8.8.16

Das Novas Reflexões sobre o Coma, das Reflexões sobre o Fenômeno da Retrocognição e Outras Considerações

Fernando Salvino (M.Sc).
Parapsicólgo, Psicoterapeuta, Prof. Yoga.
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga.


Antes de prosseguir neste ensaio, quero agradecer de alma, amizade, amor e parceria, aos meus irmãos cósmicos, meus parceiros de pesquisa no LAC e amigos que a vida me deu: Guilherme Loureiro, Rodrigo Bastos, Rosamary Xavier e Vanessa Sander. Minha gratidão dispensa palavras e as vivências que experimentamos no LAC e com nosso convívio equipara para mim ao que vivi mais extensivamente nas vidas que abaixo irei citar. Uma só família. Conseguiram me aturar, conseguiram conviver com meu jeito "ogro" e hipersensível, no paradoxo da agressividade-sensibilidade, no ritmo intenso e ininterrupto que levo minhas pesquisas e a seriedade com que coordeno minha vida, que orientei a todos para sermos livres e nunca colocar qualquer saber externo acima do saber interno, inclusive negando minha autoridade e prevalecendo a autopesquisa sobre qualquer coisa que se se ouve, le. Este Yôga, verdadeiro, foi e é capaz de nos dar (permitir) a liberdade total de sermos quem somos e descobrirmos a verdade embutida nos buracos negros da consciência profunda de cada um. Sem paradigma, sem rótulo, sem restrições, sem censura, sem instituição, sem dinheiro, sem fachada, e minimizando o máximo da influência do medo, nos deparamos com a autopesquisa, a ciência de si. Sinceridade, autenticidade, respeito profundo, amor, bondade... consideração pelo outro. Estamos vivenciando durante 4 anos ininterruptos estes princípios de convivência profunda, reduzindo a censura e maximizando a livre expressão com respeito, sensibilidade e franqueza extrema. Sem contar o bom humor, a seriedade extrema associada a liberdade e a leveza de se autoconhecer com divertimento e prazer.

A partir destes pressupostos, fomos nos aperfeiçoando no treinamento e desenvolvimento das retrocognições realizadas em laboratório, e em conjunto com a autopesquisa profunda, foram para mim as experiências mais esclarecedoras de todas, podendo ser comparadas somente com as projeções lúcidas e com as experiências de samadhi, no êxtase.

As investigações que realizo são o movimento de minha própria vida, como cobaia de mim mesmo, aventurando-me nos experimentos transcendentes, holotrópicos, transpessoais e parapsicológicos, não raro, associados ao espectro da função psi-ómicron (experiências do espectro holocósmico).

Após principalmente as experiências intensivas de laboratório, autopesquisa contínua por anos e anos ininterruptos, cheguei a uma percepção um tanto estranha e, embora não saiba se tratar de uma percepção definitiva, o que só o tempo irá dizer, apontou para uma sensação que me disse assim:

Terminaram as retrocognições. Tudo o que acessei nestas dezenas de experiências me deram as respostas necessárias para que eu pudesse alcançar uma estabilização interna razoável e uma autoconsciência relativamente ampla e até certo ponto contínua (sem retrocesso e esquecimento) acerca de mim mesmo, equiparando até certo ponto (dentro das condições obviamente) minha lucidez aqui com a lucidez extrafísica da consciência desencarnada, ou mesmo com a lucidez que tinha quando vivi em sociedades mais adiantadas que esta que vivo atualmente, especialmente as seguintes vidas: Indígena norte-americana (Yôga indígena), Indiana (Yôga indiano antigo), Chinesa (Yôga chinês, taoista Chen). Nestas três vidas humanas pude viver de forma mais equivalente a consciência extrafísica, em termos de convivência social, lucidez e continuidade da lucidez, ausência de doenças e perturbações, comparadas as que vivo hoje e as que vivi noutras vidas recentes. As experiências entrevidas cosmointermissivas, além da Terra e da astrofísica ordinária, revelaram-me os aspectos mais aparentemente paradoxais de meu modo de ser, e especialmente as questões de ordem holocósmica, as projeções de consciência livre, os contatos alienígenas e a pulsão natural por transcender a vida humana em direção a família universal. Um entendimento direto, translinguístico ocorreu. Eu compreendi. As peças que faltavam para o quebra-cabeça parecem que foram achadas e a imagem total foi compreendida por inteiro. Sem começo, sem fim, uma só família. Várias e várias vidas, a impossibilidade de se saber o começo (nossa real idade), várias raças, cores, línguas, países, nações... dimensões... reencarnação. Vidas e vidas e vidas sucessivas. Esquecimentos e comas sucessivos. Um esforço descomunal para lembrar: uma só família. Um só lugar. Uma só casa. Uma só realidade. Uma só dimensão. Povos das estrelas. Qi Gong do "fio da seda". Tocar sem intervir. Intervir só quando necessário. Esta é a Lei. O Tao.

O movimento de equivalência da lucidez, da sensação íntima de realizar retrocognições profundas até ao ponto de realizarmos tais experiências em grupo, num contexto laboratorial, muito mais intenso e profundo, levou-me a exaustão da experiência. Da mesma forma que as dezenas e dezenas de projeções lúcidas para fora do corpo me levaram a exaustão da experiência, no pico que para mim considero o ápice (por enquanto) da aprendizagem e das lições práticas dentro de minhas necessidades evolutivas, no momento que vivo agora.

Por outro lado, as retrocognições mostraram-se fenômenos altamente complexos e cujas fronteiras com os demais fenômenos parapsíquicos também ficam relativizados.

Assim deixo a pergunta para continuarmos as investigações da consciência contínuas:

Quantas e quais tipos de retrocognição somadas às experiências meditativas, samadhi, projeções conscientes e autopesquisa profunda em grupo são necessárias para que possamos sair da condição de coma e equiparar nossa lucidez atual com a lucidez extrafísica da consciência desencarnada?

Seria então realmente o Yôga (movimento para samadhi-kaivalya) o movimento universal para o conhecimento de si até a deflagração das funções psi ordinárias e até a deflagração da função psi-ómicron, rumo ao espectro holocósmico e ao hipersamadhi? Ao amor universal? A sensação direta, percepção total, de que somos uma só família? E o universo é o único lugar para se viver? E de que o sentido da vida passa por compreendermos que somos somente uma família e que nossa doença é resultado do esquecimento e perturbação quanto a isto?

Será a sensação íntima de ter terminado as retrocognições uma percepção válida? E por si só evidência científica? Estaria iniciando um novo ciclo de projeções lúcidas porém de espectro holocósmico?

26.7.16

Enumerações Sobre a Natureza da Consciência (Si Mesmo)

FS.


As enumerações ou considerações abaixo são uma tentativa ou um esboço, rascunho, sobre a natureza da consciência (si mesmo). Em sua natureza abstrata é para mim o campo mais difícil de investigação e por isso mesmo e por considerar que tenho condições de penetrar a fundo nesta área é que apresento aqui este rabisco sobre o que compreendo como sendo a natureza da consciência (o si mesmo).

As considerações são ou eram para ser uma sequencia lógica ou progressiva de aprofundamento e de entendimento até que alcancemos o último ponto. A sua leitura atenta e focada aberta para a compreensão do que aqui exposto é por si mesmo, uma prática de Yôga.


Enumerações.


1. A consciência é o campo ou realidade imaterial, não-física e nem mesmo extrafísica, não-local, inexistente do ponto de vista objetal e observacional e real do ponto de vista perceptivo.

2. Consciência é detectada por seus efeitos (inferência). Porém a consciência não é o efeito que gera. Consciência é causa. Consciência é princípio inteligente, é justamente a realidade imutável do cosmos.

3. Em oposição complementar e inerente à própria consciência, temos a não-consciência, a não-inteligência, o objeto. O objeto é o que não é consciência. O objeto é o que são os efeitos da causa, a consciência.

4. Consciência é justamente o que não-é. Não-ser é o que não é localizável objetivamente. Tudo que é localizável num contexto energia-espaço-tempo-dimensão é ser. Porém o que é não é a consciência.

5. Consciência é a causa não-localizável do localizável. É o fundamento do energia-espaço-tempo-dimensão, é o fundamento da existência. Consciência é não-existência. E por ser não-existência não nasce e nem morre. O que nasce e morre são os efeitos da consciência, a sua parte existente.

