23.7.15

O Futuro da Parapsicologia: homenagem a todos os meus amigos Parapsicólogos!

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo e Psicoterapeuta


Em 1953, na Holanda, aconteceu o I Congresso Internacional de Parapsicologia, razão pela qual se instituiu tal dia o Dia do Parapsicólogo. Assim ergue-se no planeta uma ciência capaz de trazer a campo científico casos, fenômenos e questões antes restrita ao campo metafísico e religioso. Até então o Espiritismo dominava o cenário com as teses kardecistas, e com a investigação parapsicológica pode-se discernir ciência de religião, e separar uma coisa doutra.

O perigo da separação é que a Parapsicologia foi pouco a pouco se tornando uma ciência chata. Uma mesmice tomou sua vida e uma estagnação geral reduziu sua significância enquanto ciência que pretendia comprovar a sobrevivência após a morte, a alma, fenômenos incomuns e os ditos espirituais e assim por diante. A antiga Metapsíquica e seus representantes já teriam feito tal tentativa e com extremo rigor, conseguiram chegar em resultados surpreendentes, até que Sir Oliver Lodge, publicamente assume estar a sobrevivência comprovada cientificamente. A tentativa de comprovação persiste na Parapsicologia com a pesquisa da reencarnação em crianças através de Ian Stevenson e tantos outros que procuram comprovar, tanto por pesquisa qualitativa como quantitativa, neste ultimo caso, a pesquisa da Transcomunicação Instrumental. A Parapsicologia então torna-se cobiçada, pelo mistério, pelo desconhecido e entra em academias de ciência sendo contaminadas pelo paradigma materialista e reducionista. Da mesma forma religiosos a apropriam e a distorcem a seus conceitos visando a comprovação de suas teses religiosas.

Em síntese, tivemos muitos avanços?

Que ciência é esta a Parapsicologia? É uma ciência?

Séculos de pesquisas se acumularam e quais os resultados?

Qual o propósito desta ciência? Para que pesquisar fenômenos inomuns ou paranormais? Qual o sentido de existência de tais fenômenos?

Os avanços ocorreram no campo específico da pesquisa científica da projetabilidade da consciência para fora do corpo, realizada por Hereward Carrignton e Sylvan Muldoon, a partir especialmente de 1929, apesar de Carrignton já ter tido experiências com o Yoga e com o interesse no campo da pesquisa científica da projeção. Os teosofistas nesta época estavam em voga e divulgaram no Ocidente o Yoga de Patãnjali, Raja Yoga. Metapsiquistas curiosos começaram a praticá-lo e a se interessar pelos pressupostos do Yoga e suas relações com a Metapsíquica e com os fenômenos metapsíquicos (ou parapsicológicos).

A sucessão de pesquisas nesta área culminou com a proposta de uma sub-área da Parapsicologia, a Projeciologia e suas relações com a investigação da consciência. A consciência então torna-se o centro da pesquisa, pois constata-se que a mesma não é o corpo ou o cérebro, e pode viver e sobreviver fora dele. A pesquisa da EQM - experiência de quase morte também vai fundamentar a tese Projeciológica e desafiar de uma vez por todas as teses materialistas, axiomáticas infundadas.

Com o retorno da pesquisa da consciência multidimensional, retorna-se também a três linhas de pesquisa específicas do oriente, em especial Tao, Samkhya e Yoga. O Budismo também torna-se campo de retorno, visto ser a meditação um potente método científico para o estudo da consciência.

A Parapsicologia vai se tornando então gradualmente, o estudo da consciência em seus múltiplos estados de consciência.

Nos anos anteriores, as minhas pesquisas se intensificaram por intermédio de esforços disciplinados e contínuos de autoexperimentações parapsíquicas, donde comecei a acessar um espectro de experiências que ultrapassavam o psi-gama, psi-kapa e psi-theta da Parapsicologia Geral. Dei a esta função o nome de psi-ómicron, visto que tais experiências estavam associadas a estados holocósmicos de consciência.

Os estudos das linhas acima relevaram que a ciência da consciência e dos fenômenos parapsíquicos já existia de forma desenvolvida na Índia e China e que tais linhas possuiam métodos científicos para o desencadeamentos e autodomínio dos fenômenos, além de que existia uma referência filosófica que dava sentido a tal campo fenomenológico em nossas vidas.

Assim, a Parapsicologia contemporânea é essencialmente o retorno ao saber oriental, em especial às linhas acima citadas. E com a função psi-ómicron assim descrita (aconselho ler os ensaios sobre tal função) temos o ápice do cientificável, o fim da ciência e o início da transciência, ou como chamei de Holocosmologia.

O futuro da Parapsicologia Avançada é a investigação cosmológica através das funções psi de largo espectro, ou como chamei sinteticamente de psi-ómicron.

E é com sincera esperança e paciência para aguardar o momento adequado, no futuro teremos máquinas capazes que nos fazer projetar para fora de nossos corpos (como na hipótese que lancei do Projeciotron), máquinas telepáticas (como na hipótese que lancei, o Telepaticon), naves espaciais capazes de operar em nível do hiperespaço e com isto teremos máquinas capazes de nos transportar através do hiperespaço, livre das leis do espaço-tempo ordinário dominado pela velocidade da luz. O Yoga passará progressivamente a ser o método universal para a dissolução do sofrimento e para a autoregulação permanente, e a psicoterapia de pouco a pouco vai perder sua razão de existência (as pessoas vão ficando mais saudáveis e lúcidas). A religião e suas doutrinas perderão o sentido e as instituições terminarão. Os muros dos conceitos serão progressivamente dissolvidos pelas experiências de samadhi mais generalizada. A expansão e o contato pacífico com a comunidade universal de seres do universo (alienígenas) será vivida. A Terra passará por processos progressivos de cosmoinclusão junto com a humanidade. Até que passará a ser parte integrante de uma cosmossociedade, a sociedad universal, o Estado Cosmocrático de Cosmodireito. Com isto, poderemos aprender uns com os outros e o amor universal será o caminho e o sentido de tudo que fazemos. E este princípio geral universal, já poderá ser vivido e entendido por Parapsicólogos e outros de linhas científicas afins, para que possamos compreender as experiências psi-ómicron (samadhi, kaivalyam, projeções mentais e exprojeções, cosmotelepatia, etc) e ultrapassar os muros que nos dividem.

O amor é o caminho e o sentido. É o princípio do Yoga total, de retorno a holofusão e a dissolução da doença em direção à saúde e felicidade permanente.

Parapsicologia sem amor, não é Parapsicologia: é arma.



  











24.6.15

Experiência Cosmointermissiva: Ensaio sobre o Encontro com a Base Estelar de Adaptação e Monitoramento da Terra, a Inteligência-Inseto e Beleza Universal

Representação do hipotético "insectóide"
Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Professor de Tao Yoga - Tai Chi Chuan e Livre Pesquisador da Consciência 
Espaço Terapêutico Tao Psi
Projeto Amanhecer - HU - UFSC
LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência



I - Considerações Iniciais

A ficção científica adora vislumbrar como seriam as formas alienígenas. Eu mesmo quantas vezes deparei-me refletindo sobre como seriam alienígenas que se aparentassem de forma completamente diferente com o que estamos habituados a imaginar. No entanto nunca sequer poderia imaginar a experiência que abaixo descrevo, ocorrida em meio a uma retrocognição de laboratório realizada no LAC - Laboratório de Autotopesquisa da Consciência, com o testemunho dos pesquisadores Guilherme Loureiro (M.Sc), Rosamary Xavier e Rodrigo Bastos (M.Sc).

A intuição mais ou menos vaga sobre a existência do proposto Conselho de Calibração e de uma organização similar a ONU com abrangência interplanetária para além, foi proposta no ensaio escrito muitos anos atrás, intitulado: "A Gênese do Cosmodireito: Ensaio sobre os Fundamentos da Ordem Cósmica", onde expus a existência do Direito Interplanetário e assim por diante. A sede de tal ONPU, seria no espaço cósmico, reproduzindo o ecossistema de cada planeta de forma a unir povos, como em uma estação interplanetária pluri-habitada pelos povos do universo.

A retrocognição, ou o acesso direto à memória antiga, neste caso, de um dos meus últimos períodos entre-vidas, foi o método usado para vasculhar-me em autopesquisa, visando o entendimento de aspectos pouco compreendidos até então. O sentido de ter nascido em minha família e especialmente com meu pai, e minha ligação com a Alemanha (parentesco hereditário), aversão a campos nazistas, métodos de tortura e assim por diante. Ao mesmo tempo que tais traços se mostram em fase de cicatrização o oposto transcendental evidencia o paradoxo Yin Yang em minha vida, ora intrafísica, ora extrafísica, ora nas vidas físicas humanas associadas ao sofrimento e a felicidade em ritmo oscilatório, ora nas vidas extrafísicas no campo do transcendente e no êxtase holocósmico.

