Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Conscienciologia, Projeciologia, Experiência fora do Corpo, Projeção Lúcida (Astral)

Acesse meus ensaios sobre minhas primeiras experiências extracorpóreas ainda no útero de minha mãe até minha idade atual.

Holocosmologia, Samadhiologia (Serenologia), Função psi-ómicron, Yôga, Tao, Meditação

Acesse meus ensaios sobre a Holociência e o método para o acesso holocósmico.

Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

30.6.11

A Vida como um Treinamento da Serenidade: Evoluindo sem Pressa, mas com Continuidade e no "Eixo"

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta e Conscienciólogo


Este texto é inspirado num caso clínico e suas relações com minha experiência prática em buscar a minha evolução íntima e, por consequencia, a das pessoas que me relaciono direta ou indiretamente. Por razões de preservar a integridade de meu paciente, reservarei este espaço para falar do assunto que surge da psicoterapia. E o assunto é simples, porém e ao mesmo tempo, complexo e desafiador. Trata-se da evolução e do processo ou movimento de evoluir.

Meu ponto de partida é a frase do amparador lúcido, altamente centrado, que um dia objetivamente me disse: "Se tu fosses poderoso, terias paciência". Assim, não existe lógica alguma em termos pressa para evoluir, porém, não significa que deixaremos o barco da vida nos levar para onde a "vida" desejar. A paciência é a virtude da perseverança e da sabedoria prática da vida. Os seres mais evoluídos, os amparadores, toda vez que os presenciei, seja fora do corpo seja pela via extrassensorial, o que senti foi ausência de ansiedade, pressa, estresse por resultados, entropia, agressividade, irritabilidade e assim por diante. A presença dos amparadores nos ensina que o caminho da evolução é praticamente um sinônimo de um aprendizado e treinamento da serenidade. Quando sinto e identifico a presença deles ao meu lado, seja no consultório ou no dia a dia, sempre aprendo sobre a não-violência, a não-intrusão, a ética cósmica, a fraternidade, a serenidade, e assim por diante. Eles não falam nada, e tudo dizem somente com sua presença.

Em psicoterapia, os pacientes chegam em conclusões acerca de si mesmos e de seu caminho de vida onde acabam necessitando, por escolha própria, realizar mudanças viscerais em si e em suas vidas. As mudanças em si significa que a pessoa considera importante para si mesma trabalhar traços, aspectos e modos de ser de sua personalidade, percepção ou visão de mundo, para ser mais feliz e ter maior satisfação em viver. As mudanças de suas vidas incluem aquelas em que a pessoa percebe que não existe outra saída a não ser mudar de profissão, de país, cidade... arregaçar as mangas e ir em direção aos seus objetivos de vida, ou mesmo em casos mais agudos, encarar uma separação conjugal, um divórcio, ou mesmo assumir aquele(a) filho(a) que tenha deixado a prestar a devida assistência evolutiva. Os exemplos são muitos, mas paro por aqui e deixo para você mesmo listar mentalmente.

Este processo de mudança, de realinhamento existencial, de redefinição da vida e de si mesmo, em muitos casos, é encarado com ansiedade, pressa, gerando uma pressão e uma auto-cobrança que acaba se tornando uma auto-obsessão-compulsiva: instala-se o processo do auto-assédio. A pessoa se vê diante da necessidade de mudança e reage ansiosamente para mudar a si. Ela tem pressa de ser alguem melhor, tem pressa de sentir-se melhor, não compreendendo que esta mesma pressa, esta pressão por evoluir, acaba tornando a evolução um fardo pesado, chato e sem prazer. Ela percebe que precisa encarar o esposo, o marido, e ter uma conversa franca com ele. Conclui por si mesma que a melhor opção para todos é a separação, e diante disso, vem a ansiedade por mudança, por sair do lugar. Vem a angústia e esta pressão para evoluir, para dar o passo adiante. Em casos graves, posso considerar um auto-estupro evolutivo. A pessoa se pressiona tanto para resolver sua vida que fica sem energia para dar passos firmes, tranqüilos, coesos, com os pés bem no chão. Sente medo e se acovarda, aguardando um novo momento para dar um novo passo.

Você pode estar se identificando com esta narração. Todos nós somos um pouco ou muito do que disse acima.

A auto-cobrança, quando excessiva e assediante, torna a evolução um fardo a ser carregado. E se a evolução está sendo um fardo, algo errado está acontecendo. O que quero dizer aqui é que é possível evoluirmos de forma mais compassada, harmônica, com menor ansiedade por resultados e nos permitindo ter e sentir mais prazer em viver, inclusive nos divertirmos vivendo e em estarmos vivos neste planeta. Parece-me que é este o recado dos amparadores, o de que para chegarmos na serenidade necessitamos treinar a serenidade hoje, no nosso dia a dia, nos atos e pensamentos que temos. E claro, sem pressa, porque ter pressa em ser sereno é o caminho que não leva à serenidade. Não ter pressa não significa deixar a vida nos levar. Significa, dentre outras coisas, viver com nossas metas, persistindo e perseverando, sem que se instale um estado de ansiedade, pressa e estresse mais doentio por causa disso.

Diante disso considero, na prática da minha vida, que:



Evoluir nos exige muito mais sabedoria do que conhecimento teórico. Sabedoria é aquilo que vem da vida, da experiência, da maestria de viver e do discernimento cosmoético prático.

Evoluir exige muito mais sabedoria do que ciência. Os espíritos ou consciências mais evoluidas parecem manifestar muito mais sabedoria do que ciência em seu comportamento. A sabedoria traz consigo, necessariamente, a serenidade, a paciência e a calma de espírito como virtudes atreladas.

Evoluir necessita muito mais paciência e perseverança, do que imediatismo e ansiedade em alcançar resultados. Exige que olhemos o processo, mais que o resultado. Exige que nos permitemos sentir mais prazer em viver os processos de evoluir. Os espíritos ou consciências mais evoluídas são pacientes e lúcidos, não se irritam e não manifestam a ansiedade ou a impaciência. Eles são dinâmicos e possuem a paciência como traço básico de seu caráter.

Evoluir nos exige o buscar nosso centro, nosso eixo, continuamente, para que possamos passo a passo, caminhada a caminhada, chegar nos resultados almejados, sendo que estes resultados são os passos dos resultados seguintes e assim por diante. Os espíritos ou consciências mais adiantadas vivem mais permanentemente no eixo, no centro, e devido a isso, conservam maior lucidez e acuidade nas decisões, sendo mais pacientes com os demais em relação aos defeitos e as suas necessidades.

Evoluir significa termos noção prática, no dia a dia, de que caminhamos de um Infinito passado, para um Infinito futuro, embora este caminho nos leve, inevitavelmente, para uma vida de maior serenidade, paz interior e maturidade. O eixo ou o centro de consciência, o qual vivem mais permanentemente os espíritos ou consciências mais adiantadas, não se situa nem no passado nem no futuro, nem no presente. O espaço-tempo onde se situam os espíritos adiantados é o espaço-atemporal, dimensão da pura lucidez.

Evoluir significa aceitar o sem fim que é a existência e, fazer do eixo, do nosso centro, nossa morada definitiva, permanente. Assim, seguimos o exemplo dos amparadores. Se eles são assim, podemos ser.

Evoluir significa ajudarmos os outros a evoluir. Aquele tem alcança maior centramento acaba, devido a esta lucidez, sentindo a necessidade de ajudar outros a elevar sua lucidez.

Evoluir significa que a lógica de termos pressa em evoluir não tem sentido. A evolução se dirige para a espaço-atemporalidade, assim, o espaço inicial da atemporalidade é o conservarmos nossa consciência mais continuamente no eixo, ou no centro.Não ter pressa não significa que inexistem coisas urgentes a serem feitas. Não ter pressa significa ausência de ansiedade mesmo diante de coisas extremamente urgentes a seres realizadas, seja a curto, médio ou longo prazo.

