24.7.13

Sobre a Cosmointermissão, Calibração e Densificadores: Ensaio Inicial sobre a Cosmorressoma

Por Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Pesquisador da Holocosmologia e Ciências Avançadas da Consciência
Bel. Direito (UNIVALI), Esp. Educação (UDESC), MSc Educação (UFSC)

Parapsicólogo habilitado pela FEBRAP e IPCM
Projetor consciente e parapsiquista autoditada
Atua no Espaço Terapêutico Tao Psi e Projeto Amanhecer - HU/UFSC

Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência (PAmanhecer/HU/UFSC)
Membro do NIEDP - Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Desenvolvimento Parapsíquico
Membro da ABPCM - Associação Brasileira de Parapsicologia e Ciências Mentais
Colaborador do site da Parapsicologia de Dr. Geraldo Sarti (www.parapsicologia-rj.com.br)


(este e todos os ensaios estão em contínua revisão e atualização)


Observações iniciais Este ensaio condensa um conhecimento tanto experimental como teórico bastante complexo e que acredito necessitar de uma base anterior, e então, sugiro o estudo dos ensaios a seguir apresentados, que podem ser lidos a começar pelo último até o primeiro, por ordem cronológica (do mais antigo para o mais novo). Existem os demais ensaios que tratam do campo projetivo da consciência para fora do corpo, vários casos que relato de experiências pessoais e que podem complementar o entendimento da holocosmologia ou da natureza holocósmica do universo. O estudo também do campo da psicobiofísica, teoria de psicons, astronomia, cosmologia moderna e astrofísica, tanto como física quântica, poderão também contribuir para um maior entendimento.

É importante esclarecer ao leitor que quanto mais aprofundo o tema menor se torna minha capacidade de falar a respeito com tamanha precisão como consigo pela escrita. Então, acredito que ainda a escrita seja a forma melhor de compreender do que se trata o assunto. Sugiro o leitor perceber o campo, a energia antes, durante e depois, do estudos dos ensaios, percebendo a si mesmo e como se sente antes, durante e depois, em termos físicos, energéticos, emocionais e mentais e a energia do aposento donde se encontra agora.

Seguem abaixo os ensaios que selecionei:

1. SALVINO, Fernando. Fundamentos de Holocosmologia: No limite da Cosmologia Moderna, da Irrupção da Holocosmologia e do Esboço das Primeiras Tentativas de Definições em Holocosmologia. (clique aqui). 2013.
2. ________. Ensaios sobre os Princípios de Holocosmologia: Dos Princípios e de Algumas das Consequências. (clique aqui)
3. ________. Além da Terra: Ensaio de Astrofísica Holodimensional e a Habitabilidade Alienígena, Extraterrestre e Extrafísica. (clique aqui)
4. ________. Noções Gerais de Holocosmologia. (clique aqui). 
5. ________. Evidências Experimentais de TCI - Transcomunicação Instrumental em Experimento Parapsíquico Retrocognitivo Através de Registro Comprovado de Voz Eletrônica e Relato Qualitativo. (clique aqui).
6. ________. Esboço de uma Metodologia Cosmoprojeciológica para a Holocosmologia e Outras Reflexões. (clique aqui).
7. ________. Ensaio Geral Sobre os Conselhos de Calibração Cosmológica e Implicações no Cosmodireito e Cosmojurisdição Holodimensional Evolutiva, Cosmotransdução e Outros Assuntos. (clique aqui)
8. ________. Da Impossibilidade Axiomática da Gênesis como Sustentáculo da Cosmogonia, da Impossibilidade da Cosmogonia e de Alguns dos Princípios Gerais da Holocosmologia: Considerações sobre as Relações entre Espaço-Tempo (E-t), Consciência (C) e Estados de Consciência (e-C). (clique aqui).
9. ________. "Calibração Cosmológica" ou "Sabedoria Divina"?: Dos Processos Subjacentes à Holorressomatização da Consciência. (clique aqui).
10. ________. Relação Bóson de Higgs <---> Intelectons, Intenção do Pesquisador e PK (clique aqui)
11. ________. Sobre o Acesso Experimental ao Holocampo Cosmológico, Do Primeiro e Segundo Experimento Laboratorial - Retrocognição ao Último Período Intermissivo. (clique aqui)
12. ________. Ensaio sobre a Hipótese do Fenômeno da "Queda de Lucidez" ou "Tendência Oscilatória à Inconsciência" como Co-Ação do Buraco Negro - Via-Láctea, além das Variantes Conhecidas e Consideradas. (clique aqui)
13. ________. Ensaio sobre a Taxonomia das Experiências Extraterrestriológicas: Subsidios para a Orientação e Aconselhamento Psicoterapêutico-Parapsicológico-Clínico ao Paciente. (clique aqui)
14. ________. L(∞): Ensaio Preliminar Sobre a Lógica Inclusa do Infinito e a Irrupção da Transciência. (clique aqui).
15. ________. Cosmocracia e Comunidade Cosmoética Universal. (clique aqui)
16. ________. Cosmoprojeciologia: Investigação Cosmológica através da Projeção da Consciência para fora do Corpo Humano. (clique aqui).
17. ________. "Também é Psíquica a Gravitação?": Algumas Implicações da Projeciologia, Física Moderna e Psicons. (clique aqui)


I - Das Considerações

O assunto da cosmointermissão desafia os conceitos tanto quanto a física moderna desafiou a física clássica. As concepções aplicadas no espectro de realidade comumente conhecido pelas ciências e tradições espirituais tanto no ocidente como no oriente, pouco se aplicam quando se refere ao que chamo aqui de cosmointermissão. É na cosmointermissão que se inicia o aprendizado sem palavras, sem livros, a partir de observações experimentais e de transmissões de conhecimento sob uma outra perspectiva, além mesmo da telepatia comum e dos fenômenos estudados pela parapsicologia.

Então diante disto tive de expandir a taxonomia parapsicológica para o espectro holocósmico, especialmente do que se refere à cosmoprojeciologia. Nos ensaios acima citados, o leitor poderá compreender melhor como se dá o parapsiquismo num contexto cosmointermissivo e como se manifestam as consciências de espectro holocósmico, transcendendo tudo o que conhecemos acerca da natureza da consciência e do universo, da evolução, da reencarnação, do amor, da benevolência, da inteligência e da vida como um todo.

A visita in loco posso resumir da seguinte forma enquanto relato de campo, muito embora minha memória e admito com toda minha franqueza, é incapaz de trazer aqui a inteireza do acesso:

As imagens eram vívidas. Uma inteligência incomum comunicava-se comigo; simultaneamente aparecia um nave muito grande, muitas luzes em cima, indo embora, longe; tripulação que desce dela, recebendo tripulação, alguém com capacete aparece. Sinto ter que levar alguém para algum lugar, uma "plenária", como se fosse receber visitantes de outros países, reunião. Não é próximo da crosta terrestre.

É um conselho [muita emoção, eu choro muito neste momento de comoção], plenária, sou um auxiliar, é tudo telepático mas de uma natureza cósmica, clima de preocupação/seriedade [muita emoção durante a rememoração], estou ali só para observar, assuntos interplanetários, como fazer "conexões", interações são tranquilas. A Reunião é extraordinária focado num problema, primeiramente acho que é um planeta que explode, logo a imagem do Sol aparece, e entendo que é um problema astro-fisico, associado a Saturno, muita atividade do Sol: o problema está associado ao Sol, as explosões solares e suas relações com o sistema inteiro. Avisto cidades espaciais e naves grandes e povoadas, que circulam ininterruptamente. Contatos corriqueiros, universos paralelos, continuamente ocorrendo no hiperespaço. Os amparadores chamam a pessoa que recepcionou para a reunião do Conselho, manifestação expressiva de liderança, chefe do conselho, chamado somente para assuntos dessa natureza. Como se fosse uma pessoa/comandante que vive no espaço fazendo viagens interestelares. Diz sem dizer o "comandante":

- “Colonização de Saturno”, Se ocupar mais Saturno mudamos o Sol. 

Neste instante, imagens de protótipos aparecem e ao mesmo tempo compreendo que a ocupação das consciências, as colonizações, interferem no equilíbrio do sistema e o amparador chamado é especialista nisso. Presença energética muito forte, comanda o trânsito interestelar do processo todo relacionado a transmigrações extrassolares. Sua presença é inigualável a qualquer manifestação consciencial que já tenha visto ou sentido. Sua condição evolutiva transcende a benevolência, a amorosidade tal como compreendemos. Sua presença denota presença de matéria estelar de nível irracional em sua psicosfera. Este amparador manifesta uma psicosfera estelar, cuja composição energética talvez expresse o trans-humano e o cósmico num nível que ultrapassa quase que integralmente o entendimento que temos sobre a ufologia, os estraterrestres e a manifestação da consciência extrafísica ou projetada. A reunião é realizada em espécie de mesa, planeta desenhado (Terra) como num "holograma tridimensional".

- "Olá" [embora não tenha sido esta a exata palavra que tenha pronunciado, é o que mais se aproxima] - cumprimentou o amparador de linhagem holocósmica com absoluta serenidade, seriedade e humor profundamente calmo e estável. E continuou: 

- Agora chegou o seu momento de compreender como funciona o sistema, e que tentou compreender durante muitas vidas.

Neste instante, entendo profundamente que chegara meu tempo e também compreendo que tudo é controlado profundamente por estes seres de altíssima inteligência; então eu vejo [mas não um ver como costumamos ver] toda a minha existência de procura de entendimento, simultaneamente, instantaneamente e compreendo de átimo, o tempo evolutivo e o porque somente agora, poderia compreender e acessar tal informação. Compreendo que está fora de meu controle e ao mesmo tempo alivia-me por dentro de minha estrutura mais profunda que o cosmo esteja sob o controle destas inteligências, verdadeiros irmãos cósmicos. Quando então o amparador "diz" em profunda conexão cosmotelepática:

- Chamamos de "calibração".

E mais uma vez "vejo" e entendo de bloco inteiriço, uma forma de saber completa transmitida cosmotelepaticamente, de como funciona o processo evolutivo e suas relações com a Terra. A informação foi inteiramente transmitida de forma que era como seu já intuisse tudo aquilo mas me faltava o entendimento direto, cosmointelectivo, cosmopsigâmico e cosmoprojetivo.

Muito embora a vivência tenha se dado simultaneamente, o contato com o amparador e o ocorrido no Conselho, ocorreu que: O amparador e eu , então neste tempo sem tempo, nesta esfera sem esfera, neste local do cosmo situado no espaço estelar, embora soubesse que ainda estávamos em algum local sem local do sistema solar, estamos observando a reunião do Conselho, onde estavam tratando do problema associado ao Sol, as tempestades solares e suas relações com tudo, com a evolução, com os sistemas, as reencarnações e desencarnações, as ressomas e dessomas e transmigrações extrassolares, para colonização do planeta Saturno. Eram informações não passadas tal como costumamos aqui no planeta, eram de ordem do simultâneo. Sabia-se, como se um holocampo estivesse pulsando informações e sendo compartilhadas instantaneamente entre os presentes: consciências de uma linhagem alienígena que não posso comparar a nada do que tenha já visto. Sua composição psicosférica era diferente, eram quase que astros, eram quase que compostos de matéria estelar, uma psicosfera de natureza cósmica e não humana. Nem sequer poderia dizer que são extraterrestres, pois tal conceito não se aplica a este espectro holodimensional. A sua natureza era profundamente benevolente, de uma seriedade incomum em todos os aspectos; uma preocupação sem ansiedade; uma preocupação irracionalmente benigna e inteligente manifestava o controle absoluto de tudo o quanto existe na Terra e do Cosmos. Estava eu ali, diante da prova definitva de que o Cosmos é completamente controlado e é essencialmente uma atividade inteligente e benevolente. O poder holoárquico, como prefiro chamar, é nas esferas holocómsicas, profundamente benigna num nível que ultrapassa até mesmo o que se imagina ser Deus. E no entanto, mostra-se ainda, algo pequeno, se expandirmos o espectro para as dimensões conscienciais. 
Em dado momento, fazia-se projeções livres na dimensão consciencial pura, onde tais amparadores transitavam indo e vindo, em fluxo contínuo de comunicação, onde foi quando compreendi em átimo a simultaneidade de tudo, a inseparabilidade de tudo e a realidade da holofusão. Dizia-me o amparador: a sua tarefa é trazer o "A, E, I, O, U" desta realidade para a Terra. para quem já tem condições de acessar, vislumbrar.

Neste instante me despeço. Ao mesmo tempo vejo máquinas imensas espalhadas pelo Sistema Solar, verdadeiros "portais interdimensionais" calibrados para cada planeta, visando a ressoma direta. Os amparadores a chamam de "densificadores". Cada máquina é calibrada para a ressoma de consciência cosmointermissiva em dado planeta do sistema Solar. No mesmo instante ainda, sou sugado pela máquina em espécie de "túnel de minhoca" e quando me vejo estou no útero de minha mãe.

