28.7.11

Sobre o Autismo e a Ausência de Metáfora: Do Arquétipo Narcísico Primário em Direção ao Arquétipo do Self

Por Dr. Geraldo Sarti (MSc)
Parapsicólogo, Pesquisador da Consciência, Engenheiro
Engenheiro Mecânico, Esp. Física e Mestre em Engenharia Nuclear
Presidente da ABRAP - Associação Brasileira de Parapsicologia

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ATENÇÃO : o autor deste  ensaio é parapsicólogo e não  expert  no assunto “ autismo “, embora muita atenção tenha sido dada por ele ao  estudo amplo e cronológico do “autismo “. Pessoas  abalizadas , nas áreas das ciências  neuro-psicoterápicas e pedagógicas, foram consultadas e não manifestaram nenhuma indisposição profissional  com relação ao tratamento dado aqui ao tema central, muito ao contrário.
O conceito de “autismo “, formulado por Leo Kanner em 1943, aproveitando  termo  original  de Bleuler e Freud, é aqui estudado de forma muito geral e com as especificidades casuísticas sendo praticamente abandonadas. Por isto, talvez possa situar-se na esfera de uma “ filosofia do autista “.
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“As palavras  ou a língua, escrita ou falada, parecem não ter função alguma no mecanismo do meu pensamento. As entidades psíquicas servindo como elementos no meu pensamento, são certos signos e imagens, mais ou menos claros, que podem ser reproduzidos e combinados intencionalmente (voluntarily). Naturalmente,há certa conexão entre esses elementos e conceitos lógicos relevantes.  É claro, também, que o desejo de alcançar conceitos logicamente interligados constitui a base emocional desse jogo bastante livre ( rather vague play ) com os elementos acima mencionados.. Contudo, do ponto de vista psicológico, esses jogos combinatórios parecem constituir o aspecto essencial do pensamento produtivo – antes que surja alguma ligação com construções lógicas verbais, ou outra espécie de signos que possam ser comunicados  a outros”. Albert Einstein


Com  “ A Máquina de Abraçar”, peça teatral de José Sanchis Sinisterra, protagonizada por Mariana Lima, esta pôde sintetizar, sobre sua personagem autista, a concepção  “...o autista não faz metáfora”.

Como é de amplo  conhecimento, a metáfora, é um dos dois elementos essenciais na formação da linguagem, junto à metonímia. As duas são as formas complementares da formação do inconsciente lingüístico de Lacan-Jakobson , consideradas as condensações metafóricas por similaridade e os deslocamentos metonímicos  por  contigüidade, do inconsciente freudiano. São as duas formas da associação livre  verificada por Jung.
Não absorvida pela criança, qualquer que seja a  suposta causa orgânica clássica e paralela, a linguagem completa do desejo do Outro, ou a linguagem materna, ou do Supereu inconsciente, dominador sobre e pela criança,   desenvolvendo-se em geral na sua completude articulada e reprimida, metafórico-metonímica, o autista, ao contrário,  é, unicamente,  o desejo puro do Outro, a intenção “alheia”,  sem a linguagem materna intermediária , e está imerso no mais puro inconsciente do autocrático Supereu., este sem repressão e outros mecanismos secundários de defesa.

É a metonímia lacaniana, que isoladamente, sem a metáfora, não se situa no registro do Simbólico e é a manifestação fundamental básica do Desejo  estruturado  no Inconsciente.

O autista, estando além da ordem simbólica e da linguagem, não forma  o Eu  sob a repressão imposta pelo Supereu . O Eu não surge e o autista está fundido telepaticamente ao desejo do Supereu , o  que não sofre  repressão por ser biologicamente exterior ( opinião público-social).

Entretanto, o autista é um ser, bio-cerebral  local dentro da atmosfera  quase  não-local  mental do Supereu , mais próximo do  Self transpessoal e coletivo da psicologia profunda do  Jung que  do self psicanalítico de Hartmann e Kohut ou do selbst de Freud.

E assim, nesta atmosfera externa, telepática e empática, um ser único e isolado, estará exposto a todo tipo de influências, desde os desejos do Outro às informações fragmentadas ( embora  individualmente pré- articuladas pela  síntese-memória-pré consciência Pcs  )  mas aglutinadas nestes desejos. Neste sentido, o autista é um telepata, extraordinariamente conhecedor do que está além de si, do que está fora das incapacidades perceptivas dos seres conceituais, reprimidos e falantes como nós. O autista é espacial. Esta é sua especialidade.

Toda a seletividade e percepção parcial  autística da informação  fragmentada mas aglutinada no desejo geral  torna-se decorrência da não funcionalidade paranormal em termos de complemento bio-cerebral atual, haja vista que o recrutamento  neural, cortical, dispararia e desorganizaria  totalmente a atividade eferente, tal como a hiperatividade que os acompanha, em geral, e que resulta em comportamentos estereotipados e repetitivos, como forma automática  em circuito de “auto”- controle , equilíbrio e homeocinese .

Em síntese, o autista é localmente cerebral  imerso em um conjunto mental não-local para ele (ou quase-não local no sentido físico). Deve ser dito que a não-localidade envolve o tempo, também não-local e, neste sentido, o autista é também precognitivo /  psicocinético, dentro do sistema em que se encontra.
 No mínimo, o autista é um ser humano quântico e poderia ser endeusado e “ouvido” em seu mutismo expressional. A difícil aquisição da linguagem materna o transformaria em um psicótico, Mas, como ouvi-lo enquanto ele mesmo ? O que nos seria revelado?

Em outros termos, a associação por contigüidade  prevalece sobre a associação sintética por semelhança, e os objetos da mente autística são sempre parciais e seletivos das  informações individuais simbolicamente articuladas ( pré-conscientes próximas do sistema Cs) que estão  desagregadas entre si  mas  metonimicamente  suspensas ou suprimidas  no desejo do Outro e não pelos mecanismos repressivos do ego.

A expressão interna do autista torna-se , assim , impossível de ser formulada por ele , de maneira inteligível para os “falantes conceituais” sob repressão e mecanismos secundários de defesa do ego ( articulações lógico - lingüísticas ).

Neste sentido, o autista estaria além das nossas possibilidades de conceituação. Habituais.

A introdução forçada  e repressora , através da educação e da terapia, da metáfora associativa, em uma matriz autística dela desprovida, ( muito difícil de ser alcançada ), e uma conseqüente erupção do sujeito oral ,de  tal forma que possibilite a prova de realidade ao  ego-consciente, repito, a  pretensa “cura”  clássica de  uma característica em ascensão, não deverá  ter outro destino que não a psicose. Lacan deixa isto  parcialmente claro  em Écrits, “D’une Question Préliminaire à Tout Traitement  Possible de La Psychosis “, pág 577, traduzida por Nasio, J.D.  em “ La Forclusion Locale : Contribution  à la Théorie Lacanienne de la Forclusion “ como sendo : - “Para que a psicose se desencadeie, é preciso que o Nome do Pai,  foracluído,  jamais vindo no lugar do Outro, seja chamado aí em oposição simbólica ao sujeito. ( Talvez esta descrição lacaniana possa ser melhor compreendida sob o nome de   ‘psicose simbiótica’ )

A predominância marcadamente metonímica no autismo, impeditiva das associações por similaridade e do vislumbre da prova do Real, conduz o autista a viver o inconsciente puro,  saltando para  cima um sujeito completamente narcísico e primário,  sem noção  da dor biológica e da sobrevivência  ( não deverá sentir nem a dor biológica nem a necessidade, do Outro ). Por isso aparenta frieza e desprezo expressionais e inadaptabilidade social.

Um esquema psicanalítico mental de referência seria:

  ID   → EGO →→→   ← SUPEREGO
                                              
−−− −−−−−− SELF-OBJETO−−−−−−−−−−−

O esquema  da mente autista seria como a seguir:

→→ ID PRÉ-NATAL→→→→  ← SUPEREGO
                                                                               
−−−−−−−−−OBJETO−−−−−−−−−−−−−−−−SELF TRANSPESSOAL  UNIVERSAL                                              NÃO- LOCAL  −−−− VÁCUO i     

Esta  característica espacial,  que está sendo considerada  uma  “capacidade superior”, pode ser descrita, do lado de fora, por nós, como perceptiva  e transgressora da 2ª ordem das informações coletivas do inconsciente tirânico superegóico   e  mais além, na direção de uma  3ª ordem ditada pelo arquétipo transpessoal. Para mais , só poderá ser encontrada a gama infinita de símbolos ao acaso, informações e probabilidades quânticas, que pode ser considerada como um nível adimensional a que normalmente ou conceitualmente não se teria acesso pela ausência de qualquer sistema que seja, nem mesmo associado ao desejo e que poderá ser confundido com o vácuo.

