12.8.10

Projeciologia e Ética em ciência


Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Este portal tem como função os assuntos relativos a saúde, espiritualidade e evolução. E tais assuntos me remetem a outro campo, a ética. E mais especificamente, a ética em ciência. Mais a fundo, a ética cósmica ou universal, dentro de referenciais do cosmodireito, regada pelo amor mais fraterno e puro, ainda pouco compreendido por nós, seres ainda enredados pela vaidade, o egocentrismo e a cultura da guerra.

É dentro deste exato ponto que me situo. A ética baseada no amor puro fundamenta-se pelo respeito e é a partir deste ponto de referência que quero trazer a ética em ciência, especificamente dentro daquilo que posso chamar de "ciências ou investigações avançadas da consciência". Mais especificamente, uma ciência chamada Projeciologia.

O canal "Parapsicologia em Debate" coloca o tema "Quem propôs a ciência Projeciologia?" em questão. A maneira como abordarei o tema revela a intenção da honestidade e da transparência, sendo a base de uma verdadeira ciência.

Após décadas de estudos práticos e teóricos sobre os assuntos relativos à consciência, especialmente a experiência fora do corpo (nosso foco), acabei como muitos deparando-me com obras e autores das mais variadas formas e, como sempre assegurou Hereward Carrignton, o que mais encontramos nas obras relativas a projeção do corpo astral ou projeção da consciência, são explicações e registros de experiências, muitas delas vagas, porém, nenhum até Sylvan Muldoon, conseguira sistematizar um corpo de conhecimentos que pudessem dar o status de ciência ao estudo da projeção do corpo astral ou projeção da consciência. Esta pessoa, me parece, foi Sylvan Muldoon, em sua obra "Projeção do Corpo Astral", escrita em 1929.

Nesta obra, o autor aprofunda de forma lúcida e clara, honesta e aberta, experiências projetivas e muitos dos fenômenos relacionados a projeção, numa abordagem científica e sistematizada, uma espécie de fenomenologia parapsicológica baseada num método que se baseia nas experiências pesssoais com o fenômeno. A sua frase "Experimente e então saberás" revela a base do método científico que ele emprega na ciência da projeção e convida a todos nós a aplicarmos métodos para a auto-indução da experiência projetiva e a partir daí, estudar o fenômeno e chegar em conclusões pessoais.

Este texto parece com algo para você? Sim, no fim da década de 70, um brasileiro chamado Waldo Vieira nomeou "Projeciologia" para a ciência da projeção da consciência. Instituições foram criadas ao redor dele e de suas idéias. O que é divugado nestas instituições é que o propositor da ciência Projeciologia teria sido Vieira. A informação é errada. Vieira teria sido o criador do neologismo, quando o criador da ciência estaria mais para Sylvan Muldoon. É importante dizer que o neologismo foi proposto antes de sua obra "Projeciologia", a partir de outra obra "Projeções da Consciência", onde consta relatos de experiências do autor.

A ética em ciência coloca a necessidade de sermos honestos com as pesquisas, dados e referências, assim como aqueles que foram os verdadeiros propositores. Desta forma, o mérito fica com Sylvan Muldoon por ter criado a "ciência da projeção" e para Vieira, o mérito por ter criado o neologismo Projeciologia, que se refere a "ciência da projeção" e não à uma paradigma específico, pois existem múltiplas abordagens para o fenômeno e tudo integra a "ciência da projeção", hoje multidisciplinar.

10.8.10

Existe Vida Antes do Nascimento? A Experiência de Lembrar das Vidas Passadas

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo.

Em 2009, deitei numa maca para submeter-me a uma sessão de terapia de regressão, também chamada terapia de vidas passadas. Quem facilitava o experimento eram dois parapsicólogos também, amigos. Eu já tinha vivenciado muito do fenômeno, tendo acumulado dezenas de experiências, a maioria com alto grau de lucidez e rememoração e algumas com médio e baixo grau. Mas até esta experiência nunca teria comprovado realmente com dados mais objetivos a minha existência antes do nascimento, antes desta vida. A experiência foi relatada e estudada no ensaio “O Caso de Thomas Green: Evidências Científicas sobre a Minha Vida antes desta Vida”. Esta experiência deu-me uma certeza tão sólida quanto as evidências que trouxe das dezenas de experiências conscientes fora do corpo que acumulei desde meus nove anos de idade. Eu existo fora de meu corpo, eu existia antes desta vida. Eis a base pela qual começo este texto.

E tais conclusões se dão a partir da experiência direta.

Quando iniciei meu percurso de saber “quem realmente eu sou”, naturalmente questionei-me: quem fui, como eu era e de onde vim, antes de nascer? E também naturalmente, cheguei aos procedimentos de terapia de vidas passadas. Muitos mitos envolvem a experiência, muito se tem divulgado acerca dos efeitos desastrosos de tais procedimentos. Eu sou mais realista: você é dono de sua consciência, você projeta-se para onde quiser. Se quiser sair do corpo, pois bem, saia. Se quiser projetar-se para seu passado longínquo, pois bem, faça. Você é responsável pelos resultados daquilo que escolhe. E entrar no universo íntimo em profundidade encerra uma grande responsabilidade: a responsabilidade de arcar com as conseqüências de você lembrar quem você é. Existe preço maior a ser pago? Aceito a tese de que “ser quem realmente somos” é o maior preço a ser pago.

As experiências de lembrança de vidas passadas não são como você acredita que são.

Muitos acham que irão se lembrar panoramicamente de suas vidas passadas, terem uma visão ampla e cristalina de tudo que aconteceu. Isto até pode ocorrer, mas as evidências não expõem isto. Alguns querem um vislumbre da consciência cósmica, outros querem saber tudo e tudo. Apesar deste desejo, evidências também apontam para a influência do amparo espiritual, astral, extrafísico, nas rememorações, seja de forma mais direta ou indireta. As experiências de regressão podem ser simplesmente uma sensação, um sentimento de familiaridade, fugazes cenas, parecidas com imaginações e sonhos lúcidos. Você acessa flashes, situações aparentemente sem sentido, emoções. Estas experiências são as que não acarretam muitos benefícios. Aqueles que vivenciam as vidas passadas na forma de flashes fugazes não se convencem de sua autenticidade. E mais realista ainda, não podemos garantir que uma pessoa irá projetar-se para o passado, para dentro de seu inconsciente profundo, no núcleo de sua memória, extracerebral.

De qualquer forma, as evidências clínicas apontam para o fato de que sensitivos tem maior predisposição a regredirem e vivenciarem de fato o que chamo de “estado regressivo”.

O estado regressivo é diferente de lembrar de uma vida passada. Neste estado, a pessoa realmente tem a percepção direta de estar vivendo o passado como se estivesse no presente. Noutras palavras: o passado está ocorrendo. Este é um profundo estado alterado de consciência onde poucos conseguem atingir. Estes poucos são geralmente sensitivos, pessoas dotadas de uma hipersensibilidade e capacidade inata de vivenciar fenômenos paranormais.

Neste estado, a pessoa sabe, por experiência, que existia antes desta vida.

Em meus experimentos com o fenômeno tecnicamente chamado pela parapsicologia de “retrocognição”, consegui muitos êxitos desta natureza. Tais experiências me ajudaram a ampliar meu senso universalista e cosmopolita, pois pelas evidências, estou reencarnando neste planeta desde a pré-história, como esquimó. Numa única oportunidade, lembrei de uma vida anterior noutro planeta, comprovando que realmente, nossa origem é extraterrena e pelas evidências existimos há mais tempo que a Terra.

E continuamos. Quando você lembra de suas experiências de vida noutros países, culturas e povos, como a China antiga, Europa, Ásia, pólo Norte, América indígena você se percebe um único Ser que, nômade, passa de um lugar a outro, acumulando experiências e evoluindo pelo cosmo afora. Se você for mais a fundo e relembrar de suas experiências entre as vidas, tomará consciência de que sobreviveu após a morte muitas e muitas vezes e permaneceu vivendo, noutra dimensão do universo, dando prosseguimento em seu caminho de evolução e iluminação íntima.

E chegou num dado momento em que estava entre a vida anterior e esta, na dimensão espiritual, também chamado mundo astral, extrafísico...

...onde decidiu retornar para este planeta e dar continuidade a sua trajetória de auto-realização. Definiu de uma forma ou de outra, mais ou menos planejado ou veio sem muito planejamento, o norte de sua próxima experiência na Terra. E num dado momento, sexualizou-se como homem ou mulher, dento de algum útero de algum mãe, em algum lugar do planeta. E provavelmente, sexualizou-se (reencarnou) numa família afim a você e hoje, após anos, você está aqui, agora, lendo estas palavras.

E de onde você veio? Como você era? Quem você foi?

Estas questões são simples, mas variam de pessoa a pessoa. Você veio de um passado onde atravessou ciclos de idas e vindas, ora encarnado, ora desencarnado, em tese, há milhares e milhares de anos de existência. Não sabemos até agora quando e como você surgiu, passou a existir. Ora como homem, ora como mulher. Ora assumindo tarefas negativas, ora tarefas positivas. Você era como é hoje: uma consciência que tinha virtudes e defeitos a superar. Você era muito parecido(a) como o que é hoje. Seus problemas são similares, mudando somente o palco onde ocorrem. Você foi a mesma pessoa que é hoje, apesar de ter trabalhado com coisas muito diferentes das que faz hoje, ou trabalhava com coisas similares. Para navegar pelo mar de seu inconsciente, pela sua memória profunda, você precisa ter uma coragem sólida, assumir a responsabilidade por tudo que acessar e digerir o máximo que puder das experiências. Lembrar não ajuda por si só. O que ajuda é o que você faz com aquilo que lembra e vivencia. Você pode lembrar e ainda assim, nada ocorrer de prático em sua vida. Ou você pode instalar em sua vida uma profunda mudança devido as lembranças de suas vidas passadas.