Passaram-se no tempo terrestre no máximo alguns meses. Eu dessomei em minha vida anterior imediata na Guerra do Vietnã, em 1975, em pleno campo de batalha visando amparar soldados em campo, tal como fora nomeado pelo exército americano. E no mesmo ano, 1975, exatamente, 22 do mês de outubro de 1975, eu ressomo na Terra. O tempo ocorrido no hiperespaço, na ordem do simultâneo e de um "agora eterno", passaram-se poucas semanas e no máximo meses aqui na Terra. Diante disso nascem princípios básicos de holocosmologia, de que o espaço-tempo é função do estado de consciência: Et ~ fEc, ou de que o cosmo não surge e nem termina (inexiste o tempo e o espaço "0") e assim por diante (leia aqui sobre os princípios de holocosmologia).
  

II - Da Cosmointermissão, dos Densificadores e da Ressoma Direta

Após contextualizar a experiência, então que possamos aprofundar ainda mais sobre o assunto, especialmente os Densificadores e a Ressoma Direta.

A palavra "intermissão" embora seja precária, é aqui tratada com sentido do período entre-vidas ressomadas, seja na Terra, seja noutros planetas, cuja vida da consciência está além da vida humana ou sujeita a um veículo denso diferenciado do veículo astrossomático ou psicossoma (perispírito). No caso da palavra "missão" refiro-me a uma existência constituída de propósito ao contrário das existências destituídas de maior propósito. A missão aqui não tem conotação militar e não existe a obrigatoriedade que carrega o conceito.

A cosmointermissão, a calibração e os densificadores são o assunto que compreendo ser o ponto de ruptura da ciência clássica, atual com a ciência cosmológica do futuro ou a holocosmologia. Em comparação com a física clássica ou a psicologia clássica, e suas contrapartes a física moderna e a psicologia transpessoal e mesmo a parapsicologia, metapsíquica e projeciologia, estes campos conferem uma realidade cujos conceitos clássicos em geral lhe são inaplicáveis. Trata-se de da experiência cosmoprojeciológica e consciencial direta daquilo que se teoriza em termos de multiversos, universo membrana, teoria de cordas e assim por diante.

É sabido que o senso comum ou o conhecimento geral no assunto diz que a pessoa vai a um determinado mundo-céu, umbral, inferno, purgatório ou mesmo num hospital espiritual, ou colônia similar à Terra e assim por diante. E que a consciência permanece lá num período relativamente similar em tempo a uma vida humana na Terra e que depois retorna com uma determinada missão, visando evoluir. É uma espécie de ida e vinda, determinística. Porém, em fragmentos psicografados por Francisco Xavier, a partir do espírito nomeado como André Luiz, acusam a existência da engenharia celeste ou mesmo das assembléias formadas por extraterrestres com ênfase no sistema solar e além (In Evolução em Dois Mundos, Obreiros da Vida Eterna). Tal realidade também é citada e explorada por Blavatski, em seus compêndios teosóficos. Esta realidade parece-me ser o que motivou em algum momento da história a criação da loja maçônica, o significado o símbolo do compasso, a noção de "arquiteto do universo" (engenharia celeste, cosmoengenharia), o símbolo G (que pode ser a galáxia, ou a espiral própria da via-láctea) e a constituição na forma de espécie de Conselho, presidido por um venerável, ou um superior que ocupa a cadeira principal.

Em se tratando de densificadores e, portanto, de cosmointermissão, o assunto permanece noutro nível e as explicações usuais e mesmo a ciência reencarnacionista comum não alcança a complexidade da cosmointermissão e sua relação com os densificadores e com a ciência da calibração ou cosmoengenharia.

Pela definição já exposta, a cosmointermissão é o mesmo de "intermissão" das consciências que são admitidas à intermissão cosmológica ou melhor, holocósmica, cuja aprendizagem efetiva-se através de acessos diretos de informações sem intermediários, matérias, salas de aula, cursos, currículo e assim por diante. Esta cosmointermissão é situada nos vazios interplanetários, em dimensão "metafísica" ou extrafísica próxima à dimensão consciencial pura, com trânsito mais livre entre o psicossoma e o mentalsoma da consciência (projeção psi-P).

A consciência enquanto micro-astro consciencial, apresenta neste caso ciclagem holodimensional de espectro mais amplo, mais aberto, em distância, dimensão e estado de consciência, sendo que a procedência intermissiva está além do vínculo com o planeta e sim com um raio de abrangência mais cósmica, solar e extrassolar.

Os densificadores carregam o conceito de ressoma direta ou instantânea. A ressoma direta é a ressoma cosmointermissiva onde a consciência sem passar por qualquer adaptação interdimensional sai de sua procedência e se desloca em velocidade psicônica ou hipervelocidade (hipertempo) pelo hiperespaço, acima da velocidade da luz, e atravessa a "membrana" do densificador e inicia a ressoma já dentro do útero da mãe. O fenômeno é um tanto "bizarro" no sentido de sua complexidade, visto que provavelmente exista uma ligação direta entre úteros, cordões de prata, óvulos, espermatozóides, fecundação, zigoto e tudo isto às máquinas e ao movimento interdimensional instantâneo da cosmoressoma. A cosmoressoma é, portanto, a ressoma direta da consciência de procedência cosmointermissiva.

As relações entre dimensão cósmica > densificadores > calibração > planeta-destino > pais > fecundação > útero parece-me de uma complexidade que ultrapassa qualquer estudo médico, fisiologia, embriologia e mesmo as teorias avançadas como o MOB - Modelo Organizador Biológico tal como elaborado por Hernani Guimarães Andrade.

Ao que me parece supor, a mãe precisa ter condições de abrigar tal consciência em seu ventre e as razões pelas quais o casal decide ter o filho ultrapassa o desejo de ambos e transcende suas decisões pessoais ultrapassando seus egoísmos e rumando para a necessidade holocósmica de prosseguimento da evolução uns através dos outros, em holomovimentos assistenciais ad infinitum.


III - Das Dimensões Cósmicas próximas às Dimensões Conscienciais Puras

As dimensões conscienciais puras compõe, por hipótese lógica, a grande massa quintessencial do holocosmo, sendo a grande agente modeladora das galáxias e de todos os astros e sistemas, aglomerados, grupos de galáxias e sistemas e sistemas de amplitude e magnitude que ultrapassa os limites até mesmo do big bang e de todos as grandes teorias cosmológicas. Tais dimensões estão além da luz, do fóton e, diante disso, parece ser o aspecto qualitativo inerente, intrínseco da luz, visto que luz e vida estão indissociavelmente ligadas em seus atributos qualitativos (sobre o "Ensaio sobre a Luz e suas Relações com a Cosmointeligência", em breve estarei publicando aqui).

A sua composição é de consciência mais do que de energia. Inexistem corpos, mas somente campos de inteligência móveis e espalhados pelo hiperespaço holodimensional, em holofusão. As dimensões enquanto funções dos estados de consciência, são neste espectro um campo holocósmico de hiperlucidez onipresente, não só penetrando todas as demais dimensões, mas estando em holofusão a tudo, incluindo a mim mesmo neste instante, mesmo que não possa perceber de tal precisão.

A cosmointermissão é uma espécie de estágio à consciência que foi literalmente admitida pela amparabilidade para que pudesse acessar e compreender o funcionamento do sistema. As palavras como sempre aqui mostram-se limitadas para expressar o sentido. Por funcionamento do sistema quero dizer a inteligibilidade que está por trás e que está também holofundida a tudo, e que se conecta com a evolução, a consciência e suas relações com o planeta Terra, a cosmocracia, os fenômenos e principalmente, a minha sempre questão a respeito do sentido da parapsicologia e dos fenômenos parapsíquicos.


IV - Dos Densificadores

Os Densificadores (Holorressomáticos ou Interdimensionais) são máquinas da alta tecnologia cósmica e evolutiva, cosmoengenharia, para viabilizar a ressoma das consciências de intermissão cosmológica, operando em tempo simultâneo, obedecendo a espécie de tabela holofrequencial da calibração cosmológica (hipótese) adequando a ressoma a cada planeta e condições ecológicas, situadas no espaço cósmico próximo aos planetas-alvo da ressoma. A máquina calibra a exata materialização da consciência extrafísica (espírito) para o exato tipo somático do planeta-destino da ressoma.

As máquinas estão dispersas pelo espaço no Sistema Solar e são de tamanho muito grande, talvez do tamanho de uma estação espacial ou maior. Apresenta espécie de "grade" que a envolve e em seu interior uma membrana de natureza aparentemente "líquida" onde a consciência a atravessa e densificando-se habita o útero da nova mãe, dando início a nova vida no planeta Terra. No caso doutros planetas, não saberia dizer como se dá este processo.

A constatação da existência de tamanha tecnologia se deu na última intermissão, o qual avistei várias destas máquinas espalhadas pelo sistema solar próximo aos planetas. Os amparadores cósmicos, de linhagem evolutiva mais estelar que planetária, informaram a mim sobre o nome de densificadores.

No que diz respeito à Terra, os densificadores atuam em sincronização, ainda não compreendida, com o útero materno e os processos da embriogênese, formação do cordão de prata e assim por diante. Este fenômeno, na Terra, somente ocorre em condições normais, pela via sexual, pela união do espermatozóide com o óvulo. Assim, no nosso planeta, a vida humana é uma vida essencialmente sexual, enquanto animais sexuados, no reino animal, mamíferos. Assim, na Terra, a ressoma é ressexualização do espírito ou consciência.

V - Das Considerações Finais

As considerações que me tomam neste instante é a fecundidade da vida e a inteligibilidade que permeia, forma e constitui o holocosmo, e cujas consciências individuais são apenas manifestações individuais de um tecido inteligente em holofusão, inexistindo a separabilidade e a individualidade tal como nos compreendemos, e como compreendemos os outros. E diante desta realidade, constata-se que a amizade em sua profundidade, a fraternidade entre todos os seres vivos, o amor maior, a cooperação, são as bases que sustentam o holocosmo: sem Deus, sem começo e sem fim.


15.7.13

Avistando e Examinando Extracorporalmente o Perispírito de um Suicida (tentativa), sua Forma/Aparência e sua Condição Para-Psicopatológica (para-psicose) e Algumas Reflexões

Imagem retrata como fica o perispírito ou
psicossoma (astrossoma, corpo astral)
de um suicida. A situação é similar ao
perispírito de uma pessoa que tentou o
suicídio. Após a melhora do corpo,
o corpo extrafísico ainda permanece com os
traços sintomáticos da auto-agressão.
Por Dr. Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta
Parapsicólogo habilitado pela FEBRAP/ABRAP/IPCM
Espaço Tao Psi (consultório particular)
Parapsicólogo/Psicoterapeuta, Pesquisador e coordenador do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência - Projeto Amanhecer - HU/UFSC
Membro da ABPCM - Associação Brasileira de Parapsicologia e Ciências Mentais
Colaborador do IPRJ - www.parapsicologia-rj.com.br (Dr. Geraldo Sarti)




Observações

Caro leitor, o assunto é denso e adentra na ótica da assistência projetiva a pessoa em grave situação psicopatológica, em trauma de tentativa de suicídio. Sugiro ler outro ensaio caso não queira ler ou acessar esta experiência. Caso opte por ler, trabalhe sua intencionalidade benevolente, acalmia de espírito, se souber realize seu chi kung mobilizando suas energias conscienciais e psicofera, e se assim achar mais prudente medite em torno do amor incondicional, afastando qualquer julgamento sobre qualquer coisa referente aos motivos que levam alguém a cometer o ato aqui trabalhado. Aproveite para neste momento ser o amparador e não o censurador.

Por outro lado, se o leitor já pensou ou cogitou de realizar tal procedimento para abreviar sua vida ou resolver suas angústias profundas, talvez vale a pena ler este ensaio. A condição do suicida é similar a daquele que tentou o suicídio. Sua aparência e condição interior são de gravíssimo transtorno psicopatológico, ou melhor, para-psicopatológico, na ordem da "para-psicose" ou a psicose própria da consciência quando fora do corpo, em estado de perturbação.

O tratamento necessariamente recai no espectro da terapêutica parapsicológica pela via extracorpórea (projeção terapêutica) concomitante por assistência clínica em estado de relaxamento e mesmo pela via regressiva (retrocognitiva) visando trabalhar o trauma diretamente, e em sessões contínuas, além de possível apoio complementar de técnicas como terapias energéticas (como reiki, apometria). A diretriz é trabalhar o potente "choque" que acomete a pessoa após realizar de fato a tentativa e sobreviver à mesma, sem êxito.

A seguir prosseguirei com o caso e examinarei algumas reflexões e, como todo ensaio, está aberto para que você leitor, confrontando-se com o tema, realize seu próprio ensaio e considerações pessoais.


I - Das Considerações Iniciais

O caso ocorre com a pessoa que aqui denomino como "X", de sexo feminino, paciente que, outrora, tentara o suicídio por enforcamento em sua residência, sem sucesso, ocultando a tentativa de todos, dos pais e familiares.

