Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Conscienciologia, Projeciologia, Experiência fora do Corpo, Projeção Lúcida (Astral)

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Holocosmologia, Samadhiologia (Serenologia), Função psi-ómicron, Yôga, Tao, Meditação

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Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

28.3.11

Livres Reflexões Sobre Sexometria e Outras Questões Evolutivas

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta



Na questão da Sexometria ou a Hipótese da Escala da Holomaturidade Afexual (afetivo+sexual) Humana, existem variáveis bastante complexas, especificamente no que diz respeito à Zona de Transição.

Recapitulando, a Zona de Transição é o tipo de relacionamento onde a aresta poligâmica encontra-se presente de forma pequena à moderada. A manifestação da aresta poligâmica de forma pequena, não necessariamente podemos considerar como uma aresta poligâmica (instalada), mas como uma abertura saudável no relacionamento. É o lado saudável e até certo ponto necessário da relação amorosa. E tal fato se dá, a princípio, nas relações poligâmicas voluntárias e pautadas em contratos de relacionamento de fidelidade relativa grupal.

Conforme já coloquei noutros ensaios, a pulsão sexual básica é poligâmica. E esta é a polêmica geral desta teoria e evidência prática, hoje, compartilhada por muitos. Todos somos poligâmicos em nossa pulsão básica, conforme apontam as evidências da vida humana, real, objetiva. Esta pulsão se expressa como resultado da absorção das energias densas do planeta, adentrando nos chacras dos pés e que sobem poligâmicas até atravessarem as energias do sexochacra em direção ao coronochacra (centro de discernimento e espiritualidade, consciência). As energias do planeta são poligâmicas em sua origem de perpetuação da espécie. Neste sentido, a poligamia é natural, genética e até mesmo hereditária. Por outro lado, uma escolha voluntária ou mesmo imposta por uma moral social. Em todos os casos, os desejos afexuais não se restringem ao parceiro ou parceira da relação. Os parceiros, sempre, expressam naturalmente através da pulsão básica da vida sexual e afetiva, o interesse por outras pessoas, além da relação. Quando este interesse permanece no nível das sensações, emoções, sentimentos e pensamentos (fantasias) e decorre daí a escolha pela manutenção da relação com o(a) paceiro(a), temos a manifestação da aresta poligâmica sadia na relação, filtrada pelo discernimento consciente, natural e espontâneo. Nestes casos, pode haver até mesmo a estimulação do relacionamento, a valorização do(a) atual parceiro(a). Embora tal maturidade seja ainda condição excessão nos relacionamentos, cabe-nos investir na superação das condições patológicas do ciúme e da possessividade, sempre degradante dos relacionamentos.

Aqui neste caso, não estamos falando de uma aresta poligâmica geradora de fissuras crônicas, adultérios mentais e reais de fato, mas sim, de uma abertura saudável no relacionamento, acolhendo os desejos naturais dos seres por outros seres; da necessidade do sentir-se desejado por outros e do desejar outros, de forma natural e dentro de limites saudáveis numa relação madura. A maturidade impera aqui neste relacionamento, quando, admitindo que existem outras pessoas interessantes pelo mundo afora, o casal nesta zona acolhe os desejos do(a) parceiro(a) por outras pessoas, podendo ser homens e mulheres. Desejar é uma pulsão natural da libido e esta pulsão é respeitada e gerenciada a partir da escolha madura e consciente, voluntária, pela monogamia de fato. Poderia dizer que esta aresta poligâmica fortalece a monogamia, devido ao fato de apesar dos desejos o(a) parceiro(a) mantém-se na relação monogâmica por livre escolha e não por uma condição moral ou estabelecida pela sociedade patológica.

A condição aqui exposta é a da monogamia voluntária, lúcida, espontânea, de um casal que geralmente está casado num regime de liberdade, fora ou além dos contratos de casamento formais ou transcendendo-os num nível de união estável, com liberdade e escolha lúcida da opção monogâmica. A moral social repressiva e religiosa, castrante das liberdades sexuais e afetivas não atravessa a escolha monogâmica neste caso. É o casal que naturalmente vive a relação monogâmica, a dois, sem o peso da escolha e sem sofrer por serem monogâmicos.

Atualmente se fala e se vivencia abertamente o "poliamor", "poliswinguers", "relacionamento aberto" e outras denominações que numa síntese bastante objetiva significam as pessoas que se relacionam num modelo não-monogâmico ou seja, poligâmico. A forma como tais relacionamentos se dão dependem das regras entre os membros da relação grupal. Em alguns modelos, ocorre a fidelidade grupal, caracterizando um tipo de relacionamento "monogâmico grupal" (se é que posso chamar assim). Não compreendo aqui a poligamia como a relação legalmente instalada onde um homem se relaciona com várias mulheres em regime de casamento, como ocorre em muitos países e na antiguidade. Aqui o termo poligamia encontra em lato senso, nos relacionamentos onde mais de duas pessoas se relacionam no mesmo transcurso de relacionamento. A poligamia encontra ainda uma abrangência muito maior na minha forma de ver relacionamentos, encontrando sua manifestação mental, daí advindo o conceito de adultério mental (para aprofundar, ver a reportagem). Em um casal, onde em um dos ou em ambos parceiros, em monogamia, instala-se o adultério mental crônico (fantasias crônicas onde relacionamentos com outros estão ocorrendo na mente e gerando excitação e até certo ponto saciedade), e cujo parceiro já não é suficiente para os desejos e excitações sexuais e afetivas do outro, aqui, podemos falar em aresta poligâmica instalada, o que é sempre prejudicial ao relacionamento. Temos que ver o fenômeno como a realidade mental ocultada, onde ocorre de fato uma traição mental, com potentes desejos por outra pessoa, transcendendo o livre interesse e desejos naturais entre as pessoas. Aqui a vida poligâmica não é a expressa, livre e autêntica, honesta e transparente; é a vida poligâmica oculta, escondida e recalcada. Um dos parceiros sente seu companheiro longe, pensativo, porém, excitado e com uma certa alegria que não é proveniente do seio do relacionamento afetivo-sexual do casal. Tal fenômeno mental pode ser passageiro ocorre devido à dificuldade no gerenciamento das carências afexuais do casal. E isto pode ocorrer também nos relacionamentos poligâmicos fechados, pautados pela fidelidade grupal, interpessoal. Mas, quando a aresta poligâmica encontra-se instalada, quando o adultério mental encontra-se crônico e instalado, aqui podemos dizer que o casal, seja monogâmico seja poligâmico, adentra na condição da Zona da Aresta Poligâmica, iniciando os desejos por relacionamentos isentos de sentimentos, mais próximos da animalidade. Aqui adentramos nos desejos realizados em swing, por exemplo, onde não há a variável sentimento/comprometimento envolvida, aproximando da realidade de orgia. Tiramos desta categoria o ménage a troís que pode adentrar na qualidade de uma monogamia de três pessoas, voluntária, e carregada de sentimento e comprometimento. Obviamente que fica claro que a hioptese da Sexometria ainda está sendo construída e que atualmente carece do aprofundamento necessário para tornar-se uma teoria com aplicabilidade mais geral. Neste sentido toda crítica, seja destrutiva seja construtiva é bem-vinda.

