21.2.10

Sexo, Morte, Amor, Orgasmo e Liberdade

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Eu sinceramente desconheço palavras que apontam para realidades tão profundas como estas: sexo, morte, amor, orgasmo e liberdade. Todas estas palavras tem algo em comum: lideres religiosos, políticos, ditadores, militares, gurus, padres, pastores, filósofos, cientistas, familiares e tantos outros tentaram nos privar de EXPERIENCIAR estas realidades, essencialmente maravilhosas.

Vou começar por onde tudo começa: o SEXO. Um belo dia teu pai e tua mãe resolveram fazer amor, transar. Era um dia de sol, lindo, então eles aproveitaram para se amar. Esta transa sexual gostosa possibilitou que teu pai fecundasse a tua mãe, onde ficou grávida. Tu já existias antes de nascer. A relação SEXUAL e o ORGASMO de teu pai e tua mãe criaram as condições propícias a RESSEXUALIZAÇÃO de ti, como 'Espírito', 'Alma', 'Ser', 'Psi'. Tu te ressexualizas e então, quando percebe já tem alguns aninhos, é um bebê amado pelos pais e familiares. Tu então cresces, vives uma vida inteira, seja lá o que fez de sua vida, encontrou uma pessoa para viver junto dela. Se tu és mulher, então encontrou o que procurava, o homem de tua vida. Se és homem, encontrou a mulh er de tua vida. E pelo fato de ter encontrado-as(os), então, vocês descobriram o AMOR pela EXPERIÊNCIA DE AMAR. E, se descobriram o AMOR, descobriram o ORGASMO. E se descobriram o ORGASMO, descobriram a LIBERDADE. Vocês então vivem uma vida inteira de cumplicidade ancorada no AMOR mais puro, experienciando a LIBERDADE e se permitindo a vivência saudável de uma SEXUALIDADE DESREPRIMIDA e MADURA. Com isto, vocês descobrem a ESPIRITUALIDADE. Mas em dado momento, a sensibilidade de vocês passa a ser tão aguçada que começam a como se sentir os pensamentos, sentimentos, emoções, aspirações, intuições, intenções... de sua (seu) amada (do). A EXPERIÊNCIA de sentir passa a ser uma liberdade até então nunca vivida. Uma vida inteira passa, e ambos ajudaram um ao outro em seus projetos de vida, que se centraram em ajudar as pessoas a encontrarem LIBERDADE em suas vidas, pela EXPERIÊNCIA. Ambos escolhem escrever livros e ajudar as pessoas. Mas, em dado momento, a vida parece chegar ao 'fim'. Vocês estão velhos, seus corpos pesados e enrugados. Juntos vão se despedindo de mais uma existência de aprendizagens. E o que os espera no pós-morte? Eu digo que após uma vida de AMOR, ORGASMO E LIBERDADE, o que os aguarda é a continuidade de tais EXPERIÊNCIAS num outro nível de ser. Vocês partem, deixam seus corpos em seus leitos e os vêem sendo levados ao cremátório. A família chora as suas mortes, mas vocês estão ali, flutuando livres com a EXPERIÊNCIA de ter cumprido com suas missões em terra e com a lucidez de estarem centrados em si mesmos e vivos. Seres 'angelicais', ou os amparadores do universo, vem receber vocês junto com alguns familiares e vocês se dirigem para um local de absoluta paz, amor e serenidade. Desta esfera cósmica vocês agora habitam e dão continuidade às suas EXPERIÊNCIAS evolutivas pelo cosmos. Vocês ficam um tempo atemporal nesta esfera. EXPERIENCIAM a realidade doutro ponto de vista novamente, expandem suas consciências para territórios nunca imaginados e alcançam ORGASMOS ESPIRITUAIS intensos e maravilhosos. É um campus dentro do cosmo, onde são ensinados as coisas mais importantes da vida e da existência: ensinam a respeito da vida, da existência e do sentido cósmico de Tudo. Ensinam a respeito do sentido de estarmos vivos e de existirmos e da função da 're-sexualização' do Espírito. Em dado momento, após um planejamento da próxima tarefa no planeta, vocês decidem retornar e se 're-sexualizarem'. Agora, inverterã ;o os 'sexos'. E nascerão em famílias próximas e serão vizinhos. Terão menos problemas para se reencontrarem. Na vida anterior, um dos motivos pelos quais estavam tão distantes em vida, era para desenvolverem uma hiperssensibilidade para se encontrarem (paranormalidade). Nesta vida, a tarefa é outra. E vocês sabem que acontecerá praticamente a mesma coisa: ao se re-sexualizarem, esquecerão de praticamente tudo, terão flashes de memória e terão de fazer um esforço tremendo para lembrarem novamente quem são.

Este exemplo mostra a profundidade de uma vida humana, aparentemente simples, de duas pessoas que escolheram EXPERIMENTAR as realidades mais importantes e prioritárias da vida humana. Ao escolherem pelo AMOR, acabaram por encontrar seus pares amorosos e uma relação de confiança saudável para se entregarem no SEXO dentro de uma vida sexual libertária e monogâmica, escolhida por livre vontade, sem casamento ou contratos hipócritas. Permitiram-se EXPERIMENTAR o ORGASMO abrindo mão gradualmente da vida neurótica e orgasmo-abstêmica, para uma vida de PRAZER e LIBERDADE. Decidiram então, por fazer as coisas que lhes davam prazer e que faziam com AMOR. A vida deles era simples e dentro desta simplicidade encontraram o sentido de suas vidas.

Quando decidimos SER AQUILO QUE REALMENTE SOMOS, começamos a dar maior atenção a estas palavras, que são o título deste texto. Quando um paciente me pergunta: "Fernando, mas porque eu reencarnei?" Eu lhe respondo: "Olha, exatamente eu não sei. Mas posso te dizer uma coisa. Você só está aqui porque teus pais um dia resolveram transar e fazer amor. E foi esta transa que te possibilitou retornar para cá, agora, como homem/mulher. De uma coisa eu sei, que todas as pessoas vem para cá para aprenderem acerca da sexualidade e do amor. Porque tudo inicia ou pelo sucesso deste ato [uma boa transa de amor, aceitação, desejo de angravidar, parto saudável, etc.] ou por seu insucesso [uma péssima transa e uma gravidez não desejada, abortos, rejeições, desamores, etc.]. E se começarmos a seguir o caminho da maturidade sexual e de nossa capacidade de amar, estaremos trilhando o caminho de SER QUEM REALMENTE SOMOS".

Mas agora meu amigo e amiga, vou falar do assunto pelo outro lado. E este lado é muito delicado e muito difícil de ouvir. O lado da repressão e dos disturbios associados a todas as palavras que usei no título do texto.

O sexo nos humanos pode ser literalmente, um desastre. O sexo pode ser para a mulher o desastre, uma castração de seu prazer de ter seu orgasmo natural. A energia toda do organismo fica bloqueada, represada. As idéias sofrem distorções e os sentimentos começam a ficar neuróticos. Já vi muitos relacionamentos assim, muito complicados: uma vida inteira casados e a mulher sequer nunca conseguir ter seu orgasmo na relação, tinha sempre que apelar para a masturbação pós-relação sexual. Sempre frustrante e decepcionante. A maioria sequer tem coragem de abrir o jogo com o parceiro, sentem pena ou sentem-se extremamente expostas e ainda, muitas, sentem-se culpadas por não conseguirem alcançar o ápice do prazer sexual e, porque não dizer, da vida humana. Muitas se sentem 'prostitutas' ao darem vazão a sua sexualidade trazendo para si mesmas, pudores repressores que só tem uma função: restringir sua liberdade de ser quem você realmente é ou, seja, uma mulher sexuada [e isso nada tem a ver com ser uma puta ou uma prostituta]. Sem confiança no parceiro o orgasmo amoroso é praticamente impossível. E nenhum ser humano consegue uma vida mais plena de saúde mental, emocional e existencial sem vivenciar mais plenamente sua sexualidade e sua expressão amorosa. Este é um dos problemas mais 'epidêmicos' do planeta. Mais que qualquer outro, todos nós buscamos um parceiro ou parceira para nos entregarmos em alma e sermos felizes sexualmente, afetivamente e existencialmente.

O que ocorre com o homem moderno é que a cultura fast-food transformou o sexo em fast-food, e a ejaculação precoce tornou um 'epidemia' grave. Masters e Johnson definiram que um homem sofre de ejaculação precoce se ele ejacula antes de sua parceira atingir o orgasmo em mais de 50% de suas relações sexuais. Ou seja, a maioria dos homens sofre de ejaculação precoce. E isto é grave. Os homens, e digo isto como homem, temos que cuidar melhor de nossa sexualidade, dar maior atenção a ela, estudar e compreender melhor a sexualidade masculina e feminina da parceira. A estatística, por outro lado, é gentil, e aponta para cerca de 30% a 40% de incidência de ejaculação precoce nos homens. E qual é o resultado disso? A venda de drogas como 'viagra' e similares está no topo dos mais consumidos. A inseguran&c cedil;a quanto a ereção e a dificuldade de se confiar afetivamente [coração a coração] na parceira está se tornando um problema grave em nossa sociedade. As pessoas se relacionam e são desconhecidos um para o outro. Casais não doalogam tanto mais. Mal olham para os olhos um do outro. Muitos geram filhos para suprirem carências não supridas com o parceiro(a). Nada consciente, diria. Estas atitudes são inconscientes, são impulsivas, estão fora do controle da mente consciente. Fazem sexo, mas não conseguem fazer amor. Gozam, mas não tem orgasmo. Ejaculam, na verdade. Muitos sequer nem sabem o que é orgasmo. Muitos confundem orgasmo com ejaculação. Muitas mulheres não sabem o que é orgasmo, e isto é triste para todos os lados. Quando um homem e uma mulher não sentem amor um pelo outro, não confiam seus corações, suas almas um no outro, não existe uma confiança sincera para uma entrega ao amor e, por consequencia, ao sexo. E se não tem entrega, não tem orgasmo. E se não tem confiança, não tem liberdade, não tem vida, não tem amor, não tem satisfação nas coisas. Agora vou mudar o rumo da conversa.

