24.5.16

Ciência e Liberdade: Ensaio sobre o Compromisso Pessoal com a Verdade


Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Prof. Tao Yoga, Tai Chi Chuan e Meditação



A liberdade é condição da verdadeira ciência. E somente com liberdade que ocorre a criatividade natural, livre de censura, de regras restritivas e normas modeladoras. A liberdade é o que permite o insight, a intuição do caminho a seguir, de descoberta de soluções criativas para os desafios da pesquisa científica verdadeira. Ciência é ciência se estiver atrelada à liberdade, à ética e ao profundo compromisso com a verdade. E a partir deste compromisso pessoal com a verdade é que se pode erguer uma verdadeira ciência, caso contrário, podemos estar construindo uma bomba.

O compromisso pessoal com a verdade é mais que a base da ciência, é o estacamento da ciência, é o princípio fundamental de toda e qualquer verdadeira atividade científica. E este compromisso, o de descobrir a verdade não está atrelado a intenções nefastas, pelo contrário, está unido ao bem maior da melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A ciência é um modo de investigar, ancorado em método científico. E este método só é científico se estiver regado do compromisso com a verdade e com o bem estar social. Este método ou o caminho para o conhecimento parte da observação a mais lúcida possível da realidade. E também não é correto retirar o que não se pode ser retirado da investigação, o sujeito e tudo aquilo que é. E não se pode também retirar do objeto a sua integralidade e sua íntima ligação com aquele que o escolheu como objeto, o sujeito. Sujeito e objeto associam-se amorosamente na relação científica. Caso não haja esse tipo de relação, como irei conhecer a verdade? Como irei conhecer realmente o objeto se estou em conflito com ele? Como irei realmente acessar a realidade do que pretendo conhecer se não estou em paz com ela? Então, se não estou em paz com ela, o sujeito pesquisador precisa ser honesto e incluir em seus dados a sua raiva e frustração quanto ao que quer pesquisar. Considere tudo o que se posta diante de si mesmo, sua realidade subjetiva e objetiva, pois pesquisa científica é a que vai na direção da verdade. E se é verdade que minha paz facilita resultados de pesquisa e minha ira a prejudica, então que tais dados sejam inseridos na investigação. O sujeito é consciência construtora de objetos. Objetos existem mas não existem por si mesmos separados do sujeito. O sujeitos os escolhe, os delimita, os intitula, os rotula e depois diz que o conhece. Quem é realmente o objeto? O que realmente o sujeito está querendo conhecer? Que conhecimento se diz ter sido produzido pelo cientista? É conhecimento verdadeiro? É conhecimento falso? Existe conhecimento verdadeiro?

A isto se chama ciência verdadeira, honesta, não corrupta. Ao considerarmos que a ciência parte da verdade real como princípio norteador de toda sua atividade, então que nos cabe elucidar o que é o real e como podemos saber que estamos a conhecer o real daquilo que pretendemos conhecer.

Para isto precisamos compreender que o sujeito, eu e você, não nos conhecemos de forma adequada. Quem eu sou exatamente? Qual minha natureza? Como eu não sei responder esta pergunta, como irei conhecer qualquer objeto já que os objetos são construções intencionais do sujeito que desconhece a si mesmo?

E partimos deste ponto pouco explorado pela ciência. E se eu começar conhecendo quem eu realmente sou poderei eu mesmo conhecer os objetos que me proponho a conhecer? Serei eu o próprio objeto em alguma medida onde conhecendo-me conheço o outro? Se eu mesmo sou o construtor dos objetos e dos problemas que me proponho responder em qualquer atividade científica então até que ponto o objeto e o problema são constituintes daquilo que desconheço em mim mesmo? Até que ponto tudo que pesquiso e dirijo minha atenção para fora não revela somente aquilo pelo qual desconheço em mim e que pretendo conhecer pela via inversa (externa e não interna)?

Se eu mesmo e se você mesmo não sabe realmente e verdadeiramente (ciência) quem somos como poderemos saber o que é realmente e verdadeiramente qualquer coisa deste mundo vasto e infinito?



9.5.16

Sobre o Samadhi, a Função Psi-Ómicron, os Renegeradores e seu Habitat

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta
Prof. Tao Yôga.


A deflagração da função psi-ómicron ainda pouco estudada mostra-se com sua potência quando atinjo o samadhi. Quando minha atividade mental cessa e me liberto do tempo, da conexão com o passado e futuro, ocorre uma serenização de meu espírito e sentimentos viabilizando que a função psi-ómicron se movimente na direção de minha intenção. O  movimento intencional relaciona-se ao movimento de auto-investigação que de acordo com as necessidades reais do praticante a função é deflagrada para o espectro holocósmico. Dá-se aqui o início da abertura do samadhi (dissolução da perturbação interna) na direção de kaivalya (liberação total, moksha). No entanto e embora simples na prática este movimento envolve amplas movimentações de energia e informação, razão pela qual ocorre de tempo em tempo, com pouca freqüência, em nosso caso.

