Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Conscienciologia, Projeciologia, Experiência fora do Corpo, Projeção Lúcida (Astral)

Acesse meus ensaios sobre minhas primeiras experiências extracorpóreas ainda no útero de minha mãe até minha idade atual.

Holocosmologia, Samadhiologia (Serenologia), Função psi-ómicron, Yôga, Tao, Meditação

Acesse meus ensaios sobre a Holociência e o método para o acesso holocósmico.

Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

26.2.10

Estado Alterado de Consciência, Ego e Orgasmo

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

É normal mulheres não atingir o orgasmo? É normal homens não atingirem o orgasmo? Sim é normal. O que quero dizer por 'normal'? Quero dizer que é a 'norma', a 'regra geral' que ocorre de acordo com a estatística brasileira. Balone e Moura (2005) nos diz o seguinte:

"Segundo algumas pesquisas brasileiras (veja em Disfunção Sexual Feminina), 40 a 60% das mulheres pesquisadas refere dificuldades ou incapacidades em obter orgasmos nas relações sexuais. Ainda revendo o que foi dito na página sobre Disfunção Sexual Feminina, 50% dos homens e 77% das mulheres relatam dificuldades sexuais que não são de natureza funcional, quer dizer, não são devido ao desempenho sexual em si mas, o maior número de dificuldades relacionou-se fortemente à falta de satisfação sexual global. Seria então normal não ter orgasmos? Bem estatisticamente falando, pelas pesquisas que falam entre 40 e 60% de mulheres anorgasmáticas, até que não seria de se estranhar tanto a falta do orgasmo."

Já que sabemos que as mulheres oscilam entre 40 a 60% de anorgasticidade então e os homens? [bom, devem ser eles que fazem as estatisticas]. Os homens na minha opinião também, atingem o mesmo percentual, visto que ejacular não é estar em orgasmo. Em primeiro lugar o que é ejacular? É a experiência psíquica e corporal [psicossomática] de uma descompressão localizada na região do pênis por ocasião do aumento de excitabilidade [não necessitando ser muita e nem necessitando a ereção completa do pênis], seja ela provocada por masturbação ou pela penetração no contexto de uma relação sexual [seja ela penetração vaginal ou anal]. Este aumento de excitação e posterior descompressão bioenergética local é a ejaculação, que vem junto com o esperma. Bom, a ejaculação tem uma característica básica: pode provocar certo alívio nas tensões no homem, por outro lado pode não estar associada ao alívio ou prazer afetivo, emocional e mesmo espiritual no homem. Uma ejaculação pode ser somente um alívio de uma descarga de tensão, nada tendo a ver com afetividade ou qualquer outro sentimento que envolve um 'outro'. A estatística não fala que por exemplo, ejaculação e orgasmo são experiências diferentes, podendo estar ou não 'linkadas', unificadas. É possível a um homem ter orgasmo sem ejacular assim como ejacular sem ter orgasmo. E neste ponto quero trazer uma idéia que sempre tive partindo de minha vida sexual pessoal e posteriormente em estudos da sexualidade no ponto de vista Taoista [chinês antigo]. Para a sexologia taoista, ejaculação e orgasmo são realidades diferentes, podendo se dar junto ou separadamente.

Para o Taoismo, a sexualidade é 'espiritual' no sentido de uma comunhão integral de espíritos e corpos, o que envolve absolutamente a relação afetiva e a intimidade emocional e existencial dos parceiros assim como a 'química', o tesão e a atração e desejos intensos mútuos entre os amantes. Consideram que o controle da ejaculação por parte do homem é fundamental para que os amantes atinjam sempre os orgasmos conjuntos e simultâneos, podendo estar junto ou não da ejaculação. Os orgasmos múltiplos no homem são incentivados assim como os da mulher. O amor é centro da atividade sexual sendo o momento de comunhão máxima do casal que se ama e que se deseja integralmente. Definem a prática sexual quase como uma poesia erótica de caráter amoroso e espirutual, considerando o sexo, o amor, o prazer e o orgasmo dádivas da vida que necessitam ser vividas para que a pessoa mantenha sua saúde física, mental e espiritual.

No ocidente quem traráo orgasmo novamente para a necessidade humana básica é Wilhelm Reich, médico aluno de Sigmund Freud. O orgasmo para Reich é o demilitador de uma pessoa neurótica de uma pessoa de mais saudável. Conseguiu definir critérios científicos rigorosos a respeito do assunto, afirmando que qualquer distúrbio neurótico vivido por uma pessoa tem por base distúrbios associados a sexualidade e a incapacidade de atingir o clímax do ato sexual, o orgasmo. Em suas palavras:

"A saúde psíquica depende da potência orgástica, do ponto atéo qual o indivíduo pode entregar-se, e pode experimentar o clímas da excitação no ato sexual natural. Baseia-se na atitude de cunho não neurótico da capacidade do indivíduo para o amor. As enfermidades psíquicas são o resultado de uma perturbação da capacidade natural de amar. No caso da impotência orgástica, de que sofre a esmagadora maioria, ocorre um bloqueio da energia biológica e esse bloqueio se torna a fonte de ações irracionais. A condição essencial para curar perturbações psíquicas é o restabelecimento da capacidade natural de amar." [In A Função do Orgasmo, pp. 15-16].

Quero trazer aqui a sua última frase e ir tecendo todo este texto: "A condição essencial para curar perturbações psíquicas é o restabelecimento da capacidade natural de amar."

Capacidade natural de amar. Venho falando a respeito da causa, raiz e motivo básico que leva todas as pessoas a adoecerem e novamente o amor é colocado no centro de todos os distúrbios psíquicos e físicos. A incapacidade natural para amar impede-nos de nos entregar ao fluxo do prazer, nos traz o medo da vida e apriosiona nossa mente no Ego. É aqui que quero trazer a noção de Ego, ou o Eu dentro desta questão.

O "Ego" é aquilo que achamos que somos. É aquilo que acreditamos ser, é todo nosso autoconceito e senssação daquilo que pressupomos ser "quem realmente somos". Quando dizemos: "Eu", é ao Ego que nos referimos, a instância mais limitada do Self ou Espírito, o Eu Real, profundo, verdadeiro ou a consciência. é este "Eu" restringido, limitado por concepções sociais, idéias preconcebidas dos pais e familiares, professores e outros membros da sociedade que sente em si mesmo, a partir do Corpo, as sensações de excitação sexual, desejos e amor. Acontece que o Ego está acostumado a vivenciar experiências ruins: ódio, traição, desamores, rejeição, humilhações, agressões, violências, subjugações, etc. A autoestima do Ego vai sendo definida baseada em experiências que o restringem e o definem como sendo o que aparenta ser e não o que realmente é.