O presente experimento retrocognitivo de laboratório apresenta algumas características básicas:

1. É realizado em grupo treinado e especializado no campo da autopesquisa científica e parapsíquica, todos parapsicólogos (no caso, todos treinados por mim) em local reservado, sala fechada e energeticamente preparada para o tipo de atividade.
2. O grupo carrega em si uma profunda interação, amizade, ligação afetiva, respeito mútuo, confiança acima do comum, e exercício da criticidade e liberdade, dentro dos critérios da autopesquisa científica e da intencionalidade benevolente/amorosidade interpessoal. Tendo estes fundamentos práticos exercidos, ocorre um acoplamento grupal isento de conflitos e potencializando a amparabilidade em alto nível.
3. Todos se autopesquisam em profundidade, recorrendo aos meios científicos da metodologia, às ciências da consciência e à ciência do yoga como referência epistemológica para a autopesquisa profunda, parapsíquica.
4. A autopesquisa se move em grupo, apesar de individual. Em dado momento surge a necessidade do mergulho ao passado de forma a compreender o presente e dissolver perturbações associadas aos apegos a dores ou situações prazerosas não vividas no momento.
5. O sujeito autopesquisando deita em maca, e inicia-se a relaxar-se, a se entregar ao experimento. O experimento é coordenado pelo facilitador que potencializa a focalização do autopesquisando no curso da experiência (continuum experiencial). O método de indução é o da hipnoterapia na condução do relaxamento a partir de comandos dados pelo facilitador, que, alterando sua consciência em conjunto com o autopesquisando, vai aprofundando a experiência até o acesso retrocognitivo propriamente dito.
6. Inicia-se o experimento. Os relatores registram a experiência ao mesmo tempo que sentados relativamente afastados, tornam-se observadores desacoplados ao campo, realizando sessões recorrentes de circulação da energia, sustentação do campo e conexão com equipe extrafísica de amparadores.
7. Finaliza-se o experimento e passam ao dialogo, feedbacks, analise, sintese e fechamento da experiência. A duração temporal entre um experimento e outro podem durar meses de metabolização da experiência até a assimilação total do conteúdo.

É comum em meus experimentos retrocognitivos os relatos saírem em blocos de sínteses de informações, visto a dificuldade em colocar em palavras as experiências cosmointermissivas, especialmente, meta-transcendentes e profundamente espirituais.

De qualquer forma, torno abaixo público o relato do experimento controlado de laboratório de forma a também contribuir com a pesquisa científica da consciência e com o leitor para que possa inspirar-se nos experimentos psi-ómicron, meta-holotrópicos, além de tudo o que poderia ver e viver aqui neste planeta. Como diria Uchoa, um verdadeiro mergulho no hiperespaço.

II - Do Experimento

11/07/2015
Local físico: LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência (Projeto Amanhecer / HU / UFSC)
Equipe: Fernando Salvino (M.Sc) - autopesquisando. Guilherme Loureiro (M.Sc) - facilitador-focalizador do experimento. Rosamary Xavier (Bel.) - suporte energético e relatora. Rodrigo Bastos (M.Sc) - suporte energético e relator.

"Estou numa base bem longe... metálica, eles tem um rosto diferente, são transparentes, quase sem forma definida [neste momento ocorre no laboratório uma expansão do ambiente]. Ali se faz a adaptação, plantas, metal, construção, não é uma nave, é uma base bem longe daqui, faz o monitoramento da Terra, painel gigante, tecnologia como se fosse um vidro.

Estou num ambiente de adaptação, eles flutuam dentro dessa base, parece como se fosse um inseto louva-deus inteligente, escamas na cabeça. Ala de adaptação. Linguagem impossível de entender. Olho de inseto, com antena, são  grandes, muito inteligentes, antenas muito inteligentes, muita agilidade dos membros, linguagem parapsíquica. 


- De onde eu sou? [comunica-se telepaticamente e ao mesmo tempo escuto a informação, compreendo e escuto a lingua incompreensível usada]

A minha imagem não causa estranhamento. Adaptação, ambiente onde todos ficam e dá para ter certa interação. Tem um com a cabeça bem grande, bem fino, como se fosse um reconhecimento, lugar muito grande, teto é uma tela de energia eletromagnética, dá para ver as linhas de campo. 

"Zíper", roupa tipo plástico, confortável, bem fino chacra coronário aberto, Saturno, anéis, energia cósmica, gratidão... consigo quase sentir a consciência que permeia tudo, a eternidade que sempre existiu e vai existir, a beleza de tudo e é de lá que vem a beleza..."

III - Das Considerações Finais

Após o experimento sinto-me em êxtase cósmico, samadhi real, expansão cosmoconsciencial retrocognitiva e que se tornou uma expansão no momento atual, sem tempo, sem espaço, sentindo a serenidade causal espiritual profunda, ausência total de perturbações e preenchido de uma confiança absoluta no universo, no passado, no futuro e no destino comum e maravilhoso a todos.

A beleza de tudo e a fonte da beleza brota da fonte universal de amor cósmico absoluto, o Deus não-humano, o vazio universal cheio de vida.

13.6.15

Experimento de Visão Remota em Meditação Profunda: Ensaio sobre as 3 inteligências supra-humanas.

Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Pesquisador da Consciência e Holocosmologia
Professor e Pesquisador do Tao Yoga - Tai Chi Chuan
Espaço Terapêutico Tao Psi (clínica particular)
Projeto Amanhecer - HU - UFSC (clínica voluntária)
Coordenador do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência (PA-HU-UFSC).



Considerações Iniciais

O presente ensaio parte de uma única experiência que foi fruto de reflexões profundas acerca da existência de consciências realmente capazes de nos orientar evolutivamente. As reflexões gravitam em torno da questão da evolução, ou do autoaperfeiçoamento infinito a que nos damos a gratidão de retribuir à existência.

O ser humano em geral parece ter uma tendência em atribuir evolução aos seres além físico, aos espíritos e mesmo aos alienígenas. O que não é tão inverdade, mas isto não significa que em Terra não podemos encontrar tais seres encarnados e envolvidos com tarefas de assistência humanitária.

Os seres mais evoluídos do planeta, onde estão? O que estarão fazendo? Como vivem? Como são? Quantos são? Em minhas práticas de meditação profunda, pude numa experiência "ver" três destes seres supra-humanos, mas que nada tem de super-homens como os vemos nos desenhos animados. E suas formas de viver são tão comuns e anônimas que poucos se darão o trabalho que imaginar que os seres mais evoluídos do planeta estarão envolvidos com tais atividades e completamente fora de qualquer atividade acadêmica ou intelectual, ou ainda relacionado com algo científico ou supostamente avançado.

A experiência me mostrou neste caso que existem poucos seres evoluídos no planeta que possuem um alto nível de entendimento da realidade e que tem condições de nos orientar verdadeiramente. E como eles nos orientam? É verbalmente? Por sonhos? Como funciona isto?


Agricultura em montanha na China
1. O agricultor supra-humano

O homem, agricultor, aparece na imagem mental em visão remota num campo de agricultura em alguma montanha na China, completamente anônimo, com seus mais ou menos 40 a 50 anos de idade, biotipo baixo e magro, realizando um trabalho comum com um instrumento parecido com um "ancinho", de chapéu típico e fingindo estar realizando o trabalho de agricultura, o homem atua só com exteriorização de energia, modificação vibracional do campo da Terra e movimentação do vento (correntes de vento). A potência energética do homem ultrapassa qualquer Qi Gong que possamos pressupor, onde o mesmo realizava com sua movimentação consciente de energia (Qi) a movimentação conjunta do vento. A assistência era através deste modo silencioso. A sua intenção e volição associada ao controle do movimento conjunto do Qi e do vento estavam seguindo um comando inteligente, onde o homem sabia o que estava fazendo. É a potência Yang manifestando-se.



2. A dona de casa supra-humana

A mulher, dona de casa, exalava seus 30 a 40 anos de idade, vivendo atualmente na região da Europa, parecendo ser Irlanda ou país similar, residindo numa fazenda afastada, mãe de dois filhos, um marido que sabe quem ela é e a sustenta financeiramente, ela, não trabalha, e uma babá lúcida que cuida das crianças e faz a parte maternal (pois a mulher transcendeu a maternidade). A mulher atua cantando no campo, dançando, sozinha. Sua melodia regula vibratoriamente a Terra. A beleza da melodia era tamanha que ela movia a energia através do canto, num profundo balanço Yin, suave, beneficiando todos os seres indiscriminadamente. É a potência Yin manifestando-se. Sua presença é similar (e poderia ser a mesma consciência?) a uma amparadora que apareceu anos atrás que ensinou-me a ciência do amor a partir de seu ensinamento simples: "o amor é o caminho e o sentido, é simples assim, mas difícil de entender".


3. O monge lúcido

O terceiro visto é um monge budista, com seus 50 anos de idade aproximadamente, vestido com as roupas clássicas similares aos do budismo tibetano, com um grupo de monges em situação de aula aberta, na provável na região do Nepal ou por perto. Ele não é famoso e tem um pequeno grupo de monges que aprendem a ciência que ensina. É nível avançado para nós. Nós seriamos superficiais comparados a este grupo. O homem usa o budismo como ferramenta para sua tarefa. É desconhecido e vive isolado num monastério pouco famoso em algum canto da Ásia. Sua lucidez, força presencial, benevolência e grau de entendimento e sabedoria estão acima do que compreendemos. Ele atua no nível do discernimento. É a potência da meditação manifestando-se.