A natureza do samadhi é pouco investigada como já tentei expor em "Samadhiologia". Seu aparecimento muito menos, pois está fora do controle volitivo do praticante. Se eu quero entrar em samadhi, este querer é um forçar, e todo forçar é violento, agressivo, e samadhi ultrapassa tal campo em direção a serenidade e êxtase transcendental. Ele aparece quando ele quer, se é que posso tentar expor assim. O samadhi não tem hora ou local para aparecer, e pode coincidir com a prática meditativa em si mesma ou não. De qualquer forma, quando aparece pode viabilizar uma ampla gama de fenômenos parapsíquicos, como no caso aqui exposto, a função psi-ómicros já explicada neste espaço, especialmente a cosmo-psigama, associado a cosmotelepatia, cosmoclarividência e cosmomediunidade.

Os "regeneradores" são as inteligências alienígenas, de aparência extremamente suave, profundamente benigna e lúcida, com amplo domínio do processo de regeneração veicular do espírito, corpo, energia e psicossoma. Tratam diretamente na recuperação e regeneração de determinadas áreas cujo eixo de ação é o amor puro cósmico emanado diretamente na região afetada.

O meu interesse por pesquisar esses irmãos cósmicos se deu como já expus em sessões de terapia regressiva, onde no meio do atendimento aparecem, poucas vezes e sob determinadas condições, para realizar esse movimento de cura.

O habitat dos regeneradores é extrassolar. Estão fora de nosso sistema e se locomovem exatamente da forma como nossos cientistas querem se locomover. Eles dominam completamente a hipertecnologia de deslocamento hiperespacial o que possibilita o trânsito cósmico de longas distâncias de escala da velocidade da luz.

O planeta parece semi-material, cujos corpos deles parecem flutuar levemente do chão, semi-desmaterializados. Isento de qualquer violência ou doença geral, vivem em paz transcendental e espalham o amor pelo universo contribuindo com os processos de cosmoinclusão.

O holocampo informacional é o campo pelo qual em permanente samadhi estão "linkados" e possibilita com isto a comunicação com os que conseguem se assentar no samadhi em escala psi-ómicron. Eles são exatamente uma sociedade que vive em samadhi, ou seja, livre de perturbações.

O planeta apresenta-se bonito, com vegetações e água parecido com o nosso só que mais sutilizado. A semi-materialidade do planeta acompanha a semi-materialidade dos regeneradores.

Do ponto de vista do Yôga, os regeneradores são todos mestres em Yôga de alto nível e são isentos de qualquer vaidade e resquícios egóicos, emanando o amor puro por onde passam e a delicadeza da manifestação isenta de qualquer violência, perturbação ou intrusão. São verdadeiros amparadores cósmicos.

3.4.16

Tao move-se por tudo

Por Fernando Salvino.
......................................



Viver.
Experiência do que não se entende,
Porém se vive e a partir disso,
Movemos o mundo abstrato.
Do núcleo sai o que é
E a partir disso observamos todas as coisas.
O núcleo em si é núcleo não localizável
O que é vem do que não é.
Porém o que não é parece tão mais real
Que dizemos:
O  que não é, é.
E por não ser é mais vivo que o ser
Tão mais vivo que sucede os filhos
1, 2, 3 ,4
Mais 8 netos e 64 bisnetos
A família vem de um mesmo tronco
O Tao é o fio condutor do que não é e do que é.
Um move-se no outro, a partir do outro e no outro.
Unidos são somente um.
Do um move-se o não-entendível.
O não-entendível é o corpo do não-ser.
O corpo do ser chama-se conhecimento.
Dirigir-se para o não-conhecimento faz com que o não-entendível
Passe a ser compreendido.
Longe das palavras
Bem longe
Porém bem perto da visão
O que vê é o visto.
Um no outro formam um três.
Tai Chi.
No oco do que não é,
Wu Chi.
Wu Chi gera o Tai Chi
Tao move-se por tudo
E a vida aqui
Mostra-se vaga.

25.2.16

Rastreamento Parapsíquico e Princípios de Yoga Avançado: O caso do mestre Chetsang Rimpoche

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Prof. Tao Yoga - Tai Chi Chuan
Espaço Terapêutico Tao Psi - HU/UFSC



Agradeço ao mestre Chetsang Rimpoche por esta experiência.


Ao leitor deste espaço, sugiro estudar este ensaio (clique aqui) antes de prosseguir. Especialmente o relato do monge lúcido. Este ensaio que estudará a seguir refere-se a detecção de quem é e onde está o mestre. Esta pessoa é dotada de um alto grau de lucidez e é mais uma evidência do que nos aguarda num futuro próximo em termos de progressão no Yoga.

E ainda é importante dizer que, você saber ou não de sua localização e real identidade é indiferente. O que importa realmente é você mesmo constatar o que constatei aqui. Cada um tem um movimento vital e em dado momento da nossa caminhada encontramos pessoas que possam nos ajudar em níveis mais elevados de maturidade e evolução. Mudar o modo como vivemos, nos alimentamos e como priorizamos as coisas da vida. O contato com esses seres mostram que a felicidade é simples e que não precisamos de muito para nos sentirmos bem. O simples contato com suas psicosferas fazem com que iniciemos um aprendizado diferente do escolar. Sentir uma pessoa lúcida, sentir a aura, o campo, a presença, a lucidez de um ser humano lúcido livre de perturbação é essencial no caminho de evolução. Até então tinha encontrado mestres extrafísicos e comecei a dedicar-me em rastrear os que poderiam estar em vida aqui no planeta, com corpos vivendo uma vida humana.