Traçando uma analogia futebolística, “o autista é um ser que, estando em um jogo de futebol, desconhece as regras do futebol, é o objeto do desejo da torcida, sabe tudo  o que está suprimido dentro deste desejo, inclusive o resultado do jogo, mas não o revela, por desconhecer suas regras”. E, por desconhecê-las, as supera.

Devemos acrescentar, finalmente, que o conteúdo deste ensaio tem respaldo concreto em alguns aspectos científicos pontuais, mas dignos de consideração, tais como :

A-   O  conceito de mãe-geladeira de Kanner, associado à síndrome, tomado, não no sentido da frigidez materna, mas no da ausência de intermediação lingüística entre a mãe e o filho. Ao contrário, o chapamento amoroso entre ambos prevalece sobre a  interlocução e a ordem simbólica completa e, fica claro que o desejo materno de inseparabilidade é fundamental.  Talvez tenha-se que rever muito sobre o desejo  feminino de ter um filho  e sobre a própria natureza psicológica da mulher.
B-    O desempenho e o interesse superiores dos autistas nos testes psicométricos não-verbais de alta performance  e criatividade ( conforme  Butcher) de Wechsler. Mais especificamente, seus rendimentos elevados em WAIS III e WISC III, para Cubos e Percepção Tridimensional      (provavelmente incluindo raciocínio matricial em Wechsler ).
C-    A não aplicabilidade, óbvia, dos testes verbais de Binet- Simon e suas variantes alpha e beta  Stanford- Binet para  as forças armadas norte-americanas, como  formas de mensuração de QI dos autistas. Os novos  tipos de testes psicométricos, introduzidos  por Spearman para gradação de um fator G de inteligência geral, e suas variações de  Cattel e Raven- matricial, são fortemente criticáveis, como por exemplo  em Gardner- 1993 sobre  “gênios  ( gifted ) , ou por não detectarem habilidades intelectuais específicas ou por não considerarem a memória de longo prazo,  elementos altamente desenvolvidos  nos autistas. Treffert, em 2009, em suas pesquisas sobre as Savant Disorders, encontrou que 50% dos sábios savants    ( conhecedores isolados muito específicos ) são autistas, com inegáveis capacidades artísticas, espaciais e  mnemônicas, ou pré-conscientes de informaçôes.  Treffert, pondo o autista como  elemento único de sua atenção, encontrou que 10% deles apresentam inequívocas habilidades de sábios savants.  O enfoque de Treffert é marcantemente fenomenológico, colocando o autista como entidade psíquica única dentro do universo das possibilidades mentais.                               
D-   A plena concordância com as abordagens  neurobiológicas de Hutt e Hutt, de 1964 a 1970, sobre  o chamado “hyper-arousal  approach” , o superdesenvolvimento  neural fetal, a participação sistêmica da ativação reticular ascendente como contato  pouco  seletivo do pobre ambiente amniótico e a ausência consentânea de estimulação precoce, basicamente com hipervalorização  dos batimentos cardíacos  e sons maternos e das décalages e encapsulamentos DIP com  possível sofrimento fetal (ou embrionário), e  introjeção superlativa dos estímulos ex-utero e do próprio exterior abdominal. A superinclusão informacional deste feto  designa um canal  espacial tipicamente telepático com o exterior e provavelmente, com  a própria  mente materna (canal aberto ou channeling ). Seria como  um ente local receptivo –perceptivo do conteúdo hiperdimensional da bolha hiperesférica  materna que o contém e com a qual está unido pelo desejo exclusivo da mãe.
E-    A sugestão de  Hutt e Hutt  de evitação ( avoidance ) de mecanismos externos supressores ou repressivos da livre manifestação autística, como tentativas errôneas de “curá-los”.
F-     A evidência histórica e, algumas vezes hipotética,  de que gênios- gifted  publicamente  festejados  com  alto desempenho como , Newton, Joyce,  Everett III, Wiener,  Michelangelo, Chico Xavier, Wittgenstein Mozart,  Majorana,  Garrincha,  Dirac,  Kubrick,  Darwin, Thomas Jefferson etc., e o próprio Einstein,  foram ou teriam sido autistas Asperger- Kanner  de alto funcionamento.

E, não devemos  esquecer que  na  ordem do tempo :

"O fluxo do tempo é uma ilusão aborrecida e persistente"
Albert Einstein

25.7.11

Lições sobre a Benevolência: Comentários sobre o Livro XVII, lição 6, de "Os Anacletos", de Confúcio.

Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo
www.parapsicologiaclinica.com


Anacletos: Livro XVII, lição 6.

Tzu-chang perguntou a Confúcio sobre a benevolência.

Confúcio disse: “Há cinco coisas, e qualquer um que seja capaz de colocá-las em prática é, com certeza, ‘benevolente’ ”.

Tzu perguntou: “Posso perguntar o que são estas coisas?”

Confúcio disse: “Elas são o respeito, a tolerância, a coerência com as próprias palavras, a rapidez e a generosidade. Se um homem é respeitoso ele não será tratado com insolência. Se é tolerante, ele conquistará o povo. Se é coerente com as próprias palavras, seus semelhantes confiarão nele. Se é rápido, atingirá resultados. Se é generoso, ele será bom o suficiente a ponto de ser colocado em uma posição acima de seus semelhantes”.

Comentários sobre a lição:

Confúcio identifica uma pessoa benevolente a partir de 5 qualidades ou virtudes aplicadas, na prática: respeito, tolerância, coerência, rapidez e generosidade. É importante esclarecer que para Confúcio, o “homem benevolente” pertence a uma categoria evolutiva dentro de uma escala cujo mais alto nível está o “sábio”, depois o “homem completo” e, para assim, vir o “homem benevolente”.

Assim, a benevolência é expressão de um aglomerado de qualidades, que Confúcio resumiu em 5. Por insolência podemos entender como: característica do que é insolente, coisa insólita, fora do comum, modo estranho de proceder; inconveniência, despropósito, falta de respeito; atrevimento, ousadia, impertinência, orgulho demasiado e injustificado, ofensivo aos demais; arrogância, soberba, desprezo, desdém, ato ou expressão insolente.

Assim, ao agir com respeito em relação aos outros e em relação a si mesmo, não será mal tratado. Assim, o respeito inclui o outro significado de benevolÊncia apontado por Confúcio “ame seus semelhantes” e “não imponha aos outros aquilo que não deseja para ti”. Desta forma, ampliamos o entendimento desta lição.

Quanto maior é o respeito que temos por si mesmo e pelos outros, maior será o respeito dos outros em relação a nós. É isto que significa não ser tratado com insolência. Assim, toda vez que formos tratados assim, vale a reflexão sincera sobre como estamos lidando com o respeito a si e aos outros.

Assim, temos na tolerância a qualidade que se desdobra do respeito, como conseqüência natural. Tolerar é respeito em alto nível. É compreender o outro para assim, agir com o devido respeito. Ambas qualidades englobam a coerência.

A terceira qualidade é a coerência. Esta realmente, se aplicada, fará com que os outros confiem em nós, devido a coerência entre palavras e ações. Uma pessoa coerente inspira confiança dos outros. A coerência merece um tratado de reflexões práticas. Ela inclui a coerência conosco mesmos e com os demais. Inclui aquilo que verbalizamos mentalmente, em pensamento e a prática. Inclui na coerência, a primeira qualidade, o respeito.

A rapidez é uma qualidade que Confúcio entende como importante para definir num todo, o homem benevolente. Por rapidez entende o homem que consegue ter resultados em suas ações. Significa liderança e inclui outras qualidades, como priorização.

E por último, a generosidade. Generosidade é a base da benevolência. Um homem generoso é aquele que tem a virtude que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem. É a atitude anti-egoista e fraterna, expressão conjunta do respeito, tolerância e coerência.

Assim, cabe a nós esta simples conscienciometria:

1. Qual meu nível, de 0 a 10, de benevolência?
2. Qual meu nível, de 0 a 10, de respeito?
3. Qual meu nível, de 0 a 10, de tolerância?
4. Qual meu nível, de 0 a 10, de rapidez?
5. Qual meu nível, de 0 a 10, de generosidade?

Qual a sua conclusão pessoal?

19.7.11

Técnica da Caminhada Energética

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo


Esta técnica é simples. Antes de aplicá-la, você precisa praticar o Chi Kun mental, ou como Waldo Vieira chamou, a Mobilização Básica de Energias muito bem explicada aqui. Esta técnica provavelmente já era conhecida pelos antigos chineses que desenvolveram a ciência aplicada do Chi Kun (em chinês, "Kun = treinamento Chi = energético").