Numa relação sexual natural, ancorada no amor recíproco dos parceiros românticos e amantes, o sexo é uma experiência de dissolução do Ego quando dois Egos se fundem em comunhão tornando 'algo a mais'. O Eu já não é mais o Eu tal como conheciamos. O Eu já é algo diferente, porque existe uma comunhão integral das irradiações psíquicas e bioenergéticas e o acomplamento de todos os chacras e energias dos parceiros,tornando-os Uno um com o outro, inexistindo separação e neste instante inexiste a sensação de solidão. Caso esta experiência prosseguir ao seu clímax de Unidade teremos o Orgasmo como o "Estado Alterado de Consciência" que leva os amantes a se auto-transcenderem, perderem temporariamente suas identificações Egóicas para assim, saindo de dentro de si, projetam-se [consciência] para fora dos limites corporais das sensações e adentram na dimensão bioenergética, psicossomática e mesmo mental, estando neste momento de pico, livres de todas as preocupações mundanas, moral, bloqueios, repressões e limites.

O Orgasmo é a experiência humana pura do estado não-neurótico do ser. E este estado é "alterado" na medida em que é o Ego que assim o classifica, pois ao voltar ao "normal" [estado de consciência mais comum, ordinário] percebe que aquele estado é outro, diferente e muito mais ampliado. O Orgasmo é similar a uma experiência cósmica de pico [cosmoconsciência] só que num âmbito mais corporal físico e bioenergético, afetivo. No momento experiencial do Orgasmo é possível manter a lucidez neste estado e, por exemplo, puxar a energia sexual do chacra raiz [sexo-chacra] para cima, na linha da comuna vertebral, provocando intenso estado vibracional conjunto com os espasmos corporais involuntários e desintoxicantes. Estes estados todos são "estados alterados de consciência", tendo como referência o "Ego". A cada experiência desta natureza o Ego se amplia e alarga seu autoconceito, e sua auto-imagem, por exemplo. Quero aqui tecer alguns comentários a respeito de algumas relações que faço:

1. O orgasmo é o clímax do corpo
2. O estado vibracional é o climax da realidade energética
3. A experiência cósmica fora do corpo é o clímax do corpo psíquico [consciência]
4. O amor é o climax do Espírito.

Ambas realidades estão interligadas, ocorrendo juntas ou separadas. Acredito [hipótese], apesar de nunca ter vivido, que uma pessoa pode, ao entrar em profundo estado alterado de consciência orgástico, prosseguir com sua consciência em expansão e assim, sair do corpo e alcançar a consciência cósmica, dando continuidade a comunhão sexual agora, com o Universo.

O motivo pela qual uma imensa estatística releva não atingir o clímax do ato sexual, ou o Orgasmo, parece ter relações com a ampla gama de pessoas que não conseguem atingir o clímax de um estado vibracional ou mesmo uma projeção consciente para fora do corpo. É o Ego e seus sistemas de defesa que impedem o Eu de expandir além dele mesmo. Este medo é o medo da morte [a morte do Ego]. É uma falta de confiança na vida. A vida não iria nos sacanear... É um erro deixarmos de nos arriscar em territórios Transpessoais, Transegóicos quando deixamos que o Medo da Vida e o Medo da Morte e o Medo de Si Mesmo se instale como Muro detentor de experiências libertárias.

Em suma, é a dificuldade que temos de "alterar a consciência", sair do Ego, transcendê-lo. O Orgasmo apresenta algumas similaridades com as experiências paranormais citadas acima, como por exemplo: a dificuldade de rememoração da experiência, pois a mesma se dá quando em estado alterado ou noutro nível de Ser. Dentro da idéias de Tart, temos que fazer ciência nos seus vários estados de consciência.

Com este texto, começo a tecer aqui as primeiras explanações a respeito das relações entre Sexualidade e Parapsicologia. O entendimento da Sexualidade do ponto de vista integral ou parapsicológico é essencial para que possamos prestar maior assistência aos pacientes que nos procuram assim como prestar maior assistência a nós mesmos, em nossas vidas pessoais, dentro de nosso universo íntimo de nossa evolução pelo cosmo infinito.

[este texto está em fase de elaboração]

21.2.10

Sexo, Morte, Amor, Orgasmo e Liberdade

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Eu sinceramente desconheço palavras que apontam para realidades tão profundas como estas: sexo, morte, amor, orgasmo e liberdade. Todas estas palavras tem algo em comum: lideres religiosos, políticos, ditadores, militares, gurus, padres, pastores, filósofos, cientistas, familiares e tantos outros tentaram nos privar de EXPERIENCIAR estas realidades, essencialmente maravilhosas.