Você é o maior interessado em lembrar de suas vidas passadas, pois seu passado pertence a si mesmo. O que você vai encontrar nestas experiências? Você mesmo, sempre.

Uma dica: não use a regressão como uma fuga de suas responsabilidades hoje. Não adianta ficar remoendo o passado, seja o passado desta vida ou de vidas anteriores, quando seu desafio é viver no aqui e agora, em direção ao futuro, lidando com seus atuais problemas. Regressão não é medicamento. Não aplique a lógica médica para a experiência de regressão, do tipo: "regressão vai resolver meu problema", como se esta fosse um medicamento. A rememoração, seja ela qual for, não garante melhora alguma ou diminuição de sintomas. Muitas vezes uma experiência regressiva gera crises de crescimento, perturbação temporária das percepções e mudança de visão de mundo. Temos que pensar que, lembrar de vidas passadas é algo extremamente sério e não uma aventura para curiosos de plantão. Você pode entrar dentro de si através de muitos métodos que desencadeiam a rememoração ou o estado regressivo. Um deles é a meditação, outro são as técnicas de auto-hipnose, mais eficientes. Outro recurso é estar amparado por profissional competente que lhe ajudará a entrar na experiência. Mas saliento, a experiência bem sucedida de regressão depende muito mais do experimentador do que do facilitador, seja ele quem for. Tal evidência vem sendo alertada desde os trabalhos pioneiros do Dr. Eliezes Mendes, pela psicotranseterapia e parapsicologia clínica. Por outro lado, é sempre mais prudente o interessado procurar profissional confiável, ético, com caráter aberto e com experiência na área. No Brasil acredito que existam muitos desta natureza, apesar de existirem os "picaretas" como em toda profissão da saúde.

Deixo aqui as palavras sábias de Sylvan Muldoon:

EXPERIMENTE E ENTÃO SABERÁS.

4.8.10

Trabalho e Autorealização: Identificando e Fazendo aquilo que se Ama

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo.
"Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida." Confúcio


Não importa qual é seu problema. O ponto que quero trazer aqui é outro: seja qual for seu problema ele é também decorrente [e muito] da falta de sentido em sua vida. E uma vida sem sentido é uma vida vazia, sem direção e, portanto, os dias passam e suas realizações mantém-se estagnadas. Os resultados práticos de sua vida não são vistos, porque uma vida sem sentido não produz resultados evolutivos. Não importa se você crê ou não em reencarnação. Isto não é necessário. Necessário é você tomar consciência de que uma vida sem um propósito que possui sentido para você não é uma vida que lhe dará felicidade e autorealização. Se você aceita a possibilidade da reencarnação, você pode tentar lembrar através de técnicas, do período entre a vida anterior e esta, quando planejou esta atual vida e decidiu retornar para este planeta, para sua familia e dar prosseguimento a sua evolução. Mas, reforço que, se você não aceita e acha um absurdo a reencarnação, não importa: vá por outro caminho. Uma empresa sem planejamento está mais próxima da falência do que uma empresa bem planejada. Da mesma forma, você, um empreendimento do Universo, se tiver e alimentar um bom planejamento de vida estará menos sujeito a falir (depressão, estresse, morte prematura, câncer, tc.). É importante que se você não tem um planejamento de vida, certamente......

Você ocupa sua mente, sua vida, seu tempo com coisas sem sentido.

Assim você continua vivendo. Disseram que você precisa namorar, então você namora. Disseram que você precisa transar, então transa. Disseram para você casar e ter filhos, então você tem. Disseram para você trabalhar, então você trabalha para ganhar seu dinheiro e sobreviver. E a vida passa... passa e passa... E? Qual o sentido da vida? Meu objetivo aqui não é adentrar em todos estes tópicos, que foram abordados de forma geral em outros escritos. A intenção aqui é abordar um único ponto: a vida humana é uma vida essencialmente trabalho. Vivemos trabalhando. Pensamos em trabalho, acordamos pensando em trabalho e muitos de nós dorme pensando e ainda, sonhamos com trabalho. Não importa se são sonhos bons ou ruins, são sonhos. Dia e noite trabalhamos. A mente é incessante em seus desejos e necessidades. Assim, diariamente você alimenta suas necessidades, seus desejos com tudo quanto é tipo de coisas. Na atual era do consumismo desenfreado e livre acesso a uma incontável quantia de bens de consumo, você vai montando suas listas e busca comprar as coisas que deseja. Quer um carro, uma moto, uma roupa nova... um apartamento... não importa... Você deseja. Você é um ser de desejos.

Então, você trabalha. Para que você trabalha?

Eis uma pergunta muito difícil. Se colocar numa prova, poucos acertarão esta questão. Isto porque poucos sabem o sentido de trabalhar. Poucos tem consciência do sentido da vida humana e, por isto, acabam não sabendo o sentido de trabalhar e, portanto, de levantarem da cama todos os dias. Muitos de nós se tornaram sonâmbulos que perambulam inconscientes por aí afora. Se perguntar o que fez ontem, não lembrará. Se perguntar o que fez a minutos atrás, não lembrará. É uma vida inconsciente. Você acorda, trabalha e dorme. Quando percebe, a semana passou. O tempo passou, um, dois, três... quatro.... dez.... vinte... trinta... quarenta.... cinquenta... sessenta.... setenta.... e?

O que fez de sua vida? Quais os resultados práticos de sua existência até agora?

Nosso foco agora é o trabalho. O seu trabalho. Aquilo que você faz e com isto é remunerado. Não falo aqui somente de seu trabalho financeiramente remunerado. Falo também dos trabalhos emocionalmente, existencialmente e evolutivamente remunerados como o são os trabalhos voluntários.

Começamos pelo trabalho remunerado financeiramente. E com isto começo com a questão: Porque precisamos de dinheiro? Bom, a vida humana é uma vida de relacionamentos. E relacionamentos envolvem trocas de energia contínuas. Uma destas energias é tão densa que chamamos de bens móveis e imóveis. E tais bens só existem porque foram produzidos por alguém. Este alguém, trabalhou para produzi-lo. Então, este alguém vende este bem. Mas ele vende para que ele tenha o dinheiro para trocar por outro bem. Assim, o dinheiro é um meio de troca e circulação bens. Num ponto de vista espiritual, o dinheiro é um meio de circulação de energia. Assim, em primeiro lugar, o mais básico, você trabalha para que possa com seu serviço receber em troca, uma quantia em dinheiro para que você possa trocar com outras pessoas e assim por diante, numa rede completamente ligada, uma teia de relacionamentos interpessoais e financeiros.

Desta forma, você trabalha para ganhar dinheiro. E você ganha dinheiro para poder pagar serviços ou comprar bens, pois isto assegura sua sobrevivência e satisfaz suas necessidades. Vamos agora para o segundo ponto. O trabalho vai além de um meio para se ganhar dinheiro. Você até pode estar infeliz porque recebe pouco. Não importa, mude de trabalho e receba mais. E ainda assim seu problema pode permanecer. O seu trabalho precisa ter sentido para você. Você passará o resto de sua vida trabalhando e despenderá enormes quantidades de horas e energia com o que faz. Assim, não importa o que você faz: você não trabalha somente para ganhar dinheiro, você trabalha também para tê-lo como fonte de prazer. Se o seu trabalho é somente uma fonte de dinheiro, então, pare e repense toda sua vida.

Identifique o sentido de sua vida, o objetivo geral de sua vida, o motivo pelo qual decidiu renascer e viver novamente uma vida humana. Você está aqui para realizar algo. Este “algo” vai além de seu trabalho. Mas nosso foco aqui é seu trabalho. E todos nós estamos aqui para sermos felizes, sentirmos prazer em viver e evoluir.

Que tipo de trabalho você poderia realizar para que possa se satisfazer mais plenamente?

Nosso foco aqui é a auto-realização. O sentido da vida humana é ser um instrumento para a auto-realização e não para a desgraça. Quem torna a vida humana uma desgraça somos nós, a partir de nossos pensamentos e experiências passadas, seja nesta ou noutras vidas. Meu foco com você é agora: se você não sente que está trabalhando com aquilo que gosta e ama, defina para si mesmo o que é este trabalho. Se nenhuma resposta vier em sua mente, não desista nem se apavore. Um nível de ansiedade virá, uma crise virá. Não importa: crises evolutivas são necessárias para alcançarmos novos patamares de evolução.

Sem coragem para evoluir você não sai do lugar

Não foque no medo. Foque na coragem. A coragem é um vulcão que existe dentro de você, mas está adormecido. Você foi ensinado pelo mundo medroso a ser medroso. A ter medo de mudanças. Você foi ensinado a buscar um emprego e ficar nele até morrer. Ou, foi ensinado a ser empresário e ter sucesso a todo custo, acumular bens, fazer seu nome e alcançar prestigio. Não importa: seu foco está errado. Você age pelo medo.