Você também antes de aplicar a técnica precisa caminhar, e pode ser em qualquer lugar, qualquer caminhada. O aconselhável é a caminhada como exercício físico, diferente da caminhada normal, no dia a dia. Mas a técnica pode ser aplicada sempre quando você estiver caminhando. (sobre caminhada, clique aqui).

Antes de caminhar faça um alongamento rápido para soltar a musculatura e preparar o corpo para o exercício, que, já desde início, teremos nosso foco na dimensão energética e não somente física. Esta técnica integra o a mente, o corpo e a energia.

1. Caminhe alguns minutos até pegar o ritmo.

2. Quando pegar o ritmo, começe a instalar o Estado Vibracional diretamente, em pulsações.

3. Procure integrar respiração, o movimento do corpo e as pulsações do Estado Vibracional.

4. Mesmo que esteja tendo dificuldades de integrar todos estes movimentos, insista até o ponto em que o corpo faz sozinho a caminhada, deixando o comando ao subconsciente e, o movimento energético torna-se o centro de sua atenção.

5. Instale o Estado Vibracional o maior tempo possível enquanto caminha, potencializando a energia. Instale Estados Vibracionais diretos na forma de pulsos, numa seqüência de Estados Vibracionais até que consiga permanecer no estado permanentenente (a parte mais difícil, eu mesmo tenho bastante dificuldade nesta parte da técnica).

Quando aplico a técnica, os resultados são uma mistura de bem estar físico com uma expansão das minhas energias, serenidade, leveza energética, descontaminação vibratória, aumento da autodefesa, etc.

A caminhada energética pode durar cerca de 10min ou mais, até a caminhada normal de 45min a 1h.

Caso conseguir aplicar a técnica, peço a gentileza de deixar aqui neste artigo sua experiência e comentário!

Ótimos experimentos.

O Poder da Reconciliação (parte 3)

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo


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Antes de prosseguir, sugiro a leitura/estudo de:


- O Poder da Reconciliação (parte 1)
- O Poder da Reconciliação (parte 2)

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A reconciliação familiar abre a porta para a Vida.

A alma se aprisiona dentro de si, através das emoções angustiogênicas, como o medo, mágoa, rancor, amargura, ódio, sede de vingança e assim por diante. E um dos motivos mais sérios desta prisão são os conflitos com a família.


Família é você, seus irmãos, mãe, pai, primos próximos, tios próximos, avós, e assim por diante. Conflitos sérios com estas pessoas geram pendências que permanecem mesmo após a morte, devido ao fato de que a consciência (eu, você), continuamos existindo após esta estada temporária neste planeta.


Diante disso, a paciente de pseudônimo Maria, com sérios conflitos com pai e tia, e não conseguindo realizar a reconciliação em vida, começa a ter experiências fora do corpo (projeções reconciliatórias) com estas pessoas. Acontece que a tia já é falecida, então a reconciliação ocorre com a pessoa na condição extrafísica, extracorpórea, na vida consciencial (espiritual), enquanto com o pai, ambos estavam projetados para fora do corpo. Os resultados foram impressionantes, Maria após tais projeções consegue abrir-se ao relacionamento com o pai e dar prosseguimento a um movimento de reconciliação que permanece até o presente e desliga-se da tia.

Um movimento intenso de reconciliação ocorre nas vias extrafísicas, quando a pessoa aqui, não consegue reatar pelo perdão o relacionamento com o familiar ou familiares. Tenho o caso o paciente de pseudônimo César, onde após sessões de digestão de conteúdos emocionais cujo conflito era com o irmão, começa a ter projeções conscientes para fora do corpo e, percebendo a real condição do irmão, começa a perdoá-lo e a não expressar as pesadas críticas diante de sua pessoa e suas limitações. Um processo sério de aceitação começa a se instalar, onde apesar de seu relacionamento com ele ainda não estar num nível satisfatório de reconciliação, um movimento foi dado início. Este movimento incluiu o retorno mais direto com a relação com a mãe a pai, potencializando a reconciliação familiar num nível profundo.


O nome este artigo é proposital, pois a reconciliação tem o poder de mudar a vida de uma pessoa. Então, se você não se sente bem de alguma maneira seja lá o que esteja sentindo, pare e reflita sobre seus conflitos com seus familiares e começe agora a se reconciliar, por mais difícil que seja esta tarefa.


A reconciliação é a base de uma vida serena, pacífica e feliz. A reconciliação é um ato de puro discernimento.


Esteja você num casamento insatisfatório, então, começe a se reconciliar com seu amado ou sua amada. Esteja você numa família insatisfatória, então, se reconcilie com seus familiares, pai, mãe, irmãos, tios e assim por diante. Reconcilie-se com seu filho ou filha. Esteja você bem por dentro com estas pessoas, mesmo que elas, com você, não esteja. O melhor é que ambos se reconciliem, cara a cara, face a face, olho a olho, alma a alma, consciência a consciência, mesmo que para isso tenha que haver catarses emocionais de choros e expressões de angústias, raiva ou mágoas guardadas a "sete chaves", no baú da amargura até a total reconciliação.

Sem reconciliação não existe liberdade e paz interior

Se você não se sente em paz dentro de você, dentro de sua alma, então é no mínimo sinal de que precisa se reconciliar com alguém ou com várias pessoas. Não importa se estejam em vida física ou extrafísica, as almas ou consciências existem além do espaço e do tempo e carregam tudo aquilo que são, para onde vão.


Você pode fazer uma listagem simples de todas as pessoas. Sugiro que a primeira seja VOCÊ. A segunda sejam seus PAIS. A terceira seja seus IRMÃOS. E assim por diante...


Nos outros textos sugeri reconciliações internas e estas são poderosas. Neste sugiro a reconciliação direta com a pessoa. Se ela está aqui, nesta dimensão, ótimo, mais fácil de encontrá-la. Se ela já foi para a outra dimensão, extrafísica, então sugiro que deseje muito se reconciliar com esta pessoa e que entre em contato com os conteúdos conflituosos pendentes, para que os amparadores extrafísicos possam facilitar o processo. Mesmo que acredite que sejam somente sonhos e meras fantasias expressas pelos desejos recalcados, não importa. Um resultado será evidente mesmo assim.


Na reconciliação com você mesmo, sugiro também que começe a trabalhar dentro de si a CULPA através do amor próprio. O monte de culpa que existe dentro de você. Aprendemos desde criança e desde há muitas vidas e nos sentirmos culpados quando erramos, quando cometemos faltas com os outros. Então, aprendemos a nos castigar, a nos impor penalidades para que a culpa diminua ou termine. Mas o ciclo vicioso somente piora a situação. Porque somos seres errantes e acertantes, não somente um ou outro, mas ambos.


O remédio definitivo e preventivo é o PERDÃO e a AUTOACEITAÇÃO. Aceite quem você é. Se eu não aceitar quem sou, como sou, com as minhas virtudes e faltas, como poderei dar passos adiante na evolução? Existem momentos que cometemos erros graves que podem provocar sérios danos psíquicos em outras pessoas, principalmente, nos familiares e pessoas próximas de nós. E mesmo que esta pessoa atingida tenha nos perdoado, pode ocorrer que nós mesmos não nos perdoamos. Aqui se assenta o ódio que vamos alimentando de nós mesmos: o sentimento de aversão, de rejeição e de inaceitação de quem somos. No fundo existem crenças, como a de acreditarmos sermos pessoas horríveis e não merecedoras. A manutenção destas emoções potencializa o desvio de rota evolutiva e a psicose e neurose pós-morte (parapsicose e paraneurose).


E tudo isto não tem relação com a religião. As religiões de forma geral são fábricas de pessoas culpadas e envergonhadas por serem quem são.


E pessoas culpadas são pessoas enfraquecidas pela vergonha. E a vergonha deixa as pessoas mais vulneráveis e abertas a receber críticas negativas, aumentando o ciclo vicioso do auto-ódio e da auto-inaceitação.


É também na compreensão sincera de si e das nossas atitudes que podemos encontrar serenidade diante dos atos que praticamos.


Confúcio dizia que sua única preocupação era diante dos momentos em que não conseguia ser coerente com aquilo que falava ou quando ensinava algo que não praticava, quando não conseguia praticar a benevolência e quando não conseguia dar o melhor de si.


Se conseguirmos aplicar estas três orientações simples e práticas (1) coerência; (2) benevolência e (3) dar o melhor de si, então não existe erro ou acerto, arrependimento ou culpa. Porque a essência da vida não está neste mundo e na aquisição de coisas materiais (embora seja importante), está na evolução interna, no nosso crescimento em maturidade e no metabolismo das emoções em direção aos sentimentos de serenidade e paz interna, progressivamente, ad infinitum.