Considerações Finais


A experiência me trouxe a resposta aos meus questionamentos sobre o contato com os míticos mestres no planeta, ou aqueles que poderiam verdadeiramente me ensinar a ciência do Tao, o conhecimento verdadeiro. O acesso a suas presenças é tão obscuro e oculto que ao mesmo tempo estão o tempo todo disponíveis para tal acesso. O simples "ver" suas existências já provoca em mim profundas alterações e sincronizações de entendimento quanto a natureza da evolução. Apesar de meu contato com eles ter sido por visão remota, a sensação de realismo e veracidade da experiência psi-gâmica por si evidencia para mim o caminho correto que sigo, ainda engatinhando e aprendendo a falar. A experiência mostrou que estes seres nos orientam de forma anônima e impessoal.

Dos três, o monge é o único que parece possível de ser encontrado. O homem e a mulher estão dissolvidos no anonimato e não poderia dizer qualquer referência coerente sobre suas localizações. Ele, em algum lugar das montanhas da China, ela em alguma fazenda em algum país europeu. O monge faz parte de um pequeno monastério também em algum local que me parecia o Nepal, mas não tenho certeza. Ele está lá, e é mais acessível para ser achado. Mas convenhamos, a tarefa é quase beirando o impossível. É como procurar agulha em palheiro. Ele não tem fama, pois a fama o atrapalharia. Seu grupo é lúcido e portanto, não espalha e não divulga.

O encontro com seres notáveis como estes me dão a prova de que por trás do caos existente no planeta, manifesta-se a ordem inteligente. Suas naturezas apesar de imensamente diferentes é similar na amorosidade, benevolência e ato assistencial humanitário. Estão além da ciência e já entendem sem precisar pesquisar. Estão numa categoria acima dos espíritos de ciência,  e já podem pertencer mais a categoria dos espíritos sábios. Eles sabem portanto não precisam mais pesquisar. Já entendem a verdade do amor.

A minha conclusão final desta profunda experiência é:

Eles estão aqui!

30.3.15

Breve Introdução ao "Ensaio Geral sobre Fundamentos de Holocosmologia"

O Ensaio Geral sobre os Fundamentos de Holocosmologia significa o meu intento máximo nesta vida materializado sendo a síntese de todo o aprendizado que passei em uma longa trajetória existencial com dezenas de vidas anteriores rememoradas e com alguns períodos entrevidas acessados, assim como experiências projetivas, parapsíquicas, samádhicas e no amplo espectro da deflagração da função psi-ómicron.

O(a) leitor(a) atento(a) deve ter percebido a continuidade de publicações a respeito do Yoga e das tentativas de relação com a Holocosmologia. O Yoga aqui é tratado como a sistemática geral para a auto-calibração (samadhi) em direção à holofusão (kaivalyam).

Uma das razões de tal feito é mostrar que aquilo que chamamos de ciência avançada da consciência, e inclui a Parapsicologia, Projeciologia, Conscienciologia, Psicologia Transpessoal e outras, já é campo conhecido na Índia e China, em suas investigações através e respectivamente no Samkhya, Tao e Yoga, este último como método comum adotado por ambas linhas. O paranormal era uma das metas claras do Yoga, chamado de siddhas, o qual desenvolve os siddhis ou funções paranormais, parapsíquicas ou simplesmente funções psi, como chamamos em Parapsicologia. O autoestudo é assunto dedicado e associado a Swadhyaya, já a cosmoética, os bons hábitos alimentares, uma rotina adequada de vida, a não dissipação da energia sexual e seu bom uso, a não-violência e assim por diante, não são novidades da Conscienciologia. Patañjali já as definia como os pressupostos para a realização do Yoga. Autopesquisar-se nem mesmo foi invento de Sylvan Muldoon ou Waldo Vieira e parece-me que o assunto já que virou Sutra (e para virar Sutra na Índia o assunto tinha sido debatido por séculos a fio), era amplamente conhecido pelos antigos cientistas da consciência, confundidos por alquimistas.

Da mesma forma que temos a dupla Conscienciologia-Projeciologia, temos na Índia, Samkhya-Yoga e na China, Tao(ismo)-Yoga. Toda a medicina associada e derivada faz parte da profunda sistemática adotada pela antiga ciência avançada da consciência.

E no fundamento comum, inevitavelmente, temos de adentrar naquilo que é chamado em Antropologia de Xamanismo. Na China simplesmente Wu ou Wuismo, ou as práticas e ciência vivenciadas pelos indígenas chineses antigos, patriarcas de sistemas como I Ching, a antiga acupuntura, o qi gong e outros métodos complexos, que podemos resumir em: Yoga (embora chinês).

Impossível também não adentrar nos métodos de arte marcial especialmente o indiano Vajramushti/Kalaripayatt, que influenciou poderosamente os movimentos e posturas adotadas no Yoga e no uso de técnicas respiratórias e de mobilização da energia para fins de combate a mão desarmada e armada. Na China esta arte marcial passou a ser chamada de Wushu e o Tai Chi Chuan acabou sendo confundido como uma destas artes. A pesquisa exploratória aprofundada que realizei demonstrou claramente que o Tai Chi Chuan não é uma arte para combate externo e sim interno e detém seu fundamento como ciência da consciência e não como arte de combate a mão desarmada e armada. Seu uso como arte marcial evidenciou uma distorção do sentido original da prática, associada ao Yoga e aos métodos de autodefesa isento de violência.

No que diz respeito à relação de tudo isto com a Holocosmologia resumo em dizer que o Yoga real (único Yoga o qual derivam-se os demais), por voltar-se ao ápice da experiência consciencial humana possível, chamada de kaivalyam (cosmoconsciência, estado de holfusão), apresenta-se como a sistemática universal que visa a dissolução do sofrimento consciencial em direção à vida samádhica e hipertranscendente (kaivalyam) no espaço-tempo holodimensional do holocosmo, na vida em campo simultâneo, sem passado, presente e futuro, no campo infinito-atemporal do holocosmo. 

Assim, em termos de Holocosmologia considero dentro de meus critérios de lucidez atual, que não existe ciência além desta que um ser humano comum, como eu e você, podemos compreender. E em termos de experiência e métodos, não existe sistemática que possa ser mais completa e mais útil ao ser humano comum, como eu e você, como o Yoga. Assim fixo a Holocosmologia e o Yoga como os campos máximos ao ser humano comum, ainda necessitados de letras, alfabetos, livros e linguagem comum para se comunicar, perdidos entre emoções e sentimentos, pensamentos confusos e clareza, amor e ódio, confiança e aversão.... em resumo: Yin e Yang. O Yoga é o caminho para a vida holocósmica e para o entendimento da ciência do Holocosmo, a Holocosmologia, compreendendo translinguisticamente o sentido maior de determinadas coisas ocorridas na Terra que nenhuma ciência comum poderia dar acesso. E este acesso é realizado através de uma vida em Yoga.

Dentro de tudo que escrevi também aqui, deixei claro que independente do método adotado pela multiplicidade de linhas, filosofias, religiões, ciências e métodos, encontraremos os resquícios mais fortes, médios ou fracos da presença do Yoga real, universal, holodimensional. Assim, os esforços nos levarão para o mesmo e único lugar: aquele lugar onde não sabemos absolutamente nada, onde não compreendemos o sentido de tudo ser como é, foi e como se torna; o lugar do não-entendimento mais profundo da vida e de tudo que existe e que se mostra como potência de existir; o lugar o escuro de nossas origens no infinito do passado e de nosso destino num mesmo infinito futuro; da incompreensão total do holocosmo ser como é e mover-se como se move e arquiterar-se como se arquiteta... Este lugar que transcende nossa capacidade cognitiva é o limite da ciência, porém, é para este lugar que o Yoga nos move, para a transciência. O Yoga assim é uma sistemática científica que visa levar o ser humano para o campo transcientífico, fundamento da saúde, da hiperlucidez e da ausência de perturbações. Este lugar, mesmo que não tenha nome, assim foi nomeado por Lao Tzu, no séc. VI a.C, de Tao. Daí Tao Yoga, ou união com Tao. Tao aqui nada tem a ver com o Deus ocidental, humano e ainda confundido com o mítico Jesus de Nazaré.

As pesquisas que deixei públicas aqui neste espaço evidenciam que todas as funções psi, ou parapsíquicas (siddhis) quando extrapolam a condição do espectro da vida humana e irradia-se ao holocosmo, detém a condição de ser uma nova função psi, a que chamei de função psi-ómicron, associada aos fenômenos psi de espectro holocósmico, incluindo a comunicação direta com inteligências de linhagem cósmica extraterrestre.

Atualmente, compreendo que vivemos uma fase de elucidação do Yoga real e da ciência máxima humana, a Holocosmologia. Além disso, temos o infinito e a eternidade como os fundamentos mais reais de tudo ser como é, num sendo eterno-infinito (holomovimento). Da mesma forma que a física alcançou o limite do estudo da Terra e expandiu-se ao cosmo pela astronomia, astrofísica e moderna cosmologia, temos que a ciência avançada da consciência alcançou seu limite de estudo da consciência cerebral e terrestre e expandiu para a consciência holocósmica, para a Holocosmologia e para as funções psi avançadas, além de tudo o que a Parapsicologia já investigou academicamente.

