25.1.10

Transciência e Paranormalidade

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo

A Parapsicologia é a investigação científica da função psi e do agente psi ou o núcleo inteligente do cosmos também chamado, psiqué, espírito, alma ou consciência, através de uma ótica aberta, universalista e espiritual.

Ao longo da história da investigação de psi a Parapsicologia firmou-se como uma área das ciências que estudaria os fenômenos que estavam além do normal: paranormalidade. Assim, as aparições, poltergeist, mediunismo, experiência fora do corpo, precognição e outros fenômenos desta natureza foram colocando a Parapsicologia como a ciência dos fenômenos paranormais. Da mesma forma, a Psicologia foi se firmando como uma ciência que investigava a psiqué, sendo que hoje, acaba firmando-se no comportamento puramente observável, retirando de seu campo de conhecimento, o universo amplo da paranormalidade. Assim temos a Parapsicologia, que acabou se firmando como ciência do "para" normal e a Psicologia como ciência do normal e do patológico, este último, dentro de um espectro de patologia da normalidade.

Tal fato histórico destes campos foi produzindo uma distorção do objeto de pesquisa. A Parapsicologia surge justamente porque a Psicologia perdeu seu rumo dentro de suas investigações. Pois, o "para" deveria também constar como objeto da Psicologia. Como todos os fenômenos são psíquicos deveriam todos ser objeto da Psicologia. Mas não ocorre isto. A Psicologia tornou-se uma religião, um Psicologismo. Assim, quaisquer fenômenos que ultrapassam a ordem dos fenômenos considerados existentes e normais acabam sendo rotulados de alucinações, delírios, sendo a leitura do fenômeno contaminada por preconceitos e julgamentos de valor moral. Da mesma forma, a Parapsicologia acabou por firmar-se como um campo independente, pois considerou desde a Metapsíquica, os fenômenos "paranormais" como merecedores de atenção investigativa. A Psicologia se mercantilizou e a ciência se vendeu a indústria, contaminando achados e teses, prejudicando a busca pela Verdade. A Parapsicologia acabou sendo apropriada pelo Psicologismo e me parece estar começando a se afastar de seu compromisso com a busca da Verdade.

Desta forma, são os fenômenos psíquicos da ordem da paranormalidade responsáveis pelo nascimento de grande parte das religiões, vejamos as revelações de Maomé dadas pelo anjo Gabriel, típico fenômeno mediúnico. Vejamos como Allan Kardec recebeu as relevações que deu origem ao espiritismo. Assim como as revelações de Jesus Cristo. No mesmo sentido, as revelações dadas por Heyoan a Barbara Brennan ou do Guia para eva Pierrakos, ou as revelações dadas para a escrita do "Livro dos Milagres". Revelações espirituais são fenômenos puramente paranormais, da ordem da comunicação cósmica com seres divinos e masi evoluidos que nós. A Parapsicologia necessita retornar ao seu campo verdadeiro, a busca pela evolução e pelo contato direto com o 'divino' [e não com Deus]. O 'divino' é o território da transciência ou o campo inacessível pela ciência, mas acessível pelas experiências paranormais de pico, como o samadhi e as experiências de consciência cósmica.

O desenvolvimento do sentimento e da hipersensibilidade paranormal, junto com uma ética universalista, acaba sendo a via pela qual seres de todos os tempos têm tido vislumbres da evolução cósmica num campo transgaláctico de paz, plenitude e serenidade espiritual, amor puro e discernimento psíquico, num nível em que a telepatia e todos os fenômenos atuam em conjunto e integrados, dentro de uma ética cósmica trans-humana.

Os métodos de ampliação da consciência podem muto bem ser estudados e elaborados pela Parapsicologia; podemos estudar o como, mas a experiência do divino é inestudável. Pertence a transciência e sua comunicação parece-me extremamnente dificultosa.

Assim, nos confins da evolução cósmica, num dado absolutamente inverificável por qualquer meio científico, filosófico ou religioso; em um dado momento, mesmo que tal momento resida na atemporalidade do infinito do pretérito (se é que exista pretérito), há bilhões e bilhões e bilhões de anos-luz atrás; antes mesmo do Big Bang e de qualquer evento cósmico; antes mesmo da existência de Deus, Alah, Jeovah, Brahman ou Tao; antes mesmo de qualquer coisa existente, não-existente; lá nos cantos abissais do tempo passado, antes mesmo da pré-história, num tempo sem tempo do passado inacessível e irracional; em um dado momento eis que, de uma forma incompreensível, “surge” a ‘consciência’ ou ‘espírito’. No espaço-tempo atemporal da realidade não-espacial do mundo sem mundo, do universo infinitamente inexistente; do vácuo primordial; enquanto gênese de tudo a partir do nada, do vazio, da não-existência, eis que do ‘nada’ surge o ‘espírito’ [vida].

Estudos Parapsicológicos sobre a Esquizofrenia

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo

A esquizofrenia é a conhecida psicopatologia de ordem mental grave, tal como classificada pela Psiquiatria, como sendo a doença mental onde a pessoa de forma geral perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária (GALVÃO, 2008). De acordo com a analogia, o apagão consciencial gerado pela reencarnação ou sexualização da consciência, leva a pessoa humana, devido à perda temporária da autoconsciência, a viver uma existência humana onde fica quase que inteiramente incapaz de distinguir realidade de imaginação. Neste sentido, o conceito de esquizofrenia precisa ser expandido para a grande parcela da humanidade que não possui a menor noção prática e experiencial de que, neste momento, está se manifestando no estado de consciência intrafísica, numa dimensão intrafísica, dentro de um espectro de realidade muito limitado e que, por si só, já é razão suficiente para desencadear uma série de problemas e distúrbios para a consciência. Tais distúrbios podem fazer uma pessoa a criar uma ciência sem consciência, cerebrológica e preconceituosa, rotuladora de patologias e normalidades. Obviamente que, se grande parte da humanidade apresenta sinais de esquizofrenia devido à incapacidade geral de lidar com a realidade de estarem operando num estado intrafísico, e não extrafisico ou projetivo, esta distorção de percepção acaba afetando as pessoas mais lúcidas, que, por perceberem um campo mais vasto, ao comunicarem suas experiências dentro deste campo, acabam sendo rotuladas de psicóticas ou dotadas de algum tipo de distúrbio neurológico. No entanto, estão os diagnosticadores distorcidos em suas percepções, muitas vezes apresentando sinais esquizofrênicos muito mais graves que o próprio sujeito taxado de tal patologia. Eu encontrei um destes médicos adeptos do neurologismo, ele insistia me convencer de que as experiências fora do corpo que tive eram delírios ou alucinações.


Na essência do processo encontramos que ocorre com a grande maioria das pessoas no planeta é um desalinhamento da consciência dentro do ponto de vista do centramento da lucidez, portanto, da atenção. É um transtorno de atenção dimensional (TAD), um desalinhamento da capacidade de centrar a atenção no correto estado de consciência objetiva. Por outro lado, este desalinhamento da atenção ocorre justamente pela carência de experiências multidimensionais, nos estados projetivo e extrafísico de forma mais lúcida (2a e 3a atenção). Esta dificuldade é, portanto um problema de ordem de discernimento, de discernir um estado doutro; de discernir realidade de ilusão. E como o corpo do discernimento é o agente psi por excelência, posso trazer a hipótese que os distúrbios todos da humanidade são distúrbios de origem essencialmente mentais, onde se encontra o centro doador de sentido, ou a consciência propriamente dita (hipótese de trabalho clínico).

É aqui, sob esta base de trabalho que repousa a necessidade da identificação de nosso "corpo de crenças" do estudo do resultado destas crenças em nossas vidas. Experiências são vividas e valorizadas. E disso nascem as crenças e criam novas experiências que reforçam o mesmo corpo de crenças.

6 Desafios para a Comprovação Científica da Experiência fora do Corpo

Por Fernando Salvino, Parapsicólogo

1. É realmente difícil comprovar um fenômeno extrafísico desta natureza através de instrumentos puramente físicos baseados num modelo de ciência que opera unidimensionalmente e baseado no cerebrocentrismo . Comprovar a realidade objetiva por laboratório do Psicossoma tem sido esforço de mais de século, desde principalmente as pesquisas de Zelst e Malta até modernamente os esforços de Charles Tart . Tal esforço parece perda de tempo. As evidências mostram que é mais fácil comprovar o fenômeno pela experiência pessoal e, a partir daí, tentar induzi-lo tecnologicamente, tal como defendo a partir desta tese.