Vou começar por onde tudo começa: o SEXO. Um belo dia teu pai e tua mãe resolveram fazer amor, transar. Era um dia de sol, lindo, então eles aproveitaram para se amar. Esta transa sexual gostosa possibilitou que teu pai fecundasse a tua mãe, onde ficou grávida. Tu já existias antes de nascer. A relação SEXUAL e o ORGASMO de teu pai e tua mãe criaram as condições propícias a RESSEXUALIZAÇÃO de ti, como 'Espírito', 'Alma', 'Ser', 'Psi'. Tu te ressexualizas e então, quando percebe já tem alguns aninhos, é um bebê amado pelos pais e familiares. Tu então cresces, vives uma vida inteira, seja lá o que fez de sua vida, encontrou uma pessoa para viver junto dela. Se tu és mulher, então encontrou o que procurava, o homem de tua vida. Se és homem, encontrou a mulh er de tua vida. E pelo fato de ter encontrado-as(os), então, vocês descobriram o AMOR pela EXPERIÊNCIA DE AMAR. E, se descobriram o AMOR, descobriram o ORGASMO. E se descobriram o ORGASMO, descobriram a LIBERDADE. Vocês então vivem uma vida inteira de cumplicidade ancorada no AMOR mais puro, experienciando a LIBERDADE e se permitindo a vivência saudável de uma SEXUALIDADE DESREPRIMIDA e MADURA. Com isto, vocês descobrem a ESPIRITUALIDADE. Mas em dado momento, a sensibilidade de vocês passa a ser tão aguçada que começam a como se sentir os pensamentos, sentimentos, emoções, aspirações, intuições, intenções... de sua (seu) amada (do). A EXPERIÊNCIA de sentir passa a ser uma liberdade até então nunca vivida. Uma vida inteira passa, e ambos ajudaram um ao outro em seus projetos de vida, que se centraram em ajudar as pessoas a encontrarem LIBERDADE em suas vidas, pela EXPERIÊNCIA. Ambos escolhem escrever livros e ajudar as pessoas. Mas, em dado momento, a vida parece chegar ao 'fim'. Vocês estão velhos, seus corpos pesados e enrugados. Juntos vão se despedindo de mais uma existência de aprendizagens. E o que os espera no pós-morte? Eu digo que após uma vida de AMOR, ORGASMO E LIBERDADE, o que os aguarda é a continuidade de tais EXPERIÊNCIAS num outro nível de ser. Vocês partem, deixam seus corpos em seus leitos e os vêem sendo levados ao cremátório. A família chora as suas mortes, mas vocês estão ali, flutuando livres com a EXPERIÊNCIA de ter cumprido com suas missões em terra e com a lucidez de estarem centrados em si mesmos e vivos. Seres 'angelicais', ou os amparadores do universo, vem receber vocês junto com alguns familiares e vocês se dirigem para um local de absoluta paz, amor e serenidade. Desta esfera cósmica vocês agora habitam e dão continuidade às suas EXPERIÊNCIAS evolutivas pelo cosmos. Vocês ficam um tempo atemporal nesta esfera. EXPERIENCIAM a realidade doutro ponto de vista novamente, expandem suas consciências para territórios nunca imaginados e alcançam ORGASMOS ESPIRITUAIS intensos e maravilhosos. É um campus dentro do cosmo, onde são ensinados as coisas mais importantes da vida e da existência: ensinam a respeito da vida, da existência e do sentido cósmico de Tudo. Ensinam a respeito do sentido de estarmos vivos e de existirmos e da função da 're-sexualização' do Espírito. Em dado momento, após um planejamento da próxima tarefa no planeta, vocês decidem retornar e se 're-sexualizarem'. Agora, inverterã ;o os 'sexos'. E nascerão em famílias próximas e serão vizinhos. Terão menos problemas para se reencontrarem. Na vida anterior, um dos motivos pelos quais estavam tão distantes em vida, era para desenvolverem uma hiperssensibilidade para se encontrarem (paranormalidade). Nesta vida, a tarefa é outra. E vocês sabem que acontecerá praticamente a mesma coisa: ao se re-sexualizarem, esquecerão de praticamente tudo, terão flashes de memória e terão de fazer um esforço tremendo para lembrarem novamente quem são.

Este exemplo mostra a profundidade de uma vida humana, aparentemente simples, de duas pessoas que escolheram EXPERIMENTAR as realidades mais importantes e prioritárias da vida humana. Ao escolherem pelo AMOR, acabaram por encontrar seus pares amorosos e uma relação de confiança saudável para se entregarem no SEXO dentro de uma vida sexual libertária e monogâmica, escolhida por livre vontade, sem casamento ou contratos hipócritas. Permitiram-se EXPERIMENTAR o ORGASMO abrindo mão gradualmente da vida neurótica e orgasmo-abstêmica, para uma vida de PRAZER e LIBERDADE. Decidiram então, por fazer as coisas que lhes davam prazer e que faziam com AMOR. A vida deles era simples e dentro desta simplicidade encontraram o sentido de suas vidas.

Quando decidimos SER AQUILO QUE REALMENTE SOMOS, começamos a dar maior atenção a estas palavras, que são o título deste texto. Quando um paciente me pergunta: "Fernando, mas porque eu reencarnei?" Eu lhe respondo: "Olha, exatamente eu não sei. Mas posso te dizer uma coisa. Você só está aqui porque teus pais um dia resolveram transar e fazer amor. E foi esta transa que te possibilitou retornar para cá, agora, como homem/mulher. De uma coisa eu sei, que todas as pessoas vem para cá para aprenderem acerca da sexualidade e do amor. Porque tudo inicia ou pelo sucesso deste ato [uma boa transa de amor, aceitação, desejo de angravidar, parto saudável, etc.] ou por seu insucesso [uma péssima transa e uma gravidez não desejada, abortos, rejeições, desamores, etc.]. E se começarmos a seguir o caminho da maturidade sexual e de nossa capacidade de amar, estaremos trilhando o caminho de SER QUEM REALMENTE SOMOS".

Mas agora meu amigo e amiga, vou falar do assunto pelo outro lado. E este lado é muito delicado e muito difícil de ouvir. O lado da repressão e dos disturbios associados a todas as palavras que usei no título do texto.

O sexo nos humanos pode ser literalmente, um desastre. O sexo pode ser para a mulher o desastre, uma castração de seu prazer de ter seu orgasmo natural. A energia toda do organismo fica bloqueada, represada. As idéias sofrem distorções e os sentimentos começam a ficar neuróticos. Já vi muitos relacionamentos assim, muito complicados: uma vida inteira casados e a mulher sequer nunca conseguir ter seu orgasmo na relação, tinha sempre que apelar para a masturbação pós-relação sexual. Sempre frustrante e decepcionante. A maioria sequer tem coragem de abrir o jogo com o parceiro, sentem pena ou sentem-se extremamente expostas e ainda, muitas, sentem-se culpadas por não conseguirem alcançar o ápice do prazer sexual e, porque não dizer, da vida humana. Muitas se sentem 'prostitutas' ao darem vazão a sua sexualidade trazendo para si mesmas, pudores repressores que só tem uma função: restringir sua liberdade de ser quem você realmente é ou, seja, uma mulher sexuada [e isso nada tem a ver com ser uma puta ou uma prostituta]. Sem confiança no parceiro o orgasmo amoroso é praticamente impossível. E nenhum ser humano consegue uma vida mais plena de saúde mental, emocional e existencial sem vivenciar mais plenamente sua sexualidade e sua expressão amorosa. Este é um dos problemas mais 'epidêmicos' do planeta. Mais que qualquer outro, todos nós buscamos um parceiro ou parceira para nos entregarmos em alma e sermos felizes sexualmente, afetivamente e existencialmente.

