21.9.16

Ensaio Geral sobre a Comprovação Científica da Sobrevivência, da Existência do Corpo Psi, da Morte do Corpo Psi e da Liberdade Definitiva

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta (ABPCM 000-060)
Prof. Yôga e Tai Chi Chuan
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer - HU - UFSC)
Parapsicólogo titulado pela ABRAP - FEBRAP com outorga de Geraldo Sarti e Carlos Tinoco.


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Considerações Iniciais

A comprovação científica da sobrevivência é um dos assuntos nucleares da Parapsicologia e podemos até mesmo colocar tal campo como a razão de ser desta ciência. Os séculos se passaram, as pesquisas se intensificaram e mesmo que tenham se tornado um campo disperso em vários sub temas, podemos hoje tranquilamente afirmar que a sobrevivência está comprovada cientificamente.

A Parapsicologia baseada em evidências, o que é de toda ciência se debruçar, saindo da teorização e rumando para as experiências, sejam as produzidas em laboratório sejam as trazidas ao campo da pesquisa pelos relatos de experiências de terceiros (não-cientistas) e ainda, as mais raras mas ocorrentes, as auto-induzidas e auto-vivenciadas pelos próprios pesquisadores, o qual vivenciam por si mesmo alguns dos fenômenos investigados pela ciência parapsicológica.

Essas três áreas de evidências somando-se as pesquisas estatísticas, formam a Parapsicologia.

A Parapsicologia que trago aqui é não somente a Parapsicologia assim chamada Internacional, mas a Parapsicologia em sua natureza primária, como o além-psiqué, que investiga a integralidade do fenômeno psi e em toda a sua consequência.


II - Das Evidencias

O agrupamento das evidências obedece ao critério de saturação da pesquisa em geral. Os grupos já são conhecidos e foram agrupados ao longo dos séculos de pesquisa, com exceção de Transidentificação, classificada pelo médico e parapsicólogo Eliezer Mendes, o qual propôs a Parapsicologia Clínica (Brasil) a partir das relações entre a epilepsia e demais doenças psicossomáticas com os processos psi-theta (mediúnicos, intrusivos, síndrome da personalidade intrusa e contaminação vibratória).

O primeiro grupo, evidências primárias, está organizado a partir da evidência comum de que:

1. As evidências apontam que "alguma coisa" sobrevive após a morte.

2, As evidências apontam que "alguma coisa" permanece lúcida fora do corpo no momento de quase-morte.

3. As evidências apontam que 'alguma coisa" existia antes da fecundação propriamente dita, vida intrauterina e vida atual.

4. As evidências apontam que "alguma coisa" existe além desta dimensão física.

5. As evidências apontam que "alguma coisa" existe e move nosso comportamento além de nós mesmos e de pessoas.


Estes 5 grupos de evidências são em si muito vastos, extensos e cheios de complicações para sua pesquisa. Estes 5 grupos são investigados em geral de 4 formas:

1. Pesquisa de Laboratório

2. Pesquisa de Relatos de Experiências de Sensitivos - APC ou não (sensitivos vivem as experiências e relatam, porém a análise é sobre o relato e não sobre a experiência em si).

3. Autopesquisa (o próprio pesquisador pesquisa o fenômeno que ele mesmo vivencia e/ou produz).

4. Pesquisa Teórica (estatística, revisão de pesquisas, análise de casos já publicados, etc).

As abordagens variam entre quantitativa, qualitativa e mista.

A terceira forma, ou a autopesquisa é a central de todas, visto que é a que possibilita ao pesquisador além das demais 3 formas de pesquisa, pesquisar a si mesmo, ou seja, vivenciar os fenômenos por si tendo uma perspectiva completamente diversa do pesquisador que nada ou pouco vivencia e não conhece o fenômeno por si.

Os grupos de evidências primária foram organizados baseados justamente em minha vivência pessoal com todos os fenômenos acima descritos. Eu mesmo não acreditaria que eu existia antes de nascer, que posso existir completamente fora do corpo e que continuarei a existir após a morte se eu mesmo não me tivesse saturado de vivências de forma que pudesse eu mesmo gerar meu juízo de convencimento a partir das provas tanto autovividas como as vividas por milhares de pessoas por ai afora.

O grupo de evidências complementares como dito, complementa a investigação do grupo de evidências primárias, no sentido de que, os fenômenos assim chamados psi-gama ou ESP desafiam por si só qualquer teoria que tente encaixotar a consciência no cérebro, reduzi-la aos neurônios ou a hipótese insana do puro inconsciente do sujeito, sendo que até então os pesquisadores não tem uma única evidência comprovando ser o inconsciente pessoal e não coletivo ou onipresente. E o mesmo se vale da memória, onde até agora não se sabe com precisão onde se localizam as imagens mentais, e ainda mais, as imagens que nos sugerem fatos de experiências pré-natais (pré-concepção, vidas passadas).

Assim, irei somente investigar o que chamei por GEP - Grupo de Evidências Primárias, de forma que naturalmente irei falar sobre o Grupo de Evidências Complementares de forma concomitante, ao longo do ensaio.


II - Da Organização dos Grupos


1. Do Grupo de Evidências Primárias (GEP)

1. EFC - Experiência fora do Corpo (OOBE, Projeção Astral, etc)

2. EQM - Experiência de Quase Morte (EQM)

3. RCG - Retrocognição

4. MED - Mediunismo

5. TRN - Transidentificação


2. Do Grupo de Evidências Complementares (GEC)

1. TEL - Telepatia

2. CLA - Clarividência

3. PK - Psicocinesia

4. PCG - Precognição



III - Do Grupo de Evidências Primárias

1. EFC

Definição geral: A experiência fora do corpo, o que erroneamente é chamada, pois o fenômeno é mais complexo que a simples experiência já fora do corpo propriamente dita, envolve não somente a consciência já fora de seu corpo e totalmente lúcida, mas a percepção vívida e lúcida do momento anterior a projeção, a ejeção propriamente dita, o período após a projeção, o momento do retorno ao corpo e o pós-retorno. Este ciclo experiencial é chamado de experiência fora do corpo. São honestamente milhares e milhares de casos e mais casos de pessoas de todos os tipos que relataram e ainda relatam experiências desta natureza.

Evidência: apesar da variedade da experiência o que não é o objetivo deste ensaio, o que evidencia a EFC é que algo permanece vivo e lúcido fora do corpo totalmente livre de todo organismo. Este algo mostra-se ao projetor como um outro corpo, de coloração esbranquiçada, translúcido, extremamente leve e que atravessa estruturas materiais, flutua e possibilita o uso de toda e qualquer faculdade cognitiva, porém, potencializa outras, como as do GEC.

O que existe fora do corpo: (a) toda a personalidade, consciência; (b) um secundo corpo diferente do organismo humano mas com aparência humana e não raro, (c) ocorrem descrições de existência de aura, energia e outros campos de força mais abstratos, (d) outros corpos inteligentes como este habitando uma espécie de outra dimensão que coexiste a esta.

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


2. EQM

Definição: a experiência de quase morte, sem alongar a definição, é aquele onde por ocasião de um acidente ou algum problema mais sério de saúde, o sujeito se vê numa situação em que literalmente quase morre e não raro, decide voltar e mesmo relata fatos muito similares aos relatados nas EFC, o que podemos classificar as EQM como um tipo de EFC desencadeada por acidente, doença ou fator correlato.

Evidência: a mesma acima.

O que existe fora do corpo? o mesmo acima.

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta  e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


3. RCG

Definição: a retrocognição como o nome diz, é a chamada lembrança de fatos e experiências que apontam para as "vidas passadas". Em termos fenomenológicos, o sujeito vê, sente, percebe, revivencia, lembra, acessa, ouve, cheira... vivências que pertencem a sua existência pré-concepção, antes desta vida. Essa experiência é muito profunda e quem vivencia não tem dúvida da estranheza da vivência ou mesmo de pertencer a uma possível existência pré-natal. Porém, diferente das precognições onde podemos comprovar os fatos previstos no passado ao ocorrerem, as retrocognições podem ser comprovadas por meios mais complicados e muito subjetivos, qualitativos em associação a tentativas de recuperação de possíveis fotos, imagens e outras informações que podem corroborar a veracidade da informação. A tentativa de reduzir as RCG ao fenômeno telepático ou clarividência não é a melhor maneira de explicar o fenômeno. As RCG são muito catarticas e para quem vive são verdadeiras provas da sobrevivência, assim como as evidências acima.

Evidência: independente da variedade da experiência, as RCG nos mostram 2 tipos básicos de experiência. O primeiro são as retrocognições de vidas em corpos humanos. A segunda são as retrocognições em corpos não humanos (um segundo corpo como acima citado). Uma terceira categoria, mais rara, são as retrocognições de vidas em outros planetas, em outros corpos.

O que encontramos nas retrocognições? uma coisa que já existia. Esta "coisa" pelas evidências são 2 coisas: a consciência (quem somos subjetivamente) e corpos (tanto o corpo biológico de outras vidas, como os corpos não biológicos que são usados para as vidas após as mortes passadas).

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


4. MED

Definição: o mediunismo de forma geral, sem aprofundar seu conceito, é toda a gama do conhecido fenômeno psi-theta associado a comunicação entre um ser humano e uma suposta entidade não-humana, mas que parece mostrar-se com as características humanas, em um outro corpo de natureza física, porém, translúcida, leve e predisposta a comunicação telepática, pk, clarividência. Existem médiuns pelo mundo afora e muitos deles foram pesquisados e até hoje temos centros mediúnicos que dizem realizar a comunicação mediúnica com os supostos mortos.

