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25.10.11

Sobre as Camadas e a Dinâmica da Resistência no Acesso às Memórias de Vidas Passadas, o Ponto de Ruptura, o acesso ao Infinito e Transciência.

Holomemória e Paragenética
Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo


O que venho escrever neste artigo é curto e objetivo e se refere a dinâmica da resistência que ocorre de uma maneira que tenta impedir a pessoa, no caso clínico, o paciente, de acessar o campo de memória de vidas passadas (faixas de personalidade subconsciente, holomemória). E a resistência neste caso nada tem a ver com algum tipo de "lei do esquecimento" ou "ordem divina". Tem relação com uma dinâmica interna, que está ancorada em muito, no medo e das conseqüências evolutivas da lembrança. Está ancorada naquilo que Matus (In CASTANEDA, Carlos. O Lado Ativo do Infinito) chamou de Ponto de Ruptura, onde a pessoa conseque ultrapassar a fronteira entre todo o conjunto neuro-biológico-cerebral e a memória associada a vida atual e todas as crenças, para um universo transcendente, rumo a uma realidade mais próxima daquilo que também chamou de Infinito. As conseqüências da irrupção rumo a uma realidade próxima do Infinito me parece ser a base etiológica da dinâmica da resistência ao acesso ao campo holomnemônico ou as memórias de vidas anteriores, sejam vidas en-carnadas (intrafisicalizadas, ressexualizadas) ou des-encarnadas (extrafisicalizadas, dessexualizadas).

O caso aproxima-se da classificação clássica da Dra. Louise Rhine, quando de forma clara definou as formas de Percepção Extrassensorial, quando ocorrem nos sonhos, principalmente, na mistura de conteúdos realisticos com oníricos, num limbo de memória com fantasia. A classificação da Sra. Rhine também se aplica nos processos de vivências clínicas do fenômeno retrocognitivo, ou regressivo, quando o paciente em meio ao transe começa a misturar fatos antigos com situações presentes, por exemplo, abrir um laptop em plena idade média. A principio, parece não ter lógica alguma, a não ser que compreendamos o fato rememorado como PES não totalmente realista, mas uma retrocognição semi-consciente. Da mesma forma com que ocorre na parafenomenologia projeciológica, na ocorrência da passagem entre uma projeção semi-consciente, que mistura realismo com onirismo, o mesmo ocorre no processo retrocognitivo, ficando a experiência misturada. Mas o paciente pode, prosseguindo, expandir a lucidez e extinguir todo conteúdo onírico e penetrar no campo realístico da holomemória. Qual a etiologia da retrocognição semi-consciente? Parece-me que é o medo da vivência do Ponto de Ruptura. Este medo se manifesta como uma experiência não-realística, como uma tentativa de amortecer o impacto do Ponto de Ruptura e consequente, Toque do Infinito. O fenômeno catalogado como Toque do Infinito manifesta o lado intencional do cosmos, o Intento ou o lado ativo do Infinito. Este aspecto intencional é aquilo que coloquei noutro artigo, a respeito do aspecto consciencial do Cosmos.

Uma razão existe, conforme esclareci acima, para a ocorrência da dinâmica da resistência, mesmo em estado de transe, como ocorre nos sonhos. A resistência entra como variável de impedimento, de distorção e manutenção do ego. O ego é o eu formado, o autoconceito limitado, toda a sintaxe restrita de um mundo formado e estruturado para dar segurança, para agir como escudo do Infinito. É uma resistência, pois, natural e, até certo ponto, essencial para a manutenção da vida tal como a conhecemos. Mas, devido ao processo de evolução também natural, os escudos começam a precisar ser abandonados, e é onde entra o sentido essencial das vivências para-normais, ou aquelas que colocam a pessoa em contato com o Ponto de Ruptura até que se sinta tocada pelo Infinito. A partir disso, aquilo que a pessoa faz não mais serve de escudo eficaz contra a pressão da realidade do Infinito. Os xamãs do antigo méxico, especialmente do clã Yaqui, trabalhavam com um conceito prático chamado de "ponto de aglutinação", onde representava a aglutinação da percepção num sentido profundo, incluindo a psicodinâmica do campo de energia humana ou como chamavam, o "ovo luminoso". Movimentar este ponto era um dos objetivos centrais deste método de autodesenvolvimento. Este movimento traduz-se pela vivência do ponto de ruptura até o acesso a dimensões do Infinito. O Infinito pode ser compreendido como a região do Universo chamada pelo Dr. David Bohm de a ordem implicada do holomovimento. Mas, para Bohm, trata-se somente de um conceito quase matemático daquilo que estamos aqui trabalhando experimentalmente através de experimentos transcendentes, como as retrocognições.

A forma como a resistência se manifesta se dá pela distorção da realidade, e é similar a como ocorre nos sonhos, onde vivemos realidades realmente impossíveis de existirem, em algumas situações. Como ver elefantes cor-de-rosa do tamanho de um edifício. As distorções cognitivas decorrentes da etiologia cuja base está na evitação do contato com o Infinito, tem como objetivo levar a pessoa a confundir realidade com fantasia e assim, retirar a importância da experiência a partir de significados distorcidos. A resistência tem como função trazer a dúvida para a pessoa, mas não uma dúvida comum, sadia, de questionamento. Mas uma dúvida de negação, representando um instinto básico de auto-preservação. Assim, a dúvida é um sintoma da resistência. Existe a dúvida sadia que, questionando o conteúdo onírico durante a experiência leva-a ao conteúdo realístico, expandindo a lucidez.

Podemos expandir isso para a maneira como os cientistas mais céticos lidam com o assunto, pois estando ancorados no medo do confronto como Infinito, acabam por razões de ordem da resistência, na maioria das vezes inconsciente e bem fundamentada pelos recursos cognitivos que lhe são utilizados como intrumentos, negar a fenomenologia e mesmo as vivências que por ventura tiveram no campo parapsíquico e trancendente. O campo parapsíquico é o campo que leva-nos ao contato direto com o Infinito. Por Infinito não quero dizer Deus, mas aproximo do que os taoistas chamavam de Wu Chi e mesmo a realidade que fundamenta o universo manifesto (Tai Chi). Recentemente, em meio a uma prática de Tai Chi Chuan, passei por uma experiência que dificilmente posso traduzir em palavras, mas alguma coisa em mim se alterou. Foi como se fosse um estado de transe hiperconsciente, estado este de consciência não-ordinário. A minha dinâmica de resistência se instalou após a vivência e quando percebi, fiquei cerca de duas semanas sem realizar a prática.

É necessário para isso a criação de uma estrutura de personalidade que suporte, progressivamente, o contato mais íntimo e direto com o Infinito. E mais profundamente, o Lado Ativo do Infinito que se manifesta pelo Intento Cósmico, sendo este o fundamento, a estrutura e o núcleo inteligente, o eixo de tudo que existe no universo e do próprio universo (ou, multiversos). Pode ser chamado de Deus. Mas está além de qualquer significação relativa a cognição humana e mesmo extrafísica, dos espíritos mais lúcidos, visto que nem mesmo eles sabem ao certo e tem total clareza a respeito de tal nível de profundidade. Neste exato ponto estamos ainda além de qualquer ciência, mesmo as muito avançadas como a Conscienciologia: estamos na fronteira da Transciência.

A psicoterapia regressiva ou retrocognitiva adentra, pois, no campo da transciência, toca nela, é atravessada por ela e retorna para o campo da ciência e da clínica propriamente dita. A maioria de nós se agarra a crenças, a religiões, e mesmo quem se denomina cético, se agarra ao ceticismo ou a neurociência, ao cérebro e assim por diante. Não importa ao que nos agarramos, pois trata-se de uma mesma base etiológica da dinâmica da resistência ao ponto de ruptura que nos leva ao contato mais direto com o Infinito.