O que ocorre com o homem moderno é que a cultura fast-food transformou o sexo em fast-food, e a ejaculação precoce tornou um 'epidemia' grave. Masters e Johnson definiram que um homem sofre de ejaculação precoce se ele ejacula antes de sua parceira atingir o orgasmo em mais de 50% de suas relações sexuais. Ou seja, a maioria dos homens sofre de ejaculação precoce. E isto é grave. Os homens, e digo isto como homem, temos que cuidar melhor de nossa sexualidade, dar maior atenção a ela, estudar e compreender melhor a sexualidade masculina e feminina da parceira. A estatística, por outro lado, é gentil, e aponta para cerca de 30% a 40% de incidência de ejaculação precoce nos homens. E qual é o resultado disso? A venda de drogas como 'viagra' e similares está no topo dos mais consumidos. A inseguran&c cedil;a quanto a ereção e a dificuldade de se confiar afetivamente [coração a coração] na parceira está se tornando um problema grave em nossa sociedade. As pessoas se relacionam e são desconhecidos um para o outro. Casais não doalogam tanto mais. Mal olham para os olhos um do outro. Muitos geram filhos para suprirem carências não supridas com o parceiro(a). Nada consciente, diria. Estas atitudes são inconscientes, são impulsivas, estão fora do controle da mente consciente. Fazem sexo, mas não conseguem fazer amor. Gozam, mas não tem orgasmo. Ejaculam, na verdade. Muitos sequer nem sabem o que é orgasmo. Muitos confundem orgasmo com ejaculação. Muitas mulheres não sabem o que é orgasmo, e isto é triste para todos os lados. Quando um homem e uma mulher não sentem amor um pelo outro, não confiam seus corações, suas almas um no outro, não existe uma confiança sincera para uma entrega ao amor e, por consequencia, ao sexo. E se não tem entrega, não tem orgasmo. E se não tem confiança, não tem liberdade, não tem vida, não tem amor, não tem satisfação nas coisas. Agora vou mudar o rumo da conversa.

Orgasmo é liberdade. Orgasmo é entrega. Orgasmo é deixar de lado toda as preocupações a respeito de tudo, é deixar de lado até mesmo quem você é. É entregar-se ao fluxo da energia poderosa, há muito chamada de 'kundalini' e deixa-la fluir pelo corpo em espécie de convulsão bioenmergética e magnética capaz de realinhar os chacras, as funções orgnânicas e relaxar todo o sistema, tanto psíquico como físico e emocional. É abrir mão de seu ego para se fundir no ego do seu parceiro(a). Orgasmo é um estado meditativo natural e essencial para a saúde psíquica e física. Mas, quando esta energia biológica é retida, reprimida, desviada... o que ocorre é uma sobrecarga energética na mente, nas emoções, no corpo... e isto aumenta nossa irritabilidade, aumenta a agressividade, a intolerância, a insatisfação no trabalho, na vida. Os pensamentos destrutivos entram em cena. Muitos pensam até mesmo em se matar. Em 'chutar tudo pro alto'. Quando escolhi as palavras: sexo, morte, amor, orgasmo e liberdade é porque todas estas realidades estão associadas tanto à saúde integral, como aos distúrbios e desequilibrios psíquicos. Precisaria de muitas páginas para falar acerca deste assunto, mas para começar acho que consegui passar a idéia...

A liberdade é nosso direito. Temos o direito de ser quem realmente somos. E isto passa por experienciarmos as coisas que gostamos e nos sentimos bem com isto. Dentro de seus critérios de ética e maturidade, ao tornar-se quem você é novamente, dará fim a fazer a vontade dos outros... a suprir as expectativas dos outros para agradá-los... dará fim aos muitos 'sim' que diz, quando precisa dizer 'não' e colocar os limites necessários... e o mais importante, começará a descobrir quem você é, autoconhecimento... e ao decidir suas coisas a partir de dentro de você, sentirá a responsabilidade pelo teu destino no mundo e não mais culpará tanto os outros por ter se sentido obrigado a fazer o que eles desejavam que você fizesse. Você é LIVRE. Saiba disso. É estranho eu dizer isso, mas 90% da humanidade esqueceu disso. E squeceu que é LIVRE para seguir seu destino. Pois digo: VOCÊ É LIVRE.

E se você é livre, você pode repensar todo o sentido de sua vida e o sentido de ser quem você é e de estar neste planeta. Você pode ser quem você é sem medo do que os outros vão pensar. O universo precisa de você, caso contrário você não existiria. Agora, cabe a você saber o que fazer de sua vida. O universo não precisa de sua fachada, não precisa de suas máscaras que usa para te proteger nos relacionamentos e das ameaças do meio que vive [do marido, da esposa, do filho, do chefe.....].

O universo precisa de quem você realmente é. O caminho é simples: SER QUEM VOCÊ É. E isto é auto-respeito e auto-amor. E, como disse no outro texto, busque amar o que faz ou busque fazer o que ama mais que tudo em sua vida. Se conseguir, começe a se ajudar para poder, assim, ajudar pessoas. Somos formigas do mesmo formigueiro cósmico.

E lembre-se:
VOCÊ É LIVRE PARA SER QUEM VOCÊ É. O ÚNICO QUE IMPEDE ISTO É VOCÊ MESMO.


[este texto está em fase de elaboração]

12.2.10

Penetrando na Metaciência de Dr. Oliver Lodge

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Deixo aqui para você refletir acerca das conclusões de Dr. Oliver Lodge, no século passado, há mais de cem anos atrás, como resultado de experiências científicas experimentais na área psíquica. Antes de entrarmos no pensamento deste nobre cientista conheceremos um pouco mais sobre seu trabalho na terra.
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Oliver Joseph Lodge (Penkhull, 12 de junho de 1851 — 22 de agosto de 1940) foi um físico e escritor inglês. Trabalhou no desenvolvimento da telegrafia sem fio. Educado na Adams' Grammar School, Oliver Lodge obteve o grau de Bacharel em Ciências pela Universidade de Londres em 1875. Foi designado professor de Física e Matemática do University College, em Liverpool, em 1881, vindo a receber o grau de Doutor em Ciências em 1887. Oliver Lodge foi notável pelo seu trabalho sobre o éter, que tinha sido postulado como o meio que preenchia todo o espaço e por onde as ondas se transmitiam. Ele transmitiu sinais de rádio em 14 de agosto de 1894 em um encontro da Associação Britânica para o Avanço da Ciência na Universidade de Oxford,[1] um ano antes de Guglielmo Marconi, mas um ano após Nikola Tesla. Melhorou o detetor coesor de ondas de rádio de Edouard Branly, acrescentando a ele um "vibrador" que deslocava a limalha acumulada, restaurando assim a sensibilidade do aparelho. Fez outras pesquisas científicas sobre os relâmpagos, a fonte da força eletromotiva na célula voltaica, a eletrólise e a aplicação da eletricidade para dispersar neblina e fumaça. Também deu uma contribuição significativa aos motores quando inventou a vela de ignição para o motor de combustão interna. Mais tarde, dois de seus filhos desenvolveram suas idéias e fundaram a Lodge Plug Company. O cientista também é lembrado pelos seus estudos sobre a vida após a morte. Iniciou-os estudando fenômenos físicos (principalmente a telepatia) no final da década de 1880. Após a morte de seu filho, Raymond, em 1915, na Primeira Guerra Mundial, Oliver Lodge visitou vários médiuns e escreveu sobre a experiência em diversos livros, incluindo "Raymond, or Life and Death" (1916), que se tornou um "best-seller" à época. Ao todo, escreveu mais de quarenta livros sobre a vida após a morte, o éter, relatividade e a teoria eletromagnética. Oliver Lodge teve doze filhos, seis meninos e seis meninas. Quatro de seus filhos iniciaram negócios com base em suas invenções. Seus filhos Brodie e Alex criaram a Lodge Plug Company, que produziu velas de ignição para carros e aviões. Lionel e Noel criaram uma empresa que produzia uma máquina para limpar a fumaça das fábricas. Além de inventar a vela de ignição e o telégrafo sem fio, Oliver Lodge também inventou o alto-falante, o tubo de vácuo (válvula electrónica) e o sintonizador variável. Os escritos de Oliver Lodge foram divididos após a sua morte. Alguns foram depositados nas universidades de Birmingham e Liverpool e outros no Instituto de Pesquisas Psíquicas da Universidade de Londres, a maior parte de sua correspondência científica indo parar no University College em Londres. Antes de morrer, Sir Oliver Lodge declarou que ele provaria a existência da vida após a morte fazendo aparições públicas às pessoas vivas após a sua morte. Desde aquele evento, no entanto, não há registro de que seu espírito tenha sido visto ou ouvido por nenhuma pessoa viva. [Lodge fez-se aparecer para mim no interior de uma aula de Parapsicologia I, onde estudávamos a história da Parapsicologia, período metapsíquico, época de Lodge.]
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Conclusões de Dr. Oliver Lodge