O fato foi informado a mim anos após o ocorrido e "X" manifesta uma vida cujo sintoma nuclear é uma certa paralisia evolutiva, com enorme dificuldade de mover-se, de sair de dentro de si mesmo, de ir ao mundo, de estar no mundo enquanto sujeito que trabalha e se autosustenta. Nos dos aspectos, emocional e profissional, sua vida mostra-se paralisada evolutivamente.

Diante disso e como forma de preservar a identidade de "X", tais dados são suficientes para que possa adentrar num campo movediço da experimentação parapsíquica, que é a assistência direta à pessoa quando fora de meu corpo, manifestando-se através do veículo de emoção também chamado de perispírito, psicossoma ou astrossoma.

A primeira vez que ocorreu-me de realizar este tipo de assistência tão direta e relacionada assim aos assuntos em Terra, foi quando a esposa de um amigo, médico, ligou-me e informou que estava lhe ocorrendo coisas estranhas. A sua fala esboçava o desejo psicopático de matar seu filho de na época cerca de 2 anos de idade, enquanto lavava a louça e o garoto tomava banho em sua banheira. Típico cenário de filme de terror. Pensamentos assolavam sua mente com imagens pictóricas perturbantes. Sugeri a ela que se acalmasse e refletisse sobre a origem da informação, e ela pareceu-me segura em dizer que vinham de fora dela. A culpa estava lhe corroendo por dentro, pois estava com dúvidas a respeito de sua própria identidade, razão do acoplamento e da semi-incorporação com a consciência extrafísica perturbada. A tal psicopatologia temporária, o Dr. Eliezer Mendes chamou de "Síndrome da Personalidade Intrusa". Na mesma noite, visitei o aposento de sua casa fora de meu corpo, projetado e com inteira lucidez, quando avistei a consciência extrafísica (espírito, agente theta) que estava lhe incitando o ato atípico, tal qual um inimigo do próprio filho que o perseguia por algum motivo cármico de suas vidas anteriores. Durante a acareação, eu e a consciência, a mesma sentiu-se descoberta em suas ações e no mesmo instante foi recolhida pela amparabilidade e resgatada para tratamento.

A vantagem é que pode ocorrer a observação direta e a acareação visando a amparabilidade na fonte do transtorno de ordem parapsicológica, theta, embora seja difícil conservar a lucidez durante um tipo de assistência como esta, devido à densidade de tal campo e a negatividade em um nível fora do comum, de grau de perturbação que ultrapassa os transtornos comumente atendidos em consultório ou hospital.

Neste caso aqui, "X" conserva o corpo físico também como uma capa densa, fachada de sua real condição interior, no nível de emoções, sentimentos e distorções cognitivas graves. O corpo físico, consegue neste caso esconder de forma bastante expressiva a real condição interior de um espírito que, somente se mostra efetivamente, quando o mesmo se acha fora de seu corpo ou quando o mesmo é visto por um sensitivo clarividente de alta precisão.


II - Do Fato

Na madrugada do dia 4, se não me falhe a memória, "X" aparece de súbito em minha casa, eu fora de meu corpo conservando a inteira lucidez extrafísica, parecendo que o cenário já estava estruturado para a recepção de "X".

A minha reação de súbito foi de um potente calafrio estranho que percorreu meu psicossoma mas mantive-me bem calmo, sereno, onde permaneci como observador das sensações que me ocorriam como paradiagnóstico, e procurei olhar fixamente sem permitir que o impacto em minhas emoções gerasse o retorno involuntário ao corpo.

A aparência de "X" era como nos filmes de suspense: olhos expressando um tipo de agressão incomum quando um recém homicida comete o crime, no flagrante, ainda mantendo-se com sangue, roupas sujas e manchadas, em total desequilíbrio e transtorno de nível talvez próximo ao psicopático ou o de uma psicose em surto grave.

Ao perceber a psicosfera de "X" muitos pensamentos me vinham em mente em resposta a psicometria bem leve, para que eu não absorvesse aquela contaminação que não me pertencia, parecia realmente que "X" tinha cometido um crime e estava ali quase que confessando o que fez, querendo uma "absolvição" ou como se me dissesse "o que eu faço com isto?" ou "olha o que eu fiz!", quase como se tentasse me agredir com sua auto-agressão aguda. Ao perceber com maior detalhe "X", vi as marcas e vergões do enforcamento em seu pescoço decorrente do ato. Imediatamente, retorno ao meu corpo, com calafrios e inicio um trabalho energético visando a acalmia e o processamento da experiência sem que me perturbasse, mantendo minha serenidade. No dia seguinte, informo a "X" do fato e exponho a ela a causa mais séria de seus problemas atuais, que é o estigma associado ao enforcamento. Obviamente que antes deste fato, sua vida já expunha uma pre-disposição para tal ação.


III - Do Efeito PK (psicocinético) no próprio perispírito decorrente de etiologia psicopatológica grave: tentativa de suicídio e sua manifestação extracorpórea


A descrição aqui é em partes, porém, no momento fenomenológico da experiência todas as percepções se deram talvez em poucos segundos de interação, onde compreendi a raiz da "paralisia evolutiva" de "X", na disformia do perispírito em resposta à memória de profundo trauma psíquico-parapsíquico conservando a condição geral quando intrafisicalizado no corpo, ainda fora do corpo, enquanto efeito PK auto-destrutivo.

A manifestação PK ou psicocinética é em linhas gerais a ação da mente sobre a matéria. Em se tratando que a mente conserva-se ainda existente mesmo fora do corpo físico e que este segundo corpo, o perispírito ou psicossoma, responde de forma imediata às ações mentais principalmente na parte que cabe à expressão de emoções e sentimentos e padrões cognitivos, o efeito PK neste caso aqui é auto-PK, a ação de si mesmo sobre os corpos.

O perispírito de "X" achava-se tal cópia, expressão, versão extracorpórea, das condições de seu corpo físico no contexto da tentativa de suicídio em resposta sincrônica aos processos mentais e cognitivos associados.

As propriedades do perispírito são de tamanha sensibilidade que a emoção dominante se conserva enquanto memória plástica visível ao projetor clarividente. O projetor consciente manifestando o parapsiquismo extracorpóreo pode ver a real condição de uma consciência quando esta está se manifestando fora de seu corpo. O parapsiquista quando em corpo, para que possa "ver" o outro em sua real condição necessita de muita sensibilidade para vencer a barreira densa do corpo, feito de matéria, ossos, gordura, músculos, nervos, água, sangue e assim por diante, até "ver" o corpo real do Eu, que expressa quem e como realmente a pessoa está, em sua real condição.

O procedimento de diagnóstico tanto aqui como fora do corpo, vale o mesmo princípio: a consciência procura dissimular sua real condição de si mesmo e do outro. Quando aqui, em vida humana, a pessoa usa de seu corpo e de todas as artimanhas possíveis para falsear, dissimular e mascarar como realmente se sente dentro de sua alma e o que esconde de si e dos demais. Quando em uma condição extrafísica, fora de seu corpo, desta proteção densa, ainda a pessoa procura dissimular, mantendo a aparência ideoplástica de si mesmo na condição dissimulada, escondendo sua real condição.

Porém, fora do corpo o projetor parapsiquista pode "ver" com maior facilidade ou penetrar a capa de defesa mais porosa e mais fácil de ser vista, ainda mais quando a própria pessoa faz questão de expor-se para que seja auxiliada e compreendida.


IV - Das Considerações Finais

Esta experiência fez-me compreender o quanto só vemos o que queremos ver. Ver a situação real das pessoas que se relacionam conosco e a nossa situação real, interna, aquela mais interior que temos e ocultamos da maioria das pessoas e somente aos amigos mais íntimos, chegados, reservados ao movimento de nos expor, parece-me uma das maiores tarefas desafiantes que temos conosco. Para isto, um profundo compromisso com a verdade e uma coragem incomum para ver a realidade tal como é.

A lição desta experiência é quanto ao papel do corpo físico, denso, no ocultamento de nossa real condição interna e o papel do parapsiquismo para que possamos "ver" as pessoas que convivem conosco e que possamos a partir deste "ver" profundo, lidar melhor com as pessoas, aceitar as defesas que usam para ocultarem-se de si mesmas e dos outros, evitando a profunda dor e perturbação que assolam suas almas.

O estudo da psicopatologia assim denominada "psicopatia" parece auxiliar nesta direção de tratamento aos que tentam e aos que se suicidam. São psicopatas de si mesmos em algum nível. Neste estudo lidamos com a criminologia, como na época que atuava na área do Direito Criminal, e os perfis mais transtornáticos. O estudo visou a compreensão da psicopatia e deu-me a imunidade maior para lidar com tais campos densos sem que isto me desestabilizasse no todo. E "coincidentemente" após tal estudo é e que eu a pude "ver", pude ter a imunidade suficiente para "ver" a pessoa "X" em seu profundo transtorno, sem que isto me abalasse de forma estrutural. Parece que esta coragem para "ver" possibilitou a dilatação do parapsiquismo. E deixo aqui esta hipótese da relação entre coragem para "ver" (PES - percepção extrassensorial, percepção/função psigâmica intra ou extrafísica) e a dilatação e precisão do parapsiquismo.

A resultante desta experiência é amor puro, nada mais, nada menos. Compaixão, gratidão, compreensão e aceitação sem maior julgamento, ao lidar com o outro como alma, além de tudo o que expõe ser em termos de posição ideológica, religiosa e assim por diante.

27.6.13

Agradecimento

AGRADECIMENTO

Faz aproximadamente 5 anos desde que resolvi iniciar um tipo de publicação mais dinâmica do ensaios. Antes disso era mais burocrático, escrevia em .doc, em modelo pré-formatado, com preocupação mais formal e um estilo mais acadêmico, e formatava-se em .pdf. E isto necessitava de uma hospedagem e um tipo de biblioteca mais organizada, com menor praticidade.

O uso da plataforma da blogger viabilizou as publicações dinâmicas, as correções rápidas, as revisões online em qualquer computador que tenha acesso a internet, com boa editoração de texto e ainda, possibilitando o anexo de imagens, vídeos e links, tornando este tipo de ensaio algo realmente multimídia, com possibilidade direta de acesso às referências, aumentando a velocidade do acesso a informação. Por outro lado, os ensaios online nesta plataforma cooperam com a velocidade da informação atual, onde é possível que a informação se espalhe de forma quase incontrolável pela rede e isto por si, possibilita o acesso a milhares de pessoas num raio de ação transfronteiriço, além do Brasil, por várias regiões do planeta.

O template do espaço sofreu um defeito de causa desconhecida e em breve será substituído por um mais adequado, modernizando a linguagem do espaço em relação a sua atual proposta, que é a de focalizar minha atividade no campo da autopesquisa parapsíquica, nas experiências avançadas da consciência e, por consequência, na holocosmologia, campo que dedico-me desenvolver.

O leitor e leitora atentos, sabem da especialidade dos assuntos aqui tratados e obviamente não são do interesse de muitos, mas de alguns que tem comprometimento ou interesse sincero em si mesmo e na evolução da consciência de forma geral.

Então é a você que se depara com este universo que tento compartilhar na forma destes modestos ensaios que venho AGRADECER.

AGRADECER por manter vivo este espaço através de seus acessos, que somaram mais de 80.000 o que para mim mostra a ferramenta maravilhosa que é a internet e tudo que ela nos oferece, como este espaço 100% gratuito.

Paz, amor e fraternidade,

Fernando.