Orgasmo é liberdade. Orgasmo é entrega. Orgasmo é deixar de lado toda as preocupações a respeito de tudo, é deixar de lado até mesmo quem você é. É entregar-se ao fluxo da energia poderosa, há muito chamada de 'kundalini' e deixa-la fluir pelo corpo em espécie de convulsão bioenmergética e magnética capaz de realinhar os chacras, as funções orgnânicas e relaxar todo o sistema, tanto psíquico como físico e emocional. É abrir mão de seu ego para se fundir no ego do seu parceiro(a). Orgasmo é um estado meditativo natural e essencial para a saúde psíquica e física. Mas, quando esta energia biológica é retida, reprimida, desviada... o que ocorre é uma sobrecarga energética na mente, nas emoções, no corpo... e isto aumenta nossa irritabilidade, aumenta a agressividade, a intolerância, a insatisfação no trabalho, na vida. Os pensamentos destrutivos entram em cena. Muitos pensam até mesmo em se matar. Em 'chutar tudo pro alto'. Quando escolhi as palavras: sexo, morte, amor, orgasmo e liberdade é porque todas estas realidades estão associadas tanto à saúde integral, como aos distúrbios e desequilibrios psíquicos. Precisaria de muitas páginas para falar acerca deste assunto, mas para começar acho que consegui passar a idéia...

A liberdade é nosso direito. Temos o direito de ser quem realmente somos. E isto passa por experienciarmos as coisas que gostamos e nos sentimos bem com isto. Dentro de seus critérios de ética e maturidade, ao tornar-se quem você é novamente, dará fim a fazer a vontade dos outros... a suprir as expectativas dos outros para agradá-los... dará fim aos muitos 'sim' que diz, quando precisa dizer 'não' e colocar os limites necessários... e o mais importante, começará a descobrir quem você é, autoconhecimento... e ao decidir suas coisas a partir de dentro de você, sentirá a responsabilidade pelo teu destino no mundo e não mais culpará tanto os outros por ter se sentido obrigado a fazer o que eles desejavam que você fizesse. Você é LIVRE. Saiba disso. É estranho eu dizer isso, mas 90% da humanidade esqueceu disso. E squeceu que é LIVRE para seguir seu destino. Pois digo: VOCÊ É LIVRE.

E se você é livre, você pode repensar todo o sentido de sua vida e o sentido de ser quem você é e de estar neste planeta. Você pode ser quem você é sem medo do que os outros vão pensar. O universo precisa de você, caso contrário você não existiria. Agora, cabe a você saber o que fazer de sua vida. O universo não precisa de sua fachada, não precisa de suas máscaras que usa para te proteger nos relacionamentos e das ameaças do meio que vive [do marido, da esposa, do filho, do chefe.....].

O universo precisa de quem você realmente é. O caminho é simples: SER QUEM VOCÊ É. E isto é auto-respeito e auto-amor. E, como disse no outro texto, busque amar o que faz ou busque fazer o que ama mais que tudo em sua vida. Se conseguir, começe a se ajudar para poder, assim, ajudar pessoas. Somos formigas do mesmo formigueiro cósmico.

E lembre-se:
VOCÊ É LIVRE PARA SER QUEM VOCÊ É. O ÚNICO QUE IMPEDE ISTO É VOCÊ MESMO.


[este texto está em fase de elaboração]

12.2.10

Penetrando na Metaciência de Dr. Oliver Lodge

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Deixo aqui para você refletir acerca das conclusões de Dr. Oliver Lodge, no século passado, há mais de cem anos atrás, como resultado de experiências científicas experimentais na área psíquica. Antes de entrarmos no pensamento deste nobre cientista conheceremos um pouco mais sobre seu trabalho na terra.
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Oliver Joseph Lodge (Penkhull, 12 de junho de 1851 — 22 de agosto de 1940) foi um físico e escritor inglês. Trabalhou no desenvolvimento da telegrafia sem fio. Educado na Adams' Grammar School, Oliver Lodge obteve o grau de Bacharel em Ciências pela Universidade de Londres em 1875. Foi designado professor de Física e Matemática do University College, em Liverpool, em 1881, vindo a receber o grau de Doutor em Ciências em 1887. Oliver Lodge foi notável pelo seu trabalho sobre o éter, que tinha sido postulado como o meio que preenchia todo o espaço e por onde as ondas se transmitiam. Ele transmitiu sinais de rádio em 14 de agosto de 1894 em um encontro da Associação Britânica para o Avanço da Ciência na Universidade de Oxford,[1] um ano antes de Guglielmo Marconi, mas um ano após Nikola Tesla. Melhorou o detetor coesor de ondas de rádio de Edouard Branly, acrescentando a ele um "vibrador" que deslocava a limalha acumulada, restaurando assim a sensibilidade do aparelho. Fez outras pesquisas científicas sobre os relâmpagos, a fonte da força eletromotiva na célula voltaica, a eletrólise e a aplicação da eletricidade para dispersar neblina e fumaça. Também deu uma contribuição significativa aos motores quando inventou a vela de ignição para o motor de combustão interna. Mais tarde, dois de seus filhos desenvolveram suas idéias e fundaram a Lodge Plug Company. O cientista também é lembrado pelos seus estudos sobre a vida após a morte. Iniciou-os estudando fenômenos físicos (principalmente a telepatia) no final da década de 1880. Após a morte de seu filho, Raymond, em 1915, na Primeira Guerra Mundial, Oliver Lodge visitou vários médiuns e escreveu sobre a experiência em diversos livros, incluindo "Raymond, or Life and Death" (1916), que se tornou um "best-seller" à época. Ao todo, escreveu mais de quarenta livros sobre a vida após a morte, o éter, relatividade e a teoria eletromagnética. Oliver Lodge teve doze filhos, seis meninos e seis meninas. Quatro de seus filhos iniciaram negócios com base em suas invenções. Seus filhos Brodie e Alex criaram a Lodge Plug Company, que produziu velas de ignição para carros e aviões. Lionel e Noel criaram uma empresa que produzia uma máquina para limpar a fumaça das fábricas. Além de inventar a vela de ignição e o telégrafo sem fio, Oliver Lodge também inventou o alto-falante, o tubo de vácuo (válvula electrónica) e o sintonizador variável. Os escritos de Oliver Lodge foram divididos após a sua morte. Alguns foram depositados nas universidades de Birmingham e Liverpool e outros no Instituto de Pesquisas Psíquicas da Universidade de Londres, a maior parte de sua correspondência científica indo parar no University College em Londres. Antes de morrer, Sir Oliver Lodge declarou que ele provaria a existência da vida após a morte fazendo aparições públicas às pessoas vivas após a sua morte. Desde aquele evento, no entanto, não há registro de que seu espírito tenha sido visto ou ouvido por nenhuma pessoa viva. [Lodge fez-se aparecer para mim no interior de uma aula de Parapsicologia I, onde estudávamos a história da Parapsicologia, período metapsíquico, época de Lodge.]
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Conclusões de Dr. Oliver Lodge

“(...) toda teoria deverá ser apoiada por fatos resultantes da observação e da experiência; deve-se pois dar-lhe uma oportunidade de vida e só quando mostrar-se falsa e errada é que deverá ser eliminada sem piedade. Eis por conseqüência as teses a que me proponho:


1) - Que a atividade mental não é limitada às suas manifestações corporais, se bem que, em certo meio material, seja necessário para demonstrar-nos sua atual atividade neste plano.

2) – Que o mecanismo cérebro neuromuscular, assim como o resto do corpo, formam um instrumento constituído, dirigido e utilizado pela vida e pelo espírito, instrumento que pode deteriorar-se ou usar-se de modo a impedir a sua utilização regular pela entidade dirigente normal; que os sinais dessa deterioração ou dessa deslocação podem claramente mostrar-se sem dar-nos o direito de tirar outra conclusão que a de uma obstrução ou de uma imperfeição no canal ou laço de comunicação entre o espírito e a matéria.

3) – Que nem a vida nem o espírito deixam de existir quando são separados do seu invólucro ou órgão material: cessam somente de funcionar na esfera material anterior, como quando o instrumento estava em bom estado. De fato, nada deixa de existir; só a forma de vida é que muda. Certa coisa pode perfeitamente desaparecer diante de nossos olhos, tornar-se imperceptível aos nossos sentidos, mas isso não é uma prova de que tenha deixado de existir. Este fato, bem evidente quando é trata de matéria e energia, é igualmente verdadeiro, em minha opinião, quando se trata da existência vital ou espiritual. Não temos razão alguma para supor que algo de real possa deixar de existir, ainda que facilmente disperso ou tornado inacessível aos nossos sentidos.

4) - Que o que chamamos “indivíduo” é ume encarnação definida ou associação com a matéria de algum elemento vital ou espiritual que possui em si mesma uma existência contínua. A entidade,ou, nos seus desenvolvimentos superiores, a personalidade, não depende certamente da identidade das partículas materiais que a fazem manifestar-se; ela não pode ser senão um atributo da entidade dirigente que congrega tais partículas durante certo tempo, as deixa e as renova durante sua vida ordinária, sem que sua continuidade seja de qualquer forma alterada.

5) - Que o valor da encarnação se acha na oportunidade assim oferecida para a individualização de uma parte da mentalidade específica gradualmente mais vasta, isolada do seu meio primitivo cósmico, afim de permitir-lhe desenvolver uma personalidade que será a característica desse organismo particular.