“(...) toda teoria deverá ser apoiada por fatos resultantes da observação e da experiência; deve-se pois dar-lhe uma oportunidade de vida e só quando mostrar-se falsa e errada é que deverá ser eliminada sem piedade. Eis por conseqüência as teses a que me proponho:


1) - Que a atividade mental não é limitada às suas manifestações corporais, se bem que, em certo meio material, seja necessário para demonstrar-nos sua atual atividade neste plano.

2) – Que o mecanismo cérebro neuromuscular, assim como o resto do corpo, formam um instrumento constituído, dirigido e utilizado pela vida e pelo espírito, instrumento que pode deteriorar-se ou usar-se de modo a impedir a sua utilização regular pela entidade dirigente normal; que os sinais dessa deterioração ou dessa deslocação podem claramente mostrar-se sem dar-nos o direito de tirar outra conclusão que a de uma obstrução ou de uma imperfeição no canal ou laço de comunicação entre o espírito e a matéria.

3) – Que nem a vida nem o espírito deixam de existir quando são separados do seu invólucro ou órgão material: cessam somente de funcionar na esfera material anterior, como quando o instrumento estava em bom estado. De fato, nada deixa de existir; só a forma de vida é que muda. Certa coisa pode perfeitamente desaparecer diante de nossos olhos, tornar-se imperceptível aos nossos sentidos, mas isso não é uma prova de que tenha deixado de existir. Este fato, bem evidente quando é trata de matéria e energia, é igualmente verdadeiro, em minha opinião, quando se trata da existência vital ou espiritual. Não temos razão alguma para supor que algo de real possa deixar de existir, ainda que facilmente disperso ou tornado inacessível aos nossos sentidos.

4) - Que o que chamamos “indivíduo” é ume encarnação definida ou associação com a matéria de algum elemento vital ou espiritual que possui em si mesma uma existência contínua. A entidade,ou, nos seus desenvolvimentos superiores, a personalidade, não depende certamente da identidade das partículas materiais que a fazem manifestar-se; ela não pode ser senão um atributo da entidade dirigente que congrega tais partículas durante certo tempo, as deixa e as renova durante sua vida ordinária, sem que sua continuidade seja de qualquer forma alterada.

5) - Que o valor da encarnação se acha na oportunidade assim oferecida para a individualização de uma parte da mentalidade específica gradualmente mais vasta, isolada do seu meio primitivo cósmico, afim de permitir-lhe desenvolver uma personalidade que será a característica desse organismo particular.

6) – Que, quando tal individualidade ou personalidade é real, há lugar para crer-se que ela persista como toda outra realidade e que, em conseqüência, pode sobreviver à sua separação do organismo material, que a ajudava outrora a isolar-se, para tornarem-se possíveis os traços característicos do seu caráter. Que o caráter individual, assim formado, persiste verdadeiramente como indivíduo, conservando a sua memória, as suas experiências e as suas afeições, segundo oportunidades e privilégios associados ao corpo material, durante a vida terrena. É uma questão que será resolvida pela observação direta e pela experiência.

Eis, pois, a minha conclusão final:

7) – Que a evidência, já acessível, basta para provar que o caráter individual e a memória persistem, que as personalidades, que deixaram esta vida, continuam a existir como os seus conhecimentos e as experiências adquiridas neste plano e que, em certas condições parcialmente conhecidas, os nossos amigos invisíveis podem provar-nos a sua sobrevivência real, individual e pessoal.”

Baseado em tuas experiências, qual a tua conclusão?

10.2.10

A 'Verdade' sobre a Reencarnação e sua 'Missão de Vida'

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo


Este tema é deveras complexo e um tanto simples. Escrevo este texto para leigos na área psíquica, porém, diretamente para os interessados em saber a 'verdade' de alguns assuntos considerados ocultos, misteriosos, paranormais e espirituais, como o é, a reencarnação. Escolhi este tema porque é de conhecimento de grande parte das pessoas. A possibilidade da reencarnação encerra um dos maiores mistérios da vida, ou o Espírito (consciência, self, essência, eu superior), a evolução, etc.

Escolhi o título 'a verdade sobre a reencarnação' porque considero comprovada a 'reencarnação'. Muitos parapsicólogos e pesquisadores podem me 'metralhar' por dizer isto, mas repito: o que chamamos de 'reencarnação' está comprovado. Vai demorar para que se torne consenso, mas para seu bem, digo, está provado. Seja você de que religião for ou de qual doutrina segue, nada mudará o fato de que num belo momento, você decidiu 'reencarnar'. Estando na Bíblia ou não, citada no Alcorão ou não, pouco importa: todos 'reencarnam' e um dia 'desencarnam'. E antes de 'reencarnarem', é muito provável que decidiram vir para cá por um propósito. As regressões [retrocognições] indicam que é comum passarmos vidas repetindo tarefas não muito produtivas para nossa evolução e repetindo padrões pessoais arraigados e de difícil superação.