Esta preocupação com o centramento da consciência no eixo, se fez em praticamente todas as culturas, senão vejamos:

1. Tensegridade: técnica da tensegridade, adaptada elo antropólogo Carlos Castaneda da antiga técnica xamã usada pelos Maias, do clã Yaqui. Desconheço os resultados destes exercícios.
2. Yoga: técnica hinduista onde o praticante aprende experimentalmente a localizar o centro, o eixo. Conheço pessoas que conseguem um ótimo centramento devido a esta prática.
3. Tai Chi Chuan: técnica taoísta onde o praticante também, experimentalmente, aprende a localizar o eixo e conservá-lo o máximo de tempo que consegue, sendo considerada uma técnica de treinamento da serenidade. Venho praticando esta técnica há um bom tempo e com excelentes benefícios.
4. Mobilização Básica de Energias: técnica projecioterápica onde o praticante para mobilizar suas energias necessita, antes, aprender a localizar seu centro, o eixo, para depois, conseguir neutralizar os pensamentos e com isso, concentrar-se na movimentação das energias e, posteiormente, na instalação do estado vibracional. Aqui cabe o exemplo de meu amparador, chinês, onde instala o estado vibracional pela simples ação de sua vontade, mantendo a sua aura pacífica, sem agredir-me ou agredir outros. Técnica que aplico há mais de década, o que me possibilita instalar o estado vibracional, hoje, com relativa facilidade.
5. Tenepes: técnicas de assistência anergética onde exige do praticante um centramento no eixo, para que a técnica alcance um nível adequado. Técnica praticada com excelentes resultados.
6. Meditação: técnica onde a pessoa aprende a centralizar-se. Geralmente dentro de algum contexto mais religioso, como o budismo zen, tibetano e outros. Porém, independente da linha, creio, se o praticante for disciplinado colherá bons resultados.
7. Psicoterapia: técnica excelente para casos onde a pessoa está em crise existencial, manifesta problemas mais crônicos internos e outros bloqueios cronificados que impedem um maior centramento no eixo de lucidez e consciência. As técnicas de psicoterapia são complementares a todo trabalho acima descrito, pois em nosso nível evolutivo, todos temos bloqueios cronificados onde as técnicas acima são quase que impotentes de adentrar e dissolver. Exemplo: as técnicas cognitivas, a técnicas da dissolução da couraça psicoafetiva, a técnica da regressão, etc. Incluo aqui o relaxamento e a hipnose como recursos excelentes.


Compreendo que um excelente tratamento na recuperação da lucidez, centramento no eixo, autoestima e autosuperação geral em nossas vidas, esteja você em estados de transtornos leves, medianos ou graves, conforme a psiquiatria; esteja você interessado em conhecer-se a fundo; enfim, inclui necessariamente o envolvimento com uma prática integrada, tais como acima citei, em conjunto com Psicoterapia continuada. Após o término da Psicoterapia, manter a prática da aprendizagem da serenidade a partir de alguma técnica praticada com disciplina, de preferência, diariamente.


Mas, como diz o ditado popular:

"A pressa é a inimiga da perfeição."

Questão para reflexão: 

O que pensa/sente diante de tudo o que está escrito aqui?

28.6.11

Conhecendo mais a fundo sua Missão de Vida (Proéxis): parte II

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo

Antes de prosseguir, sugiro que leia a parte I (clique aqui).


Neste texto vou abordar a tarefa humana comum, básica, de forma que não precisamos ir longe demais para saber os detalhes mais sérios de nossas tarefas existenciais. Creio que se começar pelo básico, o complexo passo a passo vai se abrindo e descortinando para sua vida. Este texto não é muito útil aqueles que têm maior noção de suas tarefas de vida. Aqui meu foco são as pessoas de forma geral, leigas quase que totalmente no assunto. No artigo acima, a parte I, abordei vários pontos relevantes e ao final, concluí abordando a tarefa comum de todos nós. Assim, vou aprofundar um pouco esta tarefa comum, iniciando pela citação ao texto anterior:

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"A tarefa comum: aprender a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento.

Se a vida humana ou o renascimento inicia devido a relação sexual entre o pai e a mãe (em geral), e a consciência antes assexuada torna-se sexuada devido ao processo básico da fisiologia da reencarnação, assim, cabe a todos nós, neste projeto de vida comum, aprendermos a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade de forma madura. E sexualidade envolve relacionamentos, principalmente, os relacionamentos íntimos, amorosos. Assim, sexualidade caminha lado a lado com o amor. Desta forma, no mínimo dos mínimos, todos nós temos a missão global de aprendermos a amadurecer nossa sexualidade e nossa capacidade de amar, a nós mesmos e aos outros. Se você fizer somente isto, amadurecer estas duas realidades, já estará dando passos enormes em sua evolução."
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Resumi a tarefa comum em "Aprender a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento."

Vou começar pelos verbos que compõe a afirmativa.

Aprender: adquirir habilidade prática, vir a ter maior conhecimento de algo, vir a ter maior compreensão de algo.

Lidar: significa, ter trato, tratar com, conviver, enfrentar (Houaiss).

Gerenciar: administrar, organizar, exercer funções de gerente, gerenciar (Houaiss).

Vivenciar: viver uma dada situação deixando-se afetar profundamente por ela (Houaiss).


Mas aprender a llidar, gerenciar e vivenciar o que?

A sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento.

Assim, chegamos na parte fundamental da tarefa e vou abordar em três partes:

1. Sexualidade: é tudo o que se refere à vivência do prazer, da expressão da vida, da felicidade e inclui o sexo e os momento de alegria orgástica, de prazeres sejam lá quais forem. E como inclui o sexo, aqui, inevitavelmente, inclui os relacionamentos amorosos e os relacionamentos em geral. O tabu não permite dizer, mas eu digo com palavras claras: o que chamamos de reencarnação somente acontece devido a um casal ter "transado", ter feito "sexo". Veja, não precisa que seja feito amor (sexo+afeto+sentimento+comprometimento...), basta que seja feito sexo, para que haja a reencarnação. Assim, todos nós, inevitavelmente, somos seres sexuados, animais humanos cuja origem básica é a célula sexual: o zigoto que dá sequência a embriogênese, ou a formação do embrião e, posteriormente, ao feto e assim por diante. O corpo humano, então, é um corpo sexual devido a ser sua célula-matriz, uma célula derivada do espermatozóide e do óvulo. Dito isto, a experiência humana (reencarnação) começa pelo sexo e termina com a morte (fim da existência sexuada e começo da existência extrafísica ou extrassexual). Como somos seres sexuados enquanto encarnados, ressomados, assim, todas e todas as relações atravessam a sexualidade. Os desejos, as "químicas", os olhares, os sonhos eróticos, os pensamentos sexuais desenfreados e assim por diante. Para aprofundar, sugiro a leitura atenta dos textos a respeito da Sexometria. E, por seremos seres sexuados, precisamos manifestar nossa sexualidade. E é neste manifestar que encontra nosso aprendizado em aprender a lidar, gerenciar e vivenciar. Porque já fizemos muitas besteiras nesta área. A humanidade deve ser a campeã cósmica em represálias, repressões e crenças sobre "como e porque devemos reprimir nossa sexualidade". O aprendizado é aprendermos a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade o mais madura que pudermos, livre de represálias e pudores castradores de nossa liberdade natural de sermos seres sexuados. E, por sermos seres sexuados e por ser a reencarnação uma bênção da evolução, então, a sexualidade é uma bênção da existência. E, sendo uma bênção, nossa tarefa é aprendermos a desfrutar dessa bênção, com maturidade. Diante disso, elaborei modelos ainda simples e aproximados, para que possamos compreender a Sexualidade e suas relações com a Evolução da Consciência: Sexometria. A Sexometria é a hipótese da possibilidade de medição de nosso nível de maturidade afetivo-sexual e suas relações com as escalas evolutivas.

2. Amor: o Amor é a base de tudo. Sem isso, não haveria possibilidade de uma sociedade ou de um relacionamento, seja com um humano ou não, seja com a vida ou com a existência. O amor é o centro e a periferia, o sentido e a essência. Assim, sendo a reencarnação (ciclos de morte-renascimento) iniciada pelo sexo, o amor é o que possibilita a existência desta maravilhosa oportunidade de crescimento e elevação da consciência. Somente pelo amor é possível compreendermos isto que recebemos da vida: a existência aqui, no planeta. O simples fato de decidirmos retonar para o planeta já nos confere uma aprendizagem sem precedentes. Desta maneira, tudo centraliza-se para a aprendizagem de amarmos a nós mesmos e aos outros, sejam humanos e não-humanos. A própria crise planetária, ecológica e social, confere este desafio: o de aprendermos a amar a nós mesmos, os nossos semelhantes e ao planeta que vivemos. A aprendizagem de renascermos com tal e tal pai e mãe, com tal e tal irmão ou irmã, em determinado país, em determinado bairro... nada é ao acaso: carrega consigo a possibilidade de aprendermos a lidar, gerenciar e vivenciar o amor e a sexualidade.