Aos terapeutas que atuam com esta técnica, de forma cosmoética, vale compreender esta dinâmica de resistência e incluir no trabalho de ajuda psicoterapêutica, e em tentar driblar esta faixa de defesa durante mesmo o curso da experiência para que o paciente possa se beneficiar de sua própria profundidade, daquilo que realmente é e relembrar por onde passou e esteve antes desta vida, seja neste, noutro país ou mesmo noutras orbes deste universo, infinito. A forma como o terapeuta fará esta condução depende de fatores altamente subjetivos, como intuição, amparo extrafísico e principalmente, criatividade ou a capacidade de criar técnicas de improviso durante a experiência. Oriento os terapeutas a investirem tempo e energia em atividades criativas, por exemplo, em artes, pintura, desenho, música ou outras que julgar adequado, como laboratório de improviso e criatividade. Outro fator determinante é que o próprio terapeuta tenha experiência relativa de acesso aos domínios chamados holotrópicos ou transpessoais, transcendentes, parapsíquicos da existência. Sem esta base, na minha opinião, uma terapia transpessoal adequada fica impossibilitada. A Parapsicologia Clínica é  e sempre será uma terapia transpessoal, porque lidamos com campos e domínios que transcendem o ego, adentram na estrutura do self e de campos multidimensionais da existência e do cosmos. E nada disso é teoria, mas se assenta na prática pessoal de cada profissional e da clínica.

Assim, as pessoas que não regridem, ou não conseguem atravessar a fronteira para a holomemória, estão manifestando na realidade não uma dificuldade de regredir, mas um intenso medo de entrarem em contato com o Infinito, mesmo que seja uma pequeníssima porção dele, a partir de si mesmo, e de nossa natureza palingenética. Esta blindagem é interna e não está vinculada a qualquer impedimento de ordem divina. É a própria pessoa que se blinda e estrutura sua resistência ao ponto de ruptura. Com esta virada de compreensão, podemos ajudar de forma mais efetiva nossos pacientes, compreendendo-os e mesmo conversando sobre estes assuntos todos antes de adentrarem na profundidade de si mesmos, com segurança e lucidez.

Concluo este pequeno artigo manifestando a minha sinceridade em dizer que facilitar experimentos de retrocognição, seja clínica seja na forma de vivências relacionadas experiências científicas, é das coisas mais difíceis que existe, porque exige do terapeuta uma vida ética o mais reta possível e uma estrutura de personalidade que possa sustentar o encontro com o Infinito vivenciado pelo paciente, mas co-vivenciado pelo psicoterapeuta, em cada sessão. Cada sessão é um acesso multidimensional, pois o psicoterapeuta necessita alterar por vontade própria sua consciência atuando como agente retrocognitor do paciente. Paro por aqui e deixo estas primeiras reflexões.

4.10.11

Etiologia Congênito-Palingenética em um Caso de Aneurisma Cerebral e suas Relações com Enforcamento em Vida Passada

Memória Extracerebral
Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo

ABRAP - Associação Brasileira de Parapsicologia
NIAC - Núcleo de Investigações Avançadas da Consciência
Bel. Direito.

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Observações iniciais: ao leitor ou leitora de temperamento impressionável, hiperssensível aos assuntos da criminologia e execução penal nível de tortura, sugiro não ler este artigo. Existem outros mais leves e que podem lhe ser mais úteis para sua evolução. O conceito de congênito-palingenética aparece junto porque nem todas as patologias e psicopatologias congênitas tem sua gênese em vida anterior. Tal tese salienta que existem processos que tem seu começo nesta vida e não em vida passada ou nos períodos intermissivos, nas dimensões extrafísicas. Neste caso, trato de uma patologia congênito-palingenética pois sua origem se situa a partir da tese aqui apresentada, em outra existência física, orgânica, encarnada, ressomada, ressexualizada. Ao leitor ou leitora, informo que esta revista se posiciona na tese de que a sobrevivência da consciência (personalidade, eu, alma, espírito) após a morte e da existência desta antes do nascimento, encontra-se comprovada cientificamente desde os séculos passados, a começar por teses como a de Sir Oliver Lodge.

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Introdução

O caso é impactante e adentra na complexa relação causal entre uma doença aparentemente fisiológica, ou melhor, neurológica, para a causalidade em trauma grave em vida passada, ocorrido no cérebro de outro corpo, em outro momento histórico, outra vida, especificamente, na França, em meados de 1730, porém, com a mesma personalidade, o mesmo eu (e ego) ou consciência. O fato evidencia que o trauma psiconeurológico pode penetrar profundamente na estrutura psiergética do psicossoma (corpo psíquico que sobrevive a morte) e que tais informações são repassadas, em hipótese, por PK ou psicocinesia ao novo cérebro. O cérebro atual, com isso, mostra-se como mais um cérebro, enquanto que a consciência mostra-se como una apesar de mudar de cérebros vida após vida.

O termo palingenético significa muitos nascimentos ou simplesmente renascimentos, operando dentro da teoria das vidas sucessivas ou reencarnações. Significa que cada um de nós é estruturado como se a partir de faixas de personalidades subconscientes (Eliezer), onde cada faixa se situa numa vida passada específica. E é a partir desta premissa que parto para a análise deste caso clínico, de que o aneurisma cerebral sintomatizado na atual vida, da paciente Raquel (pseudônimo), tem sua etimologia ou raízes de causalidade num trauma grave ocorrido numa situação específica em vida passada.

Dr. DrauzioVarella (leia aqui) esclarece que o:

"Aneurisma cerebral, ou aneurisma sacular, é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. A pressão normal do sangue dentro da artéria força essa região menos resistente e dá origem a uma espécie de bexiga que pode ir crescendo lenta e progressivamente. Os maiores riscos desse afrouxamento do tecido vascular são ruptura da artéria e hemorragia ou compressão de outras áreas do cérebro. São raros os aneurismas congênitos, mas a pessoa pode nascer com tendência à fragilidade dos vasos e à formação de aneurismas. Em geral, os episódios de ruptura e sangramento ocorrem a partir da 5ª década de vida, afetam mais as mulheres e tornam-se mais comuns à medida que a pessoa envelhece. Aneurisma cerebral é uma doença grave. Apenas 2/3 dos pacientes sobrevivem, mas cerca da metade permanece com seqüelas importantes que comprometem a qualidade de vida."


Vemos o seguinte esclarecimento também pela Wikipedia:

"O aneurisma cerebral é considerado muito perigoso pois, ao romper-se dentro da cabeça, no interior do crânio, pela estrutura inelástica, produz lesão ao encéfalo e um aumento da pressão intracraniana, o que faz com que as estruturas do cérebro responsáveis pela vitalidade sejam comprimidas, ocasionando a morte por parada respiratória." (grifo meu)


Este caso é, pois, raro. Trata-se de um caso de aneurisma cerebral congênito. De acordo com Houaiss, congênito significa aquilo que nasce com o indivíduo, inato, que é característico do indivíduo desde ou antes do nascimento, que foi adquirido pela via fetal ou embrionária, nascido com o indivíduo. O termo não é usado aqui como sinônimo da teoria da personalidade congênita, defendida pelo médico Dr. Mauro Kwitko, esta sim, sinônimo da teoria da personalidade palingenética, tal como apresentada pelo médico Dr. Eliezer Mendes. O termo congênito é abordado aqui no seu sentido estrito, enquanto fenômeno inato, porém, podendo se estender ao campo holomnemônico do indivíduo, ou seja, nas vidas passadas e memória extracerebral associada.

Podemos ir um pouco além, onde determinada amostragem de casos pertencem a um universo congênito que não pertence às características defeituosas adquiridas pela via fetal ou embrionária, mas literalmente, nascem com o indivíduo. São características inatas e por serem inatas, são intrinsecas à personalidade da pessoa. No caso presente, o congênito equivale a palingenético, na medida em que a personalidade é uma realidade psíquica formada ao longo de uma experiência que atravessa sucessivas vidas, tanto as vidas intrafísicas (ou encarnadas) como as vidas extrafísicas (ou espirituais). Esta é minha tese básica, postulado principal e princípio clínico, a de que o espírito ou consciência é realidade atemporal e acorporal em sua essência, pré-existindo ao nascimento e pós-existindo a morte e existindo mesmo fora do corpo em determinadas situações, sendo realidade independente do cérebro e do corpo humano.