6) – Que, quando tal individualidade ou personalidade é real, há lugar para crer-se que ela persista como toda outra realidade e que, em conseqüência, pode sobreviver à sua separação do organismo material, que a ajudava outrora a isolar-se, para tornarem-se possíveis os traços característicos do seu caráter. Que o caráter individual, assim formado, persiste verdadeiramente como indivíduo, conservando a sua memória, as suas experiências e as suas afeições, segundo oportunidades e privilégios associados ao corpo material, durante a vida terrena. É uma questão que será resolvida pela observação direta e pela experiência.

Eis, pois, a minha conclusão final:

7) – Que a evidência, já acessível, basta para provar que o caráter individual e a memória persistem, que as personalidades, que deixaram esta vida, continuam a existir como os seus conhecimentos e as experiências adquiridas neste plano e que, em certas condições parcialmente conhecidas, os nossos amigos invisíveis podem provar-nos a sua sobrevivência real, individual e pessoal.”

Baseado em tuas experiências, qual a tua conclusão?

10.2.10

A 'Verdade' sobre a Reencarnação e sua 'Missão de Vida'

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo


Este tema é deveras complexo e um tanto simples. Escrevo este texto para leigos na área psíquica, porém, diretamente para os interessados em saber a 'verdade' de alguns assuntos considerados ocultos, misteriosos, paranormais e espirituais, como o é, a reencarnação. Escolhi este tema porque é de conhecimento de grande parte das pessoas. A possibilidade da reencarnação encerra um dos maiores mistérios da vida, ou o Espírito (consciência, self, essência, eu superior), a evolução, etc.

Escolhi o título 'a verdade sobre a reencarnação' porque considero comprovada a 'reencarnação'. Muitos parapsicólogos e pesquisadores podem me 'metralhar' por dizer isto, mas repito: o que chamamos de 'reencarnação' está comprovado. Vai demorar para que se torne consenso, mas para seu bem, digo, está provado. Seja você de que religião for ou de qual doutrina segue, nada mudará o fato de que num belo momento, você decidiu 'reencarnar'. Estando na Bíblia ou não, citada no Alcorão ou não, pouco importa: todos 'reencarnam' e um dia 'desencarnam'. E antes de 'reencarnarem', é muito provável que decidiram vir para cá por um propósito. As regressões [retrocognições] indicam que é comum passarmos vidas repetindo tarefas não muito produtivas para nossa evolução e repetindo padrões pessoais arraigados e de difícil superação.

Vou esclarecer de forma bastante simples para o leitor(ra) compreender o que é 'reencarnação'. Reencarnação é o 'voltar a carne'. Reencarnar é voltarmos a nos 'sexualizar'. É quando o 'espírito', eu, você todos nós, assumimos novamente um 'corpo físico' para vivermos uma experiência física. Antes de 'reencarnar', eu e você estávamos vivendo noutra dimensão. O que quero dizer por outra dimensão? É a dimensão propria do 'espírito' (alma, consciência, psiqué). Esta dimensão penetra toda a dimensão física, da mesma forma que as ondas de rádio nos penetram e nos atravessam. Esta dimensão é um espaço como o é este que vivemos aqui, só que diferente. Vivendo nesta dimensão decidimos, num certo sentido, nos dirigir novamente a dimensão física. Para isto, é necessário a intenção de voltar e a sexualidade. É necessário que dois gametas se interconectem (o espermatozóide e o óvulo) e dê inicio a sexualização do espírito ou consciência. O espírito não tem sexo, mas quando reencarna passa a ter. Assim, em 'vidas passadas' passamos alternando: ora nos sexualizamos como homem, ora como mulher. Atravessamos vidas e vidas e vidas nesta oscilação, nesta alternância, ora 'reencarnando', ora 'desencarnando'. Para que? De modo resumido, tudo existe da maneira como é, para que possamos evoluir e aprender a nos tornar 'espíritos puros', 'consciências livres'... através do aprendizado de amar.

O que sobrevive é o espírito ou a consciência, que é imortal. As provas que fundamentam esta 'verdade' estão nos milhares de depoimentos de pessoas que passaram por experiências de quase-morte, experiências fora do corpo conscientes, comunicações medíunicas com pessoas que já passaram pela Terra (familiares, etc.), algumas aparições e materializações, lembranças de vidas passadas e inclusive das vidas extrafísicas (entre uma 'vida encarnada' e outra). Todas estas experiências apontam para um centro comum: o de que somos imortais e uma vez existindo, não deixaremos mais de existir. A reencarnação é uma 'verdade' científica comprovada. Embora não tenhamos provas materiais da existência do 'corpo psiquico' ou o 'corpo espiritual' (perispírito, psicossoma), nada disso importa, as experiências falam por si, as evidências são completas e convincentes. Sendo as evidências convincentes, vamos prosseguir.

Cabe-nos agora, dar um passo adiante: se você 'reencarnou', porque decidiu 'reencarnar'?

A amnésia gerada pela 'reencarnação' fez com que você esquecesse que você é e sua procedência, de onde veio antes de nascer. Fez inclusive de você, se for o caso, um defensor das teses materialistas  e cerebrocentristas. Você esqueceu de si mesmo. Agora criou um 'outro eu', um 'ego'. Ou ainda, pode ter vagas sensações, sensações estranhas de vidas anteriores ou mesmo de que existe algo mais que tudo isto que existe aqui e que chamamos 'vida humana'. Sim, eu confirmo para você: existe muito mais que isso. A vida humana é muito maior que tudo isso que estamos acostumados a ver, sentir e experimentar. Convido você a considerar esta possibilidade. Não precisa acreditar. Apenas considere esta possibilidade. Se você acredita em tudo isso, ótimo, agora falta a você experiência para comprovar sua crença. Porque a crença não te dá segurança.

A vida humana, na ótica 'reencarnatória', é um caminho de você lembrar quem você é.

Somos, essencialmente, 'espíritos imortais em um processo de evolução infinita'.

E, se você esta doente ou passando por uma crise interna ou existencial, então é o momento de voltar a ser quem você é, lembrar-se de si e autodesenvolver-se.

2.2.10

A "Revelação da Verdade" pelas Consciências Superiores.

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo
Revisado por Guilherme Kilian - Parapsicólogo

Escrever acerca deste assunto parece aos olhos da Parapsicologia algo pertencente ao campo da Religião, dentro do território dos milagres ou das "relevações". Não quero trazer aqui a revelação religiosa como é comumente conhecida, mas a relevação da "Verdade", tal como as Consciências Superiores têm chamado.

Trazer esta temática dentro dos constructos da ciência me parece tarefa quase impossível. No entanto, como representante da ciência Parapsicologia reservo-me no direito de tentar, como sempre digo, ensaiar.

Ultimamente tenho refletido muito acerca da Parapsicologia e de sua função para a humanidade. Perguntava para mim mesmo: para que serve a ciência? para que serve a Parapsicologia? Andava pelos devaneios da minha mente refletindo acerca de meu trabalho clínico e do objetivo da terapia parapsicológica. Pouco se tem falado acerca do objetivo da Parapsicologia Clínica. Muito se tem falado acerca de técnicas tais como a reprogramação mental do subconsciente e a terapia de vidas passadas. A ênfase no poder da tecnologia na vida de um paciente tornara-se mais importante que o objetivo mesmo da terapêutica espiritual que é a Parapsicologia Clínica. Raramente ouvi falar dos trabalhos de Eliezer Mendes dentro desta terapia, muito menos percebo estar esta linha comprometida com seu verdadeiro objetivo.

O objetivo da Parapsicologia Clínica está ancorado com o objetivo da Parapsicologia enquanto ciência. Por ciência quero dizer um modo de se chegar ao conhecimento do objeto. Objeto sugere aquilo que está diante do sujeito. A Parapsicologia é a busca da Verdade de seu objeto: o Espírito, Alma ou Psiqué. E do Sentido do Espírito no mundo. A compreensão do Caminho e da Verdade não é tarefa somente da Religião. É neste exato ponto que Parapsicologia e Religião se encontram. Enganam-se os que se denomimam Parapsicólogos que tal ciência tem por objeto "fenômenos paranormais" ou mesmo "anômalos", quando o núcleo mesmo que gera tais fenômenos é, em si, metafísico e intrinsecamente parapsicológico, estando sob os domínios do metacorporal e do transhumano: a Consciência. A Consciêcia é o fundamento parapsíquico que expressa o Intento Cósmico. Este domínio das investigações partem da proposta de Charles Tart, no sentido de se fazer ciência nos vários estados de consciência e não nos restringirmos somente ao estado ordinário, ou a mente mundana comum, dentro do espectro da normalidade definida pelos referenciais histórico-culturais mutáveis.

A Parapsicologia está sem rumo. Esta é a constatação que faço. Muitos discidentes partem para outros campos. Criam outras ciências, como a Psicologia Anomalística e ainda a Psicologia Transpessoal. Todos me parecem perdidos. Digo isto porque nesta noite, na madrugada, passei por uma experiência não catalogada pela Parapsicologia e que me fez refletir acerca de toda minha existência. Esta experiência me devolveu a confiança mais universal, que tinha perdido na minha caminhada na busca da "Verdade". Devolveu-me a esperança. Devolveu-me a certeza e o entendimento intuitivo direto acerca da natureza das doenças humanas e dos problemas sociais gerais. Poderia chamar de experiência mediúnica com PES, via Telepatia, Clarividência, Clariaudiência e espécie de Experiência fora do Corpo seguida de fenômeno de semi-psicofonia realizada por um Consciência altamente evoluída. Estava ela/ele querendo passar uma orientação evolutiva para eu e minha esposa. Mas o fenômeno é secundário nesta vivência, onde o centro do sentido estava na informação passada.

A experiência superou as experiências fora do corpo que tivera até então, no sentido da relevância do significado da experiência. Por outro lado, tudo pelo qual passei serviu-me para preparar-me consciencialmente para o que chamei de "Revelação da Verdade" (sem qualquer conotação religiosa).