3. Discernimento: Com o passar do tempo, o discernimento torna-se a base pela qual orientamos nossas prioridades. Priorizar é identificar aquilo que é a prioridade. Prioridade é a opção melhor dentre outras tantas. Desta maneira, a vida humana é uma tarefa de aprendermos a priorizar aquilo que é o melhor para nossa evolução e para nosso aprimoramento. Saber escolher nossos parceiros. Saber escolher nossos empregos, trabalhos. Saber o momento certo de fazer isso ou aquilo. O discernimento é o resultado de uma vida de amor próprio. Somente aquele que discerne bem é aquele que se ama realmente. Cabe aqui a escolha dos pensamentos, de situações e assim por diante. Em se tratando da tarefa básica, o discernimento é aplicado para uma vida sexualmente saudável, madura e o máximo positiva para si e os demais. Aqui significa os cuidados contraceptivos, os cuidados diante do momento de infestação das doenças sexualmente transmissíveis, da promiscuidade, do fica-fica-oco, e dos riscos de uma entrega ao amor numa relação madura e evolutiva.

Assim, diante de tudo o que disse acima, você não precisa ir muito a fundo dentro de si, para saber o que veio fazer neste mundo, ou do porque escolheu renascer com este ou aquele pai e mãe, ou irmão. Você escolheu tudo isso para evoluir em sexualidade e amor. Seja para dar limites ao seu pai ou mãe, ou para aprender a receber limites, ou ainda, para aprender a se reconciliar com aqueles que tem conflito no passado. Não importa tanto o que houve no passado ou o que fez: o que fez está feito. Importa o que fazer hoje: a reconciliação com todos aqueles que temos conflitos. Este é o aprendizado básico de amar. Aprendermos a agradecer tudo o que nossos pais fizeram para nós, de bom, e perdoar tudo aquilo que fizeram de mal, seus erros e agressões. Não temos opção mais lúcida. Nosso discernimento aponta para tal ação. Sobre a sexualidade, cabe a você aprender a permitir-se sentir e ter prazer; escolher uma companheira ou companheiro que você realmente ame e seja amado, sem utopias e idealismos sem sentido. Todos temos defeitos a superar, ninguém é perfeito. Eu, você, precisamos crescer sexualmente, amadurecermos esta maravilhosa experiência, abrirmo-nos para uma vida sexual madura, porém, sem represálias e pudores castradores de uma vida sexual prazerosa. Isto é uma desafio imenso, mas é possível.

Não importa realmente que idade você tem ou se é homem, mulher, ou a sua opção sexual, se é heterosexual, bissexual, homossexual... A consciência não é sexual. O que nos sexualidade é a reencarnação, devido a genética. Desta maneira, reveja o máximo de sua vida e você pode começar por aqui, numa orientação evolutiva simples, prática e objetiva:

"Aprender a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento."



Se você quiser dar mais um passo adiante, procure ajudar mais as pessoas do que pedir ajuda a elas. Ajude e é a partir desta tarefa de ajudar, que você mesmo recebe ajuda. Você aprende e se ajuda, ajudando as outras pessoas. Faça acontecer ao invés de esperar acontecer.

Sou bastante liberal neste ponto e ao mesmo tempo bastante rígido: a sua vida sexual e amorosa precisa estar regada diaramente de uma ética de respeito, de uma amorosidade e de discernimento, para que você faça as escolhas mais acertadas para sua vida. Muitos me dizem que sex-shop são assediados e, digo, depende daquele que você escolher. É o seu discernimenrto que irá te levar lá e aqui. Alguns destes locais prestam assistência sexual, elevando o discernimento e facilitando a desrepressão do casal íntimo, por exemplo. Mas, cabe aqui o nosso discernimento, sempre, em nossas escolhas. Lembrando que, quando falo da amor, trago o conceito prático e objetivo e não o fantasioso. Falo aqui de amor próprio, aquele que faz com que você largue um trabalho chato e desprazeroso e vai em busca de um melhor, mais a ver com você e com suas inclinações. Começe se amando um pouco mais a partir das escolhas que faz. Começe olhando para sua rotina e elimine gradualmente tudo o que lhe está fazendo mal. Busque o melhor para você.

Você tem o direito de ser feliz e sentir prazer em sua passagem nesta vida.

21.6.11

Tao, Taoismo e Conscienciologia

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta e Conscienciólogo


No início sem início era Wu-Chi: o Vazio Supremo.

De Wu "nascem" as duas realidades, os dois grandes arquétipos, as duas grandes polaridades, Yin e Yang, o Tai Chi: a Suprema Energia. O claro-escuro, o macho-fêmea, o dia-noite, a terra-céu, a dimensão extrafísica-intrafísica, a mente-corpo, o espírito-matéria, a consciência-energia....

Quanto Tai Chi (Unidade Yin :: Yang) se combina, se relaciona, surge ao fim, o Ba-guá, ou os "8 Trigramas".Os trigramas carregam dentro de si, os 5 estados de mutação: madeira, fogo, terra, metal e água.




Quanto os trigramas se combinam, se relacionam intimamente, temos os hexagramas. Os hexagramas se caracterizam como a primeira representação matemática conhecida no planeta, dos estados da consciência. Os chineses antigos, muito antes da era cristã, já estavam lúcidos das muitas realidades da evolução da consciência. O sistema é complexo e de uma profundidade realmente fecunda, tendo sido absorvida por mentes brilhantes do mundo, tal como Kung Fu Tzu (Confúcio), Lao Tzu, Chuang Tzu e centenas de outros filósofos, pesquisadores e praticantes daquilo que acabou sendo chamado de Taoísmo. O Taoísmo é a ciência chinesa em sua acepção mais profunda, tendo como ramificação campos também complexos como a conhecida medicina tradicional chinesa e as famosas artes marciais, como o Tai Chi Chuan, Chi Kun e outros. No ocidente, temos em Carl Gustav Jung, discípulo de Sigmund Freud e Richard Wilhelm, como pessoas que se dedicaram ao estudo desta fecunda e ainda enigmática obra.




A primeira vista, os hexagramas parecem um código, um complexo códice composto de uma conbinação de linhas cheias (-) com linhas vazias (--). Na lenda, temos no imperador Fu Hsi, em mais de 2500 a.C, a autoria. Mas historicamente e arqueologicamente anda sabemos. Quando os códigos foram achados começaram as suas primeiras interpretações.No ocidente, modernamente, os 64 códigos foram colocados lado a lado com os 64 códons e anti-códons do DNA e, o ideograma antigo para "I" foi colocado lado a lado com o desenho moderno do DNA pelo microscópio eletrônico.

Por outro lado, transcendendo o interesse místico e oracular que muitos tiveram e têm no "I Ching", sua maior contribuição está justamente na noção de "estados de mutação da consciência", sendo realmente o primeiro sistema matemático de evolução da consciência. O Taoísmo enfatiza o Tao como sendo o caminho e o sentido. Modernamente temos chamado a isto de missão de vida, programação existencial, proéxis e outros conceitos mais científicos. O local do Tao é mais próximo de Wu-Chi, o "vazio supremo", o "nada" donde provém tudo, o Tao do Universo, o "Deus" de "Deus". Em sua origem incriada, Tao forma o fundamento sem fundamento de uma Cosmologia verdadeiramente universal, que inclui a Consciência como uma variável fundamental.

No campo das práticas daquilo que se chamava "Alquimia Chinesa", temos o Tai Chi Chuan, Chi Kun e outras práticas como práticas do Tao. Como Tao não é um conhecimento intelectual do mundo, o saber taoísta é essencialmente experimental. Para o taoismo, a experiência é a base do saber e da virtude. Tardiamente é Lao Tzu quem irá comentar acerca do Tao-te, o caminho e a virtude do sábio. Desde a antiguidade sabe-se da existência daqueles que se uniram ao Tao, transcendendo o Tai Chi. Modernamente traduzimos isto por término do ciclo de morte-renascimento (moksha) e início do estado de consciência livre (Vieira) ou espírito puro (Kardec). E estes sábios são aqueles seres super-serenos, benignos e poderosos relatados em toda história da humanidade, fundamento das religiões e filosofias universalistas e multidimensionais no mundo.