2. Os experimentos de laboratório tem sido insuficientes no sentido de comprovar a realidade do corpo objetivo, portanto, da experiência extracorpórea lúcida, de forma que preencha requisitos mais confiáveis nos experimentos projetivos. A essência da experiência extracorpórea da consciência lúcida é a subjetividade do estado de autoconsciência extrafísica. Até o momento, a hipótese de percepção extra-sensorial (ESP) tem sido evocada de forma elaborada para refutar evidências projetivas de laboratório, tal como procurou fazer Susan Blackmore.

3. A estatística e mesmo os modernos recursos da informática aplicados nas metanálises, nenhum destes métodos poderão comprovar por si só a veracidade da sobrevivência da consciência na condição de cérebro oco. O mérito de tais métodos é aumentar o percentual da evidência do fenômeno de sobrevivência pela experiência fora do corpo. Acredito que a reunião coerente e sistêmica de evidências numa abordagem fenomenológica podem dar o rumo para uma investigação realmente científica da consciência, sem preconceitos e influências de crenças religiosas e céticas.

4. A entrevista nunca poderá comprovar a veracidade da informação passada pela suposta pessoa experimentadora dos fenômenos extracorpóreos, mesmo sendo submetido, todos os relatos a rigoroso procedimento de investigação qualitativa, seja ou não através de método fenomenológico no estudo de vivências subjetivas. Por outro lado, o estudo científico de relatos, como fez de forma magistral Sylvan Muldoon, pode contribuir muito para a rede sistêmica de investigação da consciência, juntamente com outras evidências de outras áreas.

5. A autocomprovação subjetiva é nosso maior recurso nesta fase inicial de ciência.

6. Atualmente é mais fácil comprovar o Psicossoma por experimento pessoal do que pelos meios acima descritos. O problema maior parece ser a rara condição da Projeção Consciente. Existem muitos fatores que incidem na dificuldade de se alcançar tal experiência por si. Mas o fato é que é uma experiência pouco alcançada e por isso mesmo difícil de ser democratizada, como o são os sonhos, onde todos sonham.

15.1.10

O Cordão de Prata: Ensaio Geral sobre a Teoria Dinâmica

Fernando Salvino (MSc.) – Parapsicólogo


Introdução

Este ensaio inicial refere-se a estudos a respeito do cordão de prata e sua importância no entendimento da projetabilidade da consciência e, por conseguinte, na sua produção por auto-indução dentro da Projeciologia. O cordão de prata é um fenômeno parapsicológico por excelência, dentro do âmbito da extracorporeidade da consciência projetada. Acredito que o entendimento da dinâmica do cordão possa ser fator importante na produção de projeções conscientes. E neste sentido partimos de uma concepção sistêmica do cordão ultrapassando a concepção mecanicista atualmente vigente. A tese é defendida baseada na experimentação pessoal com a projeção consciente e em investigações teóricas dentro da Projeciologia e ciências afins, como a Psicobiofísica ou Psi-quântica.

1. O Cordão de Prata: uma síntese da visão de Waldo Vieira

O Cordão de Prata, pela definição de Vieira é o “laço semimaterial que mantém o psicossoma ligado ao corpo humano com uma conexão inicial no psicossoma e outra, logo depois, no soma” (p. 267). No entanto tal definição é parece-me simplista para descrever tal fenômeno que chamamos de “cordão de prata”. O autor continua dizendo que “o cordão de prata é um elemento parabiofísico, ou seja, embora de algum modo enraizado na intimidade das células físicas, transcende em suas manifestações energéticas os limites da matéria densa, ou as áreas próprias da Biologia Física, atingindo a Parabiologia” (p. 268).

O cabo magnético prateado também foi nomeado como algo parecido como o “pivô da projeção da consciência intrafísica”, tanto por Vieira como por Muldoon. No entanto é na obra de Vieira que encontramos maiores informações didáticas a respeito do elemento energético aqui abordado. Sendo o cordão de prata algo, por ser algo possui peso, volume, densidade, formato e existência própria, sendo realidade perceptível ao sensitivo ou projetor consciente quando na bilocação, como mostra a figura a seguir.

O cordão varia de pessoa a pessoa, ou seja, em espessura, diâmetros e ductos magnéticos, assim como em relação ao brilho, luminosidade, coloração prateada ou branco brilhante claro, pulsação, textura do cabo e raio de alcance de extensão quando a consciência se acha projetada pelo Psicossoma.

Por outro modo de ver, Vieira define o cordão de prata como “a reunião de cordões de prata regionais, ou minicordões de áreas específicas, seja da cabeça (paracabeça); um braço (parabraço); uma perna (paraperna); um pé (parapé); um dedo (paradedo) e outros.” (p. 269). Neste sentido, com o afastamento do Psicossoma do corpo humano “oco” o cordão torna-se cada vez mais fino e quando ultrapassa a distância de cerca de 10 metros do corpo humano, pode tornar-se invisível. Vieira continua afirmando que “partindo da suposição, evidenciada pelos fatos, de que o psicossoma é um corpo semi-material e de que o cordão de prata, substância (realidade) desconhecida para nós, é ainda mais material que o psicossoma e que, às vezes, exteriorizado junto ao corpo humano, pesa mais do que aquele, conclui-se logicamente que a sede do cordão de prata no corpo humano é intracelular” (p. 270).

2. Introdução à Teoria Dinâmica do Cordão de Prata

A Teoria Dinâmica de certa forma se opõe a Teoria Física defendida por Vieira. Na Teoria Dinâmica temos o esforço sistêmico de integrar campos interconectados como forma de chegarmos numa resultante não pertencente à soma das partes ou na análise isolada das partes constituintes do sistema. Neste sentido elaboramos um esboço sintético da Teoria Dinâmica do Cordão de Prata.

O posicionamento desta Teoria parte do modelo elaborado de forma magistral por Andrade, ou a psi-quântica. De acordo com o posicionamento de Andrade o Psicossoma é de natureza material, porém constituído por outra natureza e obedecendo outras leis físicas, ainda desconhecidas. A física do Psicossoma é diferenciada na medida em que é formado por psi-átomos ou os átomos psi, ou átomos psíquicos, sendo elementos ainda mais essenciais presentes na natureza da matéria. Dentro deste ponto de vista, o Universo é material, sendo os estados da matéria muito mais amplos e variáveis como suporiam até o momento os físicos, cosmólogos, etc. Assim, a matéria apresenta-se sob estados líquido, gasoso, sólido, rarefeito, energético (fraca, forte, eletromagnetismo e gravidade) e outros, como ectoplasma, cordão de prata, energossoma, psicossoma, etc. Os estados da matéria ou os níveis vibracionais, como poderíamos melhor chamar, clarificam nossa abordagem dinâmica de ação do cordão.

Nesta abordagem para cada psi-átomo encontra-se a contrapartida física de moléculas orgânicas, devido ao tamanho de um psi-átomo ser superior ao tamanho de um átomo físico, aquele se liga a um conjunto de átomos ou molécula(s). Assim, chegamos noutra conclusão de que o cordão de prata se liga psi-quanticamente às moléculas orgânicas e não às células sendo fenômeno essencialmente biomagnético, na resultante das conexões entre a consciência (eu) sediado no Psicossoma e o novo Soma. Expandimos a conclusão de Vieira para que nossa hipótese seja a da conexão intramolecular, devido às características próprias do modelo de psi-átomo de Andrade.

Vieira defende a hipótese de que o cordão de prata, sendo de origem intracelular, possui suas ramificações como sendo de “origem puramente físicas” (p. 270), o que discordamos. No nosso entendimento, o cordão prata é a resultante de campo das interações de ordem psi-atômico-moleculares entre o Psicossoma e o Soma e tais conexões se dão no exato momento da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, porém, o início das conexões começam antes da ressomatização ou sexualização da consciência, propriamente dita. Partimos da hipótese de que a ressonância biomagnética como resultante da aproximação (densificação) do Psicossoma da consciência ressomante (sexualizante) tem como ponto final de estruturação de campo o cordão de prata e parte do novo Energossoma.

Assim, o cordão de prata não existe por si, como elemento tal como um braço, uma perna, etc. O cordão existe enquanto fenômeno de resultante de campo, a partir das complexas interações de ordem subatômica e atômicas entre os átomos psi do Psicossoma e os átomos físicos e moléculas do Soma. Desta forma após estruturada a interconexão biomagnética (captura dos psi-átomos pelos átomos e moléculas físicas) entre o Soma e Psicossoma o cordão segue a matriz mnemônica e a cada saída para fora do corpo um novo cordão é formado. O cordão de prata nunca é o mesmo, ele sempre é a resultante ressonante do biocampo do afastamento ou aproximação do Psicossoma ao Soma. Neste sentido temos a explicação do porquê o cordão de prata é inicialmente percebido enquanto vários cordões localizados em regiões específicas do Soma que se afunilam e a certa distância aparenta localizar-se em algum tipo de interconexão com a região encefálica do Soma (sistema nervoso central).