Trago aqui a condição da poligamia voluntária e não imposta por uma cultura ou moralidade social dominante. Em mais de 50 países no mundo, em sua maioria na África muçulmana, a poligamia é legalmente permitida. No Brasil e EUA, por exemplo, crescem cada vez mais os casais que se relacionam num regime de relacionamento poligâmico voluntário, por uma escolha consciente. Os casais monogâmicos homossexuais crescem. Cresce, conformas pesquisas da psicanalista Regina Navarro, as relações que colocam, nesta tese, a hipótese do fim da monogamia. Não importando a impossibilidade de tal fato, conforme fica claro na exposição da Sexometria, o que é importante aqui é que cada vez mais as pessoas vão de encontro àquilo que é a melhor opção para a satisfação nos relacionamentos. Não existe aqui um modelo rígido que funciona para todos, nem uma opção que é a melhor para todos. O que importa aqui são as regras estabalecidas internamente em cada um de nós e entre o(s) casal(ais) e a honestidade no cumprimentos das mesmas, em relação autárquica (regras criadas por si mesmo).

Embora a Sexometria evidencie que a monogamia voluntária e lúcida estão presentes nas relações mais evoluídas, em alto nível de comprometimento, ausência de promiscuidade e sintonia interconsciencial profunda, aliada a uma relação afetiva-sexual de altíssimo grau de satisfação, com vivências conjuntas e contínuas de uma vida orgástica e libertária, não afirma que tal opção deva ser forçada ou mantida por uma imposição moral ou um dever. Tal relação monogâmica será uma condição conquistada naturalmente a partir da maturidade cada vez mais integral da pessoa e do casal, que, nestas alturas, se envolvem com práticas libertárias de assistência à humanidade. Adentramos aqui naquilo que o médico Waldo Vieira chamou de Evoluciologia ou a evolução multidimensional e integral das consciências humanas e de dupla evolutiva como a condição do casal monogâmico lúcido a hiperlúcido.

Cabe aos que se sintam pertencentes à Zona de Transição, conhecer a fundo seus desejos sexuais e afetivos, pulsões de excitação e fantasias, resolverem traumas e o processo do complexo de édipo, em psicoterapia ou em autopesquisa, ou em ambos simultaneamente. Todo estudo e autoconhecimento são essenciais aqui, com o máximo de franqueza e honestidade para consigo. Quanto maior é a maturidade de um casal maior é a transparência, a franqueza e a sinceridade na relação e naquilo que ocorre e que interfere na saúde do relacionamento. Neste sentido, indico a leitura do artigo (clique aqui). Sem o diálogo franco e a reconciliação contínua não existe a possibilidade de um casal alcançar os níveis mais avançados da Escala Sexométrica e aquilo que chamei de Para-orgasmo (leia aqui).

Oscar Wilde uma vez disse que "a mentira é a base da sociedade moderna". As estatísticas (In RoqueTheophilo, citada pelo psicólogo Rui Carreteiro) apontam que mentimos cerca de 200 vezes por dia e em média uma vez por cada 5 minutos (neste sentido clique aqui). O impacto da mentira nos relacionamentos conjugais é tão sério que faz com que os parceiros se relacionem com uma outra pessoa que desconhece. Conforme o crescendo da maturidade de ambos, individualmente, e conforme o crescendo da franqueza e honestidade dos parceiros consigo mesmos e dos parceiros entre si, abre-se espaço para uma relação mais madura e pautada num comprometimento voluntário, não-forçado, pela evolução conjunta. Aqui adentra a esfera espiritual, evolutiva, no relacionamento. Os casais mais lúcidos acabam optando, pela hipótese Sexométrica, pelas relações monogâmicas voluntárias, devido a possibilidade de verticalização no relacionamento, aprofundamento e vivência profunda da intimidade. As relações poligâmicas adentram nas relações mais horizontais, mais superficiais, com menor possibilidade de aprofundamento e intimidade. Aqui cabe o exemplo da diferença entre um professor e um psicoterapeuta. O primeiro se relaciona em uma relação grupal, onde caracteriza a horizontalidade e a superficialidade da relação, sem aprofundamento e sem a intimidade profunda. O psicoterapeuta adentra na verticalidade de uma relação onde pauta a intimidade e a possibilidade de aprofundamento do relacionamento. Um psicoterapeuta de grupo, adentra na profundidade de uma relação grupal íntima, mas a psicoterapia individual adentra no universo vertical profundo do ser. Este exemplo evidencia a diferença entre relação poligâmica e monogâmica. Nesta, a verticalidade é possível e dinamizada.