6. E é aqui que começa a confusão de nossas vidas e a causa de tanta perturbação. Ao confundir o ser com o não-ser, causamos um tanto de sofrimento em nossas vidas e nas vidas dos outros, vida após vida e ficamos aprisionados neste vaivém de Yin e Yang.

7. Eu, realmente, não existo.

8. O eu que considero existente não é o Eu.

9. O que existe não é o Eu e sim os efeitos do Eu (Eu falso).

10. Ao confundir o Eu com seus efeitos, considerar que um é o outro, sofremos. O sofrimento é decorrente da tentativa de manter eterno o que tem por natureza perecer e de considerar eterno aquilo que por natureza perece.

11. O Eu real não existindo, nunca nasceu e nunca morreu, nunca nascerá e nunca morrerá. Daí sua natureza eterna e infinita, imaterial, além da energia-espaço-tempo-dimensão.

12. O Eu real não existe no tempo e no espaço.

13. O Eu real não existe e portanto é eterno e infinito, estando além do tempo e do espaço.

14. O que nasce e morre é o falso Eu, ou os efeitos do Eu real.

15. O medo do Nada surge da confusão entre a natureza do Eu real e do Eu falso.

16. A existência do Eu real está na sua natureza de não-existência.

17. Assim, toda a existência é falsa, tudo o que é localizável e portanto existente é falso.

18. O que existe é o efeito do que não existe, a sua causa inteligente.

19. Os efeitos do que não existe podem ser detectados, porém o que não existe não pode ser localizado.

20. A consciência (Eu real) não é e justamente por não-ser gera efeitos, cujos efeitos, a existência, pode ser detectada, porém geralmente é confundida com o não-ser.

21. Dirigir-se ao Eu real significa deixar de estar aderido a tudo o que é irreal.

22. Conservar a existência do Eu falso leva ao sofrimento e o mantém.

23. A natureza do Eu falso é nascer e morrer. Enquanto que a natureza do Eu real é não nascer e não morrer.

24. Realidade e existência não coexistem. Mas ao mesmo tempo são uma unidade indivisível.

25. Realidade é não-existência. E existência é irrealidade.

26. Dirigir-se à não-existência partindo da existência é o método da meditação.

27. A existência se move dualmente. Ora Yin, Ora Yang. Ora Yin se converte em Yang, ora Yang mostra a semente de Yin em processo de surgimento. Yin e Yang oscilam, movem-se e convertem-se mutuamente expressando a natureza da Existência. A Existência em sua totalidade é Tai Ji.

28. Porém, o fundamento de Yin e Yang, e o que está além das dualidades do grande Tai Ji, é a não-existência, Wu Ji.

29. A não-existência fundamenta a existência. O que existe é a forma do que não-existe.

30. O real não pode ser visto. O irreal pode ser visto. Da confusão da visão vem o sofrimento.

31. Da correção do discernimento entre o real e irreal surge o samadhi.

32. Da persistência no samadhi vem o kaivalya.

33. O caminho do samadhi é repleto de fenômenos e acompanham as percepções mais incomuns da realidade e da irrealidade.

34. O irreal muda incessantemente. O real não muda.

35. A mutação é a lei da irrealidade. A não-mutação é a lei da realidade.

36. Compreender a mutação revela a não-mutação.

37. O real é sempre como um círculo oco. O irreal uma oscilação dual Yin e Yang.

38. Harmonizar o dual com amor e discernimento (ahimsa) produz sabedoria.

39. Sabedoria é compreender continuamente a natureza do real.

40. Da luta dos opostos duais produz-se sofrimento.

41. Da não-luta dos opostos produz-se harmonia e transcendência de Yin e Yang.

42. Amor, bondade, sabedoria e discernimento são as bases do mundo manifesto.

43. Pois que sendo a existência impecavelmente perfeita em seu movimento impermanente infinito, evidencia a não-existência inteligente oculta e não localizável por trás do existente.

44. E a impecabilidade e belezas infinitas do mundo manifesto revela a benevolência infinita da natureza última da consciência.

45. Daí situar que a natureza última da consciência é a não-existência total, eterna e infinita.

46. O eu real assim é o tudo real não-existente.

47. Do samadhi vem a compreensão de que eu real é eu holocósmico, unindo tanto a não-existência como a existência, na dança incompreensível entre os mundos.

48. Do mistério da dança infinita advém a maravilha da contemplação sem objeto, do riso sem motivo e da felicidade sem causa.

49. A felicidade sem causa é o samadhi assentado na natureza última da consciência.

50. A natureza última da consciência é a permanente vida na não-existência eterna e infinita.

51. A liberação ou a separação definitiva da existência da não-existência revela o Yôga definitivo.

52. O Yôga da existência é o Yôga da dualidade, é a luta para a dissolução da luta interna. É Tai Chi.

53. A não-luta é a correta visão da realidade. Ver a realidade e sustentar a visão só é possível no samadhi.







30.6.16

Ensaio sobre o Despertar do Coma, as Vidas Sucessivas e a Família Universal

Fernando Salvino (M.Sc)



Um dia eu resolvi partir para uma viagem sem rumo, sem muita orientação, sem placas de sinalização, estradas de terra e esburacadas, matas fechadas, territórios obscuros e dos mais difíceis de me situar e me orientar. Porém ao longo dos tempos fui conseguindo me situar, me equilibrar e até que enfim dei início a esta jornada. E o território que pus a conhecer era eu mesmo.

Uma confusão de sinais e sintomas, insights e imagens, sensações, impressões, e determinados conhecimentos inatos, acabaram por ao mesmo tempo que atrapalhar minha vida auxiliaram-me a enfrentar-me para esclarecer todos estes fatos psíquicos que só eu mesmo e os mais chegados poderiam estar acessando e co-acessando. Explosões de humor, revolta e picos profundos de serenidade, alterações de estados de consciência, mediunismo e soma-se a isso viver uma vida humana e suas necessidades ilusórias, como dinheiro e comprar coisas.

De índio-norte americano a falso tulku tibetano, para cidadão comum chinês, aluno do mestre de yôga chinês provavelmente Chen, a vida extrafísica extraterrestre dentro de uma nave espacial onde ficávamos deitamos numa capsula e nos projetávamos em hipersamadhi para fora do corpo em consciência livre dissolvido no cosmos. Alemão judeu, médico militar norte-americano, esquimó....astrólogo na idade média... esquimó numa provável pré-história..

E qual é a charada cósmica? A universalização do espírito? Eu falo aqui por mim e não psicografo um espírito que relata suas vidas passadas. Aqui estou eu, encarnado, investigando-me profundamente, em vida, em carne e osso.

Passei por tudo nessa vida numa síntese comprimida de uma busca intensa para recordar os ensinamentos dos mestres. Onde está o mestre? Onde está a verdade? Qual é a verdade? Perguntei durante um bom tempo. Olhei muitos nos olhos e poucos encontrei. Fui enganado como todos, pela escola, pelas famílias, pelos professores, pela ciência, e pelas religiões. Uma sensação conhecida de desamparo, de solidão não raro angustiante e aflitiva de viver solitariamente dentro de uma sociedade o qual não me sentia pertencente. Olhei durante muito tempo as pessoas na rua, amigos, familiares e mesmo algumas raras inimizades que tive nesta vida e senti-me verdadeirmente estranho perante isso tudo. Que mundo é esse? Qual a origem desse estranhamento? E também para recordar quem realmente eu sou? Um estranhamento profundo sobre a realidade que me cerca, inadequação social aguda e saudade desmedida por aquilo que aos poucos fui acessando e compreendendo, além de toda e qualquer rotulação superficial psicopatológica.

Nesta vida, hoje tenho 40 anos de idade, cujo nome que me foi dado é Fernando Salvino, e filho de Paulo Salvino e Ilse Chagas, irmão de Caio Salvino e pai de Yasmin Silveira Salvino, onde passei por um casamento e duas uniões estáveis, e onde dedico-me integralmente a ajuda a esta mesma sociedade o qual estranhei desde criança, como psicoterapeuta e ensinando Yôga, e onde trabalho voluntariamente para o governo (Projeto Amanhecer - HU - UFSC) para ajudar gratuitamente a sociedade para que possam sair dessa doença social generalizada, e conseguirem se sentirem melhores consigo mesmo neste mundo.