A Consciência Extrafísica manifestou-se a partir de uma dimensão existente na não-localidade do espaço-tempo cósmico. Parecia-me um Espírito feminino, no entanto não sei precisar. O Espírito não se apresentou por um nome, nem expressou qualquer necessidade egóica de se fazer importante ou grande conhecedor de quaisquer assuntos. O Espírito expressava ausência de prepotência, arrogância e ego (no sentido da dimensão da auto-importância e da vaidade). E por expressar esta ausência, o que afinal expressava o Espírito? Serenidade quase absoluta, equilíbrio íntimo e estabilidade nos sentimentos e ausência de emoções. Não expressava felicidade, nem alegria. Nem tristeza nem euforia. O Espírito não expressava qualquer tipo de carência afetiva ou de qualquer outra natureza. A sensação que tinha dele/dela era de completude espiritual. Começei a descrever o Espírito para minha esposa e dado momento, o Espírito manifestou a intenção (a comunicação interdimensional deu-se pela Telepatia) de passar uma mensagem para nós. O Espírito se aproximou de mim e sua aproximação me fez entrar em choro imediato. Ele/ela me pediu para avisar minha esposa que iria aparecer para ela através de mim. Que ela precisava acreditar. Não avisei que iria aparecer. Num dado momento, fui dando permissão para que pudesse se manifestar através de mim. Senti-me diluido conscientemente num espaço paralelo, semi-fora do corpo e a presença foi tomando conta de meu corpo e pude sentir seu serenismo dentro de meu ser. Minha mulher num dado instante, pergunta-me: "onde está sua consciência?". Neste momento não me lembro muito bem disso. Ela afirma que eu teria soltado um riso sereno e que a expressão de meu rosto estava com um olhar fixo e aberto, com uma expressão serena. Oscilando numas ondas de choro (meu coração pulsava em choro) e atenção, eu ouvia telepaticamente o que me dizia e repetia em voz alta para minha mulher e para mim mesmo. A mensagem dada foi: "É importante que você veja, para que possa acreditar na Verdade... persista no caminho... no caminho da Verdade... o caminho da Verdade é o Amor... eu não preciso estar aqui... vocês precisam que eu esteja aqui... eu estou aqui porque vocês querem saber a Verdade... a Verdade é o Amor... é simples assim... eu sei que é difícil de entender mas é simples assim".   A sua presença era puro amor. O seu amor era diferente. Compreendi pela primeira vez o que é amor incondicional. Compreendi num átimo de consciência que este Espírito existe na atemporalidade cósmica e que seus ensinamentos vem sendo transmitidos ao longo dos séculos através daquilo que vem sido chamado de "Revelações".

O ensinamento do(a) Espírito revelou-me a essência da Parapsicologia. Revelou-me que estamos perdidos no foco das investigações e que nosso objeto de estudo não são propriamente os fenômenos paranormais. Estes são os meios pelas quais temos que desenvolver para nos aproximar da "Verdade". Nada de cristão tem esta orientação e nenhuma correlação existe com os ensinamentos do Cristo. Cristo se assim foi, fora um mensageiro da "Verdade", não sendo o referencial e modelo para a humanidade. O modelo é exatamente as Consciências Superiores que pertencem a uma linhagem evolutiva de altíssimo grau de serenidade e equilíbrio íntimo, ausência de emoções e expressam-se como puros sentimentos hiperlúcidos. Necessário, pois, um exame criterioso de algumas obras resultantes de prováveis Revelações, como o Livro dos Espíritos, organizados por Revail  (Allan Kardec). A realidade do chamado "homo sapiens sereníssimus", defendida por Waldo Vieira, parece ficar comprovada neste contato. Assim como comprovado fica que nenhum ser humano tal como os conhecemos tem capacidade de revelar a "Verdade" e sim, somente, transmitir a informação vinda das dimensões extrafísicas mais evoluídas. Cabe à Parapsicologia investigar os meios de aproximar o ser humano das orientações dadas pelos seres angelicais do Cosmos, livre da mística e da dogmatização ainda presente nas religiões multidimensionais, como o Espiritismo. O ensinamento é dado pela simples presença e pouca fala. A transmissão da informação é essencialmente de Consciência a Consciência, diferente da Telepatia. Opto chamar aqui de Paratelepatia, como uma espécie de Telepatia onde as Intenções são comunicadas diretamente, sem qualquer participação de qualquer outro meio ou linguagem. É a linguagem do Intento Puro.

Ao adentrar no objetivo da Parapsicologia Clínica compreendo que se trata de uma Psicoterapia de Orientação Evolutiva e Consciencial conforme a "Verdade" revelada pela Consciência Extrafísica, de que o Caminho da Verdade é o Amor e de que o desvio do Caminho é causa de todos os distúrbios da humanidade, onde passamos a compreender que todas as doenças e todos os problemas sejam quais forem são resultados do desvio, que é a expressão do ódio voltado contra si mesmo, inaceitação de si e incapacidade de amar. Todas as técnicas que usamos servem para orientar a terapia neste sentido: no sentido de ajudar o paciente de se realinhar e reorientar sua vida na direção do Amor.

Esta experiência traz à luz da Parapsicologia uma nova ordem de fenômenos que opto chamar, por enquanto de "revelação da Verdade".

Outros mediuns pelo mundo afora passaram por tais experiências, ao que me parece: Barbara Ann Brennan, Eva Pierrakos e os autores do livro "Um Curso em Milagres". Pode ser que Allan Kardec tenha indiretamente entrado em contato com a mesma hierarquia espiritual através de vários médiuns, e que o "Livro dos Espíritos" possa ter sido a tentativa de sistematizar os ensinamentos dos Espíritos Superiores. Por experiência direta de ter conhecido um destes Espíritos, sei que nenhum dos seres considerados "santos" na humanidade pode ser considerado o modelo a ser seguido, tal como é enfatizado no Espiritismo em relação a Jesus Cristo e noutras religiões em relação a outros santos. Nem Allan Kardec nem Waldo Vieira, nem Osho, Jesus Cristo, Buda, Lao Tzu, Confúcio ou qualquer outro ser humano lider de religiões alcançam a elevação espiritual destes Espíritos Superiores, pertencentes a outra linhagem evolutiva, supra-humana, metafísica e objetos da metaciência. O que torna-se evidente para mim é que a Verdade revelada é a propria manifestação deste Espírito, onde ele/ela é a própria expressão do Amor. E como ele/ela pode, então mostra como é possível que alcancemos tal nível, pelo caminho do Amor. O ensinamento diz: a Verdade é o Amor. E o caminho da Verdade é o Amor. Ambos são o sentido e a finalidade da existência. A cosmolição enfatiza um novo olhar, agora realista e pouco contaminado pelas hipóteses mirabolantes até então formuladas pelas metaciências, a respeito do sentido de se desenvolver a paranormalidade ou a aptidão psi. Provar ou deixar de provar o psi é irrelevante e não se trata mais de objeto da Parapsicologia. Psi está provado. Psi é o atributo intrínseco do Espírito. Psi é o meio de se atingir o âmago da alma diretamente assim como o âmago do Cosmos através do contato com as linhagens evolutivas superiores. A Parapsicologia, pois, também expande seu objeto para o estudo das Sociedades Espirituais Superiores no sentido de compreender o propósito de estarmos vivos hoje aqui e qual nosso destino como seres cósmicos pertencentes ao Holomovimento Infinito. Esta é, pois, a verdadeira Parapsicologia. Digo verdadeira porque está alinhada com a Verdade e direção e a intenção de todas as suas pesquisas, que é ajudar o ser humano a se autoconhecer e evoluir através do Amor. Seja a Parapsicologia em si seja a Parapsicologia Aplicada na terapeutica, seu objetivo é ajudar o ser humano a descobrir o caminho por si mesmo, recuperando a confiança na vida e na existência cósmica, através de pesquisas e práticas clínicas. A investigação dos fenômenos paranormais deixa de ser o objetivo primário, pois o estudo em si de tais e tais fenômenos carece de sentido. Para que provar a sobrevivência? Para que provar a PES? Qual o sentido de tais investigações? Mas, quando coloco que o sentido de todas estas investigações é dinamizar a capacidade humana para o Amor, a Parapsicologia altera seu foco, se realinha para seu correto rumo. Enquanto ciência conversa seus princípios racionais, pautando pela lógica e estudos sistemáticos, formulando hipóteses e teorias, testando novos experimentos e assim por diante. A atitude científica permanece com a diferença que traz para dentro do referencial a possibilidade de se fazer ciência a partir de outros estados de consciência, como o que houve aqui neste registro. Da mesma forma, considera que uma ciência sem sentimentos não pode ser uma ciência verdadeira. Ciência verdadeira é aquela que integra o que somos por inteiro. Uma descrição isenta de sentimentos de uma árvore retira da árvore seu principal atributo: sua beleza, sua delicadeza, sua sutileza, seu papel maravilhoso de co-habitante de uma imensa rede de seres vivos interconectados, a ecosfera. E extrair os sentimentos da observação significa que a possibilidade de uma conexão amorosa com o objeto torna-se mais difícil. Desta maneira, a ciência acaba sendo um método de repressão dos sentimentos e de extração da alma de seus objetos. Assim, a orientação dos Espíritos Superiores acaba expandindo a própria ciência para o rumo de uma ciência integral, uma metaciência psíquica ou uma Parapsicologia alinhada com a Verdade, que é a atitude de amar expressa em tudo que é humano. Conforme a orientação dada, esta Verdade é muito simples, porém de difícil entendimento. Os aparentes ciclos de existências encarnadas (sexualizadas) que perfazem nosso passado e provavelmente continuarão a existir, parecem neste sentido persistirem porque ainda não aprendemos a Amar integralmente Tudo e Todos. É justamente destes sublimes estágios da evolução do Amor Cósmico Absoluto que provavelmnente faz surgir uma Ética também Cósmica, ou a Cosmoética, cuja essência é o Amor: o Amor a todos os seres vivido autenticamente traduz-se numa atitude de respeito que direciona o discernimento para a direção correta, sempre e sempre para o caminho do Amor.

