10.9.10

Para-orgasmo: Aprendendo a Sustentar o Estado de Ser Feliz

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Todos estamos neste barco: o barco da Vida. Navegamos pelo Oceano cósmico da existência Infinita e este barco é vida. Falo aqui do planeta. Do ser vivo gigantesco chamado Terra. Este organismo vivo donde somos como bactérias habitantes de seu corpo; donde este corpo desconhece nossa existência, tal como as bactérias desconhecem habitar nosso corpo. E neste grande corpo, vivemos, atravessamos vidas e vidas, buscando aquele estado tão prazeroso: FELICIDADE. A foto ao lado de é Osho, o pensador indiano famoso pela característica orgástica de ser e estar em sua passagem pelo planeta.

O que é a felicidade?

Como definir o indefinível? Aqui é minha tentativa de tentar falar acerca de um sentimento existencial de dificílima definição. Começo pela definição que, conforme é o método que uso, parte de minha experiência em vivenciar a felicidade. Felicidade é um estado de consciência; um estado de espírito. O que é um estado de espírito, ou de consciência? É um momentum, uma passagem, um instante que dura um determinado tempo variável, cujas sensações se alteram para um nível de prazer intenso, porém sensato e lúcido. Poderia definir a felicidade como um estado de lucidez de espírito. Ou ainda, sendo mais preciso, a felicidade não é um substantivo, algo, ou uma coisa. Feliz é a palavra certa e não Felicidade. Assim, Ser Feliz é um momento em que eu, você nos sentimos num estado orgástico, de intenso prazer e realização íntima, cuja consciência se encontra diluida no sentimento pleno de ser feliz, nada mais que isso.

O estado de ser feliz é estar em orgasmo existencial, espiritual

A definição acima me parece bastante precisa. O estado de ser feliz é uma EXPERIÊNCIA EXISTENCIAL. Eu, você, como que subíssemos numa prancha de surf, ultrapassamos a zona de arrebentação em remadas e remadas e num dado momento, descemos aquela onde de prazer, num pico de felicidade e satisfação. A metáfora parece-me interessante. Uma onda é um fluxo. O estado de ser feliz geralmente tem um tempo determinado, como tem uma onda surfada. Nós surfistas sabemos que o tempo é curto e o prazer efêmero, mas mesmo assim todo o esforço é dedicado para a vivência daquela experiência orgástica: surfing.

O estado de ser feliz é como um surfing, eu, você, surfamos a onda de sentimento existencial de prazer e orgasmos de felicidade. Antes de surfar a onda, muito esforço fora dedicado para tal.

Outro modo de dizer é comparar o estado de ser feliz com o orgasmo sexual. Se você, homem ou mulher, nunca sentiu o orgasmo sexual, faça de tudo para tal. O orgasmo é o estado de consciência, alterada por natureza, onde expressa a capacidade do homem ou mulher para a entrega ao Amor. As sensações psico-bio-energéticas-corporais do orgasmo sexual possuem relação direta com o orgasmo da felicidade.

Desta forma, o para-orgasmo ou o estado de ser feliz encontra seu auge numa existência regada de sentido, plenitude, coerência interna e cósmica, autorealização nos relacionamentos e objetivos de vida sempre em evolução, numa existência onde existe a comunhão de uma vida a dois saudável, sexual e afetivamente construitiva e sincera, ancorada no Amor puro ou mais próximo desta natureza.

Para-orgasmo: o que é?

Esta palavra retrata um nível de prazer profundo, espiritual, existencial. Talvez seja aquilo que o vedanta chamou de Nirvana. Considero aqui sinônimo. O para-orgasmo é o estado existencial de autorealização e prazer de viver intraduzível em palavras e geralmente vivenciado a partir de curtos momentos, ou momentos de pico. É o que todos buscamos. É aquilo que caracteriza o que Kardec chamou de "Espírito Puro" que vive num Nirvana, num Para-orgasmo permanente.

Qual o objetivo da vida humana?

Aprendermos a sustentar, vivenciar organicamente o Estado de Ser Feliz. Expandir os períodos de tempo, mantermo-nos neste estado durante maior período de tempo, sustentando um modo de vida coerente com a existência interna e com a existência cósmica. E isto alcançamos quando começamos a ser quem somos. Aprendendo a lidar com as emoções, com as oscilações de humor, com as depressões e euforias, gerenciando a si mesmo com lucidez.

Não importa sua religião, sua doutrina, seu Deus, sua ciência. Temos em comum, eu e você, o desejo de estarmos felizes, realizados. Jesus Cristo não era cristão, Buda não era budista, Lao Tzu não era taoista, Confúcio não era confucionista... Eles eram eles mesmos. Este é o recado: seja você mesmo em todo seu potencial. Foi isto que Cristo disse, Buda, Lao Tzu, Confúcio e tantos outros. Outro dia recebi um e-mail de uma pessoa me perguntando porque Waldo Vieira me considera um maxidissidente da Conscienciologia. Eu respondi, em outras palavras, que o que não posso ser é um maxidissidente de mim mesmo. Entre eu e uma doutrina, opto por continuar a ser quem sou no meu processo permanente de tornar-me e tornar-me. Isto aprendi com Carl Rogers... a vida é uma experiência de tornar-se.

Assim, o objetivo da vida humana é te fornecer o ambiente apropriado para você ser quem você é. É fácil? Não. Mas mais difícil é ser aquilo que não é você. Então, é fácil. Difícil é suprir as expectativas dos pais, dos amigos, dos professores, da sociedade. Fácil é ser simplesmente quem você é. Mas obviamente, você poderá me dizer: mas é dificil ser quem eu sou. E digo, é. Mas é mais fácil ser quem você é do que ser qualquer outra coisa, justamente porque por mais que tente não poderá escapar de sua própria natureza interna, seu DNA espiritual, seu código espiritual que contém a informação espiritogenética, quando você surge no Universo como Ser.

A pedaginha da existência me parece esta: você não tem para onde fugir. Onde você estiver, você estará lá. Você pode tentar fugir e ainda assim terá somente a ilusão de que fugiu. Pode usar drogas, pode usar psicotrópicos, pode tentar sair do corpo, pode tentar o que for, esconder-se numa relação insatisfatória, mas digo, você nunca conseguirá sugir de si mesmo, por mais que tente.

Então, ao invés de fugirmos de nós mesmos, o mais lúcido é tentarmos aprender a sustentar o estado de ser feliz, os pequenos momentos de felicidade, aqueles picos raros em sua vida. Tente extender o tempo, surfar um pouco mais... claro, a onda vai acabar, mas você pode permanecer até o fim da onda ao invés de sair antes dela.