Este aprofundamento já vem se dando através de vários de nós que passou pelos intervalos cosmointermissivos, junto às sociedades de inteligências cósmicas mais livres da Terra e mais lúcidas quanto a cosmocracia. E neste sentido, adentrei também nos assuntos concernentes ao Cosmodireito, a Cosmocracia, a Cosmojurisdição, aos Conselhos de Calibração e assim por diante, e até mesmo nas investigações cosmoprojeciológicas que realizei com os regeneradores e sua hipertecnologia de deslocamento hiperespacial em uma espécie de dimensão ainda física, porém, invisível para nossos olhos fisiológicos. Também tentei relativizar o conceito de vida e inteligência no holocosmo, situando a inteligência como o centro do entendimento e não a forma de expressão da mesma. Assim, situei a habiltabilidade holocósmica como uma realidade comprovável pelo Yoga em suas variantes metodológicas, incluindo a Projeciologia, especialmente.

Em síntese, você tem aqui com você o esboço ainda inicial, rascunho, que compõe o ensaio geral em Holocosmologia, faltando apenas uma descrição mais precisa do Yoga e sua sistemática, o que será objeto dos próximos ensaios, de forma que o interessado possa praticar. Iniciaremos pelo entendimento do princípio fundamental: o amor, a benevolência, pressuposto para a união. Daí, Yoga, união ou "caminho para a união".


16.2.15

Svadhyaya: Ensaio sobre a Autopesquisa da Consciência através do Yoga

Yogue chinês deixando o corpo
em meditação microcósmica.
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta
Professor, Praticante e Pesquisador do Tao Yoga - Tai Chi Chuan, Holocosmologia e Ciências Avançadas da Consciência



O Yoga é aos olhos do preconceito e mesmo do leigo desinformado alguma coisa ligada a malabarismos ou simplesmente ficar sentado sem fazer nada, ou meditando e assim por diante. Infelizmente o Ocidente consegue diminuir qualquer contribuição significativa que não tenha sido produzida em território ocidental.

Apesar da mistificação dada por gurus de todos os tipos, e por ser a ciência um feito difícil de ser efetivado, ainda mais uma ciência da consciência pautada em autoexperimentações, autopesquisas e tão dependente assim do sujeito que é ao mesmo tempo objeto de si mesmo, entre os anos 200 a.C e os anos posteriores a cristo, Patañjali nos deixou o legado do Yogasutra como o tratado racional expondo a sistemática do Yoga enquanto caminho definitivo para a dissolução das perturbações, o assentamento no samadhi e a liberação total do ser, ou kaivalyam. Simples assim. Nem menos, nem mais.

Patañjali sintetiza:

"A realização do Yoga provém da disciplina e desapego, do auto-estudo e da auto-entrega."

A antiquíssima ciência do Yoga, que tem em sua realização, ou Krya Yoga, a autopesquisa (autoestudo, auto-observação, autoanálise, intuição de si mesmo, acesso à sabedoria interna e entrega à sabedoria interna) ou o estudo de si mesmo como o centro mesmo para a auto-entrega ou o caminho de cada um no universo.

Então, o Yoga em nada tem a ver com malabarismos, ginástica ou contorcionismos, como vem sendo atacado por leigos e desinformados, e não raro, por pessoas de índole de bem, porém, influenciados por opiniões de outras pessoas nada informadas, como é o caso da comunidade associada a Waldo Vieira, que desconhecem o que é realmente o Yoga e sua real função como ciência aplicada da consciência, em uma perspectiva de autopesquisa evolutiva em direção ao que chamou Patãnjali de kaivalyam.

Assim, define Patañjali que a realização do Yoga se dá pela disciplina e desapego, pelo esforço em permanecer no recolhimento dos meios de expressão da consciência e ater-se ao centro em si mesmo corrigindo a percepção de si e da realidade, no acesso direto ao saber interno e na entrega a este saber, até a liberação total do ser, ou kaivalyam.

Svadhyaya é assim a autopesquisa parapsíquica, profunda, do Yoga assim sistematizado por Patãnjali, e estando num dos angas iniciais, ou o Nyama, está contido em todos os demais angas, como forma de orientação a prática correta do Yoga.

Yoga sendo a união do microcosmo ao macrocosmo, em um estado superior de holofusão, ou kaivalyam, além ainda do samadhi (a condição para a meditação), tem em svadhyaya seu principal suporte, visto é através dele que desenvolvemos o correto discernimento que corrige a confusão das perturbações geradas pelo apego, aversão e outras formas de perturbação e obstáculos.

A ênfase na auto-experimentação levada a cabo por uma disciplina e um desapego persistente, acompanhado de uma autopesquisa criteriosa, parapsíquica e racional, assim como um assentamento na autoconfiança quanto a entrega à sabedoria interna faz do Yoga, em minha opinião, a sistemática mais completa para a evolução da consciência, sendo todas as demais derivações em menor ou maior grau do Yoga real, ou Raja Yoga.

A autopesquisa da consciência através do Yoga inicia primeiramente pelo estudo aprofundado do Yogasutra, obra das mais profundas já escritas na humanidade. Com o estudo iniciamos um autoestudo indireto, convidados por Patãnjali a trilhar os quatro capítulos que esclarecem o sentido da existência humana e a verdade por detrás das perturbações e como dissolvê-las definitivamente. Após tem-se nos angas ou nas partes da ampla sistemática do Yoga, sendo que as primeiras são regras de restrição ética e a segunda regras de autoaperfeiçoamento. Diante de tais pressupostos epistemológicos da auto-ciência do Yoga, o praticante vê-se diante de si mesmo e em relação aos demais seis angas, todos trabalhando as regulações que se iniciam na regulação do centro intencional da consciência (chamada por Patãnjali de citta) seguindo dos demais angas, que regulam a força física, o alongamento e fortalecimento dos músculos e tendões (ásanas) seguindo da prática correta da respiração e movimentação da energia (pranayama). Após regula-se o recolhimento (pratyahara) preparando para a correta concentração num único ponto (dharana). A partir disso, ocorre a meditação num único objeto (dhyana) para que o praticante alcançe o samadhi e inicie a meditação. Pela meditação o Yoga prevê a meta superior do kaivalyam, quando extingue-se qualquer noção de um eu separado do mundo, num estado de dissolução hiperlúcida-holocósmica de consciência, pondo fim a necessidade de um ego e dando início ao fim de todo mal e a manifestação de todo o bem universal.

Estes últimos estágios do Yoga acompanham experiências parapsíquicas e projeciológicas, sendo comum praticantes avançados sairem de seus corpos com inteira lucidez e mesmo obterem as percepções parapsíquicas mais claras da realidade, associadas a função psi-gama, psi-kapa, psi-theta e psi-ómicron.

13.1.15

Sobre a Institucionalização da Verdade e Liberdade

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta
Professor, Pesquisador e Divulgador da Holocosmologia e do Yoga, especialmente o Yoga chinês.


Este ensaio nem pode ser chamado de ensaio, seria melhor rascunho, rabisco. Seu objeto é também simples, mas em sua vida orgânica, muito complexo. É o simples complexo: a institucionalização da verdade.

A verdade vem sendo institucionalizada desde os tempos antigos. Gurus, religiosos, xamãs, políticos, cientistas, ocultistas, filósofos até as pessoas comuns sem qualquer denominação de autoridade da verdade, com seus dogmas e com seus separatismos da verdade em detrimento do outro, não detentor da mesma.

Apesar do fato de que, se todos os "donos da verdade" fossem questionados admitir-se-ia com toda a honestidade que não estão a proclamar A verdade, mas antes, de UMA SUPOSTA verdade. Estamos a falar de um paradigma, como modernamente se coloca, ou como prefiro, uma concepção de realidade, que está completamente dependente do grau cognitivo, da percepção e do nível de discernimento e inteligência do sujeito em relação àquilo que pretende conhecer ou que se diz que conhece, o objeto.

O conhecimento do objeto percebido é a medida do sujeito percebedor. Assim conhecemos aquilo que se restringe aos nossos limites de conhecer, portanto, não acessamos a verdade, mas concebemos uma forma de conhecimento restrita ao que somos e aos nossos limites. Este conhecimento não é verdadeiro em si, pois que, se o sujeito modificar seu discernimento eis que a verdade também se modifica. Então, estamos a tratar da verdade?

Não, é evidente que não. Estamos a tratar de concepções da realidade e não da realidade em si mesma, pura.

A sociedade humana e suas diferenças em todos os níveis evidentemente também irá produzir saberes limitados àqueles sujeitos assim restringidos por seu contexto e seus dogmas, repressões e censuras.

É aqui que se encontra os grandes ramos mais idolatrados pela modernidade:

Ciência - Filosofia - Religião

E estes grandes ramos são pinturas mal feitas da paisagem holocósmica.

Há de existir uma forma de acesso direto à verdade, porém, esta inclui necessariamente o subjeito percebedor, o sujeito de conhecimento, a subjetividade, a inteligência, o abstrato interno que pulsa em todos nós em suas relações com aquilo considerado o outro, o que não é o sujeito, até a transcendência desta separação artificial, na unidade vivida e na dissolução total da separação.

Neste nível não existe concepção alguma da realidade, mas a vivência da realidade em si, a partir da dissolução do espaço-tempo e da vida consciencial pura, livre em holofusão, holocósmica.

É a realidade em si, enquanto consciência sem ego em dissolução de toda separatividade e unidade orgânica universal.