Os pioneiros do domínio da energia vital (ch´i) já vem desde a antiguidade na China. Somente na era moderna, Wilhel Reich, Jung, Freud, Vieira e outros resgatam conceitos como energia libidinal, energia psíquica, energia orgonótica, energia consciencial, enquanto desmembramentos de uma mesma e única energia: Chi. Para o Taoismo, Chi pertence ao grande Tai Chi, a Energia Suprema. A física dos campos de energia Bárbara Ann Brennan chamaria isto de CEU - Campo de Energia Universal. O físico David Bohm chamaria modernamente de Holomovimento. A descoberta taoista data de cerca de 3.000 a.C e sabemos que acabou virando "moda" que físicos se interessem pelo saber taoísta. Os primeiros paralelos mais sérios entre ambos os conhecimentos foram realizados pelo físico Firtjof Capra no ocidente.

Por outro lado, existe um saber nos 64 hexagramas que ainda não foi decifrado: o código enquanto representação matemática dos 64 estados de mutação da consciência. Do ponto de vista da evolução da consciência em direção ao Tao ou à dimensão livre do universo das polaridades Yin-Yang (Tai Chi). A preocupação chinesa com a libertação íntima levou-os a criarem o Tai Chi Chuan, ou a prática de facilitar o caminho da transcendência das polaridades e o encontro do centro, do núcleo, do Tao sem nome e sem forma, sem conceito e sem definição. Levar o praticante à experiência de Tao tornou-se o objetivo central do Taoismo e de muitas práticas chinesas.

A moderna ciência da consciência poderá resgatar conjuntamente com os modernos taoistas, este saber científico antigo que está congelado no significado matemático, científico e preciso dos 64 hexagramas, enquanto a representação matemática dos estados de mutação da consciência, e o significado essencial das antigas práticas chinesas, ou noutras palavras o Tao do Taoísmo.

15.6.11

Regressão cronotópico-cronológica, Fenômeno, Casos Clínicos e outras questões

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta


O fenômeno da regressão ou como chamamos em Parapsicologia de retrocognição, ocorre a partir de dois modos de acesso ao campo de memória, conforme já expus neste espaço: regressão cronotópica e regressão cronológica. Na primeira, o paciente acessa seu passado diretamente, saindo do presente e acessando memórias de vidas anteriores, ou em alguns casos, pulando de vida em vida, de tempo em tempo, acarretando numa visão geral de suas múltiplas existências. Por outro lado, na segunda, o paciente acessa um passado e relembra quase que cronologicamente os fatos, emoções e experiências. Em 100% dos casos, as retrocognições clínicas são uma fusão de cronotópica com cronológica.

Um paciente, em recém caso clínico, inicia sua regressão numa vida donde era monge e estava envolvido com lutas de crenças com outros grupos religiosos. Dessoma (desencarna) enforcado. Em movimento cronotópico, naturalmente vai para uma vida pregressa onde era monge e estava envolvido com as mesmas causas. Ajudo-a a retornar e vai de vida em vida passada até antes de cristo, onde envolvia-se com as mesmas coisas. Na vida atual embora não seja mais monge, ainda permanece no mesmo modelo de vida, em isolamento e lutando contra crenças.

Este exemplo revela os benefícios da regressão cronotópica, onde o paciente pode em cerca de 1h, acessar conteúdos de altíssima relevância de sua existência em mais de 2.000 anos, podendo captar o padrão de sua personalidade e reajustar sua atual existência, não tendo necessitado permanecer numa vida em profundidade. Os motivos que levam um paciente a entrar em regressão cronotópica ou cronológica, ou ambas simultaneamente, me são desconhecidos. Em alguns casos percebo a atuação dos amparadores na sugestão dos comandos de facilitação da experiência, em incentivar a cronotopia. Em outros casos, percebo um movimento natural do paciente pela cronotopia (como Grof disse, o radar interno vasculhando o sistema COEX - condensed experience). Creio que ocorrem ambas as coisas, numa tríade: terapeuta, amparador e paciente. Em outros casos clínicos, a regressão mais cronológica é mais indicada, podendo o paciente investigar mais a fundo uma sequencia de eventos de seu passado.

Lembrando que o objetivo sempre é a terapeutica e a aprendizagem evolutiva. Os benefícios da experiência regressiva vão além da terapêutica e migram para as aprendizagens mais profundas, onde a pessoa pode expandir seus conceitos e crenças, por exemplo, ao lembrar que já residiu em outro país, pertenceu a outro povo e mesmo outra raça humana. Em casos mais extremos, pacientes me relatam vidas noutros planetas. Em recente regressão, o paciente relata sua recuperação íntima, no pós-morte, em sítio cósmico distante, extraterrestre. Relato como este não é incomum em meu consuiltório. Noutro caso, o paciente registra a saudade de um grupo que transmigrou doutro planeta e se separou há milênios atrás. Se a extinção de sintomas de sofrimento é uma das razões da regressão, a aprendizagem evolutiva é o maior benefício das experiências, transcendendo os afeitos terapêuticos.

Em regressões, pacientes podem observar seu passado antiquíssimo, como você pode observar sua infância a distância, sem maior envolvimento emocional. Noutros casos, em pacientes sensitivos, as regressões se manifestam como profundos estados alterados da consciência, donde a pessoa projeta sua consciência para outro espaço-tempo, passado, e vive aquele passado como se estivesse ocorrendo no presente. Estas experiências de expansão da consciência desafiam os conceitos de tempo e espaço e indicam a coerência da teoria da curvatura do espaço-tempo, donde o sujeito parece que curva o espaço tempo-passado para o espaço-tempo presente, vivendo o antes como sendo o agora. Lembrando que o agora é onde está a consciência e, estando a memória situada numa dimensão específica do Cosmos, a consciência pode se projetar para este campo holomnemônico e, ali, permanecer lúcida, tornando o passado, um presente (o seu agora). Noutros casos, pacientes menos sensitivos, limitam-se a ver flashes e imagens vagas, confundindo os conteúdos com fantasias e imaginação. São experiências similares aos sonhos vagos. Em casos mais vagos ainda, pacientes sentem somente emoções, vagas sensações de lembrança. Mas as memórias não aparecem.

O fenômeno da regressão é complexo, mas também é simples. Quanto mais sensitivo é o paciente, mais profundo é o estado de expansão e alteração da consciência, potencializando a regressão e a experiência. Num dos casos mais sérios que atendi, o paciente falava feito criança, postava-se na poltrona como um bebê, quando estava regredido ao útero de sua mãe, em transe. Noutro caso, a paciente sensitiva falava igualmente ao menino que foi em vida anterior, onde ao sair do transe, retorna sua atual faixa de personalidade. E este fenômeno nada tem a ver com o mediunismo. Neste caso, o sensitivo incorpora uma outra consciência, no presente, e manifesta sua personalidade. Em regressão, não. O sensitivo incorpora a si mesmo como uma personalidade antiga, revive fatos e vivências nesta época e, ao retornar, volta normalmente a ser quem é, hoje.

A lembrança de vidas anteriores forma uma das bases das terapias integrativas modernas, visto que a pessoa pode romper com o silêncio de sua memória antiga, anteriores a esta vida e, retornando lúcida daquilo que foi, pode ampliar seu auto-conceito, expandir sua estada neste planeta e modificar sua forma de ver a si mesma e à vida em níveis profundos. A lembrança de vidas passadas comprova à si mesmo a existência da personalidade antes do nascimento. Comprova os vínculos familiares e suas raízes na antiguidade das vidas passadas. Naquela vida, o paciente matara uma tribo de índios. Nesta, os índios são seus filhos e esposa. Naquela, matara pessoas em muitas guerras que se meteu. Nesta, luta pela causa da educação, numa universidade pública, verdadeiro resgate cármico, existencial e espiritual. E isto tudo é a ciência da evolução da consciência.

14.6.11

Discernimento, Amor Puro e Reconciliação: A Base da Ciência da Evolução do Ser

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta





"A essência da Cosmoética é o amor puro".
Waldo Vieira


O discernimento amparador (maduro, aguçado) é aquele orientado a partir do núcleo irradiador de amor puro do ser (self). Pois se o discernimento for orientado a partir de outro núcleo, por exemplo, o aspecto puramente racional ou emocional, temos que nossos atos podem partir para rumos pouco benéficos para nós e os outros. O amor puro é a expressão e a pura intenção do que é realmente o melhor e o mais benéfico para todos. O amor puro nada tem a ver com consolarmos os outros, porém, muitas vezes uma pessoa consola a outra como a mais pura expressão de seu amor perante ao próximo. Porém, o amor puro é o próprio discernimento num nível elevado, se caracterizando como as atitudes de pura benevolência em prol daquilo que é o melhor para todos, nem mais nem menos.