Sustente a si mesmo.

Para ser quem você é, você precisa aprender a se sustentar. Sustentar-se não é somente ganhar seu pão todos os dias no esforço de seu trabalho. Sustentar-se é SER QUEM VOCÊ É. É bancar aquilo que sente, é encarar-se sem medo, é vencer a si mesmo todos os dias.

O estado de ser feliz é um sintoma de você ser quem você é.

Para você ser quem você é você precisa lançar-se no mundo interior, como um navegador lança-se no oceano. Você se descobre alguem diferente dos demais, único. Você se descobre alguem que possui algo a dar ao mundo que expressa a sua natureza espiritogenética.

Eis aqui a chave para o entendimento da Missão de Vida.

A missão de vida não é um comando militar que Deus te mandou executar. Missão de vida é você cumprir seu papel destinado no Universo, que só cabe a você realizar. Este papel não é um teatro: o papel é você aprender a ser quem você é e ser quem você é. O resto tudo vem por consequencia natural, você compreender gradualmente o fluxo do universo e segue suas leis naturais, e se entrega ao fluxo e gradualmente vai confiando na vida, a cada passo firme dado no Caminho.

Agora é com você. A maneira como fará este caminho e como desvendará seu universo interior depende de seus gostos, preferências. Se for Budista, entregue-se neste método. Se for Taoista, idem. Se não for religioso, entregue-se a si mesmo, faça de você mesmo sua Igreja e de seu próprio modo de pensar a vida sua religião. O que importa no saldo final é que todos estamos caminhando para o mesmo lugar e todos os caminhos nos levam para este destino. O nome deste destino, você escolhe. Como disse Lao Tzu:

"Existe uma realidade inominável e icomensurável que se pudesse dar-lhe um nome, chamaria Tao" Lao Tzu.

É para o Tao que estamos todos caminhando. O Tao é o futuro? Não, o Tao está aqui e agora, dentro e fora de nós. O Tao está no esterco, como diz o koan zen.

Não siga os mestres. Siga a si mesmo, em primeiro lugar. Não siga nada que escrevi, siga suas idéias. Confie em si mesmo. Não siga uma doutrina. Não seja cristão, budista, taoista. Seja antes de tudo, você mesmo, livre para ser, livre para pensar, livre para agir e viver. Se, sendo você mesmo esta ou aquela religião te atrai, te sintoniza com ela, ótimo. Se sendo você mesmo esta ciência ou aquela é bom para você, excelente, vá, entregue-se. Caso contrário, não meça esforços, continue a ser quem você é, respeite-se, não se traia. Largue aquilo que não te serve, sem culpa. Siga seus anseios profundos e confie no Universo. Você é o responsável por trilhar seu próprio caminho de vida e por descobrir-se.

Libertar-se, este é seu e o meu objetivo.

O destino daquele que se liberta chama-se moksha, ou o fim dos ciclos de morte e renascimento.

9.9.10

Psicanálise e Parapsicologia/Projeciologia: a Fronteira e a Queda do Muro Imaginário

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

A imagem retrata bem o que quero expor aqui: de um lado Psicanalistas na esteira do pensamento clínico de Freud; do outro Parapsicólogos ou mais especificamente Projeciólogos na linha de Sylvan Muldoon e outros cientistas da área.

A fronteira entre os dois campos é construido de um tipo de madeira que foi coletada de uma árvore chamada "interpretação dos sonhos". Freud, ao admitir nunca ter tido uma única experiência de sonhos de vôo ou mesmo as catalogadas como experiências fora do corpo (projeção da consciência) e ainda em seu "estudos sobre a histeria" no capítulo que narra as questões sobre religião no diálogo sobre seu amigo, Freud admitia nunca ter pensado acerca da sobrevivência do eu diante da morte. Este pensamento foi replicado por seu sucessor, embora dissidente, Wilhelm Reich, quando em "a função do orgasmo" admite ser ridícula a tese Socrática, Pitagórica, da transmigração das almas. embora tenha sido importante a Reich a negação disto para a produção de um saber novo, na área da Sexologia assim como em Freud, priorizar um lado do território não significa que o outro lado da fronteira não existe.

Do outro lado, Hereward Carrington, Sylvan Muldoon e outros antecessores como Hipolitté Revail, Balzac e ainda tradições orientais, como o vedanta, desenvolviam pesquisas, embora não clínicas, acerca dos temas que estariam do outro lado da fronteira. Muldoon desde moço passava por experiências fora do corpo e teria acumulado uma centena delas, inclusive as nunca vivenciadas experiências de sonho de vôo narradas por Freud. A contribuição de Muldoon traria para a ciência um campo até então rarefeito em exploração: a existência objetiva de um segundo corpo, o corpo psi ou corpo astral e suas consequentes projeções para fora do corpo.

Assim, os sonhos e suas interpretações são a exata fronteira entre Psicanálise e Parapsicologia/Projeciologia, entre Freud e Muldoon. De um lado, o inconsciente cerebral, situado numa intrincada fisiologia e modernamente, numa complexa neurofisiologia. Do outro lado, o inconsciente palingenético, trazendo as faixas de personallidade subconsciente, as vidas passadas e as possibilidades transcendentes de manifestação do Eu fora do corpo.

Da mesma forma que países se internacionalizaram, abrindo suas fronteiras e seu direito para o nível internacional, Psicanálise abrirá sua fronteira e suas normas internas para a realidade apontada por Muldoon ou a existência do Eu fora do corpo e a expansão da noção de inconsciente para além da infância, rumando para as existências anteriores, nas raizes profundas do inconsciente, nas existências pretéritas pré-edípicas e transedípicas.

A integração das áreas e a queda da fronteira significa integrar os saberes ao invés de criar um muro de madeira cercando os campos. A sensação que tenho é que tive de nadar até longe para conseguir entrar no território psicanalítico vizinho: e o nadar o território sempre passa pela sexualidade. A área psi evidencia a transcendência da sexualidade para a compreensão desta como sendo o fundamento da experiência evolutiva humana, o édipo como a síndrome evolutiva básica que acomete a todos e a reencarnação passa a ser ressexualização.

Experiência fora do Corpo ou Projeção da Consciência?

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Na literatura Parapsicológica encontramos muito o jargão "Experiência fora do Corpo" ou EFC e é este conceito que estarei discernindo e adequando-o no seu lugar correto (no meu ponto de vista, obviamente).