Corrigindo seu foco para a evolução e para a autorealização

De uma coisa sabemos: você existe para autorealizar-se. Como disse, não importa qual é sua crença. Você deseja ser feliz como qualquer outra pessoa, o que nos torna iguais. Você pode ser Budista, Católico, Umbandista, Espírita, Ateu..... não importa. Você opta por tal e tal religião, ou por uma linha científica ou outro caminho, porque deseja ser feliz. Deseja lá dentro de sua alma, autorealizar-se.

Agora, repense todo seu trabalho. Entre em contato com seu sentimento, escute-o. Escute suas emoções, seu coração, sua alma. A resposta vem na forma de desconforto ou sensação agradável. Sinta, medite em silêncio sobre o que você trabalha hoje. Agora, faça isto racionalmente. Coloque numa tabela: de um lado, os pontos positivos de seu trabalho; do outro, os pontos negativos. Mas faça com a mais pura honestidade que conseguir. Seja sincero, franco e honesto consigo mesmo ao seu limite. Seja bastante lúcido e racional nesta fase. Ao final, releia a tabela, avalie o resultado, chegue em suas conclusões. Você pode se perguntar: porque permaneço neste trabalho? Porque não reúno minha energia e tento mudar o curso de minha vida para algo melhor para mim? Será que um trabalho voluntário poderia ser minha solução? Aprofunde a reflexão, não tenha medo, enfrente-se com sinceridade.

Realizando a mudança de curso de vida

Tente definir para onde quer ir. Se não está satisfeito com seu trabalho, tente definir o que você quer para sua vida. Defina a prioridade para sua evolução e de que forma pode trabalhar com algo que você gosta e lhe dá prazer, ao mesmo tempo em que ganha dinheiro com isto. Afinal de contas a sola de seu sapato foi produzida por alguém, em algum lugar. Estude sobre planejamento de vida e organização do tempo, criação e acompanhamento de metas... realinhe-se com seu propósito nesta vida. O meu e o seu propósito nesta vida é simples: você existe e renasceu para ser quem você é. Seja quem você é e naturalmente você se realinha para o lugar correto, tanto dentro de você mesmo quanto fora, através de um novo trabalho ou, mesmo, se for o caso, de uma mudança mais radical, como mudar de profissão.

Para tudo isto, você precisa ter coragem. Coragem para evoluir e pagar o preço de ser quem você é. Não se acovarde. Busque a coragem dentro de você. Confie: ela está aí, esperando que você mesmo puxe ela de dentro de você, do centro de sua alma.

2.8.10

Homenagem ao Dia do Parapsicólogo :: 29 de julho

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Em 1953, em homenagem ao 1.º Congresso Internacional de Parapsicologia, em Ultrech, na Holanda, intituiu-se o "Dia do Parapsicólogo". Mas de onde vem tudo isso? Quem criou este termo?

Pouco sabemos sobre o criador do termo "Parapsicologia", o filósofo e médico alemão Max Dessoir, em 1889. Por outro lado, em 1905, Charles Richet criara no seio da Society for Psychical Research, em Londres, o termo "Metapsíquica". Anteriormente, Hipollité León Denizard Revail (Allan Kardec) publicara "O Livro dos Espíritos" na França em 1857, e posteriormente "O Livro dos Médiuns" em 1861, criando o nome "Espiritismo". Em 1929, Sylvan Muldoon juntamente com Hereward Carrigton, publicam o clássico científico da pesquisa da experiência fora do corpo "The Projection of the Astral Body" inaugurando a investigação científica mais criteriosa do fenômeno ou a Projeciologia. Modernamente, em meados de 1980, um médico brasileiro tornar-se-ia o maior divulgador desta ciência no mundo, Waldo Vieira.

Desde os Vedas na Índia antiga; o "Livro dos Mortos Tibetano", o "Livro dos Mortos Egípcio", o  "Livro dos Mortos Maia", o Budismo, o Taoismo, o Xamanismo e outros compêndios como os registros antropológicos de Carlos Castañeda, relativo aos ensinamentos técnicos dos Yaqui; tudo em conjunto forma a "ciência da consciência". Por outro lado, é na era mais atual, que encontramos aquilo que chamamos de "ciência da consciência", como um produto histórico-cultural-multidimensional, pois esta ciência foi co-desenvolvida pela espiritualidade. O primeiro a nomear tal ramo foi o filósofo Miguel Reale, quando usou o termo "conscienciológico" para designar a concepção científica mais idealista da realidade. O termo foi utilizado por Waldo Vieira, que deu início ao desenvolvimento da Conscienciologia, uma nova área da ciência. Atualmente estamos numa fase holística, universalista, procurando a integração e a unificação das abordagens, dentro de critérios lúcidos e científicos.

Dedico este dia a todos nós Parapsicólogos, pela coragem e honestidade, franqueza e sinceridade que nos acompanha nesta caminhada pelo contra-fluxo social, optando por um destino alternativo, por uma ciência alternativa e por idéias e práticas avançadas dentro da evolução dos seres e da saúde integral humana.

PARABÉNS!

27.7.10

Consciência, Sonho e Lucidez: a vida humana como o pequeno moksha

Por Dr. Fernando Salvino, Parapsicólogo

Todos nós já ouvimos falar de pessoas que se levantam a noite e saem por aí sem qualquer consciência e muitas vezes acabam tomando consciência de onde estão já afastadas de seu quarto, caminhando por algum lugar em estado de sonambulismo. O sonâmbulo é aquele que caminha e faz coisas tão somente guiado pela sua mente sub-consciente.

A mesma coisa ocorre todas as noites: saímos de nossos corpos e perambulamos pela dimensão espiritual sonâmbulos sem qualquer consciência de onde estamos e do que estamos fazendo. Da mesma forma, alguns sonâmbulos acordam e se percebem fora de seus corpos. Alguns conseguem avistar seu corpo deitado na cama e observam um fio de energia fino que liga ao seu corpo lá deitado.

Ainda, podemos viver a vida acreditando que estamos despertos, acordados. Mas perceba, o quanto fica disperso em seus devaneios e imaginações dentro de seu mundo mental, pensando nos problemas, em fantasias, em pensamentos fugazes, sensações diversas.... Lapsos de consciência... fragmentos de lucidez....

Acorde: você pode estar sonhando! Mas, acredita que está acordado.

Seu mundo, suas idéias.... fantasias.... aquilo que pensa de si mesmo ou que pensa de seu marido ou esposa.... namorada ou namorado..... familiares, irmãos, pais e mães...... filhos, filhas...... amigos e amigas....... cultura.... sociedade........... isto tudo pode ser um SONHO. É o seu sonho e você vive dentro dele. Quando você vai dormir, você continua seu sonho...... E quando acorda, pela manhã, acredita que acordou, mas continua sonhando. Da mesma forma quando algumas pessoas se despertam no sonho e sabem que estão sonhando, ainda assim, estão sonhando. A vida é a mesma coisa: acordamos pela manhã e acreditamos que estamos acordados, quando na verdade, podemos estar somente continuando o SONHO.

A noite quando sonhamos, no momento mesmo que estarmos sonhando, acreditamos que o sonho é realidade. E é! Mas é um sonho! Por outro lado, só sabemos que se trata de um sonho quando acordamos e tomamos consciência: era um sonho! Nossa mas como era real! Não importa o quão real parecia o sonho, era um sonho. Você já deve ter passado por estas experiências ou por experiências parecidas com esta.

A armadilha da consciência pode estar aqui

Quando você acorda do sonho e pensa que era um sonho, acredita que neste momento está na realidade e que não está mais sonhando. Errou! Você pode estar simplesmente consciente do SONHO, mas ainda assim permanece sonhando um SONHO LÚCIDO. O sonho lúcido é quando você sonha, mas sabe estar sonhando. Isto ocorre muito quando você está dormindo e começa a sonhar e num dado momento algo ocorre! Você pensa, raciocina e sabe de alguma maneira que está sonhando. Você tem controle sobre o sonho, você pode mudar o enredo do sonho, mudar imagens oníricas..... você está lúcido no sonho. Mas não veja agora o sonho como uma experiência que você experimenta somente ao dormir. Precisamos ver o sonho como um estado de consciência que pode ocorrer a qualquer momento de nossa experiência tanto “acordado” quanto “dormindo”.

Tempo e consciência: o sonho é atemporal

Dividimos o tempo em: dia e noite. Dia é quando estamos acordados, noite é quando estamos dormindo. Criamos uma crença de que é somente a noite que experimentamos os sonhos. E que de dia ficamos acordados, despertos. Alguns cientistas afirmam isto a partir das ondas cerebrais, pelo eletroencefalograma. Eles têm razão em parte. Mas aqui vou além dos eletrodos grudados na cabeça. Vamos examinar juntos como funciona nossa consciência.

Nosso dia a dia é marcado por lapsos de lucidez, fragmentos de memória... Perceba o quanto sua atenção flutua, o quanto sua mente divaga..... o quando fica absorvido pelos problemas e fantasias, o quanto suas emoções flutuam, idéias... dúvidas..... Fique lúcido neste momento, respire e fique lúcido: veja como estava antes, ontem....ante ontem..... é parecido com um sonho. Parece que você estava sonhando. Não que seus problemas ou tudo o mais não seja REAL, pois até mesmo o sonho é real. Mas temos de discernir o que é sonho e o que não é sonho. Geralmente a mente ou está no passado ligado a traumas, cenas, fantasias, experiências... ou está no futuro, pelas preocupações, ansiedade, angústia..... Não importa, você não está aqui e agora, lúcido no presente. Este estado de lucidez no presente marca a divisão entre sonho e não sonho. Mas repito: tanto o sonho e o não-sonho são REAIS.