Como viveriam? Que estilo de vida teriam? Onde estariam?

É sobre isto que versa este ensaio.


I - Reflexões Iniciais

Nos séculos anteriores inexistia internet, telefone e outros meios de comunicação, como satélites, onde poderíamos localizar determinada sociedade, tribo, cultura, clã, e mesmo pessoa. Os instrumentos antigos de localização eram rudimentares e diz-se que os povos eram isolados. Mas será que eram realmente?

Ao longo dos anos venho tendo experiências parapsíquicas que contrapõe este dogma histórico. Partirei do fato de que meditadores de todos os tempos acabaram cedo ou tarde estabelecendo comunicação clara e precisa de suas localizações, favorecendo o intercâmbio cultural e religioso, científico e social.

Em meu último ensaio, expus sobre a experiência telepática que ocorreu comigo em viagem de moto para o sul do Brasil, onde alguém conseguiu detectar minha presença logo quando entrei numa cidade próxima a Mostardas/RS. Este experimento levou-me a reflexão sobre minha intenção anterior em rastrear parapsiquicamente onde estão os mestres encarnados no planeta. Neste caso, fui detectado pelo radar parapsíquico de um sensitivo de padrão vibratório mais denso, talvez indígena ou similar.

A questão é que se fui detectado por um sensitivo de densidade relativamente baixa e quanto a minha intenção de rastrear mestres acima de mim, com maior sabedoria, discernimento e compreensão da vida, porque não haveria alguém no planeta realizando este rastreamento? Procurando mestres e ao mesmo tempo procurando alunos com capacidade de aprendizagem? A reflexão girava em torno deste aspecto lógico. Se eu estava fazendo isso obviamente existiriam pessoas realizando isso no planeta.


II - Da Experiência

Um tempo atrás realizei um rastreamento onde localizei em clarividência um mestre aparentemente budista tibetano na região que me parecia ser o Nepal. E pensei comigo mesmo: como saberei quem é e onde está? Será possível realmente o uso objetivo das funções parapsíquicas para a localização de tal pessoa? Eu não teria outra alternativa. Em primeiro lugar não tenho dinheiro para sair daqui e mergulhar em expedição para achar a pessoa, seria uma perda de tempo e pouco provável que achasse. O que eu não contava era com o auxílio mediúnico na orientação conjunta do acesso. A presença do espírito amparador revela a unidade extrafísica de tudo quanto existe.

A experiência que me ocorreu no motociclismo motivou-me a não desistir da procura. Em determinado momento de meu movimento de rastreamento em meditação, mandei a seguinte carta a meus amigos pesquisadores do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga:

"Amigos, vou escrevendo aqui para manter registrado e estar a disposição para aprofundamento sobre percepções.

Em meditação neste momento e detectando o exato local onde o mestre budista se encontra na Ásia, a informação chegou assim:

"Condado de Horn": Ao procurar no dicionario neste exato momento, investigo que horn são as trombetas tibetanas e o condado de horn se chama Lhasa.

A informação chegou até mim telepaticamente. Antes disso, senti forte repercussão energética, com arrepios e percepção de que no exato momento da meditação o mestre percebeu a comunicação e está lúcido quanto a sua detecção.

A viagem de moto e a experiência de detecção mostrou-me que, se aquela consciência não tão evoluída percebeu-me chegando em seu campo telepaticamente em longa distância, significa que meu movimento de detectar o exato local donde esta o mestre pensei que provavelmente ele já teria ciência de minha intenção e movimento e já teria me detectado também. A experiência agora realizada mostrou que sim, eu pude perceber o exato momento em que houve a comunicação. Fiquei tonto, entrei numa especie de transe imediato.

Apos ocorreu a experiência que relatei acima.


Deixo aqui registrado."

Após, seguiu-se mais experiências em meditação, onde meditava e escrevia ao mesmo tempo:

"Exatamente agora, em meditação, vi o exato local onde se encontra o mestre budista. Tibet - Lhasa.

Aprofundando a meditação e estabelecendo comunicação, foi me dado a palavra tibetana "Gana" e uma em portugues "Campones". Gana Campones. Gana é uma assembleia ou grupo ou um clá onde tem poder decisório. Exatamente o que vi naquela meditação."

E prossegue:

"Como havia pressentido, da mesma forma que detectei telepaticamente  a presença da inteligência perto do município de Mostardas/RS, pensei com toda a logica que, se eu um parapsiquico ainda amador consegui detectar, então, porque não estaria o mestre me detectando? E porque n haveria possibilidade conseguir as coordenadas de sua localização pela via parapsiquica? E agora pouco ocorreu a experiência que foi uma mistura de clarividência, telepatia e mediunismo objetivo com transmissão da informação em coordenadas passadas por palavras-chave, tal como um estrangeiro tenta se comunicar em terras desconhecidas. O amparador tibetano sabia um ingles ruim e portugues ruim e usou de palavras tibetanas com inteligência, onde através delas pude montar um quebra cabeças e chegar até a informação.