Evidência: Ao que pese o grande domínio religioso sobre o fenômeno, as evidências mostram que o tal "espírito" é algo que mostra as mesmas características das 3 categorias acima descritas. Independente da quantidade enorme de fraude que existe neste campo, os relatos nos trazem que o tal espírito não é um ente abstrato e invisível, pelo contrário, é um corpo e pode ser inclusive um ser que foi humano em alguma vida anterior. O exame desta categoria em separado poderia até nos dar a incredulidade própria decorrente do charlatanismo em massa existente nas religiões, porém, o exame sistêmico com as 3 evidências acima nos mostra que estamos lidando com o mesmo corpo.

O que encontramos no MED? Encontramos uma entidade comunicante ex-humana (em geral), que usa um outro corpo, não humano, que é justamente da mesma característica do corpo usado no segundo tipo de retrocognição citada, da EFC e da EQM.

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


5. TRN

Definição: A transidentificação é na definição de Mendes, a reunião de vários fenômenos parapsicológicos vividos simultaneamente, especialmente no campo clínico, incluindo telepatia, pk, mediunismo, clarividência e uma enorme quantidade de informações que estão associadas ao estado de psicotranse. Eliezer chamou de APH - Aparelho de Captação Humana e os sensitivos treinados por ele no Hospital descreviam em estado de psicotranse os processos subjacentes às doenças dos pacientes e comumente estavam associadas a influência de uma outra personalidade, não-humana, intrusa. Em alguns casos ligadas a trabalhos de magia negra na Bahia. Estas personalidades não-humanas, foram descritas como "espíritos" (um outro corpo inteligente) e com ligações com a vida humana.

Evidência: A evidência aponta novamente para a existência de influência no caso, maléfica, de supostas entidades assim chamadas personalidades intrusas ou "espíritos" cuja existência se dá em dimensão coexistente a nossa e em outro corpo, não-humano, porém, mantendo ligações com a vida humana e, não raro, estas mesmas entidades eram supostas pessoas humanas em outra vida. Nós poderiamos até duvidar da fidelidade de tais experiências, porém, a descrição fenomenológica mantém o mesmo ponto comum das vivências anteriores.

O que encontramos na TRN? sensitivos treinados (APC ou ACH) que descrevem a existência de entidades (corpos) em uma dimensão coexistente a nossa e que se relaciona com a nossa diretamente através de vários meios, incluindo PK (na criação de doença no paciente após trabalho de magia negra), telepatia e a clarividência todas simultaneamente.

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


IV - Da Minha Vivência e Autopesquisa com o GEP

Eu pessoalmente venho dando prioridade a autopesquisa do fenômeno para que eu mesmo possa saber, já que eu sou o maior interessado no assunto de minha própria sobrevivência após a morte, de minha existência antes desta vida e de minha possibilidade de me dissociar deste corpo e permanecer lúcido fora dele e mesmo assim voltar ao mesmo corpo e manter minha vida aqui.

Este site descreve toda a síntese de minha vivência pessoal no campo parapsicológico numa perspectiva de autopesquisa, e não somente de descrição das vivências.

E foi a partir da minha vivência pessoal com GEP que consegui compreender a unidade fenomenológica entre os 5 grupos de evidências, somando-se meu trabalho como Parapsicólogo Clínico que também testemunho evidências do grupo 5.

Eu estou suficientemente tranquilo para afirmar que sim, eu existia antes de nascer, posso sair do corpo e manter-me lúcido e assim mesmo retornar e continuar minha vida aqui e continuarei vivo após a morte. Porém, se você não passou por uma saturação qualitativa em suas vivências parapsíquicas, vale examinar a tese aqui exposta, que vai muito além de minha vivência pessoal.


V - Da Evidência Geral de Comprovação da Sobrevivência (psi-theta).

O aspecto comum da vivência, ou como resumi "a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move" está presente nos 5 grupos de evidências, que até então, tem tomado a atenção investigativa em separado e não sistemicamente, pela grande maioria dos pesquisadores.

A existência objetiva do segundo corpo ou que chamarei aqui de corpo psi (CP), e que significa que este segundo corpo não é fruto da imaginação ou delírio fantasioso, é a evidência comum a todos os fenômenos sugestivos de sobrevivência, o que nos causa estranhamento em primeiro caso, mas em segundo, fica claro que se trata do mesmo corpo, obviamente.

Por esta razão, afirmo que, a partir das 5 evidências unidas tal qual um tecido unificado, temos que o corpo inteligente descrito em todas as evidências é o mesmo e único corpo psi e o mesmo pode existir tanto ligado ao corpo humano como totalmente desligado, porém coexistindo em uma outra dimensão.

Diante disso temos uma variável que não foi dita com atenção. De acordo com estas evidências, temos a questão:

Se nós não somos nossos corpos humanos e já existíamos antes de nascer e já morremos várias e várias vezes e nos mantemos vivos após as mortes anteriores com um outro corpo; e se nós mesmos nos mantemos vivos com este mesmo outro corpo tanto nas experiências fora do corpo como nas experiências de quase morte; e se nós mesmos interagimos com seres que estão nestes outros corpos em outra dimensão, dimensão esta que estávamos nos pós-morte de nossas vidas anteriores; e se nós mesmos não somos nossos corpos físicos, seríamos nós os segundos corpos (corpo psi)?

Poderíamos nós mesmos nos projetarmos para fora deste corpo psi? Ou seríamos nós mesmos este corpo e nossa natureza seria então definitivamente material e a alma realmente não existiria?

É aqui que entram as evidências de samadhi.

Samadhi é o termo em sânscrito que evidencia a cessação da perturbação interna, cessação dos pensamentos e hiperconsciência, além da forma, do espaço e do tempo. Esta experiência que optei chamar de experiência de espectro holocósmico, adentra nas psi-P (psi-Pura) ou holotrópica (transpessoal) onde a consciência se acha livre, sem corpo e sem espaço, sem tempo, e invisível para si mesma, porém, hiperlúcida.

Esta evidência, apesar de rara, e não cito no GEP, mostra que além de sobrevivermos após a morte, não somos nem mesmo o segundo corpo, ou corpo psi. Somos a consciência abstrata que usa estes corpos para viver.

Nesta perspectiva, haveria então uma segunda morte? A morte do corpo psi? Sobrando somente a consciência pura e livre?



VI - Da Consideração Final: O fim das vidas sucessivas e a liberdade definitiva?

É aqui que adentramos no conceito milenar do moksha (Vedanta) ou kaivalya (Yôga), pois se houver a morte do corpo psi, então, logicamente, estando as vidas sucessivas dependentes do corpo psi estar ora dentro e ora fora de um organismo, logo, se o corpo psi se dissolver (como ocorre com o corpo humano), se dissolvem as vidas sucessivas e ficaremos livres definitivamente das limitações do espaço-tempo, corpo e forma, e com isto, do ego e do sofrimento, na paz causal da liberdade infinita.

8.8.16

Das Novas Reflexões sobre o Coma, das Reflexões sobre o Fenômeno da Retrocognição e Outras Considerações

Fernando Salvino (M.Sc).
Parapsicólgo, Psicoterapeuta, Prof. Yoga.
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga.


Antes de prosseguir neste ensaio, quero agradecer de alma, amizade, amor e parceria, aos meus irmãos cósmicos, meus parceiros de pesquisa no LAC e amigos que a vida me deu: Guilherme Loureiro, Rodrigo Bastos, Rosamary Xavier e Vanessa Sander. Minha gratidão dispensa palavras e as vivências que experimentamos no LAC e com nosso convívio equipara para mim ao que vivi mais extensivamente nas vidas que abaixo irei citar. Uma só família. Conseguiram me aturar, conseguiram conviver com meu jeito "ogro" e hipersensível, no paradoxo da agressividade-sensibilidade, no ritmo intenso e ininterrupto que levo minhas pesquisas e a seriedade com que coordeno minha vida, que orientei a todos para sermos livres e nunca colocar qualquer saber externo acima do saber interno, inclusive negando minha autoridade e prevalecendo a autopesquisa sobre qualquer coisa que se se ouve, le. Este Yôga, verdadeiro, foi e é capaz de nos dar (permitir) a liberdade total de sermos quem somos e descobrirmos a verdade embutida nos buracos negros da consciência profunda de cada um. Sem paradigma, sem rótulo, sem restrições, sem censura, sem instituição, sem dinheiro, sem fachada, e minimizando o máximo da influência do medo, nos deparamos com a autopesquisa, a ciência de si. Sinceridade, autenticidade, respeito profundo, amor, bondade... consideração pelo outro. Estamos vivenciando durante 4 anos ininterruptos estes princípios de convivência profunda, reduzindo a censura e maximizando a livre expressão com respeito, sensibilidade e franqueza extrema. Sem contar o bom humor, a seriedade extrema associada a liberdade e a leveza de se autoconhecer com divertimento e prazer.

A partir destes pressupostos, fomos nos aperfeiçoando no treinamento e desenvolvimento das retrocognições realizadas em laboratório, e em conjunto com a autopesquisa profunda, foram para mim as experiências mais esclarecedoras de todas, podendo ser comparadas somente com as projeções lúcidas e com as experiências de samadhi, no êxtase.

As investigações que realizo são o movimento de minha própria vida, como cobaia de mim mesmo, aventurando-me nos experimentos transcendentes, holotrópicos, transpessoais e parapsicológicos, não raro, associados ao espectro da função psi-ómicron (experiências do espectro holocósmico).