De acordo ainda com Vieira “supõe-se, como hipótese, que a conexão do cordão de prata no corpo humano se dê pela medula oblongada e o encéfalo, talvez mantendo relação com a glândula pineal e uma série de ramificações intracelulares pelo organismo todo, não parecendo terminar na pele do indivíduo, mas dando a impressão de adentrar o corpo humano, estabelecendo ligações profundas com os centros vitais de todos os órgãos”. (p. 270). Diante desta afirmativa temos a dizer a sede do cordão de prata é “não-local”, difusa e diluída por todo o Soma, sendo uma resultante de campo que mantém sua “sede” ou local somático de aparente localização num dos chacras de maior atividade da consciência (centro propulsor de campos), podendo (hipótese) ser na região cranial (pessoas mais mentais, lúcidas, etc.), cardíaca (pessoas mais afetivas, amorosas, pouco mentais), umbilical (pessoas mais instintivas), etc. A Teoria dos Múltiplos Cérebros esclarece as hipótese em que o cordão é visto sair de chacras diferentes do frontochacra e da região encefálica.

A Teoria Dinâmica enfatiza que o cordão de prata não possui sede local de conexão, mas antes de tudo, só apresenta algum tipo de “sede” quando surge, aparece enquanto resultante de forças de campo psi-quânticas. O afastamento da consciência psicossomatizada (Psicossoma) de todo complexo sistêmico do Soma (interconexão subatômica, atômica e molecular) é o fator gerador do aparacimento do biocampo que tem como função unir os dois veículos. Imagine você que o Soma é um ímã de pólo positivo e o Psicossoma um ímã de pólo negativo. Quando em estado de co-existência ou acoplados biomagneticamente (ou no dizer de Vieira, o estado de coincidência holossomática), os ímãs estão grudados. Seus campos magnéticos estão unidos, colados. Ao afastar os ímãs, gera-se uma resultante de campo, que exerce força contrária ao afastamento, tentando mantê-los unidos. Quanto mais afastados, menor é a força do campo e chega a ser praticamente nula. O Psicossoma ao se afastar do Soma; quanto mais próximo maior é a força que incide sobre a consciência (que puxa o Psicossoma para fora do corpo); e quanto mais vai se distanciando, menor vai sendo o poder de coesão deste campo. A forma de “fio” do chamado cordão de prata é simplesmente a aparência de campo da resultante residual proveniente do afastamento biomagnético dos corpos físico e extrafísico. Imaginemos novamente um ímã. Ao afastar um pólo doutro, é sensivelmente evidenciado existir uma força ou campo que tenta manter unidos os dois pólos. Imaginemos que, ao afastar as linhas de força do campo vão ficando cada vez mais fracas e até mesmo tão fracas que não podem mais ser avistadas ou sentidas. No entanto, o campo deixou de existir? Sim e não. Sim, porque sua força não mais exerce influência, e não porque não temos como saber se pelo fato da distância anular sua influência, tal campo deixa de existir. Por outro lado, côo o sumiço do cordão de prata, ou o residual de campo resultante do afastamento do Psicossoma ao Soma, devido à distância do Psicossoma ao Soma, podemos pensar noutro tipo de conexão existente entre a consciência e o soma, que não o cordão de prata. Se o cordão de prata passa a estar invisível aos olhos do projetor, então, este pode então estar inexistente, sem compreendermos o cordão de forma sistêmica, como proponho aqui. Assim, fica a hipótese de que o que mantém o Psicossoma unido ao Soma em determinada distância não é o cordão de prata, mas um elo mais puramente psíquico e menos físico. Então falar em arrebentar o cordão, ou definir que a morte é a ruptura do cordão de prata me parece ainda uma definição um tanto mecanicista. Existe algo mais complexo que envolve o processo da desencarnação ou a projeção final da consciência. E a solução deste problema da dinâmica da morte pode estar justamente na compreensão da dinâmica da sexualização da consciência, ou renascimento.

Assim ultrapassamos a visão cartesiada e fisicalista na análise do cordão e adentramos numa visão sistêmica e integrada. Para isto temos que integrar o fenômeno da ressomatização da consciência (renascimento, reencarnação) dentro da dinâmica do cordão de prata, visto que a cada nova ressoma uma nova e poderosa interconexão biomagnética é formada entre o Psicossoma e o Soma. Expandindo a idéia, chegamos noutra definição, sendo o cordão um continuum campo organizado psicobiomagnético resultante das complexas interações dinâmicas de ordem atômico-moleculares e psi-atômicas decorrentes da aproximação/afastamento da unidade Soma-Psicossoma ou o fenômeno da experiência fora do corpo. Deste ponto de vista o cordão só existe enquanto uma resultante no relacionamento Soma-Psicossoma. Quando não aparece não podemos falar em cordão de prata. Antes de aparecer ou melhor, antes de ocorrer o afastamento dos veículos, não existe cordão algum. O que existe é sim, uma profunda conexão integral, ou diluição holográfica de todo sistema psicossomático no soma, por uma mediação do Energossoma exposto. Assim, quando no estado intrafísico a consciência não apresenta cordão de prata. O cordão de prata é um fenômeno ocorrente somente quando a consciência se acha no estado projetado.

Conclusões Finais

Este ensaio nos coloca diante de uma neo-Projeciologia ou uma Projeciologia cuja essência se dá na compreensão sistêmica do relacionamento interveicular próprio da unidade holossomática intrafísica, temporariamente inseparável, porém, projetável. O mecanicismo Projeciológico está embasado num modo de pesquisa próprio do paradigma dominante na ciência e que atravessou as mentes dos brilhantes pesquisadores, como Muldoon, Vieira e outros. Apesar de defenderem um certo sistemismo científico, usando conceitos como “holossoma”, a análise ainda permanece no território mecanicista. Obviamente as dificuldades de uma visão sistêmica da Projeciologia se dá por uma complexidade do próprio objeto de pesquisa, ou seja, neste caso presente, o cordão de prata e suas inter-relações com a unidade Soma-Psicossoma. Neste sentido a limitação paradigmática no entendimento do fenêmeno projeciológico se dá naturalmente na medida em que o mecanicismo é o modo mais simples que temos para se explicar o complexíssimo.

A Teoria Dinâmica do Holossoma e, portanto, da Projetabilidade está em passos iniciais de formação. A Física Quântica está ao nosso lado para que possamos importar conceitos, da mesma forma que um profundo estudo do modelo sistêmico mostra-se necessário tendo em vista que na realidade holossomática, o todo se expressa como uma unidade não presente na análise das partes isoladas.

Referências Bibliográficas

Muldoon, Sylvan. Projeção do Corpo Astral. Pensamento, RJ: 1966.

_____. Los Fenomenos de La Proyeccion Astral. KIER, Ar: 1969.

Salvino, Fernando. Caderno de Investigações de Experiências fora do Corpo. Acervo Pessoal.

Vieira, Waldo. Projeciologia – Panorama das Experiências da Consciência fora do Corpo Humano. IIPC, RJ: 2004.

Outros.

18.11.09

Do Cotidiano ao Infinito... do Infinito ao Cotidiano...


Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo



Algum dia, por acaso, dei-me conta que sou alguem. Primeiro fui me dando conta que tinha um corpo, desejos e depois dei-me conta que penso e sinto e vivo num mundo. Após isto, dei-me conta que já existia antes de nascer entãom dei-me conta que sou um "algo" que atravessou milhares de anos pelo planeta, num verdadeiro turismo evolutivo em direção a um lugar do universo ainda, desconhecido e por muitos, chamado de Infinito, ou Deus.

Vejo pessoas caminhando, andando de um lado a outro. Eu mesmo quantas vezes dei-me fazendo isto: andando e andando e andando. Mas para onde estamos indo? No intimo humano, pacientes me relatam dores profundas na alma, mas sempre me fica a questão: qual a verdadeira causa de todos nossos problemas?

É complexo, senão simples: eu e você estamos fragmentados. Uns mais, outros menos. Sentimos coisas e não identificamos como sendo "eu". Sentimos uma série de coisas que rejeitamos. Odiamos, amamos e ao mesmo tempo, não deixamos que tais sentimentos venham a tona, reprimimos. Optamos por um caminho de enganações e hipocrisias.