As religiões por serem caminhos institucionalizados e coordenados por Espíritos ainda bastante não-amorosos, acaba sendo veículo para interesses egóicos e desprovidos de sentido. Muitas vezes fazer a caridade não é ato de amor. Muitas vezes dar alimento para alguém não é a ajuda que a pessoa necessita. Muitas vezes ajudamos pensando em si e não nas necessidades reais do outro. Por outro lado, muitas atitudes ditas esclarecedoras revelam uma postura de desamor para com o outro e por isto mesmo, não é esclarecedor. Mas, como disse o Espírito Superior, é simples mas difícil de entender. O Caminho da Verdade não é o caminho do simples consolo. O Caminho é justamente o encontro com o Eu Real, a cada passo. E este Eu Real é também Amor. É também a expressão do Amor Universal. E o encontro com o Eu Real nada há de consolador. Sempre abre novas formas de ver a vida, esclarecendo ao invés de ocultando a Verdade. A revelação traduz o correto significado de esclarecer, que é o tornar-se claro ou levar o Ser à Luz. A Luz é o Amor. Assim, o objetivo de todas as nossas ações necessitam realinhar-se para este sentido. Qualquer outro sentido que tomarmos iremos adoecer. A doença é a informação Cósmica correta de que nos desviamos da Verdade. A ciência se realinhando, passa a ser um instrumento da Verdade. É nesta orientação que a Parapsicologia necessita alinhar-se. E o alinhamento de uma ciência é reflexo do alinhamento de seus pesquisadores e suas pesquisas. Os debates, as guerras de influências, as brigas por argumentos revelam somente desvios da Verdade. Não existe sentido em debates. Todo debate é expressão da condição bélica e por isto, desvia-se da Verdade. Se um debate tiver o compromisso com a Verdade então, deixa de ser debate e passa a ser comunhão de idéias, confuências de pensamentos e respeito pelas diferenças intelectuais. Esta posição revela a natureza do ser dos Espíritos Superiores. Nunca discutem nada, pois nada há para ser discutido, pois não expressam ansiedade por nada e, sendo assim, não anseiam ganhar qualquer lutas por defesas de teses ou teorias. Tudo isto é desviante do Caminho. Os Espíritos Superiores são seres alinhados em plena comunhão cósmica e este alinhamento basta. Este ensinamento é tão difícil de entender que repetimos vidas e mais vidas para que a Verdade seja revelada aos poucos.

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Nota:
Este artigo está em constante atualização. A experiência ocorrera hoje pela madrugada e cabe a mim repassar a informação dada pela Consciência Extrafísica, em hipótese, pertencente a escala evolutiva dos serenões.

25.1.10

Transciência e Paranormalidade

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo

A Parapsicologia é a investigação científica da função psi e do agente psi ou o núcleo inteligente do cosmos também chamado, psiqué, espírito, alma ou consciência, através de uma ótica aberta, universalista e espiritual.

Ao longo da história da investigação de psi a Parapsicologia firmou-se como uma área das ciências que estudaria os fenômenos que estavam além do normal: paranormalidade. Assim, as aparições, poltergeist, mediunismo, experiência fora do corpo, precognição e outros fenômenos desta natureza foram colocando a Parapsicologia como a ciência dos fenômenos paranormais. Da mesma forma, a Psicologia foi se firmando como uma ciência que investigava a psiqué, sendo que hoje, acaba firmando-se no comportamento puramente observável, retirando de seu campo de conhecimento, o universo amplo da paranormalidade. Assim temos a Parapsicologia, que acabou se firmando como ciência do "para" normal e a Psicologia como ciência do normal e do patológico, este último, dentro de um espectro de patologia da normalidade.

Tal fato histórico destes campos foi produzindo uma distorção do objeto de pesquisa. A Parapsicologia surge justamente porque a Psicologia perdeu seu rumo dentro de suas investigações. Pois, o "para" deveria também constar como objeto da Psicologia. Como todos os fenômenos são psíquicos deveriam todos ser objeto da Psicologia. Mas não ocorre isto. A Psicologia tornou-se uma religião, um Psicologismo. Assim, quaisquer fenômenos que ultrapassam a ordem dos fenômenos considerados existentes e normais acabam sendo rotulados de alucinações, delírios, sendo a leitura do fenômeno contaminada por preconceitos e julgamentos de valor moral. Da mesma forma, a Parapsicologia acabou por firmar-se como um campo independente, pois considerou desde a Metapsíquica, os fenômenos "paranormais" como merecedores de atenção investigativa. A Psicologia se mercantilizou e a ciência se vendeu a indústria, contaminando achados e teses, prejudicando a busca pela Verdade. A Parapsicologia acabou sendo apropriada pelo Psicologismo e me parece estar começando a se afastar de seu compromisso com a busca da Verdade.

Desta forma, são os fenômenos psíquicos da ordem da paranormalidade responsáveis pelo nascimento de grande parte das religiões, vejamos as revelações de Maomé dadas pelo anjo Gabriel, típico fenômeno mediúnico. Vejamos como Allan Kardec recebeu as relevações que deu origem ao espiritismo. Assim como as revelações de Jesus Cristo. No mesmo sentido, as revelações dadas por Heyoan a Barbara Brennan ou do Guia para eva Pierrakos, ou as revelações dadas para a escrita do "Livro dos Milagres". Revelações espirituais são fenômenos puramente paranormais, da ordem da comunicação cósmica com seres divinos e masi evoluidos que nós. A Parapsicologia necessita retornar ao seu campo verdadeiro, a busca pela evolução e pelo contato direto com o 'divino' [e não com Deus]. O 'divino' é o território da transciência ou o campo inacessível pela ciência, mas acessível pelas experiências paranormais de pico, como o samadhi e as experiências de consciência cósmica.

O desenvolvimento do sentimento e da hipersensibilidade paranormal, junto com uma ética universalista, acaba sendo a via pela qual seres de todos os tempos têm tido vislumbres da evolução cósmica num campo transgaláctico de paz, plenitude e serenidade espiritual, amor puro e discernimento psíquico, num nível em que a telepatia e todos os fenômenos atuam em conjunto e integrados, dentro de uma ética cósmica trans-humana.

Os métodos de ampliação da consciência podem muto bem ser estudados e elaborados pela Parapsicologia; podemos estudar o como, mas a experiência do divino é inestudável. Pertence a transciência e sua comunicação parece-me extremamnente dificultosa.

Assim, nos confins da evolução cósmica, num dado absolutamente inverificável por qualquer meio científico, filosófico ou religioso; em um dado momento, mesmo que tal momento resida na atemporalidade do infinito do pretérito (se é que exista pretérito), há bilhões e bilhões e bilhões de anos-luz atrás; antes mesmo do Big Bang e de qualquer evento cósmico; antes mesmo da existência de Deus, Alah, Jeovah, Brahman ou Tao; antes mesmo de qualquer coisa existente, não-existente; lá nos cantos abissais do tempo passado, antes mesmo da pré-história, num tempo sem tempo do passado inacessível e irracional; em um dado momento eis que, de uma forma incompreensível, “surge” a ‘consciência’ ou ‘espírito’. No espaço-tempo atemporal da realidade não-espacial do mundo sem mundo, do universo infinitamente inexistente; do vácuo primordial; enquanto gênese de tudo a partir do nada, do vazio, da não-existência, eis que do ‘nada’ surge o ‘espírito’ [vida].

Estudos Parapsicológicos sobre a Esquizofrenia

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo

A esquizofrenia é a conhecida psicopatologia de ordem mental grave, tal como classificada pela Psiquiatria, como sendo a doença mental onde a pessoa de forma geral perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária (GALVÃO, 2008). De acordo com a analogia, o apagão consciencial gerado pela reencarnação ou sexualização da consciência, leva a pessoa humana, devido à perda temporária da autoconsciência, a viver uma existência humana onde fica quase que inteiramente incapaz de distinguir realidade de imaginação. Neste sentido, o conceito de esquizofrenia precisa ser expandido para a grande parcela da humanidade que não possui a menor noção prática e experiencial de que, neste momento, está se manifestando no estado de consciência intrafísica, numa dimensão intrafísica, dentro de um espectro de realidade muito limitado e que, por si só, já é razão suficiente para desencadear uma série de problemas e distúrbios para a consciência. Tais distúrbios podem fazer uma pessoa a criar uma ciência sem consciência, cerebrológica e preconceituosa, rotuladora de patologias e normalidades. Obviamente que, se grande parte da humanidade apresenta sinais de esquizofrenia devido à incapacidade geral de lidar com a realidade de estarem operando num estado intrafísico, e não extrafisico ou projetivo, esta distorção de percepção acaba afetando as pessoas mais lúcidas, que, por perceberem um campo mais vasto, ao comunicarem suas experiências dentro deste campo, acabam sendo rotuladas de psicóticas ou dotadas de algum tipo de distúrbio neurológico. No entanto, estão os diagnosticadores distorcidos em suas percepções, muitas vezes apresentando sinais esquizofrênicos muito mais graves que o próprio sujeito taxado de tal patologia. Eu encontrei um destes médicos adeptos do neurologismo, ele insistia me convencer de que as experiências fora do corpo que tive eram delírios ou alucinações.