A mentira, por outro lado, aponta como um diagnóstico do nível de maturidade do relacionamento do casal. Um passo a frente da evolução é a opção voluntária das relações poligâmicas em casais que não suportam mais mentir e trair seus companheiros e acabam por fim optar pela vivência sincera de relações onde os parceiros aceitam abertamente a poligamia, e, assim, não consideram traição. Os abalos emocionais de traições em relacionamentos onde existem contratos de fidelidade são muito grandes. Neste sentido, considero um grande passo de sinceridade àqueles casais que romperam com os modelos da monogamia forçada e imposta pela cultura hipócrita e optaram pela poligamia aberta, expressa e acordada no seio da relação, de forma voluntária. Tal decisão e opção impede de alguns atos serem condiderados traições e sim, simples aberturas poligâmicas permitidas nestes relacionamentos. O problema aqui, e me parece consenso, é quando num relacionamento violam-se regras internas; quando ocorrem traições e outros fatos geradores de ofensas profundas e traumas psíquicos, podendo ser graves. Todos estes fatos geram profundos "links" negativos entre as pessoas envolvidas, marcando o corpo emocional de sofrimento, e com isto, levamos para outras vidas tais conflitos que fundamentam novamente os reencontros e reconciliações. Por isto o assunto "reconciliação" é essencial nos relacionamentos.

Assim, parece-se consenso que a transparência honesta na comunicação e a definição de regras claras e objetivas na intimidade do relacionamento, seja monogâmico ou poligâmico voluntário, é a variável de diagnóstico da maturidade do relacionamento.

Assim, creio que podemos encontrar relações poligâmicas maduras onde os membros estejam satisfeitos com tal tipo de relacionamento, desde que hajam as características acima descritas. Desta forma, saliento que os mesmos problemas encontrados nas relações monogâmicas parecem ser encontrados nas poligâmicas quando os contratos de regras forem violados na intimidade do relacionamento. E a variedade de tipos e formas de relacionamento são tão grandes que não podemos ter um modelo de relação e sim, um modelo encontrado na própria definição e escolha do casal (monogâmico) ou grupo (no caso poligâmico).

É mais lúcido e honesto sermos contra a pregação da monogamia ou da poligamia.

Em ambos os casos existe a perpetuação da pregação religiosa (dogmática) por uma forma idealizada de relacionamento em detrimento de outra pior. Adeptos de uma defendem a monogamia, adeptos de outra defendem a poligamia (poliamor, relação aberta, swing, etc). Ocorre aqui a manipulação de dados a favor de um ou de outro. Não podemos esquecer que o primeiro poliamor encontra-se no seio da família nuclear, onde pai, mãe e irmãos vivem o poliamor castrado pela proibição do incesto. Até que ponto o poliamor, o swing e a relação aberta não são formas de deslocamento da fixação incestuosa em outros agrupamentos, possíveis? Até que ponto a relação monogâmia voluntária expressa a maturidade diante da superação da fixação incestuosa no poliamor limitado e natural da família nuclear? Questões sérias que poderão ser aprofundadas em pesquisas.

O que importa aqui é a escolha consciente daquilo que é o melhor para nós, em nossas escolhas diárias.

E adentramos aqui também na esfera da escolha consciente da vida sexual e afetiva, sejamos heterosexuaus, homosexuais ou bissexuais. Quanto mais estivermos vivendo da forma que é a mais apropriada para nós, maiores são as chances de vivermos mais felizes e realizados neste planeta.

Meu interesse na Sexometria é tentar organizar a experiência sexual humana numa métrica objetiva, ancorada nos fatos e parafatos, aplicável, com vistas a ajudar a todos para que possamos nos situar em nossa vida afetivo-sexual e dar passos adiante, na evolução inevitável da consciência. A questão é: estou onde? Como posso evoluir e dar passos adiante?

Não podemos esquecer que todos nós estamos aqui para evoluirmos e aprendermos as lições complexas da vida humana, ressexualizada, nos relacionamentos e nas oportunidades evolutivas. Não podemos esquecer também que a vida humana não se restringe a todas estas questões e como sempre digo: somos consciências assexuadas temporariamente ressexualizadas como homens ou mulheres, vivendo uma experiência humana, num corpo humano e, temos um tempo determinado a realizar as tarefas que nos cabem realizar.

24.3.11

Erro Médico e Experiência fora do Corpo: do Eletroencefalograma à Conscienciologia/Projeciologia

Representação gráfica de minha experiência na infância
Fenôemeno da decolagem lúcida para fora do corpo
Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo/Projeciólogo


Embora não me lembre da data exata, creio ter sido quando tinha entre os 6 e 9 anos de idade. Hoje com 35 anos, beirava o ano de 1984 a 1987 aproximadamente. Não importa tanto. Eu estudava no Colégio Menino Jesus, em Florianópolis/SC. Estava brincando como de costume com meus amigos no patio da escola. Cançado, fui ao banheiro e tomei água da torneira. Naquele exato momento, senti que a água estava estranha. Não sabia dizer o porquê. Poucos dias após, estava eu com Hepatite a a água estava contaminada. Os sintomas eram os comuns e o que mais se manifestava era a febre alta. Em dado momento, deitado na cama de minha mãe e aos cuidados dela, minha febre deu um pico de elevação que beirava os 39, 40°. Começei a entrar em transe. Minha língua parecia que enrolava, minha fala estava mole. Meu corpo rodava, rodopiava girando ao redor de mim mesmo. Em movimento helicoidal, começei a ter várias saídas abruptas para fora do corpo chegando a rodopiar rente ao teto do quarto, já fora do corpo, flutuando no espaço, inteiramente lúcido. A experiência não durara mais de 10min. Entretando, saí do corpo pelo menos umas 5 vezes seguidas. Ao retornar ao corpo, algumas vezes, podia ver a presença de consciências extrafísicas doentes dentro do quarto, o que me levou a múltiplos picos extremos de pânico, contínuos, até que a experiência cessara, a partir da administração farmacológica de dipirona sódica. A partir daí, fui levado a neurologia no Hospital de Caridade em Florianópolis, onde fui submetido a exame de eletroencefalograma, o que diagnosticava a normalidade do funcionamento cerebral. Em seguida, a explicação médica foi de diagnóstico de delírio de febre.