Carrões, status, poder... acúmulo de bens e todos os mais variados sonhos modernos que simplesmente mostram que o ser humano foge dele mesmo, compensa a angústia do não saber, do vazio existencial da ingnorância do sentido de estarmos vivos, por qualquer escudo barato. Mendigamos escudos, mendigamos tudo o que existe a disposição para que possamos colocar na frente e tampar o vazio que faz com que nossa companhia seja tão indesejável.

E qual é a causa da depressão, melancolia, stress, carências de dinheiro e crises existenciais, senão a fuga de si mesmo e a negação do encontro com o vazio existencial profundo que corrói a massiva maioria da humanidade? Então firma-se indústrias que exploram as doenças das pessoas e as dificuldades tantas que existem por aí afora.

No núcleo, amar parece ser a experiência das experiências. No entanto, porque optamos pelo ódio e pela raiva, pela rejeição, ao invés de perdoar e aceitar a si e aos outros tal como são? Pessoas que trazem dentro de si um vazio existencial reprimido no inconsciente, sofrendo dores horríveis na alma, compartilhando de uma cultura que cultiva o silêncio hipócrita de alimentar um modo de vida falso e ilusório.

Para mim, de tudo, o único cura tudo é a realidade. Não acredite em médicos ou em quaisquer outros profissionais que afirmar ter um remédio que cure seus males. Pois na essência, não existe doença. Na essência não temos nada. E se não temos nada, como termos doenças? Doença é uma desculpa institucionalizada criada pela sociedade para culpar "o outro" de sua desgraça. Desgraça esta que acobre o amor e sufoca a vida, privilegiando a morte e o sofrimento.

Não adianta de nada a retórica ou o acolhimento em algum sistema de crenças. Em algum dia, seja nesta ou nas próximas vidas, você encontrará em sua frente somente uma coisa: o Infinito. Num mundo sem Deus e sem Criador, encontramos um Mistério intocável e inacessível. Uma região do cosmo onde a ciência não penetra e onde a religião não alcança. Intuimos, mas não compreendemos. Damos qualquer nome para isto. Lao tzu teve a coragem de encarar tal campo, chamou de Tao esta realidade.

Um mundo sem Deus, mas inundado de espiritualidade. Eis o que as portas da percepção nos mostra. Um mundo sem Criador, mas repleto de Sentido. Um mundo povoado por onde vamos, atravessando as miríades de dimensões pelo cosmo abissal afora. Um campo infinito de possibilidades, um Universo maravilhoso se expande rumo ao Infinito da vida humana. Uma realidade que atravessa as experiências sublimes extracorpóreas de expansão galáctica de consciência. Um mundo sem tempo e espaço nos aguarda num futuro que existe fora dos relógios e dos compromissos terrenos ilusórios.

No entanto, tudo começa agora e agora e agora. E neste momento de expansão, recolho-me ao meu cotidiano, onde mais um paciente me aguarda para ser atendido.

Obrigado ao Infinito por gerar-me dentro da vastidão de um cosmo ilimitado, onde num momentum minúsculo da história universal, identifico-me como sendo eu mesmo, caminhando e caminhando e vivendo a experiência de viver.

Fernando.

11.11.09

Paranormalidade na Infância: o que pais e educadores precisam saber

Por Fernando Salvino (MSc.) - Parapsicólogo

A idéia de escrever acerca deste tema me remete a minha propria história pessoal. A pessoa que me motivou a escrever taís idéias foi uma coordenadora pedagógica de uma escola em Florianópolis, que por razões éticas não posso dar publicidade a seu nome. Chamo ela aqui de Neuza.

Num belo dia conversando com ela falei acerca de minha história pessoal e quanto as causas reais de minhas dificuldades na infância relacionadas a dislexia e hiperatividade. Ao comentar sobre minha história Neuza me comenta sobre um neto que relataria os amigos invisíveis, o que para ele seriam pessoas reais e não delírios alucinatórios ou mesmo as famosas fantasias infantis. Tal relato me deu o ímpeto de escrever sobre a paranormalidade infantil, assunto denso, polêmico e altamente necessário para a humanidade.

Desde Ian Stevenson, médico dessomado ainda neste século, temos a plena consciência da incidência de fenômenos paranormais na infância. Stevenson foi um dos maiores pesquisadores das rememorações espontâneas de vidas passadas em crianças. São centenas, milhares de crianças pelo mundo que passam por tais experiências paranormais. Outra ordem de experiências adentra no campo das experiências fora do corpo. Neste blog descrevi de forma divertida como fazia para sair do corpo aos 9 anos de idade: imitava o super-herói americano, meu ídolo infantil. Nunca tive um amigo invisível, no entanto, conheço as experiências fora do corpo desde os 9 anos e o mediunismo. Tais experiências eram as reais geradoras da minha dislexia e hiperatividade, visto ter mostrado completo desinteresse aos assuntos de escola, e tendo iniciado uma busca essencialmente espiritual pelos conhecimentos que necessitava. Apesar de estudar num colégio realmente impressionante na sua pedagogia, após tal experiência mostrou-se incapaz de me dar suporte pedagógico. E, após, quando mudei de escola, minha situação piorou. Um mundo secreto foi necessário que criasse, visto que nenhum de meus amiguinhos sabia do que falava. Eu perguntava a eles: antes de tu dormir tu sente teu corpo flutuar? É muito legal! Eles me respondiam: que? tá doido Salvino? Em resumo, nenhum deles sabia do que falava. Somente um amigo, que após anos começamos a falar sobre isto, me relatou também ter estas experiências. Na escola somente a aula de Religião poderia dar algum norte aquelas vivências, mas lamentavalmente tratavam-se de apologia ao catolicismo em oposição as demais religiões reencarnacionistas.

Em sintese, acabei sendo educado em centros de umbanda, centros espíritas e outros centros orientalistas e mesmo os xamanistas. Passei uns bocados nesta pedagogia ultrapassada destes centros. Cultivavam o mediunismo sem qualquer critério rigoroso dentro dos procedimentos científicos no trato com a multidimensionalidade. Mas minha formação cientifica da escola me levou até a Parapsicologia e as demais ciências da consciência, como a Projeciologia e a Metapsíquica. Mas como os pais e os educadores podem lidar com tal realidade, ao se deparar com alunos hiperativos e disléxicos, cujo fundo é a paranormalidade mal trabalhada?

Este é um desafio imenso para os educadores e pais. Eu sou somente mais um dentre milhares de pessoas que passam ou mesmo passaram por processos paranormais na infância.