O conceito de EFC parece-me somente aplicável nos casos de experiências onde a consciência não pode tomar-se como objeto. Estou falando aqui das experiências projetivas puras, onde o Eu percebe-se sem corpo algum. Passei por algumas destas experiências e é a partir das minhas próprias vivências que afirmo. Por outro lado, uma experiência onde o Eu se acha fora do corpo físico e mesmo assim, percebe-se operando noutro corpo, também físico (matéria astral, psi-átomos) não pode ser chamdo de EFC. Corpo aqui é o que não é o sujeito, ou seja, o objeto.

Desta forma, dentro de critérios científicos o mais exatos passamos a classificar como EFC somente as experiências onde a Consciência (Eu, você) se acha sozinha, portanto sem um outro que podemos chamar de objeto, ou um corpo. Corpo aqui é o que não é a consciência, mas um intermédio, veículo, meio para a manifestação daquela. A esta experiência onde o Eu se acha sozinho já foi equivocadamente chamada também de projeção pelo mentalsoma, projeção em corpo mental, etc. Eu particularmente me oponho a esta classificação visto que:

1. Não temos evidências de que a Consciência (o Eu) se acha em corpo mental, visto não existir na casuística algum tipo de projeção para fora do corpo mental. A existência objetiva de um corpo se dá quando a Consciência se acha fora dele.

2. Não temos evidências também da existência de um corpo mental. A experiência a partir da projeção para fora do Psicossoma mostra o estado de consciência onde o Eu não se percebe com corpo algum, vivenciando-se como pura consciência.

3. Não temos evidências também da existência de algum tipo de "cordão de ouro", sendo a conexão entre a consciência e os corpos de natureza desconhecida ainda, porém, temos as hipóteses dos psi-átomos (Andrade) e das partículas "psicons" (Sarti).

4. O corpo físico só é tido como corpo e não como Consciência, quando esta se acha fora daquele. O corpo psi ou psicossoma só é tido como corpo e não como Consciência quando esta se acha fora daquele. Por outro lado, como afirmei acima, o corpo mental não pode ser tido como um corpo, pois até o momento nenhuma Consciência relatou ter tido uma projeção para fora deste corpo.

5. O energossoma (Vieira) não é um corpo, e sim um nível de energia componente integrado ao campo de energia integral, não sendo um veículo. Assim, compreendo que temos até o momento evidenciados 2 corpos: físico e psíquico. Quando a consciência se acha fora dos dois corpos daí sim, podemos chamar de EFC ou experiência fora do corpo.

6. O perispírito ou psicossoma não é a Consciência, apesar de sentirmo-nos muito mais consciências neste corpo que no corpo físico.

Diante disso, podemos simplificar a classificação e facilitar o entendimento do que seja a Consciência (o Eu) e do que vem a ser um corpo ou um veículo usado pelo Eu. No caso, nos manifestamos nesta dimensão através de 2 corpos: físico e psíquico. Quando saimos do corpo físico, vivenciamos o fenômeno catalogado por projeção astral, etc. Quando saimos do corpo psíquico vivenciamos a experiência fora do corpo, que chamo aqui de experiência psi-P (psi-Pura). Outro nome há de ser criado para nomear esta natureza de experiência: experiência do eu puro? Deixo a lacuna.

26.8.10

Homossexualismo e Autopunição: a vida passada de Bruno como Padre na França, nos anos 1300.

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo


O tema é instigante. Muitos espiritualistas tentam compreender o homossexualismo sob um ponto de vista espiritual mas carecemos de maiores evidências científicas para ampliar o entendimento. Outros ainda tentam rotular o homossexualismo como uma opção doentia e aproxima tal opção quase como sendo uma patologia. Não irei aprofundar o conceito de homossexualismo, como uma oscilação de polaridades de energias Yin e Yang, quando nunca ocorre o homossexualismo e sim o homosomatismo (energias Yin e Yang se relacionando a partir de corpos de homem ou mulher). Mas meu foco aqui é o homossexualismo tal como se entende normalmente: a relação entre dois homens ou duas mulheres, como opção sexual. O caso aqui é de homossexualismo masculino.

O paciente Bruno, com 41 anos, faz Doutorado em Medicina numa universidade federal no país. Sua queixa é de perda gradual da visão. Fez várias cirurgias e perde a visão gradativamente. Foi a vários médicos e os diagnósticos não são bons e não se sabe a causa do problema.

Em diálogo com o paciente, narra episódios paranormais desde a tenra infância, com tendência a clarividência e comunicação interdimensional (mediunidade). Apresenta personalidade hiperssensível, de uma família aparentemente normal, sem maiores incidências de problemas que poderiam apontar como causa de seus problemas. Pergunto a ele: "o que você não está querendo ver?" Ele se emociona, falando de sua opção homossexual desde a infância, de um estupro realizado por colegas... Encaminho-o para a regressão, quando adentra na vida intra-uterina, onde identifica a irmã como a pessoa que o apedrejou em vida passada, na ocasião em que era Padre. Morava na França, ano 1300 e pouco. Ele desejava sexualmente as mulheres normalmente quando ainda moço, os sacerdotes pegaram-no a pedido do pai, e o levaram para o seminário, onde aprendeu a se maltratar, a se bater de penitências pelos pecados da carne. O paciente desejava mulheres e como padre, molestava-as. A sexualidade associada a culpa. Após as moléstias, vinha a culpa e as penitências. Uma vida inteira neste padrão, quando morre e continua sua trajetória. Amparadores espirituais conversam com ele a respeito desta vida.

Seria a homossexualidade atual um sinal de repressão ao desejo para com mulheres em sinal de autopunição pelas moléstias praticadas no passado daquela existência como Padre?

O problema de sua cegueira progressiva se dá, pela hipótese trilhada aqui, pela vida onde o paciente teria matato crianças em orfanato em vida posterior, para extinguir o sofrimento delas. Todo este conteúdo, devido a culpa associada aos atos praticados, neste caminho, revela que o paciente "não quer ver o que fez". O caminho aqui é a autoconsciência de si, profunda, de sua base palingenética, em vidas anteriores, para que com isto se perceba, conheça-se, perdoe-se pelos atos e compreenda suas motivações conscientes e inconscientes.

O que é então a cegueira progressiva além da culpa materializada no corpo, para "não ver" o que foi feito no passado? Fica grifado aqui que a culpa é associada a atitude pecadora que está associada a uma constelação de crenças distorçidas da realidade.