Apesar de eu discordar dos médicos desde esta idade e debater ferrozmente com meus pais a respeito da sensação de que teria saído para fora do corpo e visto "espíritos" no quarto, somente anos após, ouvi outro diagnóstico, proferido também por um médico, porém, incorporando mediunicamente uma consciência extrafísica que se intitulava "vô serafim". A consciência afirmara a mim que era para que eu ficasse calmo e que teria acontecido tudo aquilo porque eu era "macumbeiro". Não compreendi de fato o que ele estaria dizendo, mas foi a primeira explicação mais coerente para o fato. A personalidade parecia estar segura daquilo que afirmava. Assim, inicia minha peregrinação na investigação do fenômeno. Ainda nos centros de umbanda branca (como chamamos a umbanda kardecista, fraterna), uma médium que manifestava uma consciência extrafísica chamada "vó maria", começara a me instruir a sair do corpo. Nesta época, tinha eu 16 anos de idade e não conseguia me concentrar nos estudos, devido a saída espontânea e flutuação para cima de minha cabeça, fora do corpo. Somente mais tarde, lembrei que as primeiras experiências conscientes e semi-conscientes para fora do corpo se deram antes de meu trauma da hepatite. A familiaridade com o fenômeno já era vivenciado desde pequenino.

Aproximadamente em 1995, começei a acessar a literatura de Carlos Castaneda e a estudar os fenômenos de projeção para fora do corpo. A sistematização deste conhecimento me soou muito bom. Neste momento já tinha abandonado a umbanda, devido a carência de pesquisas e maiores aprofundamentos, assim como o charlatanismo de alguns médiuns. Aos 16 anos passei por uma experiência impactante: estava deitado numa rede, quando me dei conta, estava fora do corpo, lúcido, somente com o tronco e a cabeça para fora, e uma criança extrafísica olhava-me fixamente. Fiquei assustado e ao retornar ao corpo, passei pela experiência mais estranha até então passada. Meu corpo estava completamente paralisado. Entrei em pânico. Minhas mãos paralisadas, pés, pernas, tudo. Somente a voz da minha mente estava operante. Pensava que poderia estar tetraplégico, morto ou sei lá o que. Fiz uma força de vontade descomunal, quando em dado momento, grudei no corpo, e voltei para dentro de suas atitividades fisiológicas e psicomotoras.

O fenômeno não parava de ocorrer. Ao comentar com meus amigos, ninguem sabia o que eu falava. Começou a formar em mim uma segunda realidade, uma segunda personalidade. Ainda neste ano, percorria os sebos da cidade em procura de livros do assunto. Encontrei um chamado "Projeção do Corpo Astral" e ali encontrei o que precisava. Muldoon um projetor consciente, já havia catalogado o fenômeno que chamou de "catalepsia astral" (modernamente chamado de "catalepsia projetiva"), que é a paralização pelo mal encaixe dos corpos na coincidência e retorno ao corpo. Meus estudos se aprofundaram. Começei a induzir tecnicamente e pela vontade própria as experiências. Em 1997 encontrei o IIPC - Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia e meu envolvimento foi total com a pesquisa.

Neste caminho, centenas de experiências projetivas foram vivenciadas por mim, lucidamente, desde a infância até os dias de hoje. E a conclusão que tiro é simples. Houve um erro médico grave no diagnóstico da sintomática que havia relatado e vivenciado na infância, no momento da febre alta. Tal diagnóstico levou-me a passar por experiências angustiantes, indevidamente, devido a precariedade da medicina no trato das experiências paranormais, parapsíquicas, vividas pelas pessoas, milhares, ao redor do mundo.

Hoje aos 35 anos de idade, ajudo pessoas profissionalmente (consultório) e voluntariamente (Hospital Universitário) a lidar melhor com as experiências críticas da vida, paranormais ou não, assim como o impacto existencial, emocional e mental da inaceitação social e médica de tais fenômenos. Apesar da mudança evidente nos paradigmas, ainda somos uma minoria que acessa tal realidade cósmica e ainda seremos por muito tempo pouco compreendidos em nossos relatos e experiências. Mas precisamos saber que hoje existem centros dedicados ao ensino, pesquisa e bastante literatura capaz de fornecer suporte informacional. A psicoterapia profunda, integral, é extremamente necessária para prestar o devido amparo ao paciente paranormal assim como o estudo sistemático de algumas obras orientadas. Por outro lado, não é qualquer profissional que poderá ajudar uma pessoa que passa por experiências parapsíquicas, seja elas quais forem.

Eu percorri o caminho de forma autoditada, mas hoje você não precisa mais passar o que os sensitivos de antigamente passavam. Hoje existem os centros de orientação e aconselhamento psi, em alguns centros de parapsicologia. Existem profissionais treinados para tal, como eu fui. Acredito que alguns centros de umbanda prestam um serviço essencial ainda nesta área, servindo como um primeiro passo para outros mais profundos, em outras áreas da ciência e terapia avançada. Da mesma forma, centros espíritas esclarecem bastante pessoas acerca da fenomenologia.