Após principalmente as experiências intensivas de laboratório, autopesquisa contínua por anos e anos ininterruptos, cheguei a uma percepção um tanto estranha e, embora não saiba se tratar de uma percepção definitiva, o que só o tempo irá dizer, apontou para uma sensação que me disse assim:

Terminaram as retrocognições. Tudo o que acessei nestas dezenas de experiências me deram as respostas necessárias para que eu pudesse alcançar uma estabilização interna razoável e uma autoconsciência relativamente ampla e até certo ponto contínua (sem retrocesso e esquecimento) acerca de mim mesmo, equiparando até certo ponto (dentro das condições obviamente) minha lucidez aqui com a lucidez extrafísica da consciência desencarnada, ou mesmo com a lucidez que tinha quando vivi em sociedades mais adiantadas que esta que vivo atualmente, especialmente as seguintes vidas: Indígena norte-americana (Yôga indígena), Indiana (Yôga indiano antigo), Chinesa (Yôga chinês, taoista Chen). Nestas três vidas humanas pude viver de forma mais equivalente a consciência extrafísica, em termos de convivência social, lucidez e continuidade da lucidez, ausência de doenças e perturbações, comparadas as que vivo hoje e as que vivi noutras vidas recentes. As experiências entrevidas cosmointermissivas, além da Terra e da astrofísica ordinária, revelaram-me os aspectos mais aparentemente paradoxais de meu modo de ser, e especialmente as questões de ordem holocósmica, as projeções de consciência livre, os contatos alienígenas e a pulsão natural por transcender a vida humana em direção a família universal. Um entendimento direto, translinguístico ocorreu. Eu compreendi. As peças que faltavam para o quebra-cabeça parecem que foram achadas e a imagem total foi compreendida por inteiro. Sem começo, sem fim, uma só família. Várias e várias vidas, a impossibilidade de se saber o começo (nossa real idade), várias raças, cores, línguas, países, nações... dimensões... reencarnação. Vidas e vidas e vidas sucessivas. Esquecimentos e comas sucessivos. Um esforço descomunal para lembrar: uma só família. Um só lugar. Uma só casa. Uma só realidade. Uma só dimensão. Povos das estrelas. Qi Gong do "fio da seda". Tocar sem intervir. Intervir só quando necessário. Esta é a Lei. O Tao.

O movimento de equivalência da lucidez, da sensação íntima de realizar retrocognições profundas até ao ponto de realizarmos tais experiências em grupo, num contexto laboratorial, muito mais intenso e profundo, levou-me a exaustão da experiência. Da mesma forma que as dezenas e dezenas de projeções lúcidas para fora do corpo me levaram a exaustão da experiência, no pico que para mim considero o ápice (por enquanto) da aprendizagem e das lições práticas dentro de minhas necessidades evolutivas, no momento que vivo agora.

Por outro lado, as retrocognições mostraram-se fenômenos altamente complexos e cujas fronteiras com os demais fenômenos parapsíquicos também ficam relativizados.

Assim deixo a pergunta para continuarmos as investigações da consciência contínuas:

Quantas e quais tipos de retrocognição somadas às experiências meditativas, samadhi, projeções conscientes e autopesquisa profunda em grupo são necessárias para que possamos sair da condição de coma e equiparar nossa lucidez atual com a lucidez extrafísica da consciência desencarnada?

Seria então realmente o Yôga (movimento para samadhi-kaivalya) o movimento universal para o conhecimento de si até a deflagração das funções psi ordinárias e até a deflagração da função psi-ómicron, rumo ao espectro holocósmico e ao hipersamadhi? Ao amor universal? A sensação direta, percepção total, de que somos uma só família? E o universo é o único lugar para se viver? E de que o sentido da vida passa por compreendermos que somos somente uma família e que nossa doença é resultado do esquecimento e perturbação quanto a isto?

Será a sensação íntima de ter terminado as retrocognições uma percepção válida? E por si só evidência científica? Estaria iniciando um novo ciclo de projeções lúcidas porém de espectro holocósmico?

26.7.16

Enumerações Sobre a Natureza da Consciência (Si Mesmo)

FS.


As enumerações ou considerações abaixo são uma tentativa ou um esboço, rascunho, sobre a natureza da consciência (si mesmo). Em sua natureza abstrata é para mim o campo mais difícil de investigação e por isso mesmo e por considerar que tenho condições de penetrar a fundo nesta área é que apresento aqui este rabisco sobre o que compreendo como sendo a natureza da consciência (o si mesmo).

As considerações são ou eram para ser uma sequencia lógica ou progressiva de aprofundamento e de entendimento até que alcancemos o último ponto. A sua leitura atenta e focada aberta para a compreensão do que aqui exposto é por si mesmo, uma prática de Yôga.


Enumerações.


1. A consciência é o campo ou realidade imaterial, não-física e nem mesmo extrafísica, não-local, inexistente do ponto de vista objetal e observacional e real do ponto de vista perceptivo.

2. Consciência é detectada por seus efeitos (inferência). Porém a consciência não é o efeito que gera. Consciência é causa. Consciência é princípio inteligente, é justamente a realidade imutável do cosmos.

3. Em oposição complementar e inerente à própria consciência, temos a não-consciência, a não-inteligência, o objeto. O objeto é o que não é consciência. O objeto é o que são os efeitos da causa, a consciência.

4. Consciência é justamente o que não-é. Não-ser é o que não é localizável objetivamente. Tudo que é localizável num contexto energia-espaço-tempo-dimensão é ser. Porém o que é não é a consciência.

5. Consciência é a causa não-localizável do localizável. É o fundamento do energia-espaço-tempo-dimensão, é o fundamento da existência. Consciência é não-existência. E por ser não-existência não nasce e nem morre. O que nasce e morre são os efeitos da consciência, a sua parte existente.

6. E é aqui que começa a confusão de nossas vidas e a causa de tanta perturbação. Ao confundir o ser com o não-ser, causamos um tanto de sofrimento em nossas vidas e nas vidas dos outros, vida após vida e ficamos aprisionados neste vaivém de Yin e Yang.

7. Eu, realmente, não existo.

8. O eu que considero existente não é o Eu.

9. O que existe não é o Eu e sim os efeitos do Eu (Eu falso).

10. Ao confundir o Eu com seus efeitos, considerar que um é o outro, sofremos. O sofrimento é decorrente da tentativa de manter eterno o que tem por natureza perecer e de considerar eterno aquilo que por natureza perece.

11. O Eu real não existindo, nunca nasceu e nunca morreu, nunca nascerá e nunca morrerá. Daí sua natureza eterna e infinita, imaterial, além da energia-espaço-tempo-dimensão.

12. O Eu real não existe no tempo e no espaço.

13. O Eu real não existe e portanto é eterno e infinito, estando além do tempo e do espaço.

14. O que nasce e morre é o falso Eu, ou os efeitos do Eu real.

15. O medo do Nada surge da confusão entre a natureza do Eu real e do Eu falso.

16. A existência do Eu real está na sua natureza de não-existência.

17. Assim, toda a existência é falsa, tudo o que é localizável e portanto existente é falso.

18. O que existe é o efeito do que não existe, a sua causa inteligente.

19. Os efeitos do que não existe podem ser detectados, porém o que não existe não pode ser localizado.

20. A consciência (Eu real) não é e justamente por não-ser gera efeitos, cujos efeitos, a existência, pode ser detectada, porém geralmente é confundida com o não-ser.

21. Dirigir-se ao Eu real significa deixar de estar aderido a tudo o que é irreal.

22. Conservar a existência do Eu falso leva ao sofrimento e o mantém.

23. A natureza do Eu falso é nascer e morrer. Enquanto que a natureza do Eu real é não nascer e não morrer.

24. Realidade e existência não coexistem. Mas ao mesmo tempo são uma unidade indivisível.

25. Realidade é não-existência. E existência é irrealidade.

26. Dirigir-se à não-existência partindo da existência é o método da meditação.

27. A existência se move dualmente. Ora Yin, Ora Yang. Ora Yin se converte em Yang, ora Yang mostra a semente de Yin em processo de surgimento. Yin e Yang oscilam, movem-se e convertem-se mutuamente expressando a natureza da Existência. A Existência em sua totalidade é Tai Ji.

28. Porém, o fundamento de Yin e Yang, e o que está além das dualidades do grande Tai Ji, é a não-existência, Wu Ji.

29. A não-existência fundamenta a existência. O que existe é a forma do que não-existe.

30. O real não pode ser visto. O irreal pode ser visto. Da confusão da visão vem o sofrimento.

31. Da correção do discernimento entre o real e irreal surge o samadhi.

32. Da persistência no samadhi vem o kaivalya.

33. O caminho do samadhi é repleto de fenômenos e acompanham as percepções mais incomuns da realidade e da irrealidade.

34. O irreal muda incessantemente. O real não muda.

35. A mutação é a lei da irrealidade. A não-mutação é a lei da realidade.

36. Compreender a mutação revela a não-mutação.

37. O real é sempre como um círculo oco. O irreal uma oscilação dual Yin e Yang.

38. Harmonizar o dual com amor e discernimento (ahimsa) produz sabedoria.

39. Sabedoria é compreender continuamente a natureza do real.

40. Da luta dos opostos duais produz-se sofrimento.

41. Da não-luta dos opostos produz-se harmonia e transcendência de Yin e Yang.

42. Amor, bondade, sabedoria e discernimento são as bases do mundo manifesto.

43. Pois que sendo a existência impecavelmente perfeita em seu movimento impermanente infinito, evidencia a não-existência inteligente oculta e não localizável por trás do existente.

44. E a impecabilidade e belezas infinitas do mundo manifesto revela a benevolência infinita da natureza última da consciência.

45. Daí situar que a natureza última da consciência é a não-existência total, eterna e infinita.

46. O eu real assim é o tudo real não-existente.

47. Do samadhi vem a compreensão de que eu real é eu holocósmico, unindo tanto a não-existência como a existência, na dança incompreensível entre os mundos.