Em síntese, o grupo seleto de monges o qual vi e informei a vcs são Gana, ou seja, uma espécie de conselho. A informação de que é um lider desconhecido confere. Apesar de ser um pouco conhecido, sua condição evolutiva não é. Tambem parece que o amparador chinês mais avançado vive no Nepal e não na China propriamente dita.

A percepção energética confere com a sensação da foto. Centramento, lucidez e conhecimento de tudo o que tratamos no LAC. Eles fazem o LAC do modo deles, mais avançado. O conselho é como um LAC. Ele é o lider deste conselho, avançado. PRovavel que ali ele ensine as praticas avançadas, e instrua os monges mais lucidos."

E ainda prossegue:

"O monastério do mestre budista tibetano que vi em meditação fica no Tibet, em Lhasa. Monastério Drikung. Agora sim confirmado. No LAC irei expor como fiz o processo de detecção, que incluiu vários processos parapsiquicos conjuntos: telepatia, clarividência viajora (visão remota), mediunismo direto (clariaudiência), intuição. A inteligência comunicante: um amparador tibetano com pouco conhecimento de inglês e português, mas muito inteligente, e com poucas palavras pude chegar à informação. Cheguei até este conhecimento agora, faz uns 30min, em meditação. Existem 2 mestres neste monastério. E parece que é Chetsang Rimpoche. O Budismo é Vajrayana. A percepção e os sinais parapsíquicos evidenciam a procedência da informação.

O mais impactante da experiência foi o contato telepático direto com o mestre, onde fiquei zonzo, entrei em transe e fiquei uns instantes para voltar a mim mesmo. A reação dele ao me localizar e me detectar deu-me estes sintomas, nada agressivos, mas parece que houve uma descoincidência dos veículos.

A autopesquisa prossegue. O que busco? Orientação mais elevada, lúcida de algum mestre verdadeiro confiável reencarnado. Esta é minha autopesquisa. O que sei é que ele sabe que sei de sua condição de lucidez. Permitiu o acesso.

Aqui fica totalmente comprovado a unificação total entre os assuntos da ordem espirita, espiritista, parapsicológica, metapsiquica, e o yoga, a meditação e tudo que diz respeito a isto."

E foi exatamente assim que cheguei até o mestre Chetsang Rimpoche.


III - De Algumas Conclusões

É muito difícil concluir realmente alguma coisa sobre esta experiência. O rastreamento parapsíquico se eu mesmo o fiz então quantos de nós está a fazer isto deste os mais antigos tempos neste planeta?

Eu considerarei esta pergunta um fato e já partirei deste ponto de que sensitivos de todos os tempos vem se encontrando e se comunicando pela via do rastreamento parapsíquico, até mesmo a transmissão de informações, coordenadas e posição exata no globo, como ocorreu comigo.

É um processo de transmissão e acesso onde misturam-se vários fenômenos parapsicológicos como telepatia, clarividência remota, mediunismo lúcido, telepatia entre uma consciência intrafísica (ser encarnado) e uma extrafísica (ser desencarnado), associações de idéias e construção de mapa mental, com auxílio dos recursos da internet que facilitam em muito este tipo de transmissão.

Pressuponho que antigamente sem os recursos da internet porém com mapas mais ou menos elaborados, os yogues mais experientes ainda assim conseguiam se localizar em meditação e ir ao encontro um do outro para trocas de experiências e conhecimento. Índia, China, Maias, Astecas, etc e esta unidade telepática absorvida com a unidade extrafísica das comunidades de espíritos no planeta.

Será possível localizar pelo rastreamento parapsíquico as duas consciências para-humanas restantes?

Será que são eles que permitem o rastreamento? Ou será que já nos tinham localizado antes como potenciais pessoas que tem a capacidade de os perceber?

Enquanto isso, a humanidade quase como um todo sonha acordada acreditando estar lúcida.

11.1.16

Experiências Parapsíquicas Incomuns na primeira Expedição Parapsíquica: Orientação, Telepatia e Experiência Lúcida fora do Corpo

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta e Prof. Tao Yoga e Tai Chi Chuan
Bel. Direito (Univali), Esp. Educação (Udesc) e Mestre em Educação (Ufsc).
Parapsicólogo habilitado pela FEBRAP - Federação Brasileira de Parapsicologia
Coopero com o site do Dr. Geraldo Sarti - www.parapsicologia-rj.com.br
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga.
Atendo no Espaço Terapêutico Tao Psi e Projeto Amanhecer (HU-UFSC).


I - Das Considerações Iniciais

No fim do ano resolvi viajar de moto de forma que pudesse realizar a passagem numa sintonia alta, razão pela qual acabei intuitivamente optando por dirigir-me ao Vale dos Cânyons / RS. Neste ensaio não irei adentrar nos detalhes da viagem, detalhes estes que caberiam num registro técnico de campo, mas entrarei nas experiências parapsíquicas ou extrassensoriais que ocorreram comigo nos 1850km percorridos em 4 dias. Equipado de forma técnica e profissional, fui viajar. Após o ano inteiro de intensa atividade clínica e aulas de tao yoga e tai chi chuan, tanto em minha clínica como no Projeto Amanhecer, senti a necessidade de me desligar radicalmente de meus afazeres cotidianos e mesmo pessoas próximas e familiares de meu convívio. Eu fui testar-me na solidão do motociclismo lúcido, na autosuperação de todo o medo e toxina mental, semelhante as viagens indígenas a cavalo da antiguidade, por terras estranhas. De posse da coragem e da confiança, rompi o medo do desconhecido e fui sem saber ao certo para mais uma cura xamânica dentro dos métodos indígenas de autocura rumo ao cânyon.