Estamos adentrando numa era onde o paranormal tornou-se normal. Senão vejamos os programas seriados de TV, muitos deles falando abertamente sobre psicocinesia, mediunismo, ufologia, etc. Os paradigmas médicos e psicológicos estão se rompendo. A medicina tornou-se obsoleta e hoje restrita ao cérebro. O modelo centrado no cérebro já está falido. A consciência sai de dentro do cérebro e deixa-o "oco", sem qualquer inteligência operante, e utiliza-se de outro corpo para se manifestar. A consciência pode inclusive sair deste segundo corpo (psicossoma) e usar de um terceiro, o corpo mental ou mentalsoma, alcançando o ápice das experiências nirvânicas de cosmoconsciência e expansão galáctica. Tais experiências dilaceram os paradigmas sejam lá quais forem, centrados no corpo, na física e na matéria. Aqui adentramos na emergência dos paradigmas centrados na consciência.

E fico muito feliz, internamente feliz, por ter confiado em mim mesmo quando, na infância, ninguem acreditava naquilo que relatava. Sou profundamente grato a todos os cientistas e pessoas que tiveram a coragem de mostrar ao mundo a realidade das experiências transcendentes para fora do corpo, experiências estas que são potentes agentes transformadores da consciência, cosmificando o ego e diluindo antigos conceitos, a partir da experiência direta.

A pessoa deixa de acreditar em vida após a morte e passa a saber, pela experiênncia direta, que o eu sobrevive. E esta experiência acarreta profundo impacto em toda vida e percepção da pessoa.

Aos meus colegas médicos, neurologistas, psiquiatras, convido-os a abrirem a possibilidade da existência de uma realidade que transcende os neurônios e a experiência ordinária humana, livre de qualquer conotação psicopatológica e, sim, parafenomenológica.

10.3.11

Existência Auto-dirigida: o poder de decidir o rumo de nosso destino

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo


Onde se situa o nosso poder pessoal? 

Esta é uma questão bastante complexa e não seria exagero afirmar que é o ponto onde grande parte da humanidade se defronta: a dificuldade de compreender onde se localiza a felicidade e o seu verdadeiro Eu, o self, o si mesmo real. Quando crianças, o menino percebe que tem um objeto prazeroso dependurado em si: o pênis. A menina ao ver o menino com aquilo dependurado, olha para si e conclui: o menino tem, eu não tenho. O que fica não é o fato de a menina ter vagina e o menino ter pênis, mas o fato do menino ter algo que ela não tem. Não vou entrar nos pormenores desta visão básica da formação da personalidade, organizada por Freud. Mas, obviamente que, quando o menino cresce e a menina também, o que está em jogo não é mais o órgão fisiológico, mas tudo o que se associa a ter o pênis: privilégios em casa que os meninos têm e as meninas não, como não precisar lavar louças e as meninas sim e assim por diante. Quando adultos, o pênis é o cargo maior, a remuneração maior, o emprego melhor, as posições de chefias, o carro do ano, o imóvel melhor e por aí afora. A mulher sente que não pode ter “isso” que o homem tem. De forma geral, o pênis se transforma no "falo" como o puro simbólico que substitui o "isso que não tenho" e que se relaciona com o poder: a sensação de ter este algo que não tinha antes e agora passo a ter. E é no poder que me concentrarei neste texto: no local exato do poder pessoal e que transcende o gênero e toda conflitiva do complexo de édipo (sem querer anular esta poderosa influência). Coloco aqui o complexo de édipo ou a poderosa conflitiva afetivo-sexual que aparece na infância e carregamos para a adultidade e mesmo para as sucessivas vidas posteriores como o que temos de transcender, rumo a condição suprassexual, da natureza mais profunda do ser, a consciência, que ora renasce como homem, ora como mulher e que fundamenta o ser humano.

Muitos de forma simplória responderiam: a felicidade se encontra dentro de nós. Mas é uma resposta pronta, enlatada, fast food. Precisamos aprofundar e para isto, quero trazer a questão do "local do poder pessoal".
Eu e você, cansamos, ao longo de muitas vidas, de acreditar que nosso poder pessoal se encontra fora de nós mesmos, em objetos, amuletos, talismãs, imagens, santos, guias espirituais, mentores, anjos da guarda, carros, patrimônios, dinheiro, empregos, família, filhos, Deus, ciência e assim por diante. Podemos ir adiante. Muitos atualmente acreditam que o seu poder se encontra em ser psicólogo, psiquiatra, parapsicólogo, conscienciólogo ou mesmo ser voluntário de alguma instituição, ser professor, etc.  Não importa o que você faz: você não é aquilo que faz. Você é aquilo que escolhe o que faz. E isto que escolhe, você, existia antes de nascer e permanecerá existindo após a morte. E isto que existe de fato, é a consciência, o eu real que transcende o sexo e que fundamenta a complexidade da vida humana. As coisas que fazemos são importantes, relevantes. Mas, a relevância de uma coisa que fazemos está no sentido que vemos naquilo que escolhemos fazer e não na coisa em si. A coisa é secundária. E este sentido que está na coisa que fazemos é o que tecnicamente podemos chamar de "proéxis" ou "programação existencial". A programação existencial é o sentido que encontramos dentro de nós e o exteriorizamos na vida humana, através de coisas que fazemos e que possuem sentido. Pois, de nada adianta colecionar uma série de coisas ou fazer uma série de coisas se, no íntimo, tais coisas não possuem sentido. E uma vida sem sentido é uma vida sem poder. E uma vida sem poder é uma vida impotente. E uma vida impotente é uma vida vazia. Uma vida vazia é uma vida regada por melancolia, depressão e tantas outras psicopatologias. E isto faz com que sejamos os criadores de nosso próprio sofrimento.