E finalmente após uma vida realmente intensa internamente de uma investigação permanente e de um esforço descomunal de sair de minha condição de coma hoje posso dizer que o primeiro passo foi dado. Ao invés de esperar desencarnar para que eu pudesse sair da condição comatosa de esquecimento total de minha verdadeira natureza e caminho pregresso, desde minha infância algo dentro de mim nunca aceitou esta condição passivamente e nunca tive medo de enfrentar esse obscuro, esse abismo interior que escondia de mim mesmo as raízes do sentido de ser quem sou, comportar-me da forma como me comporto, gostos que tenho, preferências, inclinações, amores e desamores e anseios profundos de minha mais pura essência como alma imortal.

Esse caminho de recuperação de minha real identidade nublada por uma série de influenciações externas, como a quase impossibilidade de relacionamento integral com as pessoas em geral fazem com que viver de forma invisível seja o caminho natural daqueles que vão aos poucos despertando dentro de uma sociedade profundamente doente. A invisibilidade é o aspecto comum dos que estão despertos. Os que dormem na doença do desamor não vêem com clareza.

A doença humana é a doença da falta de amor. É uma profunda doença afetiva o qual corrói a alma e separa o espírito da grande família da Terra e do Universo. O amor é o caminho e o sentido, simples assim mas difícil de entender, disse a mim um espírito que não sei nem mesmo qual seu nome.

Eu sou quem? Eu sou amor. Essa resposta parece estranha e vaga. Mas é a mais objetiva e concreta que poderia dar. Eu sou o bem, eu sou tudo, eu sou a família universal, eu sou as plantas, eu sou o rio, eu sou o Sol, a Lua e as Estrelas... eu sou os cães, eu sou a chuva.. eu sou você, eu sou também eu mesmo... eu sou um vapor hiperconsciente livre de toda e qualquer violência e profundamente amoroso e num estado de um profundo êxtase pela maravilha da vida... eu sou o que fui, sou o que sou e sou o que serei... passado, presente e futuro dançam coladas a mesma dança...

Vidas e vidas e vidas e vidas se passaram. Mudam-se as roupas, a cultura... índio, yogue, mestre de tai chi chuan, tulku tibetano (na verdade falso tulku), médico militar e numa vida muito perturbada, espião russo... e o que compreendi é que tudo é necessário, tudo foi útil, a totalidade de tudo o que vivi valeu a pena ter vivido para eu ser quem sou hoje e ter aprendido o que aprendi e viver o que vivo hoje. O passado é irmão, é amigo. E o futuro meu irmão, meu amigo. No agora, tudo é necessário para o aprendizado de compreender que o universo inteiro é uma família.

O agora é um desafio de ser quem realmente eu sou, livre de todo e qualquer rótulo, de todo e qualquer certificado passado, de tudo que me rotulam, de todo e qualquer corpo físico melhor que tive, de toda e qualquer sociedade mais amorosa e evoluída que vivi, de todo e qualquer mestre que pude ter contato e que agora não tenho, de tudo que fui, passei e vivi, e que agora só me resta eu aqui, agora, lúcido, da simultaneidade do passado-presente-futuro, no que sou e no que me tornei, e no caminho a seguir.

Um dia num passado muito antigo, o chefe Urso me disse que eu iria parar de viver como índio e iria começar a viver com os doentes. Eu iria nas palavras dele, me tornar um Urso branco, um índio com pele branca, um guardião (Urso) do caminho. Isto significava que eu já sabia desde aqueles tempos que o universo é uma única família. Eu vivia aquilo, eu sentia aquilo, e viver e morrer eram tão fluidos e ininterruptos como o Tai Chi. E iniciou minha trajetória de viver várias e várias vidas reencarnadas em sociedades doentes cujo propósito era ajudar esse povo a ficar mais saudável e se curar. Pelos meus cálculos, isso foi nos anos 800 d.C numa tribo norte-americana, onde existem búfalos e ursos, rios e salmão. Essa memória se dialoga com o que vivi recentemente quando fui ao Cânyon da Fortaleza no RS-Brasil e lá um espírito índio me disse coisas sobre a vida e sobre o caminho, de forma que pudesse lembrar quem eu sou. A família, a vida e a Terra, o Universo e as vidas sucessivas. Após esta vida parece que fui para a Índia, e aprendi o Yôga indiano antigo. E depois fui raptado de minha família por monges tibetanos e rotulado tulku, por ter delírios de febre quando bebê e uma certa doença que meus pais não sabiam o que era. E nunca tinha sequer reencarnado como tibetano antes (o que comprova a falha dos métodos de identificação dos lamas). Assim fui treinado no Budismo tibetano ritualístico, e com a guerra fui para a China onde abandonei a vida insuportável do monastério e me casei e vivi como um cidadão comum. Apesar da sequencia cronológica ser um pouco imprecisa, fui treinado por um mestre Chen no Yoga chinês e nas artes marciais, em tempos de império. Mais recentemente, fui médico militar do Central State Hospital, na Nova Georgia EUA. Neste meio tempo, fui judeu e lá muito provavelmente tive os mesmos pais que tenho hoje. Muitas vidas morrendo cedo e reencarnando rápido. Em minha última vida, morri no Vietnã, era médico militar também, e reencarnei no mesmo ano, 1975, em São Paulo - Brasil. Sequencia de vidas muito perturbadas lidando com as piores doenças humanas. Nos intervalos entre as vidas uma hipertranscendência nutria profundamente minha alma e me possibilitou retornar a esta Terra para dar continuidade ao movimento de viver dentro da sociedade doente e ajudar na doença, ajudar na cura. Quando criança nesta vida as mesmas sensações me davam quando era tibetano, delírios estranhos em febre alta e eu tinha fenômenos parapsíquicos desde a idade mais remota, a começar por minha vida intra-uterina. O que me levou os pais a me levarem para centro de umbanda, o que me foi muito bom, pois os médicos eram muito retrógrados para compreenderem os fundamentos de meus delírios. A medicina é um atraso só. A situação foi ficando mais difícil decorrente do passar das vidas e meu despertamento e a expansão da doença para o planeta inteiro. A doença piorou desde antigamente e meus desafios de estar vivo e conservar minha lucidez aumentaram. As experiências nos intervalos se intensificaram e se tornaram mais e mais transcendentes, o que parece-me que possibilitaram a transcendência precoce na infância e pré-infância. Sinto que por isso fui treinado no método Chen, mais potente para lidar com a doença severa da violência moral, das agressões físicas e das entidades demoníacas, verdadeiras formas não-humanas de manifestação da maldade que interagem conosco e que podem reencarnar como humanos.

E diante de tudo isso é que finalmente vou me despertando do coma. E este é um coma diferente, não é um coma neurológico, fisiológico, mas um coma do espírito.

Eu estou aqui, acordado, consciente em muito do que houve em meu passado muito antigo numa sequência de vidas encarnadas e intervalos até chegar aqui, agora, eu sentado aqui, digitando este ensaio. E minha vida se moveu de uma forma que fui abandonando tudo o que fosse supérfluo e não necessário para que eu pudesse lembrar, acessar, quem eu realmente sou. E a lembrança do passado guarda o enigma de seu casamento com o presente e com o futuro, pois o acesso ao passado é uma modificação do presente e do futuro. O passado está agora acontecendo de alguma forma que pouco compreendemos. E quando eu acesso o que fui e dependendo do que eu acesso, algo é acessado agora, no presente. Então que a experiência de acessar a memória do coma gera influenciações profundas no presente. Acessar as experiências de intervalo de vidas humanas me pareceu ser as experiências de maior alteração e influência benigna de minha vida humana agora. Assim como acessar as vidas benignas que tive me geraram profundas alterações de sensações no agora que contribuem positivamente para que eu possa me curar cada vez mais e ajudar cada vez mais pessoas e a me manter ligado à grande família.

O fato de eu trabalhar como psicoterapeuta, com regressão de memória, com Yôga, com Tai Chi Chuan, dentro de um consultório, em minha casa na floresta, no rio, e em um Hospital público, coordenando um Laboratório de Autopesquisa, pesquisando Holocosmologia, e todas as ideias que tenho sobre as coisas e o modo como sempre quis viver e cada vez mais vivo é a síntese coerente de muitas vidas e aprendizados que além de ter nascido com isto, coloco em prática nesta vida.