Assim, a amorosidade é a qualidade mais nuclear e essencial do ser. Por amorosidade quero dizer a capacidade prática de amar puramente a si e ao outro, expandindo este amor ao cosmo, a vida e à existência. Os sintomas deste amor são uma profunda gratidão e uma alma repleta de lucidez perante si e perante às necessidades do outro. Não adianta muito uma pessoa inteligente, intelectual e, em suas manifestações não presenciamos o amor mais puro. Assim como muito uma pessoa ser altamente gabaritada num determinado ofício quando no trato com seus filhos mostra-se indiferente às suas necessidades de afeto, amor e esclarecimento. Um físico, psicólogo, psiquiatra, parapsicólogo ou conscienciólogo que, apesar da alta teoria avançada que trabalham, em sua vida concreta, no dia a dia, nutre sentimentos de arrogância, prepotência e superioridade em relação aos demais colegas ou às pessoas em geral. O amor mais puro é aquele mais universal, mais compreensivo da real natureza do Ser, das situações evolutivas das pessoas e aquele que se dirige para as realidades holotrópicas (Grof) do universo e da consciência cósmica.

O amor puro é um sentimento fraterno, porém dinâmico e ativo; é o gostar da humanidade, da vida, dos animais, plantas, seres de maneira geral, do universo sem que isto seja uma regra ou um pressuposto moral de uma doutrina ou ciência; é um gostar sereno a respeito do ser e estar, do simples existir e viver; fruto de matuiridade e benevolência sincera, interna; é um gostar e uma profunda aceitação de ser aquilo que somos; é um aceitar os outros como realmente são, isento de julgamentos e preconceitos limitantes das liberdades de ser e estar no mundo e na existência. O amor puro é o puro sentimento, livre das impurezas da alma, que se irradia diretamente do núcleo do ser e se exterioriza sem qualquer distorção ou resistência, defesas ou máscaras. O amor puro é o indicativo certeiro de evolução da consciência e o diferencial dos níveis evolutivos na hierarquia cósmica da evolução.

Uma pessoa que vive neste estado de consciência não sofre influências negativas dos outros e dos ambientes. Acolher a negatividade neste caso é um ato de desamor perante si mesmo. Neste caso, o amor puro emanado de seu núcleo dissolve a negatividade que chega até si naturalmente. Por não se apegar a nada, nada tem a perder, portanto, não sofre assédios de qualquer natureza. Esta pessoa vive livre da negatividade e ancorado na positividade do núcleo (core, essência, self, espírito). O amor puro repele naturalmente e neutraliza os efeitos da negatividade em si e dos outros (pessoas, seres e ambientes). O amor puro é a autodefesa permanente contra qualquer negatividade, seja ela de qualquer ordem. A negatividade não consegue se apoderar e se apossar da pessoa que vive centrada em seu núcleo. Aquele que vive neste estado tem profunda confiança na vida e na existência, portanto, não sente medo. E, se não sente medo, consegue sentir o amor mais puro. Este amor mais puro é uma energia de altíssima qualidade curativa e neutralizadora das patologias e toxinas magnéticas e energéticas das pessoas e ambientes.

Os espíritos ou consciências que vivem neste estado de amor puro, onde podemos traduzir como um grau elevado de discernimento cosmoético e lucidez multidimensional, vivem num estado vibracional constante de amor e lucidez, exteriorizando paz e serenidade por onde passam, e no que fazem.

Assim, estamos todos aqui nesta Terra para aprendermos a amar de formas cada vez mais pura, a nós mesmos e aos outros, aos animais, plantas, planeta e universo. A crise ecológica e social que estamos vivenciando é o reflexo do bloqueio e da imaturidade em nossa capacidade de amar. O amor aqui não é a paixão, ou o amor platônico, mas antes disso, o amor prático de uma vida fraterna e em prol da benevolência, da honestidade e do universalismo, rompendo as fronteiras entre raças, credos e opções político-religiosas, assim como oposições infundadas entre linhas de ciência e pensamento. O amor puro é a plena aceitação do direito às diferenças e diversidade de ser e estar na existência. As guerras e outras atrocidades do mundo são os sintomas básicos do desamor e do bloqueio do contato com o núcleo que reside dentro de nós. As doenças em geral são representações diferenciadas do mesmo problema: a imaturidade e o bloqueio de nossa capacidade de amar a si e aos demais seres. Assim, o desamor (ou ódio) gera o sofrimento. O sofrimento gera a negatividade. E a negatividade gera muitos problemas em nossas vidas.

O ensinamento básico dos espíritos ou consciências superiores repousa no aprendizado de amar. Repito o ensinamento: "O amor é o sentido e o caminho. É difícil de compreender mas é simples assim.". É neste sentido que repousa a necessidade imperiosa dos trabalhos voluntários, assistenciais de toda natureza, transcendendo aquilo que compreendemos como "trabalho". Ao ajudarmos os outros e ao planeta, estaremos nos abrindo ao amor mais cósmico e ao sentido maior que nos faz estar aqui, juntos, formando os mais de 7 bilhões de pessoas na Terra junto com os trilhões e trilhões e trilhões... de seres vivos que vivem juntos numa comunidade ecológica e biológica indissociável: a Terra.

Assim, renascemos neste planeta para aprendermos a amar a nós mesmos, aos nossos pais, irmãos, familiares, amigos, colegas e demais pessoas, conhecidos e desconhecidos. Renascemos para aprendermos a nos reconciliar com aqueles que tivemos ou temos conflitos, assim vamos aprendendo a amar aqueles que nos fizeram mal por imaturidade ou maldade intencional. A reconciliação é a base do desenvolvimento do amor puro, sem ela não existe possibilidade de estarmos em paz dentro de nosso ser e em relação aqueles que amamos. E sem a reconciliação inexiste discernimento maduro ancorado no amor puro, beneficiando o melhor para todos.

Venho percebendo e vivenciando o caminho de minha vida e ajudando aqueles com quem me relaciono direta ou indiretamente a estabelecer a reconciliação contínua como a base de nossas existências. Reconciliação esta de nós mesmos conosco e de nós mesmos com aqueles que temos conflito ou pendências (dívidas). A reconciliação é o começo, o germem, o embrião, de um profundo processo de perdão e cicatrização de mágoas. Perdoar é uma ação que tem na reconciliação sua base. Um relacionamento amoroso maduro, ancorado no amor mais puro e na sexualidade também mais madura, tem como aliado as reconciliações e o perdão.

Questões para aprofundamento auto-terapêutico:

1. Qual foi a sua experiência em ler este texto?
2. O que sentiu dentro de si?
3. Que idéias lhe vieram em mente?
4. Existe alguma coisa que você já pode colocar em prática?
5. Procure fazer uma lista daquelas pessoas possíveis em que precisa iniciar a reconciliação.
6. Existe alguém em que necessita muito perdoar? Quais os benefícios desta reconciliação para a sua vida? Você já pode começar esta reconciliação?
7. O que pensa sobre a paz interior, a paz em sua relação amorosa, em sua família e sobre a paz no Planeta?
8. Quais as suas experiências concretas com os espíritos de benevolência, pertencentes aos degraus mais altos da evolução da consciência? O que aprendeu com eles(elas)?
9. O que é a evolução para você?
10. Por que você decidiu renascer aqui, neste planeta, nesta família, neste país? Quais os aprendizados essenciais desta sua atual tarefa nesta vida? Você já começou sua caminhada lúcida de evolução?

9.6.11

Reprogramando a Mente para a Realidade: das "armadilhas da mente" para o "pensamento real"

Por Fernando Salvino (MSc.)Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta

Como tudo começou...