Vou esclarecer de forma bastante simples para o leitor(ra) compreender o que é 'reencarnação'. Reencarnação é o 'voltar a carne'. Reencarnar é voltarmos a nos 'sexualizar'. É quando o 'espírito', eu, você todos nós, assumimos novamente um 'corpo físico' para vivermos uma experiência física. Antes de 'reencarnar', eu e você estávamos vivendo noutra dimensão. O que quero dizer por outra dimensão? É a dimensão propria do 'espírito' (alma, consciência, psiqué). Esta dimensão penetra toda a dimensão física, da mesma forma que as ondas de rádio nos penetram e nos atravessam. Esta dimensão é um espaço como o é este que vivemos aqui, só que diferente. Vivendo nesta dimensão decidimos, num certo sentido, nos dirigir novamente a dimensão física. Para isto, é necessário a intenção de voltar e a sexualidade. É necessário que dois gametas se interconectem (o espermatozóide e o óvulo) e dê inicio a sexualização do espírito ou consciência. O espírito não tem sexo, mas quando reencarna passa a ter. Assim, em 'vidas passadas' passamos alternando: ora nos sexualizamos como homem, ora como mulher. Atravessamos vidas e vidas e vidas nesta oscilação, nesta alternância, ora 'reencarnando', ora 'desencarnando'. Para que? De modo resumido, tudo existe da maneira como é, para que possamos evoluir e aprender a nos tornar 'espíritos puros', 'consciências livres'... através do aprendizado de amar.

O que sobrevive é o espírito ou a consciência, que é imortal. As provas que fundamentam esta 'verdade' estão nos milhares de depoimentos de pessoas que passaram por experiências de quase-morte, experiências fora do corpo conscientes, comunicações medíunicas com pessoas que já passaram pela Terra (familiares, etc.), algumas aparições e materializações, lembranças de vidas passadas e inclusive das vidas extrafísicas (entre uma 'vida encarnada' e outra). Todas estas experiências apontam para um centro comum: o de que somos imortais e uma vez existindo, não deixaremos mais de existir. A reencarnação é uma 'verdade' científica comprovada. Embora não tenhamos provas materiais da existência do 'corpo psiquico' ou o 'corpo espiritual' (perispírito, psicossoma), nada disso importa, as experiências falam por si, as evidências são completas e convincentes. Sendo as evidências convincentes, vamos prosseguir.

Cabe-nos agora, dar um passo adiante: se você 'reencarnou', porque decidiu 'reencarnar'?

A amnésia gerada pela 'reencarnação' fez com que você esquecesse que você é e sua procedência, de onde veio antes de nascer. Fez inclusive de você, se for o caso, um defensor das teses materialistas  e cerebrocentristas. Você esqueceu de si mesmo. Agora criou um 'outro eu', um 'ego'. Ou ainda, pode ter vagas sensações, sensações estranhas de vidas anteriores ou mesmo de que existe algo mais que tudo isto que existe aqui e que chamamos 'vida humana'. Sim, eu confirmo para você: existe muito mais que isso. A vida humana é muito maior que tudo isso que estamos acostumados a ver, sentir e experimentar. Convido você a considerar esta possibilidade. Não precisa acreditar. Apenas considere esta possibilidade. Se você acredita em tudo isso, ótimo, agora falta a você experiência para comprovar sua crença. Porque a crença não te dá segurança.

A vida humana, na ótica 'reencarnatória', é um caminho de você lembrar quem você é.

Somos, essencialmente, 'espíritos imortais em um processo de evolução infinita'.

E, se você esta doente ou passando por uma crise interna ou existencial, então é o momento de voltar a ser quem você é, lembrar-se de si e autodesenvolver-se.

2.2.10

A "Revelação da Verdade" pelas Consciências Superiores.

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo
Revisado por Guilherme Kilian - Parapsicólogo

Escrever acerca deste assunto parece aos olhos da Parapsicologia algo pertencente ao campo da Religião, dentro do território dos milagres ou das "relevações". Não quero trazer aqui a revelação religiosa como é comumente conhecida, mas a relevação da "Verdade", tal como as Consciências Superiores têm chamado.

Trazer esta temática dentro dos constructos da ciência me parece tarefa quase impossível. No entanto, como representante da ciência Parapsicologia reservo-me no direito de tentar, como sempre digo, ensaiar.

Ultimamente tenho refletido muito acerca da Parapsicologia e de sua função para a humanidade. Perguntava para mim mesmo: para que serve a ciência? para que serve a Parapsicologia? Andava pelos devaneios da minha mente refletindo acerca de meu trabalho clínico e do objetivo da terapia parapsicológica. Pouco se tem falado acerca do objetivo da Parapsicologia Clínica. Muito se tem falado acerca de técnicas tais como a reprogramação mental do subconsciente e a terapia de vidas passadas. A ênfase no poder da tecnologia na vida de um paciente tornara-se mais importante que o objetivo mesmo da terapêutica espiritual que é a Parapsicologia Clínica. Raramente ouvi falar dos trabalhos de Eliezer Mendes dentro desta terapia, muito menos percebo estar esta linha comprometida com seu verdadeiro objetivo.

O objetivo da Parapsicologia Clínica está ancorado com o objetivo da Parapsicologia enquanto ciência. Por ciência quero dizer um modo de se chegar ao conhecimento do objeto. Objeto sugere aquilo que está diante do sujeito. A Parapsicologia é a busca da Verdade de seu objeto: o Espírito, Alma ou Psiqué. E do Sentido do Espírito no mundo. A compreensão do Caminho e da Verdade não é tarefa somente da Religião. É neste exato ponto que ParapsicologiaReligião se encontram. Enganam-se os que se denomimam Parapsicólogos que tal ciência tem por objeto "fenômenos paranormais" ou mesmo "anômalos", quando o núcleo mesmo que gera tais fenômenos é, em si, metafísico e intrinsecamente parapsicológico, estando sob os domínios do metacorporal e do transhumano: a Consciência. A Consciêcia é o fundamento parapsíquico que expressa o Intento Cósmico. Este domínio das investigações partem da proposta de Charles Tart, no sentido de se fazer ciência nos vários estados de consciência e não nos restringirmos somente ao estado ordinário, ou a mente mundana comum, dentro do espectro da normalidade definida pelos referenciais histórico-culturais mutáveis.

A Parapsicologia está sem rumo. Esta é a constatação que faço. Muitos discidentes partem para outros campos. Criam outras ciências, como a Psicologia Anomalística e ainda a Psicologia Transpessoal. Todos me parecem perdidos. Digo isto porque nesta noite, na madrugada, passei por uma experiência não catalogada pela Parapsicologia e que me fez refletir acerca de toda minha existência. Esta experiência me devolveu a confiança mais universal, que tinha perdido na minha caminhada na busca da "Verdade". Devolveu-me a esperança. Devolveu-me a certeza e o entendimento intuitivo direto acerca da natureza das doenças humanas e dos problemas sociais gerais. Poderia chamar de experiência mediúnica com PES, via Telepatia, Clarividência, Clariaudiência e espécie de Experiência fora do Corpo seguida de fenômeno de semi-psicofonia realizada por um Consciência altamente evoluída. Estava ela/ele querendo passar uma orientação evolutiva para eu e minha esposa. Mas o fenômeno é secundário nesta vivência, onde o centro do sentido estava na informação passada.