25.6.13

Meditações Noturnas

Por Fernando Salvino



Compreendo, tento, mas no relento do vento,
Caminho, Sozinho
Rachado de cinzas
Queimadas de amores
Restos de um passado antigo,
Muito antigo,
Vidas e vidas e vidas e vidas
Lá longe....
Bem longe....
Onde desde lá existo e me sinto
Ainda como sendo
Eu mesmo

Amores de cor de púrpura
Amores de cor rósea clara
Amores de cor vermelho bonito
Amores de cores pastéis
Mágoas suaves de cor de mostarda
Rancores vencidos de cores amarronzadas
Raivas sublimadas de cores que estranho
E medos de sombras já clareadas pela luz sem fótons

Caminhando pelas ruas
Por dentro de mim mesmo
No noturno de minha noite
Vejo e sinto
Ando e ando e ando

E nada encontro

Encontro a mim em ti
E ti em mim
Uma sombra de um amor sem rosto
Um amor presente
No espaço sem espaço

Do sentimento escondido
Por vezes exposto
Por vezes acuado pelo medo de não poder ser
Exposto na coragem de existir
Entre os cantos sem canto de minha alma
Rodeio por dentro de mim
E nada de sólido encontro

Continuo andando,
E nada de líquido encontro

Por mais tempo caminho e caminho
E caminho e por alguns instantes
Corro e corro
E lá nem gasoso respiro
Mas por lá, me encontro
Aqui

Diante de mim mesmo
Oscilando entre o 1 e 2
Entre o 3 e 4
Entre o 4 e 5
E de tempo em tempo
Ao infinito

Caio e levanto,
Ergo-me como uma árvore
Que caminha
Como uma árvore
Que voa
Flutua e decola

E diante de mim
Infinito sem destino certo
Sem possibilidades concretas
Nem mesmo uma sequer matéria encontro
Uma sequer substância palpável
Que por mim mesmo eu possa
Tocar e sentir,
Como se estivesse num real de realidade
Tal como a ilusão de matéria nos faz crer
Que ser é ter-se a si
Ao invés de sentir-se a si sem ter

Óh Deus! Em sua inexistência tão existente
Sua ausência tão obviamente presente
Seu vácuo lotado de inexistência
Sua sublime natureza inundada de compaixão
Sua certeza incerta de um futuro sem fim
De um passado sem começo
E de um presente inexistente
Enquanto:
O agora sem tempo

Meditações sem rumo
Porém,
Cujo rumo se mostra na ausência do sentido
Na certeza do destino que se mostra
Tal como um porvir de pura angústia serena
De pura incerteza perante o tornar-se e o devir-se, ao ser que sendo,
Anda e anda, e sendo, nunca é... é... e é.... Ser que é sempre
Sendo
Tal como um possível Sol nascente que só por nunca ter sido
Torna-se puro sonho de ser

Existência,
Quando me dei conta
Eis que aqui parece que estou
Sentado, em pé, caminhando,
Tal como corpo sem consciência de quase nada
Que de tempo em tempo
Acha-se consciente de quase tudo
Mas, ainda, quase nada

Quase nada,
Se eu fosse um ensaio de algo
Eu poderia ser uma gota d'água mutante
Que ora se espalha e ora se contraí
Num oceano infinito
Sem bordas
Sem rumos
Sem fundo
Sem altura
Sem qualquer possibilidade de tornar-se
Um outro algo
Que não fosse além de mim
Eu mesmo

E diante de mim mesmo
Eu encontro a impossibilidade espiritual
De tornar-me algo que não seja um eu como eu,
Mesmo que diferente,
Mesmo que mais verdadeiro
Ainda serei o mesmo eu que sou
Ambíguo, benevolente e
De vez em vez,
Bravio, arredio e tendente a caminhar
Por este lar de Terra, de animais...
Esperando tão somente o momento de sair
Deste lugar, muito embora
Feliz, calmo
Sereno

Felicidade, eis que eu a sinto por ora
E por outro momento e perco tal como algo que me escorrega

Serenidade, eis que eu a sinto por segundos ou
Em determinadas vezes,
Por um instante sequer sem tempo
Mas eterno no sentir-me Uno
Com aquilo que não acredito que possa ser
Deus

E diante de Deus, eis que deparo-me
Comigo mesmo enquanto arrogante
Por negar algo tão óbvio
Mas algo tão impossível
De encontrar razão
Mas talvez mais simples
De encontrar
Sentindo

Caminho e caminho
Tanto por aqui
Como por acolá das outras dimensões
E nada e nada encontro que possa
Me dizer com tamanha solidez
Que a existência compreende a si mesma
Que Deus encarna a si próprio em sua inexistência diluída
Em sua onipresença impresente
Em sua inteligibilidade irracional, ambígua, calada
Muda, Bela
Falando a todos e quase ninguém ouvindo

Beleza,
Tanto a vejo que me sinto
Tanto a vejo que me calo
Mas também,
Tanto a vejo que vejo a feiura da maldade

Me encolho, me isolo, por vezes.
Para voltar a sentir,
O Belo.
E me aproximo,
Dos que amo,
Para voltar a ver o Belo no outro.

Pessoas,
Se não fossem as pessoas...
O que poderia ser eu, se não fosse tu?
Como poderia eu mesmo ser, se não fosse o outro?
Que diante de mim, existindo
Torna minha existência existente, possível?
Com sentido? E direção?

Amor,
Se não fosse por amor,
Como poderia em suportar viver
Num mar de maldade tão grande como é esta Terra tão linda?
Se não fosse por amor,
Como poderia eu suportar tanta dor deste outro
Que me atesta vivo? E só por atestar-me vivo
Torno-me grato?

E medito diante da gratidão que sim, é fonte
De uma serenidade sem tempo

Apesar de toda honestidade que aqui me assola,
Por aqui consigo ser
De um modo que não sou
De todo, como sou em ciência,
Preso, por vezes, em círculos racionais
Em vórtices fenomênicos,
De um modo que me invade a razão
De querer dar a sistema um sentido lógico
Para um Logos sem sentido!
Tao Infinito!
De um modo até mesmo que sou ao Outro
Que nada se parece como sou, aqui

Que esforço inútil tão bom é este,
De caminhar de braços dados com o Infinito
E poder confiar no que não vejo, mas que assim que posso, sinto
E mesmo assim,
Tentando compreender-me em minha infinitude,
Vivendo uma finitude, muitas vezes, chata,
Pedante, irritante, inquietante, motivante
Ainda sim, sabe eu que, nada saberei ao certo
Quem sou, de onde vim e para onde vou?

Morte,
O que é a morte senão um véu de ilusões?
Senão uma miragem de um escuro sem luz, um vácuo de medo irracional inexistente?
Senão um porvir infinito de continuidade do algo inalgo que sou? Que somos?
Uma continuidade do algo que sou e que não sabe o que e quem é ao certo?
O que é a morte senão o ápice imaturo do desapego máximo?
Ao ser ainda apegado nas trevas da ilusão da não-existência absoluta?
Do inferno eterno e da punição universal de uma ilusão infantil, o Deus dos humanos sem razão?

E novamente volto-me a Deus,
Brilhante em sua ausência de brilho
Cheio de luz em sua escuridão infinita!
E reluzente em sua maravilha inexistente, eternamente linda

Pois do Divino decorre a Vida e
Pela Vida percorre o Divino
E diante do Divino, o Mistério dos Mistérios
Que tudo inunda e tudo atravessa, tudo esbanja
Tudo conecta, tudo se funde,

Eis que me centro em mim, só
Sinto, mal penso,
Entendo, mas mal raciocino
Compreendo, mas conta alguma eu faço
Acolho e agradeço, mas não sei a quem e a que
Recolho-me em gratidão, em silêncio

Pois que o mistério da vida parece
Puro Silêncio

Se dá naquilo que as palavras mal sabem
Que as palavras tateiam mas não tocam
Que o som toca mas ninguém escuta
Que as palavras apontam, mas não sabem
Que as fórmulas tentam expor, mas nada dizem
Que as naves atravessa anos-luz, mas em nenhum lugar realmente chegam
Que os espíritos mesmo aparecendo nada ainda dizem
Que as teorias e hipóteses formulam, especulam,
E o Divino ainda ultrapassa
Todo e qualquer modo de conhecer, saber
E a ciência, infância de um infinito irracional

E pelo puro Sentir
Se pode saber,
O que é o Ser
Mesmo sem entender

E pelo puro Sentir
Se pode amar
E compreender o amar
E diante do amar,
Eis que encontramos
O Outro
E o si mesmo,

Self de puro espírito

E diluído no vácuo cósmico
Lúcido
Sem corpo, sem forma, num espaço infinito
E num tempo sem começo e sem fim,
Encontro-me diante de minha natureza mais natural
Perto das estrelas,
Perto da aurora cósmica
Lá, onde não se sabe onde fica

E para onde, de tempo em tempo,
Vou, para sentir,
A mim mesmo
O eu sou, o eu existo.
Aqui, em tudo.
Na fonte do amor sem forma.

10.6.13

Das Evidências Científicas Do Contato Mediúnico com Sir Oliver Lodge

Sir Oliver Lodge ?
Por Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Espaço Terapêutico Tao Psi e Projeto Amanhecer (HU-UFSC) - Pesquisa em Terapias Integrativas e Complementares
LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência



I - Do Começo...

Há certo tempo venho querendo achar o desenho que fiz, sobre uma clarividência de um senhor que somente depois, conclui ser Sir Oliver Lodge. E hoje folheando um antigo caderno, o encontrei e tirei uma foto com meu celular e aqui esta o ensaio que sempre quis escrever sobre o tema.

A comunicação interdimensional, assim chamada de mediunidade, ou a comunicação entre uma pessoa aqui e um espírito (agente theta) é tema de preocupação da metapsíquica desde seu surgimento em conjunto com a pesquisa de Allan Kardec e posteriormente com a parapsicologia e de tantas áreas, como a teosofia (de Blavatski) e outros. De qualquer forma, o assunto é enredado de interpretações místicas e me aterei aqui como sempre exponho, no máximo de minha honestidade com o tema.

Então, diante do já grande número de obras que expõe o assunto da mediunidade, aqui nada terei de novidade, somente a experiência pessoal que aqui narro com toda minha franqueza. Convido assim você a estudar os livros que existem por aí que tratam do tema, todos facilmente expostos e viáveis ao acesso gratuito pela www.


II - Do Encontro com Sir Oliver Lodge?

No fim da década de 2000, creio que por 2005, 2006..., deparei-me numa aula de parapsicologia com meu prof. Tarcísio Pallú, sobre a história da parapsicologia, especialmente a época da Metapsíquica. Eu nunca sequer tinha estudado com tanto afinco tal área. Myers, Richet e cia. Porém em determinado momento ocorre uma modificação intensa no campo da sala de aula. Eu sentava no fundo da sala então pude perceber com bastante acuidade o que estava ali ocorrendo. Manifestava-se uma inteligência cujo corpo estava mais ou menos nítido e cuja lucidez era explícita pela aura que inundava o ambiente. Aliás, foi sua lucidez que chamou-me a atenção. Aquela presença, flutuando na sala, observando todos de fora, porém, ali, ninguém percebeu sua chegada sutil e lúcida. Sua aparência era de um espírito dos séculos anteriores, europeu. A imagem me era nítida e enquanto eu o observava, pude desenha-lo, muito embora o desenho não ficasse completamente idêntico ao que via.

A fui adiante penetrando no campo, além da imagem visual do Sr. Lúcido e que me parecia muito interessado no que ali estava ocorrendo. Eu perguntei a ele telepaticamente seu nome. Ele prontamente me respondeu também telepaticamente: "Sir Oliver .....". Eu realmente não conseguir compreender a última palavra, e escrevi "Sir Oliver Jones", que foi o que me pareceu falar. Após a comunicação direta, afastou-se do campo ou eu mesmo perdi a comunicação.

Um tempo depois, fui pesquisar na www e inserir no google o tal nome. E nada apareceu de significativo, a não ser um tal Sir Oliver Lodge. Ao pesquisá-lo, compreendi tratar-se do famoso cientista britânico da época da metapsíquica.

Sir Oliver Lodge com seu chapéu e porque não, com
sua bengala como no desenho?
III - Das Considerações Finais

Sir Oliver Lodge disse antes de morrer que iria fazer aparições públicas para pessoas vivas após sua morte. 

Por outro lado, seria mesmo Sir Oliver Lodge? Eu pessoalmente considero que sim e que a probabilidade de o ser é grande, mas não tenho a certeza mais científica a ponto de afirmar com maior provas para você. Meu ceticismo ainda é daqueles chatos e a inteligência que aqui me ampara ainda me diz neste momento: "para que ser tão cético?". Bem, é de meu temperamento. Intimamente admito que era, era ele. Tenho certeza. Se me perguntassem: Fernando, era ou não era ele? Eu diria: sim. Era ele. Eu o vi e ele se comunicou comigo. Não por ser eu especial, mas por estar eu naquele momento, receptivo. Mas, meu ceticismo chato, contaminando um pouco esta certeza experimental direta, é quem produziu este ensaio que também acredito ser importante para conseguirmos, nós, médiuns mais cientistas, uma auto-análise de nossos próprios experimentos para pisarmos no chão da realidade. A análise das fotos em comparação com meu desenho e juntamente com minha sensação de certeza interna, então, para mim não resta dúvida de que sim, era ele. E ainda o fato de eu usar a tal boina e iniciou na mesma época. Não consigo ter maior explicação de meu comportamento de começar a gostar de usar tal boina.



Willian Crookes
No exame de suas fotos, nada encontrei de sua imagem com pequenos óculos, porém este modelo de óculos é sabido ser deste século. Poderia ser William Cookes? Creio que não. O nome é muito diferente em pronuncia, porém o óculos é similar. Existe uma similaridade entre a barba, o tipo de roupa de época, o chapéu (vejamos a foto dele com um chapéu similar) e o que impediria Lodge de usar os pequenos óculos? Nada. Mas não encontrei informações sobre o fato de usar óculos quando idoso.

Então, também significativa é a imagem ao lado de Sir Oliver Lodge com boina praticamente idêntica a que gosto de usar e uso no inverno. Sabemos que os espíritos nos influenciam mais do que supomos e porque não poderia ser influenciação direta de nosso amigo espiritual?