O desafio aqui é, até certo ponto, motivá-lo(a) a acordar do sonho que você vive dentro. O sonho que digo é o que chama de “vida”. A sua vida inclui tudo: tanto o que ocorre dentro de você como o que ocorre fora de você. Uma dor, um incômodo emocional e existencial, uma doença pode ser a chamada de sua consciência para mostrar-lhe que está sonhando. Mas meu desafio com você não para aqui. Quero mostrar a você que seu sonho tem 24h de existência. Veja agora sua vida como tendo 24h e não somente as poucas horas que acredita estar acordado. Perceba-se uma consciência em vários estados de consciência durante estas 24h. Mas estas 24h continuam.... agora procure ver sua vida como uma experiência única sem interrupções, que vem de um passado muito antigo..... antes de desta vida e chega até seu momento agora, presente. Você está aqui, agora, lúcido. Não importa o que houve, você existe agora, sua consciência neste momento está aqui. Fique consciente deste estado de lucidez no presente. Você pode ficar mais lúcido ainda: olhe agora para sua mão direita com bastante atenção. Repare em todos os detalhes de sua mão, simplesmente observe. E perceba sua lucidez aumentar. Respire mais calmo e sinta uma paz dentro de você: você está acordado(a).
Provavelmente, este estado desperto não dura muito mais que alguns instantes e você, ou vai pro passado ou vai pro futuro. Ou vai para algum lugar de sua mente, divagar em pensamentos, fantasias, imaginações. Você agora está novamente sonhando. Você pode agora que está neste onirismo, tornar-se consciência de que está criando estas imagens oníricas.

Fique consciente. Você acordou novamente.

A consciência não é uma espécie de hormônio produzido pelo cérebro. A consciência é este estado que se altera continuamente; que oscila; que desperta e que dorme; que sonha e que acorda. E que, pode tomar consciência de si mesma: autoconsciência.

E a consciência continua depois que o corpo morre. A morte é um outro estado de consciência: você sai do “estado encarnado” e passa ao “estado desencarnado”. Mas pode passar por estes estados sem qualquer consciência. Você pode simplesmente passar por estes estados em sonambulismo. Um corpo movente sem consciência. São aqueles que morrem e não sabem disso. Ficam perambulando. E tem os que morrem e tem uma leve consciência: estes estão num sonho lúcido. A consciência (eu, você, nós todos) somos esta realidade projetiva: nos projetamos para o passado, presente, futuro, para fora do corpo, para dentro de nossos devaneios, imaginações........ Estes vários locais para onde a consciência pode ir também marca os estados de consciência: ou estamos sonhando, ou estamos parcialmente conscientes (sonho lúcido) ou ainda estamos conscientes. Existe ainda outro estado: hiperconsciência.

O que é acordar? Diziam os orientais que Buda atingiu a iluminação. Na índia, no hinduísmo e nos antigos escritos védicos, encontramos o moksha ou a liberação de sansara ou o ciclo das reencarnações. Não importa o nome. Este ser despertou das ilusões, de “Maya”. Maya significa em sânscrito, ilusões, o mundo das ilusões, o SONHO. Isto significa que ele não mais sonhava, ele estava vivendo lúcido o tempo todo. Esta compreensão exigia uma prática de exame de si mesmo continuamente, um estar presente, uma união (ou pelo sânscrito “yoga”) consigo mesmo e com o Cosmos. Esta união se dava pela prática da meditação. Muitos métodos foram criados, mas o objetivo sempre o mesmo: levar o praticante aos estados de iluminação, transcendência do mundo das ilusões. Estas práticas incluíam um domínio sobre o sonho (sonho noturno), até que o praticante conseguisse dominar os sonhos e atingir os estados de consciência lúcida fora do corpo (projeção consciente para fora do corpo). Cerca de 1500 anos a.C na Índia e mais tardiamente no Tibet e nos países orientais que praticavam os ensinamentos hinduístas, budistas e mesmo os jainistas, já se dava importância crucial para o despertar para a hiperconsciência, o samadhi: a porta para moksha, a liberação dos ciclos de renascimento, reencarnação ou samsara.

A ilusão ou o sonho se dava pelos objetivos distorcidos da vida humana. Viver de acordo com a moral social, viver na busca de riqueza, poder e condecorações e pelo prazer sensual. Isto era Maya. Nada disto teria sentido se todos estes objetivos não estivesse orientados para moksha. Moksha então é o grande ensinamento antigo que parece ser o centramento de nossa lucidez e na metamorfose de todos os nossos objetivos de vida. Não sabemos quando, mas um dia estaremos libertos de samsara. E é nisto que remonta a visão védica do “paraíso”, o reino dos céus ou o mundo-céu. Somente pela libertação de samsara alcançaremos um dia, o mundo-céu.

E como nos libertar de samsara? Pela vivência temporária de moksha e pela prática do amor puro.

Muitos afirmavam que pela meditação poderíamos vivenciar níveis de realidade mais elevadas, transcendentes e superiores em evolução espiritual. E tais afirmações foram sendo repetidas século após século. Outras religiões usaram de métodos de oração. Práticas de teosofia acabaram usando da meditação. Outros ramos como a pesquisa psíquica e a pesquisa da projeção astral (experiência fora do corpo) usavam da projeção para fora do corpo o recurso de atingirem tais estados. Na essência todos buscam a mesma coisa: despertar do sonho e viver na realidade. E viver na realidade significa a extinção do sofrimento e a experiência da felicidade verdadeira.

E não é este o maior desafio da medicina? A extinção do sofrimento, de pathos (patologia)?

Mas o que a medicina consegue é somente a extinção de alguns sintomas, e não do sofrimento. O sofrimento é resultado do fato de estarmos vivendo dentro de um sonho. O mundo, a cultura, as leis, grande parte de tudo isto é uma materialização de conteúdos oníricos, tornando-se um SONHO. A vida humana é o SONHO HUMANO. Quando as religiões afirmaram que teríamos de nos unir a Deus, o que estaria dizendo? Estariam dizendo que deveríamos nos unir à Verdade e não à Ilusão. A “Verdade” foi chamada pelos védicos de Brahmam, e pelos taoistas de Tao. Muitos espíritos superiores a chamam simplesmente de “Verdade” e colocam como o Caminho e mesmo a Verdade, o amor. Muitos espíritos colocam o “Cristo” como um marco da orientação espiritual da humanidade por ter falado sobre o amor. Mas antes dele, ainda Confúcio, na China, já falava do homem benevolente e do sábio. E antes dele, no Tibet, na Índia, muitos já falavam no Bakti Yoga, ou o caminho do amor puro, o yoga do amor puro. Não importa quem começou, quem é mais evoluído ou quem é o grande líder espiritual da humanidade. Muitos alcançaram a Verdade nos diversos locais do planeta e trouxeram para nós suas experiências vívidas. Muitos já estão se despedindo das reencarnações, de samsara e deixam suas pegadas pacíficas por onde caminham. São os testemunhos da “Verdade”, aqueles espíritos puros que alcançaram os degraus sublimes da evolução e se libertaram de todo SONHO, de todo sofrimento e exalam o amor puro que reverberam a hiperconsciência do espírito. São os arcanjos do Universo, os querubins da existência cósmica infinita.

A felicidade então se encontra no amor, no caminho do amor, nos pensamentos de amor, numa vida de amor, em relações sexuais de amor, em idéias, reflexões e tudo o mais na direção do amor. As repetições de padrões, de crenças..... o fato de vivermos num sonho releva nosso nível evolutivo: somos crianças espirituais. Os espíritos puros ou como antigamente chamados pelos védicos por “rishis”, são os adultos espirituais, dentro da maturidade de consciência alcançada ao longo de infinitos ciclos de samsara ou reencarnações vividos pelo cosmo afora.

A vida humana então é a experiência da pequena liberação, o pequeno moksha.

Ao nos libertarmos a cada dia dos venenos de nossa mente, pela compreensão de si mesmo, nos esforçando para melhorar, nos desapegar (perdão, reconciliação...), nos atermos a uma vida ética, honesta, renunciando ações negativas e acolhendo a liberdade (prajna), mudando nossa maneira de comunicar tornando-nos pessoas mais pacíficas, sinceras e não-ofensivas, ainda de maneira não prejudicial aos outros, ao planeta e ao universo; um meio de vida onde seguimos uma vida correta, retilínea, mantendo uma disciplina mental para desenvolvermos um domínio sobre a mente, seja pela meditação seja por outro método; a consciência de ver as coisas como elas são, com a consciência clara, consciente da realidade presente dentro de si mesmo, sem qualquer desejo ou aversão; e buscando experiências transcendentes, sair de si mesmo, transcender o ego, elevando-se no cosmo. Estas orientações foram dadas por Sidartha Gautama, o Buda, há mais de 2.000 anos (O Caminho Óctuplo).

Não importa por onde, nem como: chegaremos no mesmo lugar. E como nos diz a Teosofia, somos parte de um mesmo todo, de um mesmo Divino. E se somos fagulhas, centelhas do Divino, somos irmãos provenientes de um mesmo centro de vida: Deus, Brahmam, Tao..... A fraternidade, a união dos povos, a proteção ecológica do planeta, a paz, o amor tornam-se o caminho e a caminhada, agora e sempre.