Somente neste nível vislumbramos o princípio de uma sociedade verdadeiramente cosmoética que se une a partir de uma realidade subjacente a toda concepção de realidade, o fundamento da irmandade universal e da paz definitiva.

A isto se chamou Kaivalyam, estado Tai Chi (ou Ji), comunhão com Tao, união com Brahman e assim por diante.

É o início do entendimento do "vazio" como sustentáculo do "cheio". Daí se afirmou que:

Do Wu-Ji nasce o Tai-Ji e a partir do Tai-Ji chegamos as 10.000 coisas.

Porém até isto não passa de uma concepção e não da realidade em si.

A partir do entendimento de que uma dada concepção seja correta ou julgada assim muito boa, passa-se a idolatrar esta concepção e não raro seu criador, transformando-o em guru, mestre, gênio, e, ao seu redor, centenas, milhares de pessoas carentes e crentes rodeiam o  guru e a concepção na busca de salvação, segurança interior e vida próspera.

Este fenômeno gera verdadeiro impacto econômico, empresas são criadas, dinheiro circula facilmente, prédios são construídos, mensalidades são cobradas, cursos, aulas, palestras, cultos. E aqui não importa ser algo de uma suposta ciência, religião ou filosofia. Neste nível institucionalizou-se a verdade.

A autopesquisa parapsíquica, ou o estudo de si mesmo em profundidade além dos sentidos orgânicos, incluindo todas as nossas capacidades assim consideradas parapsíquicas, incluindo os de ordem psi-gama, psi-theta, psi-kapa e psi-ómicron, potencializam a visão mais pura da realidade e imunidade à sedução de se institucionalizar a verdade.

A verdade não nasceu para viver entre muros. O que está fora é maior do que está dentro.

A isto refiro-me principalmente as linhas científicas, ou assim consideradas, as mais avançadas, dizendo, Psicologia, Parapsicologia, Projeciologia, Conscienciologia e assim por diante. A sua institucionalização fez com que tais áreas tornassem-se verdades institucionalizadas.

Quando uma ciência, filosofia ou religião se institucionaliza não seria exagero afirmar que tornou-se doente. A doença da ciência é fecha-la em quatro paredes, certificar os doutos e excluir os demais. Assim cria-se o clero e as mensalidades.

As instituições assim consideradas conscienciocêntricas refletem justamente isto: com a verdade institucionalizada, com seus cursos curriculares e com seus "pastores" treinados, tenta-se apropriar de determinada ciência ou objeto de ciência e ditar regras inclusive de conduta para os adeptos, que reagem como rebanho dos pastores.

E a essência se perde. A consciência torna-se concebida como um ego e seus veículos e acredita-se nesta versão.

Assim, perde-se a noção clara de que qualquer concepção, por mais interessante que seja, por mais racional que seja, por mais aparentemente bela e precisa seja, nada mais é que mais uma concepção da realidade e não a realidade em si.

Pois, enquanto houver a concepção de que uma concepção é melhor que outra o que justifica a construção de muros no planeta, de fronteiras entre países, de divisões culturais e guerras psicológicas entre gurus, seitas e linhas religiosas, ainda teremos um longo tempo de sofrimento no planeta.

Porém, se compreendermos o fato de que concepções são como as estações do ano, ou seja, pertencentes ao nível de realidade sujeito à mutação, a impermanência, então começaremos a tentar "ver" o que está por trás da mutação, o eixo holocósmico geral, o fundamento da mutação, na subjetividade invisível do mundo das formas e das aparências. Estaremos tentando "ver" donde vem as infinitas concepções da realidade,  no centro abstrato e não-local da consciência, na incorporeidade subjetiva total do ser e na dissolução da fronteira entre o eu e o não-eu, o eu e o ambiente, o eu e o holocosmo, até a holofusão.

O caminho que leva o sujeito à transcender o eu, dissolver as fronteiras que o dividem com o suposto ambiente externo, dissolver com isto todo o sofrimento, alcanaçar um nível de realidade transconceptual no fundamento de todo o conhecimento transitório possível, é chamado de Yoga, o Yoga puro, livre de todo guru e instituição.

Porém, ainda assim, e só por estar usando palavras para tentar expor ideias, que são derivadas de concepções da realidade, e só por isto já temos indício de se tratar de mais uma concepção e por isto é necessário considerar assim algo transitório, impermanente. Assim, qualquer coisa comunicada e que passe por quaisquer dos sentidos assim orgânicos, a fala, a escrita, a comunicação gestual e assim por diante até a abstração matemática dos simbolos e fórmulas ainda sim são concepções da realidade e não a realidade em si, e portanto, impermanentes como tudo o mais.

Assumir que não sabemos exatamente qual é a verdade, faz com que todas os muros que dividam a verdade da mentira ou da falsidade caem. A verdade de hoje é a mentira de amanhã. A mentira de hoje pode ser a verdade de amanhã, porém, na essência nenhuma delas é absolutamente verdadeira ou absolutamente falsa, mas ambas são concepções assim consideradas melhores ou piores dentro de um contexto cultural e político.

E por fim, lembremos que o princípio "não acredite em nada, nem mesmo no que leu aqui neste ensaio, tenha suas experiências", ainda sim é uma concepção.

O objetivo deste ensaio foi discernir "concepção de realidade" do conceito de verdade ou mentira, e situar o território da concepção da realidade como um campo tendente à muros e institucionalizações, para proteger a verdade e seus criadores, com certificações e com a mercantilização da verdade, dando a pseudo-segurança para os seguidores a partir das verdades ditadas pelos professores e gurus e pela contrapartida financeira e outras recompensas.

Apesar de ainda ser necessário existir no planeta, em decorrência da diversidade em discernimento, as instituições tenderão a se dissolver conforme as pessoas vão acessando a realidade em si mesma.

A partir disto o que fica é o amor puro como resídio do entendimento da holofusão de tudo com tudo e da natureza comum de todos, a partir da dissolução progressiva do ego (consciência em egoidade) até o eu holocósmico.

É o início do entendimento do cosmodireito, da cosmoética, da sociedade universal, da holocosmologia.

30.12.14

Agradecimento 2014 aos leitores e leitoras e Feliz 2015!

Queridos leitores e leitoras,

Completando o exato sexto ano de existência deste espaço dedicado a reunir toda a minha produção escrita entramos em 2015 para o sétimo ano e, com isto, caminhamos junto para o entendimento progressivo do cosmo através da Holocosmologia e sua investigação avançada da consciência pelo Yoga, unindo micro e macrocosmo harmonicamente.

O ano de 2014 foi atravessado por experiências em minha vida cuja essência pode ser exposta nos ensaios aqui publicados. O número de ensaios embora tenha diminuído foi acrescido de profundidade e fecundidade, exigindo maior comprometimento no estudo e na experimentação, tanto de minha parte, como de sua parte, como leitor e leitora.

A Holocosmo e sua ciência, a Holocosmologia, o eixo; a consciência o centro pelo qual gravita a autopesquisa parapsíquica avançada e; o Yoga a união e dissolução das perturbações internas até a holofusão, ou kaivalyam. Ambas operam simultaneamente, sendo diferentes no nome e similares na essência. A ciência maior que integra tudo, a Holocosmologia situa-se como mapa conceitual, ou a concepção geral do universo que brota do entendimento direto pelas experiências psi-ómicron, de espectro holocósmico (samadhi, kaivalyam). Enquanto mapa serve para situar a experiência decorrente do Yoga num espectro científico, além do místico, filosófico somente e religioso como vem sendo exposto ao longo dos tempos.

No fim das investigações de 2014 cheguei a conclusão que o Yoga não é somente um método, mas é "O" método ou caminho para a dissolução do sofrimento humano em direção progressiva à serenidade do espírito, a paz profunda e ao êxtase hiperlúcido da cosmoconsciência. Procurei situar o Yoga em si, em sua forma "hipoteticamente" pura em relação às formas distorcidas, adaptadas e refratadas existentes pelo planeta afora, nesta dimensão física e mesmo na dimensão extrafísica. Contextualizo então sobre a existência de um Yoga verdadeiro, limpo, puro, refinado, além das aparências contaminadas no mundo humano. O Yoga é o caminho para a holofusão holocósmica, a vida holocósmica infinita e eterna, na holodimensão consciencial hiperlúcida, o que significa que neste caminho modificações ocorrem na consciência que, passo a passo, dentro do tempo interno de cada um, vamos nos holofundindo em um grande Tai Chi Chuan da vida.

A multiplicidade de caminhos para a felicidade, o amor e a verdade são tão vastos que confundiram a humanidade desde muito tempo, dentro das milhares de seitas, religiões, filosofias, ciências e assim por diante. O meu intento aqui foi mostrar de forma sintética que esta multiplicidade de caminhos gravitam em torno de um mesmo e único eixo: o Yoga. O Yoga é o caminho universal para a felicidade, o amor e a verdade, e em nosso planeta, se mostra de variadas formas, tão diferentes como é a própria biodiversidade. Porém, como caminho é o caminho universal que leva-nos a uma realidade de si e do holocosmo além do conceito, das concepções, das palavras, dos vocábulos, dos fonemas, das linguagem como a compreendemos, e nos liga num nível essencial onde todos formamos uma única sociedade holocósmica holofundida holocosmicamente regida pelo infinito, pela eternidade e pelo mistério da existência. E é justamente neste mundo de concepções, de fa.ormas, que aparece o conflito, as divergências, a falta de entendimento,o egoísmo, a guerra, o sofrimento.