Outro aspecto que chama a atenção é o rosto não fino, barba espessa, mas não tão longa, o chapéu similar ao que consta em sua foto acima quando idoso, e a roupa também de época. Eu acabei não desenhando, mas era uma roupa estilo terno, paletó ou algo do gênero. Não achei importante desenhar a roupa e sim sua face.

Levando em consideração que nunca sequer tinha lido nada e nem ouvido falar nada a seu respeito; levando em consideração minha identificação com a metapsíquica; levando em consideração meu interesse por inventos como o Projeciotron; e ainda, em comportamentos como o uso da boina, o uso de sua foto como foto de perfil no orkut que usava para debates psi; e levando em consideração o nome que ele mesmo me diz em telepatia, sua aparência física e o contexto da aula, ou seja, história da metapsíquica proferida por professor dentro de uma instituição de parapsicologia das mais renomadas do Brasil, concluo com relativa certeza que, era Sir Oliver Lodge.

Deixo a resposta para você, meu amigo.

Diálogo Sobre a Autopesquisa e a Sobre minha Experiência Parapsíquica através do Chi Kung e Tai Chi Chuan: Observando e Sentindo os Níveis da Aura


Representação dos Tan-Tien e sua correspondente
aura.
Por Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Espaço Terapêutico Tao Psi e Projeto Amanhecer (HU-UFSC) - Pesquisa em Terapias Integrativas e Complementares
LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência



I - De Algumas Reflexões sobre a Psicoterapia e suas relações com a Autopesquisa

A autopesquisa é um caminho que se segue à psicoterapia ou caminha com ela concomitantemente. A pessoa que realiza a autopesquisa sem ter realizado antes uma psicoterapia, seja ela consigo mesmo seja através de um auxílio profissional, é, em hipótese, aquela que em algum momento de sua evolução já não necessita mais de tal auxílio. A psicoterapia é, portanto, o aprendizado inicial de resgatarmos o amor a si mesmo e o contato fraterno e lúcido consigo, conhecendo-se e nos responsabilizando pelo que somos e pelo que criamos em nossas vidas, independente das técnicas e abordagem que o profissional utiliza. Após compreender e iniciar a vivência prossegue outra fase.

Em uma definição bastante objetiva, a autopesquisa é um ato de amor, devido à exigência de um nível de honestidade consigo mesmo pouco encontrado noutros caminhos de autoconhecimento. É uma aplicação contínua, assim dizer, de um tipo de inteligência que reúne tudo que somos para que possamos ficar cada vez melhor e que pode ser chamada de inteligência evolutiva ou benevolente.

A psicoterapia pode ser considerada o início do processo de autoconhecimento que levará a pessoa, cedo ou tarde, a um grau de franqueza para consigo que dispensará caminhos não adequados a si mesmo, relacionamentos também não adequados e um modo de vida também não afinizado com o que a pessoa sente para si mesma.

A honestidade é a base de toda e qualquer melhora mais significativa para consigo mesmo, em qualquer problema de saúde, esteja se manifestando nos níveis físico, energético, emocional ou mesmo mental, cognitivo e espiritual (no que diz respeito ao âmago da alma). Então, a psicoterapia é um dos caminhos de aprendizado inicial para que a pessoa aprenda experimentalmente que ela mesma criou seus problemas e, além disso, como os criou. E diante da honestidade assim explícita consigo mesma, constrói progressivamente meios para que possa se realinhar consigo mesma.

Porém, inexiste cura, pois essencialmente inexiste doença. O que parece existir são desalinhamentos que geram reflexos psicossomáticos decorrentes de distorções cognitivas, ressentimentos e rancores reprimidos do passado que ainda estão se manifestando no presente, e aprendizados ainda não desenvolvidos e que, pela inexperiência evolutiva, sintomatizam enquanto informação cristalizada para que possa ser "ouvida" e sentida pela dor, que é uma forma de comunicação do eu através dos corpos e níveis da aura (psicosfera). As noções como níveis de evolução da alma e sua conduta no mundo também geram reflexos sistêmicos que podem se somatizar dores e "doenças" que possuem relação com o grau de elucidação do espírito (alma, consciência). É claro que estou simplificando para que possamos estabelecer uma comunicação.

E diante do fato de que inexiste cura, e que mesmo após a dissolução dos sintomas antes causa de sofrimento, o que nos resta então? Estagnar? Ou prosseguir? Caso optássemos pela estagnação e como nada se estagna no universo, então que em algum tempo criaríamos mais dor para que novos passos pudessem ser dados.

A autopesquisa é um modo de caminhar, completamente livre de qualquer doutrina, paradigma, religião, dogma ou instituição, que parte da atitude a mais honesta possível da pessoa com ela mesma. Nada tem a ver com a pesquisa acadêmica, nada tem a ver com a pesquisa tal como compreendemos e fomos formados pelo ensino desde a infância. Autopesquisa é mergulho honesto para dentro de si mesmo. E este mergulho honesto, o mais honesto que possamos realizar, é um ato de amor próprio.

A autopesquisa é, portanto, uma atitude perante si mesmo que apresenta somente uma característica e que decorrente dela vários traços poderiam ser delineados: amor a si mesmo.

É necessário amor a mim mesmo para que eu possa ser honesto comigo, em níveis cada vez mais profundos e coerentes. Então, a honestidade e decorrente dela, a coerência, são traços característicos da atitude que estamos examinando aqui. E por coerência estou a falar de uma relação coerente entre o discurso e a atitude, entre o pensamento e o sentimento, entre a vida vivida e a vida idealizada e assim por diante. A autopesquisa naturalmente vai dissolvendo as contradições internas da pessoa com ela mesma, auxiliando-a a se posicionar de forma coerente consigo, e a autenticidade do caráter e sua transparência mostram-se como mais um traço relacionado à atitude. Poderia estender tal reflexão e listar uma série de traços, mas deixo a você realizar isto com conta própria, em contato direto consigo mesmo em atitude de autopesquisa.

A autopesquisa é o que Krishnamurti procurou expor em suas longas apresentações, suas interlocuções dialógicas, centrando-se em si e não aceitando rotulações de ser ele um mestre ou estar ele a criar uma religião, um caminho ou uma doutrina. Dizia ele que o caminho é cada um consigo mesmo e necessário seria que tal caminho se desse livre de qualquer mestre, doutrina, filósofo, gurú, lider espiritual, paradigma e assim por diante. O caminho era interno, na dedicação meditativa da pessoa com ela mesma, mergulhando para dentro de si e conhecendo-se em profundidade.

E diante disto, tal atitude nos confere liberdade de ir e vir, e não nos identificando com qualquer doutrina no sentido de sermos teósofos, ou isso ou aquilo, católicos, espíritas, e cientistas, filósofos e assim por diante, nos centramos em quem somos: não somos nada e nenhum rótulo, somos quem somos. E diante deste centramento de que somos quem somos (eu sou eu mesmo) então podemos navegar por qualquer doutrina e, dentro delas extrair o que nos é essencial para nosso crescimento sem que com isto nos apeguemos à elas e nos tornemos elas, fugindo de si mesmo e nos escondendo atrás de uma instituição, dogma ou lider. A atitude é a de sermos lideres de nós mesmos, gestores de si mesmos, e mergulhadores de nosso próprio self.

E tal atitude, compreendo, é a própria definição experimental de autopesquisa. Autopesquisa pois não é uma teoria e nem uma ciência, é uma atitude de aguda honestidade para consigo mesmo.

Então, tendo esclarecido meu ponto de vista acerca do que compreendo como sendo a autopesquisa, então o que vivo como aquilo que posso chamar de "minha vida" ou "meu modo de viver" é, assim dizer, um modo de viver continuamente em autopesquisa, num trabalho interno contínuo, permanente, de cultivo da honestidade comigo mesmo e do anseio também honesto de conhecer-me tal como sou.

Na China antiga, especialmente o taoismo, este movimento foi chamado de Nei-Dan, ou como é comumente traduzido por "alquimia interna" ou ainda pelas traduções menos ligadas ao ocultismo chinês, por Nei-Kung, ou "trabalho sobre nosso interior visando alcançar o estado de Tai Chi". O método usado pelo Nei-Kung (ou Nei-Dan) é conhecido no Ocidente por Chi-Kung (trabalho sobre a energia - Chi) e em sua forma longa, de Tai Chi Chuan (caminho para se alcançar o estado de Tai Chi).

II - Da Minha Experiência Parapsíquica através do Chi Kung e Tai Chi Chuan: Observando os Níveis da Aura

1. Auto-percepção da descarga energética (Chi) pela prática da micro-órbita e Tai Chi Chuan:

Em temos de prática energética a começar em 1997, quando conheci a assim denominada técnica da mobilização básica de energias (que é Chi Kung), a partir de determinado tempo comecei a sentir os sintomas que narrarei abaixo. Os sintomas foram se intensificando com a prática da Tenepes, chamada tarefa energética pessoal, quando eu intensificava a prática energética. Nos últimos tempos com o treinamento mais intensivo de Chi Kung, comecei a observar com maior acuidade o fenômeno da descarga energética que parece ter um trajeto sempre parecido.

Ao realizar a micro-órbita e mesmo o circuito fechado do tan-tien inferior, médio ao superior e vice-versa, acelerando o circuito com a intenção Yi (intenção do coração, amor próprio), começo a sentir uma pressão na região inteira da nuca-escápula e libera uma energia leve porém com carga elétrica perceptível que se propaga pela coluna cervical para baixo alcançando a região sexual onde às vezes me gera pequena excitação sexual traduzido por bem estar e prazer calmo; ao mesmo tempo a descarga caminha pelas região exterior dos ombros, braços e mãos, como se fosse uma higiene energética, assepsia de Chi. A descarga também prossegue para a região geral do tan tien superior, no topo da cabeça, também chamado chacra coronário, onde sinto-o "formigando", pulsando e não raro, se elevando acima da cabeça, mais de 10, 20 ou mesmo 30cm. As vezes a descarga alcança as pernas e pés. Quanto mais intensifico o movimento, mais descargas até que ocorre uma vibração generalizada no corpo inteiro, que gera um alívio geral no sentimento, a energia torna-se leve e os pensamentos calmos. A serenidade é o sentimento dominante. A observação calma e desapegada do fluxo não parece seguir os trajetos dos meridianos, mas de grandes áreas, mais relacionadas com as grandes áreas dos tan tiens.

A sensação descrita acima também ocorre durante a prática do Tai Chi Chuan, porém, com menor intensidade. Parto da hipótese de que, sendo o Tai Chi Chuan também um longo Chi Kung com mais de 100 movimentos contínuos, a partir do aprendizado da prática integral, os efeitos poderão ser ainda mais intensificados.


2. Auto-observação da aura através da prática da micro-órbita durante uma "caminhada taoista":

Estava caminhando na rua de minha casa, em passos lentos porém consciente do corpo, do ambiente, de mim mesmo, procurando o "caminhar taoista", com respiração bem lúcida, calma e abdominal e fui incluindo a micro-orbita na caminhada. Em dado momento, senti uma expansão do chacra do topo da cabeça (coronario), um amor no coração e serenidade geral de espírito e um bem estar, e aquela descarga de energia pelo corpo e espinha como venho relatando. Porém pela primeira vez em minha vida "vi" de alguma forma (clarividência...) uma espécie de núvem de energia branca como um nivel de minha aura bastante dinamico, me envolvendo, esfumaçado que me protegia do ambiente, sentia-me em paz e amparado dentro daquela "nuvem" de energia, bem sutil. A visão ampliou e etas nuvens se mostraram coloridas, porém, em tons pasteis bem suaves, num movimento dinamico porpem miulticolorido. Quando comecei a raciocinar sobre o que via e sentia, eu perdi a visão e retornei minha atenção à rua, a mim mesmo tal como o normal.

O pensamento de controle gera a interrupção da experiência e a distância entre eu e eu mesmo, eu e a aura. Como ocorreu com vc rodrigo e a bicicleta: vc conseguiu ser uno com ela. Eu quando perdi a unidade entre eu e a aura e distanciei-me para raciocinar, perdi a visão-sentimento.

3. Auto-percepção da aura durante a prática do Tai Chi Chuan 

A percepção durante o Tai Chi Chuan não é geralmente a descrita no item 1, mas a de uma percepção da aura que envolve o corpo. E tal percepção é um sentimento, uma sensação. Eu posso sentir a aura, ou o campo de energia que vai além de meu corpo físico. Na experiência eu me sinto maior do que sou, e o espaço que ocupo é percebido como além do ocupado pelo corpo, porém, em uma dimensão não tão física, porém, bastante sutil. Neste estado, eu sou essa aura e não o corpo somente. Então não é como se eu percebesse a aura, mas antes disso, neste estado, eu sou a própria aura enquanto consciência. A sensação é de alívio, serenidade e paz interna.


III - Das Considerações Finais

Este diálogo serve para além de incentiva-lo a mergulhar dentro de si a buscar o seu próprio caminho e recursos adequados à sua saúde e seu bem estar.