E o que escolhe o que você faz?

Seu centro de discernimento, ou a consciência, ou a consciência dos outros. Fomos ensinados e não sabemos ao certo quando se iniciou isto: a acreditar que a fonte do poder se encontra fora de nós mesmos. Desde a antiguidade acredita-se que os Deuses são os responsáveis por tudo o que ocorre ou que as psicopatologias ou fisiopatologias são derivadas de ações demoníacas ou de espíritos malévolos, ou que são de ações de micro-organismos (modernamente), ou ainda, de ações de desequilíbrios neuroquímicos. Não importa: o modelo mental é o mesmo, de que o responsável por aquilo que nos ocorre não somos nós. Tende-se a dizer que é um "outro". E ao delegarmos a fonte de poder para fora de nós, seja para um governo seja para uma outra pessoa ou mesmo acontecimentos passados, seja para um neurotransmissor ou uma glândula ou a uma área do cérebro, ainda assim, estamos delegando nosso poder para um "outro". Não que estes agentes não nos causem problemas, mas no centro, está a decisão de permirtir a influência dos agentes. E fazendo isso, acabamos por nos centralizar no local da impotência e da vitimização. Assim, queremos um remédio, um milagre, um Cristo para nos salvar.

O local da impotência é quando delegamos ao(s) outro(s) o poder que cabe a nós exercer, qual seja, o poder de decidir acerca de nossos próprios destinos e assimir os riscos e consequencias de nossos atos. Portanto, procure parar gradualmente de responsabilizar seu pai, sua mãe, seu passado, suas vidas passadas e tudo o mais que não é você. Por que? Porque ao fazer isto você delega a todos eles o seu poder de mudar, de mudar o seu destino como ser no universo e na sociedade. E para que mudar? Porque não existe outro caminho para alcançarmos a autorealização mais plena e a viver a felicidade. E se permanecer responsabilizando os outros pela sua desgraça existencial, esta postura somente lhe deixará parado, estagnado e imerso num oceano de lamúria e negatividade. E negatividade atrai negatividade. Se você for sensitivo, o processo se agrava, pois você se tornará um pólo atrativo da negatividade do meio onde está; será um aspirador de energia negativa que explodirá a qualquer momento. E não importa o que fizeram contra você. Seja o que for, saia do local da vítima e da impotência. O local da vítima é o local da impotência e da sua incapacidade temporária de não saber ao certo para onde dirigir sua vida. Se não conseguir sair sozinho, procure ajuda.

Assim, vemos pessoas investindo grandes doses de energia e tempo para concentrar suas vidas em acumular bens e patrimônios, batalhando para cargos cada vez mais altos numa empresa ou na vida pública, no governo, de forma que estejam com mais poder (falso-poder). Dinheiro e status, vaidade e prepotência, acompanham este modelo de vida tão amplamente ensinado ao longo dos milênios, vida após vida. E podemos dizer que é a própria expressão da competição animal pelo maior "falo", o maior pênis. A própria guerra dos sexos traduz esta base instintiva. A inveja do pênis atinge também o homem que, olhando ao lado, vê-se diante de outro homem que tem o pênis maior que o dele. E obviamente, sempre terá algum homem com o pênis maior que o seu. Isto ocorre também com a mulher que, não tendo muito seio, olha ao lado e vê uma outra com seios fartos. Ela sente que não tem. Desta forma, a "inveja do pênis" acomete àquele que olha o que não tem, o que lhe falta, e torna-se uma pessoa insatisfeita com o que tem e ansiosa para ter aquilo que sempre lhe faltará. Pois, sempre nos faltará alguma coisa. Mas quem decide viver tudo isto? É a própria pessoa que decide permitir que os valores ilusórios da sociedade e da cultura orientem sua vida e suas opções.


Reciclando nosso modelo interno de direção: a existência auto-dirigida.

Quando digo reciclar nosso modelo interno de direção (existência auto-dirigida) quero dizer com isto algo bastante simples: existem forças externas potentes que atravessam nossas vidas e que, se não estivermos conscientes, lúcidos, tais forças acabam assumindo um elevado grau de controle, influência, no nosso destino. Tais forças podem ser resumidas em duas: a cultura social e familiar e a moral social e familiar. Estas realidades são expressas pelos valores e princípios que estão nas falas de professores, educadores, padres, pastores e líderes de todas as ordens; nos pais e mães e na família. Esta lavagem cerebral. Está presente de forma que a humanidade em massa, compartilhando do paradigma da fonte externa do poder pessoal, acaba criando um campo de energia psíquica, consciencial, de larga escala, planetária, limitador. Este campo exerce uma pressão para que sejamos direcionados para os anseios desta moral dominante. Uma boiada que caminha sem saber para onde. Agora vejamos com bastante honestidade: quem permite a influência dominadora destas forças somos nós. É este o local exato do nosso poder. Ao compreendermos que somos nós quem permitimos que as forças que nos cercam e nos limitam nos domimem, é que podemos começar um movimento de anular a influência destas forças a partir do local interno de nosso poder: o poder de fazermos as escolhas que consideramos as melhores para nós, com o máximo de honestidade consigo mesmo.
Estas forças externas atuam em nós de forma mais fácil, nos direcionando, inconscientemente, pelo fato de que acreditamos que a fonte do poder se encontra fora de nós. Vamos aprofundar.