É a prova científica definitiva de que as raizes da personalidade são pré-uterinas e se extendem ao infinito passado e se conectam ao presente e futuro; de que a alma é imortal e de que vivemos sim sucessivas vidas humanas na Terra e sucessivas vidas não-humanas nos intervalos entre as vidas. E é a prova científica para mim de que a humanidade quase inteira vive um estado de coma. E concluo isto baseado em meu despertar do meu coma.

Yôga, Tai Chi Chuan, Qi Gong do fio da seda, ensinamentos dos índios norte-americanos, como venho ultimamente falando e as retrocognições confirmaram, são o mesmo e único sistema, um só Yôga, um só movimento de união à grande família universal.

Tudo foi útil. Tudo é útil. Tudo será útil.

Cada membro da família tem seu espaço e precisa ser respeitado. Não intervir, não forçar. Fazer somente o necessário. Intervir somente o necessário. Fazer somente o necessário, sem forçar, sem pressionar, sem excessos. Isso é o Tao. A medida do necessário é dada pelo amor e pelo profundo entendimento de que o universo inteiro é uma família.

E pelo fato da quase absoluta humanidade não compreender isso, sofre da doença da família, da doença do espírito de desamparo universal.

A cosmoinclusão significa a cura da doença da humanidade e a inclusão à grande família universal.

É isto que significa hipersamadhi, kaivalya, união com Tao, Brahmam, amor universal.

Eu sou Brahmam, você é Brahmam, tudo é Brahmam.

A doença é uma. O caminho é um. O retorno é um. A família é uma.


24.5.16

Ciência e Liberdade: Ensaio sobre o Compromisso Pessoal com a Verdade


Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Prof. Tao Yoga, Tai Chi Chuan e Meditação



A liberdade é condição da verdadeira ciência. E somente com liberdade que ocorre a criatividade natural, livre de censura, de regras restritivas e normas modeladoras. A liberdade é o que permite o insight, a intuição do caminho a seguir, de descoberta de soluções criativas para os desafios da pesquisa científica verdadeira. Ciência é ciência se estiver atrelada à liberdade, à ética e ao profundo compromisso com a verdade. E a partir deste compromisso pessoal com a verdade é que se pode erguer uma verdadeira ciência, caso contrário, podemos estar construindo uma bomba.

O compromisso pessoal com a verdade é mais que a base da ciência, é o estacamento da ciência, é o princípio fundamental de toda e qualquer verdadeira atividade científica. E este compromisso, o de descobrir a verdade não está atrelado a intenções nefastas, pelo contrário, está unido ao bem maior da melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A ciência é um modo de investigar, ancorado em método científico. E este método só é científico se estiver regado do compromisso com a verdade e com o bem estar social. Este método ou o caminho para o conhecimento parte da observação a mais lúcida possível da realidade. E também não é correto retirar o que não se pode ser retirado da investigação, o sujeito e tudo aquilo que é. E não se pode também retirar do objeto a sua integralidade e sua íntima ligação com aquele que o escolheu como objeto, o sujeito. Sujeito e objeto associam-se amorosamente na relação científica. Caso não haja esse tipo de relação, como irei conhecer a verdade? Como irei conhecer realmente o objeto se estou em conflito com ele? Como irei realmente acessar a realidade do que pretendo conhecer se não estou em paz com ela? Então, se não estou em paz com ela, o sujeito pesquisador precisa ser honesto e incluir em seus dados a sua raiva e frustração quanto ao que quer pesquisar. Considere tudo o que se posta diante de si mesmo, sua realidade subjetiva e objetiva, pois pesquisa científica é a que vai na direção da verdade. E se é verdade que minha paz facilita resultados de pesquisa e minha ira a prejudica, então que tais dados sejam inseridos na investigação. O sujeito é consciência construtora de objetos. Objetos existem mas não existem por si mesmos separados do sujeito. O sujeitos os escolhe, os delimita, os intitula, os rotula e depois diz que o conhece. Quem é realmente o objeto? O que realmente o sujeito está querendo conhecer? Que conhecimento se diz ter sido produzido pelo cientista? É conhecimento verdadeiro? É conhecimento falso? Existe conhecimento verdadeiro?

A isto se chama ciência verdadeira, honesta, não corrupta. Ao considerarmos que a ciência parte da verdade real como princípio norteador de toda sua atividade, então que nos cabe elucidar o que é o real e como podemos saber que estamos a conhecer o real daquilo que pretendemos conhecer.

Para isto precisamos compreender que o sujeito, eu e você, não nos conhecemos de forma adequada. Quem eu sou exatamente? Qual minha natureza? Como eu não sei responder esta pergunta, como irei conhecer qualquer objeto já que os objetos são construções intencionais do sujeito que desconhece a si mesmo?

E partimos deste ponto pouco explorado pela ciência. E se eu começar conhecendo quem eu realmente sou poderei eu mesmo conhecer os objetos que me proponho a conhecer? Serei eu o próprio objeto em alguma medida onde conhecendo-me conheço o outro? Se eu mesmo sou o construtor dos objetos e dos problemas que me proponho responder em qualquer atividade científica então até que ponto o objeto e o problema são constituintes daquilo que desconheço em mim mesmo? Até que ponto tudo que pesquiso e dirijo minha atenção para fora não revela somente aquilo pelo qual desconheço em mim e que pretendo conhecer pela via inversa (externa e não interna)?

Se eu mesmo e se você mesmo não sabe realmente e verdadeiramente (ciência) quem somos como poderemos saber o que é realmente e verdadeiramente qualquer coisa deste mundo vasto e infinito?



9.5.16

Sobre o Samadhi, a Função Psi-Ómicron, os Renegeradores e seu Habitat

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta
Prof. Tao Yôga.


A deflagração da função psi-ómicron ainda pouco estudada mostra-se com sua potência quando atinjo o samadhi. Quando minha atividade mental cessa e me liberto do tempo, da conexão com o passado e futuro, ocorre uma serenização de meu espírito e sentimentos viabilizando que a função psi-ómicron se movimente na direção de minha intenção. O  movimento intencional relaciona-se ao movimento de auto-investigação que de acordo com as necessidades reais do praticante a função é deflagrada para o espectro holocósmico. Dá-se aqui o início da abertura do samadhi (dissolução da perturbação interna) na direção de kaivalya (liberação total, moksha). No entanto e embora simples na prática este movimento envolve amplas movimentações de energia e informação, razão pela qual ocorre de tempo em tempo, com pouca freqüência, em nosso caso.

A natureza do samadhi é pouco investigada como já tentei expor em "Samadhiologia". Seu aparecimento muito menos, pois está fora do controle volitivo do praticante. Se eu quero entrar em samadhi, este querer é um forçar, e todo forçar é violento, agressivo, e samadhi ultrapassa tal campo em direção a serenidade e êxtase transcendental. Ele aparece quando ele quer, se é que posso tentar expor assim. O samadhi não tem hora ou local para aparecer, e pode coincidir com a prática meditativa em si mesma ou não. De qualquer forma, quando aparece pode viabilizar uma ampla gama de fenômenos parapsíquicos, como no caso aqui exposto, a função psi-ómicros já explicada neste espaço, especialmente a cosmo-psigama, associado a cosmotelepatia, cosmoclarividência e cosmomediunidade.

Os "regeneradores" são as inteligências alienígenas, de aparência extremamente suave, profundamente benigna e lúcida, com amplo domínio do processo de regeneração veicular do espírito, corpo, energia e psicossoma. Tratam diretamente na recuperação e regeneração de determinadas áreas cujo eixo de ação é o amor puro cósmico emanado diretamente na região afetada.

O meu interesse por pesquisar esses irmãos cósmicos se deu como já expus em sessões de terapia regressiva, onde no meio do atendimento aparecem, poucas vezes e sob determinadas condições, para realizar esse movimento de cura.

O habitat dos regeneradores é extrassolar. Estão fora de nosso sistema e se locomovem exatamente da forma como nossos cientistas querem se locomover. Eles dominam completamente a hipertecnologia de deslocamento hiperespacial o que possibilita o trânsito cósmico de longas distâncias de escala da velocidade da luz.