Era da Transciência: união fraterna da Religião, Filosofia e Ciência

Estamos com isto adentrando a era da Transciência, onde Religião, Filosofia e Ciência encotram seu elo perdido e começam a caminhar de mãos dadas dentro da grande fraternidade universal.

ॐ भूर्भुवस्वः ।
तत् सवितुर्वरेण्यं ।
भर्गो देवस्य धीमहि ।
धियो यो नः प्रचोदयात् ॥

"Ó, Criador do universo! Meditamos sobre Teu supremo esplendor. Possa Teu radiante poder iluminar o nosso intelecto, destruir os nossas ilusões, e nos guiar no caminho certo."
Verso 3.62.10 do Rig Veda (1.500 a.C)

22.7.10

A Existência dos Espíritos Superiores

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

A Parapsicologia é uma ciência não muito nova. Muitos dizem que teve suas origens na Alemanha, por ter sido Max Dessoir em 1889, o formulador de seu conceito. Obviamente, suas origens estão nas épocas antigas da humanidade, como observamos na China e os postulados Taoistas; Índia e os Vedas e tantos outros campos do conhecimento que procuraram sistematizar uma ciência do espiritual e da evolução do Ser. Assim, temos a Parapsicologia como a área que se confunde com a Medicina primitiva, aborígene, xamanista, onde o médico era o paranormal e o sensitivo curador e vidente da tribo. Os tempos foram passando e encontramos a visão parapsicológica de Sócrates e Platão, quando expressamente falavam na palingenesia, nas múltiplas vidas e em reinos cósmicos superiores no além-túmulo. Heráclito de Éfeso e Pitágoras e suas escolas parapsicológicas peculiares também marcam esta ciência tão antiga como o ser humano. Já foi chamada de ocultismo, xamanismo e foi estruturada sob várias formas, como procurou fazer Helena Blavatski, pelo sistema da Teosofia. E não paramos aqui, Sylvan Muldoon iniciou outra sistematização a partir das pesquisas científicas da projeção do "corpo astral" ou perispírito, psicossoma, corpo psicônico ou psiergético.

De qualquer forma a Parapsicologia não é a ciência de Rhine, é também a ciência de Rhine. Parapsicologia é a extrapolação da Psicologia, é o Transpsicológico que engloba os aspectos transcientíficos (divino, totalidade), religiosos (no sentido de religação e dos métodos de religação estudados por muitos sistemas no mundo) e científicos propriamente ditos, com as pesquisas na área.

Parapsicologia é uma transciência e por ser transciência é também uma metodologia de acesso ao campo espiritual, desconhecido, transcientífico. Assim, é correto dizermos que Yoga é método de acesso, assim como o Zen também é. E tantos outros métodos de acesso podemos dizer que faz parte de uma ciência psíquica mais ampla do que aquilo que estamos vindo a falar por aí. A Parapsicologia hoje se reduziu a um conjunto de pesquisas especulativas, teóricas e fora de seu propósito original: a existência (para)trancendente do humano.

A existência empírica dos rishis, sábios ou mestres espirituais da humanidade

A essência da pesquisa psíquica ou parapsicológica é a experimentação pessoal, tal como já vem afirmando desde Sylvan Muldoon, passando por Blavatski e muitos outros até modernamente Pierre Weil e cia. Pessoas em todos os campos foram chamados de "rishis", "sábios" e espíritos evoluidos num grau muito avançado comparado a nós. Seres de serenidade inabalável, tal como um que eu mesmo conheci e que mudou minha forma de ver a vida. Seres que falam pouco e dizem muito a partir de seu próprio modo de ser, seu exemplo vívido e sua energia abundantemente amorosa, pacífica e lúcida, bem intencionada e não julgadora, traduz o que são estes espíritos iluminados que passam e passaram pelo planeta e povoam o cosmo em abundância.

Nos estados transpessoais de expansão cósmica da consciência podemos alcançar a sintonia com estes espíritos, livres de sexo e forma, irradiando-se como energia pura incorpórea, como se fossem massas de energia consciente, e aprendermos com estes mestres a respeito daquilo que fizeram para chegar até onde estão. O ensinamento, na palavra de um deles, é simples porém difícil de compreendermos: o caminho e a verdade é o Amor.

O Amor ou este estado de consciência amorosa contínua e inabalável é aquilo que faz tais espíritos não se abalarem com nada; é o que faz tais seres não sentirem nenhuma ansiedade, medo ou angústia. Estes seres estão livres de qualquer neurore, psicose ou distúrbio qualquer. Eles detém saúde integral de seu ser e mantem-se assim a partir de um estado de viver amoroso e pleno. Eles vivem num tempo sem tempo, num espaço sem espaço e transcendem o humano tal como conhecemos.

A Parapsicologia encontra nestes seres o paradoxo total do sentido do desenvolvimento da paranormalidade. A paranormalidade então, em seu pico de desenvolvimento integral, leva o ser a  dominar completamente os processos extrassensorias sejam eles quais forem e os processos da projeção consciente para fora do corpo, mantendo vida consciente integral, sem descontinuidades, hiperlúcidos, porém, numa direção amorosa plena regada de uma ética universal vivida espiritualmente.

As palavras pouco ajudam para explicar como são estes espíritos. Aqui vale a experiência pessoal. Encontrar um desses espíritos não é motivo de orgulho ou motivo de superioridade evolutiva, mas de oportunidade de mudança de rota, de caminho para um "norte" mais certeiro.

Alguns resultados

Aqui adentramos nas investigações diretas realizadas pelos próprios parapsicólogos quanto ao fenômeno psi-theta, especificamente, o estudo e o encontro com os espíritos orientadores da evolução planetária. Tal estudo só pode ser realizado a partir da premissa básica de que:

1. O fenômeno psi-theta é um fato constatável pela experiência direta do pesquisador, no caso, o parapsicólogo.
2. O universo é povoado multidimensionalmente, aqui como nos astrais do cosmo infinito.
3. O universo evolui e junto com ele, seus habitantes. A evolução não tem limite, é infinita. Hoje estamos mais evoluidos que ontem.
4. Se hoje estamos mais evoluídos que ontem e, se a vida prossegue após a morte, existem espíritos que estão num degrau acima em evolução, aqui compreendida como a moralidade, a ética intrinseca do espírito.
5. Assim, os espíritos orientadores da evolução, os "sábios" de todos os tempos, existem e aparecem no momento correto, ético. E, se aparecem, podem ser investigados, estudados com finalidade de aprendermos com eles os meios para se alçarmos vôos cósmicos mais profundos e coerentes, na corrente da evolução.

Experimentos pessoais na área

Pelas investigações que tenho feito:

1. Estes espíritos não são homens nem mulher. Isto quer dizer que não aparentam serem do sexo masculino ou feminino. Sua aparência é como de uma massa ou núvem de energia pacífica de uma cor quase rósea, clara. Profundamente lúcidos e serenos espiritualmente, possuem uma aura imensa que nos acolhe e nos faz sentir aquela paz profunda e aquele amor puro, livre de paixão e ansiedade; aquele amor que nada pede e nada dá e mesmo assim, tudo dá.
2. Seus ensinamentos são curtos, simples e diretos e a  base é o Amor.
3. Para acessar tais esferas do cosmo, o pesquisador necessita expandir sua consciência através do chacra coronário, situado no topo da cabeça e dali, fazer erguer sua consciência numa semi-projeção para fora do corpo, em estado de semi-transe ou transe total, lúcido. Acredito que um encontro destes torna-se mais potente a partir da experiência fora do corpo completa.
4. O ensinamento é de difícil compreensão, pois vem acompanhado de informações não-verbais pela presença mesma do espírito que ensina sem nada falar, o que dificulta as pesquisas por um lado, e por outro, motiva o pesquisador a buscar a experiência direta e sair dos relatos de terceiros.

Deixo este material para reflexões e toda experiência, convido a ser relatada aqui, neste espaço.

19.7.10

A influência da energia [dos ambientes] na saúde mental

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Vou começar este texto contando uma estória que representa coisas que todos em geral fazem.

“Um dia Manoel resolveu sair de casa, pois não estava mais agüentando ficar em casa vendo TV. Solteiro, pensou em ir ao Shopping olhar as pessoas, lojas, enfim, dar uma volta para sentir-se melhor. No mesmo dia, centenas de pessoas pensaram coisas do tipo que Manoel pensou, ou seja, sair de casa para dar uma volta no Shopping. Este dia estava chuvoso, frio e era domingo à tarde. A programação da TV estava quase impossível de suportar. Estas centenas de pessoas sentiam-se angustiadas em ficar em casa, o clima de domingo patrocinava um contato consigo mesmo que estas pessoas todas queriam fugir, evitar de qualquer modo. Queriam, afinal de contas, ficar bem, sentirem-se bem. Um vazio interno, uma sensação de solidão e falta de sentido começou a aparecer nestas pessoas que, afinal, resolveram sair de casa. Assim, estas centenas se encontraram no Shopping.


No meio destas centenas, estava Joana (29). Ela estava em casa, mas estava se sentindo bem, com o namorado. Resolveram ir ao cinema, curtir a relação. O estado emocional dos dois era muito bom, estavam felizes com suas vidas pessoais.