Aprendemos a agradar os outros desde criança, vida após vida. Se seu pai queria algo, ele lhe pedia. E se você negasse, ela ficava zangado e até lhe agredia fisicamente ou energeticamente. Se você lhe desse o que ele desejava, em geral, ainda assim, não era suficiente. Se você tirava 9 na prova, deveria ter tirado 10. Se tirou 10, não fez mais que sua obrigação. Da mesma forma, a mãe diz: "filho, você precisa de um emprego melhor, ser dentista, ser juiz...." O filho se esforça o máximo e consegue. Um dia chega para sua mãe e diz: " mãe, consegui, sou dentista, estou com um consultório". A mãe responde: "mas filho, consultório é arriscado, precisa passar num concurso público". Ou seja, é a indústria da insatisfação e da ansiedade. O filho ao ouvir a insatisfação da mãe, passa num concurso. E ela lhe diz: "mas filho, este ainda não é um bom concurso, você poderia ter feito um concurso para algo melhor". E assim por diante. Existe uma repressão nisso, um distúrbio evidente. Assim, você aprende a não ser quem você é. Você aprende que ser quem você é, tornou-se arriscado e ameaçador. Se você for quem você é, um outro irá criticá-lo até que você comece a ser o que o outro quer que você seja. E se você ser o que o outro quer que você seja, será uma pessoa infeliz e ouvirá deste outro: você precisa ser feliz! Mas, o mais seguro acabou sendo ser aquilo que você não é: você se tornou o que os outros desejam que você seja. Você neste momento pode estar sendo como um médium: a incorporação das expectativas dos outros. Escolhe ser infeliz porque é menos arriscado. E nunca será suficiente. Por que? Porque os outros também deixaram de ser quem são para obedecer os anseios de outros, que também deixaram e assim por diante. É o que já chamei de indústria da insanidade mental.


Eu e você só temos um único poder: o poder de decidir o rumo de nosso destino

Se você fizer o que os outros dizem para fazer, provavelmente, ocorrerá o que vem acontecendo há muito tempo com você: você não será feliz e acabará colocando a culpa nesta pessoa que lhe disse para ser esta ou aquela pessoa, para ser isto ou aquilo na vida. Não importa onde está hoje. Não importa que idade você tem ou para onde levou sua vida. O local do poder está dentro de você, agora. O local do poder está na liberdade e no direito natural que você tem de escolher.

Eu, você, somos os primeiros maiores interessados em desenvolver um discernimento para sabermos cada vez mais para onde precisamos dar nosso próximo passo em nossas vidas. Não são seus pais, a sociedade, o clero ou o pastor, a esposa, marido, os filhos, os amparadores, Deus ou os guias espirituais que estão interessados mesmo em sua vida. Eles até podem estar. Mas, se você não for o maior interessado em saber para onde está guiando sua própria vida, então, honestamente, está plantando as sementes do fracasso interno e da infelicidade, do sofrimento. E é você que é responsável pelos resultados de sua vida.
É neste ponto, neste exato ponto que se localiza o local do poder. O poder pessoal se encontra no exato lugar onde assumimos a responsabilidade por tudo aquilo que escolhemos, seja de forma consciente, seja de forma inconsciente. Significa que interrompemos o movimento inverso de culpar um "outro" por aquilo que nos cabe assumir. O poder pessoal se encontra justamente no local onde compreendemos de forma franca, honesta, autêntica e sincera, que somos os únicos responsáveis por nosso destino, por aquilo que escolhemos o tempo todo. Esta autoconsciência é a profilaxia para que possamos interromper de vez qualquer pulsão por reclamar de nossas condições ou reinvindicar seja lá o que for que nos falte a seja lá quem (o "outro"). Se conseguirmos nos ancorar firmemente neste local interno, o local de onde provém nossas decisões, na maturidade de nosso livre-arbítrio, nossas escolhas, estaremos dando passos mais seguros para uma vida de maior liberdade. Assim, o poder pessoal está no exercício prático da liberdade de escolha. Se temos somente um único poder, e este poder é o poder de tomarmos nossas próprias decisões, o poder de escolhermos nosso destino, desta forma, é neste mesmo local que podemos encontrar a felicidade. A felicidade é o estado interno de espírito resultado de uma vida de escolhas positivas, visando o bem estar pessoal, o desenvolvimento do amor próprio e do discernimento num nível transcendente de vaidade e narcicismos psicopatológicos.

E o que é exatamente este local do poder?

É o núcleo, o self, a consciência. A consciência, ou seja, eu e você, que transcende o gênero e não importa se somos homens ou mulheres, é a fonte do poder pessoal que escolhe nosso destino. A consciência tem atributos que transcendem o sexo, atributos estes que nos acompanham para que possamos evoluir. O que quero dizer com evoluir? Autodesenvolvimento, autosuperação em direção ao prazer, a felicidade verdadeira e a realização pessoal integral. A felicidade se encontra nesta vida e não após morrer, num paraíso ou numa outra dimensão. O momento é agora. Você pode até esquecer tudo a respeito de vidas passadas ou de vidas futuras se preferir. Se você não acreditar em nada disso não importa. Você e eu, estamos agora existindo e escolhendo o tempo todo e somos responsáveis por isto. Este poder de escolha revela que somos responsáveis pelo que pensamos, sentimos e agimos; pelas energias que exteriorizamos nos ambientes e pelos nossos atos na vida social; pelos empregos que tivemos e pelo que temos agora; pelos trabalhos que assumimos e pelos que fazemos hoje; pelos relacionamentos que tivemos e pelo que hoje estamos. Somos responsáveis pelos nossos resultados evolutivos. Não importa no que e nem onde: você sempre será responsável por sua vida pessoal e pelo que ocorre com você e dentro de você. Você nunca está sozinho, esteja você amparado extrafisicamente ou não, é você quem escolhe estar amparado ou não.
A psicopatologia está enraizada numa visão onde a pessoa sente que a fonte do poder está fora dela. Assim, sente-se vítima e impotente para dar passos adiante em sua evolução.
Seja qual for a doença ou sofrimento que você esteja passando, a etiologia básica é a crença de que o local do poder está fora de você e no fato de que a sua capacidade de escolha está imatura ou carente de maior precisão nas escolhas: você não sabe bem para onde ir e fez escolhas erradas ou imprecisas. Não importa. Comece a fazer escolhas mais acertadas para você a partir de agora. O tempo do poder é o agora. É agora que você existe. Você pode até lembrar de seu passado antigo, na China ou na Europa, mas lá você passou, foi.... aquele eu já não existe mais como existiu. Você existe agora e caminha para o futuro. Você decide para onde se movimenta.