48. Do mistério da dança infinita advém a maravilha da contemplação sem objeto, do riso sem motivo e da felicidade sem causa.

49. A felicidade sem causa é o samadhi assentado na natureza última da consciência.

50. A natureza última da consciência é a permanente vida na não-existência eterna e infinita.

51. A liberação ou a separação definitiva da existência da não-existência revela o Yôga definitivo.

52. O Yôga da existência é o Yôga da dualidade, é a luta para a dissolução da luta interna. É Tai Chi.

53. A não-luta é a correta visão da realidade. Ver a realidade e sustentar a visão só é possível no samadhi.







30.6.16

Ensaio sobre o Despertar do Coma, as Vidas Sucessivas e a Família Universal

Fernando Salvino (M.Sc)



Um dia eu resolvi partir para uma viagem sem rumo, sem muita orientação, sem placas de sinalização, estradas de terra e esburacadas, matas fechadas, territórios obscuros e dos mais difíceis de me situar e me orientar. Porém ao longo dos tempos fui conseguindo me situar, me equilibrar e até que enfim dei início a esta jornada. E o território que pus a conhecer era eu mesmo.

Uma confusão de sinais e sintomas, insights e imagens, sensações, impressões, e determinados conhecimentos inatos, acabaram por ao mesmo tempo que atrapalhar minha vida auxiliaram-me a enfrentar-me para esclarecer todos estes fatos psíquicos que só eu mesmo e os mais chegados poderiam estar acessando e co-acessando. Explosões de humor, revolta e picos profundos de serenidade, alterações de estados de consciência, mediunismo e soma-se a isso viver uma vida humana e suas necessidades ilusórias, como dinheiro e comprar coisas.

De índio-norte americano a falso tulku tibetano, para cidadão comum chinês, aluno do mestre de yôga chinês provavelmente Chen, a vida extrafísica extraterrestre dentro de uma nave espacial onde ficávamos deitamos numa capsula e nos projetávamos em hipersamadhi para fora do corpo em consciência livre dissolvido no cosmos. Alemão judeu, médico militar norte-americano, esquimó....astrólogo na idade média... esquimó numa provável pré-história..

E qual é a charada cósmica? A universalização do espírito? Eu falo aqui por mim e não psicografo um espírito que relata suas vidas passadas. Aqui estou eu, encarnado, investigando-me profundamente, em vida, em carne e osso.

Passei por tudo nessa vida numa síntese comprimida de uma busca intensa para recordar os ensinamentos dos mestres. Onde está o mestre? Onde está a verdade? Qual é a verdade? Perguntei durante um bom tempo. Olhei muitos nos olhos e poucos encontrei. Fui enganado como todos, pela escola, pelas famílias, pelos professores, pela ciência, e pelas religiões. Uma sensação conhecida de desamparo, de solidão não raro angustiante e aflitiva de viver solitariamente dentro de uma sociedade o qual não me sentia pertencente. Olhei durante muito tempo as pessoas na rua, amigos, familiares e mesmo algumas raras inimizades que tive nesta vida e senti-me verdadeirmente estranho perante isso tudo. Que mundo é esse? Qual a origem desse estranhamento? E também para recordar quem realmente eu sou? Um estranhamento profundo sobre a realidade que me cerca, inadequação social aguda e saudade desmedida por aquilo que aos poucos fui acessando e compreendendo, além de toda e qualquer rotulação superficial psicopatológica.

Nesta vida, hoje tenho 40 anos de idade, cujo nome que me foi dado é Fernando Salvino, e filho de Paulo Salvino e Ilse Chagas, irmão de Caio Salvino e pai de Yasmin Silveira Salvino, onde passei por um casamento e duas uniões estáveis, e onde dedico-me integralmente a ajuda a esta mesma sociedade o qual estranhei desde criança, como psicoterapeuta e ensinando Yôga, e onde trabalho voluntariamente para o governo (Projeto Amanhecer - HU - UFSC) para ajudar gratuitamente a sociedade para que possam sair dessa doença social generalizada, e conseguirem se sentirem melhores consigo mesmo neste mundo.

E finalmente após uma vida realmente intensa internamente de uma investigação permanente e de um esforço descomunal de sair de minha condição de coma hoje posso dizer que o primeiro passo foi dado. Ao invés de esperar desencarnar para que eu pudesse sair da condição comatosa de esquecimento total de minha verdadeira natureza e caminho pregresso, desde minha infância algo dentro de mim nunca aceitou esta condição passivamente e nunca tive medo de enfrentar esse obscuro, esse abismo interior que escondia de mim mesmo as raízes do sentido de ser quem sou, comportar-me da forma como me comporto, gostos que tenho, preferências, inclinações, amores e desamores e anseios profundos de minha mais pura essência como alma imortal.

Esse caminho de recuperação de minha real identidade nublada por uma série de influenciações externas, como a quase impossibilidade de relacionamento integral com as pessoas em geral fazem com que viver de forma invisível seja o caminho natural daqueles que vão aos poucos despertando dentro de uma sociedade profundamente doente. A invisibilidade é o aspecto comum dos que estão despertos. Os que dormem na doença do desamor não vêem com clareza.

A doença humana é a doença da falta de amor. É uma profunda doença afetiva o qual corrói a alma e separa o espírito da grande família da Terra e do Universo. O amor é o caminho e o sentido, simples assim mas difícil de entender, disse a mim um espírito que não sei nem mesmo qual seu nome.

Eu sou quem? Eu sou amor. Essa resposta parece estranha e vaga. Mas é a mais objetiva e concreta que poderia dar. Eu sou o bem, eu sou tudo, eu sou a família universal, eu sou as plantas, eu sou o rio, eu sou o Sol, a Lua e as Estrelas... eu sou os cães, eu sou a chuva.. eu sou você, eu sou também eu mesmo... eu sou um vapor hiperconsciente livre de toda e qualquer violência e profundamente amoroso e num estado de um profundo êxtase pela maravilha da vida... eu sou o que fui, sou o que sou e sou o que serei... passado, presente e futuro dançam coladas a mesma dança...

Vidas e vidas e vidas e vidas se passaram. Mudam-se as roupas, a cultura... índio, yogue, mestre de tai chi chuan, tulku tibetano (na verdade falso tulku), médico militar e numa vida muito perturbada, espião russo... e o que compreendi é que tudo é necessário, tudo foi útil, a totalidade de tudo o que vivi valeu a pena ter vivido para eu ser quem sou hoje e ter aprendido o que aprendi e viver o que vivo hoje. O passado é irmão, é amigo. E o futuro meu irmão, meu amigo. No agora, tudo é necessário para o aprendizado de compreender que o universo inteiro é uma família.

O agora é um desafio de ser quem realmente eu sou, livre de todo e qualquer rótulo, de todo e qualquer certificado passado, de tudo que me rotulam, de todo e qualquer corpo físico melhor que tive, de toda e qualquer sociedade mais amorosa e evoluída que vivi, de todo e qualquer mestre que pude ter contato e que agora não tenho, de tudo que fui, passei e vivi, e que agora só me resta eu aqui, agora, lúcido, da simultaneidade do passado-presente-futuro, no que sou e no que me tornei, e no caminho a seguir.

Um dia num passado muito antigo, o chefe Urso me disse que eu iria parar de viver como índio e iria começar a viver com os doentes. Eu iria nas palavras dele, me tornar um Urso branco, um índio com pele branca, um guardião (Urso) do caminho. Isto significava que eu já sabia desde aqueles tempos que o universo é uma única família. Eu vivia aquilo, eu sentia aquilo, e viver e morrer eram tão fluidos e ininterruptos como o Tai Chi. E iniciou minha trajetória de viver várias e várias vidas reencarnadas em sociedades doentes cujo propósito era ajudar esse povo a ficar mais saudável e se curar. Pelos meus cálculos, isso foi nos anos 800 d.C numa tribo norte-americana, onde existem búfalos e ursos, rios e salmão. Essa memória se dialoga com o que vivi recentemente quando fui ao Cânyon da Fortaleza no RS-Brasil e lá um espírito índio me disse coisas sobre a vida e sobre o caminho, de forma que pudesse lembrar quem eu sou. A família, a vida e a Terra, o Universo e as vidas sucessivas. Após esta vida parece que fui para a Índia, e aprendi o Yôga indiano antigo. E depois fui raptado de minha família por monges tibetanos e rotulado tulku, por ter delírios de febre quando bebê e uma certa doença que meus pais não sabiam o que era. E nunca tinha sequer reencarnado como tibetano antes (o que comprova a falha dos métodos de identificação dos lamas). Assim fui treinado no Budismo tibetano ritualístico, e com a guerra fui para a China onde abandonei a vida insuportável do monastério e me casei e vivi como um cidadão comum. Apesar da sequencia cronológica ser um pouco imprecisa, fui treinado por um mestre Chen no Yoga chinês e nas artes marciais, em tempos de império. Mais recentemente, fui médico militar do Central State Hospital, na Nova Georgia EUA. Neste meio tempo, fui judeu e lá muito provavelmente tive os mesmos pais que tenho hoje. Muitas vidas morrendo cedo e reencarnando rápido. Em minha última vida, morri no Vietnã, era médico militar também, e reencarnei no mesmo ano, 1975, em São Paulo - Brasil. Sequencia de vidas muito perturbadas lidando com as piores doenças humanas. Nos intervalos entre as vidas uma hipertranscendência nutria profundamente minha alma e me possibilitou retornar a esta Terra para dar continuidade ao movimento de viver dentro da sociedade doente e ajudar na doença, ajudar na cura. Quando criança nesta vida as mesmas sensações me davam quando era tibetano, delírios estranhos em febre alta e eu tinha fenômenos parapsíquicos desde a idade mais remota, a começar por minha vida intra-uterina. O que me levou os pais a me levarem para centro de umbanda, o que me foi muito bom, pois os médicos eram muito retrógrados para compreenderem os fundamentos de meus delírios. A medicina é um atraso só. A situação foi ficando mais difícil decorrente do passar das vidas e meu despertamento e a expansão da doença para o planeta inteiro. A doença piorou desde antigamente e meus desafios de estar vivo e conservar minha lucidez aumentaram. As experiências nos intervalos se intensificaram e se tornaram mais e mais transcendentes, o que parece-me que possibilitaram a transcendência precoce na infância e pré-infância. Sinto que por isso fui treinado no método Chen, mais potente para lidar com a doença severa da violência moral, das agressões físicas e das entidades demoníacas, verdadeiras formas não-humanas de manifestação da maldade que interagem conosco e que podem reencarnar como humanos.