Do caso clínico: o enforcamento em vida passada e suas relações com o aneurisma cerebral na atual vida

A paciente entra na consulta com sintomas de sensação de sufocamento e sem maior quantidade de energia, sentido-se fraca. Raquel apresenta personalidade hiperssensível, ou sensitiva, facilitando qualquer tipo de técnica de expansão da consciência especialmente, as retrocognições clínicas. O grau de confiança e vínculo potentializa os resultados psicoterapeuticos. Diante disso, sentada adiante de mim, na poltrona, Raquel é conduzida através da técnica de exploração da parede psico-afetiva (leia aqui) para que pudesse investigar a natureza de sua sensação de incômodo diretamente no núcleo psicoenergético, localizado na central cardiochacral e região encefálica, conforme a descrição da paciente.

A paciente, sentada, entra em transe retrocognitivo profundo, mantendo completamente a lucidez e o discernimento na experiência, porém, se desconectando completamente do ambiente circundante mantendo sua atenção somente em seus conteúdos e em minha fala enquanto facilitador e co-condutor da experiência.

A cena começa com uma percepção da cor branca, a princípio, difusa e aos poucos vou ajudando-a a focalizar e a perceber o ambiente. Ela vê pessoas de branco em volta dela e aos poucos sente que está sendo enforcada. Homens usam roupas brancas como num ritual. Revivencia, embora não completamente, os sintomas do enforcamento, quando peço a ela que retorne aproximadamente, 30 minutos antes do enforcamento. Ela descreve se encontrar num local, onde é uma mulher muito bonita, rica, e tem um casamento arranjado pela mãe. Ela não gosta do homem e a mulher que gosta do tal pretendente ajuda-a a fugir do local, quando pegam-na e a mesma sofre a pena de enforcamento. Seu sofrimento prossegue no pós-morte, as pessoas idolatram-na ali, dependurada, enquanto ela prossegue sua trajetória e diante dos amparadores extrafísicos estes esclarecem-na da situação e que na próxima vida ela renasceria com problema no cérebro, dentre outras razões, a paciente descreve ter sido por causa da pressão exercida na cabeça e do sangue que ficou concentrado na parte superior, devido ao enforcamento. É esclarecido outras questões, mas por proteção à intimidade de Raquel não será abordado aqui.


Conclusões gerais

A descrição sintomática deste aneurisma se relaciona diretamente com o efeito gerado pelo enforcamento e a sensação final de morte por sufocamento. Os sintomas do aneurisma raro, ou seja, congênito, tal como apontado por Varella, podem ter de forma geral etiologia em trauma de vida passada associado aos milhares casos de enforcamento ocorridos em vida anterior. Esta é a tese aqui apresentada a partir deste caso.

Senão vejamos a explicação técnica a respeito da forca enquanto instrumento de execução penal e suas relações com os sintomas fisiológicos associados (fonte ou fonte):

"Forca é um instrumento usado para execução de presos ou réus condenados à morte, assim como para assassinatos ou suicídios. É composta por um poste de madeira com uma corda amarrada em forma de laço. O executado era colocado de pé sobre uma mesa ou cadeira, alçapão ou veículo (ex. carroça), e o laço era posto em volta de seu pescoço; era então removido aquilo que estivesse sob os pés.

A corda não poderia ser curta demais, nem muito longa, para que o condenado fosse executado de forma rápida e limpa.

Se a corda tivesse a medida ideal (considerando-se a altura e o peso do condenado), e permitisse a queda do corpo, podia ocorrer uma ruptura das vértebras cervicais, e a secção da medula espinhal provocava a paragem da função respiratória e, assim, uma morte rápida. Por outro lado, se fosse excessivamente longa, poderia causar a decapitação do condenado.

Caso as vértebras cervicais não se rompessem (normalmente por ser usada uma corda curta), o condenado morria por asfixia causada pelo laço, tanto por obstrução respiratória quanto pela obstrução das veias jugulares e artérias carótidas. A morte seria assim lenta e dolorosa.
" (grifo meu)

Os sintomas fisiológicos apontados pela tecnologia de execução penal apresenta relação direta com os sintomas do aneurisma cerebral, inclusive a possibilidade desta última dessomar, desencarnar por morte por asfixia, tal como informado acima. Em breve revisão, encontro informações importantes a respeito do uso do enforcamento para execução penal, na história humana (fonte), desde o império Persa antes de cristo e ainda é utilizado para a execução penal em países como Índia, Malásia, Irã, Arábia Saudita, Síria, Singapura e EUA. A forca é usada como instrumento para suicídio em larga escala nos EUA e Canadá, perdendo somente para o uso de armas. O caso presente ocorre na França, anos 1700, cuja modalidade era permitida, e cuja proibilição se deu somente no século passado no ano de 1981 a partir do movimento abolicionista tendo como um de seus defensores o antigo presidente François Mitterrand. A pena de morte na França iniciou na idade média (fonte).

"Antes de 1791, no âmbito do "Antigo Regime", existia uma variedade de meios de pena capital em França, dependendo do crime e o status da pessoa condenada, como a decapitação por espada (reservada para os nobres), de suspensão para os ladrões, ea queima de hereges." (grifo meu)


Código Penal Francês

A estatística de enforcamento na história é latente. Michel Foucalt em sua obra "Vigiar e Punir" estabelece um panorama bastante preciso da história da execução penal no planeta, principalmente em sua fase pública e suas posteriores fases privativas.

Questões para Investigação

Quando aparece o aneurista cerebral na história desta patologia? 

Estariam ligadas aos casos congênito-palingenéticos dos enforcamentos em vidas anteriores?

Quais os impactos multiexistenciais da execução penal por morte especialmente, por enforcamento, nos processos de ressoma ou reencarnação?

Nesta hipótese, como se dá a transferência sintomática (Conversão PK) de enforcamento em vida passada e sua consequente somatização como aneurisma cerebral, transcendendo o espaço, o tempo e o cérebro atual?

7.9.11

Os Amparadores Extrafísicos: breve relato de caso clínico e outras considerações

Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo
Espaço do Ser e Projeto Amanhecer (HU-UFSC)


(antes de começar este texto, quero compartilhar a presença de dois pássaros pica-pau aqui, em minha casa, no alto do morro do Canto da Lagoa da Conceição, cujo canto exótico, tirou minha atenção desde escrito, cuja beleza e ainda existência, toda vez que os vejo, faz sentir-me muito agradecido).

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Obs: o relato abaixo é modificado para evitar exposições indevidas do paciente aqui chamado de Edevaldo.
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As queixas de Edevaldo são múltiplas e se resumem à enorme dificuldade em lidar com seu processo de hiperssensibilidade, parapsíquico, medíúnico, paranormal. Ele procurou-me através do Hospital Universitário (UFSC), pelo Projeto Amanhecer (clique aqui).

Diante disso adentra em uma série de questões pessoais, conflitantes, donde o paciente não aceita como é e encara a questão toda de sua sensibilidade aguçada no sentido de não ser merecedor de tal "poder" ou "função". Não compreende o porquê ele possui tal capacidade.

Estudamos juntos, sessão após sessão,  a questão das "armadilhas mentais" assim como o estudo dos artigos que publiquei nesta revista lhe proporcionou maior clareza do assunto e de sua condição, complementando tudo o que é trabalhado em psicoterapia, aqui, parapsicologia clínica (uma modalidade de psicoterapia transpessoal ou consciencioterapia).