O planeta parece semi-material, cujos corpos deles parecem flutuar levemente do chão, semi-desmaterializados. Isento de qualquer violência ou doença geral, vivem em paz transcendental e espalham o amor pelo universo contribuindo com os processos de cosmoinclusão.

O holocampo informacional é o campo pelo qual em permanente samadhi estão "linkados" e possibilita com isto a comunicação com os que conseguem se assentar no samadhi em escala psi-ómicron. Eles são exatamente uma sociedade que vive em samadhi, ou seja, livre de perturbações.

O planeta apresenta-se bonito, com vegetações e água parecido com o nosso só que mais sutilizado. A semi-materialidade do planeta acompanha a semi-materialidade dos regeneradores.

Do ponto de vista do Yôga, os regeneradores são todos mestres em Yôga de alto nível e são isentos de qualquer vaidade e resquícios egóicos, emanando o amor puro por onde passam e a delicadeza da manifestação isenta de qualquer violência, perturbação ou intrusão. São verdadeiros amparadores cósmicos.

3.4.16

Tao move-se por tudo

Por Fernando Salvino.
......................................



Viver.
Experiência do que não se entende,
Porém se vive e a partir disso,
Movemos o mundo abstrato.
Do núcleo sai o que é
E a partir disso observamos todas as coisas.
O núcleo em si é núcleo não localizável
O que é vem do que não é.
Porém o que não é parece tão mais real
Que dizemos:
O  que não é, é.
E por não ser é mais vivo que o ser
Tão mais vivo que sucede os filhos
1, 2, 3 ,4
Mais 8 netos e 64 bisnetos
A família vem de um mesmo tronco
O Tao é o fio condutor do que não é e do que é.
Um move-se no outro, a partir do outro e no outro.
Unidos são somente um.
Do um move-se o não-entendível.
O não-entendível é o corpo do não-ser.
O corpo do ser chama-se conhecimento.
Dirigir-se para o não-conhecimento faz com que o não-entendível
Passe a ser compreendido.
Longe das palavras
Bem longe
Porém bem perto da visão
O que vê é o visto.
Um no outro formam um três.
Tai Chi.
No oco do que não é,
Wu Chi.
Wu Chi gera o Tai Chi
Tao move-se por tudo
E a vida aqui
Mostra-se vaga.

25.2.16

Rastreamento Parapsíquico e Princípios de Yoga Avançado: O caso do mestre Chetsang Rimpoche

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Prof. Tao Yoga - Tai Chi Chuan
Espaço Terapêutico Tao Psi - HU/UFSC



Agradeço ao mestre Chetsang Rimpoche por esta experiência.


Ao leitor deste espaço, sugiro estudar este ensaio (clique aqui) antes de prosseguir. Especialmente o relato do monge lúcido. Este ensaio que estudará a seguir refere-se a detecção de quem é e onde está o mestre. Esta pessoa é dotada de um alto grau de lucidez e é mais uma evidência do que nos aguarda num futuro próximo em termos de progressão no Yoga.

E ainda é importante dizer que, você saber ou não de sua localização e real identidade é indiferente. O que importa realmente é você mesmo constatar o que constatei aqui. Cada um tem um movimento vital e em dado momento da nossa caminhada encontramos pessoas que possam nos ajudar em níveis mais elevados de maturidade e evolução. Mudar o modo como vivemos, nos alimentamos e como priorizamos as coisas da vida. O contato com esses seres mostram que a felicidade é simples e que não precisamos de muito para nos sentirmos bem. O simples contato com suas psicosferas fazem com que iniciemos um aprendizado diferente do escolar. Sentir uma pessoa lúcida, sentir a aura, o campo, a presença, a lucidez de um ser humano lúcido livre de perturbação é essencial no caminho de evolução. Até então tinha encontrado mestres extrafísicos e comecei a dedicar-me em rastrear os que poderiam estar em vida aqui no planeta, com corpos vivendo uma vida humana.

Como viveriam? Que estilo de vida teriam? Onde estariam?

É sobre isto que versa este ensaio.


I - Reflexões Iniciais

Nos séculos anteriores inexistia internet, telefone e outros meios de comunicação, como satélites, onde poderíamos localizar determinada sociedade, tribo, cultura, clã, e mesmo pessoa. Os instrumentos antigos de localização eram rudimentares e diz-se que os povos eram isolados. Mas será que eram realmente?

Ao longo dos anos venho tendo experiências parapsíquicas que contrapõe este dogma histórico. Partirei do fato de que meditadores de todos os tempos acabaram cedo ou tarde estabelecendo comunicação clara e precisa de suas localizações, favorecendo o intercâmbio cultural e religioso, científico e social.

Em meu último ensaio, expus sobre a experiência telepática que ocorreu comigo em viagem de moto para o sul do Brasil, onde alguém conseguiu detectar minha presença logo quando entrei numa cidade próxima a Mostardas/RS. Este experimento levou-me a reflexão sobre minha intenção anterior em rastrear parapsiquicamente onde estão os mestres encarnados no planeta. Neste caso, fui detectado pelo radar parapsíquico de um sensitivo de padrão vibratório mais denso, talvez indígena ou similar.

A questão é que se fui detectado por um sensitivo de densidade relativamente baixa e quanto a minha intenção de rastrear mestres acima de mim, com maior sabedoria, discernimento e compreensão da vida, porque não haveria alguém no planeta realizando este rastreamento? Procurando mestres e ao mesmo tempo procurando alunos com capacidade de aprendizagem? A reflexão girava em torno deste aspecto lógico. Se eu estava fazendo isso obviamente existiriam pessoas realizando isso no planeta.


II - Da Experiência

Um tempo atrás realizei um rastreamento onde localizei em clarividência um mestre aparentemente budista tibetano na região que me parecia ser o Nepal. E pensei comigo mesmo: como saberei quem é e onde está? Será possível realmente o uso objetivo das funções parapsíquicas para a localização de tal pessoa? Eu não teria outra alternativa. Em primeiro lugar não tenho dinheiro para sair daqui e mergulhar em expedição para achar a pessoa, seria uma perda de tempo e pouco provável que achasse. O que eu não contava era com o auxílio mediúnico na orientação conjunta do acesso. A presença do espírito amparador revela a unidade extrafísica de tudo quanto existe.

A experiência que me ocorreu no motociclismo motivou-me a não desistir da procura. Em determinado momento de meu movimento de rastreamento em meditação, mandei a seguinte carta a meus amigos pesquisadores do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga:

"Amigos, vou escrevendo aqui para manter registrado e estar a disposição para aprofundamento sobre percepções.

Em meditação neste momento e detectando o exato local onde o mestre budista se encontra na Ásia, a informação chegou assim:

"Condado de Horn": Ao procurar no dicionario neste exato momento, investigo que horn são as trombetas tibetanas e o condado de horn se chama Lhasa.

A informação chegou até mim telepaticamente. Antes disso, senti forte repercussão energética, com arrepios e percepção de que no exato momento da meditação o mestre percebeu a comunicação e está lúcido quanto a sua detecção.

A viagem de moto e a experiência de detecção mostrou-me que, se aquela consciência não tão evoluída percebeu-me chegando em seu campo telepaticamente em longa distância, significa que meu movimento de detectar o exato local donde esta o mestre pensei que provavelmente ele já teria ciência de minha intenção e movimento e já teria me detectado também. A experiência agora realizada mostrou que sim, eu pude perceber o exato momento em que houve a comunicação. Fiquei tonto, entrei numa especie de transe imediato.

Apos ocorreu a experiência que relatei acima.


Deixo aqui registrado."

Após, seguiu-se mais experiências em meditação, onde meditava e escrevia ao mesmo tempo:

"Exatamente agora, em meditação, vi o exato local onde se encontra o mestre budista. Tibet - Lhasa.

Aprofundando a meditação e estabelecendo comunicação, foi me dado a palavra tibetana "Gana" e uma em portugues "Campones". Gana Campones. Gana é uma assembleia ou grupo ou um clá onde tem poder decisório. Exatamente o que vi naquela meditação."