E diante de tudo isso é que finalmente vou me despertando do coma. E este é um coma diferente, não é um coma neurológico, fisiológico, mas um coma do espírito.

Eu estou aqui, acordado, consciente em muito do que houve em meu passado muito antigo numa sequência de vidas encarnadas e intervalos até chegar aqui, agora, eu sentado aqui, digitando este ensaio. E minha vida se moveu de uma forma que fui abandonando tudo o que fosse supérfluo e não necessário para que eu pudesse lembrar, acessar, quem eu realmente sou. E a lembrança do passado guarda o enigma de seu casamento com o presente e com o futuro, pois o acesso ao passado é uma modificação do presente e do futuro. O passado está agora acontecendo de alguma forma que pouco compreendemos. E quando eu acesso o que fui e dependendo do que eu acesso, algo é acessado agora, no presente. Então que a experiência de acessar a memória do coma gera influenciações profundas no presente. Acessar as experiências de intervalo de vidas humanas me pareceu ser as experiências de maior alteração e influência benigna de minha vida humana agora. Assim como acessar as vidas benignas que tive me geraram profundas alterações de sensações no agora que contribuem positivamente para que eu possa me curar cada vez mais e ajudar cada vez mais pessoas e a me manter ligado à grande família.

O fato de eu trabalhar como psicoterapeuta, com regressão de memória, com Yôga, com Tai Chi Chuan, dentro de um consultório, em minha casa na floresta, no rio, e em um Hospital público, coordenando um Laboratório de Autopesquisa, pesquisando Holocosmologia, e todas as ideias que tenho sobre as coisas e o modo como sempre quis viver e cada vez mais vivo é a síntese coerente de muitas vidas e aprendizados que além de ter nascido com isto, coloco em prática nesta vida.

É a prova científica definitiva de que as raizes da personalidade são pré-uterinas e se extendem ao infinito passado e se conectam ao presente e futuro; de que a alma é imortal e de que vivemos sim sucessivas vidas humanas na Terra e sucessivas vidas não-humanas nos intervalos entre as vidas. E é a prova científica para mim de que a humanidade quase inteira vive um estado de coma. E concluo isto baseado em meu despertar do meu coma.

Yôga, Tai Chi Chuan, Qi Gong do fio da seda, ensinamentos dos índios norte-americanos, como venho ultimamente falando e as retrocognições confirmaram, são o mesmo e único sistema, um só Yôga, um só movimento de união à grande família universal.

Tudo foi útil. Tudo é útil. Tudo será útil.

Cada membro da família tem seu espaço e precisa ser respeitado. Não intervir, não forçar. Fazer somente o necessário. Intervir somente o necessário. Fazer somente o necessário, sem forçar, sem pressionar, sem excessos. Isso é o Tao. A medida do necessário é dada pelo amor e pelo profundo entendimento de que o universo inteiro é uma família.

E pelo fato da quase absoluta humanidade não compreender isso, sofre da doença da família, da doença do espírito de desamparo universal.

A cosmoinclusão significa a cura da doença da humanidade e a inclusão à grande família universal.

É isto que significa hipersamadhi, kaivalya, união com Tao, Brahmam, amor universal.

Eu sou Brahmam, você é Brahmam, tudo é Brahmam.

A doença é uma. O caminho é um. O retorno é um. A família é uma.


24.5.16

Ciência e Liberdade: Ensaio sobre o Compromisso Pessoal com a Verdade


Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Prof. Tao Yoga, Tai Chi Chuan e Meditação



A liberdade é condição da verdadeira ciência. E somente com liberdade que ocorre a criatividade natural, livre de censura, de regras restritivas e normas modeladoras. A liberdade é o que permite o insight, a intuição do caminho a seguir, de descoberta de soluções criativas para os desafios da pesquisa científica verdadeira. Ciência é ciência se estiver atrelada à liberdade, à ética e ao profundo compromisso com a verdade. E a partir deste compromisso pessoal com a verdade é que se pode erguer uma verdadeira ciência, caso contrário, podemos estar construindo uma bomba.

O compromisso pessoal com a verdade é mais que a base da ciência, é o estacamento da ciência, é o princípio fundamental de toda e qualquer verdadeira atividade científica. E este compromisso, o de descobrir a verdade não está atrelado a intenções nefastas, pelo contrário, está unido ao bem maior da melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A ciência é um modo de investigar, ancorado em método científico. E este método só é científico se estiver regado do compromisso com a verdade e com o bem estar social. Este método ou o caminho para o conhecimento parte da observação a mais lúcida possível da realidade. E também não é correto retirar o que não se pode ser retirado da investigação, o sujeito e tudo aquilo que é. E não se pode também retirar do objeto a sua integralidade e sua íntima ligação com aquele que o escolheu como objeto, o sujeito. Sujeito e objeto associam-se amorosamente na relação científica. Caso não haja esse tipo de relação, como irei conhecer a verdade? Como irei conhecer realmente o objeto se estou em conflito com ele? Como irei realmente acessar a realidade do que pretendo conhecer se não estou em paz com ela? Então, se não estou em paz com ela, o sujeito pesquisador precisa ser honesto e incluir em seus dados a sua raiva e frustração quanto ao que quer pesquisar. Considere tudo o que se posta diante de si mesmo, sua realidade subjetiva e objetiva, pois pesquisa científica é a que vai na direção da verdade. E se é verdade que minha paz facilita resultados de pesquisa e minha ira a prejudica, então que tais dados sejam inseridos na investigação. O sujeito é consciência construtora de objetos. Objetos existem mas não existem por si mesmos separados do sujeito. O sujeitos os escolhe, os delimita, os intitula, os rotula e depois diz que o conhece. Quem é realmente o objeto? O que realmente o sujeito está querendo conhecer? Que conhecimento se diz ter sido produzido pelo cientista? É conhecimento verdadeiro? É conhecimento falso? Existe conhecimento verdadeiro?

A isto se chama ciência verdadeira, honesta, não corrupta. Ao considerarmos que a ciência parte da verdade real como princípio norteador de toda sua atividade, então que nos cabe elucidar o que é o real e como podemos saber que estamos a conhecer o real daquilo que pretendemos conhecer.

Para isto precisamos compreender que o sujeito, eu e você, não nos conhecemos de forma adequada. Quem eu sou exatamente? Qual minha natureza? Como eu não sei responder esta pergunta, como irei conhecer qualquer objeto já que os objetos são construções intencionais do sujeito que desconhece a si mesmo?

E partimos deste ponto pouco explorado pela ciência. E se eu começar conhecendo quem eu realmente sou poderei eu mesmo conhecer os objetos que me proponho a conhecer? Serei eu o próprio objeto em alguma medida onde conhecendo-me conheço o outro? Se eu mesmo sou o construtor dos objetos e dos problemas que me proponho responder em qualquer atividade científica então até que ponto o objeto e o problema são constituintes daquilo que desconheço em mim mesmo? Até que ponto tudo que pesquiso e dirijo minha atenção para fora não revela somente aquilo pelo qual desconheço em mim e que pretendo conhecer pela via inversa (externa e não interna)?

Se eu mesmo e se você mesmo não sabe realmente e verdadeiramente (ciência) quem somos como poderemos saber o que é realmente e verdadeiramente qualquer coisa deste mundo vasto e infinito?



9.5.16

Sobre o Samadhi, a Função Psi-Ómicron, os Renegeradores e seu Habitat

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta
Prof. Tao Yôga.


A deflagração da função psi-ómicron ainda pouco estudada mostra-se com sua potência quando atinjo o samadhi. Quando minha atividade mental cessa e me liberto do tempo, da conexão com o passado e futuro, ocorre uma serenização de meu espírito e sentimentos viabilizando que a função psi-ómicron se movimente na direção de minha intenção. O  movimento intencional relaciona-se ao movimento de auto-investigação que de acordo com as necessidades reais do praticante a função é deflagrada para o espectro holocósmico. Dá-se aqui o início da abertura do samadhi (dissolução da perturbação interna) na direção de kaivalya (liberação total, moksha). No entanto e embora simples na prática este movimento envolve amplas movimentações de energia e informação, razão pela qual ocorre de tempo em tempo, com pouca freqüência, em nosso caso.

A natureza do samadhi é pouco investigada como já tentei expor em "Samadhiologia". Seu aparecimento muito menos, pois está fora do controle volitivo do praticante. Se eu quero entrar em samadhi, este querer é um forçar, e todo forçar é violento, agressivo, e samadhi ultrapassa tal campo em direção a serenidade e êxtase transcendental. Ele aparece quando ele quer, se é que posso tentar expor assim. O samadhi não tem hora ou local para aparecer, e pode coincidir com a prática meditativa em si mesma ou não. De qualquer forma, quando aparece pode viabilizar uma ampla gama de fenômenos parapsíquicos, como no caso aqui exposto, a função psi-ómicros já explicada neste espaço, especialmente a cosmo-psigama, associado a cosmotelepatia, cosmoclarividência e cosmomediunidade.