Na 3ª consulta ocorre um fenômeno não tão raro na minha prática clínica, porém, a raridade se dá porque o próprio paciente precebe o que eu percebo, ou seja, a livre presença dos amparadores extrafísicos em verdadeira aula de multidimensionalidade. Geralmente tal fato é presenciado por mim, quando sinto (PES - percepção extrassensorial, telepatia) e muitas vezes vejo-escuto (clarividência-clariaudiência-telepatia), os 2 amparadores que sempre me favorecem o suporte energético e o amparo nos atendimentos clínicos e extraclínicos. Tenho evidências pessoais hoje suficientes para informar que estou constantemente amparado por duas consciências extrafísicas, ao modo de 2 auxiliares invisíveis, e que, estes são coordenados por amparadores mais lúcidos que aparecem em momentos necessários quando minhas capacidades pessoais mostram-se insificientes ou precárias para determinadas tarefas assistenciais, tanto nos consultórios como na vida em geral, incluindo e principalmente a tarefa ampla de esclarecimento através desta revista. O acoplamento neste último caso é consciência-consciência, através de um acoplamento exclusivo pela cabeça, expandindo as energias do coronochacra e serenizando minhas emoções num nível acima daquilo que conheço como sendo "eu mesmo", evidenciando a presença inconfundível do amparo, mais lúcido e equilibrado, traduzindo-se sempre em aulas multidimensionais e oportunidades práticas de vivenciar a serenidade e o equilíbrio íntimos destas consciências que já pertencem a outra linhagem na escala da evolução das consciências. Mas até o momento, somente uma paciente teve a capacidade de captar e mesmo ver os amparadores ao meu lado, durante uma sessão clínica. Até então, eu julgava esta paciente como a mais sensitiva até hoje encontrada, paciente que entrava em transe espontâneo, fazia transidentificações livres e sem esforço algum, cujo aprendizado clínico centrou-se nela aprender a dar corpo, a incorporar a si mesma, antes de se arremeçar na mediunidade e no universo extrassensorial amplo e infinito.

Acontece que durante esta 3ª sessão, instala-se um campo parapsíquico, campo este energético com características de facilitar toda percepção extrassensorial mais ampla, irradiando-se para outras dimensões, donde se manifestam aí ao meu lado, os dois amparadores e mais uma amparadora mulher que fica ao lado da paciente. A percepção começa quando sinto a mudança na sintonia energética-consciencialda do consultório. É difícil explicar, verbalizar isso. Mas, ocorre uma alteração súbita do clima, alterando-se subitamente de um nível denso para outro, leve, cristalino, evidenciando a presença dos amparadores. Na minha prática, ao longo dos anos, fui aprendendo vivenciamente que quando um clima num ambiente está denso, pesado, é sinal de presença no local ou próxima de pessoas desencarnadas (espíritos, consciências extrafísicas) denotando insalubridade consciencial e toxidade no nível dos pensenes (pensamentos-sentimentos-energias e mesmo nas atitudes). Mas neste caso, ocorre o inverso, quando o clima altera-se de súbito é sinal de presença de amparadores. É leve, sutil, mais leve que o ar, é muito sutil. Mas o tipo de assistência parapsicológica potencializa estes aprendizados. É como uma malha limpa, cristalina, serena, de energia lúcida, consciente, poré, muito fraterna e destituida de qualquer traço de agressividade, distorções e desarmonias. É como um campo orquestrado, limpo, bem regido, sem interferências, o que possibilita uma expansão da consciência e um laboratório para a experiência direta com a realidade multidimensional, além das teorias, especulações e hipóteses.

Assim, fui aos poucos expandindo minha consciência e fui percebendo nitidamente a presença inconfundível destes 2 amparadores extrafísicos ao meu lado. Incialmente, apesar de percebê-los, não dou crédito por completo, onde fui tentando aumentar ainda mais minhas percepções para não cair em autosugestões, comuns, ou algum tipo imaturo de alucinação mental, também tão comum. Mas não, a presença era quase física, podia senti-los ao meu lado, vestindo-se com roupas brancas e mantendo continuamente a mente livre de ansiedade e de pensamentos antagônicos. Esta característica dos amparadores é impressionante, a maneira como conseguem manterem-se continuamente centrados em si, ajudando as consciências, porém, mantendo seus pensamentos e sentimentos num eixo contínuo de equilíbrio e serenidade, além daquilo que compreendemos aqui, nesta dimensão.

A percepção em dado momento é confirmada pelo paciente que, espontaneamente, relata o que observa, devido a seu olhar fixo e sensação leve de insanidade mental. Ele também percebe a presença ao seu lado direito, da amparadora mulher, assim, mesmo eu não falando nada a respeito do que eu mesmo estava percebendo, fui perguntando o que estava lhe chamando a atenção, e ele de pronto, apesar de achar estar ficando insano, relata suas percepções, que, imediatamente, são confirmadas por mim, atuando como verdadeira profilaxia de loucura e insanidade mental. Os fenômenos e percepções quando parapsíquicas são reais e constituem o mais amplo espectro da realidade perceptível, sendo a dimensão física, observável a olho nú, o pequeno e restrito espectro.

Informações são dadas a ele de que "que bom que ele [no caso, eu] está trazendo ele [o paciente] de volta...". O paciente reluta em dizer o que estão telepatizando no campo do consultório, e esclareço que possui relação com o "voltar de volta para casa".

O paciente sai revigorado, tranquilo e sereno. Ao contrário de seus sintomas agudos de ansiedade e medo. Após 4 sessões, ao fim, digo a ele que é merecedor de tal função, de tal qualidade, e que ele não é totalmente poderoso para desequilibrar o campo. Esta era uma crença potente nele, a de que ele era causador de entropias energéticas por onde passava, o que o levava para o isolamento das pessoas e mesmo do trabalho. Com a experiência, ficou comprovado que, mesmo ele estando em entropia, desequilibrado, isto não foi capaz de alterar o equilíbrio do amparo ali presente, que manteve-se coeso energeticamente e sereno o tempo todo da experiência.

Os fenômenos parapsíquicos vivenciados pelo pacientes eram extensos, mas incluia a mediunidade (contatos diretos com espíritos ou consciências extrafísicas amparadores ou não); clarividência (observação visual, mental, da dimensão extrafísica); telepatia/clariaudiência (ouvir o pensamento, sentimentos dos amparadores e outras consciências extrafísicas ou mesmo aqui, intrafísicas); precognição (pressentimento, visões, de morte de pessoas próximas, o que o deixava em constante estado de tensão).

Os fatores etiológicos do sintoma geral, ou a constelação de causas, levaram o paciente e migrar para sua vida na infância, cujo medo da morte, medo de perder seus entes mais próximos e pessoas amadas, medo de ficar a só e sentir sua solidão, fazia com que seu processo parapsíquico fosse desencadeado para as dimensões extrafísicas, como uma forma, tanto de comprovar a realidade extracorpórea do espírito, como para manter-se "colado" aos parentes já falecidos, agora, numa condição extrafísica. Assim sendo, muitas vezes as capacidades parapsíquicas são estimuladas e potencializadas devido a fatores puramente internos, da ordem da insegurança diante do "vazio", da solidão e do contato com o "nada", e com a "não-existência".