Na essência do processo encontramos que ocorre com a grande maioria das pessoas no planeta é um desalinhamento da consciência dentro do ponto de vista do centramento da lucidez, portanto, da atenção. É um transtorno de atenção dimensional (TAD), um desalinhamento da capacidade de centrar a atenção no correto estado de consciência objetiva. Por outro lado, este desalinhamento da atenção ocorre justamente pela carência de experiências multidimensionais, nos estados projetivo e extrafísico de forma mais lúcida (2a e 3a atenção). Esta dificuldade é, portanto um problema de ordem de discernimento, de discernir um estado doutro; de discernir realidade de ilusão. E como o corpo do discernimento é o agente psi por excelência, posso trazer a hipótese que os distúrbios todos da humanidade são distúrbios de origem essencialmente mentais, onde se encontra o centro doador de sentido, ou a consciência propriamente dita (hipótese de trabalho clínico).

É aqui, sob esta base de trabalho que repousa a necessidade da identificação de nosso "corpo de crenças" do estudo do resultado destas crenças em nossas vidas. Experiências são vividas e valorizadas. E disso nascem as crenças e criam novas experiências que reforçam o mesmo corpo de crenças.

6 Desafios para a Comprovação Científica da Experiência fora do Corpo

Por Fernando Salvino, Parapsicólogo

1. É realmente difícil comprovar um fenômeno extrafísico desta natureza através de instrumentos puramente físicos baseados num modelo de ciência que opera unidimensionalmente e baseado no cerebrocentrismo . Comprovar a realidade objetiva por laboratório do Psicossoma tem sido esforço de mais de século, desde principalmente as pesquisas de Zelst e Malta até modernamente os esforços de Charles Tart . Tal esforço parece perda de tempo. As evidências mostram que é mais fácil comprovar o fenômeno pela experiência pessoal e, a partir daí, tentar induzi-lo tecnologicamente, tal como defendo a partir desta tese.


2. Os experimentos de laboratório tem sido insuficientes no sentido de comprovar a realidade do corpo objetivo, portanto, da experiência extracorpórea lúcida, de forma que preencha requisitos mais confiáveis nos experimentos projetivos. A essência da experiência extracorpórea da consciência lúcida é a subjetividade do estado de autoconsciência extrafísica. Até o momento, a hipótese de percepção extra-sensorial (ESP) tem sido evocada de forma elaborada para refutar evidências projetivas de laboratório, tal como procurou fazer Susan Blackmore.

3. A estatística e mesmo os modernos recursos da informática aplicados nas metanálises, nenhum destes métodos poderão comprovar por si só a veracidade da sobrevivência da consciência na condição de cérebro oco. O mérito de tais métodos é aumentar o percentual da evidência do fenômeno de sobrevivência pela experiência fora do corpo. Acredito que a reunião coerente e sistêmica de evidências numa abordagem fenomenológica podem dar o rumo para uma investigação realmente científica da consciência, sem preconceitos e influências de crenças religiosas e céticas.

4. A entrevista nunca poderá comprovar a veracidade da informação passada pela suposta pessoa experimentadora dos fenômenos extracorpóreos, mesmo sendo submetido, todos os relatos a rigoroso procedimento de investigação qualitativa, seja ou não através de método fenomenológico no estudo de vivências subjetivas. Por outro lado, o estudo científico de relatos, como fez de forma magistral Sylvan Muldoon, pode contribuir muito para a rede sistêmica de investigação da consciência, juntamente com outras evidências de outras áreas.

5. A autocomprovação subjetiva é nosso maior recurso nesta fase inicial de ciência.

6. Atualmente é mais fácil comprovar o Psicossoma por experimento pessoal do que pelos meios acima descritos. O problema maior parece ser a rara condição da Projeção Consciente. Existem muitos fatores que incidem na dificuldade de se alcançar tal experiência por si. Mas o fato é que é uma experiência pouco alcançada e por isso mesmo difícil de ser democratizada, como o são os sonhos, onde todos sonham.

15.1.10

O Cordão de Prata: Ensaio Geral sobre a Teoria Dinâmica

Fernando Salvino (MSc.) – Parapsicólogo


Introdução

Este ensaio inicial refere-se a estudos a respeito do cordão de prata e sua importância no entendimento da projetabilidade da consciência e, por conseguinte, na sua produção por auto-indução dentro da Projeciologia. O cordão de prata é um fenômeno parapsicológico por excelência, dentro do âmbito da extracorporeidade da consciência projetada. Acredito que o entendimento da dinâmica do cordão possa ser fator importante na produção de projeções conscientes. E neste sentido partimos de uma concepção sistêmica do cordão ultrapassando a concepção mecanicista atualmente vigente. A tese é defendida baseada na experimentação pessoal com a projeção consciente e em investigações teóricas dentro da Projeciologia e ciências afins, como a Psicobiofísica ou Psi-quântica.

1. O Cordão de Prata: uma síntese da visão de Waldo Vieira

O Cordão de Prata, pela definição de Vieira é o “laço semimaterial que mantém o psicossoma ligado ao corpo humano com uma conexão inicial no psicossoma e outra, logo depois, no soma” (p. 267). No entanto tal definição é parece-me simplista para descrever tal fenômeno que chamamos de “cordão de prata”. O autor continua dizendo que “o cordão de prata é um elemento parabiofísico, ou seja, embora de algum modo enraizado na intimidade das células físicas, transcende em suas manifestações energéticas os limites da matéria densa, ou as áreas próprias da Biologia Física, atingindo a Parabiologia” (p. 268).

O cabo magnético prateado também foi nomeado como algo parecido como o “pivô da projeção da consciência intrafísica”, tanto por Vieira como por Muldoon. No entanto é na obra de Vieira que encontramos maiores informações didáticas a respeito do elemento energético aqui abordado. Sendo o cordão de prata algo, por ser algo possui peso, volume, densidade, formato e existência própria, sendo realidade perceptível ao sensitivo ou projetor consciente quando na bilocação, como mostra a figura a seguir.

O cordão varia de pessoa a pessoa, ou seja, em espessura, diâmetros e ductos magnéticos, assim como em relação ao brilho, luminosidade, coloração prateada ou branco brilhante claro, pulsação, textura do cabo e raio de alcance de extensão quando a consciência se acha projetada pelo Psicossoma.

Por outro modo de ver, Vieira define o cordão de prata como “a reunião de cordões de prata regionais, ou minicordões de áreas específicas, seja da cabeça (paracabeça); um braço (parabraço); uma perna (paraperna); um pé (parapé); um dedo (paradedo) e outros.” (p. 269). Neste sentido, com o afastamento do Psicossoma do corpo humano “oco” o cordão torna-se cada vez mais fino e quando ultrapassa a distância de cerca de 10 metros do corpo humano, pode tornar-se invisível. Vieira continua afirmando que “partindo da suposição, evidenciada pelos fatos, de que o psicossoma é um corpo semi-material e de que o cordão de prata, substância (realidade) desconhecida para nós, é ainda mais material que o psicossoma e que, às vezes, exteriorizado junto ao corpo humano, pesa mais do que aquele, conclui-se logicamente que a sede do cordão de prata no corpo humano é intracelular” (p. 270).

2. Introdução à Teoria Dinâmica do Cordão de Prata

A Teoria Dinâmica de certa forma se opõe a Teoria Física defendida por Vieira. Na Teoria Dinâmica temos o esforço sistêmico de integrar campos interconectados como forma de chegarmos numa resultante não pertencente à soma das partes ou na análise isolada das partes constituintes do sistema. Neste sentido elaboramos um esboço sintético da Teoria Dinâmica do Cordão de Prata.

O posicionamento desta Teoria parte do modelo elaborado de forma magistral por Andrade, ou a psi-quântica. De acordo com o posicionamento de Andrade o Psicossoma é de natureza material, porém constituído por outra natureza e obedecendo outras leis físicas, ainda desconhecidas. A física do Psicossoma é diferenciada na medida em que é formado por psi-átomos ou os átomos psi, ou átomos psíquicos, sendo elementos ainda mais essenciais presentes na natureza da matéria. Dentro deste ponto de vista, o Universo é material, sendo os estados da matéria muito mais amplos e variáveis como suporiam até o momento os físicos, cosmólogos, etc. Assim, a matéria apresenta-se sob estados líquido, gasoso, sólido, rarefeito, energético (fraca, forte, eletromagnetismo e gravidade) e outros, como ectoplasma, cordão de prata, energossoma, psicossoma, etc. Os estados da matéria ou os níveis vibracionais, como poderíamos melhor chamar, clarificam nossa abordagem dinâmica de ação do cordão.

Nesta abordagem para cada psi-átomo encontra-se a contrapartida física de moléculas orgânicas, devido ao tamanho de um psi-átomo ser superior ao tamanho de um átomo físico, aquele se liga a um conjunto de átomos ou molécula(s). Assim, chegamos noutra conclusão de que o cordão de prata se liga psi-quanticamente às moléculas orgânicas e não às células sendo fenômeno essencialmente biomagnético, na resultante das conexões entre a consciência (eu) sediado no Psicossoma e o novo Soma. Expandimos a conclusão de Vieira para que nossa hipótese seja a da conexão intramolecular, devido às características próprias do modelo de psi-átomo de Andrade.

Vieira defende a hipótese de que o cordão de prata, sendo de origem intracelular, possui suas ramificações como sendo de “origem puramente físicas” (p. 270), o que discordamos. No nosso entendimento, o cordão prata é a resultante de campo das interações de ordem psi-atômico-moleculares entre o Psicossoma e o Soma e tais conexões se dão no exato momento da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, porém, o início das conexões começam antes da ressomatização ou sexualização da consciência, propriamente dita. Partimos da hipótese de que a ressonância biomagnética como resultante da aproximação (densificação) do Psicossoma da consciência ressomante (sexualizante) tem como ponto final de estruturação de campo o cordão de prata e parte do novo Energossoma.