E prossegue:

"Como havia pressentido, da mesma forma que detectei telepaticamente  a presença da inteligência perto do município de Mostardas/RS, pensei com toda a logica que, se eu um parapsiquico ainda amador consegui detectar, então, porque não estaria o mestre me detectando? E porque n haveria possibilidade conseguir as coordenadas de sua localização pela via parapsiquica? E agora pouco ocorreu a experiência que foi uma mistura de clarividência, telepatia e mediunismo objetivo com transmissão da informação em coordenadas passadas por palavras-chave, tal como um estrangeiro tenta se comunicar em terras desconhecidas. O amparador tibetano sabia um ingles ruim e portugues ruim e usou de palavras tibetanas com inteligência, onde através delas pude montar um quebra cabeças e chegar até a informação.

Em síntese, o grupo seleto de monges o qual vi e informei a vcs são Gana, ou seja, uma espécie de conselho. A informação de que é um lider desconhecido confere. Apesar de ser um pouco conhecido, sua condição evolutiva não é. Tambem parece que o amparador chinês mais avançado vive no Nepal e não na China propriamente dita.

A percepção energética confere com a sensação da foto. Centramento, lucidez e conhecimento de tudo o que tratamos no LAC. Eles fazem o LAC do modo deles, mais avançado. O conselho é como um LAC. Ele é o lider deste conselho, avançado. PRovavel que ali ele ensine as praticas avançadas, e instrua os monges mais lucidos."

E ainda prossegue:

"O monastério do mestre budista tibetano que vi em meditação fica no Tibet, em Lhasa. Monastério Drikung. Agora sim confirmado. No LAC irei expor como fiz o processo de detecção, que incluiu vários processos parapsiquicos conjuntos: telepatia, clarividência viajora (visão remota), mediunismo direto (clariaudiência), intuição. A inteligência comunicante: um amparador tibetano com pouco conhecimento de inglês e português, mas muito inteligente, e com poucas palavras pude chegar à informação. Cheguei até este conhecimento agora, faz uns 30min, em meditação. Existem 2 mestres neste monastério. E parece que é Chetsang Rimpoche. O Budismo é Vajrayana. A percepção e os sinais parapsíquicos evidenciam a procedência da informação.

O mais impactante da experiência foi o contato telepático direto com o mestre, onde fiquei zonzo, entrei em transe e fiquei uns instantes para voltar a mim mesmo. A reação dele ao me localizar e me detectar deu-me estes sintomas, nada agressivos, mas parece que houve uma descoincidência dos veículos.

A autopesquisa prossegue. O que busco? Orientação mais elevada, lúcida de algum mestre verdadeiro confiável reencarnado. Esta é minha autopesquisa. O que sei é que ele sabe que sei de sua condição de lucidez. Permitiu o acesso.

Aqui fica totalmente comprovado a unificação total entre os assuntos da ordem espirita, espiritista, parapsicológica, metapsiquica, e o yoga, a meditação e tudo que diz respeito a isto."

E foi exatamente assim que cheguei até o mestre Chetsang Rimpoche.


III - De Algumas Conclusões

É muito difícil concluir realmente alguma coisa sobre esta experiência. O rastreamento parapsíquico se eu mesmo o fiz então quantos de nós está a fazer isto deste os mais antigos tempos neste planeta?

Eu considerarei esta pergunta um fato e já partirei deste ponto de que sensitivos de todos os tempos vem se encontrando e se comunicando pela via do rastreamento parapsíquico, até mesmo a transmissão de informações, coordenadas e posição exata no globo, como ocorreu comigo.

É um processo de transmissão e acesso onde misturam-se vários fenômenos parapsicológicos como telepatia, clarividência remota, mediunismo lúcido, telepatia entre uma consciência intrafísica (ser encarnado) e uma extrafísica (ser desencarnado), associações de idéias e construção de mapa mental, com auxílio dos recursos da internet que facilitam em muito este tipo de transmissão.

Pressuponho que antigamente sem os recursos da internet porém com mapas mais ou menos elaborados, os yogues mais experientes ainda assim conseguiam se localizar em meditação e ir ao encontro um do outro para trocas de experiências e conhecimento. Índia, China, Maias, Astecas, etc e esta unidade telepática absorvida com a unidade extrafísica das comunidades de espíritos no planeta.

Será possível localizar pelo rastreamento parapsíquico as duas consciências para-humanas restantes?

Será que são eles que permitem o rastreamento? Ou será que já nos tinham localizado antes como potenciais pessoas que tem a capacidade de os perceber?

Enquanto isso, a humanidade quase como um todo sonha acordada acreditando estar lúcida.

11.1.16

Experiências Parapsíquicas Incomuns na primeira Expedição Parapsíquica: Orientação, Telepatia e Experiência Lúcida fora do Corpo

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta e Prof. Tao Yoga e Tai Chi Chuan
Bel. Direito (Univali), Esp. Educação (Udesc) e Mestre em Educação (Ufsc).
Parapsicólogo habilitado pela FEBRAP - Federação Brasileira de Parapsicologia
Coopero com o site do Dr. Geraldo Sarti - www.parapsicologia-rj.com.br
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga.
Atendo no Espaço Terapêutico Tao Psi e Projeto Amanhecer (HU-UFSC).


I - Das Considerações Iniciais

No fim do ano resolvi viajar de moto de forma que pudesse realizar a passagem numa sintonia alta, razão pela qual acabei intuitivamente optando por dirigir-me ao Vale dos Cânyons / RS. Neste ensaio não irei adentrar nos detalhes da viagem, detalhes estes que caberiam num registro técnico de campo, mas entrarei nas experiências parapsíquicas ou extrassensoriais que ocorreram comigo nos 1850km percorridos em 4 dias. Equipado de forma técnica e profissional, fui viajar. Após o ano inteiro de intensa atividade clínica e aulas de tao yoga e tai chi chuan, tanto em minha clínica como no Projeto Amanhecer, senti a necessidade de me desligar radicalmente de meus afazeres cotidianos e mesmo pessoas próximas e familiares de meu convívio. Eu fui testar-me na solidão do motociclismo lúcido, na autosuperação de todo o medo e toxina mental, semelhante as viagens indígenas a cavalo da antiguidade, por terras estranhas. De posse da coragem e da confiança, rompi o medo do desconhecido e fui sem saber ao certo para mais uma cura xamânica dentro dos métodos indígenas de autocura rumo ao cânyon.


II - Dos Fatos Parapsíquicos


1. O "Orientador": ao longo de toda a viagem fui totalmente orientado por um espírito que objetivamente se comunicava comigo telepaticamente e apresentava conhecimento técnico de dirigibilidade. Percorri centenas de km por estradas de chão, pedra, areia, duna e barro, em chuva e sol e posso dizer que fui preparado e ensinado a dirigir nestes tipos de estrada por este que chamarei aqui de "orientador".

O orientador ensinou-me de forma técnica, estando comigo o tempo todo. A percepção da telepatia-clariaudiência se dava pelo ouvido direito. A índole do orientador era benevolente, calma, lúcida e denotava conhecimento técnico. Foi uma verdadeira aula de dirigibilidade em terrenos alternativos e variados. A certeza do amparo se deu com perguntas que fazia e obtive respostas claras e também objetivas, como por exemplo: "pode ir tranquilo nesta estrada, estradas de pedra quando molhadas não cortam os pneus, o problema é quando estão secas".

Considero que todo o processo intuitivo que operou em mim foi intermediado e houve com a participação do orientador. As pessoas certas na hora certa e assim cheguei ao Cânyon da Fortaleza.

Ao chegar, o choro inevitável e natural diante da beleza irracional e da certeza da conexão direta em vida passada com este tipo de ecologia. E ao chegar no topo do Cânyon, o orientador me disse: "por isso te trouxe até aqui, para você lembrar quem é você". Neste instante eu "vi" o porque de minha ligação com os índios norte-americanos, com o xamanismo, a flauta de bambu... Eu vi a rota antiga dos Cânyons e a natureza nômade dos antigos povos do norte e os cavalos. Entendi o porque do uso da moto ("cavalo de ferro") e de traços básicos de minha personalidade. E o orientador não parou por aqui. Meditei no topo do cânyon e após ele me disse que ainda teríamos coisas a visitar. Ao chegar em Mostarda / RS, dirigi-me ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, e me deparei com um ambiente verdadeiramente lindo e deserto. Dunas e mais dunas, água e água. E lá alcancei mais um pico de minha conexão, meu samadhi. Alguma coisa aconteceu em mim naquele instante. Um bloqueio interno decorrente de processos desconhecidos que tentava compreender em mim foi dissolvido. Senti uma liberdade pura de estar livre na Terra: naquele instante senti-me índio, em holofusão, eu e ao mesmo tempo tudo. Estava conectado, vivo, feliz e livre. Naquele instante alcancei a felicidade sem objeto, a felicidade sem motivo determinado, a felicidade sem causa material, a felicidade como decorrente da conexão.