A questão permanece aberta. O objetivo desta reflexão e deste caso é afastar a homossexualidade de crenças e modelos explicativos reducionistas. As tendências se expressam aqui como um modelo de personalidade pré-existente a esta vida. Esta é mais uma evidência clínica da existência de Vida antes desta Vida e da possibilidade evolutiva das retrocognições (lembrança de vidas passadas).

23.8.10

Ano 1310, índio brasileiro. Ano 2010, biólogo brasileiro: Novas Evidências da Existência de Vida antes da Vida.

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

O caso é aparentemente simples: o paciente não se adapta socialmente e apresenta problemas de relacionamentos, devido a traumas associados em seu passado atual. Mas não. O paciente em regressão revive uma vida em que era Índio, numa comunidade existente no Brasil, no ano 1.310 d.C, no centro do país, onde tinha cerca de 13 anos de idade. Sua vida ali era pacífica, as tarefas claras, não existia conflitos como conhecemos hoje e sentia-se integrado no grupo, com funções claras e um destino praticamente certo na comunidade. Casou, teve filhos e uma vida próspera, sexualmente tranquila e livre de neuroses. Morre aos seus mais de 60 anos de idade, observando a cerimônia festeira que a tribo fazia diante de sua partida. Junta-se aos índios espirituais que amparavam a comunidade e começa o trabalho de amparar a comunidade do lado de lá, juntamente com o "sacerdote", que sabia da existência deste grupo amparador. Permanece em estado de graça e retorna a esta vida atual, ainda no Brasil, hoje com 34 anos de idade, ano 2010.

Sua vida atual é o retrato de uma tentativa infrutífera e frustrante de ver aquela sociedade nesta. O choque cultura é imenso, a cultura de cooperação vivenciada em comunhão com a ecologia é o ponto de contraste com sua vida atual, numa sociedade poluente e egocentrista, não-cooperativista. Suas questões familiares, no que diz respeito às questões transedípicas normais de toda vida humana, transparece na dificuldade de sintonia com as pessoas do grupo e agrupamentos em geral. O egocentrismo contrastando com a cultura do eu-coletivo tão praticado pelos indígenas daquela comunidade acaba colocando o paciente num rumo onde tenta de todas as formas o "retorno à floresta". Ocupa-se como Biólogo cujo trabalho remete-o a visitas constantes para pesquisas de campo na Floresta, onde sente-se integrado e mais feliz.

A crise de adaptação atravessa sua vida quando fica a questão do sentido de estar neste mundo isolacionista e egocentrista, quando parece conter a essência de sua missão nesta vida, qual seja, trazer para nossa sociedade o resgate daquilo que existe de bom no modelo indígena, cooperação e amparo social, assim como outras questões que atravessam os fatores da sexualidade, família, etc.

As evidências estão aí. A minha experiência assim como a deste paciente, nos coloca diante da existência de vida antes desta vida. Coloca-nos diante de nossa existência real e objetiva antes do nascimento, antes desta família, antes desta sociedade. Assim como diante de núcleos ou faixas de personalidades subconscientes que, na realidade, somos nós mesmos diante das camadas subconscientes que orientam nossas percepções, escolhas e outros comportamentos mentais e emocionais, assim como os existenciais.

19.8.10

A Evidência Ufológica pela Terapia de Vidas Passadas.

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

A Parapsicologia é por alguns defendida como um ramo que se preocupa somente com as questões de percepção extrasensorial, psicocinesia, mediunidade, etc. Pois bem, é preocupação da Parapsicologia também a "Extraterrestriologia" ou a Ufologia. Por quê?

Ao nos voltarmos para a mente extraterrestre, nos deparamos com outro ser, outra entidade biológica, portanto, outra fisiologia. Teriam estes seres algum tipo de "cérebro"? Ou cérebro é um órgão específico do corpo humano? Não sabemos ao certo. As capacidades extrassensoriais teriam relação com o corpo? Os extraterrestres tem maior predisposição a fenomenologia parapsicológica devido a fisiologia específica?

O(a) leitor(a) deve perceber que parto do princípio que o universo é plurihabitado. E por isto, nada mais parapsicológico que a própria evolução cósmica, num universo infinito, plurihabitado e que coloca a questão Ufológica diretamente ao lado da Parapsicologia, no estudo das vidas passadas e dos contatos extraterrestres, sejam quais forem, no âmbito dos fenômenos psi-gama, psi-kapa e psi-theta.

Na minha casuística clínica, já presenciei pacientes relatarem vidas em outros planetas. Num único caso, o paciente relata ter migrado doutro planeta com um grupo de amigos e cujo núcleo de sua saudade interna estaria relacionada a saudade destes amigos. Noutro caso, paciente relata ter vivido nouto planeta, em sociedade similar à humana, num tempo antigo, porém, com padrões de elevada tecnologia. Ainda, outro paciente registra ter sido piloto de naves espaciais e estar envolvido em guerras espaciais numa orbe qualquer do cosmo, a semelhança dos filmes de ficção científica. Acredito que a casuística relativa ao fenômeno extraterreno não pare por aqui, e outros profissionais da terapia de regressão, psicólogos, parapsícólogos, psiquiatras ou psicoterapeutas, devam ouvir, porém não publicar, tais registros.

As evidências em retrocognição (lembrança de vidas passadas) ultrapassam as crenças em vidas passadas e nos princípios espiritistas do universo plurihabitado contido no "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec. Estamos aqui a falar de experiência relatada a partir de rememoração e não de crenças.

As rememorações e revivências de vidas anteriores apontam para o fato de que a consciência pré-existia antes do nascimento e, portanto, sua idade real (idade do espírito) é um dado de dificílima aferição, porque não dizer, de impossível aferição. Assim, podemos partir da hipótese de que, se o eu ou a consciência pré-existia antes do nascimento então, há quanto tempo percorre a reencarnação neste planeta? Haveria realmente a transmigração interplanetária onde consciências doutras orbes reencarnariam aqui e vice-versa? A evidência clínica é: sim.

Fico aqui e deixo este texto para reflexões.

16.8.10

Poderia a loucura ser um manifesto de sanidade mental?

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Você pode estar se perguntando: porque um Parapsicólogo escreveria acerca de Sociologia? Simples. O impacto que a Cultura da Insanidade exerce sobre a mente e o psiquismo de cada um de nós é imenso. E isto se dá em proporções sociológicas É a Fabricação Social da Insanidade Mental. Somos atravessados pela cultura, somos seres culturados e, por sermos seres culturados, somos também seres reprodutores desta cultura que nos atravessa. E sofremos as consequencias de sermos contaminados por esta cultura: a "loucura".