Questões para reflexão (seja o mais sincero possível):

1. Defina para você mesmo, porque decidiu retornar para esta dimensão física, aqui na Terra? Renascer em sua família, como homem ou como mulher, neste ou naquele país?
2. Assim, defina qual sua exata tarefa de vida?

3. Defina  o sentido da vida para você e seu nível de autorealização integral?
4. Defina quem você é para você mesmo?
5. Faça uma lista exata de 5 a 10 coisas proritárias que você considera importante para você definir para si mesmo.

Que conclusões você pode tirar deste exercício?

2.3.11

Sexometria: Ensaio Inicial sobre a Escala da Maturidade Afetivo-Sexual

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Conscienciólogo
 


Segue abaixo, um esquema prático, porém incompleto e em franco desenvolvimento, para entendimento da Escala de Maturidade Afetivo-Sexual derivada da Teoria da Aresta Poligâmica, em construção por mim. O rascunho da Teoria da Aresta Poligâmica pode ser lida aqui. Outros textos podem ser acessados e que possuem relação com este artigo: 1, 2, 3.

O texto abaixo é um rascunho e deixo aqui para reflexões inciais.


Zona da Holomaturidade Afetivo-Sexual

1ª Zona: Holosaúde Afetivo-Sexual

- Espiritualização afetiva-sexual de nível avançado a avançadíssimo.
- Casal íntimo espiritualmente e sexualmente.
- Cosmoética vivida; universalismo; predomínio do coronochacra sobre todos os outros chacras.
- Cumplicidade vivenciada cosmoética; pensenização cosmoética contínua; ausência absoluta de promiscuidade e carência; respeito profundo; amor puro vivido.
- Saciedade afetivo-sexual avançada e permanente.
- Condição da Mega-dupla evolutiva.
- Serenões, evoluciólogos e afins.

2ª Zona: Saúde Afetivo-Sexual Contínua

- Espiritualização afetiva-sexual nível saudável, moderado.
- Condição da dupla evolutiva; saciedade afetivo-sexual mais contínua ou permanente.
- Franqueza, sinceridade e transparência de alta a altíssima entre o casal.
- Casal sem filhos ou sem o comprometimento da relação através dos filhos.
- Domínio dos meios anti-concepcionais.
- Pré-despertos lúcidos até os despertos.
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Zona de Transição


3ª Zona: Carência ou Aresta Poligâmica (Psicopatologia afetivo-sexual leve a moderada)

- Espiritualização afetiva-sexual de nível mais baixo e/ou carência temporária por motivos circunstanciais da vida (fatos).
- Adultério Mental crônico; masturbação com fantasias e evocações; congressus subtilis.
- Fidelidade relativa e/ou Infidelidade eventual
- Condição do solteiro(a) crônico ou eventual
- Condição do casal carente ou envolvidos em processos de Síndrome de Personalidade Intrusa e Contaminação Vibratória crônica.
- Pré-despertos em geral, vulgares, até consréus.

Nível 1: Aresta poligâmica passageira: Condição oscilatória da saciedade afetivo-sexual; aresta poligâmica eventual (abertura do campo do casal para as trocas energéticas ou de fato com outros; adultério mental de eventual à crônico)

Nível 2: Aresta poligâmica crônica: Eventuais poligamias (relação aberta; traições; amantes; swing e trocas eventuais)

Nível 3: Aresta poligâmica instalada: zona 4.
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Zona da Aresta Poligâmica


4ª Zona: Poligamia Instalada (Psicopatologia afetivo-sexual grave 1)

- Infidelidade padrão e Aura Promíscua
- Padrão de bloqueio crônico da capacidade de amar (bloqueio nos chacras de sentimento – cardiochacra, coronochacra, frontochacra e sexochacra descompensado).
- Carência crônica, múltiplos amantes, freqüentador de prostíbulos, orgias, etc.

5ª Zona: Promiscuidade Crônica (Psicopatologia afetivo-sexual grave 2)

- Infidelidade e Aura Promíscua
- Carência crônica, múltiplos amantes, freqüentador de prostíbulos, etc.
- Vida sexual animal ou subumana primária.

Nível 1: Vida promiscua aberta: relações casuais animalizantes; outro como puro objeto sexual descartável.

Nível 2: Pré-prostituição: Relações sexuais de escambo; trocas de interesses ocultos e dissimulados de natureza sexual.

Nível 3: Prostituição: Carência psicopatológica; mercantilização do corpo e do sexo;
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Zona da Animalidade

6ª Zona: Animalização Sub-humana: estuprador(a).

- Ausência parcial até total de afetividade.
- Ausência de cosmoética.
- Presença integral de animalidade e predomínio da agressividade animal, instinto.

Nível 1: Pedofilia/Incesto com culpa: Estuprador consciente.

Nível 2: Pedofilia/Incesto sem culpa: Estuprador consciente

Nível 3: Estágio animalizado: Estuprador semi-consciente e inconsciente.

Nível 4: Consciência animal sub-humana vivendo em com corpo humano: práticas de gravíssima psicopatologia afetivo-sexual, como comércio clandestino de estupros com crianças, mulheres, etc. Líder mega-assediador do vampirismo sexual em massa e assim por diante.