Como conclusão inicial, evidencia-se que o contato mais direto com os amparadores extrafísicos é essencial para a parapsicologia clínica e a psicoterapia toda envolvida. Os recursos importados aqui da terapia cognitiva, tal como elaborado pelo Dr. Robert L. Leahy, e aplicados na assistência psicoterapeutica para pacientes envolvidos com distúrbios associados a paranormalidade mostraram-se altamente eficazes, obviamente, dentro dos limites possíveis de serem aplicados. O pressuposto do Dr. Eliezer Mendes, criador da parapsicologia clínica, de que o psicoterapeuta necessita ele mesmo ser portador das faculdades extrassensoriais, transidentificantes e parapsíquicas se evidenciam neste caso-exemplo, onde facilita toda assistência e torna o psicoterapeuta mais independente de equipes de médiuns-auxiliares, facilitando o trabalho e potencializando a ajuda. Estamos dando passos adiante da proposta do Dr. Eliezer que separava ainda, em sua época, a função do parapsicólogo clínico da do psicoterapeuta. Aqui, procuramos unir ambas as coisas devido a possibilidade de integrar o campo da psicoterapia dentro do uso pessoal das capacidades naturais do parapsiquismo no trato assistencial de qualquer paciente. O caso-exemplo, mostra as correlações entre fatores etiológicos puramente psíquicos (intrapsíquicos) com parapsíquicos (amplos, extrassensoriais), o que mostra que toda parapsicologia carrega em si, essencialmente, uma psicologia, sendo esta um sub-campo da parapsicologia e não o oposto, porque o menor não pode conter o maior, no caso, a parapsicologia (o que é, está além, contém e transcende a psiqué ou a psicologia). Assim, a parapsicologia clínica, coloca-se como campo independente da psicoterapia, ficando classificada, inicialmente, como uma modalidade de psicoterapia transpessoal e mesmo de consciencioterapia (para diferenciar da consciencioterapia trabalhada pela OIC).

26.8.10

Homossexualismo e Autopunição: a vida passada de Bruno como Padre na França, nos anos 1300.

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo


O tema é instigante. Muitos espiritualistas tentam compreender o homossexualismo sob um ponto de vista espiritual mas carecemos de maiores evidências científicas para ampliar o entendimento. Outros ainda tentam rotular o homossexualismo como uma opção doentia e aproxima tal opção quase como sendo uma patologia. Não irei aprofundar o conceito de homossexualismo, como uma oscilação de polaridades de energias Yin e Yang, quando nunca ocorre o homossexualismo e sim o homosomatismo (energias Yin e Yang se relacionando a partir de corpos de homem ou mulher). Mas meu foco aqui é o homossexualismo tal como se entende normalmente: a relação entre dois homens ou duas mulheres, como opção sexual. O caso aqui é de homossexualismo masculino.

O paciente Bruno, com 41 anos, faz Doutorado em Medicina numa universidade federal no país. Sua queixa é de perda gradual da visão. Fez várias cirurgias e perde a visão gradativamente. Foi a vários médicos e os diagnósticos não são bons e não se sabe a causa do problema.

Em diálogo com o paciente, narra episódios paranormais desde a tenra infância, com tendência a clarividência e comunicação interdimensional (mediunidade). Apresenta personalidade hiperssensível, de uma família aparentemente normal, sem maiores incidências de problemas que poderiam apontar como causa de seus problemas. Pergunto a ele: "o que você não está querendo ver?" Ele se emociona, falando de sua opção homossexual desde a infância, de um estupro realizado por colegas... Encaminho-o para a regressão, quando adentra na vida intra-uterina, onde identifica a irmã como a pessoa que o apedrejou em vida passada, na ocasião em que era Padre. Morava na França, ano 1300 e pouco. Ele desejava sexualmente as mulheres normalmente quando ainda moço, os sacerdotes pegaram-no a pedido do pai, e o levaram para o seminário, onde aprendeu a se maltratar, a se bater de penitências pelos pecados da carne. O paciente desejava mulheres e como padre, molestava-as. A sexualidade associada a culpa. Após as moléstias, vinha a culpa e as penitências. Uma vida inteira neste padrão, quando morre e continua sua trajetória. Amparadores espirituais conversam com ele a respeito desta vida.

Seria a homossexualidade atual um sinal de repressão ao desejo para com mulheres em sinal de autopunição pelas moléstias praticadas no passado daquela existência como Padre?

O problema de sua cegueira progressiva se dá, pela hipótese trilhada aqui, pela vida onde o paciente teria matato crianças em orfanato em vida posterior, para extinguir o sofrimento delas. Todo este conteúdo, devido a culpa associada aos atos praticados, neste caminho, revela que o paciente "não quer ver o que fez". O caminho aqui é a autoconsciência de si, profunda, de sua base palingenética, em vidas anteriores, para que com isto se perceba, conheça-se, perdoe-se pelos atos e compreenda suas motivações conscientes e inconscientes.

O que é então a cegueira progressiva além da culpa materializada no corpo, para "não ver" o que foi feito no passado? Fica grifado aqui que a culpa é associada a atitude pecadora que está associada a uma constelação de crenças distorçidas da realidade.

A questão permanece aberta. O objetivo desta reflexão e deste caso é afastar a homossexualidade de crenças e modelos explicativos reducionistas. As tendências se expressam aqui como um modelo de personalidade pré-existente a esta vida. Esta é mais uma evidência clínica da existência de Vida antes desta Vida e da possibilidade evolutiva das retrocognições (lembrança de vidas passadas).

12.8.10

Novas Evidências da Existência de Vida antes da Vida: o Caso de Jonathas.

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

O relato abaixo é mais um da lista das evidências subjetivas da vida antes do nascimento, ou noutras palavras, as vidas passadas. Por conseqüência, adentra em reflexões implícitas sobre a natureza mesma da memória que, no meu ponto de vista, não é um local onde se armazena informações, parecendo mais com uma dimensão existente no espaço-tempo, denominado "passado". Assim a memória e os conteúdos estão além do cérebro, embora o incluam quando a consciência acha-se no estado de coincidência, como nos fala Muldoon. A memória é essencialmente extra-cerebral. O cérebro, apesar de ser um sistema especificamente evoluído do organismo humano, nada mais é que uma carne sem vida própria, vivificada pela consciência que habita o corpo psicônico ou também chamado de psicossoma (Vieira), perispírito (Kardec) ou corpo astral (Muldoon). O nome pouco importa. A consciência sendo o núcleo de existência própria e independente, sobrevive e se sobrevive, já sobreviveu à morte outras vezes no passado. Baseado nisso, trago a experiência de regressão do paciente que aqui chado de Jonathas.

O paciente me procura por queixas de ansiedade aguda desde a infância. Os sintomas vão também para a área de relacionamento, quando não gosta de se envolver emocionalmente com mulheres, preferindo relações superficiais. O que relatarei abaixo é baseado no registro direto que fiz da fala do paciente no momento do transe regressivo ocorrido em minha clínica. O paciente é evangélico e de família evangélica e não crê em vidas passadas nem em reencarnação. A experiência se deu pela vivência da técnica que desenvolvi chamada Técnica da Exploração da Parede Psíquica que nada mais é que uma intensa visualização de toda sua angústia, ansiedade, medo.... na forma de uma parede e consequente exploração vivencial do conteúdo até chegar no núcleo mnemônico do(s) trauma(s) ou experiência(s) originária(s). E inicia a exploração da parede até que a regressão é acionada através deste meio. Abaixo narro resumidamente a experiência.

Vida 1 - ano 1700 em pouco. Europa. Homem. 30 e poucos anos de idade. Casado e com filho.
  • Estou em 1700 e pouco, em algum lugar da Europa... tenho 30 e poucos anos.... estou numa praia... uma menina sai correndo.... ela morre nas pedras. Fico chateado, triste, culpado. Uma mulher me dá broncas, é minha mulher. A criança é minha filha. Soldados me perseguem com lanças. Estou na floresta, corro para a floresta. Sinto-me ansioso, com medo de morrer. Ansioso por estar com medo dos soldados me pegarem. Eles me encurralam, eu morro com uma lança na barriga.
Período entre-vidas 1 [pós-morte, vida desencarnada]
  • Estou num palácio no céu, uma escada gigante.... Entro num túnel, agora vejo um monte de pessoas, elas não tem uma forma definida, me olham sério mas serenamente.... começam a se espalhar, vão para outra dimensão....
Vida 2 - ano 1960 e pouco. Brasil. Rio de Janeiro. Homem. Bebê.
  • Estou num hospital agora, grande, muitos me olhando felizes....sou um bebê....estou no RJ, 1960 e pouco.... jogando futebol, visto uma bermuda e uma camisa social.... estou agora com 34 anos.... trabalhando, cuido de empresas, transportadoras....estou doente, com uma bola na garganta, câncer..... estou desesperado....
Período entre-vidas 2 [pós-morte, vida desencarnada]
  • Estou no caixão.... em pé na frente do caixão, todos estão chorando... me sinto fracassado por não ter resistido a doença.... Abriu uma luz do céu vou em direção a ela .... Pessoas vestidas de branco dentro de um templo.... me sinto em paz...... tranquilo..... feliz......
Neste momento peço ao paciente que guarde a lembrança boa deste momento de sua vida enquanto conto até 5 trazendo sua consciência para o ano 2010, com 22 anos de idade, residente em Curitiba/PR. O paciente sai da experiência em estado de graça.