Assim, independente do caminho que você opte ou que você mesmo crie para si mesmo trilhar para sua saúde e evolução, e se este caminho tiver o poder de dissolver o conflito interno dentro de você até a dissolução das perturbações, a paz de espírito e a transcendência, então é Yoga. E não importa se é uma prática psicoterapêutica, terapêutica, teosofista, maçônica, espirita, umbandista, xintoísta, taoista, hinduista, xamanista, projeciologista, conscienciologista, cientificista, ocultista, ateista... se esta prática dissolver o conflito, a luta interna travada dentro de você, então que é Yoga. Mesmo que seja uma faceta ainda muito "aguada" do Yoga, ou uma pequena parcela do Yoga real, puro, ainda sim é Yoga. É o Yoga na medida e na adaptação aquela pessoa. E quando você puder praticar o Yoga mais próximo do puro, mais livre das práticas, teorias e concepções desnecessárias e descartáveis, então você crescerá no Yoga. Assim um Yoga mais científico poderá ser mais útil a você. Todos nós evoluímos no Yoga, cada um em seu movimento, na eterna dança da vida, aquilo que se chama na cultura indiana de Dança de Shiva.

Este é o fundamento da paz social definitiva e a cada ano a meditação, uma parte do Yoga, mostra-se universalmente válida para todas as culturas no planeta e nos dá a visão clara do futuro que nos aguarda, o Yoga da Terra em relação a sociedade holocósmica, aos povos no universo e a vida integrada além desta dimensão, ao amor universal, a discernimento em níveis de hiperlucidez e as práticas universalistas e a desinstitucionalização do saber.

Então, é a Shiva que saúdo este ano de 2014 e ao universal mantra, com muita gratidão:

OM.... Namah Shivaya!

É o que desejo a todos para este ano de 2015!


Fernando Salvino
Praia do Campeche - Ilha de Florianópolis - Santa Catarina - Brasil.

Do Samadhi à Projeção Consciente em Êxtase: Relato de Experiência fora do Corpo

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta, Projeciólogo, Conscienciólogo
Professor e Praticante de Tao Yoga




I - Das Considerações Iniciais

Aproximadamente há 2 meses atrás projetei-me para fora do corpo de uma maneira diferente de tudo que tinha realizado até então, desde minha primeira projeção consciente ainda dentro do útero de minha mãe (histeroprojeção), forçada por circunstâncias traumáticas. A experiência diferencia-se das espontâneas onde já me dava conta estar fora do corpo sem presenciar a saída lúcida em si, da mesma forma que não parece com as induzidas por psicotrópicos projetivos (ayahuaska, peyote, LSD, MDMA) e mesmo com as decolagens quase que agressivas onde tive de fazer força descomunal para desgrudar-me do corpo e decolar livremente.

II - Da Experiência

A experiência aconteceu exatamente ao dormir com a sensação profunda naquele momento, de paz com tudo e todos, e entendimento perceptivo de estar completamente em dia com meu propósito nesta existência. Uma sensação de amor livre em meu espírito, serenidade e ausência espontânea de pensamentos. Harmonia de Yin e Yang, no puro Yoga natural. Ao dormir, senti-me livre para realizar o método que venho praticando alguns anos, a meditação microcósmica e suas regulações. Ao efetivar as regulações, soltei-me fisicamente e entreguei-me a um relaxamento profundo em poucos segundos, acompanhado da regulação simultânea de minha respiração e da sensação de ausência de angústia, ansiedade e qualquer tipo de emoção restritiva de liberdade. O sentimento era uma pura serenidade integral, calma de espírito, mente vazia, lucidez expandida, o próprio samadhi natural. A energia (o "Chi") moveu-se naturalmente pelo natural do fluxo e da total entrega ao sentimento de liberdade e serenidade profunda, quando iniciei o descolamento tão natural e fluido que eu pude sair e sentir-me ausentar-me do meu corpo sem que tenha presenciado uma só parcela de agressividade ou volição em si mesma. Bastou a intenção natural de permitir-me a liberdade de espírito sem qualquer parcela de medo. Ao projetar-me para fora do corpo comecei a flutuar suavemente, para cima, em êxtase, como no próprio ensaio da morte natural descrita nos registros de experiência de quase morte. Ao fixar-me já fora do corpo, projetado em posição vertical, com o psicossoma já estabilizado, vi minha mulher ao meu lado sonhando, porém, fora do corpo. Acordei-a ainda extrafisicamente, mas o susto decorrente da autoconsciência projetiva causou-nos um impacto, embora pequeno, mas emocional, suficiente para trazermo-nos de volta ao corpo. A projeção foi confirmada com ela imediatamente ao acordar já de volta em meu corpo biológico.

III - Das Conclusões

A experiência é a comprovação pessoal de que a projeção completamente lúcida para fora do corpo, desde o período anterior, passando a fase de decolagem, o período projetivo em si até o período de interiorização, poderá ser inteiramente consciente, sem lapso de lucidez, se o praticante exercitar-se na meditação microcósmica, um tipo de meditação ativa que visa justamente levar o praticante aos estados mais sublimes de consciência, a consciência cósmica ou kaivalyam. Assim como este processo poderá ser tão suave e lúcido como se faz o Tai Chi Chuan, mostrando que os métodos integrados possibilitam o completo controle natural da projeção da consciência para fora do corpo quando o praticante atingiu antes, o samadhi, para depois projetar-se. Confirma-se com isto que o propósito mesmo do Yoga a partir de seu fecundo trabalho interno e externo é levar o praticante à união de si com o holocosmo em sintonia de discernimento, amor e êxtase a partir do desprendimento lúcido da forma em direção ao campo holoconsciencial do holocosmo, o kaivalyam (cosmoconsciência).

E existe outro caminho para todos?

9.12.14

Ensaio Inicial sobre os Fundamentos do Yoga e Relações com a Holocosmologia


Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Prof. Yoga
Espaço Terapêutico Tao Psi
Projeto Amanhecer - HU - UFSC
LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência


I - Das Considerações Iniciais

O assunto é simples e ao mesmo tempo tão difícil que gera as maiores incompreensões, a ponto de um único caminho ser compreendido e refratado de tantas formas diferentes que passem despercebido ser o mesmo e único método (ou sistemática). E já peço a compreensão pelos erros e omissões deste modesto ensaio que refletem as minhas limitações cognitivas, experimentais e perceptivas. Portanto, não existe aqui verdade, mas uma concepção diria comum a todos até a dissolução da concepção em direção a vida livre, sem concepção, portanto, sem forma, espaço, tempo e dimensão.

O presente ensaio está condensado em sentenças, num encadeamento lógico progressivo até a conclusão final. O entendimento do texto convida você a estudar mais a fundo tanto o Yoga como a Holocosmologia, assim, se tiver dificuldades no entendimento deste, convém retornar e revisar os ensaios anteriores.

A compreensão do eixo de convergência surgiu de um conhecimento intenso decorrente da prática meditativa no alto do costão da Praia do Luz, ao lado da Praia de Ibiraquera, nos tempos de acampamento de surf. Num dado momento eu "vi" que tudo convergia para o mesmo e único ponto e entendi não racionalmente a fusão de tudo e a conectividade de tudo. Samadhi, Kaivalyam, são os nomes dados por Patãnjali para denominar este tipo de experiência. Mais tarde chamei de função psi-ómicron, dentro de uma classificação científica da Parapsicologia. Muitas experiências fundamentam este ensaio e não trataria de todas aqui e já peço ao leitor que acesse as experiências já descritas noutros ensaios e que poderão dar as pistas para o entendimento mais profundo deste.

Este ensaio é uma síntese e sua tese aqui exposta é simples:

1. Sofrimento comum. O sofrimento é o que há de comum a toda a humanidade assim como a dissolução do mesmo sofrimento através de um único e mesmo caminho (sistemática, ou método), acarretando o mesmo e único resultado, que é comum a todos (kaivalyam, espirito puro, consciência livre, moksha, etc).

2. Preocupação comum. Em todas as culturas, raças, povos, credos, civilizações, povos, religiões, doutrinas, seitas, ciências, filosofias, ocultismos, e assim por diante, o comum de todos é a preocupação com o sofrimento e com a forma de dissolvê-lo.

3. Linguagem comum. Apesar das variantes de formas de comunicação entres os seres humanos, existe uma linguagem comum, única, que transcende o intelecto, a sintaxe, os fonemas, migrando para uma metalinguagem, comum a toda a humanidade.

4. Universo comum. O Holocosmo é um e o mesmo para toda a humanidade e para todos os seres que povoam o universo, compondo uma só sociedade holocósmica, um só hologoverno, uma só holoarquia, onde todos pertencemos.

5. Sonho comum. O sonho que a humanidade vive é o mesmo e é comum a todos os seres do holocosmo que vivem o mesmo e único sonho: a vida não desperta para a realidade da holofusão holocósmica (kaivalyam).

6. Karma comum. O karma é comum a todos, nossas ações e reações se espalham por todas as direções holocosmicamente, prendendo-nos no mundo das formas e no sonho.