Há cerca de 4 anos, venho usando um conceito com meus pacientes para tentar esclarecer um comportamento da mente. A este comportamento mental chamei de “armadilha da mente”. É esta armadilha que considero como um dos fatores mais sérios na manutenção e cristalização dos estados patológicos da mente e da vida da pessoa. Desarmar esta armadilha não só leva a pessoa a sair do estado emocional doentio como também prepara-a para um caminho sem retorno de autodomínio mental e autoconhecimento mais profundo de sua mente e de si mesmo como um todo. Mas este caminho começou há anos atrás, no começo de minha vida clínica. Tinha cerca de 20...21 anos de idade, quando passei por um acidente quando realizava ciclismo.

Estava descendo uma ladeira quando o garfo dianteiro da bicicleta simplesmente teve seu parafuso quebrado e, preciso continuar? Estava a quase 50km/h e somente despertei na ambulância do SAMU. Nos diagnósticos médicos, descobriram que eu tinha fraturado um pedacinho da cervical, sem risco de vida. Precisei usar durante 6 meses um protetor de coluna. Na época era estudante de Direito e acabei fazendo a fase em casa, isolado de meus colegas e da realidade. Minha vida na época era dinâmica e já atuava clinicamente, como atividade paralela. Estava nos primórdios de minha atividade clínica. Devia estar no primeiro ano de consultório, já atendia cerca de 5 a 10 pacientes por semana. Até então não sabia o que era um estado depressivo avançado. Durante os 3 primeiros meses tive de me adaptar a realidade osciosa e puramente mental de minha rotina. Antes, era ciclista, pedalava kilômetros diariamente e praticava o surf cerca de três vezes na semana. Após o acidente, tive de parar tudo. Esta mudança radical me gerou um estado de inaceitação. Eu criava pensamentos de inaceitação regularmente. Queixava-me e reclamava da situação. Negava a realidade e não conseguia aceitar o que estava ocorrendo. Tinha uma vida pela frente e acreditava que aquilo poderia ser uma ameaça. Tive de interromper todos meus atendimentos clínicos. Nestes 3 primeiros meses afundei-me num estado emocional depressivo profundo. As experiências parapsíquicas e mediúnicas se intensificaram de forma aguda. Passei por várias experiências conscientes para fora do corpo, certamente, como recurso de fuga da prisão corporal que estava. Uma pessoa, que não me lembro quem, apresentou-me um livro sobre o "poder da mente". Não lembro o autor, creio ter sido de Lauro Trevisan (o poder infinito da mente). Li o livro em pouco tempo, uma hora ou pouco mais. No livro dizia que "os pensamentos geram sentimentos". Dizia mais: "você tem o poder de mudar seus pensamentos". Eu lia aquilo e sentia alguma alteração em meu estado depressivo. Eu estava engolido por aqueles sentimentos. Começei a fazer experiências comigo mesmo de criar outros pensamentos. Eu dizia a mim mesmo com bastante força mental: "eu posso, eu consigo". Escrevi no espelho do banheiro estes dizeres e repetia-os com freqüência diária. E tentava perceber os resultados em meus sentimentos. Eu percebia que me sentia mais confiante, melhor, mais forte, mais parecido como me sentia antes do acidente. Então, permaneci dizendo mentalmente: "eu posso, eu posso, eu posso". Ao examinar meus pensamentos, identifiquei que fazia a mesma coisa para o lado negativo: "não vou aguentar ficar 6 meses com essa merda!" Eu repetia muitas vezes mentalmente isso. E o resultado? Desânimo generalizado... Até que fui percebendo que eu lidava com meus pensamentos como se estes fossem reais. Como se estes fossem a realidade. Quando descobri que quando eu mudava os pensamentos e modificava meu estado emocional imediatamente, eu sai imediatamente do estado depressivo. Este experimento durou cerca de 2 dias. Assim, hoje eu brinco dizendo de que é possível sair de uma depressão em 1 minuto. Basta para isso, modificar com potente força de vontade os pensamentos negativos e gerar pensamentos positivos, regularmente e habitualmente, sentindo as emoções dos pensamentos novos e positivos. Faço isso até hoje, diariamente, como medida preventiva de higiene mental. Passaram-se anos e especializei-me neste processo de autoconhecimento mental, adentrando nas esferas inconscientes da mente, pela hipnose, terapia de regressão e outros recursos. Atualmente realizo experiências psicoterapêuticas comigo mesmo e com meus pacientes de técnicas cognitivas, comportamentais e mesmo das ciências mentais como forma de dinamizar os resultados terapêuticos.


Existem várias maneiras de estudarmos a mente humana, tais como:

1. Do ponto de vista corporal ou "externo": a mente humana enquanto um veículo ou corpo de manifestação da consciência, também chamado de corpo mental (Leadbeater) ou mentalsoma (Vieira). Este ponto de vista pode ser classificado em sub-grupos, tais como:
  • Parafisiologia do corpo mental: estrutura, forma, expessura e outras propriedades deste veículo.
  • Parapsicopatologias do corpo mental: doenças, distúrbios e problemas gerais restritos a este corpo.
  • Projetabilidade do corpo mental: o fenômeno da projeção consciente para fora tanto do corpo humano como do psicossoma (corpo astral, corpo psíquico) através do corpo mental.

2. Do ponto de vista mental ou "interno": a mente humana enquanto uma realidade interna, cujo comportamento básico da mente se dá pela geração contínua de pensamentos, tais como as frases internas (diálogos internos), imagens e cenas pictóricas ("novelas" mentais), sonho diuturno ou o sonhar acordado (onirismo sem controle), etc. A vivência mental, interna, ocorre simultaneamente com os fenômenos parafisiológicos, parapsicopatológicos e projetivos do corpo mental. A pessoa projetada para fora do corpo, em projeção mental, permanece pensando, raciocinando, sentindo e percebendo a realidade de si e do ambiente. Assim, a dinâmica interna ocorre em qualquer estado de consciência, esteja a pessoa aqui, nesta dimensão, projetada ou, noutro caso, na condição extrafísica ou desencarnada.

Apesar de trabalhar com uma concepção sistêmica unindo as duas concepções, estarei dando maior prioridade ao ponto de vista interno, da dinâmica intrapsíquica ou mental propriamente dita.

A armadilha da mente é um conceito que nasce da minha experiência pessoal no estudo da minha propria dinâmica mental e no contexto da psicoterapia clínica, como falei acima. Nunca sequer tinha lido nada a respeito. Somente anos após ter usado este nome encontrei em Leahy, em sua obra "Técnicas de Terapia Cognitiva - manual do terapeuta", noções similares a este conceito, em ciências mentais, PNL e outros recursos da terapia avançada.

Ao longo dos anos de prática clínica percebi o quanto também meus pacientes - especialmente alguns mais sensíveis aos pensamentos (pessoas hiperssensíveis ao pensamento) - tratavam seus pensamentos como se os mesmos fossem realidade de fato. Eles realizavam previsões do futuro; julgamentos acerca de seus maridos e esposas; expressavam opiniões sobre si mesmos crendo ser muito verdadeiras e inquestionáveis; expressavam uma certeza de que estavam sendo obssediados; etc. Ao perceber o movimento que eles faziam, fui percebendo junto a minha própria dinâmica mental.

Estes pensamentos sobre o futuro, a realidade de si e dos outros eram tratados como "verdades"; eram tratados como "fatos", como "realidade objetiva", concreta. Em muitos casos, os relatos de suas vidas e de acontecimentos eram confundidos com pensamentos acerca do que realmente houve. Havia muita confusão sobre o que seriam os fatos, a realidade, e o que seriam os pensamentos sobre os fatos. Os pacientes iam falando, relatando suas questões e a cada "golfada" de frases ditas, aparecia uma crença central, uma idéia matriz, um conjunto muito atrelado e agrupado, "grugado", de pensamentos supostamente verdadeiros: as crenças, verdadeira matrizes cognitivas. Os pensamentos que eram tratados como o próprio fato ocorrido estavam atrelados a um sistema de crenças, escondidos e diluidos, em todo discurso, fala, emoções, sentimentos, postura física, sintomas, etc.