Ao chegar ao Shopping, às centenas de pessoas começaram a se sentir um pouco melhor. O ambiente lotado, uma “muvuca” como diz a gíria popular. O clima de ansiedade impera; pessoas caminhando de um lado para outro, sem qualquer objetivo maior, a não ser caminhar para libertar-se da ansiedade, ocupar o tempo para não pensar em si mesmas. Joana, chegou no Shopping sentindo-se bem junto com seu namorado, Victor (31). Entraram, caminharam tranquilamente abraçados e foram caminhando ao cinema. Chegando ao cinema, uma fila imensa. Pessoas ansiosas olhando de um lado a outro impacientes. Dezenas de pessoas nas filas da pipoca, aguardavam seus pacotes. O casal desiste de ir ao cinema, mas permanecem bem. Aos o casal começa a caminhar sem objetivo pelo ambiente e aos poucos Joana começa a passar mal, sentir-se estranha. A cabeça começa a doer. O local da dor é bem na testa, na zona frontal. Comenta com o namorado que parece ter uma nuvem escura na testa que a impede de pensar. Sente-se meio zonza, não consegue raciocinar direito, sente-se sem energia, fraca. Joana dirige-se a farmácia, quando compra um paracetamol. O clima da farmácia não era agradável. O casal resolve ir embora. E ambos saem esgotados do ambiente. Por outro lado, Manoel saiu melhor.”

O que aconteceu neste exemplo tão comum? Joana foi literalmente drenada energicamente pelo ambiente. O que quero dizer por “energia”?

Tudo o que você é, pensa e sente é expresso magneticamente como uma espécie de “campo de energia”, uma nuvem magnética de pensamentos e sentimentos. Esta nuvem rodeia nosso corpo, envolve todo o corpo e penetra todo o corpo, todas as células e átomos. Imaginemos agora o Shopping como sendo um “corpo”. A nuvem de pensamentos e sentimentos que o envolve é o conjunto, a soma total de todos os pensamentos e sentimentos de todas as pessoas que ali estão, pensando e sentindo o tempo todo. É o que se chama de “aura”. Bom, aura é um conceito fácil de entender. O Shopping tem uma aura. Esta aura é a energia do ambiente. Se estamos nos sentindo bem, um Shopping, pelas minhas experiências, sempre apresenta energia negativa, em relação a nossa energia. Desta forma, o ambiente drena nossa energia, da mesma forma que a água do mar puxa a água de nosso corpo e deixa nossas mãos murchas. É mais ou menos assim que na prática funciona. Não importa a teoria toda que fundamenta esta posição.

Na pratica, Joana saiu esgotada do Shopping porque suas energias, sua aura se fundiu ao ambiente e o ambiente drenou sua energia, para alimentar a energia de Manoel e mais centenas de pessoas carentes e infelizes que ali se encontravam.

Agora aplique este ponto de vista em outros ambientes.

1. Procure fazer uma análise agora rápida de como você entra no seu trabalho e sai, todos os dias. Você entra bem e sai pior?

2. Faça a mesma coisa nos outros locais que você vai, por exemplo: bares, restaurantes, feiras, etc. Analise e veja em quais locais você entra bem e sai mal ou, ao contrário, entra bem e sai melhor, ou entra mal e sai bem?

Agora, mais consciente da qualidade das energias dos ambientes que você freqüenta, você pode escolher melhor os locais e prevenir-se de danos a sua saúde mental.

A situação se agrava para os sensitivos ou as pessoas dotadas de uma sensibilidade acima da média. Um sensitivo consegue captar a sensação geral da “aura” de um ambiente e, se não tem muita experiência, acaba por fundindo-se demais; ou na verdade, acaba por confundindo-se por completo sobre o que está sentindo, porque estava bem e agora está sentindo-se mal, etc.

O ambiente também é espiritual e tem seus habitantes

O detalhe aqui é que não abordei o outro lado da “aura” do ambiente. Uma “aura” de um ambiente é sempre formado pelos pensamentos e sentimentos das pessoas presentes e dos espíritos presentes que interagem todos no mesmo ambiente. Muitos dizem: "este local é alto astral" ou... "este local é meio baixo astral". Esta pessoa está se referindo aos habitantes "astrais" do ambiente espiritual. Onde tem "alto astral" o povoado é do bem. Uma pessoa de alto astral é, em regra, a bem amparada espiritualmente.

Como lidar com a energia dos ambientes?

Esta é a pergunta que deve estar em sua mente neste momento. A primeira coisa é você começar a ficar atento para esta dimensão da vida: a energia. Com a prática, começará a perceber esta dimensão e não terá mais dúvida, mesmo sendo cético ou descrente. Não importa se crê ou não, a energia existe e pode ser percebida por qualquer pessoa que se atente para tal. Ao entrar num ambiente e perceber a energia de qualidade inferior a sua, proteja-se ou saia do ambiente. Não tem muito meio termo. Senão aos poucos será engolido pela “aura” e perderá energia para o ambiente, provocando seu esgotamento, chegando às suas idéias (saúde mental). Caso opte por sair do ambiente, o que muitas vezes é uma ótima opção, ok. Caso opte por permanecer, você precisa saber proteger-se. E é aqui que a coisa complica.

Você já deve ter ouvido falar em muitos meios de se proteger de “energias”. Muita mística está envolvida nisso. Usar colar, pena de coelho, fazer figa, imaginar uma pirâmide colorida, orar X vezes, etc. Não importa muito o meio que você usa, ou você apela para recursos místicos ou você apela para recursos técnicos mais elaborados.

Aplicando a Movimentação de Energia como autodefesa

O recurso técnico que mais uso é chamado de “Mobilização de Energia”. Você ao entrar no ambiente e se começar a sentir que o ambiente está mais denso, meio estranho... comece a puxar sua lucidez: fique atento. Respire, preste atenção a si mesmo, seus sentimentos, pensamentos e respire. Continue caminhando normalmente, mas fique mais atento e mais atento. Neste estado de consciência, concentre a atenção no topo da cabeça e leva sua energia até os pés e em seguida até a cabeça. Faça este movimento de subida e descida várias e várias vezes, por no mínimo 10...15 min seguidos. Não pare. Persista até instalar uma vibração na sua energia que lhe dará uma sensação de alívio. Não tem muito como explicar, somente a experiência lhe dará a compreensão do que falo aqui. Ao movimentar a energia para cima e para baixo, você instala poderosos campos magnéticos que neutralizam a ação da energia “sanguessuga” do ambiente. No início, claro, poderá ter dificuldades de concentração. Mas mesmo a dificuldade de concentração já pode ser indício de que o ambiente “te pegou”. Persista com vontade e terá excelentes resultados.

E com a prática, o que ocorre?

Este é o início. Com a prática suas percepções irão ficar cada vez mais avançadas. Poderá perceber a esfera espiritual dos ambientes, ficando mais sensível e lúcido ao que lhe rodeia, agindo com mais prevenção e com mais acerto. Poderá escolher melhor seus ambientes, freqüentar locais melhores, pois poderá perceber suas energias e assim, escolherá por aqueles que lhe deixa mais saudável.

Faz cerca de 13 anos que pratico isto diariamente e os resultados são excelentes para minha saúde mental. Com a prática é possível sentir a energia inteira de um ambiente antes de chegar a entrar no mesmo, e isto ajuda a prevenir problemas para nós. Você pode começar a sentir a aura de uma pessoa, de uma sala, de sua casa, do apartamento onde você mora, de uma cidade inteira... Assim pode escolher onde morar, em que bairro, baseado em sua percepção energética. Seu discernimento fica mais certeiro e você pode errar menos em suas escolhas. Conheço colegas que também colheram ótimos resultados com este recurso. Muitas pessoas se descobriram outra pessoa após a prática continua e longa desta técnica. Obviamente ela não é o “salva-tudo”. É um recurso eficaz, somente. Existem outros recursos eficazes, o pensamento positivo. Manter-se na corrente do pensamento positivo é o recurso dos recursos, mas ainda em nosso nível de evolução, o mais difícil de ser alcançado. O mais eficaz, me parece, é aplicarmos os recursos em conjunto.

Boas experiências!

14.7.10

Família e Carma: Identificando e Resolvendo as Pendências Cármicas (parte 1)

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

O que é carma? Carma é o saldo contínuo de um relacionamento. Carma é como se fosse uma conta corrente de um Banco: é uma realidade dinâmica, flutuante e oscilante, ora negativa, ora positiva ou, em alguns casos, mantem-se numa constante negativa ou positiva.

Você, eu, estamos todos o tempo todo nos relacionando. Desde que você de fato começou a existir no Universo, sabe-se lá quando foi, você começou a se relacionar, consigo e com os outros (pessoas, animais, plantas, etc.). E nesta trajetória infinita de relacionamentos acabamos por criar PENDÊNCIAS CÁRMICAS. É sobre isto que tentarei abordar de forma simples, porém profunda.

Uma pendência é um hiato, uma lacuna, um algo que falta fazer; pendente é aquilo que está por fazer e não é feito. Aquilo que está para ser realizado, resolvido e por vários motivos não é. No caso das pendências cármicas, falo aqui dos conflitos não resolvidos que geram PENDÊNCIAS CÁRMICAS que irão nos acompanhar vida após vida, seja quando estivermos aqui e agora, de carne e osso, ou seja quando estivermos na realidade espiritual, com outros espíritos.

No meu outro texto "Pendências: Fonte de Angústia e Ansiedade" foquei mais nas pendências de forma geral que acabamos por deixar encostados no caminho da vida e por muitos motivos (preguiça, insegurança, medos, etc.) acabamos por não realizar. Você pode usar exatamente a mesma técnica que expus naquele texto. Mas desta vez faça um mapa bastante honesto de suas PENDÊNCIAS CÁRMICAS. Então, não repetirei o mapa aqui, peço que consulte aquele artigo e se quiser, aplique a técnica.