II - Dos Fatos Parapsíquicos


1. O "Orientador": ao longo de toda a viagem fui totalmente orientado por um espírito que objetivamente se comunicava comigo telepaticamente e apresentava conhecimento técnico de dirigibilidade. Percorri centenas de km por estradas de chão, pedra, areia, duna e barro, em chuva e sol e posso dizer que fui preparado e ensinado a dirigir nestes tipos de estrada por este que chamarei aqui de "orientador".

O orientador ensinou-me de forma técnica, estando comigo o tempo todo. A percepção da telepatia-clariaudiência se dava pelo ouvido direito. A índole do orientador era benevolente, calma, lúcida e denotava conhecimento técnico. Foi uma verdadeira aula de dirigibilidade em terrenos alternativos e variados. A certeza do amparo se deu com perguntas que fazia e obtive respostas claras e também objetivas, como por exemplo: "pode ir tranquilo nesta estrada, estradas de pedra quando molhadas não cortam os pneus, o problema é quando estão secas".

Considero que todo o processo intuitivo que operou em mim foi intermediado e houve com a participação do orientador. As pessoas certas na hora certa e assim cheguei ao Cânyon da Fortaleza.

Ao chegar, o choro inevitável e natural diante da beleza irracional e da certeza da conexão direta em vida passada com este tipo de ecologia. E ao chegar no topo do Cânyon, o orientador me disse: "por isso te trouxe até aqui, para você lembrar quem é você". Neste instante eu "vi" o porque de minha ligação com os índios norte-americanos, com o xamanismo, a flauta de bambu... Eu vi a rota antiga dos Cânyons e a natureza nômade dos antigos povos do norte e os cavalos. Entendi o porque do uso da moto ("cavalo de ferro") e de traços básicos de minha personalidade. E o orientador não parou por aqui. Meditei no topo do cânyon e após ele me disse que ainda teríamos coisas a visitar. Ao chegar em Mostarda / RS, dirigi-me ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, e me deparei com um ambiente verdadeiramente lindo e deserto. Dunas e mais dunas, água e água. E lá alcancei mais um pico de minha conexão, meu samadhi. Alguma coisa aconteceu em mim naquele instante. Um bloqueio interno decorrente de processos desconhecidos que tentava compreender em mim foi dissolvido. Senti uma liberdade pura de estar livre na Terra: naquele instante senti-me índio, em holofusão, eu e ao mesmo tempo tudo. Estava conectado, vivo, feliz e livre. Naquele instante alcancei a felicidade sem objeto, a felicidade sem motivo determinado, a felicidade sem causa material, a felicidade como decorrente da conexão.

No cânyon o orientador avisou-me que eu fui iniciado no passado, em outras vidas, e que fazia parte dos povos indígenas. Esclareceu-me que existe somente um só povo indígena. Compreendi o que significa "indígena". Indígena significa "povo livre". Libertei-me do bloqueio interno desconhecido que fazem de um homem um ser sedentário e não nômade. Voltei a lembrar que em qualquer lugar que estiver estou em minha casa. A minha casa é a Terra, é o Universo e o Universo está em mim. A conexão, o Tao, operou em mim, confiei e fui, como um fluxo perfeitamente harmônico, as pessoas certas apareceram nas horas certas e as informações que precisava chegaram sem esforço. Uma mágica parecia se mover, como um fluido de intenção parecida com o que Dom Juan chamava de "intento".

Compreendi que o Tao se move quando confiamos completamente em sua natureza benigna. Eu vi os índios de cocar, vi a nação. Os índios que habitavam os cânyons descendentes dos antigos índios norte-americanos. Compreendi a conexão entre todos os indígenas do planeta e a unidade extrafísica da família Una. Sem mais palavras, gratidão enorme a grande família.

O orientador me disse uma palavra que até agora estou pesquisando, algo como: "takoma", "takama". Em estudo etimológico, takoma é uma região dos EUA habitada por indígenas da família do orientador. E takama deriva de takaamara, em japonês, o Céu, associado aos locais altos do planeta, como monte Fuji. A ligação etimológica entre as línguas é direta. A contar da minha conexão com a tradição taoista e indígena na China, haveria de ter a conexão extrafísica da família Una de todos os povos pacíficos e conectados no Planeta, formando uma sabedoria una.