A experiência superou as experiências fora do corpo que tivera até então, no sentido da relevância do significado da experiência. Por outro lado, tudo pelo qual passei serviu-me para preparar-me consciencialmente para o que chamei de "Revelação da Verdade" (sem qualquer conotação religiosa).

A Consciência Extrafísica manifestou-se a partir de uma dimensão existente na não-localidade do espaço-tempo cósmico. Parecia-me um Espírito feminino, no entanto não sei precisar. O Espírito não se apresentou por um nome, nem expressou qualquer necessidade egóica de se fazer importante ou grande conhecedor de quaisquer assuntos. O Espírito expressava ausência de prepotência, arrogância e ego (no sentido da dimensão da auto-importância e da vaidade). E por expressar esta ausência, o que afinal expressava o Espírito? Serenidade quase absoluta, equilíbrio íntimo e estabilidade nos sentimentos e ausência de emoções. Não expressava felicidade, nem alegria. Nem tristeza nem euforia. O Espírito não expressava qualquer tipo de carência afetiva ou de qualquer outra natureza. A sensação que tinha dele/dela era de completude espiritual. Começei a descrever o Espírito para minha esposa e dado momento, o Espírito manifestou a intenção (a comunicação interdimensional deu-se pela Telepatia) de passar uma mensagem para nós. O Espírito se aproximou de mim e sua aproximação me fez entrar em choro imediato. Ele/ela me pediu para avisar minha esposa que iria aparecer para ela através de mim. Que ela precisava acreditar. Não avisei que iria aparecer. Num dado momento, fui dando permissão para que pudesse se manifestar através de mim. Senti-me diluido conscientemente num espaço paralelo, semi-fora do corpo e a presença foi tomando conta de meu corpo e pude sentir seu serenismo dentro de meu ser. Minha mulher num dado instante, pergunta-me: "onde está sua consciência?". Neste momento não me lembro muito bem disso. Ela afirma que eu teria soltado um riso sereno e que a expressão de meu rosto estava com um olhar fixo e aberto, com uma expressão serena. Oscilando numas ondas de choro (meu coração pulsava em choro) e atenção, eu ouvia telepaticamente o que me dizia e repetia em voz alta para minha mulher e para mim mesmo. A mensagem dada foi: "É importante que você veja, para que possa acreditar na Verdade... persista no caminho... no caminho da Verdade... o caminho da Verdade é o Amor... eu não preciso estar aqui... vocês precisam que eu esteja aqui... eu estou aqui porque vocês querem saber a Verdade... a Verdade é o Amor... é simples assim... eu sei que é difícil de entender mas é simples assim".   A sua presença era puro amor. O seu amor era diferente. Compreendi pela primeira vez o que é amor incondicional. Compreendi num átimo de consciência que este Espírito existe na atemporalidade cósmica e que seus ensinamentos vem sendo transmitidos ao longo dos séculos através daquilo que vem sido chamado de "Revelações".

O ensinamento do(a) Espírito revelou-me a essência da Parapsicologia. Revelou-me que estamos perdidos no foco das investigações e que nosso objeto de estudo não são propriamente os fenômenos paranormais. Estes são os meios pelas quais temos que desenvolver para nos aproximar da "Verdade". Nada de cristão tem esta orientação e nenhuma correlação existe com os ensinamentos do Cristo. Cristo se assim foi, fora um mensageiro da "Verdade", não sendo o referencial e modelo para a humanidade. O modelo é exatamente as Consciências Superiores que pertencem a uma linhagem evolutiva de altíssimo grau de serenidade e equilíbrio íntimo, ausência de emoções e expressam-se como puros sentimentos hiperlúcidos. Necessário, pois, um exame criterioso de algumas obras resultantes de prováveis Revelações, como o Livro dos Espíritos, organizados por Revail  (Allan Kardec). A realidade do chamado "homo sapiens sereníssimus", defendida por Waldo Vieira, parece ficar comprovada neste contato. Assim como comprovado fica que nenhum ser humano tal como os conhecemos tem capacidade de revelar a "Verdade" e sim, somente, transmitir a informação vinda das dimensões extrafísicas mais evoluídas. Cabe à Parapsicologia investigar os meios de aproximar o ser humano das orientações dadas pelos seres angelicais do Cosmos, livre da mística e da dogmatização ainda presente nas religiões multidimensionais, como o Espiritismo. O ensinamento é dado pela simples presença e pouca fala. A transmissão da informação é essencialmente de Consciência a Consciência, diferente da Telepatia. Opto chamar aqui de Paratelepatia, como uma espécie de Telepatia onde as Intenções são comunicadas diretamente, sem qualquer participação de qualquer outro meio ou linguagem. É a linguagem do Intento Puro.

Ao adentrar no objetivo da Parapsicologia Clínica compreendo que se trata de uma Psicoterapia de Orientação Evolutiva e Consciencial conforme a "Verdade" revelada pela Consciência Extrafísica, de que o Caminho da Verdade é o Amor e de que o desvio do Caminho é causa de todos os distúrbios da humanidade, onde passamos a compreender que todas as doenças e todos os problemas sejam quais forem são resultados do desvio, que é a expressão do ódio voltado contra si mesmo, inaceitação de si e incapacidade de amar. Todas as técnicas que usamos servem para orientar a terapia neste sentido: no sentido de ajudar o paciente de se realinhar e reorientar sua vida na direção do Amor.

Esta experiência traz à luz da Parapsicologia uma nova ordem de fenômenos que opto chamar, por enquanto de "revelação da Verdade".