No cânyon o orientador avisou-me que eu fui iniciado no passado, em outras vidas, e que fazia parte dos povos indígenas. Esclareceu-me que existe somente um só povo indígena. Compreendi o que significa "indígena". Indígena significa "povo livre". Libertei-me do bloqueio interno desconhecido que fazem de um homem um ser sedentário e não nômade. Voltei a lembrar que em qualquer lugar que estiver estou em minha casa. A minha casa é a Terra, é o Universo e o Universo está em mim. A conexão, o Tao, operou em mim, confiei e fui, como um fluxo perfeitamente harmônico, as pessoas certas apareceram nas horas certas e as informações que precisava chegaram sem esforço. Uma mágica parecia se mover, como um fluido de intenção parecida com o que Dom Juan chamava de "intento".

Compreendi que o Tao se move quando confiamos completamente em sua natureza benigna. Eu vi os índios de cocar, vi a nação. Os índios que habitavam os cânyons descendentes dos antigos índios norte-americanos. Compreendi a conexão entre todos os indígenas do planeta e a unidade extrafísica da família Una. Sem mais palavras, gratidão enorme a grande família.

O orientador me disse uma palavra que até agora estou pesquisando, algo como: "takoma", "takama". Em estudo etimológico, takoma é uma região dos EUA habitada por indígenas da família do orientador. E takama deriva de takaamara, em japonês, o Céu, associado aos locais altos do planeta, como monte Fuji. A ligação etimológica entre as línguas é direta. A contar da minha conexão com a tradição taoista e indígena na China, haveria de ter a conexão extrafísica da família Una de todos os povos pacíficos e conectados no Planeta, formando uma sabedoria una.

2. O potente sensitivo telepata: ao passar pela região de Passinhos até Palmares do Sul, após a meditação no Cânyon, um sensitivo potente acusou minha presença no local. Houve de imediato uma sensação estranha ao dirigir a moto. Eu e ele nos percebemos de imediato. Eu também fui com intenção de uma "Expedição Parapsíquica" para fins de detectar presenças de inteligências mais evoluidas pelos locais onde passo. Uma conexão telepática direta entre nós, similar a uma acareação parapsíquica, invisível e extrassensorial, pude "ver" o paranormal, com cargo de líder de alguma comunidade, seita ou algo do gênero comentando sobre minha entrada na região. Ficou o tempo todo me monitorando parapsiquicamente até que tenha me afastado de sua psicosfera de domínio. Homem, forte, lúcido porém com intencionalidade não tão benevolente, com certo parapsiquismo de guerra ou luta. Fiquei assimilado um certo tempo, sentindo-me um pouco mal e aos poucos desacoplei e me reconectei com o orientador, voltando a sentir-me bem. A experiência mostra o impacto energético da presença de uma consciência num dado ambiente e a capacidade de percepção e detecção de tal consciência em tal ambiente. Isto demonstra a possibilidade experimental de detecção de presenças inteligentes por onde quer que estejamos, bastando estarmos conetados. O treinamento por mais de década do Tai Chi Chuan, meditação e o Yoga de forma geral potencializa o parapsiquismo de detecção pela experiência de transparência e de acesso informacional (campo informacional). Esta detecção foi feita por mim ao avistar as 3 consciências extremamente avançadas que já descrevi noutro ensaio.

3. Projeção consciente em movimento. No retorno da viagem, meu corpo doía muito. Chovia e as posições alternativas não mais faziam efeito para apaziguar o desconforto. Foram pouco menos de 800km rodados num único dia, visto ter sentido que estava para vir grande quantidade de chuva resolvi retornar. Saí do acampamento as 7h da manha, do município de Mostardas/RS e dirigi-me a Rio Grande/RS o qual fiz o retorno pela Lagoa dos Patos e voltei a Florianópolis, chegando aproximadamente as 21h. No trajeto após pegar a freeway de POA com ventos muito fortes sem uma bolha adequada de proteção, cansei muito. A chuva veio logo após o fim da estrada e as dores intensificaram. Em dado momento, saí do corpo intencionalmente para não mais sentir dor e pilotei a moto como que em controle remoto. Fiquei de pernas cruzadas meditando enquanto meu corpo pilotava a moto sozinho em piloto automático. A projeção foi parcial e fiquei pouco acima do corpo e a todo momento voltava ao corpo quando precisava. Foi a primeira experiência desta natureza corrido. O transe proporcionado pelo automatismo da experiência de pilotar a moto por horas e horas seguida facilitou a projeção.


III - Das Considerações Finais

Diante dos fatos expostos e por mais estranhos e incomuns que possam apresentar-se todos se apresentam-se a mim como fatos parapsíquicos passíveis de serem detectados por todo sensitivo, medium ou parapsiquista habilitado. Muitos de nós está sendo orientado e sendo percebido parapsiquicamente por vários momentos de nossas vidas, assim como muitos de nós deixam seus corpos com lucidez e retornam ao corpo com total discernimento e ausência total de perturbação psicológica. É sobre este caso que versa este ensaio. Eu produzo estas vivências, geralmente em ocasiões onde estou isolado, desde a infância, mais precisamente, deste minha vida intra-uterina nesta atual vida. Deixo estas experiências para que você possa com seu discernimento avaliar e mesmo inspirar que sua vida se expanda para um universo muito mais amplo e interessante.

23.12.15

Evidências Científicas dos Para-mestres de Yoga (Indiano e Chinês): Experiência Mediúnica-Clarividente em Meditação Macrocósmica

Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Pesquisador da Consciência, Yoga, Taoismo e Holocosmologia
Professor e Pesquisador do Tao Yoga - Tai Chi Chuan
Espaço Terapêutico Tao Psi (clínica particular)
Projeto Amanhecer - HU - UFSC (clínica voluntária)
Coordenador do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga (PA-HU-UFSC).



Considerações Iniciais

O presente ensaio parte de duas experiências isoladas, uma realizada dentro do Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga e a outra realizada em meu consultório particular (Espaço Terapêutico Tao Psi) em uma sessão de psicoterapia parapsicológica.

A primeira foi a constatação em clarividência da presença direta, presencial do que posteriormente iria designar por Swami, ou o mestre de Yoga que já possui o autodomínio e o domínio do Yoga. O mestre extrafísico apresentava-se com as roupagens alaranjadas e turbante, expondo a serenidade profunda e a lucidez de um mestre. A única coisa que comunicou foi: "samprajnata samadhi". Nada mais.

A segunda experiência foi a constatação direta também em clarividência mediúnica da presença de um também swami chinês, um mestre taoista o qual vestia-se de branco, sem cabelos, barba, fina e comprida, de um profundo pacifismo, e pude neste contato compreender a natureza da violência e suas relações com a serenidade e a meditação.

O modo de ensinar dos mestres extrafísicos é direta e geralmente sem maiores discursos. São sintéticos, claros e ensinam somente o essencial.

O primeiro swami ensinou-me o samprajnata samadhi, ou o samadhi com semente, dentro da prática da meditação microcósmica ou o kriya indiano. O segundo ensinou-me sobre o pacifismo dentro da mesma prática da meditação microcósmica, o nei-dan taoista.

Estas vivências evidenciam também a essência da coesão metodológica de ambos métodos.


Swami Patañjali
1. Ensinamento do samprajnata samadhi pelo Swami.


Aquele dia iniciamos o encontro num diálogo aprofundando as questões profundas da vida de cada um dos membros do laboratório. O exame aprofundado, na persistência do discernimento, na autoinvestigação honesta e profunda de cada um, foi que após determinado ponto iniciamos a meditação, primeiramente, a microcósmica e após a macrocósmica.

Estávamos realizando a meditação microcósmica quando iniciamos a meditação macrocósmica, experiência esta que visa o samadhi. O samadhi como já expus, é a experiência de interrupção das perturbações internas e portanto, de serenização do espírito.