Para você, qual a essência da Vida?

10.7.11

Crise Existencial ou Oportunidade de Crescimento? O sentido da crise e o permanecer no "eixo"

Hexagrama Retorno
(Ponto de Mutação)
Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta e Conscienciólogo


Em momentos de crise existencial, mesmo assim, permanecer no "eixo", aproveitando a crise para evoluir conscientemente.

O que significa isso?

Momentos de crise existencial são oportunidades para que possamos mudar e evoluir. O "eixo" é o nosso centro que fica abalado devido à crise. Mas mesmo assim, é oportuno permanecer no centro, mesmo em épocas de crise. Porque no centro podemos atravessar a crise de forma mais lúcida, aproveitando tudo o que ela pode nos oferecer de bom e de evolutivo, ao invés de nos entregarmos para a depressão, a melancolia, o desespero e o pânico.

Existe algo no universo que foge ao nosso controle, como neste caso, a pressão natural da existência e da vida para darmos passos adiante na evolução de nosso ser. Assim, uma crise existencial é uma grande oportunidade evolutiva, para que possamos aproveitar o fluxo da mudança em direção a modos de vida mais saudáveis e satisfatórios.

Todos precisamos saber onde está nosso "eixo". O "eixo" é um conceito prático utilizado pelo taoismo, especialmente no tai chi chuan e chi kun, para que o praticante encontre dentro de si o exato local de sua consciência, mais tranquila, serena e lúcida. Se conseguirmos ficar lúcidos, no centro, mesmo em plena crise existencial, ainda haveria crise? Não. Haveria oportunidade. E quando a crise é vivida como oportunidade de crescimento, então a própria experiência está cerragada de outro sentido. E como o sentido que damos às experiências, muitas vezes é mais relevante do que a própria experiência, se começamos a compreender crise como oportunidade, assim, extinguimos as crises e podemos encarar, na prática, a vida com uma série ou ondas de oportunidades para que possamos dar passos adiante em nossa caminhada evolutiva.

E esse é o Tao do Humano.

30.6.11

A Vida como um Treinamento da Serenidade: Evoluindo sem Pressa, mas com Continuidade e no "Eixo"

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta e Conscienciólogo


Este texto é inspirado num caso clínico e suas relações com minha experiência prática em buscar a minha evolução íntima e, por consequencia, a das pessoas que me relaciono direta ou indiretamente. Por razões de preservar a integridade de meu paciente, reservarei este espaço para falar do assunto que surge da psicoterapia. E o assunto é simples, porém e ao mesmo tempo, complexo e desafiador. Trata-se da evolução e do processo ou movimento de evoluir.

Meu ponto de partida é a frase do amparador lúcido, altamente centrado, que um dia objetivamente me disse: "Se tu fosses poderoso, terias paciência". Assim, não existe lógica alguma em termos pressa para evoluir, porém, não significa que deixaremos o barco da vida nos levar para onde a "vida" desejar. A paciência é a virtude da perseverança e da sabedoria prática da vida. Os seres mais evoluídos, os amparadores, toda vez que os presenciei, seja fora do corpo seja pela via extrassensorial, o que senti foi ausência de ansiedade, pressa, estresse por resultados, entropia, agressividade, irritabilidade e assim por diante. A presença dos amparadores nos ensina que o caminho da evolução é praticamente um sinônimo de um aprendizado e treinamento da serenidade. Quando sinto e identifico a presença deles ao meu lado, seja no consultório ou no dia a dia, sempre aprendo sobre a não-violência, a não-intrusão, a ética cósmica, a fraternidade, a serenidade, e assim por diante. Eles não falam nada, e tudo dizem somente com sua presença.

Em psicoterapia, os pacientes chegam em conclusões acerca de si mesmos e de seu caminho de vida onde acabam necessitando, por escolha própria, realizar mudanças viscerais em si e em suas vidas. As mudanças em si significa que a pessoa considera importante para si mesma trabalhar traços, aspectos e modos de ser de sua personalidade, percepção ou visão de mundo, para ser mais feliz e ter maior satisfação em viver. As mudanças de suas vidas incluem aquelas em que a pessoa percebe que não existe outra saída a não ser mudar de profissão, de país, cidade... arregaçar as mangas e ir em direção aos seus objetivos de vida, ou mesmo em casos mais agudos, encarar uma separação conjugal, um divórcio, ou mesmo assumir aquele(a) filho(a) que tenha deixado a prestar a devida assistência evolutiva. Os exemplos são muitos, mas paro por aqui e deixo para você mesmo listar mentalmente.

Este processo de mudança, de realinhamento existencial, de redefinição da vida e de si mesmo, em muitos casos, é encarado com ansiedade, pressa, gerando uma pressão e uma auto-cobrança que acaba se tornando uma auto-obsessão-compulsiva: instala-se o processo do auto-assédio. A pessoa se vê diante da necessidade de mudança e reage ansiosamente para mudar a si. Ela tem pressa de ser alguem melhor, tem pressa de sentir-se melhor, não compreendendo que esta mesma pressa, esta pressão por evoluir, acaba tornando a evolução um fardo pesado, chato e sem prazer. Ela percebe que precisa encarar o esposo, o marido, e ter uma conversa franca com ele. Conclui por si mesma que a melhor opção para todos é a separação, e diante disso, vem a ansiedade por mudança, por sair do lugar. Vem a angústia e esta pressão para evoluir, para dar o passo adiante. Em casos graves, posso considerar um auto-estupro evolutivo. A pessoa se pressiona tanto para resolver sua vida que fica sem energia para dar passos firmes, tranqüilos, coesos, com os pés bem no chão. Sente medo e se acovarda, aguardando um novo momento para dar um novo passo.

Você pode estar se identificando com esta narração. Todos nós somos um pouco ou muito do que disse acima.

A auto-cobrança, quando excessiva e assediante, torna a evolução um fardo a ser carregado. E se a evolução está sendo um fardo, algo errado está acontecendo. O que quero dizer aqui é que é possível evoluirmos de forma mais compassada, harmônica, com menor ansiedade por resultados e nos permitindo ter e sentir mais prazer em viver, inclusive nos divertirmos vivendo e em estarmos vivos neste planeta. Parece-me que é este o recado dos amparadores, o de que para chegarmos na serenidade necessitamos treinar a serenidade hoje, no nosso dia a dia, nos atos e pensamentos que temos. E claro, sem pressa, porque ter pressa em ser sereno é o caminho que não leva à serenidade. Não ter pressa não significa deixar a vida nos levar. Significa, dentre outras coisas, viver com nossas metas, persistindo e perseverando, sem que se instale um estado de ansiedade, pressa e estresse mais doentio por causa disso.

Diante disso considero, na prática da minha vida, que:



Evoluir nos exige muito mais sabedoria do que conhecimento teórico. Sabedoria é aquilo que vem da vida, da experiência, da maestria de viver e do discernimento cosmoético prático.

Evoluir exige muito mais sabedoria do que ciência. Os espíritos ou consciências mais evoluidas parecem manifestar muito mais sabedoria do que ciência em seu comportamento. A sabedoria traz consigo, necessariamente, a serenidade, a paciência e a calma de espírito como virtudes atreladas.

Evoluir necessita muito mais paciência e perseverança, do que imediatismo e ansiedade em alcançar resultados. Exige que olhemos o processo, mais que o resultado. Exige que nos permitemos sentir mais prazer em viver os processos de evoluir. Os espíritos ou consciências mais evoluídas são pacientes e lúcidos, não se irritam e não manifestam a ansiedade ou a impaciência. Eles são dinâmicos e possuem a paciência como traço básico de seu caráter.

Evoluir nos exige o buscar nosso centro, nosso eixo, continuamente, para que possamos passo a passo, caminhada a caminhada, chegar nos resultados almejados, sendo que estes resultados são os passos dos resultados seguintes e assim por diante. Os espíritos ou consciências mais adiantadas vivem mais permanentemente no eixo, no centro, e devido a isso, conservam maior lucidez e acuidade nas decisões, sendo mais pacientes com os demais em relação aos defeitos e as suas necessidades.

Evoluir significa termos noção prática, no dia a dia, de que caminhamos de um Infinito passado, para um Infinito futuro, embora este caminho nos leve, inevitavelmente, para uma vida de maior serenidade, paz interior e maturidade. O eixo ou o centro de consciência, o qual vivem mais permanentemente os espíritos ou consciências mais adiantadas, não se situa nem no passado nem no futuro, nem no presente. O espaço-tempo onde se situam os espíritos adiantados é o espaço-atemporal, dimensão da pura lucidez.