  • A primeira coisa que os pais e educadores precisam saber, a base de tudo, é olhar para seus filhos e alunos como pessoas altamente complexas e não como doentes. E compreenderem que a base de todo distúrbio ou dificuldade evolutiva humana é da ordem da carência afetiva, sexual e mesmo uma adaptabilidade interdimensional de uma consciência recém chegada nesta dimensão: uma dimensão dominantemente hostil, dependendo do contexto familiar ou grupal onde a pessoa renasceu.
  • A segunda coisa, mais difícil um pouco, é olhar para estas pessoas com olhos clínicos, tentando compreender as razões que estão por detrás do comportamento dos filhos.
  • A terceira coisa é evitar ao máximo o uso de drogas como Ritalina e outras bombas que atingem o sistema nervoso central e destroem os neurônios e a plasticidade cerebral. Lembramos que as crianças estão com seus cérebros ainda em formação e toda a biologia do novo corpo.
  • A quarta coisa, a mais difícil de todas é: pais e educadores precisam se conhecerem mais. Cansei de ver em escolas, pelas mais de 30 em Santa Catarina e mais de 400 educadores uma carência generalizada de autoconhecimento. Sem autoconhecimento, pais e educadores são incapazes de compreenderem a si mesmos e, por consequencia, seus filhos e alunos.
  • A quinta coisa, é o esclarecimento quanto ao campo da paranormalidade. Pais e educadores precisam incluir em seus estudos interdisciplinares o campo da pesquisa avançada da consciência humana. Precisam ser mais autodidatas, irem atrás de livros e informações de ponta na área. Conversarem com vários profissionais para terem visão de conjunto, evitando com isto, conclusões precipitadas acerca do caso de seus alunos e filhos. Muitos profissionais com vestes de branco ou títulos disto ou daquilo, ainda estão amarrados no modelo médico falido da abordagem centrada na doença, no corpo e nos neurônios. Para eles, a paranormalidade é apenas delírio, alucinação ou alguma falha na estrutura dos neurônios. Farão, como fizeram comigo, exames de eletroencefalograma para averiguarem se o cérebro das crianças estão normais. Nosso desafio aqui é maior: estamos falando de crianças paranormais, e isto inclui uma provável estrutura cerebral diferenciada.
  • A sexta coisa é: dê mais ouvidos a seu filho, a seu aluno. E menos ouvido aos "doutores" de plantão que tentarão, provavelmente, levar esta criança para dentro da Indústria da Doença, maltratando sua alma. Protejam seus filhos e seus alunos contra os abusos cometidos por uma medicina e uma psicologia precária e materialista.
  • A sétima coisa é você, pai e educador, compreender a fundo o porque esta criança está passando por você. O que ela tem a te mostrar da vida. Seja qual for seu relato: experiência fora do corpo, sonhos de vôo, visões, mediunismos, incorporações inconscientes, telepatia, superdotação, certos casos de autismo, hiperssensibilidade, isolamento, fobias, hiperatividade, dislexia, etc... Esta criança manifesta antes de tudo, os anseios mais estranhos do inconsciente de si e do grupo no qual está imersa.
  • A oitava coisa é: avalie com franqueza a si e a sua familia e seus problemas escondidos, conflitos mal resolvidos, pois, como sua criança é paranormal ela age como agente captador de ondas provenientes do inconsciente das pessoas e do grupo como um todo, seja familia, escola, etc. É um para-raio desajustado. Compreenda a relação do problema desta criança com o ambiente em que ela está. O que o problema da criança diz do ambiente? O ambiente é hostil? Controlador? Regrador demais? Os alunos não gostam da aula mas todos ficam quietos? A professora é chata? Os pais brigam muito? O pai ou a mãe são agressivos com ela? Enfim, qual o sistema no qual a criança está?
  • A nona coisa: em casos específicos, levar a criança num Parapsicólogo Clínico aberto, pesquisador, para que possa ajuda-la ela, dentro de terapeutica e sem doutrinações religiosas, acerca de seus problemas existenciais. Temos que ter plena consciência que uma criança de 5 anos pode muito bem ter em seus pensamentos perguntas de alto nivel filosofico, como: o que é o nada? o que é evolução? porque o corpo cresce? o que é a vida?
  • A décima coisa é: lide com a frustração do início ao fim. Toda busca por algo leva a pessoa a incontáveis experiências, e muitas vezes, até que se chegue a algum lugar, muitos erros podem ocorrer e muitas portas erradas podemos entrar.
Pais, educadores: olhem para as crianças como elas são, pessoas complexas e de natureza milenar.

30.10.09

Parapsicologia, Projeciologia e Psicanálise: uma união possível?


Eis áreas complexas e atualmente operantes de forma independente. Minha tese é de que é necessário uma união entre estas áreas de forma a preencher lacunas que a reunião dos três modelos gerariam um novo modelo mais completo e coerente com a realidade cósmica e com a dinâmica da consciência.

Parapsicologia

A Parapsicologia atualmente se encontra numa situação delicada: tal como a Psicologia, apresenta-se em várias escolas, muitas delas autodenominand0-se de científicas, outras de católica e ainda as que se denominam de espíritas. Outros se intitulam, Psicologia Anomalística ou Pesquisa Psi. Independente do nome que damos a esta área de pesquisa, obviamente esperaríamos que se desmembrassem em escolas, tal como ocorreu com a Psicologia e com outras áreas. Tal mesmo o que ocorreu com as inúmeras religiões que se desdobraram de outras e assim por diante.

No entanto, ao analisarmos as evidências mais coerentes e de mente bastante aberta, afastando todo preconceito religioso e mesmo colocando o cetiscismo patológico de lado, chegaremos a um conjunto de premissas que nos conduzem a uma Parapsicologia de natureza multidimensional, multiexistencial, holobiogáfica, etc. E é aqui que sua correlação com a Projeciologia torna-se necessária, visto que tal ciência estuda o estado projetivo da consciência e as experiências extracorpóreas. E mais, colocando a Parapsicologia no caminho da pesquisa cientifica da "reencarnação" e outros fenômenos complexos, como as experiências extracorpóreas, une-se a Psicanálise, na medida em que a reencarnação ocorre devido a natureza sexual da vida "encarnada".

Meu ponto de vista é ainda mais radical que a dos céticos ou mesmo dos que se definem parapsicólogos espíritas, católicos ou anomalísticos: todas estas supostas escolas de Parapsicologia são pseudo-científicas. Suas investigações estão contaminadas e muitas delas prostituidas pelo dinheiro. Pesquisas avançadas nunca serão sustentadas dentro de uma universidade católica, espírita ou dentro de uma instituição religiosa, seja ela qual for. Onde existem dogmas e outros interesses de natureza monetária e mesmo dos de interesse egóico, circulando a vaidade, a prepotência e a arrogância, não existe possibilidade de encontrarmos "verdade". Assim, falo aqui de uma Parapsicologia de verdade, e não das "Parapsicologias aguadas", adoçadas, e mesmo as que são falsas, com sabores artificias e conservantes, estabilizantes. Falo aqui de uma Parapsicologia "Orgânica", ecologicamente correta, que respeita os princípios da ciência, que é o comprometimento com a verdade real dos fatos. Tudo que se desvia disto não é ciência, é outra coisa, pode ser até uma neo-religião, como é a Psicologia Anomalística ou a tal Pesquisa Psi, da suposta linha cética. Esta última atravessando critérios de dogmatização de método e estabalecimento de rígido padrão de caracterização de verdade, sendo neo-religião.

De uma coisa sei, por experiência: eu existia antes de nascer, logo "tinha" um Ego que permaneceu existente e operante até que, por dado motivo, retornei a vida humana, neste planeta. Minha memória por uma série de razões se apagou e minha vida se transformou num esforço rochoso de lembrar quem sou, nas minhas raizes cósmicas residentes num espaço-tempo passado. Renascer, pois, é um fato de ordem de uma Lei Natural Cósmica que transcende a ciência, a filosofia e a religião, estando pois num território além de qualquer tentativa de ritulação espírita, gnóstica, platônica, taoista, hisduista, etc. Reencarnar, ou melhor, voltar novamente à carne (ter novo soma, ressomar), é um fato cósmico. Assim como, sair do corpo e ainda permanecer lúcido fora dele. Tais fatos dispensam as hipóteses dogmáticas que não a do "corpo objetivo". A hipótese do corpo objetivo, ou da existência real do Psicossoma (corpo psi ou corpo extrafísico) é outro fato cósmico que representa outro fato de ordem da natureza holossomática e multidimensional do psíquico. Mas, no que ocorre hoje, é além da contaminação de tais fatos com os mecanismos de resistência a tais realidades supra-humanas, metafísicas e cósmicas mais abrangentes, está a prostituição das instituições, representadas por pessoas mal intencionadas que fazem da ciência um meio de vaidade e sobrevivência material.

Pois vou trazer algo que para mim é uma verdade: nenhum cientista que opera com investigações avançadas da consciência ganha dinheiro com isto. Este território não está na moda. Este território está na contra-corrente da ciência. Ameaça-a e tira-lhe o sedentarismo de um tipo de conhecimento embolorado pelo comodismo mental e experiencial. A nova espiritualidade é embasada na experiência lúcida e em pesquisas sérias e avançadas. O futuro está num campo lúcido e não mistificante, embreagante, religioso da consciência.
Desta forma, proponho um nome diferente para tal ciência: Investigações Avançadas da Consciência. E não uma especialidade restritiva, ou um nome delimitador, como Projeciologia ou Conscienciologia. Nenhuma dessas é mais avançada que outra, mas hoje temos um sistema, um complexo de investigações avançadas que precisam ser colhidas em todas as áreas e sistematizadas num todo cada vez mais coerente. Caso não agirmos assim, de forma universalista, estaremos plantando os caminhos de uma ciência religiosa, tal como está ocorrendo com a Conscienciologia, que já nasce contaminada.