2. O potente sensitivo telepata: ao passar pela região de Passinhos até Palmares do Sul, após a meditação no Cânyon, um sensitivo potente acusou minha presença no local. Houve de imediato uma sensação estranha ao dirigir a moto. Eu e ele nos percebemos de imediato. Eu também fui com intenção de uma "Expedição Parapsíquica" para fins de detectar presenças de inteligências mais evoluidas pelos locais onde passo. Uma conexão telepática direta entre nós, similar a uma acareação parapsíquica, invisível e extrassensorial, pude "ver" o paranormal, com cargo de líder de alguma comunidade, seita ou algo do gênero comentando sobre minha entrada na região. Ficou o tempo todo me monitorando parapsiquicamente até que tenha me afastado de sua psicosfera de domínio. Homem, forte, lúcido porém com intencionalidade não tão benevolente, com certo parapsiquismo de guerra ou luta. Fiquei assimilado um certo tempo, sentindo-me um pouco mal e aos poucos desacoplei e me reconectei com o orientador, voltando a sentir-me bem. A experiência mostra o impacto energético da presença de uma consciência num dado ambiente e a capacidade de percepção e detecção de tal consciência em tal ambiente. Isto demonstra a possibilidade experimental de detecção de presenças inteligentes por onde quer que estejamos, bastando estarmos conetados. O treinamento por mais de década do Tai Chi Chuan, meditação e o Yoga de forma geral potencializa o parapsiquismo de detecção pela experiência de transparência e de acesso informacional (campo informacional). Esta detecção foi feita por mim ao avistar as 3 consciências extremamente avançadas que já descrevi noutro ensaio.

3. Projeção consciente em movimento. No retorno da viagem, meu corpo doía muito. Chovia e as posições alternativas não mais faziam efeito para apaziguar o desconforto. Foram pouco menos de 800km rodados num único dia, visto ter sentido que estava para vir grande quantidade de chuva resolvi retornar. Saí do acampamento as 7h da manha, do município de Mostardas/RS e dirigi-me a Rio Grande/RS o qual fiz o retorno pela Lagoa dos Patos e voltei a Florianópolis, chegando aproximadamente as 21h. No trajeto após pegar a freeway de POA com ventos muito fortes sem uma bolha adequada de proteção, cansei muito. A chuva veio logo após o fim da estrada e as dores intensificaram. Em dado momento, saí do corpo intencionalmente para não mais sentir dor e pilotei a moto como que em controle remoto. Fiquei de pernas cruzadas meditando enquanto meu corpo pilotava a moto sozinho em piloto automático. A projeção foi parcial e fiquei pouco acima do corpo e a todo momento voltava ao corpo quando precisava. Foi a primeira experiência desta natureza corrido. O transe proporcionado pelo automatismo da experiência de pilotar a moto por horas e horas seguida facilitou a projeção.


III - Das Considerações Finais

Diante dos fatos expostos e por mais estranhos e incomuns que possam apresentar-se todos se apresentam-se a mim como fatos parapsíquicos passíveis de serem detectados por todo sensitivo, medium ou parapsiquista habilitado. Muitos de nós está sendo orientado e sendo percebido parapsiquicamente por vários momentos de nossas vidas, assim como muitos de nós deixam seus corpos com lucidez e retornam ao corpo com total discernimento e ausência total de perturbação psicológica. É sobre este caso que versa este ensaio. Eu produzo estas vivências, geralmente em ocasiões onde estou isolado, desde a infância, mais precisamente, deste minha vida intra-uterina nesta atual vida. Deixo estas experiências para que você possa com seu discernimento avaliar e mesmo inspirar que sua vida se expanda para um universo muito mais amplo e interessante.

23.12.15

Evidências Científicas dos Para-mestres de Yoga (Indiano e Chinês): Experiência Mediúnica-Clarividente em Meditação Macrocósmica

Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Pesquisador da Consciência, Yoga, Taoismo e Holocosmologia
Professor e Pesquisador do Tao Yoga - Tai Chi Chuan
Espaço Terapêutico Tao Psi (clínica particular)
Projeto Amanhecer - HU - UFSC (clínica voluntária)
Coordenador do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga (PA-HU-UFSC).



Considerações Iniciais

O presente ensaio parte de duas experiências isoladas, uma realizada dentro do Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga e a outra realizada em meu consultório particular (Espaço Terapêutico Tao Psi) em uma sessão de psicoterapia parapsicológica.

A primeira foi a constatação em clarividência da presença direta, presencial do que posteriormente iria designar por Swami, ou o mestre de Yoga que já possui o autodomínio e o domínio do Yoga. O mestre extrafísico apresentava-se com as roupagens alaranjadas e turbante, expondo a serenidade profunda e a lucidez de um mestre. A única coisa que comunicou foi: "samprajnata samadhi". Nada mais.

A segunda experiência foi a constatação direta também em clarividência mediúnica da presença de um também swami chinês, um mestre taoista o qual vestia-se de branco, sem cabelos, barba, fina e comprida, de um profundo pacifismo, e pude neste contato compreender a natureza da violência e suas relações com a serenidade e a meditação.

O modo de ensinar dos mestres extrafísicos é direta e geralmente sem maiores discursos. São sintéticos, claros e ensinam somente o essencial.

O primeiro swami ensinou-me o samprajnata samadhi, ou o samadhi com semente, dentro da prática da meditação microcósmica ou o kriya indiano. O segundo ensinou-me sobre o pacifismo dentro da mesma prática da meditação microcósmica, o nei-dan taoista.