Evoluir significa aceitar o sem fim que é a existência e, fazer do eixo, do nosso centro, nossa morada definitiva, permanente. Assim, seguimos o exemplo dos amparadores. Se eles são assim, podemos ser.

Evoluir significa ajudarmos os outros a evoluir. Aquele tem alcança maior centramento acaba, devido a esta lucidez, sentindo a necessidade de ajudar outros a elevar sua lucidez.

Evoluir significa que a lógica de termos pressa em evoluir não tem sentido. A evolução se dirige para a espaço-atemporalidade, assim, o espaço inicial da atemporalidade é o conservarmos nossa consciência mais continuamente no eixo, ou no centro.Não ter pressa não significa que inexistem coisas urgentes a serem feitas. Não ter pressa significa ausência de ansiedade mesmo diante de coisas extremamente urgentes a seres realizadas, seja a curto, médio ou longo prazo.

Esta preocupação com o centramento da consciência no eixo, se fez em praticamente todas as culturas, senão vejamos:

1. Tensegridade: técnica da tensegridade, adaptada elo antropólogo Carlos Castaneda da antiga técnica xamã usada pelos Maias, do clã Yaqui. Desconheço os resultados destes exercícios.
2. Yoga: técnica hinduista onde o praticante aprende experimentalmente a localizar o centro, o eixo. Conheço pessoas que conseguem um ótimo centramento devido a esta prática.
3. Tai Chi Chuan: técnica taoísta onde o praticante também, experimentalmente, aprende a localizar o eixo e conservá-lo o máximo de tempo que consegue, sendo considerada uma técnica de treinamento da serenidade. Venho praticando esta técnica há um bom tempo e com excelentes benefícios.
4. Mobilização Básica de Energias: técnica projecioterápica onde o praticante para mobilizar suas energias necessita, antes, aprender a localizar seu centro, o eixo, para depois, conseguir neutralizar os pensamentos e com isso, concentrar-se na movimentação das energias e, posteiormente, na instalação do estado vibracional. Aqui cabe o exemplo de meu amparador, chinês, onde instala o estado vibracional pela simples ação de sua vontade, mantendo a sua aura pacífica, sem agredir-me ou agredir outros. Técnica que aplico há mais de década, o que me possibilita instalar o estado vibracional, hoje, com relativa facilidade.
5. Tenepes: técnicas de assistência anergética onde exige do praticante um centramento no eixo, para que a técnica alcance um nível adequado. Técnica praticada com excelentes resultados.
6. Meditação: técnica onde a pessoa aprende a centralizar-se. Geralmente dentro de algum contexto mais religioso, como o budismo zen, tibetano e outros. Porém, independente da linha, creio, se o praticante for disciplinado colherá bons resultados.
7. Psicoterapia: técnica excelente para casos onde a pessoa está em crise existencial, manifesta problemas mais crônicos internos e outros bloqueios cronificados que impedem um maior centramento no eixo de lucidez e consciência. As técnicas de psicoterapia são complementares a todo trabalho acima descrito, pois em nosso nível evolutivo, todos temos bloqueios cronificados onde as técnicas acima são quase que impotentes de adentrar e dissolver. Exemplo: as técnicas cognitivas, a técnicas da dissolução da couraça psicoafetiva, a técnica da regressão, etc. Incluo aqui o relaxamento e a hipnose como recursos excelentes.


Compreendo que um excelente tratamento na recuperação da lucidez, centramento no eixo, autoestima e autosuperação geral em nossas vidas, esteja você em estados de transtornos leves, medianos ou graves, conforme a psiquiatria; esteja você interessado em conhecer-se a fundo; enfim, inclui necessariamente o envolvimento com uma prática integrada, tais como acima citei, em conjunto com Psicoterapia continuada. Após o término da Psicoterapia, manter a prática da aprendizagem da serenidade a partir de alguma técnica praticada com disciplina, de preferência, diariamente.


Mas, como diz o ditado popular:

"A pressa é a inimiga da perfeição."

Questão para reflexão: 

O que pensa/sente diante de tudo o que está escrito aqui?

28.6.11

Conhecendo mais a fundo sua Missão de Vida (Proéxis): parte II

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo

Antes de prosseguir, sugiro que leia a parte I (clique aqui).


Neste texto vou abordar a tarefa humana comum, básica, de forma que não precisamos ir longe demais para saber os detalhes mais sérios de nossas tarefas existenciais. Creio que se começar pelo básico, o complexo passo a passo vai se abrindo e descortinando para sua vida. Este texto não é muito útil aqueles que têm maior noção de suas tarefas de vida. Aqui meu foco são as pessoas de forma geral, leigas quase que totalmente no assunto. No artigo acima, a parte I, abordei vários pontos relevantes e ao final, concluí abordando a tarefa comum de todos nós. Assim, vou aprofundar um pouco esta tarefa comum, iniciando pela citação ao texto anterior:

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"A tarefa comum: aprender a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento.

Se a vida humana ou o renascimento inicia devido a relação sexual entre o pai e a mãe (em geral), e a consciência antes assexuada torna-se sexuada devido ao processo básico da fisiologia da reencarnação, assim, cabe a todos nós, neste projeto de vida comum, aprendermos a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade de forma madura. E sexualidade envolve relacionamentos, principalmente, os relacionamentos íntimos, amorosos. Assim, sexualidade caminha lado a lado com o amor. Desta forma, no mínimo dos mínimos, todos nós temos a missão global de aprendermos a amadurecer nossa sexualidade e nossa capacidade de amar, a nós mesmos e aos outros. Se você fizer somente isto, amadurecer estas duas realidades, já estará dando passos enormes em sua evolução."
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Resumi a tarefa comum em "Aprender a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento."

Vou começar pelos verbos que compõe a afirmativa.

Aprender: adquirir habilidade prática, vir a ter maior conhecimento de algo, vir a ter maior compreensão de algo.

Lidar: significa, ter trato, tratar com, conviver, enfrentar (Houaiss).

Gerenciar: administrar, organizar, exercer funções de gerente, gerenciar (Houaiss).

Vivenciar: viver uma dada situação deixando-se afetar profundamente por ela (Houaiss).


Mas aprender a llidar, gerenciar e vivenciar o que?

A sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento.

Assim, chegamos na parte fundamental da tarefa e vou abordar em três partes:

1. Sexualidade: é tudo o que se refere à vivência do prazer, da expressão da vida, da felicidade e inclui o sexo e os momento de alegria orgástica, de prazeres sejam lá quais forem. E como inclui o sexo, aqui, inevitavelmente, inclui os relacionamentos amorosos e os relacionamentos em geral. O tabu não permite dizer, mas eu digo com palavras claras: o que chamamos de reencarnação somente acontece devido a um casal ter "transado", ter feito "sexo". Veja, não precisa que seja feito amor (sexo+afeto+sentimento+comprometimento...), basta que seja feito sexo, para que haja a reencarnação. Assim, todos nós, inevitavelmente, somos seres sexuados, animais humanos cuja origem básica é a célula sexual: o zigoto que dá sequência a embriogênese, ou a formação do embrião e, posteriormente, ao feto e assim por diante. O corpo humano, então, é um corpo sexual devido a ser sua célula-matriz, uma célula derivada do espermatozóide e do óvulo. Dito isto, a experiência humana (reencarnação) começa pelo sexo e termina com a morte (fim da existência sexuada e começo da existência extrafísica ou extrassexual). Como somos seres sexuados enquanto encarnados, ressomados, assim, todas e todas as relações atravessam a sexualidade. Os desejos, as "químicas", os olhares, os sonhos eróticos, os pensamentos sexuais desenfreados e assim por diante. Para aprofundar, sugiro a leitura atenta dos textos a respeito da Sexometria. E, por seremos seres sexuados, precisamos manifestar nossa sexualidade. E é neste manifestar que encontra nosso aprendizado em aprender a lidar, gerenciar e vivenciar. Porque já fizemos muitas besteiras nesta área. A humanidade deve ser a campeã cósmica em represálias, repressões e crenças sobre "como e porque devemos reprimir nossa sexualidade". O aprendizado é aprendermos a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade o mais madura que pudermos, livre de represálias e pudores castradores de nossa liberdade natural de sermos seres sexuados. E, por sermos seres sexuados e por ser a reencarnação uma bênção da evolução, então, a sexualidade é uma bênção da existência. E, sendo uma bênção, nossa tarefa é aprendermos a desfrutar dessa bênção, com maturidade. Diante disso, elaborei modelos ainda simples e aproximados, para que possamos compreender a Sexualidade e suas relações com a Evolução da Consciência: Sexometria. A Sexometria é a hipótese da possibilidade de medição de nosso nível de maturidade afetivo-sexual e suas relações com as escalas evolutivas.