Num dado momento, senti um profundo êxtase, sensação de felicidade que fazia-me evaporar, transparecer meu espírito, gratidão por tudo e por nada, o simplesmente eu sou feliz agora sem motivo. Ao mais uma vez sentir o samadhi entramos na meditação macrocósmica e comecei a ver em clarividência o mestre indiano vestido de roupas alaranjadas, turbante, com expressão lúcida e serena no olhar. O mestre chegou próximo a mim e me disse em telepatia: "samprajnata samadhi". E saiu de volta ao grupo de mestres liderados por um gran-mestre.

O sentimento de conectividade, a comprovação mais uma vez da existência extracorpórea, a ligação direta com os para-mestres do Raja Yoga, a percepção exata do nível o qual estamos de aprendizes do samadhi, situou a essência de tudo que venho construindo ao longo de várias vidas. Paz íntima, certeza da amparabilidade onipresente, certeza da amparabilidade de nosso trabalho no LAC e certeza da possibilidade do êxtase nirvânico do samadhi. Nada me perturbava, nada me tirava do centro, nada era suficiente forte e poderoso para atingir-me e perturbar-me. Ali encontrei a semente da imperturbabilidade permanente: samprajnata samadhi.

A construção pluriexistencial, milenar, do samadhi. Este movimento de construção, de sair da semente e brotar, cultivar até que se alcance o pico do êxtase é chamado de "samprajnata samadhi". Até então não tinha a noção exata do significado do conhecido "samadhi com semente" e a sua profundidade.


Swami Lao Tzu
2. Uma aula de pacifismo pelo mestre chinês.

E mais uma vez aparece um para-mestre chinês, de vestimenta branca, profundamente pacífico. Estava ensinando e praticando a meditação microcósmica e macrocósmica com meu aluno quando durante a meditação macrocósmica vejo em clarividência do para-mestre (provavelmente Lie Tzu, nome que posteriormente viria em minha mente ao refletir sobre a identidade do mestre).

A sua profunda serenidade e paz de espírito, livre de qualquer tipo de sinal de agressividade, ensinava-me o que muito tempo estava buscando: o contato direto com mestres acima de meu nível, de forma que pudesse aprender as lições do Tao diretamente.

O ensinamento foi não-verbal. O mestre nada disse, mas tudo falou. A sua presença de fecunda serenidade mostrou-me num exame direto a distância que se encontra da violência. Como água e óleo, a violência não poderia atingi-lo mais. Livre de toda violência interior, sua aura expressava a suavidade do vapor de serenidade que só pela presença ensinava-me quem eu sou e a medida exata da violência que ainda existe dentro de mim e em volta.

O ensino sem palavras, um mestre taoista.


Considerações Finais

O contato com os para-mestres me ensinam a discernir mestres dos pseudo-mestres, e mestres de instrutores ou professores. Eu um professor e aluno dos mestres do Tao, do Samadhi.

A alegria calma e a serenidade silenciosa circula em meu coração neste instante. Compartilho destas vivências com você de maneira que possa você mesmo comprovar tudo o que exponho em meus ensaios. Tudo o que exponho está acessível a você. E a nossa saúde e o sentido de nossas vidas, é o Tao do encontro com as essências do Universo!

OM SHANTI!

16.12.15

Pontuações Essenciais sobre a Ciência do Tao Yoga

Wu-Ji - Tai-Ji
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo e Prof. Tao Yoga - Tai Chi Chuan.
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga.


1. Tao (Wu-Ji)

Tao é o caminho, o sentido, o eixo universal, o eixo da realidade última (Holocosmo), donde viabiliza a existência de tudo ou o Holocosmo. Tao é o eixo norteador do holomovimento, inacessível, intangível, invisível, intocável, e puramente abstrato, está presente em tudo e nunca é encontrado. Não existe como compreendemos existência e está além de tudo o que a inteligência humana pode compreender. É possível de ser sentido ou vislumbrado, porém não entendido. Situa-se no campo do incognoscível, do fundamento sem fundamento que viabiliza a existência. É mais essencial que a existência e é o pressuposto de tudo, sendo como bem disse o mestre, anterior até ao próprio Deus. Tao é o eixo viabilizador da vida, é a vida em si e transcende-a infinitamente. Em sua manifestação num nível humano, Tao se mostra como estado de pura consciência informe, além do espaço, tempo, energia e dimensão, pura serenidade, benevolência, hiperlucidez e sabedoria holocósmica. Tao está para Wu-Ji assim como Wu-Ji está para Tao. Somente no estado de Wu-Ji que é possível vislumbrarmos Tao.


2. Holocosmo (Tai-Ji)

O Holocosmo é a realidade última, fonte de tudo e o tudo existente. Inclui tudo o que pressupomos existir, o que existe e não sabemos que existe e a não-existência propriamente dita que fundamenta a possibilidade da existência. O Holocosmo move-se continuamente em holomovimento. A hologênese se move a partir do não-tempo. Nada surge, nada acaba. O Holocosmo sempre existiu e sempre existirá na eternidade do tempo e no infinito do espaço. Espaço, tempo, dimensão, consciência e energia formam uma intrincada unidade indivisível onipresente. A linguagem enquanto representação do real sempre será linguagem, limitada e restrita ao sujeito comunicante. O Holocosmo é a fonte última da linguagem e, portanto, do sujeito comunicante. Qualquer conceito sobre o Holocosmo é esboço e não verdade. A verdade está além da linguagem, no acesso direto a partir da função psi-ómicron. Holocosmo está para Tai-Ji assim como Tai-Ji está para Holocosmo. Somente no estado de Tai-Ji é possível vislumbrarmos a suprema unidade além de toda e qualquer dualidade ou o Holocosmo.


3. Holocosmologia

É a ciência que investiga o Holocosmo em sua inteireza a partir principalmente dos estados de consciência de largo espectro, a partir da função psi-ómicron, incluindo o sujeito em sua condição de holofusão, portanto, a autopesquisa holocósmica. A Holocosmologia é noutras palavras a ciência do Tao, a ciência do Wu-Ji/Tai-Ji, a Holociência.


4. Princípio

O Tao-Holocosmo é investigado e compreendido a partir de uma sistemática composta por múltiplos métodos interconectados. A vivência abstrata do Tao e a compreensão progressiva do Holocosmo se dá a partir da deflagração progressiva de uma função parapsíquica peculiar do largo espectro holotrópico da experiência consciencial, o qual chamei de função psi-ómicron.

A holocosmificação consciencial se dá a partir das experiências que ultrapassam o espectro da experiência humana ordinária e mesmo das experiências humanas parapsíquicas comuns estudadas pelas ciências da consciência. A isto inclui o contato direto com inteligências alienígenas e suas formas de manifestação e tecnologia, vivências projetivas extraplanetárias e entrevidas e vivências de samadhi na interrupção da flutuação mental e serenização do espírito. Estas experiências calibram a consciência microcósmica com a macrocósmica num alinhamento progressivo, o qual é chamado de Yôga, no alinhamento de Yin e Yang.

Yôga é a calibração progressiva do microcosmo com o macrocosmo, na união indivisível entre o micro com o macro. Esta união progressiva é um movimento de amor, de união. O amor é a expressão do Tao na união de tudo numa holocoesão holocósmica. Assim, o princípio de holofusão é o movimento de dissolução de toda e qualquer perturbação (sofrimento) visando a elevação da consciência num patamar de harmonia íntima e compreensão holocósmica mais refinada e profunda.

Este movimento é o de dissolução do sofrimento em todas as suas formas e o de vivência da condição de espírito puro ou consciência real, na pura autenticidade do que realmente somos, o eu holocósmico, o próprio Holocosmo.

Assim, o princípio de união, o princípio integrativo, unificador, portanto, de amor, é o Yôga que viabiliza a holofusão e a dissolução de toda e qualquer forma de angústia, depressão, ansiedade e sofrimento geral.

No entanto, o Yôga não é a simples vivência do amor puro, mas também a autoexperimentação sistemática de um sistema de métodos interligados e unificados. O Yôga então é a ciência da autotransformação até a nossa condição de não-forma do espírito puro e liberação dos ciclos de nascimento e morte, a vida eterna e infinita propriamente dita.


.........................................................................
Na próxima publicação, darei prosseguimento a este ensaio no desenvolvimento dos seguintes tópicos, tais como:

5. Epistemologia
6. Sistemática
7. Métodos
8. Técnicas
9. Experiências