Assim, o cordão de prata não existe por si, como elemento tal como um braço, uma perna, etc. O cordão existe enquanto fenômeno de resultante de campo, a partir das complexas interações de ordem subatômica e atômicas entre os átomos psi do Psicossoma e os átomos físicos e moléculas do Soma. Desta forma após estruturada a interconexão biomagnética (captura dos psi-átomos pelos átomos e moléculas físicas) entre o Soma e Psicossoma o cordão segue a matriz mnemônica e a cada saída para fora do corpo um novo cordão é formado. O cordão de prata nunca é o mesmo, ele sempre é a resultante ressonante do biocampo do afastamento ou aproximação do Psicossoma ao Soma. Neste sentido temos a explicação do porquê o cordão de prata é inicialmente percebido enquanto vários cordões localizados em regiões específicas do Soma que se afunilam e a certa distância aparenta localizar-se em algum tipo de interconexão com a região encefálica do Soma (sistema nervoso central).

De acordo ainda com Vieira “supõe-se, como hipótese, que a conexão do cordão de prata no corpo humano se dê pela medula oblongada e o encéfalo, talvez mantendo relação com a glândula pineal e uma série de ramificações intracelulares pelo organismo todo, não parecendo terminar na pele do indivíduo, mas dando a impressão de adentrar o corpo humano, estabelecendo ligações profundas com os centros vitais de todos os órgãos”. (p. 270). Diante desta afirmativa temos a dizer a sede do cordão de prata é “não-local”, difusa e diluída por todo o Soma, sendo uma resultante de campo que mantém sua “sede” ou local somático de aparente localização num dos chacras de maior atividade da consciência (centro propulsor de campos), podendo (hipótese) ser na região cranial (pessoas mais mentais, lúcidas, etc.), cardíaca (pessoas mais afetivas, amorosas, pouco mentais), umbilical (pessoas mais instintivas), etc. A Teoria dos Múltiplos Cérebros esclarece as hipótese em que o cordão é visto sair de chacras diferentes do frontochacra e da região encefálica.

A Teoria Dinâmica enfatiza que o cordão de prata não possui sede local de conexão, mas antes de tudo, só apresenta algum tipo de “sede” quando surge, aparece enquanto resultante de forças de campo psi-quânticas. O afastamento da consciência psicossomatizada (Psicossoma) de todo complexo sistêmico do Soma (interconexão subatômica, atômica e molecular) é o fator gerador do aparacimento do biocampo que tem como função unir os dois veículos. Imagine você que o Soma é um ímã de pólo positivo e o Psicossoma um ímã de pólo negativo. Quando em estado de co-existência ou acoplados biomagneticamente (ou no dizer de Vieira, o estado de coincidência holossomática), os ímãs estão grudados. Seus campos magnéticos estão unidos, colados. Ao afastar os ímãs, gera-se uma resultante de campo, que exerce força contrária ao afastamento, tentando mantê-los unidos. Quanto mais afastados, menor é a força do campo e chega a ser praticamente nula. O Psicossoma ao se afastar do Soma; quanto mais próximo maior é a força que incide sobre a consciência (que puxa o Psicossoma para fora do corpo); e quanto mais vai se distanciando, menor vai sendo o poder de coesão deste campo. A forma de “fio” do chamado cordão de prata é simplesmente a aparência de campo da resultante residual proveniente do afastamento biomagnético dos corpos físico e extrafísico. Imaginemos novamente um ímã. Ao afastar um pólo doutro, é sensivelmente evidenciado existir uma força ou campo que tenta manter unidos os dois pólos. Imaginemos que, ao afastar as linhas de força do campo vão ficando cada vez mais fracas e até mesmo tão fracas que não podem mais ser avistadas ou sentidas. No entanto, o campo deixou de existir? Sim e não. Sim, porque sua força não mais exerce influência, e não porque não temos como saber se pelo fato da distância anular sua influência, tal campo deixa de existir. Por outro lado, côo o sumiço do cordão de prata, ou o residual de campo resultante do afastamento do Psicossoma ao Soma, devido à distância do Psicossoma ao Soma, podemos pensar noutro tipo de conexão existente entre a consciência e o soma, que não o cordão de prata. Se o cordão de prata passa a estar invisível aos olhos do projetor, então, este pode então estar inexistente, sem compreendermos o cordão de forma sistêmica, como proponho aqui. Assim, fica a hipótese de que o que mantém o Psicossoma unido ao Soma em determinada distância não é o cordão de prata, mas um elo mais puramente psíquico e menos físico. Então falar em arrebentar o cordão, ou definir que a morte é a ruptura do cordão de prata me parece ainda uma definição um tanto mecanicista. Existe algo mais complexo que envolve o processo da desencarnação ou a projeção final da consciência. E a solução deste problema da dinâmica da morte pode estar justamente na compreensão da dinâmica da sexualização da consciência, ou renascimento.

Assim ultrapassamos a visão cartesiada e fisicalista na análise do cordão e adentramos numa visão sistêmica e integrada. Para isto temos que integrar o fenômeno da ressomatização da consciência (renascimento, reencarnação) dentro da dinâmica do cordão de prata, visto que a cada nova ressoma uma nova e poderosa interconexão biomagnética é formada entre o Psicossoma e o Soma. Expandindo a idéia, chegamos noutra definição, sendo o cordão um continuum campo organizado psicobiomagnético resultante das complexas interações dinâmicas de ordem atômico-moleculares e psi-atômicas decorrentes da aproximação/afastamento da unidade Soma-Psicossoma ou o fenômeno da experiência fora do corpo. Deste ponto de vista o cordão só existe enquanto uma resultante no relacionamento Soma-Psicossoma. Quando não aparece não podemos falar em cordão de prata. Antes de aparecer ou melhor, antes de ocorrer o afastamento dos veículos, não existe cordão algum. O que existe é sim, uma profunda conexão integral, ou diluição holográfica de todo sistema psicossomático no soma, por uma mediação do Energossoma exposto. Assim, quando no estado intrafísico a consciência não apresenta cordão de prata. O cordão de prata é um fenômeno ocorrente somente quando a consciência se acha no estado projetado.

Conclusões Finais

Este ensaio nos coloca diante de uma neo-Projeciologia ou uma Projeciologia cuja essência se dá na compreensão sistêmica do relacionamento interveicular próprio da unidade holossomática intrafísica, temporariamente inseparável, porém, projetável. O mecanicismo Projeciológico está embasado num modo de pesquisa próprio do paradigma dominante na ciência e que atravessou as mentes dos brilhantes pesquisadores, como Muldoon, Vieira e outros. Apesar de defenderem um certo sistemismo científico, usando conceitos como “holossoma”, a análise ainda permanece no território mecanicista. Obviamente as dificuldades de uma visão sistêmica da Projeciologia se dá por uma complexidade do próprio objeto de pesquisa, ou seja, neste caso presente, o cordão de prata e suas inter-relações com a unidade Soma-Psicossoma. Neste sentido a limitação paradigmática no entendimento do fenêmeno projeciológico se dá naturalmente na medida em que o mecanicismo é o modo mais simples que temos para se explicar o complexíssimo.

A Teoria Dinâmica do Holossoma e, portanto, da Projetabilidade está em passos iniciais de formação. A Física Quântica está ao nosso lado para que possamos importar conceitos, da mesma forma que um profundo estudo do modelo sistêmico mostra-se necessário tendo em vista que na realidade holossomática, o todo se expressa como uma unidade não presente na análise das partes isoladas.

Referências Bibliográficas

Muldoon, Sylvan. Projeção do Corpo Astral. Pensamento, RJ: 1966.

_____. Los Fenomenos de La Proyeccion Astral. KIER, Ar: 1969.

Salvino, Fernando. Caderno de Investigações de Experiências fora do Corpo. Acervo Pessoal.

Vieira, Waldo. Projeciologia – Panorama das Experiências da Consciência fora do Corpo Humano. IIPC, RJ: 2004.

Outros.

18.11.09

Do Cotidiano ao Infinito... do Infinito ao Cotidiano...


Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo



Algum dia, por acaso, dei-me conta que sou alguem. Primeiro fui me dando conta que tinha um corpo, desejos e depois dei-me conta que penso e sinto e vivo num mundo. Após isto, dei-me conta que já existia antes de nascer entãom dei-me conta que sou um "algo" que atravessou milhares de anos pelo planeta, num verdadeiro turismo evolutivo em direção a um lugar do universo ainda, desconhecido e por muitos, chamado de Infinito, ou Deus.

Vejo pessoas caminhando, andando de um lado a outro. Eu mesmo quantas vezes dei-me fazendo isto: andando e andando e andando. Mas para onde estamos indo? No intimo humano, pacientes me relatam dores profundas na alma, mas sempre me fica a questão: qual a verdadeira causa de todos nossos problemas?

É complexo, senão simples: eu e você estamos fragmentados. Uns mais, outros menos. Sentimos coisas e não identificamos como sendo "eu". Sentimos uma série de coisas que rejeitamos. Odiamos, amamos e ao mesmo tempo, não deixamos que tais sentimentos venham a tona, reprimimos. Optamos por um caminho de enganações e hipocrisias.

Carrões, status, poder... acúmulo de bens e todos os mais variados sonhos modernos que simplesmente mostram que o ser humano foge dele mesmo, compensa a angústia do não saber, do vazio existencial da ingnorância do sentido de estarmos vivos, por qualquer escudo barato. Mendigamos escudos, mendigamos tudo o que existe a disposição para que possamos colocar na frente e tampar o vazio que faz com que nossa companhia seja tão indesejável.

E qual é a causa da depressão, melancolia, stress, carências de dinheiro e crises existenciais, senão a fuga de si mesmo e a negação do encontro com o vazio existencial profundo que corrói a massiva maioria da humanidade? Então firma-se indústrias que exploram as doenças das pessoas e as dificuldades tantas que existem por aí afora.

No núcleo, amar parece ser a experiência das experiências. No entanto, porque optamos pelo ódio e pela raiva, pela rejeição, ao invés de perdoar e aceitar a si e aos outros tal como são? Pessoas que trazem dentro de si um vazio existencial reprimido no inconsciente, sofrendo dores horríveis na alma, compartilhando de uma cultura que cultiva o silêncio hipócrita de alimentar um modo de vida falso e ilusório.