Vamos hoje focalizar nossa atenção somente na família.

Faça esta listagem abaixo e você pode criar seu mapa de pendências.

1. Mãe
2. Pai
3. Irmão(ã)
4. Parentes

Reflita profundamente sobre seu relacionamento com sua MÃE. Em seguida seu PAI. Eles podem estar vivendo no mundo espiritual, desencarnados, não importa. O rancor, a mágoa, o ressentimento e todos os conflitos atravessam as dimensões, o tempo e o espaço e vinculam as pessoas vida após vida. Passe a seu IRMÃO(Ã). Agora liste os PARENTES que tem pendências. Pare por aqui. Por enquanto, vamos ficar na família, que já é bastante material para autoconhecimento.

Este exercicio não exige que você lembre de vidas passadas que o levaram a optar por renascer nesta ou naquela família. A técnica aqui é diferente: não importa o que houve no passado, começe por PERDOAR todas estas pessoas.

Como perdoar estas pessoas pelo que nos fizeram de ruim?

Muitos sentem vergonha de sentir raiva de sua mãe, pai, irmãos(ãs), parentes... Muitos sentem-se culpados... Aqui não importa tanto isto: qualquer sentimento é legítimo de ser sentido. O que podemos mudar é a maneira como digerimos todos estes sentimentos que acabam nos fazendo muito mal. E a digestão de tudo isto se chama RECONCILIAÇÃO. O modo de se reconciliar chama-se PERDÃO.

O que é perdoar?

Muitos acreditam que perdoar é concordar com o que o outro nos fez. Não. Perdoar é admitir para si mesmo que o que o outro fez a você ele faria a qualquer outra pessoa. Ele não fez com uma intenção específica de te prejudicar. Ele fez porque faria com qualquer outro. É de seu caráter, de seu modo de ser, é de suas limitações e de suas fissuras de personalidade. Esta pessoa que te fez mal, também sofreu muito. Ela se defende como uma criança fica acoada no canto do quarto, com medo que o pai venha lhe dar mais uma surra.

Muitos acreditam que perdoar é aceitar o que o outro nos fez de mal. Não. Perdoar é admitir que o rancor, a mágoa e tudo que é emoção tóxica prejudica somente uma pessoa: eu e você. Aquele que não perdoa, acaba sendo o alvo de suas próprias toxinas emocionais. Um câncer, um desastre de carro... Não importa, você atrairá algo negativo, porque está polarizado num campo de negatividade. Ao respeitar a si mesmo, ao começar a se amar mais, a fazer coisas que gosta, e a olhar com mais compaixão os seres que o cercam, deixando de julga-los tanto pelos seus atos, sua vida ficará mais leve. O amparo espiritual poderá chegar até você, e experiências abençoadas você poderá sentir, ver e vivenciar.

Mas vou perdoar o que?

Não foque sua mente, sua atenção no que o familiar te fez de ruim. Agora, faça um esforço descomunal para lembrar-se de tudo que esta mesma pessoa te fez de BOM. Lembre-se, você reduziu esta pessoa a uma negatividade completa. Agora inverta a polaridade, é a mesma coisa. Veja as coisas que ela te fez de BOM. Lembre-se daquilo que sua mãe fez de bom para você. As situações, cenas da infância... Agora vá para seu pai...irmão... E por fim, somente no fim, veja de frente as situações mais aflitivas que elas te fizeram. estas situações expressam as limitações destas pessoas.

Em algum momento deste exercicio, no seu dia a dia, ficará surpreso se seu pai te pedir perdão pelo que ele te fez de ruim, ou sua mãe mudar de comportamento ou ainda seu irmão. Mas não espere, tome a atitude de buscar a reconciliação.

A reconciliação é a chave de todo progresso evolutivo e espiritual em nosso atual momento de evolução, onde fazemos dos relacionamentos os pilares de nossa saúde e evolução espiritual.

Tem sentido para você tudo isso?

12.7.10

O que é Parapsicologia?

Por Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta (CRT 43.290)
Parapsicólogo habilitado pela FEBRAP - Federação Brasileira de Parapsicologia
ABRAP - Associação Brasileira de Parapsicologia
NIAC - Núcleo de Investigações Avançadas da Consciência (Coord.)
Mestre em Educação (UFSC)



Esta pergunta habita as dúvidas de muitas pessoas, inclusive eu mesmo me faço este questionamento muitas vezes. Vou tentar então ser bastante sucinto e objetivo.

A ciência Parapsicologia é a porta de entrada da investigação científica e experimental do holocosmo. É também a ciência que é desenvolvida neste espaço e penetra todos os ensaios aqui presentes. É a investigação da inteligência além dos 5 sentidos, do cérebro e da fisiologia. Esta ciência pesquisa também o que o ocultismo pesquisou, o oculto por trás do manifesto. É uma atitude investigativa, lúcida e coerente, frente ao mistério, ao oculto, ao sobrenatural, ao místico, ao divino, ao que transcende a ciência comum, a filosofia, a religião, a arte. É antes de tudo, um posicionamento lúcido perante a realidade profunda da existência, coerente, científica, e uma disposição aguda, a máxima possível, no entendimento progressivo, para a compreensão do que podemos chamar de "verdade" ou o sentido da existência holocósmica.

A Parapsicologia é a ciência que se preocupa em estudar cientificamente, ou seja, via aplicação de método científico, as realidades que vão além do normal, do comum e isto inclui três áreas de pesquisa bastante fáceis de compreender:

1. Psi-kapa: esta realidade é aquela em que a pessoa pode agir sobre a matéria, sobre a realidade física pelas vias mentais, sem usar qualquer instrumento físico ou fisiológico. Isto inclui entornar colheres com o olhar mental, etc. É portanto, a realidade dos fenômenos mais objetivos que podem ser estudados com mais detalhes em laboratório, como tem sido feito nos últimos séculos.

2. Psi-gama: esta realidade é justamente aquela que é mais subjetiva, que ocorre mais internamente do que externamente. A pessoa aqui pode comunicar-se pela telepatia, clarividência e precognição.

3. Psi-theta: aqui entram todos os fenômenos que estão ligados ao além túmulo: lembrança de vidas passadas (retrocognição), saida para fora do corpo, experiência de quase morte, aparições, mediunidade, incorporações de espíritos, etc.

A Parapsicologia se limita a isto? Não. E é fácil compreender isto. Hoje a Parapsicologia opera suas pesquisas em 3 áreas bastante diferentes: acadêmica ou institucional e, clínica. Ambas possuem limites e resultados também específicos. A área acadêmica centra-se mais na pesquisa laboratorial e qualitativa e, a área clínica, centra-se em pesquisas clínicas ou fenomenológicas, tendo como campo, as evidências clínicas.

Diante disso, temos duas escolas gerais de Parapsicologia:

1. Psi não está comprovada, e é sim, uma hipótese. Centram-se assim em pesquisas de laboratório, teóricas, etc. A escola cética impera aqui.

2. Psi está comprovada, mas é um atributo do cérebro. Aqui estão as escolas mais centradas numa espécie de Psicologia que aceita regressões e hipnose. Mas, como a Psicologia hoje aceita a hipnose como técnica clínica legalmente reconhecida, não me parece algo diferente da psicologia.

3. Psi está comprovada, é um atributo da consciência (self, espírito, alma, etc.) e as evidências advindas das pesquisas reunidas sistemicamente nos levam a uma outra Parapsicologia, que considera o fenômeno Psi-theta um fato científico comprovado. Esta vertente vem desde a antiguidade, indo até Swedenborg, Lodge e outros, por exemplo, até Sylvan Muldoon perpassando nos dias atuais com as pesquisas de Hernani Andrade, Ian Stevenson e tantos outros pesquisadores sérios, como Geraldo Sarti, Carlos Tinoco, Fernando Salvino e outros.

Esta última escola, nos traz um novo conceito de Parapsicologia.

O que é então Parapsicologia?

É a ciência que investiga a consciência (ser) e a evolução do ser sob os aspectos integrais, considerando a hipótese experimental da existência das vidas anteriores (personalidade palingenética, ciclos de renascimento) e a retrocognição, a personalidade formada ao longo das eras, a reencarnação, a experiência fora do corpo e as experiências advindas das mesmas, a realidade energética (aura, campo de energia), o universo multidimensional, o período entre - vidas e a missão de vida, as experiências ocorridas nos períodos espirituais, o pós-morte, a precognição e o acesso ao futuro, as potencialidades paranormais integrais, como a telepatia, clarividência, pre e retrocognição, PK, transidentificação, os atributos ou qualidades do ser, o amor, a ética cósmica maior, os relacionamentos evolutivos, as pendências, e tudo que engloba o ser integral.

A Parapsicologia Clínica é a aplicação psicoterapeutica desta linha de ciência.

8.7.10

Os Pilares da Saúde e Evolução Espiritual


Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo e Psicoterapeuta

Ao longo da minha vida fui percebendo e aos poucos estudando quais seriam realmente os pilares de sustentação da minha vida. Com o passar do tempo a minha prática clínica como parapsicólogo e psicoterapeuta holístico foi me apontando para o mesmo norte, núcleo ou ponto: a essência da vida parece estar no relacionamento. Bom, mas de que relacionamento estou falando? Falo aqui dos relacionamentos que se estruturam como os pilares da evolução pessoal e de nossa saúde espiritual.