A experiência mostra claramente a alternância de [estados de consciência]. Na "vida 1" o paciente se acha na condição encarnada, sexualizada, habitando o planeta numa condição física, como homem, na Europa, ano 1700 e pouco. Após, muda de [estado de consciência] passando ao estado espiritual, habitando outra dimensão, agora vivendo tão somente com seu corpo astral [psiergeticossoma]. Em tal experiência, os habitantes do astral ou dimensão espiritual [extrafísica] não possuem formas definidas e mudam de dimensão em poucos instantes [fenômenos que desafiam a física moderna e a velocidade da luz]. Após, muda novamente de dimensão, retornando para o [estado de consciência] encarnada, agora noutro corpo, com outra família, noutro país, Brasil, Rio de Janeiro, na década de 60. Vive uma vida humana e desencarna, morre de câncer na garganta, novo, com seus 30 e poucos anos. Sua mudança de estado de consciência se dá quando sai de seu corpo [morre] e vê-se diante do caixão, com a família chorando. E aos poucos ascende para outra dimensão onde encontra uma profunda paz quando retorna para o atual século, ano 2010, sendo um homem.

A oscilação de estados de consciência, ora encarnado ora desencarnado, é uma evidência quase objetiva para quem vivencia o fenômeno. Na esteira de Muldoon, não adianta crer no que coloco aqui, é necessário que experimentemos o fenômeno para que a partir disto alcancemos nossas próprias conclusões.

O paciente a partir desta vivência alcança um espectro muito mais amplo de si mesmo, podendo compreender-se de forma mais autêntica, pela experiência, e com isto aplicar tais conhecimentos vivenciais em sua vida hoje, para a superação de problemas pessoais e compreensão do modelo de vida que acabou adotando.

Considero esta experiência uma prova da existência do Eu antes do nascimento, embora subjetiva, dentro do espectro dos critérios da pesquisa qualitativa, participativa e auto-investigativa, método científico adotado desde 1929, pelo pesquisador e projetor consciente, Sylvan Muldoon e o pesquisador e parapsicólogo Hereward Carrington.

22.7.10

A Existência dos Espíritos Superiores

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

A Parapsicologia é uma ciência não muito nova. Muitos dizem que teve suas origens na Alemanha, por ter sido Max Dessoir em 1889, o formulador de seu conceito. Obviamente, suas origens estão nas épocas antigas da humanidade, como observamos na China e os postulados Taoistas; Índia e os Vedas e tantos outros campos do conhecimento que procuraram sistematizar uma ciência do espiritual e da evolução do Ser. Assim, temos a Parapsicologia como a área que se confunde com a Medicina primitiva, aborígene, xamanista, onde o médico era o paranormal e o sensitivo curador e vidente da tribo. Os tempos foram passando e encontramos a visão parapsicológica de Sócrates e Platão, quando expressamente falavam na palingenesia, nas múltiplas vidas e em reinos cósmicos superiores no além-túmulo. Heráclito de Éfeso e Pitágoras e suas escolas parapsicológicas peculiares também marcam esta ciência tão antiga como o ser humano. Já foi chamada de ocultismo, xamanismo e foi estruturada sob várias formas, como procurou fazer Helena Blavatski, pelo sistema da Teosofia. E não paramos aqui, Sylvan Muldoon iniciou outra sistematização a partir das pesquisas científicas da projeção do "corpo astral" ou perispírito, psicossoma, corpo psicônico ou psiergético.

De qualquer forma a Parapsicologia não é a ciência de Rhine, é também a ciência de Rhine. Parapsicologia é a extrapolação da Psicologia, é o Transpsicológico que engloba os aspectos transcientíficos (divino, totalidade), religiosos (no sentido de religação e dos métodos de religação estudados por muitos sistemas no mundo) e científicos propriamente ditos, com as pesquisas na área.

Parapsicologia é uma transciência e por ser transciência é também uma metodologia de acesso ao campo espiritual, desconhecido, transcientífico. Assim, é correto dizermos que Yoga é método de acesso, assim como o Zen também é. E tantos outros métodos de acesso podemos dizer que faz parte de uma ciência psíquica mais ampla do que aquilo que estamos vindo a falar por aí. A Parapsicologia hoje se reduziu a um conjunto de pesquisas especulativas, teóricas e fora de seu propósito original: a existência (para)trancendente do humano.

A existência empírica dos rishis, sábios ou mestres espirituais da humanidade

A essência da pesquisa psíquica ou parapsicológica é a experimentação pessoal, tal como já vem afirmando desde Sylvan Muldoon, passando por Blavatski e muitos outros até modernamente Pierre Weil e cia. Pessoas em todos os campos foram chamados de "rishis", "sábios" e espíritos evoluidos num grau muito avançado comparado a nós. Seres de serenidade inabalável, tal como um que eu mesmo conheci e que mudou minha forma de ver a vida. Seres que falam pouco e dizem muito a partir de seu próprio modo de ser, seu exemplo vívido e sua energia abundantemente amorosa, pacífica e lúcida, bem intencionada e não julgadora, traduz o que são estes espíritos iluminados que passam e passaram pelo planeta e povoam o cosmo em abundância.

Nos estados transpessoais de expansão cósmica da consciência podemos alcançar a sintonia com estes espíritos, livres de sexo e forma, irradiando-se como energia pura incorpórea, como se fossem massas de energia consciente, e aprendermos com estes mestres a respeito daquilo que fizeram para chegar até onde estão. O ensinamento, na palavra de um deles, é simples porém difícil de compreendermos: o caminho e a verdade é o Amor.

O Amor ou este estado de consciência amorosa contínua e inabalável é aquilo que faz tais espíritos não se abalarem com nada; é o que faz tais seres não sentirem nenhuma ansiedade, medo ou angústia. Estes seres estão livres de qualquer neurore, psicose ou distúrbio qualquer. Eles detém saúde integral de seu ser e mantem-se assim a partir de um estado de viver amoroso e pleno. Eles vivem num tempo sem tempo, num espaço sem espaço e transcendem o humano tal como conhecemos.

A Parapsicologia encontra nestes seres o paradoxo total do sentido do desenvolvimento da paranormalidade. A paranormalidade então, em seu pico de desenvolvimento integral, leva o ser a  dominar completamente os processos extrassensorias sejam eles quais forem e os processos da projeção consciente para fora do corpo, mantendo vida consciente integral, sem descontinuidades, hiperlúcidos, porém, numa direção amorosa plena regada de uma ética universal vivida espiritualmente.

As palavras pouco ajudam para explicar como são estes espíritos. Aqui vale a experiência pessoal. Encontrar um desses espíritos não é motivo de orgulho ou motivo de superioridade evolutiva, mas de oportunidade de mudança de rota, de caminho para um "norte" mais certeiro.