Estas vivências evidenciam também a essência da coesão metodológica de ambos métodos.


Swami Patañjali
1. Ensinamento do samprajnata samadhi pelo Swami.


Aquele dia iniciamos o encontro num diálogo aprofundando as questões profundas da vida de cada um dos membros do laboratório. O exame aprofundado, na persistência do discernimento, na autoinvestigação honesta e profunda de cada um, foi que após determinado ponto iniciamos a meditação, primeiramente, a microcósmica e após a macrocósmica.

Estávamos realizando a meditação microcósmica quando iniciamos a meditação macrocósmica, experiência esta que visa o samadhi. O samadhi como já expus, é a experiência de interrupção das perturbações internas e portanto, de serenização do espírito.

Num dado momento, senti um profundo êxtase, sensação de felicidade que fazia-me evaporar, transparecer meu espírito, gratidão por tudo e por nada, o simplesmente eu sou feliz agora sem motivo. Ao mais uma vez sentir o samadhi entramos na meditação macrocósmica e comecei a ver em clarividência o mestre indiano vestido de roupas alaranjadas, turbante, com expressão lúcida e serena no olhar. O mestre chegou próximo a mim e me disse em telepatia: "samprajnata samadhi". E saiu de volta ao grupo de mestres liderados por um gran-mestre.

O sentimento de conectividade, a comprovação mais uma vez da existência extracorpórea, a ligação direta com os para-mestres do Raja Yoga, a percepção exata do nível o qual estamos de aprendizes do samadhi, situou a essência de tudo que venho construindo ao longo de várias vidas. Paz íntima, certeza da amparabilidade onipresente, certeza da amparabilidade de nosso trabalho no LAC e certeza da possibilidade do êxtase nirvânico do samadhi. Nada me perturbava, nada me tirava do centro, nada era suficiente forte e poderoso para atingir-me e perturbar-me. Ali encontrei a semente da imperturbabilidade permanente: samprajnata samadhi.

A construção pluriexistencial, milenar, do samadhi. Este movimento de construção, de sair da semente e brotar, cultivar até que se alcance o pico do êxtase é chamado de "samprajnata samadhi". Até então não tinha a noção exata do significado do conhecido "samadhi com semente" e a sua profundidade.


Swami Lao Tzu
2. Uma aula de pacifismo pelo mestre chinês.

E mais uma vez aparece um para-mestre chinês, de vestimenta branca, profundamente pacífico. Estava ensinando e praticando a meditação microcósmica e macrocósmica com meu aluno quando durante a meditação macrocósmica vejo em clarividência do para-mestre (provavelmente Lie Tzu, nome que posteriormente viria em minha mente ao refletir sobre a identidade do mestre).

A sua profunda serenidade e paz de espírito, livre de qualquer tipo de sinal de agressividade, ensinava-me o que muito tempo estava buscando: o contato direto com mestres acima de meu nível, de forma que pudesse aprender as lições do Tao diretamente.

O ensinamento foi não-verbal. O mestre nada disse, mas tudo falou. A sua presença de fecunda serenidade mostrou-me num exame direto a distância que se encontra da violência. Como água e óleo, a violência não poderia atingi-lo mais. Livre de toda violência interior, sua aura expressava a suavidade do vapor de serenidade que só pela presença ensinava-me quem eu sou e a medida exata da violência que ainda existe dentro de mim e em volta.

O ensino sem palavras, um mestre taoista.


Considerações Finais

O contato com os para-mestres me ensinam a discernir mestres dos pseudo-mestres, e mestres de instrutores ou professores. Eu um professor e aluno dos mestres do Tao, do Samadhi.

A alegria calma e a serenidade silenciosa circula em meu coração neste instante. Compartilho destas vivências com você de maneira que possa você mesmo comprovar tudo o que exponho em meus ensaios. Tudo o que exponho está acessível a você. E a nossa saúde e o sentido de nossas vidas, é o Tao do encontro com as essências do Universo!

OM SHANTI!

16.12.15

Pontuações Essenciais sobre a Ciência do Tao Yoga

Wu-Ji - Tai-Ji
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo e Prof. Tao Yoga - Tai Chi Chuan.
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga.


1. Tao (Wu-Ji)

Tao é o caminho, o sentido, o eixo universal, o eixo da realidade última (Holocosmo), donde viabiliza a existência de tudo ou o Holocosmo. Tao é o eixo norteador do holomovimento, inacessível, intangível, invisível, intocável, e puramente abstrato, está presente em tudo e nunca é encontrado. Não existe como compreendemos existência e está além de tudo o que a inteligência humana pode compreender. É possível de ser sentido ou vislumbrado, porém não entendido. Situa-se no campo do incognoscível, do fundamento sem fundamento que viabiliza a existência. É mais essencial que a existência e é o pressuposto de tudo, sendo como bem disse o mestre, anterior até ao próprio Deus. Tao é o eixo viabilizador da vida, é a vida em si e transcende-a infinitamente. Em sua manifestação num nível humano, Tao se mostra como estado de pura consciência informe, além do espaço, tempo, energia e dimensão, pura serenidade, benevolência, hiperlucidez e sabedoria holocósmica. Tao está para Wu-Ji assim como Wu-Ji está para Tao. Somente no estado de Wu-Ji que é possível vislumbrarmos Tao.