Projeciologia

As correlações entre tais campos é direta. A Projeciologia, não a que Waldo Vieira codifica tentando se colocar num patamar competitivo diante de Allan Kardec, mas a que representa o conjunto coerente de todas as investigações da natureza extracorporal da consciência, tal como tentou fazer Sylvan Muldoon, é uma área altamente importante para as Investigações Avançadas da Consciência. Como disse acima, para mim e todas as experiências que passei desde pequenino, estou convencido plenamente que Eu existo fora de meu cérebro, fora de meu corpo e ainda assim, consigo permanecer raciocinando e vivo fora dele. As retrocognições rememoradas tornam tais experiências ainda mais sólidas. A coerência de tal assertiva se torna impactante na medida em que ao reunirmos sistemicamente os dados paranormais de outros fenômenos num todo sistêmico, chego a conclusão preliminar que o Ego existia antes desta atual "vida" ou "existência" e pode sair temporariamente do corpo, permanecer lúcido fora dele e, após, voltar e lembrar das experiências. O potencial transformador de tais experiências dispensam comentários. Todos os pesquisadores sérios sabem o quanto uma EQM gera de transformação num sujeito.

A união da Projeciologia com a Psicanálise, na minha modesta visão, se dá de forma impactante na negativa de Sigmund Freud, quando, ao analisar as experiências de vôo relatados por seus pacientes, afirma ser incapaz de explicar tais experiências. Sua teoria dos sonhos apresenta enorme coerência quando aplicada num extrato de realidade que não incidem os fenômenos paranormais ocorrentes no campo dos sonhos e os fenômenos relacionados as experiências fora do corpo, como o são os sonhos de vôo. A sua interpretação mais no âmbito sexual são altamente aplicáveis, embora restritas, visto Freud não operar com a realidade metaorgânica do psíquico, ou o holossoma. Freud operava somente com a noção de um soma e uma psiqué. Ao trabalharmos com a realidade de que o psíquico opera em mais de um soma e, inclusive, em certas condições pode sair deste soma e usar de outro soma para se manifestar, atravessamos outro campo. Desta maneira, a Psicanálise se interconecta para um campo mais abrangente, ao integrar a Projeciologia dentro da lacuna de Freud. É exatanente nesta lacuna que entra um novo conjunto de investigações que podem levar a Psicanálise a um novo estágio de conhecimento. A isto, porém não chamaria de Psicanálise, mas, como disse, de Investigações Avançadas da Consciência, onde a Psicanálise faz parte deste sistema. O proprio Freud interessou-se pela Telepatia e, apesar de ter vivido na época de Carrignon, não efetivou a investigação paranormal. Seu intento foi outro, investigou de forma sábia outros campos psíquicos, o inconsciente e a sexualidade humana, por exemplo.

Assim, onde está a relação entre Projeciologia e Psicanálise? Na sexualidade, no inconsciente e na teoria dos sonhos. Na sexualidade está que, há algo de sexual nos experimentos extracorpóreos, há um forte princípio de prazer envolvido no fenômeno e em sua busca. Há algo de edípico em tais fenômenos, na medida em que muitos procuram e mesmo tem tais experimentos devido a conflitos francos com a família, especificamente com os pais, no processo do complexo de édipo. Ademais, a vida humana inicia a partir da relação sexual com o pai e a mãe, e a ressomatização da consciência só se torna possível a partir de tal realidade sexual. Sendo a vida humana a sexualização da consciência, a Psicanálise é intimada a adentrar nas investigações mais avançadas da consciência, sendo ainda uma força de ponta nas pesquisas psicológicas.

A Projeciologia, ou as investigações avançadas dos fenômenos projetivos da consciência, necessita da Psicanálise, na medida que, investigando o Ego se manifestando fora do corpo, coloca o Ego como uma realidade extrafísica da consciência ou mais, como sendo talvez, a própria consciência. Ao adentrar em investigações das memórias de vidas anteriores, pela retrocognição, a Projeciologia traz novos rumos para o entendimento da vida humana ordinária, visto que o Ego pode permanecer lúcido de si mesmo, ainda fora do cérebro e do corpo. Novas respostas para o entendimento de casos complexos como os que misturam paranormalidade com sexualidade e com problemas familiares, etc.

Psicanálise
A sexualidade é o ponto central da necessidade de integração de tais pesquisas nas Investigações Avançadas da Consciência. O modelo multidimensional de ciência enfatiza estar a "reencarnação" submetida a leis terrenas. A principal lei é a de que, um ser humano nasce a partir da relação sexual de um homem e uma mulher, ou mais precisamente, da união de gametas sexuais masculinos e femininos. O zigoto, a protocécula que pela embriogênese dará forma ao novo soma humano, é a essência biológica da vida sexual de um ser humano. Assim, a Parapsicologia "orgânica", "integral" que não é a refinada, enfatiza que a sexualidade é a essência da vida humana "encarnada" e mais, que todo distúrbio psíquico de um ser humano sempre atravessará a sexualidade deste indivíduo. Tal conhecimento já apresenta sinais da união entre Parapsicologia, Projeciologia e Psicanálise.

Além de tal afirmativa, outro ponto essencial é integrarmos o conhecimento de Freud em sua "teoria dos sonhos", para o entendimento dos conteúdos psíquicos e de seu método de interpretação. Integrar para que possamos compreender exatamente ou o mais exato possível quando se trata de sonho propriamente dito de outras vivências paranormais, como as experiências fora do corpo e os sonhos paranormais de natureza retrocognitiva e mesmo as precognitivas. Precisamos saber que a memória contém não somente fragmentos de experiências reais, mas também, memórias de fantasias e de outras criações mentais que não ocorreram numa realidade dos fatos, mas somente numa realidade psíquica subjetiva. A vida humana é uma vida de desejos sexuais, de busca por prazer e por compensações por frustrações nesta área. De forma resumida, ou integramos a sexualidade como um dos aspectos essenciais do ser humano, ou teremos uma ciência capenga, uma religião, visto estar castrada na sua base daquilo que mesmo a fez surgir: um religioso só existe para estar na religião, porque veio ao mundo por uma relação sexual e saiu da vagina de sua mãe (ou pela cesária). Preciso ser mais sincero?

Parapsicologia, Projeciologia e Psicanálise: Uma União Possível?

Sim. E mais, é necessário que se unam, visto que tratam separadamente de realidade que são interconectadas e presentes de forma unificada nas vidas das pessoas. Mas para se unirem, instituições precisam ruir. Idéias precisam mudar e formas diferentes de se ganhar dinheiro precisam surgir. Muitos irão contra o que digo aqui pelo simples fato de estarem ganhando dinheiro com suas profissões e teriam de mudar, caso acatassem tal necessidade de integração das investigações e métodos terapêuticos.

De que lado você está: do compromisso cósmico com a "verdade" ou do acobertamento e ocultamento de "verdades"?

2.10.09

Manicômio Global: A insanidade social silenciosa


Caro leitor


Lembro muito bem que quando me formei em Direito elogo peguei minha carteira com a Ordem dos Advogados do Brasil fui fazer uma visita a 2 instituições famosas dentro dos corredores e das salas das universidades de Direito: o Presídio e o Manicômio Judiciário.



Pois bem... peguei a carteira da OAB e lendo o estatuto, vi que teria direito de entrar sem quaisquer autorizações judiciais nestas instituições.



Meu interesse era ver por dentro, como funcionava o processo da "execução penal".



Hoje, o leitor deve saber, caso um cidadão cometa um crime e dependendo do tipo de crime, tal como está em nosso Código Penal, este irá para o Presídio, aguardar vaga para a Penitenciária.



Não sei se o leitor sabe ou se lembra, mesmo pelos filmes por aí afora, que antigamente a execução das penas era pública, ao ar livre. Os enforcamentos, os estrangulamentos, as guilhotinas..... tudo era realizado ao ar livre, diante de telespectadores. Era a TV da época...... hoje temos coisas mais decadentes na TV, como a cobertura ao vivo das guerras do golfo, Faustão, Ratinho....... Big Brother...... e por aí afora.



Em dado momento da história, sabe se lá porque, a execução das penas tornou-se privada. Ou seja: o cidadão era maltratado as escondidas da sociedade. A sociedade tornou secreta tal execução, onde somente pessoas autorizadas de tal sistema pode saber o que lá dentro acontece.



E eis que eu, um novato advogado, era uma dessas pessoas autorizadas pelo sistema.



E lembro bem o que encontrei lá. Já na entrada, um insano me recebe grosseiramente tentando me impedir de entrar, mesmo mostrando a carteira da OAB, o cidadão tentou me impedir. O insano estava sentado na cadeira na guarita. Era um insano vestido de policial, fumando horrores. Os dentes de sua boca exalavam mal trato, placas bacterianas, tártaro e nicotina grudada em seus dentes amarelos e sua gengiva avermelhada, inflamada. Seu rosto era de um insano com barba mal feita. Bom, num dado momento, sentei-me em sua frente e após uma negociação, ele me levou a conhecer as 2 instituições no qual comandava. Nestas alturas, eu tinha criado um clima de liberdade com ele, tendo confiado em mim nos poucos minutos da negociação.