Alguns resultados

Aqui adentramos nas investigações diretas realizadas pelos próprios parapsicólogos quanto ao fenômeno psi-theta, especificamente, o estudo e o encontro com os espíritos orientadores da evolução planetária. Tal estudo só pode ser realizado a partir da premissa básica de que:

1. O fenômeno psi-theta é um fato constatável pela experiência direta do pesquisador, no caso, o parapsicólogo.
2. O universo é povoado multidimensionalmente, aqui como nos astrais do cosmo infinito.
3. O universo evolui e junto com ele, seus habitantes. A evolução não tem limite, é infinita. Hoje estamos mais evoluidos que ontem.
4. Se hoje estamos mais evoluídos que ontem e, se a vida prossegue após a morte, existem espíritos que estão num degrau acima em evolução, aqui compreendida como a moralidade, a ética intrinseca do espírito.
5. Assim, os espíritos orientadores da evolução, os "sábios" de todos os tempos, existem e aparecem no momento correto, ético. E, se aparecem, podem ser investigados, estudados com finalidade de aprendermos com eles os meios para se alçarmos vôos cósmicos mais profundos e coerentes, na corrente da evolução.

Experimentos pessoais na área

Pelas investigações que tenho feito:

1. Estes espíritos não são homens nem mulher. Isto quer dizer que não aparentam serem do sexo masculino ou feminino. Sua aparência é como de uma massa ou núvem de energia pacífica de uma cor quase rósea, clara. Profundamente lúcidos e serenos espiritualmente, possuem uma aura imensa que nos acolhe e nos faz sentir aquela paz profunda e aquele amor puro, livre de paixão e ansiedade; aquele amor que nada pede e nada dá e mesmo assim, tudo dá.
2. Seus ensinamentos são curtos, simples e diretos e a  base é o Amor.
3. Para acessar tais esferas do cosmo, o pesquisador necessita expandir sua consciência através do chacra coronário, situado no topo da cabeça e dali, fazer erguer sua consciência numa semi-projeção para fora do corpo, em estado de semi-transe ou transe total, lúcido. Acredito que um encontro destes torna-se mais potente a partir da experiência fora do corpo completa.
4. O ensinamento é de difícil compreensão, pois vem acompanhado de informações não-verbais pela presença mesma do espírito que ensina sem nada falar, o que dificulta as pesquisas por um lado, e por outro, motiva o pesquisador a buscar a experiência direta e sair dos relatos de terceiros.

Deixo este material para reflexões e toda experiência, convido a ser relatada aqui, neste espaço.

12.2.10

Penetrando na Metaciência de Dr. Oliver Lodge

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Deixo aqui para você refletir acerca das conclusões de Dr. Oliver Lodge, no século passado, há mais de cem anos atrás, como resultado de experiências científicas experimentais na área psíquica. Antes de entrarmos no pensamento deste nobre cientista conheceremos um pouco mais sobre seu trabalho na terra.
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Oliver Joseph Lodge (Penkhull, 12 de junho de 1851 — 22 de agosto de 1940) foi um físico e escritor inglês. Trabalhou no desenvolvimento da telegrafia sem fio. Educado na Adams' Grammar School, Oliver Lodge obteve o grau de Bacharel em Ciências pela Universidade de Londres em 1875. Foi designado professor de Física e Matemática do University College, em Liverpool, em 1881, vindo a receber o grau de Doutor em Ciências em 1887. Oliver Lodge foi notável pelo seu trabalho sobre o éter, que tinha sido postulado como o meio que preenchia todo o espaço e por onde as ondas se transmitiam. Ele transmitiu sinais de rádio em 14 de agosto de 1894 em um encontro da Associação Britânica para o Avanço da Ciência na Universidade de Oxford,[1] um ano antes de Guglielmo Marconi, mas um ano após Nikola Tesla. Melhorou o detetor coesor de ondas de rádio de Edouard Branly, acrescentando a ele um "vibrador" que deslocava a limalha acumulada, restaurando assim a sensibilidade do aparelho. Fez outras pesquisas científicas sobre os relâmpagos, a fonte da força eletromotiva na célula voltaica, a eletrólise e a aplicação da eletricidade para dispersar neblina e fumaça. Também deu uma contribuição significativa aos motores quando inventou a vela de ignição para o motor de combustão interna. Mais tarde, dois de seus filhos desenvolveram suas idéias e fundaram a Lodge Plug Company. O cientista também é lembrado pelos seus estudos sobre a vida após a morte. Iniciou-os estudando fenômenos físicos (principalmente a telepatia) no final da década de 1880. Após a morte de seu filho, Raymond, em 1915, na Primeira Guerra Mundial, Oliver Lodge visitou vários médiuns e escreveu sobre a experiência em diversos livros, incluindo "Raymond, or Life and Death" (1916), que se tornou um "best-seller" à época. Ao todo, escreveu mais de quarenta livros sobre a vida após a morte, o éter, relatividade e a teoria eletromagnética. Oliver Lodge teve doze filhos, seis meninos e seis meninas. Quatro de seus filhos iniciaram negócios com base em suas invenções. Seus filhos Brodie e Alex criaram a Lodge Plug Company, que produziu velas de ignição para carros e aviões. Lionel e Noel criaram uma empresa que produzia uma máquina para limpar a fumaça das fábricas. Além de inventar a vela de ignição e o telégrafo sem fio, Oliver Lodge também inventou o alto-falante, o tubo de vácuo (válvula electrónica) e o sintonizador variável. Os escritos de Oliver Lodge foram divididos após a sua morte. Alguns foram depositados nas universidades de Birmingham e Liverpool e outros no Instituto de Pesquisas Psíquicas da Universidade de Londres, a maior parte de sua correspondência científica indo parar no University College em Londres. Antes de morrer, Sir Oliver Lodge declarou que ele provaria a existência da vida após a morte fazendo aparições públicas às pessoas vivas após a sua morte. Desde aquele evento, no entanto, não há registro de que seu espírito tenha sido visto ou ouvido por nenhuma pessoa viva. [Lodge fez-se aparecer para mim no interior de uma aula de Parapsicologia I, onde estudávamos a história da Parapsicologia, período metapsíquico, época de Lodge.]
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Conclusões de Dr. Oliver Lodge

“(...) toda teoria deverá ser apoiada por fatos resultantes da observação e da experiência; deve-se pois dar-lhe uma oportunidade de vida e só quando mostrar-se falsa e errada é que deverá ser eliminada sem piedade. Eis por conseqüência as teses a que me proponho:


1) - Que a atividade mental não é limitada às suas manifestações corporais, se bem que, em certo meio material, seja necessário para demonstrar-nos sua atual atividade neste plano.

2) – Que o mecanismo cérebro neuromuscular, assim como o resto do corpo, formam um instrumento constituído, dirigido e utilizado pela vida e pelo espírito, instrumento que pode deteriorar-se ou usar-se de modo a impedir a sua utilização regular pela entidade dirigente normal; que os sinais dessa deterioração ou dessa deslocação podem claramente mostrar-se sem dar-nos o direito de tirar outra conclusão que a de uma obstrução ou de uma imperfeição no canal ou laço de comunicação entre o espírito e a matéria.

3) – Que nem a vida nem o espírito deixam de existir quando são separados do seu invólucro ou órgão material: cessam somente de funcionar na esfera material anterior, como quando o instrumento estava em bom estado. De fato, nada deixa de existir; só a forma de vida é que muda. Certa coisa pode perfeitamente desaparecer diante de nossos olhos, tornar-se imperceptível aos nossos sentidos, mas isso não é uma prova de que tenha deixado de existir. Este fato, bem evidente quando é trata de matéria e energia, é igualmente verdadeiro, em minha opinião, quando se trata da existência vital ou espiritual. Não temos razão alguma para supor que algo de real possa deixar de existir, ainda que facilmente disperso ou tornado inacessível aos nossos sentidos.

4) - Que o que chamamos “indivíduo” é ume encarnação definida ou associação com a matéria de algum elemento vital ou espiritual que possui em si mesma uma existência contínua. A entidade,ou, nos seus desenvolvimentos superiores, a personalidade, não depende certamente da identidade das partículas materiais que a fazem manifestar-se; ela não pode ser senão um atributo da entidade dirigente que congrega tais partículas durante certo tempo, as deixa e as renova durante sua vida ordinária, sem que sua continuidade seja de qualquer forma alterada.