Exemplo de caso clínico (modificado e adaptado)

A paciente observava seu marido, sentado na sala, quieto e deprimido e concluia que "havia algo de errado com ela". Ela queria provar que ela não era merecedora de amor. Sua provável crença matriz. Ao observar o marido sentado e deprimido, ela tenta investigar o porquê o marido está daquele jeito. Seu método de investigação é falho na medida em que deduz ao invés de interrogá-lo. Ela teme interrogá-lo e conversar com ele com medo de ouvir aquilo que teme: o medo de ser rejeitada e de não ser merecedora de amor. Ao prever erroneamente a situação futura de rejeição (porque ele também poderia não rejeita-la não é? E ao contrário acolhê-la), acaba usando do método dedutivo. Ela deduz que ele está assim há X tempo porque "ela pensa não ser merecedora de amor". Ela esconde com isso um ódio e uma aversão de si mesma. Esta aversão está ancorada em sua infância. A paciente é negra e passou por discriminações raciais na infância e, com isso, guardava um profundo sentimento de auto-rejeição. O que ela mais temia era o que ela mais fazia consigo. Ao procurar a "verdade" diante de toda esta confusão de percepções, fatos, memórias, sentimentos e idéias, previsões e comportamentos, a paciente começa a desenvolver um discernimento mais aguçado e inicia o processo de reprogramação mental, ajustando sua percepção para a realidade usando do método científico mais indutivo ou experimental para alcançar suas conclusões. Para isto, ela reaproxima-se do marido e inicia uma série de diálogos. Ela descobre que o problema de sua depressão transcende a si mesma e, ajuda-o a buscar auxílio psicoterapeutico. Inicia-se assim, uma psicoterapia de casal, onde atendia os dois separadamente. A depressão do marido era profunda e de múltiplas causas, eram múltiplos fatores atuando sistemicamente em conjunto, ao mesmo tempo. Fêz-se inclusive sessões de terapia de regressão a vidas passadas, quando o mesmo estava sintonizado em experiências fóbicas antigas, bastante traumáticas. Em cerca de 6 meses de psicoterapia semanal, bastante comprometida por ambos, foi possível ajuda-los no realinhamento existencial praticamente integral, com mudanças sistêmicas iniciadas a partir do modelo de pensamento e rumando para os outros setores da vida de ambos, como a relação com os filhos, profissão, aposentadoria, etc. Muitos outros casos foram atendidos com bastante êxito nos resultados psicoterapêuticos e evolutivos. O começo da psicoterapia se dá pela reprogramação mental. E isto inclui uma alfabetização mental, onde o paciente pode usar destes instrumentos para ter maior segurança interna e autonomia. No caso acima, a paciente quando realmente discerniu pensamento de realidade, a mudança foi inevitável.




O que é esta armadilha?

No momento em que estamos pensando temos uma forte e potente tendência em acreditar que o pensamento é um fato, correspondente direto e exato da realidade. Tendemos a acreditar que o pensamento é realidade. E esta é a armadilha.

Então, se pudesse medir esta força e esta poderosa tendência podemos supor a hipótese de que, em 100% da humanidade, ou seja, 7bilhões de pessoas, cerca de 6.300.000.000 (6 bilhões e 300 milhões) apresenta poderosa e forte tendência a crer que os seus pensamentos são fatos (realidade). Aplico a estatística hipotética de 90% da humanidade. O restante dos 10%, cerca de 1% ou menos têm pleno domínio mental. Os 9% restante apresentam maior domínio, porém, ainda não pleno. Os 1% são aqueles chamados de "serenões".

Assim, se temos 99% da humanidade, nesta estatística hipotética, submetida a esta tendência, assim, é fácil compreendermos o porquê temos tantos problemas sociais, econômicos, ecológicos, espirituais, mentais,  emocionais, etc.

Como iniciar o processo de auto-domínio mental?

1. Começe de forma simples. Questione mais seus pensamentos. Não acredite de imediato. Desconfie quando usar palavras como: "sempre", "nunca", "jamais", "toda vez" e assim por diante. Geralmente elas são distorções e fazem com que você sinta não ter saída para seu problema. Observe seu discurso interno. Observe o que fala para si e para os outros. Você pode fazer um registro ou diário dos pensamentos mais comuns e repetidos.
2. Questione a validade dos pensamentos. Este pensamento é real? Olhe agora para os fatos. Para as evidências e confronte o pensamento com a realidade. Com a sua memória. Você está lembrando um fato passado ou está lembrando um pensamento ou tendo um pensamento sobre o fato? Use o máximo seu discernimento.
3. Busque evidências reais. Confronte o pensamento com a realidade. Fatos e se for o caso, pergunte diretamente às pessoas aquilo que deseja confrontar. O confronto direto com o real anula o poder do pensamento distorcido. Um paciente classificado como esquizofrênico, afirmava com absoluta certeza que estava sendo perseguido por uma emissora de TV. Ele afirmava coisas com uma força de certeza e denotava muita inteligência ao tentar convencer-me. Mas como iria provar a ele sua distorção? Num dado momento relatou outro fato onde ele poderia ir diretamente à pessoa e interrogá-la para confrontar a validade seu pensamento. Desafiei-o. Eu dizia a ele: a minha hipótese é que teu pensamento é falso. A tua é que teu pensamento é verdadeiro. Algumas sessões foram gastas para pelo menos ajuda-lo a situar seu pensamento não como verdadeiro, mas como uma hipótese. Eu dizia a ele: me prova que é verdade teu pensamento. Ele dizia: "não tem como provar". Até que houve a oportunidade de testar um pensamento. Ao testa-lo o paciente, realmente em estado psicótico, comprovou estar errado. Ele por fim, conseguiu com isso situar todos seus delírios mentais no campo da hipótese. Ficou muito melhor depois disso e voltou a ter convívio social normal.
4. Reprograme sua mente, suas idéias. Estabeleça uma lista de pensamentos positivos reais sobre você, que tem correspondência com o real, com sua vida e fatos passados ocorridos. Escreva alguns pensamentos deste na forma de frases, tal como: "Eu sou vencedor. Eu consigo vencer." (lembre-se de suas vitórias anteriores e lembre-se de que consegue vencer). Não crie frases como esta se após um exame real de sua vida você detecta que passou por muitas experiências desagradáveis e no fundo sente-se mais frustrado que vencedor. Não importa. Encontre outro pensamento positivo que está ancorado em outros fatos positivos a respeito de você. Este é um modo simples de fazer. Existem muitos outros modos. Outro modo é você repetir as frases em estado de relaxamento. Compre um CD de relaxamento, preferencialmente os conduzidos, para que você entre no estado da mente relaxado e leve as frases para o subconsciente. É importante que sejam frases suas, que você mesmo elaborou.
5. Procure auxílio profisisonal. Em casos sérios onde a pessoa não consegue por si realizar o movimento, é aconselhável procurar ajuda psicoterapêutica com profissional da área da reprogramação mental.

O trabalho de reprogramação mental não cura tudo e nem é o recurso ideal para qualquer problema. É mais um recurso que podemos usar para uma vida de autonomia e segurança interior. Por autodomínio não podemos considerar repressão ou recalque das emoções. Significa uma vida emocional mais livre e fecunda.

O domínio da mente leva inevitavelmente, ao domínio das emoções. O domínio das emoções leva inevitavelmente ao domínio dos estados emocionais patológicos, como depressão, tristeza, etc.

Questão para auto-reprogramação mental:

1. Faça uma lista de pensamentos negativos sobre você mesmo que o perturba (faça na forma de frases afirmativas) e busque evidências de sua validade na realidade.
2. Se for preciso entreviste pessoas, pergunte, relembre fatos, faça o que for necessário para confrontar suas idéias com a realidade.
3. Reformule os pensamentos distorcidos e corrija as frases para a orientação correta.
4. Faça a experiência de repetir as novas frases e perceba os novos sentimentos gerados pelos pensamentos reformulados.
5. Avalie os resultados. E caso queira, comente sua experiência aqui neste artigo.

Ótima experiência!!!

6.6.11

O Sentido da Vida Humana: Sobre o Amor, as "Reencarnações", a Ética, a Liberdade e a Evolução

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta


Qual o sentido da vida humana?

As consciências ou espíritos sábios, aqueles que superam em evolução ética e intelectiva todos os demais níveis evolutivos, ensinam que "o amor é o caminho e o sentido" e continuam dizendo que "é simples assim, e difícil de entender". Já li que "a essência da cosmoética é o amor puro" (Vieira, 1994). Todos estamos falando da mesma coisa e tentando entender a mesma e única coisa: o amor.

O amor é o núcleo gerador do sentido às coisas, pois sem amor as coisas não têm sentido. O índio Juan Matus dizia que existem dois caminhos, um que tem coração e outro que não tem. Continuava dizendo que nenhum caminho leva-nos a lugar algum, mas uns tem coração e outros não, e os que tem coração nos deixa bem. Em todas as épocas pessoas têm tentado falar a mesma coisas, tentando trazer para o planeta um sentido simples que é o aprendizado em amar.