Os "regeneradores" são as inteligências alienígenas, de aparência extremamente suave, profundamente benigna e lúcida, com amplo domínio do processo de regeneração veicular do espírito, corpo, energia e psicossoma. Tratam diretamente na recuperação e regeneração de determinadas áreas cujo eixo de ação é o amor puro cósmico emanado diretamente na região afetada.

O meu interesse por pesquisar esses irmãos cósmicos se deu como já expus em sessões de terapia regressiva, onde no meio do atendimento aparecem, poucas vezes e sob determinadas condições, para realizar esse movimento de cura.

O habitat dos regeneradores é extrassolar. Estão fora de nosso sistema e se locomovem exatamente da forma como nossos cientistas querem se locomover. Eles dominam completamente a hipertecnologia de deslocamento hiperespacial o que possibilita o trânsito cósmico de longas distâncias de escala da velocidade da luz.

O planeta parece semi-material, cujos corpos deles parecem flutuar levemente do chão, semi-desmaterializados. Isento de qualquer violência ou doença geral, vivem em paz transcendental e espalham o amor pelo universo contribuindo com os processos de cosmoinclusão.

O holocampo informacional é o campo pelo qual em permanente samadhi estão "linkados" e possibilita com isto a comunicação com os que conseguem se assentar no samadhi em escala psi-ómicron. Eles são exatamente uma sociedade que vive em samadhi, ou seja, livre de perturbações.

O planeta apresenta-se bonito, com vegetações e água parecido com o nosso só que mais sutilizado. A semi-materialidade do planeta acompanha a semi-materialidade dos regeneradores.

Do ponto de vista do Yôga, os regeneradores são todos mestres em Yôga de alto nível e são isentos de qualquer vaidade e resquícios egóicos, emanando o amor puro por onde passam e a delicadeza da manifestação isenta de qualquer violência, perturbação ou intrusão. São verdadeiros amparadores cósmicos.

3.4.16

Tao move-se por tudo

Por Fernando Salvino.
......................................



Viver.
Experiência do que não se entende,
Porém se vive e a partir disso,
Movemos o mundo abstrato.
Do núcleo sai o que é
E a partir disso observamos todas as coisas.
O núcleo em si é núcleo não localizável
O que é vem do que não é.
Porém o que não é parece tão mais real
Que dizemos:
O  que não é, é.
E por não ser é mais vivo que o ser
Tão mais vivo que sucede os filhos
1, 2, 3 ,4
Mais 8 netos e 64 bisnetos
A família vem de um mesmo tronco
O Tao é o fio condutor do que não é e do que é.
Um move-se no outro, a partir do outro e no outro.
Unidos são somente um.
Do um move-se o não-entendível.
O não-entendível é o corpo do não-ser.
O corpo do ser chama-se conhecimento.
Dirigir-se para o não-conhecimento faz com que o não-entendível
Passe a ser compreendido.
Longe das palavras
Bem longe
Porém bem perto da visão
O que vê é o visto.
Um no outro formam um três.
Tai Chi.
No oco do que não é,
Wu Chi.
Wu Chi gera o Tai Chi
Tao move-se por tudo
E a vida aqui
Mostra-se vaga.

25.2.16

Rastreamento Parapsíquico e Princípios de Yoga Avançado: O caso do mestre Chetsang Rimpoche

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Prof. Tao Yoga - Tai Chi Chuan
Espaço Terapêutico Tao Psi - HU/UFSC



Agradeço ao mestre Chetsang Rimpoche por esta experiência.


Ao leitor deste espaço, sugiro estudar este ensaio (clique aqui) antes de prosseguir. Especialmente o relato do monge lúcido. Este ensaio que estudará a seguir refere-se a detecção de quem é e onde está o mestre. Esta pessoa é dotada de um alto grau de lucidez e é mais uma evidência do que nos aguarda num futuro próximo em termos de progressão no Yoga.

E ainda é importante dizer que, você saber ou não de sua localização e real identidade é indiferente. O que importa realmente é você mesmo constatar o que constatei aqui. Cada um tem um movimento vital e em dado momento da nossa caminhada encontramos pessoas que possam nos ajudar em níveis mais elevados de maturidade e evolução. Mudar o modo como vivemos, nos alimentamos e como priorizamos as coisas da vida. O contato com esses seres mostram que a felicidade é simples e que não precisamos de muito para nos sentirmos bem. O simples contato com suas psicosferas fazem com que iniciemos um aprendizado diferente do escolar. Sentir uma pessoa lúcida, sentir a aura, o campo, a presença, a lucidez de um ser humano lúcido livre de perturbação é essencial no caminho de evolução. Até então tinha encontrado mestres extrafísicos e comecei a dedicar-me em rastrear os que poderiam estar em vida aqui no planeta, com corpos vivendo uma vida humana.

Como viveriam? Que estilo de vida teriam? Onde estariam?

É sobre isto que versa este ensaio.


I - Reflexões Iniciais

Nos séculos anteriores inexistia internet, telefone e outros meios de comunicação, como satélites, onde poderíamos localizar determinada sociedade, tribo, cultura, clã, e mesmo pessoa. Os instrumentos antigos de localização eram rudimentares e diz-se que os povos eram isolados. Mas será que eram realmente?

Ao longo dos anos venho tendo experiências parapsíquicas que contrapõe este dogma histórico. Partirei do fato de que meditadores de todos os tempos acabaram cedo ou tarde estabelecendo comunicação clara e precisa de suas localizações, favorecendo o intercâmbio cultural e religioso, científico e social.

Em meu último ensaio, expus sobre a experiência telepática que ocorreu comigo em viagem de moto para o sul do Brasil, onde alguém conseguiu detectar minha presença logo quando entrei numa cidade próxima a Mostardas/RS. Este experimento levou-me a reflexão sobre minha intenção anterior em rastrear parapsiquicamente onde estão os mestres encarnados no planeta. Neste caso, fui detectado pelo radar parapsíquico de um sensitivo de padrão vibratório mais denso, talvez indígena ou similar.

A questão é que se fui detectado por um sensitivo de densidade relativamente baixa e quanto a minha intenção de rastrear mestres acima de mim, com maior sabedoria, discernimento e compreensão da vida, porque não haveria alguém no planeta realizando este rastreamento? Procurando mestres e ao mesmo tempo procurando alunos com capacidade de aprendizagem? A reflexão girava em torno deste aspecto lógico. Se eu estava fazendo isso obviamente existiriam pessoas realizando isso no planeta.


II - Da Experiência

Um tempo atrás realizei um rastreamento onde localizei em clarividência um mestre aparentemente budista tibetano na região que me parecia ser o Nepal. E pensei comigo mesmo: como saberei quem é e onde está? Será possível realmente o uso objetivo das funções parapsíquicas para a localização de tal pessoa? Eu não teria outra alternativa. Em primeiro lugar não tenho dinheiro para sair daqui e mergulhar em expedição para achar a pessoa, seria uma perda de tempo e pouco provável que achasse. O que eu não contava era com o auxílio mediúnico na orientação conjunta do acesso. A presença do espírito amparador revela a unidade extrafísica de tudo quanto existe.

A experiência que me ocorreu no motociclismo motivou-me a não desistir da procura. Em determinado momento de meu movimento de rastreamento em meditação, mandei a seguinte carta a meus amigos pesquisadores do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga:

"Amigos, vou escrevendo aqui para manter registrado e estar a disposição para aprofundamento sobre percepções.

Em meditação neste momento e detectando o exato local onde o mestre budista se encontra na Ásia, a informação chegou assim:

"Condado de Horn": Ao procurar no dicionario neste exato momento, investigo que horn são as trombetas tibetanas e o condado de horn se chama Lhasa.

A informação chegou até mim telepaticamente. Antes disso, senti forte repercussão energética, com arrepios e percepção de que no exato momento da meditação o mestre percebeu a comunicação e está lúcido quanto a sua detecção.

A viagem de moto e a experiência de detecção mostrou-me que, se aquela consciência não tão evoluída percebeu-me chegando em seu campo telepaticamente em longa distância, significa que meu movimento de detectar o exato local donde esta o mestre pensei que provavelmente ele já teria ciência de minha intenção e movimento e já teria me detectado também. A experiência agora realizada mostrou que sim, eu pude perceber o exato momento em que houve a comunicação. Fiquei tonto, entrei numa especie de transe imediato.

Apos ocorreu a experiência que relatei acima.


Deixo aqui registrado."

Após, seguiu-se mais experiências em meditação, onde meditava e escrevia ao mesmo tempo:

"Exatamente agora, em meditação, vi o exato local onde se encontra o mestre budista. Tibet - Lhasa.

Aprofundando a meditação e estabelecendo comunicação, foi me dado a palavra tibetana "Gana" e uma em portugues "Campones". Gana Campones. Gana é uma assembleia ou grupo ou um clá onde tem poder decisório. Exatamente o que vi naquela meditação."

E prossegue:

"Como havia pressentido, da mesma forma que detectei telepaticamente  a presença da inteligência perto do município de Mostardas/RS, pensei com toda a logica que, se eu um parapsiquico ainda amador consegui detectar, então, porque não estaria o mestre me detectando? E porque n haveria possibilidade conseguir as coordenadas de sua localização pela via parapsiquica? E agora pouco ocorreu a experiência que foi uma mistura de clarividência, telepatia e mediunismo objetivo com transmissão da informação em coordenadas passadas por palavras-chave, tal como um estrangeiro tenta se comunicar em terras desconhecidas. O amparador tibetano sabia um ingles ruim e portugues ruim e usou de palavras tibetanas com inteligência, onde através delas pude montar um quebra cabeças e chegar até a informação.