Outros mediuns pelo mundo afora passaram por tais experiências, ao que me parece: Barbara Ann Brennan, Eva Pierrakos e os autores do livro "Um Curso em Milagres". Pode ser que Allan Kardec tenha indiretamente entrado em contato com a mesma hierarquia espiritual através de vários médiuns, e que o "Livro dos Espíritos" possa ter sido a tentativa de sistematizar os ensinamentos dos Espíritos Superiores. Por experiência direta de ter conhecido um destes Espíritos, sei que nenhum dos seres considerados "santos" na humanidade pode ser considerado o modelo a ser seguido, tal como é enfatizado no Espiritismo em relação a Jesus Cristo e noutras religiões em relação a outros santos. Nem Allan Kardec nem Waldo Vieira, nem Osho, Jesus Cristo, Buda, Lao Tzu, Confúcio ou qualquer outro ser humano lider de religiões alcançam a elevação espiritual destes Espíritos Superiores, pertencentes a outra linhagem evolutiva, supra-humana, metafísica e objetos da metaciência. O que torna-se evidente para mim é que a Verdade revelada é a propria manifestação deste Espírito, onde ele/ela é a própria expressão do Amor. E como ele/ela pode, então mostra como é possível que alcancemos tal nível, pelo caminho do Amor. O ensinamento diz: a Verdade é o Amor. E o caminho da Verdade é o Amor. Ambos são o sentido e a finalidade da existência. A cosmolição enfatiza um novo olhar, agora realista e pouco contaminado pelas hipóteses mirabolantes até então formuladas pelas metaciências, a respeito do sentido de se desenvolver a paranormalidade ou a aptidão psi. Provar ou deixar de provar o psi é irrelevante e não se trata mais de objeto da Parapsicologia. Psi está provado. Psi é o atributo intrínseco do Espírito. Psi é o meio de se atingir o âmago da alma diretamente assim como o âmago do Cosmos através do contato com as linhagens evolutivas superiores. A Parapsicologia, pois, também expande seu objeto para o estudo das Sociedades Espirituais Superiores no sentido de compreender o propósito de estarmos vivos hoje aqui e qual nosso destino como seres cósmicos pertencentes ao Holomovimento Infinito. Esta é, pois, a verdadeira Parapsicologia. Digo verdadeira porque está alinhada com a Verdade e direção e a intenção de todas as suas pesquisas, que é ajudar o ser humano a se autoconhecer e evoluir através do Amor. Seja a Parapsicologia em si seja a Parapsicologia Aplicada na terapeutica, seu objetivo é ajudar o ser humano a descobrir o caminho por si mesmo, recuperando a confiança na vida e na existência cósmica, através de pesquisas e práticas clínicas. A investigação dos fenômenos paranormais deixa de ser o objetivo primário, pois o estudo em si de tais e tais fenômenos carece de sentido. Para que provar a sobrevivência? Para que provar a PES? Qual o sentido de tais investigações? Mas, quando coloco que o sentido de todas estas investigações é dinamizar a capacidade humana para o Amor, a Parapsicologia altera seu foco, se realinha para seu correto rumo. Enquanto ciência conversa seus princípios racionais, pautando pela lógica e estudos sistemáticos, formulando hipóteses e teorias, testando novos experimentos e assim por diante. A atitude científica permanece com a diferença que traz para dentro do referencial a possibilidade de se fazer ciência a partir de outros estados de consciência, como o que houve aqui neste registro. Da mesma forma, considera que uma ciência sem sentimentos não pode ser uma ciência verdadeira. Ciência verdadeira é aquela que integra o que somos por inteiro. Uma descrição isenta de sentimentos de uma árvore retira da árvore seu principal atributo: sua beleza, sua delicadeza, sua sutileza, seu papel maravilhoso de co-habitante de uma imensa rede de seres vivos interconectados, a ecosfera. E extrair os sentimentos da observação significa que a possibilidade de uma conexão amorosa com o objeto torna-se mais difícil. Desta maneira, a ciência acaba sendo um método de repressão dos sentimentos e de extração da alma de seus objetos. Assim, a orientação dos Espíritos Superiores acaba expandindo a própria ciência para o rumo de uma ciência integral, uma metaciência psíquica ou uma Parapsicologia alinhada com a Verdade, que é a atitude de amar expressa em tudo que é humano. Conforme a orientação dada, esta Verdade é muito simples, porém de difícil entendimento. Os aparentes ciclos de existências encarnadas (sexualizadas) que perfazem nosso passado e provavelmente continuarão a existir, parecem neste sentido persistirem porque ainda não aprendemos a Amar integralmente Tudo e Todos. É justamente destes sublimes estágios da evolução do Amor Cósmico Absoluto que provavelmnente faz surgir uma Ética também Cósmica, ou a Cosmoética, cuja essência é o Amor: o Amor a todos os seres vivido autenticamente traduz-se numa atitude de respeito que direciona o discernimento para a direção correta, sempre e sempre para o caminho do Amor.

As religiões por serem caminhos institucionalizados e coordenados por Espíritos ainda bastante não-amorosos, acaba sendo veículo para interesses egóicos e desprovidos de sentido. Muitas vezes fazer a caridade não é ato de amor. Muitas vezes dar alimento para alguém não é a ajuda que a pessoa necessita. Muitas vezes ajudamos pensando em si e não nas necessidades reais do outro. Por outro lado, muitas atitudes ditas esclarecedoras revelam uma postura de desamor para com o outro e por isto mesmo, não é esclarecedor. Mas, como disse o Espírito Superior, é simples mas difícil de entender. O Caminho da Verdade não é o caminho do simples consolo. O Caminho é justamente o encontro com o Eu Real, a cada passo. E este Eu Real é também Amor. É também a expressão do Amor Universal. E o encontro com o Eu Real nada há de consolador. Sempre abre novas formas de ver a vida, esclarecendo ao invés de ocultando a Verdade. A revelação traduz o correto significado de esclarecer, que é o tornar-se claro ou levar o Ser à Luz. A Luz é o Amor. Assim, o objetivo de todas as nossas ações necessitam realinhar-se para este sentido. Qualquer outro sentido que tomarmos iremos adoecer. A doença é a informação Cósmica correta de que nos desviamos da Verdade. A ciência se realinhando, passa a ser um instrumento da Verdade. É nesta orientação que a Parapsicologia necessita alinhar-se. E o alinhamento de uma ciência é reflexo do alinhamento de seus pesquisadores e suas pesquisas. Os debates, as guerras de influências, as brigas por argumentos revelam somente desvios da Verdade. Não existe sentido em debates. Todo debate é expressão da condição bélica e por isto, desvia-se da Verdade. Se um debate tiver o compromisso com a Verdade então, deixa de ser debate e passa a ser comunhão de idéias, confuências de pensamentos e respeito pelas diferenças intelectuais. Esta posição revela a natureza do ser dos Espíritos Superiores. Nunca discutem nada, pois nada há para ser discutido, pois não expressam ansiedade por nada e, sendo assim, não anseiam ganhar qualquer lutas por defesas de teses ou teorias. Tudo isto é desviante do Caminho. Os Espíritos Superiores são seres alinhados em plena comunhão cósmica e este alinhamento basta. Este ensinamento é tão difícil de entender que repetimos vidas e mais vidas para que a Verdade seja revelada aos poucos.

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Nota:
Este artigo está em constante atualização. A experiência ocorrera hoje pela madrugada e cabe a mim repassar a informação dada pela Consciência Extrafísica, em hipótese, pertencente a escala evolutiva dos serenões.