Afinal, pela autopesquisa o que importa é você com você mesmo e o caminho (doutrina, paradigma, seita, ciência, filosofia...) não é tão importante quanto o caminhante (você) e nem quanto à caminhada (seu movimento de autopesquisa). É um trio inseparável e os três são essenciais: o caminho- o caminhante- a caminhada. E não importa o caminho, todos te levarão para dentro de sua mais profunda honestidade consigo mesmo, uns mais, outros menos. E você é livre para escolher e organizar seu destino tal como lhe é mais adequado. E quando for o momento de largar determinado trecho do caminho naturalmente ocorre. Nada é permanente, a mutação é a unica coisa que não muda (I Ching).

Acredito que é nesta liberdade de ser e estar e de ser quem somos que repousa a saúde e o bem estar.

E minha experiencia vem me dizendo: quanto mais lento, mais rápido caminhamos. E quanto mais rápido, mais lento caminhamos.

3.6.13

Paranormais, Gênios e Loucos: Grupo PGL e Inibição Latente

Dr. Albert Einstein
Por Dr. Geraldo Sarti (MSc)
Engenheiro, Físico, Parapsicólogo, Psicanalista
Contato direto: www.parapsicologia-rj.com.br

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Ensaio publicado a pedido de meu grande amigo e iminente pesquisador e parapsicólogo, co-fundador da ABRAP - Associação Brasileira de Parapsicologia e FEBRAP - Federação Brasileira de Parapsicologia, Dr. Geraldo Sarti (MSc), o qual envio minha mais sincera gratidão por todas as conversas, diálogos hiperlumínicos e toda a paciência por esclarecer-me a respeito de sua teoria de psicons, física quântica avançada, cosmologia e psicobiofísica. E como deu-me a liberdade de conceder cíticas ao texto, acrescentei em negrito um nome que faltou na lista do grupo PGL, obviamente lista esta não exaustiva, que é a de um gênio vivo, que pude conhecer pessoalmente. A minha sempre inominada admiração pelo alcance de sua inteligência. Muito obrigado pelo que fez/faz pela Parapsicologia, tornando-a ciência e não uma mística ou ainda um ramo do ceticismo psicologizante. 

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O conceito de  “ inibição latente “ , usado por Radin, parapsicólogo norte-americano do IONS,  é bem genérico e reflete  uma das características comuns entre paranormais, gênios e loucos, que chamamos de GRUPO PGL.

Esta característica é a “ ausência de inibição latente “.

Basicamente, a inibição latente é o mecanismo de defesa do tipo Freud-Anna Freud, psicológico, de repressão sexual  interna dos objetos interiores.  Como já é do nosso alcance, todo objeto, do DNA ao cosmos, é interior e mental.

Dominados pelo superego, político, social e familiar, os indivíduos-egos  têm suas atuações de desejo  coarctadas  ( Rorschach ) ou  reprimidas ( Freud ), ou recalcadas ( Lacan ) , em benefício do  status  quo  dominante.

O GRUPO PGL,  ao contrário, transcende esta dominação e, ao perceber dimensionalmente de fora. revolucionariamente,   este erro  perceptivo , que tem levado a humanidade a construir seu  próprio Armagedon, atua com  esquecimentos  criativos,  novos erros  dentro dos sistemas errados, , transgressões materiais e psíquicas, sublimações  etc.

Do ponto de vista Junguiano e transindividual, os PGL alçam níveis arquetípicos e são quase totalmente capazes de recriar tudo. Do ponto de vista mental, Psicônico,  esta capacidade é plena e total.
Equivocadamente, a meu ver, têm sido tentadas apropriações das idéias alheias e desejos de atuação tecnológica sobre as  idéias originais , sempre com materialização do tempo, quando já se está farto de saber que o tempo é mental, inexiste no Real, e sua utilidade  é apenas uma situação média a baixas velocidades , não mentais e não telepáticas ou não sociais.

O bóson-vácuo de Higgs, energético e massivo, consumindo euros, dólares e poluidores petrodólares, os bits quânticos de Wineland e Haroche, usando técnicas de intervenção e eliminação  na Incerteza quântica ( a telepatia de Einstein na  experiência mental  EPR ) e o achado artificial de Yamanaka de células tronco embrionárias dentro de células adultas, visando ao rejuvenescimento,  à cura  e à imortalidade, são perpetuações da materialização tridimensional do tempo mental.

Mas, fica claro nesta breve exposição que a mente precede o Real na sua  natureza  Psicônica, pré-conceitual e pré-geométrica.

A superposição do tempo quântico exponencial às funções de onda   ψ  espaciais, classicamente, são do tipo exponencial  ± i E t / ћ . A troca da base exponencial por 2  e a introdução do número de onda  K = 2л /  λ   transformam o suposto tempo imaginário em atividade mental informacional que vai e vem ( bit quântico  do tempo ).

Naturalmente,

Kλ = 2л , isto é, o número de comprimentos de onda em um giro de 360° ou ciclo.

Para os leitores  terem  alguma referência  como  “ não PGL e incapazes “, cito a “ galinhada e a  piranhada “de mulheres  imitadoras, vacas de presépio e papagaias do sistema envolvente,   que, por  um  equívoco qualquer,, abundam nas rádios e TVs, imitando ou competindo com os pseudo-homens e falando de crimes, politicagem, competições   e sistemas etc. ,  sem saber  porquê.  Mulher é Amor e não isto.

Mais ou menos ao acaso escolhemos nomes conhecidos nossos e dos nossos Leitores e que admitimos   fazerem parte do  GRUPO PGL que estamos enfocando aqui:

Thiago Ribeiro Santos, Helen Keller, Guilherme Eduardo Kilian, Fernando Salvino – NDE, OBE
Bosch – Pré- surreal
Goya – Fase negra
PAM Dirac – Pósitron
Uhlenbeck e Goudsmit – Spin  eletrônico
Dali – Surrealismo
Majorana – Auto espinores
Van Gogh  – Sol e pré-modernismo
Raquel  dos Reis Azevedo – Baby Kell – Profusa
Ronaldo Ayres – Terapia Paranormal
Chico Xavier – autista e médium
Lattes – meson PI e raios cósmicos
Stravinski – pré dodecafonismo
Jesus Cristo – Profuso
Bohr – Física quântica
Ayrton Senna – Fórmula 1
Gödel e  Wittgenstein – Lógica matemática
Einstein – autista, relatividade geral e 4ª dimensão real
Mané Garrincha – Autista, Futebol
Kammerer – Sincronicidade
Nietzsche – Zaratustra
Augusto dos Anjos – Eu e outras poesias
Goswami – Parapsicólogo
Rosa de Luxemburgo e  Proudhon– Anarquismo
Kafka – Pré-surreal
Civilização Maya – Sociedade
Lorentz – Relatividade especial e  E=mc2
Hamilton – Spin hiperdimensional  e quatérnion
Fernando Pessoa – Múltipla personalidade
Owens- Biologia arquetípica
Schreber  - Esquizofrenia  paranóide
Da  Vinci – Sublimações
Geraldo Sarti - Psicons e Parapsicologia Avançada
Etc., etc.

2.6.13

Sobre o Diálogo

Por Fernando Salvino (MSc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta
Parapsicólogo (FEBRAP/IPCM)
Mestre em Educação (UFSC) e Esp. Educação (UDESC)




Um ensaio sobre o diálogo me parece essencial nesta fase de meus trabalhos e principalmente de minha vida. Em ciência fala-se muito em debate e pouco em diálogo. Nos relacionamentos, o debate é o principal agente desagregador do amor. As críticas excessivas e a incapacidade temporária de trazer em relevo o que o outro tem de melhor, as qualidades, o que fez e faz de bom. Aprendemos a criticar e criticar e criticar. E a crítica já é uma verdade, ela só é ensinada. Faz parte do ensino e não da educação. Quando nos sentimos encurralados diante de uma força autoritária que tenta nos persuadir de tal e tal argumento, de tal e tal doutrina, ou saímos ou lutamos. Em nenhuma das duas alternativas existe diálogo. Porque a saída, embora seja uma excelente alternativa de não-violência, nada resolve. A luta (debate) também não. O debate é ato de desamor. Já a saída pode conter em si o amor, o respeito e a decisão por não brigar ou conflitar quando o diálogo se mostra inviabilizado. Mas observamos que temos dentro de nós uma compulsão por discussões. E isto serve para a grande maioria da humanidade que ainda cultua a guerra e a competição, mesmo sem saber pelo que competem.

Diálogo é amor, respeito, ética, paz, não-violência, harmonia. Debate é raiva, ódio, controle, subjugação, belicismo, violência, desarmonia. Diante disso vou estabelecer algumas noções que considero importantes sobre as diferenças entre diálogo e debate.

O debate é a disputa, a luta intelectual, que testa capacidades persuasivas, autoritárias de convencimento sobre um outro ou sobre um argumento, teoria ou tese, visando sua anulação ou diminuição e mesmo em muitos casos, a humilhação pessoal para finalidades de vitória intelectual ou de manutenção do paradigma. O debate carrega a intenção de vencer o outro; carrega o desrespeito ao que é diferente daquilo que vivemos, experienciamos, sentimos e pensamos. Ao debatedor seu mundo é o mais certo, suas teorias são melhores, seus paradigmas são de ponta, suas verdades são mais avançadas. Então, ele já sabe que sabe, então só lhe resta vencer ou mesmo, em atos de arrogância e prepotência, demonstrar seu saber ao mero ouvinte. O debate é assim a essência do ensino. O ensino é o ato de ensinar, ou seja, de colocar signos noutro, passivo. Somente no ensino é possível que haja professor e aluno. O aluno é aquele é que alimentado. Vem da sua origem, a pedagogia, ou a condução das crianças pelos escravos.

O diálogo é a relação comunicativa donde existe harmonia, respeito e concessão mútua do direito de ser quem somos e de pensar/sentir o que bem entendemos. Neste não existe a intenção ou esta é minimizada a um nível bastante baixo, de agressão e guerrilha, ou de vencer o suposto oponente para convence-lo da verdade. No diálogo a intenção é de troca, de uma espécie de construção de conhecimento mútua, sincrônica, harmônica, sem instalações de campos de resistência energética, de domínio mental e intimidações. No diálogo existe concessão de direitos de ser quem somos, então, inexiste intimidação, mas liberdade de expressão. É mais como uma dança, como um jogo de frescobol, como uma conversa informal sem pretensões de vencer o outro, porém, com alto nível de seriedade. Para mim somente pelo diálogo é possível a educação. E onda há educação, não há professores. Nada há a se professar, a se declarar, a se comunicar, a se expor, porque não há aluno, não há o sujeito passivo, tábula rasa que nada sabe, e que é mero receptor de informações. Então, onde há educação, há sim, educadores. Educação é o movimento de edução, de eduzir, extrair. A extração da informação (educação) ao invés do depósito de informação (ensino). Na educação o educador facilita a edução, ou seja, a extração do conteúdo principal a se aprender: os próprios conteúdos internos do educando. Educando é aquele que solta, expõe e trabalha seus próprios conteúdos sob orientação do educador.

Assim, a educação por excelência é sempre psicoterapia. E o ensino por excelência é mais um desastre autoritário de imposições de currículos e de depósito de conteúdos geralmente inúteis à vida real do educando do que aprendizagens significativas. Considerar uma pessoa um aluno é desvalorizar completamente aquilo que ele já traz: conteúdos e mais conteúdos e uma herança histórica palingenética.

E penso que, somente numa relação dialógica que por natureza, uma relação educativa, é possível uma ciência pacífica e uma sociedade amorosa, pautada no respeito intercultural e cosmológico.

E uma ciência pacífica é aquele onde concedemos a nós mesmos o direito de sermos quem somos e aos outros o mesmo direito.

E onde há esta concessão existe a possibilidade de diálogo e de construção.

Alegra-me realmente que eu seja capaz, não sempre, de estabelecer diálogos até mesmo com pessoas que nada sabem do que estudo e ainda sim, criar nesta relação um aprendizado significativo, que é o objetivo essencial, a razão de ser da educação. Enquanto a aprendizagem significativa é a razão de ser da educação, o diálogo é o método universal. E para haver diálogo é necessário um único princípio, da ordem ética e mesmo jurídica: o de conceder a si mesmo e ao outro o direito de livre expressão de si mesmo e do que pensa, sente, vivencia e dogmatiza.

Porém quando não capaz de estabelecer uma relação dialógica com alguém, frustra-me, e dependendo da pessoa com o qual ocorra tal impossibilidade, entristece-me. Apesar de entristecer-me diante da frustração de não estabelecer diálogo com algumas pessoas que amo ou que considero importantes, ainda sim, motiva-me compreender-me sobre os porquês não consegui e diante disso, extraio de mim mesmo os conteúdos necessários para que possa ver, trabalhar e superar, e diante disso lançar-me novamente ao diálogo com o outro, usando da melhor linguagem e visando somente um único objetivo: a harmonia e a construção significativa de uma relação de diálogo. E considero que, onde há diálogo, há amor. E o que falta ao planeta é diálogo.