5) - Que o valor da encarnação se acha na oportunidade assim oferecida para a individualização de uma parte da mentalidade específica gradualmente mais vasta, isolada do seu meio primitivo cósmico, afim de permitir-lhe desenvolver uma personalidade que será a característica desse organismo particular.

6) – Que, quando tal individualidade ou personalidade é real, há lugar para crer-se que ela persista como toda outra realidade e que, em conseqüência, pode sobreviver à sua separação do organismo material, que a ajudava outrora a isolar-se, para tornarem-se possíveis os traços característicos do seu caráter. Que o caráter individual, assim formado, persiste verdadeiramente como indivíduo, conservando a sua memória, as suas experiências e as suas afeições, segundo oportunidades e privilégios associados ao corpo material, durante a vida terrena. É uma questão que será resolvida pela observação direta e pela experiência.

Eis, pois, a minha conclusão final:

7) – Que a evidência, já acessível, basta para provar que o caráter individual e a memória persistem, que as personalidades, que deixaram esta vida, continuam a existir como os seus conhecimentos e as experiências adquiridas neste plano e que, em certas condições parcialmente conhecidas, os nossos amigos invisíveis podem provar-nos a sua sobrevivência real, individual e pessoal.”

Baseado em tuas experiências, qual a tua conclusão?

9.9.09

Existe vida passada? O ego morre?


Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo
Estas perguntas são realmente simples porém complexas. De forma bastante objetiva e simplificando o máximo, digo sim, para a primeira, e não para a segunda.

Ao lermos por aí o que existe de "ponta" em Parapsicologia talvez nos debruçaremos com teorias pseudo-científicas que tentam provar com hipóteses que a realidade das "vidas passadas" não passa de criação do inconsciente ou sejá lá qual argumento. Decididamente, defendo que, tal ciência não é Parapsicologia e sim Psicologia.

Recebi outro dia uma carta do Conselho de Psicologia me esclarecendo a respeito dos limites de atuação do Psicólogo e os argumentos favorecem que, a Psicologia é uma ciência oficiamente declarada como "ciência do ego encarnado". Portanto, se tal ciência conhece somente do "ego encarnado" e, crendo que, nada existe antes do nascimento e após a morte, isto só favorece a Parapsicologia que se fundamenta nos vários estados de consciência do Ego, seja ele no estado "desencarnado", "fora do corpo" ou ainda, "encarnado".

A verdadeira Parapsicologia deve, indubitavelmente, partir do principio da sobrevivência do Ego. O eu, o self, ou espírito ou seja lá que nome damos ao que sobrevive. Podemos chamar da realidade "parapsíquica" ou somente "consciência".

Então, posso aplicar o mesmo método que a ciência ortodoxa aplica em seus estudos e conclusões a respeito de suas verdades:

1. Muitas pessoas dizem que sonham a noite. Tais sonhos manifestam como imagens vívivas, ora nem tanto, com algum significado claro ou confuso. Muitos estudaram o mecanismo, o mais lúcido deles, FREUD. Apesar de muitos sonharem, muitos dizem que não sonham. O argumento é que "não se lembram, mas sonham". Dizem que os sonhos foram provados em laboratório e tem correlação com a ondas cerebrais.

2. Muitas pessoas dizem que saem do corpo a noite e ainda assim, permanecem lúcidas fora do corpo físico, que fica deitado na cama, enquanto que a pessoa, fora dele, fica lúcida usando outro corpo. Este outro corpo, é brilhante, quase esbranquiçado e muito leve, podendo com a vontade, sair do chão e flutuar, atravessar paredes, etc. Muitos estudaram o mecanismo, o mais lúcido deles, MULDOON e VIEIRA. Apesar de muitos sairem de seus corpos com lucidez e rememorarem as experiências, muitos dizem que não saem de seus corpos. O argumento é que "não se lembram, mas saem de seus corpos". Dizem que as projeções para fora do corpo foram detectadas em laboratório em possuem alguma correlação com as ondas cerebrais.

3. Muitas pessoas dizem que lembram de uma ou vários momentos de vidas anteriores a esta. Seja de forma espontânea ou de forma induzida em terapia de regressão. Muitos dizem lembrar inclusive da vida no pós morte, cujos relatos são similares a das pessoas que saem de seus corpos. Tais pessoas afirmam que possuem as mãos meio brancas e são leves, voam e frequentam locais de um explendor maravilhoso da existência cósmica. Outros relatam outros ambientes ou ainda que ficam presas em suas antigas casas até que alguém venha resgata-los. Alguns chegam a comprovar tais fatos lembrados com fotos ou outros documentos. Da mesma forma que comprovamos certas lembranças da infância com fotos. Poucos pesquisam este assunto com profundidade, não temos nenhuma referência mais lúcida. Temos somente o trabalho de ALEGRETTI, mas ainda, muito introdutório.

Assim temos que a diferença entre o número 1, 2 e 3 é somente o campo de experiência. No 1, temos que o campo é considerado "sonho", o território subjetivo da consciência, considerado também como "não realidade" até mesmo para os pesquisadores. É comum ouvirmos: "não passa de um sonho". Para FREUD, os sonhos eram um dos materiais mais ricos do inconsciente.

O 1 e 2, o campo de experiência atravessa a MULTIDIMENSIONALIDADE.

Como mesmo já afirmou LODGE, no século passado, a sobrevivência do EGO está provada. E uma Parapsicologia que não parte deste início é, no meu ver, Psicologia.

Defendo pois, que o EGO existia antes do nascimento. Defendo também que o EGO sai do corpo e depois pode retornar (experiência fora do corpo). Defendo também que o EGO sobrevive a morte do corpo. Em síntese, apesar de toda coerência indiscutível de um dos maiores cientistas da consciência, FREUD, a formação do EGO se dá não a partir do nascimento, mas já vem sendo formado ao longo de várias e várias existências.

Existe EGO dentro do útero. Existia EGO antes do mesmo optar por renascer em tal e tal família. Os fatos são estes. Da mesma forma que todos sonham e os que não lembram não podem dizer que não sonham, defendemos teorias materialistas porque ESQUECEMOS.

ESQUECEMOS quem realmente somos: EGOS. A formação do EGO é mistério irresoluvel até o momento. Como, quando e onde, quem? Não sabemos. Criamos a hipótese "CRIACIONISTA" ou a "EVOLUCIONISTA"... Quem está certo? Ninguem.

O que a melhor evidência mostra é que existíamos e continuaremos a existir no além túmulo. E mais, que em determinadas circustâncias, podemos sair de dentro de nossos corpos físicos, e permanecer lúcidos fora dele, usando outro corpo, mais leve e mais agradável. Sugerindo que a morte passa a ser motivo de festa e não de tristeza.

O que é a "vida"?

Para que existe "reencarnação"?

O que sabemos é que existe.

FREUD hoje, provavelmente deve estar pensando: porque repetimos vida após vida o "Complexo de Édipo"? Porque a "reencarnação" ocorre a partir da energia sexual, da relação sexual e da sexualidade?

O mais brochante para os pesquisadores materialistas da consciência deve ser morrer. Ao morrer percebem que sobreviveram e percebem o quanto jogaram fora mais uma vida defendendo os ÁTOMOS.

Então caro leitor, não precise crer, avalie tudo com o máximo de seu rigor, pesquisa a fundo. Se tiver mente aberta chegará na mesma conclusão ou em conclusão parecida com a minha.

Eu já sonhei. Eu já saí do corpo. Eu já lembrei de muitos eventos em vidas passadas. Para mim, fato comprovado. Para muitos de meus pacientes, também.

O que falta então?

Vontade política. Aqui nos esbarramos muito mais na vaidade, na politicagem e na picaretagem do que em qualquer outro motivo mais lúcido. A política quer o povão dormindo, sonhando.

Fernando