2. Amor: o Amor é a base de tudo. Sem isso, não haveria possibilidade de uma sociedade ou de um relacionamento, seja com um humano ou não, seja com a vida ou com a existência. O amor é o centro e a periferia, o sentido e a essência. Assim, sendo a reencarnação (ciclos de morte-renascimento) iniciada pelo sexo, o amor é o que possibilita a existência desta maravilhosa oportunidade de crescimento e elevação da consciência. Somente pelo amor é possível compreendermos isto que recebemos da vida: a existência aqui, no planeta. O simples fato de decidirmos retonar para o planeta já nos confere uma aprendizagem sem precedentes. Desta maneira, tudo centraliza-se para a aprendizagem de amarmos a nós mesmos e aos outros, sejam humanos e não-humanos. A própria crise planetária, ecológica e social, confere este desafio: o de aprendermos a amar a nós mesmos, os nossos semelhantes e ao planeta que vivemos. A aprendizagem de renascermos com tal e tal pai e mãe, com tal e tal irmão ou irmã, em determinado país, em determinado bairro... nada é ao acaso: carrega consigo a possibilidade de aprendermos a lidar, gerenciar e vivenciar o amor e a sexualidade.

3. Discernimento: Com o passar do tempo, o discernimento torna-se a base pela qual orientamos nossas prioridades. Priorizar é identificar aquilo que é a prioridade. Prioridade é a opção melhor dentre outras tantas. Desta maneira, a vida humana é uma tarefa de aprendermos a priorizar aquilo que é o melhor para nossa evolução e para nosso aprimoramento. Saber escolher nossos parceiros. Saber escolher nossos empregos, trabalhos. Saber o momento certo de fazer isso ou aquilo. O discernimento é o resultado de uma vida de amor próprio. Somente aquele que discerne bem é aquele que se ama realmente. Cabe aqui a escolha dos pensamentos, de situações e assim por diante. Em se tratando da tarefa básica, o discernimento é aplicado para uma vida sexualmente saudável, madura e o máximo positiva para si e os demais. Aqui significa os cuidados contraceptivos, os cuidados diante do momento de infestação das doenças sexualmente transmissíveis, da promiscuidade, do fica-fica-oco, e dos riscos de uma entrega ao amor numa relação madura e evolutiva.

Assim, diante de tudo o que disse acima, você não precisa ir muito a fundo dentro de si, para saber o que veio fazer neste mundo, ou do porque escolheu renascer com este ou aquele pai e mãe, ou irmão. Você escolheu tudo isso para evoluir em sexualidade e amor. Seja para dar limites ao seu pai ou mãe, ou para aprender a receber limites, ou ainda, para aprender a se reconciliar com aqueles que tem conflito no passado. Não importa tanto o que houve no passado ou o que fez: o que fez está feito. Importa o que fazer hoje: a reconciliação com todos aqueles que temos conflitos. Este é o aprendizado básico de amar. Aprendermos a agradecer tudo o que nossos pais fizeram para nós, de bom, e perdoar tudo aquilo que fizeram de mal, seus erros e agressões. Não temos opção mais lúcida. Nosso discernimento aponta para tal ação. Sobre a sexualidade, cabe a você aprender a permitir-se sentir e ter prazer; escolher uma companheira ou companheiro que você realmente ame e seja amado, sem utopias e idealismos sem sentido. Todos temos defeitos a superar, ninguém é perfeito. Eu, você, precisamos crescer sexualmente, amadurecermos esta maravilhosa experiência, abrirmo-nos para uma vida sexual madura, porém, sem represálias e pudores castradores de uma vida sexual prazerosa. Isto é uma desafio imenso, mas é possível.

Não importa realmente que idade você tem ou se é homem, mulher, ou a sua opção sexual, se é heterosexual, bissexual, homossexual... A consciência não é sexual. O que nos sexualidade é a reencarnação, devido a genética. Desta maneira, reveja o máximo de sua vida e você pode começar por aqui, numa orientação evolutiva simples, prática e objetiva:

"Aprender a lidar, gerenciar e vivenciar a sexualidade e o amor de forma madura e com discernimento."



Se você quiser dar mais um passo adiante, procure ajudar mais as pessoas do que pedir ajuda a elas. Ajude e é a partir desta tarefa de ajudar, que você mesmo recebe ajuda. Você aprende e se ajuda, ajudando as outras pessoas. Faça acontecer ao invés de esperar acontecer.

Sou bastante liberal neste ponto e ao mesmo tempo bastante rígido: a sua vida sexual e amorosa precisa estar regada diaramente de uma ética de respeito, de uma amorosidade e de discernimento, para que você faça as escolhas mais acertadas para sua vida. Muitos me dizem que sex-shop são assediados e, digo, depende daquele que você escolher. É o seu discernimenrto que irá te levar lá e aqui. Alguns destes locais prestam assistência sexual, elevando o discernimento e facilitando a desrepressão do casal íntimo, por exemplo. Mas, cabe aqui o nosso discernimento, sempre, em nossas escolhas. Lembrando que, quando falo da amor, trago o conceito prático e objetivo e não o fantasioso. Falo aqui de amor próprio, aquele que faz com que você largue um trabalho chato e desprazeroso e vai em busca de um melhor, mais a ver com você e com suas inclinações. Começe se amando um pouco mais a partir das escolhas que faz. Começe olhando para sua rotina e elimine gradualmente tudo o que lhe está fazendo mal. Busque o melhor para você.

Você tem o direito de ser feliz e sentir prazer em sua passagem nesta vida.

21.6.11

Tao, Taoismo e Conscienciologia

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta e Conscienciólogo


No início sem início era Wu-Chi: o Vazio Supremo.

De Wu "nascem" as duas realidades, os dois grandes arquétipos, as duas grandes polaridades, Yin e Yang, o Tai Chi: a Suprema Energia. O claro-escuro, o macho-fêmea, o dia-noite, a terra-céu, a dimensão extrafísica-intrafísica, a mente-corpo, o espírito-matéria, a consciência-energia....

Quanto Tai Chi (Unidade Yin :: Yang) se combina, se relaciona, surge ao fim, o Ba-guá, ou os "8 Trigramas".Os trigramas carregam dentro de si, os 5 estados de mutação: madeira, fogo, terra, metal e água.




Quanto os trigramas se combinam, se relacionam intimamente, temos os hexagramas. Os hexagramas se caracterizam como a primeira representação matemática conhecida no planeta, dos estados da consciência. Os chineses antigos, muito antes da era cristã, já estavam lúcidos das muitas realidades da evolução da consciência. O sistema é complexo e de uma profundidade realmente fecunda, tendo sido absorvida por mentes brilhantes do mundo, tal como Kung Fu Tzu (Confúcio), Lao Tzu, Chuang Tzu e centenas de outros filósofos, pesquisadores e praticantes daquilo que acabou sendo chamado de Taoísmo. O Taoísmo é a ciência chinesa em sua acepção mais profunda, tendo como ramificação campos também complexos como a conhecida medicina tradicional chinesa e as famosas artes marciais, como o Tai Chi Chuan, Chi Kun e outros. No ocidente, temos em Carl Gustav Jung, discípulo de Sigmund Freud e Richard Wilhelm, como pessoas que se dedicaram ao estudo desta fecunda e ainda enigmática obra.




A primeira vista, os hexagramas parecem um código, um complexo códice composto de uma conbinação de linhas cheias (-) com linhas vazias (--). Na lenda, temos no imperador Fu Hsi, em mais de 2500 a.C, a autoria. Mas historicamente e arqueologicamente anda sabemos. Quando os códigos foram achados começaram as suas primeiras interpretações.No ocidente, modernamente, os 64 códigos foram colocados lado a lado com os 64 códons e anti-códons do DNA e, o ideograma antigo para "I" foi colocado lado a lado com o desenho moderno do DNA pelo microscópio eletrônico.

Por outro lado, transcendendo o interesse místico e oracular que muitos tiveram e têm no "I Ching", sua maior contribuição está justamente na noção de "estados de mutação da consciência", sendo realmente o primeiro sistema matemático de evolução da consciência. O Taoísmo enfatiza o Tao como sendo o caminho e o sentido. Modernamente temos chamado a isto de missão de vida, programação existencial, proéxis e outros conceitos mais científicos. O local do Tao é mais próximo de Wu-Chi, o "vazio supremo", o "nada" donde provém tudo, o Tao do Universo, o "Deus" de "Deus". Em sua origem incriada, Tao forma o fundamento sem fundamento de uma Cosmologia verdadeiramente universal, que inclui a Consciência como uma variável fundamental.