Diálogo consigo.

Diálogo com os companheiros, cônjuges, esposas, esposos, filhos, filhas, pais, mães, irmãos... nossos semelhantes, independente de quem quer que seja.

Diálogo com os animais.

Diálogo com as plantas.

Diálogo com a natureza.

Diálogo com a vida.

Diálogo com o cosmo.

Diálogo com o infinito.


E não é o discurso, não é uma filosofia. É uma práxis. E a resultante desta práxis em maior ou menor escala está no sentimento geral de paz interna, serenidade e sentido.

O diálogo é o fundamento da holocosmologia. E por ser o diálogo seu fundamento, o amor é seu substrato.

E pergunto também a mim mesmo:

Estamos realmente dispostos a estabelecer relações de diálogo com tudo e todos? E arcar com as consequências de, em determinados casos, sair (ausentar-se, silenciar-se) mais ao invés de debater?

27.5.13

Sobre o Conscienciologismo, Do Exame Geral do Conceito de "Ser Desperto", Da Condição de "Ser Desperto" de Waldo Vieira e Outras Considerações

Por Fernando Salvino (MSc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta
FEBRAP/ABRAP/Parapsicologia-RJ (Dr. Geraldo Sarti)
Coordenador do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência - HU/UFSC/Projeto Amanhecer


Caro leitor/leitora:

Antes mesmo de prosseguir com a leitura deste ensaio, peço a cordialidade, a gentileza e o bom senso, discernimento e a atitude científica mais honesta e livre de emoções de raiva e mágoa, defesas e ataques, para que possamos examinar o tema com o máximo de cosmoética, cordialidade e o mínimo de belicismo. Então se o leitor/leitora pertence a alguma IC, ou se já pertenceu, ou se não pertence mas tem vinculo com o tema, ou que é Espírita e mantém qualquer tipo de aversão a Waldo Vieira (mesmo sem conhecê-lo) e mesmo que mantém também atitude defensiva do Espíritismo ou outra linha religiosa, ou que seja cético mais radical, peço a atitude de respirar bem antes de prosseguir, acalmar os sentimentos e trazer toda nossa racionalidade, lucidez e evitar todo e qualquer projeção de idealizações em quem quer que seja, até mesmo sobre mim, que escrevi este ensaio. Então, vamos lidar de igual para igual, pessoa a pessoa, que temos defeitos e qualidades e mal sabemos ainda caminhar de pé pelo holocosmo.


I - Das Considerações Preliminares

É muito importante que esclareça aqui, expressamente, que nada tenho contra a pessoa do médico Waldo Vieira e o que irei examinar aqui nada tem de pessoal também. Eu não o conheço, não sou seu amigo próximo e nunca tive a oportunidade de ter uma maior proximidade que pudesse tecer maiores estimas, tal como amigos íntimos tem entre si. Porém, o respeito que tenho é o mesmo que aquele que trato pessoas desconhecidas e mesmo meus pacientes, mesmo que nunca os tenha visto. Trato-os com respeito e bastante sinceridade e amorosidade.

Desconsidero pessoalmente a hipótese de pertencer ao mesmo espectro intermissivo da comunidade conscienciologista, tal como exposto por Vieira (clique aqui), visto não me adequar a nenhuma forma de sectarismo e de movimento institucional que defende determinado paradigma, tal como era de minha automimese ligada ao militarismo, pelo menos em minhas últimas vidas anteriores, o qual pertencia ao "clã" militar. Fico alegre e aliviado realmente por ter superado, talvez não de todo mas em muito, tal traço nesta vida e não estar dentro de nenhuma instituição em prol da defesa de uma missão coletiva, tal como a causa religiosa, militar e sectária. Eu defendo sim uma só coisa: meu direito inalienável, natural e cósmico de ser quem eu sou e o assumo até as últimas consequências, o qual exerço minha liberdade com o máximo de responsabilidade que posso, em um compromisso social e com a humanidade e mesmo com o holocosmo. Diante desta realidade, sinto-me pertencente a uma comunidade cósmica que em benevolência infinita ampara a tudo e todos e que tanto já me deu de benefícios e que tanto sinto-me grato por tudo que recebi e que a partir de um movimento natural, devolvo ao cosmo com motivação o que pude vivenciar e quem sabe com isto, ajudar quem assim estiver ao meu alcance, sem pretensões de eu ser uma referência ou qualquer outro rótulo desta natureza. Na realidade assusta-me os movimentos de projeções idealizadas que as pessoas realizam e custo-me desconstruí-los. Eu realmente sinto-me um "nada" comparado aos amparadores cósmicos o qual já pude constatar de sua existência. Ao mesmo tempo sinto-me aliviado por saber experimentalmente que o holocosmo é amparado de uma forma magnífica e infinita. No entanto, esta é a minha experiência e se não for a sua considere a sua realidade muito mais relevante do que tudo que você acessa enquanto experiência doutro. E foi a projetabilidade que me deu esta liberdade que considero profunda, a de pensar por mim mesmo e a de eu mesmo averiguar as realidades pós-morte ainda vivo e poder retornar.

Minha função como parapsicólogo é, antes de tudo, a de ser em determinados momentos "estraga festa", examinar alguns pontos que considero relevantes dentro de uma proposta de ciência, de fato, da consciência, sem estarmos presos a um paradigma, mas que possamos compreender progressivamente quem somos em uma profundidade que ultrapassa paradigmas e sistemas prontos, fechados e centrados em somente uma pessoa. O quanto aprendi observando e lendo Krishnamurti? Carl Sagan? Albert Einstein? David Bohm? Allan Kardec? Sylvan Muldoon? H. Carrignton? Grof? E tantos outros que mostraram a mim o caminho do universalismo, da transdisciplinaridade e do fraternismo. Os amparadores que sempre se mostram em alto nível de benevolência e serei sempre grato a Allan Kardec pelas suas pesquisas e sua coragem e o quanto me ajudaram no entendimento do caráter dos espíritos comunicantes e que pude trazer para esta dimensão na análise parapsicológica das pessoas com os quais convido e de mim mesmo. Só tenho a agradecer a todos os gênios da humanidade e mesmo a Vieira pelo que faz de bom em prol da evolução, haja visto seu papel de divulgador de tais campos de pesquisa, tal como fez Revail. Isto não significa o que o idolatre tal como um guru. Vieira e tantos outros são pessoas que estão em nível evolutivo muito aquém daqueles que coordenam a holosincronização interplanetária em holofusão com a evolução da consciência, por exemplo.

Cabe aqui minha gratidão a Confúcio e aos alunos que puderam compilar seus ensinamentos ainda tão atuais para os dias de hoje, enquanto tratado de coerência ética. Lao Tzu, a família Yang e a Vieira sou grato pela técnica de mobilização básica de energias e a prática do EV, mesmo que mais tardiamente tenha conhecido as mesmas técnicas no Chi Kun chinês e efeitos psicofisiológicos idênticos através destas práticas e pelo Tai Chi Chuan. E foi somente depois que compreendi com um amparador chinês como o que me apareceu anos atrás poderia dominar de forma tão magistral o EV e com tamanha benevolência. É sabido que os chineses antigos dominavam estas técnicas e a chamavam de Chi Kun. Sou profundamente grato a esta geração milenar que de tempo em tempo, de família em família, nos trouxe ainda para este século suas práticas tão úteis e benéficas para a saúde integral, consideradas frutos de uma mística esotérica tal como o Neidan, com origens no xamanismo chinês.

Estarei aqui penetrando em conceitos polêmicos dentro da área, como: a origem histórica da Conscienciologia, da Projeciologia e do princípio da descrença e, por fim, o conceito do assim chamado "ser desperto", considerado assim por Vieira como o 9º nível evolutivo dentro da escala que o mesmo organizou (ver aqui). Estarei também aprofundando o conceito exposto da obra "700 Experimentos da Conscienciologia" onde Vieira define o que vem a ser o desperto e formas de diagnóstico, dentre outros assuntos (pp 734 e ss).


II - Dos logismos Conscienciologia, Projeciologia, o princípio da descrença e da ciência da projetabilidade e da consciência: breve exame histórico.

Em 1953, o filósofo brasileiro Miguel Reale, publica sua magnífica obra, verdadeiro tratado de filosofia, "Filosofia do Direito". Em sua 19ª edição, a obra em sua página 120 expressa com claras palavras:

"Temos, pois, em primeiro lugar, o chamado idealismo psicológico ou "conscienciológico" que consiste em dizer que a realidade é cognoscível se e enquanto se projeta no plano da consciência, relevando-se como momento ou conteúdo de nossa vida interior".

Assim temos que a data de surgimento do neologismo conscienciológico, e por derivação lógica, conscienciologia, foi em 1953. Porém, em 1807, o filósofo alemão G. W. F. Hegel, publica sua também fecunda obra, verdadeiro tratado filosófico de fenomenologia, "Fenomenologia do Espírito", onde no prefácio realizado por Henrique Cláudio de Lima Vaz, o mesmo nos esclarece que o primeiro título escolhido por Hegel para a sua obra foi "ciência da experiência da consciência" (p. 13).

Portanto, a ideia de uma ciência da consciência já vem sendo trabalhada no campo filosófico, o que naturalmente poderíamos pressupor, pois são os filósofos quem mais se aproximam do campo da pura subjetividade na investigação ontológica e gnoseológica das relações entre sujeito, objeto, significados, experiência e sentido. Então, Hegel pode mesmo ser considerado, em uma primeiro exame honesto da história, como o criador da ciência da consciência, ou a conscienciologia, nome que somente em 1953 seria adotado expressamente pelo filósofo Miguel Reale.

Embora os dados sejam pouco exatos, o médico brasileiro Waldo Vieira usaria do mesmo nome para tratar o estudo da consciência, dentro da abordagem que o mesmo propõe. Em termos de conscienciologia já fica evidente que temos mais de uma abordagem para a mesma ciência, tal como ocorre com a Psicologia. Em sua obra "Projeções da Consciência", na edição de 1979, temos que:

"Proponho o neologismo inevitável, Projeciologia, para nomear o ramo da Parapsicologia que estuda o conjunto de fenômenos e eventos que compõem as experiências fora do corpo físico ou as projeções da consciência pelo psicossoma e pelo corpo mental." (p. 28).

A Projeciologia neologismo proposto por Vieira nasce como especialidade da Parapsicologia, ou seja, ainda nesta data o autor não aborda e nem comenta nada a respeito de uma ciência da consciência ou a conscienciologia.

Muito embora, em 1929, Sylvan Muldoon, publica sua pioneira obra, o primeiro tratado científico sobre projeção da consciência "Projeção do Corpo Astral", onde além de esboçar a ciência e sua autopesquisa sobre o fenômeno, apresenta-nos o que Vieira mais tardiamente chamaria de "princípio da descrença". E, posteriormente, em sua também única obra "Os Fenômenos da Projeção Astral" (1951), reitera o princípio também na introdução, nas seguintes palavras: "Experiméntelo y entonces sabrá" (p. 11).
Muldoon também, embora não tenha usado do nome Projeciologia para nomear a ciência da projeção consciente, foi ao que a honestidade científica nos aponta, o verdadeiro iniciador de tal ciência.

Por outro lado, em exame também honesto, fica bastante evidente que as bases da assim chamada Conscienciologia, e assim considerada a ciência fundada pelo médico Waldo Vieira, já tinha sido proposta desde Hegel passando a Reale e, sendo a Projeciologia, já sido proposta pelo mesmo, tinha sido iniciada e organizada por Muldoon. E sendo a base da Conscienciologia o "princípio da descrença", também dado a Vieira a sua autoria ou o mérito de tal premissa epistemológica, tal assertiva já tinha sido explicitamente escrita por Muldoon em 1929 e, reafirmada em 1951.

Em resumo, tanto a Conscienciologia como a Projeciologia, e a base chamada "princípio da descrença" ao que esta análise inicial evidencia, tinham sido elaborados em linhas gerais muito antes de Vieira. A referência oficial (clique aqui) afirma que o termo teria sido criado em 1981, por Vieira.

III - Do Ser Desperto: conceito

Pg. 734: "O homem, ou mulher, que vive autodefendido com lucidez, há 2 décadas, sem sofrer nem apresentar miniassédios inconscientes habituais (ser desperto)".

