o Psicossoma unido ao Soma em determinada distância não é o cordão de prata, mas um elo mais puramente psíquico e menos físico. Então falar em arrebentar o cordão, ou definir que a morte é a ruptura do cordão de prata me parece ainda uma definição um tanto mecanicista. Existe algo mais complexo que envolve o processo da desencarnação ou a projeção final da consciência. E a solução deste problema da dinâmica da morte pode estar justamente na compreensão da dinâmica da sexualização da consciência, ou renascimento.

Assim ultrapassamos a visão cartesiada e fisicalista na análise do cordão e adentramos numa visão sistêmica e integrada. Para isto temos que integrar o fenômeno da ressomatização da consciência (renascimento, reencarnação) dentro da dinâmica do cordão de prata, visto que a cada nova ressoma uma nova e poderosa interconexão biomagnética é formada entre o Psicossoma e o Soma. Expandindo a idéia, chegamos noutra definição, sendo o cordão um continuum campo organizado psicobiomagnético resultante das complexas interações dinâmicas de ordem atômico-moleculares e psi-atômicas decorrentes da aproximação/afastamento da unidade Soma-Psicossoma ou o fenômeno da experiência fora do corpo. Deste ponto de vista o cordão só existe enquanto uma resultante no relacionamento Soma-Psicossoma. Quando não aparece não podemos falar em cordão de prata. Antes de aparecer ou melhor, antes de ocorrer o afastamento dos veículos, não existe cordão algum. O que existe é sim, uma profunda conexão integral, ou diluição holográfica de todo sistema psicossomático no soma, por uma mediação do Energossoma exposto. Assim, quando no estado intrafísico a consciência não apresenta cordão de prata. O cordão de prata é um fenômeno ocorrente somente quando a consciência se acha no estado projetado.

Conclusões Finais

Este ensaio nos coloca diante de uma neo-Projeciologia ou uma Projeciologia cuja essência se dá na compreensão sistêmica do relacionamento interveicular próprio da unidade holossomática intrafísica, temporariamente inseparável, porém, projetável. O mecanicismo Projeciológico está embasado num modo de pesquisa próprio do paradigma dominante na ciência e que atravessou as mentes dos brilhantes pesquisadores, como Muldoon, Vieira e outros. Apesar de defenderem um certo sistemismo científico, usando conceitos como “holossoma”, a análise ainda permanece no território mecanicista. Obviamente as dificuldades de uma visão sistêmica da Projeciologia se dá por uma complexidade do próprio objeto de pesquisa, ou seja, neste caso presente, o cordão de prata e suas inter-relações com a unidade Soma-Psicossoma. Neste sentido a limitação paradigmática no entendimento do fenêmeno projeciológico se dá naturalmente na medida em que o mecanicismo é o modo mais simples que temos para se explicar o complexíssimo.

A Teoria Dinâmica do Holossoma e, portanto, da Projetabilidade está em passos iniciais de formação. A Física Quântica está ao nosso lado para que possamos importar conceitos, da mesma forma que um profundo estudo do modelo sistêmico mostra-se necessário tendo em vista que na realidade holossomática, o todo se expressa como uma unidade não presente na análise das partes isoladas.

Referências Bibliográficas

Muldoon, Sylvan. Projeção do Corpo Astral. Pensamento, RJ: 1966.

_____. Los Fenomenos de La Proyeccion Astral. KIER, Ar: 1969.

Salvino, Fernando. Caderno de Investigações de Experiências fora do Corpo. Acervo Pessoal.

Vieira, Waldo. Projeciologia – Panorama das Experiências da Consciência fora do Corpo Humano. IIPC, RJ: 2004.

Outros.