No campo das práticas daquilo que se chamava "Alquimia Chinesa", temos o Tai Chi Chuan, Chi Kun e outras práticas como práticas do Tao. Como Tao não é um conhecimento intelectual do mundo, o saber taoísta é essencialmente experimental. Para o taoismo, a experiência é a base do saber e da virtude. Tardiamente é Lao Tzu quem irá comentar acerca do Tao-te, o caminho e a virtude do sábio. Desde a antiguidade sabe-se da existência daqueles que se uniram ao Tao, transcendendo o Tai Chi. Modernamente traduzimos isto por término do ciclo de morte-renascimento (moksha) e início do estado de consciência livre (Vieira) ou espírito puro (Kardec). E estes sábios são aqueles seres super-serenos, benignos e poderosos relatados em toda história da humanidade, fundamento das religiões e filosofias universalistas e multidimensionais no mundo.

Os pioneiros do domínio da energia vital (ch´i) já vem desde a antiguidade na China. Somente na era moderna, Wilhel Reich, Jung, Freud, Vieira e outros resgatam conceitos como energia libidinal, energia psíquica, energia orgonótica, energia consciencial, enquanto desmembramentos de uma mesma e única energia: Chi. Para o Taoismo, Chi pertence ao grande Tai Chi, a Energia Suprema. A física dos campos de energia Bárbara Ann Brennan chamaria isto de CEU - Campo de Energia Universal. O físico David Bohm chamaria modernamente de Holomovimento. A descoberta taoista data de cerca de 3.000 a.C e sabemos que acabou virando "moda" que físicos se interessem pelo saber taoísta. Os primeiros paralelos mais sérios entre ambos os conhecimentos foram realizados pelo físico Firtjof Capra no ocidente.

Por outro lado, existe um saber nos 64 hexagramas que ainda não foi decifrado: o código enquanto representação matemática dos 64 estados de mutação da consciência. Do ponto de vista da evolução da consciência em direção ao Tao ou à dimensão livre do universo das polaridades Yin-Yang (Tai Chi). A preocupação chinesa com a libertação íntima levou-os a criarem o Tai Chi Chuan, ou a prática de facilitar o caminho da transcendência das polaridades e o encontro do centro, do núcleo, do Tao sem nome e sem forma, sem conceito e sem definição. Levar o praticante à experiência de Tao tornou-se o objetivo central do Taoismo e de muitas práticas chinesas.

A moderna ciência da consciência poderá resgatar conjuntamente com os modernos taoistas, este saber científico antigo que está congelado no significado matemático, científico e preciso dos 64 hexagramas, enquanto a representação matemática dos estados de mutação da consciência, e o significado essencial das antigas práticas chinesas, ou noutras palavras o Tao do Taoísmo.

15.6.11

Regressão cronotópico-cronológica, Fenômeno, Casos Clínicos e outras questões

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta


O fenômeno da regressão ou como chamamos em Parapsicologia de retrocognição, ocorre a partir de dois modos de acesso ao campo de memória, conforme já expus neste espaço: regressão cronotópica e regressão cronológica. Na primeira, o paciente acessa seu passado diretamente, saindo do presente e acessando memórias de vidas anteriores, ou em alguns casos, pulando de vida em vida, de tempo em tempo, acarretando numa visão geral de suas múltiplas existências. Por outro lado, na segunda, o paciente acessa um passado e relembra quase que cronologicamente os fatos, emoções e experiências. Em 100% dos casos, as retrocognições clínicas são uma fusão de cronotópica com cronológica.

Um paciente, em recém caso clínico, inicia sua regressão numa vida donde era monge e estava envolvido com lutas de crenças com outros grupos religiosos. Dessoma (desencarna) enforcado. Em movimento cronotópico, naturalmente vai para uma vida pregressa onde era monge e estava envolvido com as mesmas causas. Ajudo-a a retornar e vai de vida em vida passada até antes de cristo, onde envolvia-se com as mesmas coisas. Na vida atual embora não seja mais monge, ainda permanece no mesmo modelo de vida, em isolamento e lutando contra crenças.

Este exemplo revela os benefícios da regressão cronotópica, onde o paciente pode em cerca de 1h, acessar conteúdos de altíssima relevância de sua existência em mais de 2.000 anos, podendo captar o padrão de sua personalidade e reajustar sua atual existência, não tendo necessitado permanecer numa vida em profundidade. Os motivos que levam um paciente a entrar em regressão cronotópica ou cronológica, ou ambas simultaneamente, me são desconhecidos. Em alguns casos percebo a atuação dos amparadores na sugestão dos comandos de facilitação da experiência, em incentivar a cronotopia. Em outros casos, percebo um movimento natural do paciente pela cronotopia (como Grof disse, o radar interno vasculhando o sistema COEX - condensed experience). Creio que ocorrem ambas as coisas, numa tríade: terapeuta, amparador e paciente. Em outros casos clínicos, a regressão mais cronológica é mais indicada, podendo o paciente investigar mais a fundo uma sequencia de eventos de seu passado.

Lembrando que o objetivo sempre é a terapeutica e a aprendizagem evolutiva. Os benefícios da experiência regressiva vão além da terapêutica e migram para as aprendizagens mais profundas, onde a pessoa pode expandir seus conceitos e crenças, por exemplo, ao lembrar que já residiu em outro país, pertenceu a outro povo e mesmo outra raça humana. Em casos mais extremos, pacientes me relatam vidas noutros planetas. Em recente regressão, o paciente relata sua recuperação íntima, no pós-morte, em sítio cósmico distante, extraterrestre. Relato como este não é incomum em meu consuiltório. Noutro caso, o paciente registra a saudade de um grupo que transmigrou doutro planeta e se separou há milênios atrás. Se a extinção de sintomas de sofrimento é uma das razões da regressão, a aprendizagem evolutiva é o maior benefício das experiências, transcendendo os afeitos terapêuticos.

Em regressões, pacientes podem observar seu passado antiquíssimo, como você pode observar sua infância a distância, sem maior envolvimento emocional. Noutros casos, em pacientes sensitivos, as regressões se manifestam como profundos estados alterados da consciência, donde a pessoa projeta sua consciência para outro espaço-tempo, passado, e vive aquele passado como se estivesse ocorrendo no presente. Estas experiências de expansão da consciência desafiam os conceitos de tempo e espaço e indicam a coerência da teoria da curvatura do espaço-tempo, donde o sujeito parece que curva o espaço tempo-passado para o espaço-tempo presente, vivendo o antes como sendo o agora. Lembrando que o agora é onde está a consciência e, estando a memória situada numa dimensão específica do Cosmos, a consciência pode se projetar para este campo holomnemônico e, ali, permanecer lúcida, tornando o passado, um presente (o seu agora). Noutros casos, pacientes menos sensitivos, limitam-se a ver flashes e imagens vagas, confundindo os conteúdos com fantasias e imaginação. São experiências similares aos sonhos vagos. Em casos mais vagos ainda, pacientes sentem somente emoções, vagas sensações de lembrança. Mas as memórias não aparecem.

O fenômeno da regressão é complexo, mas também é simples. Quanto mais sensitivo é o paciente, mais profundo é o estado de expansão e alteração da consciência, potencializando a regressão e a experiência. Num dos casos mais sérios que atendi, o paciente falava feito criança, postava-se na poltrona como um bebê, quando estava regredido ao útero de sua mãe, em transe. Noutro caso, a paciente sensitiva falava igualmente ao menino que foi em vida anterior, onde ao sair do transe, retorna sua atual faixa de personalidade. E este fenômeno nada tem a ver com o mediunismo. Neste caso, o sensitivo incorpora uma outra consciência, no presente, e manifesta sua personalidade. Em regressão, não. O sensitivo incorpora a si mesmo como uma personalidade antiga, revive fatos e vivências nesta época e, ao retornar, volta normalmente a ser quem é, hoje.

A lembrança de vidas anteriores forma uma das bases das terapias integrativas modernas, visto que a pessoa pode romper com o silêncio de sua memória antiga, anteriores a esta vida e, retornando lúcida daquilo que foi, pode ampliar seu auto-conceito, expandir sua estada neste planeta e modificar sua forma de ver a si mesma e à vida em níveis profundos. A lembrança de vidas passadas comprova à si mesmo a existência da personalidade antes do nascimento. Comprova os vínculos familiares e suas raízes na antiguidade das vidas passadas. Naquela vida, o paciente matara uma tribo de índios. Nesta, os índios são seus filhos e esposa. Naquela, matara pessoas em muitas guerras que se meteu. Nesta, luta pela causa da educação, numa universidade pública, verdadeiro resgate cármico, existencial e espiritual. E isto tudo é a ciência da evolução da consciência.