No capítulo 672, p. 736, Vieira expõe os trafores ou os traços-força ou características definidoras do ser desperto:

1. Alto domínio do Estado Vibracional: itens 2 a 6.
2. Harmonizador: por dominar o EV em alto nível, detecta consciências doentes ou sadias, "harmonizando o que pode, por toda parte".
3. Miniassédios conscienciais inconscientes: não padece mais.
4. Autocura: autocura minidoenças.
5. Saúde física: cuida de sua boa forma física.
6. Presença energética notável
7. Polariza energias conscienciais e sadias, na dimensão extrafísica onde se manifesta, projetado, com prela lucidez.
8. Tenepes: pratica a tarefa energética diária, pessoal.
9. Coopera como isca intra e extrafísica sem traumas, assistencialmente, em favor de outras consciências.
10. Desmancha-rodas: é um "desmancha-rodas" para assediadores e intrusores extrafísicos.
11. Assistência: aplica suas energias para assentar e harmonizar a vida de todos os seres vivos ao seu derredor.
12. Cosmoética: identificou a cosmoética e busca vivenciá-la, no máximo que é capaz.
13. Serenismo: identificou o próximo passo que é o serenismo.

Na p. 740, cap. 676 "Vivências do Ser Desperto", Vieira enumera 60 condições conscienciais indesejáveis o qual um ser desperto não manifesta mais, porém não irei aqui reproduzir uma a uma. Porém, em exame irei citar alguns escolhidos que poderão auxiliar no exame honesto do tema:

3. Assédios inconscientes frequentes
4. Autocorrupções contumazes
31. Idolatria consentida à sua pessoa
32. Idolatrias nacionaleiras
34. Jogos humanos da desonestidade
40. Multilavagens cerebrais
45. Pecadilhos mentais ou patopensenes
55. Seduções do poder temporal
58. Surtos frequentes de imaturidade

Antes de prosseguir, convém decompor a palavra desperto, tal como sugere o autor:

Des = desassediado
Per = permanente
To = total

Em verbete (clique aqui) Vieira expõe que:

"O ser desperto (des + per + to) é o ser intrafísico, ou ser humano desassediado, permanente, total, homem ou mulher, plenamente autoconsciente da própria qualidade de desperticidade, dentro das tarefas da megafraternidade às consciências, capaz de servir de isca intra e extrafísica, assistencial, lúcida, na condição de epicon, mantendo oficina extrafísica (ofiex), através da prática diária da tenepes ou da tarefa energética pessoal de solidaridade."

Em resumo, poderia dizer que o ser desperto é aquele que domina em alto nível o estado vibracional e por vivenciar e compreender a cosmoética, realiza tarefas de solidariedade pelo bem e correto uso da energia consciencial em prol das consciências, dentre outras características acima citadas.

O traço então mais evidente do ser desperto é o entendimento e a vivência o máximo que pode da cosmoética e isto se estende no todo de suas manifestações: uso do EV, uso do tempo, das energias, e tudo que pode em prol dos demais, na megafraternidade.

Agora quero esclarecer aqui o conceito de cosmoética e de megafraternidade na seguinte afirmativa dada por Vieira na p. 635:

"A afeição - a simpatia, o amor puro, a afetividade, o casal íntimo, a interfusão holossomática, a primener a dois, a dupla evolutiva de sucesso, o homopensene, um holopensene comum -, portanto em suas mais simples expressões, são manifestações de um percentual, maior ou menor de cosmoética".

A genialidade cosmoética é apontada numa lista de 30 traços, dentre todos vale citar aqui:

1. Carinho
2. Amor universal
3. Autoridade moral
4. Benevolência, bondade, doçura
5. Civilidade
6. Comedimento
7. Compaixão, respeito
8. Confraternidade
9. Cordialidade, educação
10. Honestidade, caráter
17. Gentileza, amabilidade
21. Generosidade
24. Conciliação
28. Afeto puro
30. Ética lúcida

A megafraternidade então pode facilmente ser compreendida como mais que a fraternidade comum, normal, da assistência, mas a de natureza cosmoética praticada pela consciência cosmoética, dentro das características acima, como expôs Vieira.

Então, o ser desperto, por ter descoberto a cosmoética e por praticá-la, não como dever, como como seu ser natural, então apresenta este espectro de manifestação, de cunho benevolente, lúcido, dominando as energias e ajudando em megafraternidade tudo e todos os seres vivos, intra e extrafísicos.

Este entendimento do que vem a ser o desperto pode ser facilmente decomposto dos próprios conceitos analisados em conjunto trabalhados pelo autor em sua obra acima exposta.

Um desperto, ou a pessoa de alta benevolência, afetividade em alto nível e que domina o EV em nível avançado e que prioriza a megafraternidade natural, cosmoética, então encontrar e ser uma pessoa destas é algo muito valorizado para os que seguem Vieira e mesmo para que não o seguem, tal como fica evidente em todos os campos preocupados com a evolução no planeta: cristianismo segue Jesus Cristo, exemplo de evolução para eles e muitos; Gandhi e sua revolução da não-violência; Budismo segue Sidharta, exemplo de serenidade e evolução e assim por diante. A busca de referências de evolução configura-se uma tendência e necessidade natural de nos espelharmos em quem é mais evoluído que nós e quem podemos confiar por sua coerência e vida exposta de fraternidade e benevolência.

Por outro lado, esta fraqueza humana de não se ancorar em si mesmo e ter a predisposição de ser dependente de uma outra pessoa, faz criar os gurus, os falsos evoluídos, os espíritos pseudo-sábios, os pseudo-científicos e os pseudo-benevolentes.

Assim, a existência destes seres pela história humana evidencia um problema natural: os que assim se dizem despertos ou evoluídos como forma de se usufruir da crença alheia, da ingenuidade e boa fé da pessoa sem maior noção dos mecanismos de lavagem cerebral e hipnose dissimulada, jogos de poder, estratégias de dominação e fascinação grupal e persuasão. Características enfim, nada relacionadas ao ser desperto.

IV - Sobre Waldo Vieira: ser desperto?

Em 05/2013, Vieira afirma em sua Tertúlia, ou seja, seu curso oferecido na forma presencial e a distância pelo youtube e canais da própria instituição, que ele mesmo é um ser desperto (clique aqui).

A observação atenta, lúcida, isenta de envolvimento emocional, projeções de admiração ou qualquer coisa que vai além do puramente exposto nesta apresentação evidencia para mim claramente:

1. Expressão nítida, explícita de agressividade, no modo de falar, no tom de voz agressivo e no conteúdo da fala, com traço exposto de belicosidade, incômodo e certa irritabilidade, postura briguenta e impositiva. Estas características nada tem relação com o ser desperto e sim com posturas de um pre-desperto comum.
2. Manifestação energética (ECs) que não se adéqua a nenhum dos traços e características do ser desperto acima exposto, traços estes enumerados pelo próprio autor que afirma ser ele mesmo, um ser desperto ou o 50% do serenismo. A energia neste caso é evidentemente agressiva, não benevolente, marcial e não se encontra traço de amor puro, afetividade madura, benevolência, e os demais traços expostos relacionados à cosmoética e megafraternidade.

Em relação a este fato bastante exposto, podemos somar a manifestação também belicosa de Vieira quando salienta que Amaral, ex-membro da comunidade de Vieira, é psicopata, doente mental e outras posturas também facilmente detectáveis como não pertencentes ao rol de traços acima expostos (ver aqui).

Os traços explícitos são a ofensividade, agressividade com EC tóxica, falta de benevolência, falta de afetividade pura e autodomínio (é flagrante que Vieira perde o domínio de si mesmo, pelo aspecto emocional desequilibrado).

A análise presente não é pessoal, no julgamento moral do comportamento de Vieira. É antes de tudo uma análise honesta e comparativa visando identificar se o comportamento exposto nesta pequena amostragem, pode ser indicativo ou não de ser Vieira um ser desperto baseado em suas próprias definições publicadas em suas próprias obras.

Diante do exposto, fica evidente para mim, através de um exame geral e mesmo simples da exposição de Vieira em contraste com os conceitos e definições acima citadas, que o mesmo não é um ser desperto tal como afirma com tanta precisão e certeza.


V - Das Considerações Finais

A situação é no meu ver motivo de atenção séria por parte de cientistas da consciência honestos que estão realmente engajados na pesquisa avançada da consciência, cito aqui parapsicólogos, projeciólogos, psicobiofísicos, psicólogos transpessoais e mesmo conscienciólogos bem intencionados que fazem parte da comunidade de Vieira ou não, como eu.

O ensaio presente visou o exame dos logismos Conscienciologia, Projeciologia, o princípio da descrença e da ciência da projetabilidade e da consciência a partir de uma breve exploração histórica e que rapidamente evidencia também a apropriação de conceitos e nomes já existentes sob rótulos novos, o que no meu ver não é adequado em ciência que se pauta na honestidade de citações e considerações pelos reais criadores ou iniciadores.

Seguindo, examinei a relação entre o conceito de ser desperto elaborado por Vieira, sua afirmação de ser um ser desperto (em 05/2013) e uma pesquisa exploratória do vídeo publicado no youtube onde Vieira expõe traços inconciliáveis com um ser desperto, visto que o mesmo necessita pelo menos 20 anos seguidos sem miniassédios inconscientes. É possível considerar este assédio como de maior espectro que o miniassédio inconsciente. Em entrevista com o suposto ser desperto, o espírita "Seu Manoelzinho", o entrevistador Jarbas expõe (clique aqui):

"JARBAS: Quando foi a última vez que o senhor percebeu que estava sendo assediado?
MANUEL: Não. Nunca tive isto não. Porque toda hora que você fica com raiva de alguém, com vontade de fazer o mal para alguém, você está assediado. Por exemplo: a pessoa vai discutir com você, não se firme nela não, porque a palavra tem um magnetismo terrível! Se ela está discutindo com você, então você pensa “alto”, elevado, deixa ela falar primeiro, aí você entra com acerto. Mas, se você responde no mesmo nível, com raiva, você já está assediado, dominado."

O Sr. Manuel nos expõe um critério muito importante para a identificação do ser desperto, que é o conceito de ser dominado, assediado, através da raiva. Na exposição da Tertúlia, Vieira apresenta sintomas, para mim evidentes, de expressão de raiva quando apresenta sua postura belicosa de enfrentamento das pessoas, em ar de desafio.

A elaboração de critérios de aferição, análise, pesquisa séria e exploratória, com entrevista qualitativa rigorosa, testes energéticos potentes para testagem do EV e outras formas de investigação da qualidade de ser desperto de uma consciência pode ser o caminho daqueles que anseiam por pesquisar e definir uma escala evolutiva das consciências ancorada em pesquisa científica e não em afirmações vagas e crenças baseadas em autoridade, recurso não suficiente em ciência.

O ensaio também visa diferenciar a Conscienciologia da Conscienciologia. O que quero dizer com isto? A primeira é o idealismo conscienciológico (Reale, 1953), é a ciência da experiência da consciência (Hegel, 1807), é a ciência da projetabilidade da consciência e a descrença como atitude epistemológica (Muldoon, 1929) e inclui a Parapsicologia e toda sua contribuição rica para o entendimento da função psi e mesmo a Conscienciologia tal como exposta em alguns trabalhos muito bons de autores da comunidade de Vieira e pesquisadores independentes. A segunda é a Conscienciologia, mas que considero aqui um Conscienciologismo, enquanto práticas, teorias, paradigma, conceitos, verbetes, instituições, regras, comportamentos e diretrizes pautadas em Vieira. O Conscienciologismo é uma espécie de religião ou como expressam os céticos, uma pseudo-ciência.

A Conscienciologia é ciência livre da consciência e da experiência da consciência e, como ciência, seu objeto é também livre para ser abordado conforme múltiplos paradigmas, abordagens e métodos, visando o universalismo natural e o entendimento profundo, não preso a um paradigma ou a uma única referência de pesquisador ou a algumas obras básicas (tais como: Projeciologia, 700 Experimentos da Conscienciologia, Homo Sapiens Reurbanizatus e Homo Sapiens Pacificus). O consenso dos que se envolvem com tal pesquisa é que a consciência se manifesta além do corpo, do cérebro, e mesmo além do corpo astral ou psicossoma. Esta abordagem já existia antes de Vieira propor o estudo da consciência nesta perspectiva. Muldoon já realizava esta forma de investigação pela projetabilidade consciente desde antes de 1929. Convém discernirmos a Conscienciologia então do Conscienciologismo.

De forma a tecer minhas considerações finais a este ensaio, convém dizer que existe espaço para todos no holocosmo e não é porque existem religiões, seitas, gurus, que temos de lutar contra tudo e todos. Cada um tem o direito de ser quem é e de fazer sua caminhada do jeito que bem entende, e diante disso, assumir as conseqüências de atos pessoais frente a nossa própria consciência e frente aos demais. Daí o conceito antigo de carma, dharma. As religiões são essenciais ainda para o ser humano na Terra e, diante disso, não julgo até mesmo o Conscienciologismo que, mantém tarefas assistenciais pelo mundo afora e que existem pessoas que se afinizam com tal área. Porém, os que são mais radicais em termos de exigência pessoal de liberdade de manifestação livre de censura ou licença, como eu e muitos que conheço, provavelmente optarão por caminhos mais livres e fora de instituições e religiões, o que não quer dizer que sejam superiores ou melhores. Só quer dizer que temos o direito pleno, natural e cósmico, de ser quem somos.