7. Desperticidade comum. É comum a toda a humanidade e seres do holocosmo a necessidade interior de acordar do sonho, e despertar para a vida hiperlúcida do amor puro, da ética cósmica maior e da benevolência universal, expandindo a vida para além desta dimensão, para fora de nossos corpos e para fora desta Terra, no contato consciente com os povos do universo.

8. Yoga comum. Assim, se é comum a todos o mesmo movimento de libertação, de dissolução do sofrimento e se é comum a todos o mesmo Holocosmo, a mesma liberação do mesmo sonho, o alcance da mesma linguagem universal comum, então que o método há de ser comum a todos. Este método chama-se Yoga, apesar de manifestar-se de variadas formas e adaptar-se conforme as circunstâncias. Desta forma, o princípio fundamental que se assenta por trás das variantes dos métodos usados no planeta para a dissolução definitiva do sofrimento até a paz causal de espírito e a serenidade operante ininterrupta e transcendente, apontam para o Yoga como o método universal que, após, refratado na Terra, é distorcido pelas perturbações internas e externas da humanidade.

9. União comum. A humanidade assim, sofre e anseia dissolver o sofrimento e viver a paz permanente de espírito, o amor puro universal e o êxtase divino da dissolução de si no holocosmo em paz estrutural de espírito. Este é o caminho comum a todos e o fundamento da paz mundial, da dissolução de todas as fronteiras, dinheiro, propriedade, pobreza, miséria, riqueza e materialismo. Nesta união comum, inexiste instituição que detém qualquer verdade, caminho ou paradigma definitivo. A linguagem comum a todos é a linguagem do amor puro e do entendimento direto, não intelectivo da realidade de si e do cosmo.

10. Destino comum. E por fim, o destino comum a todos é a liberdade total do espírito (shen, consciência, alma, atman) e a vida em holofusão holocósmica hiperconsciente, em dissolução infinita, nas dimensões mais evoluídas do universo.

A paz mundial e universal, o amor, a ética cósmica, a vida comum a todos, a evolução universal, as manifestações de inteligência nesta e outras dimensões, os seres que povoam o universo próximos ou distantes da Terra, assim fazemos parte de uma mesma e única sociedade universal, que inclui todos os seres e tudo o que existe e passará a existir, num movimento infinito e eterno. Assim, não há lugar para onde fugirmos, ou como o xamanismo poeticamente denomina, "o encontro inevitável com o Infinito", o kaivalyam, o espirito puro, a consciência livre, o moksha, o Tao, a vida com Deus, e assim por diante.

II – Das Manifestações do Yoga Puro ao Yoga Puro

Yoga. Aos olhos do público leigo, que desconhece, por que não dizer, por completo o que realmente significa o Yoga, vale a aparência e as regras de mercado.

Preconceito. O preconceito e a distorção do real significado do Yoga se dá justamente por aquilo que Patañjali chamou de “falta de sabedoria”, a raiz de todas as perturbações.

Recolhimento. E por não realizar o recolhimento das manifestações do centro do ser (citta), a visão é comprometida assim como a autenticidade. E se estão comprometidas assim está o entendimento.

Distorções. Então situar o Yoga no campo da religião, mística indiana, ginástica, arte coreográfica ou ainda uma forma oriental de meditação, é mais um tipo de distorção decorrente da falta de entendimento quanto ao que é realmente o Yoga.

Aparência. Assim, a distorção diz que o praticante de Yoga é aquele que executa determinamos movimentos que necessitam anos e anos para que possam ser realmente aprendidos e executados num nível de performance acrobática, semelhante a uma dança com sua coreografia.

Corpos. Assim, associa-se o Yoga a uma prática corporal, uma espécie de educação física, ginástica oriental, onde o praticante exibe seu corpo elástico e demonstra potente força e equilíbrio, não diferenciando com isto este pseudo Yoga com as demais ginásticas e não raro com os exercícios acrobáticos do circo.

Indústria da Plástica. A coreografia do Yoga então é confundida com o Yoga em si, aos olhos do observador leigo e desinformado, e explorada pelo mercado que vende o Yoga como se fosse tais movimentos.

Indústria da Meditação. Alguma coisa é dita que passe também a imagem que o Yoga é um tipo de meditação, onde simplesmente se senta num local apropriado, faz-se determinado gesto com as mãos, acende-se um incenso, controla-se a intensidade da luz e permanece no êxtase com facilidade, como mostram as modelos que posam para as fotos meditativas da indústria do pseudo-Yoga e da pseudo-Meditação.

Variantes. O público desinformado também confunde o Yoga com o Zen Budismo, com o Tai Chi Chuan, o Chi Kung, o Pilates e não raro se perde nas inúmeras escolas de Yoga atualmente existentes, ou o Hatha Yoga, Swásthya Yoga, Krya Yoga, Ashanga Yoga, Yenghar Yoga, Bakti Yoga, Karma Yoga, Raja Yoga, Tao Yoga e assim por diante.

Julgamento. Assim confunde-se o Yoga com um tipo de atividade que envolve em geral, movimentos corporais complexos e específicos, assim como a meditação e as escolas de Yoga em geral.

Separação. Não raro, confunde-se Yoga e trata-se como sinônimo de meditação, ou ainda, separa-se o Yoga como se fosse uma coisa, e meditação como se fosse outra.

Confusão. Portanto, iniciamos aqui que nada disso é Yoga, mas outra coisa, senão ginástica, sentar-se calado, pilates, exercícios de circo, dança, etc.

Conceitos. Então, Yoga não é:

a) Ginástica: apesar do Yoga conter em si uma série de movimentos que beneficiam o corpo e aparentar ser uma ginástica, não o é.
b) Educação física: apesar do Yoga educar o corpo fisicamente, não é uma educação física.
c) Exercícios para a saúde: apesar do Yoga conter em si exercícios para a saúde, não é um exercício para a saúde.
d) Alongamento: apesar do Yoga conter em si muitos exercícios de alongamento, não é alongamento.
e) Dança: apesar do Yoga conter em si uma sequencia encadeada de movimentos orquestrados e executados com harmonia, similar a uma dança, não é uma dança em si mesmo.
f) Acrobacia: apesar do Yoga conter em si alguns movimentos acrobáticos está longe de ser uma acrobacia.
g) Circo: apesar do Yoga conter movimentos que artistas circenses realizam, está muito longe de ser uma arte circense.
h) Meditação: apesar da essência do Yoga repousar na meditação, ainda não é a meditação.
i) Gestos com as mãos: apesar do Yoga conter alguns movimentos de gestos com as mãos, está bastante longe de ser isto.
j) Misticismo: apesar do Yoga manifestar-se muitas vezes enredado numa espécie de misticismo, está muito longe de ser uma corrente mística (místicos são os gurus).
k) Religião: apesar do Yoga conter em si uma fundamentação teórica que o sustenta, está longe de ser uma religião.
l) Ocultismo: apesar do Yoga ser ensinado não raro de forma oculta, secreta e distanciada da sociedade, está longe de ser uma prática ocultista.
m) Seita: apesar do Yoga aparentar-se não raro uma espécie de seita com seus adeptos, isto não é Yoga, é seita com seus gurus e seus adeptos.
n) Teosofia. Apesar do Yoga ser aparentemente usado pela Teosofia, não tem nada a ver com Teosofia.
o) Budismo. Apesar do Yoga ser usado pelo Budismo, não tem nada a ver com Budismo.
p) Taoismo. Apesar do Yoga ser usado pelo Taoismo, não tem nada a ver com Taoismo.
q) Zen. Apesar do Yoga ser usado pelo Zen, não tem nada a ver com Zen.
r) Chan. Apesar do Yoga ser usado pelo Budismo Chan, não tem nada a ver com Chan.
s) Arte Marcial. Apesar de artistas marciais de variadas técnicas (kung-fu, jiu-jitsu, etc) usarem algumas partes do Yoga, o Yoga em si nada tem a ver com arte marcial.
t) Conscienciologia. Apesar da Conscienciologia e Projeciologia usarem de algumas partes do Yoga para suas práticas e não raro para conceitualizar determinados fenômenos, o Yoga nada tem a ver com Conscienciologia e Projeciologia, apesar de relacionados.
u) Uma Técnica: apesar do Yoga ser em si também uma técnica, não pode ser reduzido a isto.
v) Um método: apesar do Yoga ser em si um método, não pode ser reduzido a isto.
w) Ciência: apesar do Yoga ser em si essencialmente uma ciência, não pode ser reduzido a isto.
x) Escolas: apesar do Yoga ser em si um método (ou caminho) não se confunde com suas várias escolas de Yoga e nenhuma destas escolas é o Yoga mais antigo ou verdadeiro, ou melhor que o outro. Cada manifestação do Yoga puro se adapta a forma como o sofrimento se manifesta.
y) Xamanismo: apesar do Yoga se confundir historicamente com o xamanismo não é xamanismo, pois sua origem não é histórica ou planetária, mas cósmica e comum aos seres que sofrem.
z) Doutrina: apesar do Yoga parecer uma doutrina, a sua doutrina é essencialmente não-doutrinária, pois visa levar o praticante a uma realidade de liberdade conceitual, pelo entendimento direto, livre de linguagem.

III – Do Yoga Puro ou Simplesmente YOGA (sem adjetivos diferenciadores de outras escolas).