Estes relacionamentos devido sua importância e prioridade formam os pilares de nossa evolução e saúde e, no fim das contas, são os pilares de nossa vida e condicionam nossa saúde em geral. O mapeamento dos pilares serve como subsídio para compreendermos muitos porquês das flutuações de humor, estados emocionais, etc.

1° pilar: EU-EU ou o relacionamento consigo mesmo.

2° pilar: EU-OUTRO ou o relacionamento amoroso com o(a) parceiro(a).

3° pilar: EU-TRABALHO ou o relacionamento com

4° pilar: EU-DINHEIRO ou o relacionamento com o dinheiro e a estabilidade financeira relativa

5° pilar: EU-UNIVERSO ou o relacionamento com a Vida Maior, Deus, Universo...

Como está cada um destes pilares em sua vida? Provavelmente nunca pensou em todos ao mesmo tempo. Provavelmente tem dificuldade de levar tudo ao mesmo tempo sem prejudicar a estrutura de cada pilar. Este é nosso nível hoje: carecemos da capacidade de gerenciar nossa principal empresa: Nós Mesmos. Nós somos o empreendimento do Cosmos. Cada um de nós, como já falei em meus escritos anteriores, existe e foi criado pelo Universo para cumprir uma trajetória única. Esta trajetória é nossa missão de vida, a razão de estarmos aqui, o sentido de viver. Uma vida necessita ser sustentável. Hoje muito se fala em sustentabilidade, mas pouco se fala que uma vida humana necessita ser sustentável. É aqui que entra os pilares de nossa vida. Proponho um exercício bem simples que você pode fazer bem agora enquanto lê este texto. Você pode pegar um lápis e papel e ler com atenção o próximo tópico.

Construindo os seus pilares

Em primeiro lugar, em termos práticos, de uma nota de 0 a 10 para cada pilar. E desenhe-os de sua maneira, baseado em suas notas. Por exemplo, após refletir como está a sua relação consigo mesmo, você deu uma nota 6. E assim por diante, chegando ao seguinte resultado:

Pilar 1: nota 6
Pilar 2: nota 2
Pilar 3: nota 8
Pilar 4: nota 9
Pilar 5: nota 2

Assim, após dar a nota, o próximo passo é justificar para si mesmo a nota dada em cada pilar. Pode ser mentalmente mesmo, não importa. O que importa é o autoenfrentamento, não fugir de si mesmo. Você pode ler o texto “Pendências: Fonte de Angústia e Ansiedade” e outros já escritos em meu Blog. Use todas as informações necessárias para justificar para si a nota de cada pilar. Use, como sempre de total honestidade perante si mesmo. Você pode mentir para todo mundo, mas não minta neste exercício para você mesmo.

Agora, sabe quase matematicamente como está a estrutura de cada um dos pilares. Como está a sustentação de cada um deles e quanto de carga os mesmos estão podendo suportar. Em ecologia chamamos “capacidade de suporte” o quanto um determinado ambiente pode suportar de poluição ou degradação. Assim, em termos estruturais, uma espécie de engenharia da alma, temos uma capacidade X de suporte. Podemos suportar cargas limitadas de pressão. Caso contrário, a estrutura fica abalada. E quando a estrutura fica abalada, damos nomes como depressão, síndrome do pânico, etc.

O que é a capacidade X de suporte? É o quanto você suporta e consegue sustentar de peso em cada PILAR. Obviamente que tudo isto são metáforas para que possamos nos compreender melhor. Se estas metáforas servem para você, excelente. Caso não, tente achar outra metáfora que se adapte a seu caso. Mas pegue a essência da idéia que tento passar aqui e aplique, faça o teste.

Ao analisar cada pilar você compreenderá o seu estado geral hoje, sua saúde espiritual e sua situação evolutiva.

Ao analisar cada pilar você compreenderá melhor o seu estado geral hoje, sua saúde espiritual e sua situação evolutiva. Se a sua relação EU-EU está nota 6, então precisa melhorar em termos práticos a sua relação consigo mesmo. Aqui entra o mapa de pendências. Mapeie todas as pendências que tem consigo mesmo: se está sedentário, comece a realizar exercícios físicos com maior regularidade; se lhe falta leituras, selecione livros que gosta de ler e que são prioridades para você. Em síntese, anote num papel tudo que necessita para melhorar sua relação consigo mesmo.

Como sua relação amorosa está na nota 2, então toda a estrutura parece ficar abalada. Seu nível de carência afetivo-sexual, sensação de solidão, etc. Tal abalo estrutural afeta todas as demais estruturas, como um sistema todo ligado. Cada pilar se liga a outro. Quando um pilar é abalado em sua estrutura, os outros sofrem os reflexos de tal. Todos estão sob o mesmo solo: a vida humana. Assim, a sua relação consigo mesmo fica pior, pois sente a falta de um(a) companheiro(a). Da mesma forma, uma nota 9 no Pilar financeiro e 8 no Pilar trabalho, não garantem uma boa sustentação nos outros pilares. Por outro lado, uma boa estrutura financeira e profissional podem arcar com um abalo estrutural de outros pilares até que tal abalo seja resolvido.

Imaginemos agora uma engenharia diferente. Uma estrutura dinâmica, fluida, em constante mutação, flutuação. Quando falamos da vida humana, falamos em um processo dinâmico e não estático, como o são os edifícios e outras construções da engenharia civil. Agora a imagem é de pilares vivos. Cada pilar é como um órgão de um mesmo corpo, de um mesmo organismo vivo. E é esta imagem a mais apropriada para pensarmos os nossos pilares. Assim, os pilares são dinâmicos, flutuantes por natureza e passam por contínuos processos de mudança e adaptação ao ambiente. Agora em vez de 5 pilares, imagine os pilares dispostos de forma diferente, agora em 7 pilares dinâmicos de sustentação, tal com segue:

1. Relação com a terra
2. Relação sexual
3. Relação com as emoções
4. Relação amorosa
5. Relação interpessoal
6. Relação com as idéias
7. Relação com a espiritualidade

O que são cada um destes pilares? Se tomarmos a nós como um organismo vivo, cada um dos 7 pilares é a expressão de cada centro vibratório de energia ou chacra. A evolução perpassa pelo amadurecimento de cada chacra, de cada centro, de cada pilar. Por isso diz-se que o desequilíbrio em 1 dos chacras gera um desequilíbrio em todo sistema.

Problemas financeiros geram desequilíbrios em todos os outros pilares. O Pilar financeiro necessita de muito cuidado e atenção. Um exagero em sua estrutura gera desequilíbrios nos outros pilares, pois a energia pessoal é limitada. Aqui trago outro ponto para pensarmos: a energia pessoal de cada um de nós é limitada, finita. Assim, a energia pessoal (EP) é limitada a uma carga X que pode ser utilizada para nutrir os vários pilares de nossa vida. Assim, se você investe 70% da EP no Pilar financeiro, então deixará somente 30% para os outros Pilares. Desta forma, deixará a desejar as suas outras estruturas. Se investir, por oposto, 70% no pilar espiritualidade deixará somente 30% para os demais e poderá ter problemas em sua vida prática, humana. Terá, no primeiro exemplo, menos energia para pensar em relacionamentos, em si mesmo e em sua espiritualidade. Chegará o momento que estas estruturas ficarão abaladas e terão de ser novamente estruturadas, nutridas com amor, atenção e cuidado. Se você aplicar este raciocínio na relação entre cada pilar poderá compreender o porque sua vida está como está. O porquê talvez se sente infeliz, incompleto e mesmo com tudo que tem, ainda lhe falta algo. Ou ainda, o porquê sente-se feliz, mais completo em sua vida e com maior sentimento de realização.

Caminhando para uma vida de realização

Meu objetivo aqui não é ficar centrado nos problemas, mas em soluções. E a solução para todos os nossos problemas é caminhar para uma vida de realização pessoal. A metáfora dos pilares poderá ser útil a você. Uma vida de realização é a soma geral das notas acima de 7 em cada pilar. Você se mantém com maior sustentabilidade, conseguiu erguer uma vida de maior sentido, conquistou uma vida financeira relativamente boa para você poder executar seu projeto de vida, executou sua missão de vida com razoável eficiência, lucidez e responsabilidade; ajudou muitas pessoas com tentando dar seu máximo potencial; conseguiu estabilizar-se num relacionamento amoroso bastante satisfatório afetivamente, sexualmente e existencialmente e, num dado momento, após anos e anos de vida, chega o momento da partida deste mundo.

E o que ocorrerá do outro lado após uma vida de realização?

Muito temos lido em obras espíritas e espiritualistas o que ocorre com uma pessoa após uma vida infrutífera. Mas pouco sabemos o que ocorre após uma vida de auto-realização. Ao chegar do outro lado, após uma vida de realização, você encontrará a si mesmo, num outro nível de consciência e espiritualidade, transcenderá o espaço, o tempo e as dimensões deste planeta; subirá aos sublimes ambientes espirituais de paz, amor e serenidade tão falados pelas religiões e nomeados como paraísos e outros nomes. E de lá, você acumulará experiências espirituais e evolutivas de acordo com seu merecimento e, num dado momento, atemporal, decidirá pelo retorno ao planeta ou outra orbe desde universo. Nascerá dentro de outro útero e terá outros pais... e prosseguirá seu caminho numa direção Infinita de amor e sentido. O universo por si nos revelará a verdade de estarmos vivos e existirmos. Como disse uma vez Fritz Pels:

“Não apresse o rio. Ele corre sozinho”