Em síntese, o grupo seleto de monges o qual vi e informei a vcs são Gana, ou seja, uma espécie de conselho. A informação de que é um lider desconhecido confere. Apesar de ser um pouco conhecido, sua condição evolutiva não é. Tambem parece que o amparador chinês mais avançado vive no Nepal e não na China propriamente dita.

A percepção energética confere com a sensação da foto. Centramento, lucidez e conhecimento de tudo o que tratamos no LAC. Eles fazem o LAC do modo deles, mais avançado. O conselho é como um LAC. Ele é o lider deste conselho, avançado. PRovavel que ali ele ensine as praticas avançadas, e instrua os monges mais lucidos."

E ainda prossegue:

"O monastério do mestre budista tibetano que vi em meditação fica no Tibet, em Lhasa. Monastério Drikung. Agora sim confirmado. No LAC irei expor como fiz o processo de detecção, que incluiu vários processos parapsiquicos conjuntos: telepatia, clarividência viajora (visão remota), mediunismo direto (clariaudiência), intuição. A inteligência comunicante: um amparador tibetano com pouco conhecimento de inglês e português, mas muito inteligente, e com poucas palavras pude chegar à informação. Cheguei até este conhecimento agora, faz uns 30min, em meditação. Existem 2 mestres neste monastério. E parece que é Chetsang Rimpoche. O Budismo é Vajrayana. A percepção e os sinais parapsíquicos evidenciam a procedência da informação.

O mais impactante da experiência foi o contato telepático direto com o mestre, onde fiquei zonzo, entrei em transe e fiquei uns instantes para voltar a mim mesmo. A reação dele ao me localizar e me detectar deu-me estes sintomas, nada agressivos, mas parece que houve uma descoincidência dos veículos.

A autopesquisa prossegue. O que busco? Orientação mais elevada, lúcida de algum mestre verdadeiro confiável reencarnado. Esta é minha autopesquisa. O que sei é que ele sabe que sei de sua condição de lucidez. Permitiu o acesso.

Aqui fica totalmente comprovado a unificação total entre os assuntos da ordem espirita, espiritista, parapsicológica, metapsiquica, e o yoga, a meditação e tudo que diz respeito a isto."

E foi exatamente assim que cheguei até o mestre Chetsang Rimpoche.


III - De Algumas Conclusões

É muito difícil concluir realmente alguma coisa sobre esta experiência. O rastreamento parapsíquico se eu mesmo o fiz então quantos de nós está a fazer isto deste os mais antigos tempos neste planeta?

Eu considerarei esta pergunta um fato e já partirei deste ponto de que sensitivos de todos os tempos vem se encontrando e se comunicando pela via do rastreamento parapsíquico, até mesmo a transmissão de informações, coordenadas e posição exata no globo, como ocorreu comigo.

É um processo de transmissão e acesso onde misturam-se vários fenômenos parapsicológicos como telepatia, clarividência remota, mediunismo lúcido, telepatia entre uma consciência intrafísica (ser encarnado) e uma extrafísica (ser desencarnado), associações de idéias e construção de mapa mental, com auxílio dos recursos da internet que facilitam em muito este tipo de transmissão.

Pressuponho que antigamente sem os recursos da internet porém com mapas mais ou menos elaborados, os yogues mais experientes ainda assim conseguiam se localizar em meditação e ir ao encontro um do outro para trocas de experiências e conhecimento. Índia, China, Maias, Astecas, etc e esta unidade telepática absorvida com a unidade extrafísica das comunidades de espíritos no planeta.

Será possível localizar pelo rastreamento parapsíquico as duas consciências para-humanas restantes?

Será que são eles que permitem o rastreamento? Ou será que já nos tinham localizado antes como potenciais pessoas que tem a capacidade de os perceber?

Enquanto isso, a humanidade quase como um todo sonha acordada acreditando estar lúcida.

11.1.16

Experiências Parapsíquicas Incomuns na primeira Expedição Parapsíquica: Orientação, Telepatia e Experiência Lúcida fora do Corpo

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta e Prof. Tao Yoga e Tai Chi Chuan
Bel. Direito (Univali), Esp. Educação (Udesc) e Mestre em Educação (Ufsc).
Parapsicólogo habilitado pela FEBRAP - Federação Brasileira de Parapsicologia
Coopero com o site do Dr. Geraldo Sarti - www.parapsicologia-rj.com.br
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga.
Atendo no Espaço Terapêutico Tao Psi e Projeto Amanhecer (HU-UFSC).


I - Das Considerações Iniciais

No fim do ano resolvi viajar de moto de forma que pudesse realizar a passagem numa sintonia alta, razão pela qual acabei intuitivamente optando por dirigir-me ao Vale dos Cânyons / RS. Neste ensaio não irei adentrar nos detalhes da viagem, detalhes estes que caberiam num registro técnico de campo, mas entrarei nas experiências parapsíquicas ou extrassensoriais que ocorreram comigo nos 1850km percorridos em 4 dias. Equipado de forma técnica e profissional, fui viajar. Após o ano inteiro de intensa atividade clínica e aulas de tao yoga e tai chi chuan, tanto em minha clínica como no Projeto Amanhecer, senti a necessidade de me desligar radicalmente de meus afazeres cotidianos e mesmo pessoas próximas e familiares de meu convívio. Eu fui testar-me na solidão do motociclismo lúcido, na autosuperação de todo o medo e toxina mental, semelhante as viagens indígenas a cavalo da antiguidade, por terras estranhas. De posse da coragem e da confiança, rompi o medo do desconhecido e fui sem saber ao certo para mais uma cura xamânica dentro dos métodos indígenas de autocura rumo ao cânyon.


II - Dos Fatos Parapsíquicos


1. O "Orientador": ao longo de toda a viagem fui totalmente orientado por um espírito que objetivamente se comunicava comigo telepaticamente e apresentava conhecimento técnico de dirigibilidade. Percorri centenas de km por estradas de chão, pedra, areia, duna e barro, em chuva e sol e posso dizer que fui preparado e ensinado a dirigir nestes tipos de estrada por este que chamarei aqui de "orientador".

O orientador ensinou-me de forma técnica, estando comigo o tempo todo. A percepção da telepatia-clariaudiência se dava pelo ouvido direito. A índole do orientador era benevolente, calma, lúcida e denotava conhecimento técnico. Foi uma verdadeira aula de dirigibilidade em terrenos alternativos e variados. A certeza do amparo se deu com perguntas que fazia e obtive respostas claras e também objetivas, como por exemplo: "pode ir tranquilo nesta estrada, estradas de pedra quando molhadas não cortam os pneus, o problema é quando estão secas".

Considero que todo o processo intuitivo que operou em mim foi intermediado e houve com a participação do orientador. As pessoas certas na hora certa e assim cheguei ao Cânyon da Fortaleza.

Ao chegar, o choro inevitável e natural diante da beleza irracional e da certeza da conexão direta em vida passada com este tipo de ecologia. E ao chegar no topo do Cânyon, o orientador me disse: "por isso te trouxe até aqui, para você lembrar quem é você". Neste instante eu "vi" o porque de minha ligação com os índios norte-americanos, com o xamanismo, a flauta de bambu... Eu vi a rota antiga dos Cânyons e a natureza nômade dos antigos povos do norte e os cavalos. Entendi o porque do uso da moto ("cavalo de ferro") e de traços básicos de minha personalidade. E o orientador não parou por aqui. Meditei no topo do cânyon e após ele me disse que ainda teríamos coisas a visitar. Ao chegar em Mostarda / RS, dirigi-me ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, e me deparei com um ambiente verdadeiramente lindo e deserto. Dunas e mais dunas, água e água. E lá alcancei mais um pico de minha conexão, meu samadhi. Alguma coisa aconteceu em mim naquele instante. Um bloqueio interno decorrente de processos desconhecidos que tentava compreender em mim foi dissolvido. Senti uma liberdade pura de estar livre na Terra: naquele instante senti-me índio, em holofusão, eu e ao mesmo tempo tudo. Estava conectado, vivo, feliz e livre. Naquele instante alcancei a felicidade sem objeto, a felicidade sem motivo determinado, a felicidade sem causa material, a felicidade como decorrente da conexão.

No cânyon o orientador avisou-me que eu fui iniciado no passado, em outras vidas, e que fazia parte dos povos indígenas. Esclareceu-me que existe somente um só povo indígena. Compreendi o que significa "indígena". Indígena significa "povo livre". Libertei-me do bloqueio interno desconhecido que fazem de um homem um ser sedentário e não nômade. Voltei a lembrar que em qualquer lugar que estiver estou em minha casa. A minha casa é a Terra, é o Universo e o Universo está em mim. A conexão, o Tao, operou em mim, confiei e fui, como um fluxo perfeitamente harmônico, as pessoas certas apareceram nas horas certas e as informações que precisava chegaram sem esforço. Uma mágica parecia se mover, como um fluido de intenção parecida com o que Dom Juan chamava de "intento".

Compreendi que o Tao se move quando confiamos completamente em sua natureza benigna. Eu vi os índios de cocar, vi a nação. Os índios que habitavam os cânyons descendentes dos antigos índios norte-americanos. Compreendi a conexão entre todos os indígenas do planeta e a unidade extrafísica da família Una. Sem mais palavras, gratidão enorme a grande família.