14.6.11

Discernimento, Amor Puro e Reconciliação: A Base da Ciência da Evolução do Ser

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta





"A essência da Cosmoética é o amor puro".
Waldo Vieira


O discernimento amparador (maduro, aguçado) é aquele orientado a partir do núcleo irradiador de amor puro do ser (self). Pois se o discernimento for orientado a partir de outro núcleo, por exemplo, o aspecto puramente racional ou emocional, temos que nossos atos podem partir para rumos pouco benéficos para nós e os outros. O amor puro é a expressão e a pura intenção do que é realmente o melhor e o mais benéfico para todos. O amor puro nada tem a ver com consolarmos os outros, porém, muitas vezes uma pessoa consola a outra como a mais pura expressão de seu amor perante ao próximo. Porém, o amor puro é o próprio discernimento num nível elevado, se caracterizando como as atitudes de pura benevolência em prol daquilo que é o melhor para todos, nem mais nem menos.


Assim, a amorosidade é a qualidade mais nuclear e essencial do ser. Por amorosidade quero dizer a capacidade prática de amar puramente a si e ao outro, expandindo este amor ao cosmo, a vida e à existência. Os sintomas deste amor são uma profunda gratidão e uma alma repleta de lucidez perante si e perante às necessidades do outro. Não adianta muito uma pessoa inteligente, intelectual e, em suas manifestações não presenciamos o amor mais puro. Assim como muito uma pessoa ser altamente gabaritada num determinado ofício quando no trato com seus filhos mostra-se indiferente às suas necessidades de afeto, amor e esclarecimento. Um físico, psicólogo, psiquiatra, parapsicólogo ou conscienciólogo que, apesar da alta teoria avançada que trabalham, em sua vida concreta, no dia a dia, nutre sentimentos de arrogância, prepotência e superioridade em relação aos demais colegas ou às pessoas em geral. O amor mais puro é aquele mais universal, mais compreensivo da real natureza do Ser, das situações evolutivas das pessoas e aquele que se dirige para as realidades holotrópicas (Grof) do universo e da consciência cósmica.

O amor puro é um sentimento fraterno, porém dinâmico e ativo; é o gostar da humanidade, da vida, dos animais, plantas, seres de maneira geral, do universo sem que isto seja uma regra ou um pressuposto moral de uma doutrina ou ciência; é um gostar sereno a respeito do ser e estar, do simples existir e viver; fruto de matuiridade e benevolência sincera, interna; é um gostar e uma profunda aceitação de ser aquilo que somos; é um aceitar os outros como realmente são, isento de julgamentos e preconceitos limitantes das liberdades de ser e estar no mundo e na existência. O amor puro é o puro sentimento, livre das impurezas da alma, que se irradia diretamente do núcleo do ser e se exterioriza sem qualquer distorção ou resistência, defesas ou máscaras. O amor puro é o indicativo certeiro de evolução da consciência e o diferencial dos níveis evolutivos na hierarquia cósmica da evolução.

Uma pessoa que vive neste estado de consciência não sofre influências negativas dos outros e dos ambientes. Acolher a negatividade neste caso é um ato de desamor perante si mesmo. Neste caso, o amor puro emanado de seu núcleo dissolve a negatividade que chega até si naturalmente. Por não se apegar a nada, nada tem a perder, portanto, não sofre assédios de qualquer natureza. Esta pessoa vive livre da negatividade e ancorado na positividade do núcleo (core, essência, self, espírito). O amor puro repele naturalmente e neutraliza os efeitos da negatividade em si e dos outros (pessoas, seres e ambientes). O amor puro é a autodefesa permanente contra qualquer negatividade, seja ela de qualquer ordem. A negatividade não consegue se apoderar e se apossar da pessoa que vive centrada em seu núcleo. Aquele que vive neste estado tem profunda confiança na vida e na existência, portanto, não sente medo. E, se não sente medo, consegue sentir o amor mais puro. Este amor mais puro é uma energia de altíssima qualidade curativa e neutralizadora das patologias e toxinas magnéticas e energéticas das pessoas e ambientes.

Os espíritos ou consciências que vivem neste estado de amor puro, onde podemos traduzir como um grau elevado de discernimento cosmoético e lucidez multidimensional, vivem num estado vibracional constante de amor e lucidez, exteriorizando paz e serenidade por onde passam, e no que fazem.

Assim, estamos todos aqui nesta Terra para aprendermos a amar de formas cada vez mais pura, a nós mesmos e aos outros, aos animais, plantas, planeta e universo. A crise ecológica e social que estamos vivenciando é o reflexo do bloqueio e da imaturidade em nossa capacidade de amar. O amor aqui não é a paixão, ou o amor platônico, mas antes disso, o amor prático de uma vida fraterna e em prol da benevolência, da honestidade e do universalismo, rompendo as fronteiras entre raças, credos e opções político-religiosas, assim como oposições infundadas entre linhas de ciência e pensamento. O amor puro é a plena aceitação do direito às diferenças e diversidade de ser e estar na existência. As guerras e outras atrocidades do mundo são os sintomas básicos do desamor e do bloqueio do contato com o núcleo que reside dentro de nós. As doenças em geral são representações diferenciadas do mesmo problema: a imaturidade e o bloqueio de nossa capacidade de amar a si e aos demais seres. Assim, o desamor (ou ódio) gera o sofrimento. O sofrimento gera a negatividade. E a negatividade gera muitos problemas em nossas vidas.

O ensinamento básico dos espíritos ou consciências superiores repousa no aprendizado de amar. Repito o ensinamento: "O amor é o sentido e o caminho. É difícil de compreender mas é simples assim.". É neste sentido que repousa a necessidade imperiosa dos trabalhos voluntários, assistenciais de toda natureza, transcendendo aquilo que compreendemos como "trabalho". Ao ajudarmos os outros e ao planeta, estaremos nos abrindo ao amor mais cósmico e ao sentido maior que nos faz estar aqui, juntos, formando os mais de 7 bilhões de pessoas na Terra junto com os trilhões e trilhões e trilhões... de seres vivos que vivem juntos numa comunidade ecológica e biológica indissociável: a Terra.

Assim, renascemos neste planeta para aprendermos a amar a nós mesmos, aos nossos pais, irmãos, familiares, amigos, colegas e demais pessoas, conhecidos e desconhecidos. Renascemos para aprendermos a nos reconciliar com aqueles que tivemos ou temos conflitos, assim vamos aprendendo a amar aqueles que nos fizeram mal por imaturidade ou maldade intencional. A reconciliação é a base do desenvolvimento do amor puro, sem ela não existe possibilidade de estarmos em paz dentro de nosso ser e em relação aqueles que amamos. E sem a reconciliação inexiste discernimento maduro ancorado no amor puro, beneficiando o melhor para todos.

Venho percebendo e vivenciando o caminho de minha vida e ajudando aqueles com quem me relaciono direta ou indiretamente a estabelecer a reconciliação contínua como a base de nossas existências. Reconciliação esta de nós mesmos conosco e de nós mesmos com aqueles que temos conflito ou pendências (dívidas). A reconciliação é o começo, o germem, o embrião, de um profundo processo de perdão e cicatrização de mágoas. Perdoar é uma ação que tem na reconciliação sua base. Um relacionamento amoroso maduro, ancorado no amor mais puro e na sexualidade também mais madura, tem como aliado as reconciliações e o perdão.

Questões para aprofundamento auto-terapêutico:

1. Qual foi a sua experiência em ler este texto?
2. O que sentiu dentro de si?
3. Que idéias lhe vieram em mente?
4. Existe alguma coisa que você já pode colocar em prática?
5. Procure fazer uma lista daquelas pessoas possíveis em que precisa iniciar a reconciliação.
6. Existe alguém em que necessita muito perdoar? Quais os benefícios desta reconciliação para a sua vida? Você já pode começar esta reconciliação?
7. O que pensa sobre a paz interior, a paz em sua relação amorosa, em sua família e sobre a paz no Planeta?
8. Quais as suas experiências concretas com os espíritos de benevolência, pertencentes aos degraus mais altos da evolução da consciência? O que aprendeu com eles(elas)?
9. O que é a evolução para você?
10. Por que você decidiu renascer aqui, neste planeta, nesta família, neste país? Quais os aprendizados essenciais desta sua atual tarefa nesta vida? Você já começou sua caminhada lúcida de evolução?