Caminho. Yoga é o caminho para a dissolução definitiva das perturbações que levam ao sofrimento, do sofrimento e conseqüentemente para a liberdade infinita. É portanto, o caminho da serenidade e liberdade permanente.

Amor. O caminho é essencialmente o amor puro, fruto do entendimento e discernimento quanto a natureza da realidade. Assim Yoga é o caminho do amor.

Formas. O Yoga quando manifesto num mundo de ilusão se mostra distorcido e proporcional à ilusão que o apresenta. Daí a quantidade de formas pelas quais o Yoga se mostra e se esconde.

Tao. Yoga é o Tao [caminho, sentido] humano para o Tao [caminho, sentido] cósmico.
Sofrimento. O sofrimento é o que há de comum em toda a humanidade e em todos os seres que sofrem, independente de cor, raça, credo, filosofia, ciência e ainda, independente de serem tais seres humanos ou não-humanos, físicos ou extrafísicos.

Dissolução. Se o sofrimento é o que há de comum, então, o meio para a dissolução deste mesmo sofrimento, há de ser o mesmo e único meio ou caminho.

Medo. Se o medo comum em toda a humanidade é o medo de si mesmo e em última instância, o medo da holofusão holocósmica (kaivalyam, samadhi), então que, a dissolução definitiva do medo-raiz se dá a partir de um caminho que fornece a estrutura básica e a experiência mesma da holofusão, ou seja, o Yoga.

Unicidade. O Yoga é o caminho [e não um caminho] para a dissolução do sofrimento dos seres.
Fundamento. Por fundamentar-se num espectro de realidade acima do conceitual, no campo da huperlucidez da consciência, a partir do núcleo mesmo gerador das concepções que geram o próprio sofrimento ou a própria harmonia, então que, mesmo diante de toda a diversidade da manifestação da consciência, seja ela religiosa, política, filosófica, científica, ou ainda esteja esta consciência numa condição física, extrafísica ou ainda extraplanetária, o que há de comum em todos os seres não se mostra na diversidade aparente, mas na unicidade substancial unificada a partir da unidade experienciada por aquilo que foi chamado por Patañjali de Samadhi e no seu espectro transcendente, de Kaivalyam.

Vazio. Se o núcleo comum a todos os seres é o grande vazio do holocosmo, preenchido pela serenidade do amor universal infinito, então que, o Yoga é o caminho comum a todos, apesar de variar na forma como se manifesta quando se expressa culturalmente, filosoficamente, cientificamente e religiosamente.

Transcendência. O Yoga não é uma ciência, não é uma religião, não é uma seita, não é uma filosofia, assim como não é uma doutrina, uma instituição, um guru. O Yoga é o caminho para a transcendência das diversas concepções da realidade e para o acesso direto da realidade. O Yoga é o caminho para um tipo de conhecimento paracientífico, parareligioso e parafilosófico, comum a todos a partir da linguagem universal do entendimento direto pelo acesso.

Universalidade. Diante disso, o Yoga é o método universal, o caminho, que leva a transcendência, ao amor puro permanente, ao êxtase divino eterno, a serenidade permanente e a liberdade consciencial definitiva. Independente da forma como se manifesta, é o mesmo e único Yoga.

Tao. Yoga é o Tao dos seres que sofrem.

Aparência. A confusão quanto ao que é Yoga se deve ao fato de que o praticante se sente seduzido por determinadas aparências, perdendo o contato com a essência (citta).

Diversidades. As diversas formas como o Yoga se manifesta, em menor, médio ou maior grau de pureza, pode ser observado a partir de alguns dos exemplos abaixo citado:

a) Raja Yoga (yoga puro, porém sem tanta ênfase no trabalho exterior dos ásanas, pranayamas, etc)
b) Hatha Yoga (manifesto em alguns angas)
c) Karma Yoga (manifesto em alguns angas)
d) Bakty Yoga (manifesto em alguns angas)
e) Krya Yoga (manifesto em alguns angas)
f) Yvengar Yoga (manifesto em alguns angas)
g) Swásthya Yoga (manifesto em alguns angas)
h) Tao Yoga (raja yoga chinês)
i) Zen Budismo (no uso da meditação)
j) Budismo Tibetano (no uso da meditação)
k) Budismo Chan (no uso da meditação)
l) Projeciologia/Conscienciologia (no uso da meditação e outras técnicas)
m) Parapsicologia (no uso da meditação, reprogramação mental e outras técnicas)
n) Fisioterapia (Pilates e outros)
o) Medicina (como prescrição isolada de angas)
p) Educação Física (com uso das técnicas como ginástica ou trabalho corporal)
q) Mundo empresarial (com uso da meditação como forma de trabalho do estresse)
r) Educação (com uso da meditação como ferramenta educativa)
s) Espiritismo (uso da meditação para equilíbrio íntimo do médium e para a chamada reforma íntima preconizada por Allan Kardec)
t) Catolicismo (uso da meditação para o centramento da oração e conexão com “Deus”)
u) Sufismo (uso da meditação sentada e em movimento como meio de conexão direta com “Deus”)
v) Jainismo (uso da meditação como forma de conexão direta com Brahman)

Exemplos. Os exemplos acima expostos evidenciam a presença do Yoga expresso por variadas formas, mudando o modo como se mostra e se adapta para determinado contexto social, cultural, religioso, cientifico, filosófico e assim por diante.

Eixo. O eixo comum do Yoga presente em suas diversas formas de manifestação é o de ser o caminho para a dissolução do sofrimento e para a libertação do ser em geral, independente de onde e como o sofrimento se manifesta.

União. Independente de onde e como o sofrimento se manifesta, este [o sofrimento], se manifesta decorrente do conflito ou luta interna compondo a desintegração interna do ser, donde o Yoga é o método universal para a reintegração do ser consigo e do ser com o cosmo ao infinito, dissolvendo a dualidade (samadhi), alcançando a unicidade e sua transcendência holocósmica (kaivalyam).
Universalidade dos estados de consciência. Os estados de consciência são universais e independem de credo, raça, cor, cultura, religião, filosofia e ciência. É da natureza do ser mover-se em direção à unicidade holocósmica em duplo movimento uníssono, microcósmicamente e macrocósmicamente, experienciando a suspensão da mente (samadhi) até a holofusão (kaivalyam). E esta natureza é comum a todos os seres, é o Tao comum a toda humanidade. E este e único caminho chama-se Yoga, manifestando-se em variadas formas e variando conforme o seu grau de pureza.

Raja Yoga. Diante disso fica mais claro compreendermos o porque sempre se falou em um Raja Yoga, ou um Yoga real, verdadeiro, ou como expressou Krishnamurti, o “Rei dos Yogas”.

Yoga Real. O Yoga real é o puro Yoga livre das distorções próprias geradas pelos seres que estão a estudar, praticar e ensinar o Yoga real a partir de suas próprias distorções, gerando a multiplicidade das manifestações do Yoga real no holocosmo.

Um. Porém, existe somente um Yoga, porque o sofrimento, sua dissolução e sua transcendência são comuns a todos os seres.

Definição. O Yoga é o nirodha das vrittis de citta. Patãnjali assim definiu o Yoga. Assim é o recolhimento [daquilo que se espalhou para fora, dissolveu, perdeu-se fora] das manifestações [ou expressões] do centro do ser [alma, espírito, consciência, inteligência]. Somente a partir deste recolhimento é que se torna possível a visão da realidade. E por não vermos a realidade então que vivemos em conflito, interno e externo.

Visão. A correção da visão para a visão correta da realidade é o mesmo que dissolver integralmente todos os conflitos internos, ou a luta interna que impede a liberação total do espírito em direção à holofusão holocósmica.

Psi-ómicron. Daí a relevância do estudo e experimentação da função psi-ómicron de forma a deflagrar os estados de consciência de espectro holocósmico aos acessos de entendimento amplo sobre a natureza da realidade, tanto micro como macroholocósmica (Holocosmologia).

IV - Das Considerações Finais

Holocosmologia. A Holocosmologia é a hipótese da ciência máxima daquilo que a cognição em nível geral pode sustentar para fins de entendimento racional, da forma como podemos compreender o Universo em sua totalidade cósmica indivisa em holomovimento infinito e eterno, por seres ainda presos a forma e aos limites de espaço-tempo.

Yoga. O Yoga é o método ou caminho para o entendimento da Holocosmologia e portanto para a vida em holofusão holocósmica permanente e definitiva.

21.11.14

Esclarecimento

O movimento investigativo é vivo e orgânico, se move, se desloca, muda e se adapta, converte-se, refina-se e transcende a si mesmo. Assim é a natureza da ciência como realidade mutante e autotranscendente, sem se apegar a dogma algum se move em direção à verdade total.


Assim, o leitor não se estranhe em perceber o movimento deste espaço, que reflete o meu movimento como pesquisador do campo da consciência.


Em síntese temos neste espaço três grandes áreas em investigação: a Holocosmologia, o Yoga e a Consciência. A primeira é a ciência máxima que toma o todo inteiriço e inteligente como investigação científica. O Yoga é o método que a Consciência usa para o entendimento e vivencia de si e do Holocosmo, pelo samadhi e kaivalyam. Assim tudo se funde numa unidade científica e metodológica universal.


É a essência da cosmoinclusão das duas unidades opostas e complementares, yin e yang, o micro e macrocosmo.


F.S.