A foto deste texto é de um internado de Hospital Psiquiátrico. E não precisamos ir longe. A maioria das pessoas se sente assim por dentro, em sua alma, confinados dentro de 4 paredes, sentindo-se loucas. Isoladas, sozinhas, tristes e criando mecanismos de defesa para não viverem esta realidade na prática, como acabam fazendo os internos.

O jeitinho brasileiro, o empurra com a barriga, o deixa para segunda-feira.... o molha a mão do guarda...

... o paga para ele que o projeto é aprovado, a repressão da sexualidade e ao mesmo tempo sua banalização... O(a) leitor(a) lembra de mais exemplos? Hoje pela manhã por acaso assisti um programa na ESPN Brasil, sobre a Copa do Mundo que será sediada no Brasil em 2000 e tantos [esqueci a data...]. Não importa. Um jornalista internacional estava sendo entrevistado então, ele estava questionando os jornalistas esportivos brasileiros acerca da corrupção no Brasil e no Futebol mundial. Os dados eram alarmantes. O jornalista era contra esta copa, quando ele dizia que o dinheiro deveria ser aplicado para situações prioritárias, sociais. E ele tem razão, obviamente. O dinheiro público mais uma vez sendo usado para financiar as orgias das máfias mundiais. Aqui entra o Estado Crime, o crime organizado e as intrusões na Sociedade Honesta.

De que dinheiro público estamos falando? De todos os tributos, impostos, taxas, contribuições de melhoria e tudo o que pagamos para o que chamamo de "Estado" e que são usados indevidamente. O que é o Estado? Até hoje ninguem sabe ao certo. O Governo? A União? Ou uma Personalidade Jurídica de Direito Público Interno, existente a partir de um núcleo comum, um Estado Natural? Não importa. Meu ponto de vista é que enquanto existir "Estado" teremos problemas. Quando estudava Direito e após, quando atuei como advogado, já tinha esta opinião. Após mais de 10 anos, ainda esta opinião mantém-se atualizada. O que me interessa hoje é muito mais o Impacto Mental que o Estado exerce nas pessoas, na sociedade. Muitos de nós faz tempo que não pensa por si mesmo. Somos pensados. Somos emocionalizados. Pela TV, pelos Jornais..... Pela Coletividade. Quem sou eu? Quem somos nós? O Estado existe para que o indivíduo seja um instrumento que aceita a coerção. Poucos sabem da origem da palavra "tributo", que vem de "tribo" e significa o que a tribo que perdia a guerra pagava a outra (vencedora) a título de submissão e vassalagem. Assim continua o Estado. Pagamos impostos para que não sejam usados naquilo que deveria ser: saúde, evolução, educação e melhorias nas estradas (e pagamos pedágios), hospitais, na economia, etc.

Esquecemos que somos quem sustenta o Estado. Somos os empregadores. E podemos parar de pagar o salário do Estado.

E é isto que anda fazendo milhares de pessoas ao sonegar impostos. Estas incoerências geram sequelas no discernimento, na lucidez e na saúde mental da população.

O que é então o "Estado"? É a coerção legitimada. Coerção é a violência legalizada. É o que faz policiais espancarem pessoas inocentes e sairem ilesos e pessoas inocentes serem obrigadas a pagarem impostos sua vida inteira sem ver tal quantia exorbitante de dinheiro sendo aplicada para seu benefício e dos seus semelhantes. E você assiste tudo isto na TV de forma normal. É a cultura do ganha fácil sem trabalhar. O Estado é daqueles entes sedentários que não faz atividade física e fica comendo e comendo, até a obesidade e doença. Inativo, alimenta-se daqueles que trabalham. Age pela imposição do Medo e os  indivíduos se sujeitam a tais imposições. Vou explicar melhor. Vejam o desenho das "formigas", minha filha adora. Os gafanhotos são o "Estado", as formigas são o "povo". Os alimentos pagos são os tributos. Os gafanhotos n~]ao trabalham, eles vivem na inércia, inativos, sedentários e estudam técnicas de coerção para amedrontarem as formigas, menores e crentes das ameaças.

Coerção significa "repressão", "coação" ou a força exercida pelo Estado para se valer seus Direitos. A coerção é o traço central que caracteriza o Estado. Então, se a violência fosse extinta do planeta, então, o Estado deixaria de existir. Porque Estado e Violência são realidades complementares e interdependentes. Se o Estado fosse uma Personalidade, uma pessoa, esta seria agressiva e violenta, punitiva, vingativa e homicida. O Estado usa da guerra para cometer os genocídios em massa. O Estado fabrica bombas, armas e outros instrumentos para matar pessoas. É o homicídio legalizado. É o exército. Nos séculos passados, na Inglaterra, existiam cerca de uma centena de atos criminais que levavam uma pessoa a sofrer a pena de morte. Atualmente, a situação mudou, melhorou, mas as barbáries cometidas pelo Estado ainda permanecem. Uma das maiores barbáries é a Corrupção. Isto deixa a mente das pessoas perturbada., confusa. O Estado deseduca a partir desta Cultura Corrupta, onde vivendo pela Corrupção, ensina a todos que este é o caminho. Cria Leis que dizem uma coisa, e pratica outra. A prática Estatal é paradoxal, confusa e bipolar. O Estado é bipolar. O Estado é o Bem e o Mal encarnado na forma de um Governo Mundial. E se não estivermos atentos, seremos atravessados por esta cultura e seremos reprodutores da corrupção. Foi para isto que você decidiu reencarnar? Esta é nossa missão de vida? Obviamente que não.

O Estado faz valer seus direitos repreendendo pessoas físicas (eu, você, nós) e pessoas jurídicas (empresas, ONGs e o próprio Estado e suas pessoas jurídicas, como o IBAMA e outros entes de direito público). Leis são criadas, ou seja, direitos e obrigações, assim como punições para o não cumprimento de tais Leis. E o mais paradoxal: Municípios podem ser devedores de Estados e Estados podem ser devedores da União... O Estado coage a si mesmo, da mesma forma que uma pessoa é severa consigo. Uma criança pula amarelinha em cima do cadaver de um traficante recém morto num tiroteio no Morro da Queimada em Florianópolis. A criança acha normal. Isto é o Estado. Isto passa na TV, as pessoas nem se chocam mais. Morrer ficou banal. A banalização se tornou o centro do "Estado". O "Ratinho" se tornou a Bíblioteca do povo. O "Fantástico" se tornou a insanidade midiática. O genocídio passa todos os dias nos jornais e ninguem mais reage. Uma dormência foi criada, as pessoas se tornaram insensíveis a violência. Não sentem mais os efeitos hipnóticos da TV e da mídia. Não sabem porque desejam comprar e comprar. São levadas pelo subconsciente como uma criança é levada a mamadeira.