Parece-me que é tão difícil de entender que justamente por isso, acabamos por permanecer no ciclo de morte e renascimento, vida após vida, para justamente aprendermos a amarmos a nós mesmos e extender este amor até o infinito, abraçando toda a humanidade, espirituallidade e o universo.

Então, se há um sentido para a vida humana este sentido está nesta aprendizagem. E nada mais educativo que renascermos num ambiente tão caótico e desafiador para evoluirmos, dos vírus aos sábios, dos estupradores aos grandes inventores e filósofos, sábios e cientistas; das bactérias passando pelas plantas, animais até os cães e gatos que habitam nossas casas. Este ambiente insano em sua grande maioria é o melhor laboratório para a aprendizagem de amar em nosso nível de evolução. Aqui, necessitamos ajudar uns aos outros em tudo o que fazemos. As relações são de ajuda e na ajuda ao outro, vamos passo a passo, aprendendo a amar.

É provável que nunca compreendamos como se dá esta interação, como realmente se dá a ecosfera e suas interconexões. E é provável que não seja para compreendermos mesmo. Pois se a aprendizagem é a de amar, assim, o que precisamos fazer é desenvolver progressivamente esta capacidade dentro daquilo que chamamos "trabalho". Este trabalho adentra na ética maior, a cosmoética, associada na base de que "a essência da cosmoética é o amor puro". O amor puro é "o melhor para todos", é sempre aquilo que beneficia o maior número de pessoas, em detrimento de grupos setorizados e egocentrismos. O amor puro é a transcendência do egoísmo e a prática da ética derivada deste nível de consciência (cosmoética).


O aprendizado de amar transcende o romantismo. Transcende o amor mundano e maternal. Trancende o pai, a mãe e os filhos.

Parece-me que transcende a tudo o que possamos imaginar. Está além da ciência, mas pode penetrá-la quando a ciência está a serviço da ajuda humana e planetária. Aproxima-se de uma serenidade profunda e lúcida, enraizada lá dentro do ser, no núcleo da alma, naquela dimensão mais profunda de nosso infinito interior.

O contato com a consciências ou espíritos sábios (serenões, evoluciólogos, serafins...)

O contato e a existência dos espíritos sábios, também chamados de serafins, serenões e outras denominações religiosas, científicas e ocultistas, é a evidência científica de que é possível chegarmos a um nível de evolução onde NÃO existe mais:

1. Sofrimento

2. Angústia
3. Ansiedade
4. Dor
5. Confusão
6. Transtornos
7. Ilusões
8. Emoções (Felicidade, Euforia, Raiva, Ódio, Tristeza, Depressão, Estresse, Ansiedade, etc.)
9. Psicopatologias diversas (neuroses, psicoses, perverções, transtornos)

E se não existe nada disso, o que encontramos nestes seres supra-humanos, inspirações das histórias em quadrinhos e filmes de super-heróis, inspiração de cientistas, místicos, religiosos e terapeutas do mundo?

1. Aura de profunda paz e serenidade
2. Ausência de ansiedade e profundo centramento de lucidez
3. Saúde num nível absurdo, meta-humano
4. Benevolência num nível incompreensível
5. Ausência completa de agressividade
6. Presença de uma profunda intenção fraterna
7. Presença de uma profunda sabedoria
8. Presença de um profundo respeito pelo outro, transcendendo tudo aquilo que conhecemos sobre ética e respeito nos relacionamentos
9. Capacidade de ligação de núcleo para núcleo, onde sua simples presença acarreta na liberação de emoções e sentimentos contidos nas profundezas da alma humana
10. Aura de profunda benevolência, proveniente do núcleo e inalterável diante de qualquer estímulo no ambiente
11. Vida afetiva e sexual em elevado nível de maturidade (holomaturidade) compondo aquilo que foi chamado por Vieira de dupla evolutiva.
12. Presença energética profunda e pacífica, exalando energias naturalmente curativas por todas as direções, denotando comportamento de elevada lucidez, respeitando as pessoas e as consciências (espíritos) em elevado grau de ética, transcendendo tudo aquilo que compreendemos como Direito, Justiça, Ética e Direitos Humanos.
13. Ensinamentos diretos, objetivos, sintéticos e profundamente precisos, denotando profunda sabedoria e uma didática hipersensível e adaptada ao nível de evolução daquele ou daqueles que serão beneficiados pelo ensinamento.
14. Ausência de misticismo, meias palavras e idéias, e sentimentos vagos; ao contrário, presença de lucidez e hiperciência (transciência), pensamentos precisos e fraternos e exalação de sentimentos de profundidade irracional para nosso nível de evolução e discernimento.
15. Transcendência daquilo que chamamo "sexo", "masculino", "feminimo", apresentando-nos como seres parassexuados, denotando equilíbrio quase perfeito entre as forças Yin e Yang, operando numa esfera de discernimento além do humano ordinário, pertencentes a uma outra categoria de evolução ou naquela apontada por Vieira como "homo sapiens sereníssimus".

É este, pois, o sentido da vida humana: elevar nosso nível de amorosidade para níveis profundos e fazer disso o centro de nosso discernimento ("a essência da cosmoética é o amor puro").

E como elevar este nível de amorosidade?

1. Voltar ao planeta, como um ser humano, encarnado, sexualizado, vivendo um nova vida humana junto com pessoas e seres vivos dos mais diversos níveis de evolução.
2. Voltar ao planeta com um projeto de vida, que prevê um caminho para dinamizar este aprendizado; um caminho elaborado com mais precisão.
3. Se você não sabe qual é este projeto, começa a pensar sobre isso. De qualquer forma, como ser sexuado que você é, no mínimo deverá aprender sobre a sexualidade e relacionamentos, pois seu instinto o levará a querer relacionar-se com outras pessoas e a fazer sexo/amor. Neste caminho você passará por alegrias, felicidades e decepções e precisará perdoar pessoas, aprender com atitudades e rejeições amorosas e sexuais.
4. Se você intui que tem um projeto de vida, então, replaneje sua existência. (clique aqui e começe agora). Você pode conhecer mais sobre o assunto (clique aqui).
5. Se você já sabe alguma coisa sobre sua tarefa, vá além, torne-a materializada a cada dia, realizando-se, e fazendo aquilo que mais ama em sua vida. Toda tarefa de vida humana é um aprendizado de amar, portanto, faça aquilo que mais ama em sua vida. Viemos ao mundo para termos prazer e sermos felizes, realizando-nos com aquilo que nos faz bem e que faz bem aos outros também.
6. Faça contínuas avaliações de sua vida. Recicle o que precisar mudar. E continue a fazer aquilo que precisa continuar a fazer. Se precisar mudar de profissão, mude. Se for para ser feliz, faça tudo o que precisa ser feito. Com coragem.
7. É necessário coragem para trilharmos o caminho do aprendizado do amor. Coragem para vencermos a nós mesmos, amando-nos o mais completamente possível, aceitando-nos o máximo que conseguirmos, mesmo que isso seja o mais difícil. É fácil criticarmos os outros e vermos os defeitos dos outros. É difícil elogiarmos o progresso evolutivo dos outros e apontar as suas qualidades e potencialidades. Esta mudança é uma mudança em amar.
8. Viva com mais liberdade. Liberte-se de pensamentos negativos e injustos sobre você e a vida; liberte-se de pessoas que te fazem mal; liberte-se de vínculos familiares doentios, nem que para isso você busque ajuda psicoterapêutica.
9. Nutra um pensamento, uma filosofia pessoal de vida. Escute os outros, mas começe a formar o seu pensamento e a sua forma de ver as coisas e decida baseado nisso, com responsabilidade e coragem.
10. Seja quem você é e aceite-se, cada vez mais, reciclando-se permanentemente para a evolução de si mesmo.

Qual a sua opinião sobre tudo o que leu aqui? (anote no computador ou papel as suas opiniões e idéias, sentimentos e outras percepções sobre o assunto).

Se você quer aprofundar e se envolver cada vez mais com este assunto (você mesmo), então sugiro que aprofunde um pouco os estudos. Abaixo fiz uma coletânea de textos que podem lhe ajudar neste caminho de retorno para si e para sua tarefa de vida no aprendizado de amar.

Leitura para aprofundamento:

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