Para mim, de tudo, o único cura tudo é a realidade. Não acredite em médicos ou em quaisquer outros profissionais que afirmar ter um remédio que cure seus males. Pois na essência, não existe doença. Na essência não temos nada. E se não temos nada, como termos doenças? Doença é uma desculpa institucionalizada criada pela sociedade para culpar "o outro" de sua desgraça. Desgraça esta que acobre o amor e sufoca a vida, privilegiando a morte e o sofrimento.

Não adianta de nada a retórica ou o acolhimento em algum sistema de crenças. Em algum dia, seja nesta ou nas próximas vidas, você encontrará em sua frente somente uma coisa: o Infinito. Num mundo sem Deus e sem Criador, encontramos um Mistério intocável e inacessível. Uma região do cosmo onde a ciência não penetra e onde a religião não alcança. Intuimos, mas não compreendemos. Damos qualquer nome para isto. Lao tzu teve a coragem de encarar tal campo, chamou de Tao esta realidade.

Um mundo sem Deus, mas inundado de espiritualidade. Eis o que as portas da percepção nos mostra. Um mundo sem Criador, mas repleto de Sentido. Um mundo povoado por onde vamos, atravessando as miríades de dimensões pelo cosmo abissal afora. Um campo infinito de possibilidades, um Universo maravilhoso se expande rumo ao Infinito da vida humana. Uma realidade que atravessa as experiências sublimes extracorpóreas de expansão galáctica de consciência. Um mundo sem tempo e espaço nos aguarda num futuro que existe fora dos relógios e dos compromissos terrenos ilusórios.

No entanto, tudo começa agora e agora e agora. E neste momento de expansão, recolho-me ao meu cotidiano, onde mais um paciente me aguarda para ser atendido.

Obrigado ao Infinito por gerar-me dentro da vastidão de um cosmo ilimitado, onde num momentum minúsculo da história universal, identifico-me como sendo eu mesmo, caminhando e caminhando e vivendo a experiência de viver.

Fernando.

11.11.09

Paranormalidade na Infância: o que pais e educadores precisam saber

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo

A idéia de escrever acerca deste tema me remete a minha propria história pessoal. A pessoa que me motivou a escrever taís idéias foi uma coordenadora pedagógica de uma escola em Florianópolis, que por razões éticas não posso dar publicidade a seu nome. Chamo ela aqui de Neuza.

Num belo dia conversando com ela falei acerca de minha história pessoal e quanto as causas reais de minhas dificuldades na infância relacionadas a dislexia e hiperatividade. Ao comentar sobre minha história Neuza me comenta sobre um neto que relataria os amigos invisíveis, o que para ele seriam pessoas reais e não delírios alucinatórios ou mesmo as famosas fantasias infantis. Tal relato me deu o ímpeto de escrever sobre a paranormalidade infantil, assunto denso, polêmico e altamente necessário para a humanidade.

Desde Ian Stevenson, médico dessomado ainda neste século, temos a plena consciência da incidência de fenômenos paranormais na infância. Stevenson foi um dos maiores pesquisadores das rememorações espontâneas de vidas passadas em crianças. São centenas, milhares de crianças pelo mundo que passam por tais experiências paranormais. Outra ordem de experiências adentra no campo das experiências fora do corpo. Neste blog descrevi de forma divertida como fazia para sair do corpo aos 9 anos de idade: imitava o super-herói americano, meu ídolo infantil. Nunca tive um amigo invisível, no entanto, conheço as experiências fora do corpo desde os 9 anos e o mediunismo. Tais experiências eram as reais geradoras da minha dislexia e hiperatividade, visto ter mostrado completo desinteresse aos assuntos de escola, e tendo iniciado uma busca essencialmente espiritual pelos conhecimentos que necessitava. Apesar de estudar num colégio realmente impressionante na sua pedagogia, após tal experiência mostrou-se incapaz de me dar suporte pedagógico. E, após, quando mudei de escola, minha situação piorou. Um mundo secreto foi necessário que criasse, visto que nenhum de meus amiguinhos sabia do que falava. Eu perguntava a eles: antes de tu dormir tu sente teu corpo flutuar? É muito legal! Eles me respondiam: que? tá doido Salvino? Em resumo, nenhum deles sabia do que falava. Somente um amigo, que após anos começamos a falar sobre isto, me relatou também ter estas experiências. Na escola somente a aula de Religião poderia dar algum norte aquelas vivências, mas lamentavalmente tratavam-se de apologia ao catolicismo em oposição as demais religiões reencarnacionistas.

Em sintese, acabei sendo educado em centros de umbanda, centros espíritas e outros centros orientalistas e mesmo os xamanistas. Passei uns bocados nesta pedagogia ultrapassada destes centros. Cultivavam o mediunismo sem qualquer critério rigoroso dentro dos procedimentos científicos no trato com a multidimensionalidade. Mas minha formação cientifica da escola me levou até a Parapsicologia e as demais ciências da consciência, como a Projeciologia e a Metapsíquica. Mas como os pais e os educadores podem lidar com tal realidade, ao se deparar com alunos hiperativos e disléxicos, cujo fundo é a paranormalidade mal trabalhada?

Este é um desafio imenso para os educadores e pais. Eu sou somente mais um dentre milhares de pessoas que passam ou mesmo passaram por processos paranormais na infância.

  • A primeira coisa que os pais e educadores precisam saber, a base de tudo, é olhar para seus filhos e alunos como pessoas altamente complexas e não como doentes. E compreenderem que a base de todo distúrbio ou dificuldade evolutiva humana é da ordem da carência afetiva, sexual e mesmo uma adaptabilidade interdimensional de uma consciência recém chegada nesta dimensão: uma dimensão dominantemente hostil, dependendo do contexto familiar ou grupal onde a pessoa renasceu.
  • A segunda coisa, mais difícil um pouco, é olhar para estas pessoas com olhos clínicos, tentando compreender as razões que estão por detrás do comportamento dos filhos.
  • A terceira coisa é evitar ao máximo o uso de drogas como Ritalina e outras bombas que atingem o sistema nervoso central e destroem os neurônios e a plasticidade cerebral. Lembramos que as crianças estão com seus cérebros ainda em formação e toda a biologia do novo corpo.
  • A quarta coisa, a mais difícil de todas é: pais e educadores precisam se conhecerem mais. Cansei de ver em escolas, pelas mais de 30 em Santa Catarina e mais de 400 educadores uma carência generalizada de autoconhecimento. Sem autoconhecimento, pais e educadores são incapazes de compreenderem a si mesmos e, por consequencia, seus filhos e alunos.
  • A quinta coisa, é o esclarecimento quanto ao campo da paranormalidade. Pais e educadores precisam incluir em seus estudos interdisciplinares o campo da pesquisa avançada da consciência humana. Precisam ser mais autodidatas, irem atrás de livros e informações de ponta na área. Conversarem com vários profissionais para terem visão de conjunto, evitando com isto, conclusões precipitadas acerca do caso de seus alunos e filhos. Muitos profissionais com vestes de branco ou títulos disto ou daquilo, ainda estão amarrados no modelo médico falido da abordagem centrada na doença, no corpo e nos neurônios. Para eles, a paranormalidade é apenas delírio, alucinação ou alguma falha na estrutura dos neurônios. Farão, como fizeram comigo, exames de eletroencefalograma para averiguarem se o cérebro das crianças estão normais. Nosso desafio aqui é maior: estamos falando de crianças paranormais, e isto inclui uma provável estrutura cerebral diferenciada.
  • A sexta coisa é: dê mais ouvidos a seu filho, a seu aluno. E menos ouvido aos "doutores" de plantão que tentarão, provavelmente, levar esta criança para dentro da Indústria da Doença, maltratando sua alma. Protejam seus filhos e seus alunos contra os abusos cometidos por uma medicina e uma psicologia precária e materialista.
  • A sétima coisa é você, pai e educador, compreender a fundo o porque esta criança está passando por você. O que ela tem a te mostrar da vida. Seja qual for seu relato: experiência fora do corpo, sonhos de vôo, visões, mediunismos, incorporações inconscientes, telepatia, superdotação, certos casos de autismo, hiperssensibilidade, isolamento, fobias, hiperatividade, dislexia, etc... Esta criança manifesta antes de tudo, os anseios mais estranhos do inconsciente de si e do grupo no qual está imersa.
  • A oitava coisa é: avalie com franqueza a si e a sua familia e seus problemas escondidos, conflitos mal resolvidos, pois, como sua criança é paranormal ela age como agente captador de ondas provenientes do inconsciente das pessoas e do grupo como um todo, seja familia, escola, etc. É um para-raio desajustado. Compreenda a relação do problema desta criança com o ambiente em que ela está. O que o problema da criança diz do ambiente? O ambiente é hostil? Controlador? Regrador demais? Os alunos não gostam da aula mas todos ficam quietos? A professora é chata? Os pais brigam muito? O pai ou a mãe são agressivos com ela? Enfim, qual o sistema no qual a criança está?
  • A nona coisa: em casos específicos, levar a criança num Parapsicólogo Clínico aberto, pesquisador, para que possa ajuda-la ela, dentro de terapeutica e sem doutrinações religiosas, acerca de seus problemas existenciais. Temos que ter plena consciência que uma criança de 5 anos pode muito bem ter em seus pensamentos perguntas de alto nivel filosofico, como: o que é o nada? o que é evolução? porque o corpo cresce? o que é a vida?
  • A décima coisa é: lide com a frustração do início ao fim. Toda busca por algo leva a pessoa a incontáveis experiências, e muitas vezes, até que se chegue a algum lugar, muitos erros podem ocorrer e muitas portas erradas podemos entrar.
Pais, educadores: olhem para as crianças como elas são, pessoas complexas e de natureza milenar.