O Estado é você achar "normal" todo este distúrbio, toda esta insanidade e reproduzi-la sem consciência.

Normal é ingerirmos água contaminada, alimentos atolados de agrotóxicos. Outro dia um paciente que produz alimentos orgânicos me disse: "Existem legumes que sobram e que não são vendidos ao CEASA que nem para os porcos são dados, de tanto veneno que possuem".Isto é o Estado. Isto é Corrupção de alto grau. O Estado é a infração gravíssima. A sociedade vai ao sacolão, porque é barato, e se atola de venenos. Estes venenos aumentam a probabilidade de câncer e suicídios, porque exercer efeitos danos ao sistema nervoso. No entanto, o Estado permite a comercialização de tais produtos contaminados. E ao mesmo tempo diz em sua Constituição Federal que a saúde é direito fundamental de todos. Esta incoerência gera confusão mental, revolta nas pessoas menos esclarecidas, na sociedade e cria uma Cultura Confusa mentalmente.

Eis a Fabricação Social da Insanidade Mental. Pessoas hiperssensíveis vão enlouquecendo diante de tais incoerências, tais paradoxos, tais severas contradições.

E no fim, acabam sendo borbardeadas por drogas que lhes causam dependência física e emocional, e podem parar num Asilo Psiquiatrico qualquer. E no fundo você sabe: você tem medo da insanidade. Você tem medo de perder o controle de suas emoções, de suas idéias... A insanidade mental é a sombra da pessoa humana. Ela teme a insanidade mais que nunca. No século passado, na época da criação do New Georgia Insane Asylum (aprox. 1847), hoje o Central State Hospital, o maior hospital psiquiátrico do mundo,  cidadãos comuns eram internados simplesmente por terem passado por problemas de descontrole emocional, devido a situações normais de desemprego e desestabilização de suas vidas.

A sociedade pode ser vista como uma fábrica de insanidade. Poderia dizer que a condição contemporânea é a Indústria da Insanidade. Pessoas insanas são mais fáceis de manipular. A insanidade precisa estar sob controle. Aqui vem a indústria farmacêutica e as drogas psiquiátricas. Pessoas dopadas e amortecidas. Aqui vem o papel do tráfico de drogas, a maconha, o LSD, o êxtase.... tudo é oferecido para que haja uma fuga, um amortecimento espiritual. O usuário não tem consciência que a cada cigarro de maconha fumado acaba contribuindo com a criminalização infantil e a morte de inocentes. Ele se torna uma peça central da máquina do crime. O bebedor de álcool também. Toma seus drinks periodicamente e acaba se amortecendo da realidade. A sociedade foge de si mesma. O "Estado" é humanamente insuportável. Sua condição é a causa da existência do crime. Enquanto existir Estado existirá crime. O que é o Estado? É um "estado de consciência". Porque as pessoas que assumem os cargos deste aparelho, desta máquina, desta Fábrica são as mesmas que foram vítimas da hipnose da insanidade. Elas sao reprodutoras. Elas estão em "maya", na ilusão.

Ninguem mais pode sentir os sentimentos de confusão, surtarem suas emoções e raivas internalizadas. Quando uma pessoa surta, quebra os pratos de casa, grita e se rebela, ela está ficando "louca". Ela esta tendo algum surto histérico.... O "Estado" criou estes rótulos, muitos rótulos para convencer você que existe uma normalidade. E que deve andar nesta linha. Você hoje aprendeu que fingir é o único meio de continuar em seu trabalho. Assim, a mentira se tornou seu principal meio de sobrevivência. Da mesma forma que tinha que mentir para seus pais, se não seria punido, agora usa deste recurso para poder continuar sobrevivendo.

Seus pais são o "Estado". O primeiro "Estado" que teve de se libertar ou que ainda está preso. Mas seus pais não tem culpa.

Eles são trabalhadores da linha de produção da Fábrica Social de Insanidade Mental. Vítimas e ao mesmo tempo Autores de atos insanos contra você. Eles merecem perdão. Porque eles também foram vítimas de atos insanos dos seus avós. E assim por diante, digo que é a Fabricação em Série da Insanidade Mental. O que é insanidade mental? É a loucura? Não.

A loucura pode ser um manifesto de sanidade mental.

A insanidade é a confusão que existe em sua mente. Hoje, a humanidade de forma geral está confusa mentalmente. Não culpe seus pais. Procure se libertar deste "Estado" pelo perdão. E procure compreender como funciona a Fábrica e opte por ficar ou não nela. Faça greve desta Fábrica, peça demissão ou o que for. Reinvindique para si mesmo o direito que você tem de ser quem você é. Esta foi, é e será a base de toda Sociedade Sana, Saudável, Espiritualizada, Evolutiva.

Por outro lado, como já defendeu Wolkemer, hoje estamos vivendo um Pluralismo Jurídico. O que é isto? Múltiplos Estados num mesmo Território. É interessante isto, visto que não existe Estado sem território correspondente. Assim, o Estado chamado "Brasil" não é formado somente pelo Estado de Direito, previsto pela Consituição. Mas pelos Estados paralelos, ou o crime organizado. E ainda as Famílias, os "Estados" em miniatura. Se tiver coragem, estude a ONU e seus relatórios. Se tiver mais coragem, estude os relatórios das CPIs do Narcotráfico. O crime organizado está coincidido no corpo social da mesma forma que o corpo astral (perispírito, psicossoma) está coincidido no corpo. Você não sabe onde e como se integra, mas está integrado molécula a molécula.

Estamos na era da cultura de ganhar vantagens as custas de outros. É a cultura da mentira.

Oscar Wilde disse uma vez: "A mentira é a base da sociedade moderna". Isto é a corrupção. A corrupção é a prostituição de si mesmo em várias áreas. É o passar por cima de sua ética em prol de ganhos espúrios. As repercussões de tais atos degradam sua moral interna e sua autoestima dissimulada e geram consequencias vida após vida, prendendo você em grupos e mais grupos, devido a prática de atos corruptos em grupo. A situação se agrava quando percebemos a vida humana em geral.