O orientador me disse uma palavra que até agora estou pesquisando, algo como: "takoma", "takama". Em estudo etimológico, takoma é uma região dos EUA habitada por indígenas da família do orientador. E takama deriva de takaamara, em japonês, o Céu, associado aos locais altos do planeta, como monte Fuji. A ligação etimológica entre as línguas é direta. A contar da minha conexão com a tradição taoista e indígena na China, haveria de ter a conexão extrafísica da família Una de todos os povos pacíficos e conectados no Planeta, formando uma sabedoria una.

2. O potente sensitivo telepata: ao passar pela região de Passinhos até Palmares do Sul, após a meditação no Cânyon, um sensitivo potente acusou minha presença no local. Houve de imediato uma sensação estranha ao dirigir a moto. Eu e ele nos percebemos de imediato. Eu também fui com intenção de uma "Expedição Parapsíquica" para fins de detectar presenças de inteligências mais evoluidas pelos locais onde passo. Uma conexão telepática direta entre nós, similar a uma acareação parapsíquica, invisível e extrassensorial, pude "ver" o paranormal, com cargo de líder de alguma comunidade, seita ou algo do gênero comentando sobre minha entrada na região. Ficou o tempo todo me monitorando parapsiquicamente até que tenha me afastado de sua psicosfera de domínio. Homem, forte, lúcido porém com intencionalidade não tão benevolente, com certo parapsiquismo de guerra ou luta. Fiquei assimilado um certo tempo, sentindo-me um pouco mal e aos poucos desacoplei e me reconectei com o orientador, voltando a sentir-me bem. A experiência mostra o impacto energético da presença de uma consciência num dado ambiente e a capacidade de percepção e detecção de tal consciência em tal ambiente. Isto demonstra a possibilidade experimental de detecção de presenças inteligentes por onde quer que estejamos, bastando estarmos conetados. O treinamento por mais de década do Tai Chi Chuan, meditação e o Yoga de forma geral potencializa o parapsiquismo de detecção pela experiência de transparência e de acesso informacional (campo informacional). Esta detecção foi feita por mim ao avistar as 3 consciências extremamente avançadas que já descrevi noutro ensaio.

3. Projeção consciente em movimento. No retorno da viagem, meu corpo doía muito. Chovia e as posições alternativas não mais faziam efeito para apaziguar o desconforto. Foram pouco menos de 800km rodados num único dia, visto ter sentido que estava para vir grande quantidade de chuva resolvi retornar. Saí do acampamento as 7h da manha, do município de Mostardas/RS e dirigi-me a Rio Grande/RS o qual fiz o retorno pela Lagoa dos Patos e voltei a Florianópolis, chegando aproximadamente as 21h. No trajeto após pegar a freeway de POA com ventos muito fortes sem uma bolha adequada de proteção, cansei muito. A chuva veio logo após o fim da estrada e as dores intensificaram. Em dado momento, saí do corpo intencionalmente para não mais sentir dor e pilotei a moto como que em controle remoto. Fiquei de pernas cruzadas meditando enquanto meu corpo pilotava a moto sozinho em piloto automático. A projeção foi parcial e fiquei pouco acima do corpo e a todo momento voltava ao corpo quando precisava. Foi a primeira experiência desta natureza corrido. O transe proporcionado pelo automatismo da experiência de pilotar a moto por horas e horas seguida facilitou a projeção.


III - Das Considerações Finais

Diante dos fatos expostos e por mais estranhos e incomuns que possam apresentar-se todos se apresentam-se a mim como fatos parapsíquicos passíveis de serem detectados por todo sensitivo, medium ou parapsiquista habilitado. Muitos de nós está sendo orientado e sendo percebido parapsiquicamente por vários momentos de nossas vidas, assim como muitos de nós deixam seus corpos com lucidez e retornam ao corpo com total discernimento e ausência total de perturbação psicológica. É sobre este caso que versa este ensaio. Eu produzo estas vivências, geralmente em ocasiões onde estou isolado, desde a infância, mais precisamente, deste minha vida intra-uterina nesta atual vida. Deixo estas experiências para que você possa com seu discernimento avaliar e mesmo inspirar que sua vida se expanda para um universo muito mais amplo e interessante.

23.12.15

Evidências Científicas dos Para-mestres de Yoga (Indiano e Chinês): Experiência Mediúnica-Clarividente em Meditação Macrocósmica

Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Pesquisador da Consciência, Yoga, Taoismo e Holocosmologia
Professor e Pesquisador do Tao Yoga - Tai Chi Chuan
Espaço Terapêutico Tao Psi (clínica particular)
Projeto Amanhecer - HU - UFSC (clínica voluntária)
Coordenador do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga (PA-HU-UFSC).



Considerações Iniciais

O presente ensaio parte de duas experiências isoladas, uma realizada dentro do Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga e a outra realizada em meu consultório particular (Espaço Terapêutico Tao Psi) em uma sessão de psicoterapia parapsicológica.

A primeira foi a constatação em clarividência da presença direta, presencial do que posteriormente iria designar por Swami, ou o mestre de Yoga que já possui o autodomínio e o domínio do Yoga. O mestre extrafísico apresentava-se com as roupagens alaranjadas e turbante, expondo a serenidade profunda e a lucidez de um mestre. A única coisa que comunicou foi: "samprajnata samadhi". Nada mais.

A segunda experiência foi a constatação direta também em clarividência mediúnica da presença de um também swami chinês, um mestre taoista o qual vestia-se de branco, sem cabelos, barba, fina e comprida, de um profundo pacifismo, e pude neste contato compreender a natureza da violência e suas relações com a serenidade e a meditação.

O modo de ensinar dos mestres extrafísicos é direta e geralmente sem maiores discursos. São sintéticos, claros e ensinam somente o essencial.

O primeiro swami ensinou-me o samprajnata samadhi, ou o samadhi com semente, dentro da prática da meditação microcósmica ou o kriya indiano. O segundo ensinou-me sobre o pacifismo dentro da mesma prática da meditação microcósmica, o nei-dan taoista.

Estas vivências evidenciam também a essência da coesão metodológica de ambos métodos.


Swami Patañjali
1. Ensinamento do samprajnata samadhi pelo Swami.


Aquele dia iniciamos o encontro num diálogo aprofundando as questões profundas da vida de cada um dos membros do laboratório. O exame aprofundado, na persistência do discernimento, na autoinvestigação honesta e profunda de cada um, foi que após determinado ponto iniciamos a meditação, primeiramente, a microcósmica e após a macrocósmica.

Estávamos realizando a meditação microcósmica quando iniciamos a meditação macrocósmica, experiência esta que visa o samadhi. O samadhi como já expus, é a experiência de interrupção das perturbações internas e portanto, de serenização do espírito.

Num dado momento, senti um profundo êxtase, sensação de felicidade que fazia-me evaporar, transparecer meu espírito, gratidão por tudo e por nada, o simplesmente eu sou feliz agora sem motivo. Ao mais uma vez sentir o samadhi entramos na meditação macrocósmica e comecei a ver em clarividência o mestre indiano vestido de roupas alaranjadas, turbante, com expressão lúcida e serena no olhar. O mestre chegou próximo a mim e me disse em telepatia: "samprajnata samadhi". E saiu de volta ao grupo de mestres liderados por um gran-mestre.

O sentimento de conectividade, a comprovação mais uma vez da existência extracorpórea, a ligação direta com os para-mestres do Raja Yoga, a percepção exata do nível o qual estamos de aprendizes do samadhi, situou a essência de tudo que venho construindo ao longo de várias vidas. Paz íntima, certeza da amparabilidade onipresente, certeza da amparabilidade de nosso trabalho no LAC e certeza da possibilidade do êxtase nirvânico do samadhi. Nada me perturbava, nada me tirava do centro, nada era suficiente forte e poderoso para atingir-me e perturbar-me. Ali encontrei a semente da imperturbabilidade permanente: samprajnata samadhi.

A construção pluriexistencial, milenar, do samadhi. Este movimento de construção, de sair da semente e brotar, cultivar até que se alcance o pico do êxtase é chamado de "samprajnata samadhi". Até então não tinha a noção exata do significado do conhecido "samadhi com semente" e a sua profundidade.


Swami Lao Tzu
2. Uma aula de pacifismo pelo mestre chinês.

E mais uma vez aparece um para-mestre chinês, de vestimenta branca, profundamente pacífico. Estava ensinando e praticando a meditação microcósmica e macrocósmica com meu aluno quando durante a meditação macrocósmica vejo em clarividência do para-mestre (provavelmente Lie Tzu, nome que posteriormente viria em minha mente ao refletir sobre a identidade do mestre).

A sua profunda serenidade e paz de espírito, livre de qualquer tipo de sinal de agressividade, ensinava-me o que muito tempo estava buscando: o contato direto com mestres acima de meu nível, de forma que pudesse aprender as lições do Tao diretamente.

O ensinamento foi não-verbal. O mestre nada disse, mas tudo falou. A sua presença de fecunda serenidade mostrou-me num exame direto a distância que se encontra da violência. Como água e óleo, a violência não poderia atingi-lo mais. Livre de toda violência interior, sua aura expressava a suavidade do vapor de serenidade que só pela presença ensinava-me quem eu sou e a medida exata da violência que ainda existe dentro de mim e em volta.

O ensino sem palavras, um mestre taoista.


Considerações Finais

O contato com os para-mestres me ensinam a discernir mestres dos pseudo-mestres, e mestres de instrutores ou professores. Eu um professor e aluno dos mestres do Tao, do Samadhi.

A alegria calma e a serenidade silenciosa circula em meu coração neste instante. Compartilho destas vivências com você de maneira que possa você mesmo comprovar tudo o que exponho em meus ensaios. Tudo o que exponho está acessível a você. E a nossa saúde e o sentido de nossas vidas, é o Tao do encontro com as essências do Universo!

OM SHANTI!