Ao adentrar no presídio, encontrei celas minusculas, apertadas, lotadas e os rapazes presos, todos parecendo normais, comparados ao insano que estava comigo. Os rapazes eram de boa índole. Todos eles, conforme informara, eram crimes pequenos, de bagatela, furtos, etc. Nada comparado ao "crime" que o tal ser vestido de policial cometera ao tentar me proibir de entrar na instituição. Coisas que os ricos fazem só que em escala menor. Coisas que todos fazemos, ao sonegar nossos triibutos impedindo que os setores de nosso governo corrupto arrecadem nosso dinheiro para sustentar suas orgias promiscuas por aí afora.



Visitei o presídio e após, fui ao Manicômio Judiciário. E lá encontrei várias pessoas interessantes. Aliás era um sistema social muito rico em cuidados. A lei de execução penal brasileira prevê bons tratos e uma reeducação para levar o sujeito ao bom convívio social novamente. Os insanos criaram esta lei, obviamente. E lá, colocaram pessoas normais. Porque normais? Porque é normal alguem ter ódio de outra pessoa. A diferença é que, por exemplo, "serrote", expressou seu ódio e serrou o pai inteiro. A energia do local era algo extremanente positiva, imagine você leitor, como eu saí de lá! Algo como uma uva passa, sugado até o osso. Nada mais estranho era o Manicômio: a moeda dos internados era cigarro. Eles intercambiavam cigarro entre eles. Esta era a moeda. Fumavam muito e quem tinha mais cigarro era rico. Você conhece este sistema? É o nosso sistema insano, apelidado de normal. O segurança, um rapaz delicado de quase 2m de altura, intimidador e de caráter altamente agressivo. Provavelmente era amigo dos internos e os tratava de forma amorosa como prevê nossa lei inaplicável de execução penal. Não que seja contra um sujeito ser preso e ser responsabilizado por seus atos. Mas o que sou contra é o Estado demonstrar seu caráter criminoso ao prender um sujeito no presídio e no manicômio. O estado é criminoso. A existência de Estado é a prova da insanidade mental humana.



Muitos politicos são piores que "serrote". Os politicos são mais insanos que "serrote". Pelo menos "serrote" serrou somente uma pessoa. Os políticos corruptos "serram" as pernas de milhões e milhões de pessoas com a prostituição social que patrocinam. Cooperam com o tráfico de drogas, mulheres, crianças, órgãos, armas........ Faltaria lugar para eles. Não existe como amontoar todos os politicos num lugar só. E mesmo se o fizesse o Estado, este faltaria com sua coerência. A Lei de Execução Penal é a prostituição máxima do Direito. É a insanidade máxima de um sistema legal prostituido.



A insanidade social é silenciosa. O interior das pessoas corrói de um vazio existencial agudo. Aprederam a fingir, a mentir, a se enganar. Estas pessoas não são todas meus pacientes, infelizmente. Não chegam até mim. Param nas instituições que mencionei. Param em psiquiatras, em tratamentos de choque, em "tarjas pretas". Perdem-se, em pânico, caminham pelo mundo tentando encontrar algum sentido em estar vivo nesta sociedade insana. A insanidade beira ao colapso: os insanos estão matando o planeta com seus dejetos consumistas. O planeta agora atravessa sua maior crise ecológica da história. A água está contaminada, os alimentos, a TV. Assisto as pessoas adorarem Big Brother e outros programas insanos desta natureza. Outro dia num taxi no Rio de Janeiro o taxista me fala abertamente: "sabe doutô, outro dia um meganha daqui, meu camarada, me disse que os artistas da Globo tudo cherador.... que não sobra um, só os antigo não... e esse cara é confável, meu camarada". A insanidade é silenciosa.........



O planeta é um Manicômio Global. As pessoas vão enlouquecendo aos poucos, silenciosamente.....



Já li que o Planeta é um Hospital-Escola... mas como é romântico tal afirmativa! O planeta é um organismo vivo, que em sua superfície fora construido um "Asilo para Insanos".

Saímos das dimensões extrafísicas evoluidas e reencarnamos simplesmente por um único motivo: ajudar as pessoas. Porque se não fosse desta forma, se não houvesse este recurso da evolução, as pessoas não se encontrariam e não evoluiriam.

O que adianta internarmos as pessoas? Já estamos internados e este local se chama: Terra.

9.9.09

Existe vida passada? O ego morre?


Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo
Estas perguntas são realmente simples porém complexas. De forma bastante objetiva e simplificando o máximo, digo sim, para a primeira, e não para a segunda.

Ao lermos por aí o que existe de "ponta" em Parapsicologia talvez nos debruçaremos com teorias pseudo-científicas que tentam provar com hipóteses que a realidade das "vidas passadas" não passa de criação do inconsciente ou sejá lá qual argumento. Decididamente, defendo que, tal ciência não é Parapsicologia e sim Psicologia.

Recebi outro dia uma carta do Conselho de Psicologia me esclarecendo a respeito dos limites de atuação do Psicólogo e os argumentos favorecem que, a Psicologia é uma ciência oficiamente declarada como "ciência do ego encarnado". Portanto, se tal ciência conhece somente do "ego encarnado" e, crendo que, nada existe antes do nascimento e após a morte, isto só favorece a Parapsicologia que se fundamenta nos vários estados de consciência do Ego, seja ele no estado "desencarnado", "fora do corpo" ou ainda, "encarnado".

A verdadeira Parapsicologia deve, indubitavelmente, partir do principio da sobrevivência do Ego. O eu, o self, ou espírito ou seja lá que nome damos ao que sobrevive. Podemos chamar da realidade "parapsíquica" ou somente "consciência".

Então, posso aplicar o mesmo método que a ciência ortodoxa aplica em seus estudos e conclusões a respeito de suas verdades:

1. Muitas pessoas dizem que sonham a noite. Tais sonhos manifestam como imagens vívivas, ora nem tanto, com algum significado claro ou confuso. Muitos estudaram o mecanismo, o mais lúcido deles, FREUD. Apesar de muitos sonharem, muitos dizem que não sonham. O argumento é que "não se lembram, mas sonham". Dizem que os sonhos foram provados em laboratório e tem correlação com a ondas cerebrais.

2. Muitas pessoas dizem que saem do corpo a noite e ainda assim, permanecem lúcidas fora do corpo físico, que fica deitado na cama, enquanto que a pessoa, fora dele, fica lúcida usando outro corpo. Este outro corpo, é brilhante, quase esbranquiçado e muito leve, podendo com a vontade, sair do chão e flutuar, atravessar paredes, etc. Muitos estudaram o mecanismo, o mais lúcido deles, MULDOON e VIEIRA. Apesar de muitos sairem de seus corpos com lucidez e rememorarem as experiências, muitos dizem que não saem de seus corpos. O argumento é que "não se lembram, mas saem de seus corpos". Dizem que as projeções para fora do corpo foram detectadas em laboratório em possuem alguma correlação com as ondas cerebrais.

3. Muitas pessoas dizem que lembram de uma ou vários momentos de vidas anteriores a esta. Seja de forma espontânea ou de forma induzida em terapia de regressão. Muitos dizem lembrar inclusive da vida no pós morte, cujos relatos são similares a das pessoas que saem de seus corpos. Tais pessoas afirmam que possuem as mãos meio brancas e são leves, voam e frequentam locais de um explendor maravilhoso da existência cósmica. Outros relatam outros ambientes ou ainda que ficam presas em suas antigas casas até que alguém venha resgata-los. Alguns chegam a comprovar tais fatos lembrados com fotos ou outros documentos. Da mesma forma que comprovamos certas lembranças da infância com fotos. Poucos pesquisam este assunto com profundidade, não temos nenhuma referência mais lúcida. Temos somente o trabalho de ALEGRETTI, mas ainda, muito introdutório.

Assim temos que a diferença entre o número 1, 2 e 3 é somente o campo de experiência. No 1, temos que o campo é considerado "sonho", o território subjetivo da consciência, considerado também como "não realidade" até mesmo para os pesquisadores. É comum ouvirmos: "não passa de um sonho". Para FREUD, os sonhos eram um dos materiais mais ricos do inconsciente.

O 1 e 2, o campo de experiência atravessa a MULTIDIMENSIONALIDADE.

Como mesmo já afirmou LODGE, no século passado, a sobrevivência do EGO está provada. E uma Parapsicologia que não parte deste início é, no meu ver, Psicologia.