Primeiro fique bem lúcido quanto a existência desta Fábrica. Ela não existe de forma clara e objetiva, como a Coca-Cola. Ela é difusa, é cultural, subjetiva e objetiva ao mesmo tempo. Sentimos sua presença mas não sabemos onde está. É quase como se fosse um espírito, um encosto que fica nos perturbando, mas não identificamos o que é e onde está e nem porque faz isto. Em primeiro lugar, acuse a presença desta Fábrica dentro de você mesmo. A atuação desta fábrica se dá pela "auto-obsessão", tema de meu próximo texto. A auto-obsessão é o ato de nos fazer mal, nos maxucar, nos prejudicar, nos corromper.

O remédio para tudo isto é a lucidez. Para muitos, ser lúcido é uma realidade próxima da loucura e da insanidade mental. Pois bem, a lucidez para a Cultura Insana é insana. E isto é muito simples de compreendermos. Quando um sensitivo diz que vê um espírito é comum que outros o chamem de louco, esquizofrênico, bipolar, psicótico, alucinado, etc. A lucidez é irmã da insanidade mental, mas não se confunde com ela.

O medicamento que cura é a consciência.

Você estar consciente de si mesmo e de onde está, agora. Conhecer a si mesmo. Lembrar quem você é. Saber onde você está e para onde está indo. Gerenciar sua aprendizagem com independência. Se optar por buscar ajuda psicoterapeutica, escolha bem.

A Fábrica Social de Insanidade Mental já foi chamada de forma sintética pelos Védicos de "Maya", a ilusão. A nos libertarmos desta fábrica é moksha, a partida definitiva, o fim do ciclo de samsara ou as reencarnações. O meio para se elevar a lucidez chama-se "meditação". A meditação é o meio natural e mais eficaz que leva uma pessoa a ficar consciente de si.  Meditação é qualquer estado de consciência que expande as noções de si mesmo para além de si, em direção a "Deus", ao Todo, ao Universo.

Esta religação é a cura definitiva gradual da insanidade. É o lembrar de nossa origem e de nosso destino no Cosmo.

12.8.10

Novas Evidências da Existência de Vida antes da Vida: o Caso de Jonathas.

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

O relato abaixo é mais um da lista das evidências subjetivas da vida antes do nascimento, ou noutras palavras, as vidas passadas. Por conseqüência, adentra em reflexões implícitas sobre a natureza mesma da memória que, no meu ponto de vista, não é um local onde se armazena informações, parecendo mais com uma dimensão existente no espaço-tempo, denominado "passado". Assim a memória e os conteúdos estão além do cérebro, embora o incluam quando a consciência acha-se no estado de coincidência, como nos fala Muldoon. A memória é essencialmente extra-cerebral. O cérebro, apesar de ser um sistema especificamente evoluído do organismo humano, nada mais é que uma carne sem vida própria, vivificada pela consciência que habita o corpo psicônico ou também chamado de psicossoma (Vieira), perispírito (Kardec) ou corpo astral (Muldoon). O nome pouco importa. A consciência sendo o núcleo de existência própria e independente, sobrevive e se sobrevive, já sobreviveu à morte outras vezes no passado. Baseado nisso, trago a experiência de regressão do paciente que aqui chado de Jonathas.

O paciente me procura por queixas de ansiedade aguda desde a infância. Os sintomas vão também para a área de relacionamento, quando não gosta de se envolver emocionalmente com mulheres, preferindo relações superficiais. O que relatarei abaixo é baseado no registro direto que fiz da fala do paciente no momento do transe regressivo ocorrido em minha clínica. O paciente é evangélico e de família evangélica e não crê em vidas passadas nem em reencarnação. A experiência se deu pela vivência da técnica que desenvolvi chamada Técnica da Exploração da Parede Psíquica que nada mais é que uma intensa visualização de toda sua angústia, ansiedade, medo.... na forma de uma parede e consequente exploração vivencial do conteúdo até chegar no núcleo mnemônico do(s) trauma(s) ou experiência(s) originária(s). E inicia a exploração da parede até que a regressão é acionada através deste meio. Abaixo narro resumidamente a experiência.

Vida 1 - ano 1700 em pouco. Europa. Homem. 30 e poucos anos de idade. Casado e com filho.
  • Estou em 1700 e pouco, em algum lugar da Europa... tenho 30 e poucos anos.... estou numa praia... uma menina sai correndo.... ela morre nas pedras. Fico chateado, triste, culpado. Uma mulher me dá broncas, é minha mulher. A criança é minha filha. Soldados me perseguem com lanças. Estou na floresta, corro para a floresta. Sinto-me ansioso, com medo de morrer. Ansioso por estar com medo dos soldados me pegarem. Eles me encurralam, eu morro com uma lança na barriga.
Período entre-vidas 1 [pós-morte, vida desencarnada]
  • Estou num palácio no céu, uma escada gigante.... Entro num túnel, agora vejo um monte de pessoas, elas não tem uma forma definida, me olham sério mas serenamente.... começam a se espalhar, vão para outra dimensão....
Vida 2 - ano 1960 e pouco. Brasil. Rio de Janeiro. Homem. Bebê.
  • Estou num hospital agora, grande, muitos me olhando felizes....sou um bebê....estou no RJ, 1960 e pouco.... jogando futebol, visto uma bermuda e uma camisa social.... estou agora com 34 anos.... trabalhando, cuido de empresas, transportadoras....estou doente, com uma bola na garganta, câncer..... estou desesperado....
Período entre-vidas 2 [pós-morte, vida desencarnada]
  • Estou no caixão.... em pé na frente do caixão, todos estão chorando... me sinto fracassado por não ter resistido a doença.... Abriu uma luz do céu vou em direção a ela .... Pessoas vestidas de branco dentro de um templo.... me sinto em paz...... tranquilo..... feliz......
Neste momento peço ao paciente que guarde a lembrança boa deste momento de sua vida enquanto conto até 5 trazendo sua consciência para o ano 2010, com 22 anos de idade, residente em Curitiba/PR. O paciente sai da experiência em estado de graça.

A experiência mostra claramente a alternância de [estados de consciência]. Na "vida 1" o paciente se acha na condição encarnada, sexualizada, habitando o planeta numa condição física, como homem, na Europa, ano 1700 e pouco. Após, muda de [estado de consciência] passando ao estado espiritual, habitando outra dimensão, agora vivendo tão somente com seu corpo astral [psiergeticossoma]. Em tal experiência, os habitantes do astral ou dimensão espiritual [extrafísica] não possuem formas definidas e mudam de dimensão em poucos instantes [fenômenos que desafiam a física moderna e a velocidade da luz]. Após, muda novamente de dimensão, retornando para o [estado de consciência] encarnada, agora noutro corpo, com outra família, noutro país, Brasil, Rio de Janeiro, na década de 60. Vive uma vida humana e desencarna, morre de câncer na garganta, novo, com seus 30 e poucos anos. Sua mudança de estado de consciência se dá quando sai de seu corpo [morre] e vê-se diante do caixão, com a família chorando. E aos poucos ascende para outra dimensão onde encontra uma profunda paz quando retorna para o atual século, ano 2010, sendo um homem.

A oscilação de estados de consciência, ora encarnado ora desencarnado, é uma evidência quase objetiva para quem vivencia o fenômeno. Na esteira de Muldoon, não adianta crer no que coloco aqui, é necessário que experimentemos o fenômeno para que a partir disto alcancemos nossas próprias conclusões.

O paciente a partir desta vivência alcança um espectro muito mais amplo de si mesmo, podendo compreender-se de forma mais autêntica, pela experiência, e com isto aplicar tais conhecimentos vivenciais em sua vida hoje, para a superação de problemas pessoais e compreensão do modelo de vida que acabou adotando.

Considero esta experiência uma prova da existência do Eu antes do nascimento, embora subjetiva, dentro do espectro dos critérios da pesquisa qualitativa, participativa e auto-investigativa, método científico adotado desde 1929, pelo pesquisador e projetor consciente, Sylvan Muldoon e o pesquisador e parapsicólogo Hereward Carrington.

Regressão Cronotópica e Cronológica: o que é?

Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Muito se tem falado sobre a terapia de vidas passadas, mas muito pouco se tem falado sobre a ciência do que ocorre no processo de acesso ao passado. O processo pode ser semi-consciente, quando o paciente sente sensações, flashes fugazes. E consciente, quando a vivência é organicamente vívida e real, com nitidez de imagens e sensações indescritiveis de realismo da vivência. Esta última torna a experiência auto-persuasiva. Esta última, pode se dar de 2 formas:

1. Direta ou Cronotópica: é quando o paciente regride diretamente da vida atual para outra, sem passar pelas fases anteriores, ele adentra num espectro de sua memória antiga, em alto grau de clareza e lucidez.

2. Sequencial ou Cronológica: é quando o paciente vai de tempo em tempo, fase por fase de acordo com a sequencia cronológica.

Força Psicônica: seria a 5ª Força?

Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Conscienciólogo


Este artigo foi acessado mais de 190 vezes desde sua publicação. Comprometo-me junto com meu amigo Geraldo Sarti, verdadeiro expert no assunto, a aprofundar este tópico incluindo algumas teorias avançadas da cosmologia moderna, como a teoria de supercordas, teoria do universo membrana e teoria dos multiversos, todas publicadas na Scientific American livremente.
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Em Física diz-se que existem 4 forças básicas no Universo. São elas:

  1. Força nuclear forte: a que mantém o núcleo atômico coeso.
  2. Força nuclear fraca: que causa certas formas de decaimento radioativo.
  3. Força eletromagnética: força que um campo magnético exerce sobre forças elétricas.
  4. Força da gravidade: aquela que é consequencia da geometria do espaço-tempo.
Sabe-se no meio cosmológico que ainda está para nascer uma teoria do tudo, teoria que unificaria as 4 realidades do cosmos, tal como descitas acima. Mas, como haveria de existir uma teoria unificada sem a inclusão da força psicônica? A força psicônica é a expressão básica daquilo que chamamos consciência. Uma cosmologia sem consciência não apresenta sentido algum, visto que, os criadores de qualquer teoria somente as criam devido a presença da consciência, que viabiliza a criatividade e a inventividade científica a partir de teorias e experimentações.

As investigações projeciológicas sugerem uma 5ª força que necessariamente integra a sincronia da consciência com a energia. Esta força pode ser chamada de força psicônica (baseado no modelo de Geraldo Sarti - teoria dos psicons).

Esta força é a responsável pela integração, unificação, fusão, embora temporária, da consciência no corpo físico-eletro-magnético. Esta integração é a condição que Muldoon chamou de coincidência, quando o corpo psi ou astral está coincidente ao corpo físico. Hernani Andrade chamou de "captura dos psi-átomos pelas moléculas orgânicas". Por outro lado, a força psicônica é força onipresente no cosmos, porém, sua natureza ainda permanece bastante obscura. Uma cosmologia integral não haveria de excluir a consciência, mas, ao contrário, incluir a consciência como consituinte básico do universo (ou multiversos). Podemos até arriscar dizer que, na essência, o cosmos é consciência, visto que o restante é energia. Energia (incluindo a matéria) é realidade criada como? Pela teoria de psicons é viável a criação de matéria pelo pensamento (Ver Sarti - clique aqui). Existiriam duas realidades no cosmos? Consciência e energia? Ou estamos falando da mesma realidade se manifestando de formas diferentes?

Pela cosmologia adotada por Waldo Vieira, o cosmos é composto de duas realidades: consciência e energia. A cosmologia moderna despreza a primeira e estuda o cosmo somente do ponto de vista da energia. Uma cosmologia integral pertenceria a um outro campo de investigações, uma cosmo-consciencio-logia ou, uma consciencio-cosmo-logia, partindo da unificação entre ambas realidades, numa cosmologia unificando consciência e energia, os universos físico com toda sua complexidade e os universos conscienciais. Diante disso podemos admitir um universo multidimensional cuja força psicônica aparece como consciência e as demais forças, como forças físicas. Dentre as forças psicônicas ou forças conscienciais, temos a intenção ou intento como a força básica da consciência. A organização impecável do universo que devido a isso o chamamos de cosmos, traduz a presença de forças psicônicas ou do campo psicônico unificado, realidade cósmica que possibilita a unificação dos campos físicos sejam lá quais forem com os campos da consciência. A intenção traduz a inteligência da consciência que emite informações. Estas informações são ondas psicônicas (ou pensênicas).

Pelo modelo de Sarti, a partícula fundamental está além da matéria e encontra no psicon sua base, cujo núcleo gerador de tais partículas é a própria consciência. Assim, psicons e elétrons se encontram continuamente, tal como vem evidenciando os fenômenos da telepatia, psicocinesia e outros.

A força psicônica parece ser uma força mais básica do que as demais catalogadas até então e sugere um campo multidimensional enquanto estrutura própria do Universo. Tal campo modernamente foi proposto teoricamente pela cosmologia como teoria das cordas, teoria do universo membrana e teoria dos multiversos.

Na segunda parte deste artigo, irei revisar estas teorias a luz das ciências avançadas da consciência.