Defendo pois, que o EGO existia antes do nascimento. Defendo também que o EGO sai do corpo e depois pode retornar (experiência fora do corpo). Defendo também que o EGO sobrevive a morte do corpo. Em síntese, apesar de toda coerência indiscutível de um dos maiores cientistas da consciência, FREUD, a formação do EGO se dá não a partir do nascimento, mas já vem sendo formado ao longo de várias e várias existências.

Existe EGO dentro do útero. Existia EGO antes do mesmo optar por renascer em tal e tal família. Os fatos são estes. Da mesma forma que todos sonham e os que não lembram não podem dizer que não sonham, defendemos teorias materialistas porque ESQUECEMOS.

ESQUECEMOS quem realmente somos: EGOS. A formação do EGO é mistério irresoluvel até o momento. Como, quando e onde, quem? Não sabemos. Criamos a hipótese "CRIACIONISTA" ou a "EVOLUCIONISTA"... Quem está certo? Ninguem.

O que a melhor evidência mostra é que existíamos e continuaremos a existir no além túmulo. E mais, que em determinadas circustâncias, podemos sair de dentro de nossos corpos físicos, e permanecer lúcidos fora dele, usando outro corpo, mais leve e mais agradável. Sugerindo que a morte passa a ser motivo de festa e não de tristeza.

O que é a "vida"?

Para que existe "reencarnação"?

O que sabemos é que existe.

FREUD hoje, provavelmente deve estar pensando: porque repetimos vida após vida o "Complexo de Édipo"? Porque a "reencarnação" ocorre a partir da energia sexual, da relação sexual e da sexualidade?

O mais brochante para os pesquisadores materialistas da consciência deve ser morrer. Ao morrer percebem que sobreviveram e percebem o quanto jogaram fora mais uma vida defendendo os ÁTOMOS.

Então caro leitor, não precise crer, avalie tudo com o máximo de seu rigor, pesquisa a fundo. Se tiver mente aberta chegará na mesma conclusão ou em conclusão parecida com a minha.

Eu já sonhei. Eu já saí do corpo. Eu já lembrei de muitos eventos em vidas passadas. Para mim, fato comprovado. Para muitos de meus pacientes, também.

O que falta então?

Vontade política. Aqui nos esbarramos muito mais na vaidade, na politicagem e na picaretagem do que em qualquer outro motivo mais lúcido. A política quer o povão dormindo, sonhando.

Fernando

6.9.09

Decepções.... (basta o autoconhecimento?)


Por Dr. Fernando Salvino - Parapsicólogo

Quando penso se existe uma coisa do campo psíquico difícil para qualquer pessoa lidar, na prática orgânica de uma vida vivida organicamente, trago aqui a realidade da "decepção".

Quem de nós nunca de decepcionou com alguém, por alguém? Como se o mundo caisse de uma hora para outra... Como se a pessoa que ora se apresentava uma coisa, num dado momento apresenta-se diferente. Mas este diferente possui um toque de um comportamento que nos é agressivo. E eis que surge a decepção.

Algo como: "achei que era outra pessoa..." ou... "não esperava que você fosse assim"... ou... "eu tinha a esperança que nunca mais agisse desta forma".... e assim vai....

Decepção é um sentimento, mas não qualquer um deles. É sentimento de tristeza que acompanhada um descontentamento e frustração aguda, em relação a um fato inesperado. Tal fato representa um "mal". Decepção também se relaciona quando alguém tem um comportamento em que faz algo de ruim, imperfeito e reprovável.

A palavra tem origem no latin "deceptio-onis" e sugere a etimologia "engano, dolo". Enganar é mentir, iludir, fazer-se de algo que não se é. Farça... e assim por diante.

Portanto, a decepção é um estado psíquico, alterado de consciência, onde nos sentimos vítimas de um "enganador", de alguém que se fez passar por algo que não é, na realidade.

Muitos casais se decepcionam uns com os outros. No entanto, a decepção é mais complexa do que imaginamos, pois carrega dentro dela, nossas fantasias e projeções em relação ao parceiro ou parceira.

No território das fantasias, os conteúdos apresentam-se como reais a pessoa que sente que foi decepcionada. A fantasia que o parceiro ou parceira não era o que esperava, significa um tipo de "traição".

Assim, na complexidade do funcionamento do sistema psíquico, temos que a fantasia muitas vezes é mais real, do que a pessoa real que comporta-se de forma divergente da fantasia. Parece estranho isto, mas é o que ocorre. É um fenômeno estranho que a fantasia seja vivenciada como um fato mais real do que a pessoa real. E isto tem uma razão simples: a fantasia é mais prazerosa ou serve para evitar dor. Assim fantasia-se dor, para evitar dor. Fantasia-se fracasso para evita-lo. Fantasiar a felicidade é angustiante para a maioria das pessoas, devido a crença de que é algo quase impossível. Então, o que sobra, parece-me que é fantasiar fracasso. Numa visão simples, parece mais ou menos assim. No entanto, esta é somente mais uma camada do sistema multidimensional psíquico.

Como mesmo Freud já salientou, nem todo distúrbio tem correlação com um trauma, mas pode ter correlação com uma fantasia. O recalque de uma fantasia gera uma série de problemas na pessoa. Uma fantasia de fecilidade recalcada é a represália de energia vital, que impulsiona a pessoa para a vida. Uma fantasia de dor represada pode ser a porta de entrada da resistência ao coágulo traumático que, de acordo com a clínica parapsicológica, ultrapassa a fronteira da atual vida e ruma para as experiências de vidas passadas.

O mais difícil do campo da "decepção", é o retornar para dentro de nós mesmos e investigar minuciosamente nossas fantasias e nossos traumas, compreender como funcionamos, como nossa mente se opera, nossos pensamentos e nossa forma de reação. É necessário coragem para olhar no espelho de si e tirar dali o conhecimento necessário para a compreensão da decepção e do parceiro ou parceira.

Compreender-se é compreender o outro.

É possível que a decepção seja um sinal dado pelo outro de que estamos errando em nossa percepção. Quando o outro diz: "não, eu não sou este que imagina que sou... eu tenho este lado que é um pouco feio também".

Todos nós escondemos áreas psíquicas dolorosas tanto de nós mesmos como dos outros. A decepção é antes de tudo, com a gente mesmo. Porque, ao confundir uma fantasia com a realidade, estamos nos enganando, antes de nos sentirmos enganados. Ao insistir que a fantasia seja a realidade (e o parceiro e parceira insistem em dizer que não), somos como "ditadores da fantasia" impondo-a no parceiro ou parceira, que obviamente poderão repeli-la.

E, como tudo nesta vida humana e organicamente formada pela sexualidade, acabaremos nos defrontando com o campo da sexualidade em sua complexa natureza transversalizante. A sexualidade atravessa todos os campos da vida humana. Pais com filhos, filhos com pais, filhos com filhos, pais com pais, filhos com amigos, pais com amigos, amigos com filhos......... Os zigotos se relacionam, eis um fato muito prático.

Muitas vezes também nos decepcionamos quando o outro, num dado momento acaba mostrando que é diferente de nós. Algo como um narcisismo...

Quem sou eu? Eis a máxima socrática. Mas basta pararmos na sexualidade? Não. Antes de renascermos estavamos do "Jardim do Éden", o "mundo-céu", o "plano das idéias" como diria Platão, nossa dimensão extrafísica de origem. E tal vida extrafísica é orgástica por natureza e o renascimento será sempre uma espécie de "castração". É o que apelidei de "castração reencarnatória", ou o abir mão do "mundo céu" pelo "mundo cão". Morrer é mais prazeroso que nascer. Grande parte dos nascimentos encarram algum tipo de "trauma". Grande parte das mortes encerram alívio espiritual. Há algo de sexual nisso, diria: morrer é orgástico.

Aqui vem a famosa relação da morte com orgasmo. Mas uma morte boa. A morte não decepciona. A vida humana sim. Senão vejamos: em mais de 90% das regressões de vidas passadas os traumas se localizam nos períodos "encarnados". Os períodos "desencarnados" são relatados como momentos de paz e prazer espiritual.

Então, a primeira decepção natural é conviver com a "reencarnação". E depois com os pais. E depois com toda a fantasia que criamos sobre o que é a vida adulta e sobre muitas outras coisas. Então temos que, a decepção faz parte do aprendizado evolutivo humano.

Enquanto teimarmos em fantasiar (e crer que a fantasia é real) ao invés de viver no chão lúcido da realidade, estaremos fadados a nos decepcionar.

O autoconhecimento é a solução para todos nossos males. Mas basta? Deixo a resposta para ti.