2. Holocosmo (Tai-Ji)

O Holocosmo é a realidade última, fonte de tudo e o tudo existente. Inclui tudo o que pressupomos existir, o que existe e não sabemos que existe e a não-existência propriamente dita que fundamenta a possibilidade da existência. O Holocosmo move-se continuamente em holomovimento. A hologênese se move a partir do não-tempo. Nada surge, nada acaba. O Holocosmo sempre existiu e sempre existirá na eternidade do tempo e no infinito do espaço. Espaço, tempo, dimensão, consciência e energia formam uma intrincada unidade indivisível onipresente. A linguagem enquanto representação do real sempre será linguagem, limitada e restrita ao sujeito comunicante. O Holocosmo é a fonte última da linguagem e, portanto, do sujeito comunicante. Qualquer conceito sobre o Holocosmo é esboço e não verdade. A verdade está além da linguagem, no acesso direto a partir da função psi-ómicron. Holocosmo está para Tai-Ji assim como Tai-Ji está para Holocosmo. Somente no estado de Tai-Ji é possível vislumbrarmos a suprema unidade além de toda e qualquer dualidade ou o Holocosmo.


3. Holocosmologia

É a ciência que investiga o Holocosmo em sua inteireza a partir principalmente dos estados de consciência de largo espectro, a partir da função psi-ómicron, incluindo o sujeito em sua condição de holofusão, portanto, a autopesquisa holocósmica. A Holocosmologia é noutras palavras a ciência do Tao, a ciência do Wu-Ji/Tai-Ji, a Holociência.


4. Princípio

O Tao-Holocosmo é investigado e compreendido a partir de uma sistemática composta por múltiplos métodos interconectados. A vivência abstrata do Tao e a compreensão progressiva do Holocosmo se dá a partir da deflagração progressiva de uma função parapsíquica peculiar do largo espectro holotrópico da experiência consciencial, o qual chamei de função psi-ómicron.

A holocosmificação consciencial se dá a partir das experiências que ultrapassam o espectro da experiência humana ordinária e mesmo das experiências humanas parapsíquicas comuns estudadas pelas ciências da consciência. A isto inclui o contato direto com inteligências alienígenas e suas formas de manifestação e tecnologia, vivências projetivas extraplanetárias e entrevidas e vivências de samadhi na interrupção da flutuação mental e serenização do espírito. Estas experiências calibram a consciência microcósmica com a macrocósmica num alinhamento progressivo, o qual é chamado de Yôga, no alinhamento de Yin e Yang.

Yôga é a calibração progressiva do microcosmo com o macrocosmo, na união indivisível entre o micro com o macro. Esta união progressiva é um movimento de amor, de união. O amor é a expressão do Tao na união de tudo numa holocoesão holocósmica. Assim, o princípio de holofusão é o movimento de dissolução de toda e qualquer perturbação (sofrimento) visando a elevação da consciência num patamar de harmonia íntima e compreensão holocósmica mais refinada e profunda.

Este movimento é o de dissolução do sofrimento em todas as suas formas e o de vivência da condição de espírito puro ou consciência real, na pura autenticidade do que realmente somos, o eu holocósmico, o próprio Holocosmo.

Assim, o princípio de união, o princípio integrativo, unificador, portanto, de amor, é o Yôga que viabiliza a holofusão e a dissolução de toda e qualquer forma de angústia, depressão, ansiedade e sofrimento geral.

No entanto, o Yôga não é a simples vivência do amor puro, mas também a autoexperimentação sistemática de um sistema de métodos interligados e unificados. O Yôga então é a ciência da autotransformação até a nossa condição de não-forma do espírito puro e liberação dos ciclos de nascimento e morte, a vida eterna e infinita propriamente dita.


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Na próxima publicação, darei prosseguimento a este ensaio no desenvolvimento dos seguintes tópicos, tais como:

5. Epistemologia
6. Sistemática
7. Métodos
8. Técnicas
9. Experiências

14.12.15

Tai Chi Chuan - Tai Ji Quan - Tao Yoga: Esclarecimentos sobre 14 Confusões


Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo e Prof. Tao Yoga e Tai Chi Chuan.

Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga.

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Este ensaio é dedicado ao grande mestre Yang Luchan.
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Considerações Iniciais

A ideia de escrever acerca destes pontos básicos essenciais que caracterizam de forma geral o que é o Tai Chu Chuan vem sendo formada ao logo de quase duas décadas de prática ininterrupta.

A começar por meu estranhamento sempre presente da separação do Yoga e do Tai Chi Chuan. Eu sempre pratiquei ambas as linhas, a começar por minha prática ainda anterior de Raja Yoga e após alguma prática de Swásthya Yoga e Hatha Yoga. Ao mesmo tempo percebia a semelhança dos Qi Gong praticados com determinados ásanas do Yoga e mesmo com os pranayamas. A meditação praticamente era a mesma, sentada e, não raro, a partir dos preceitos Budistas, entoávamos mantras.

A confusão aqui impera. O Tai Chi Chuan misturado com Budismo e com traços evidentes do Yoga indiano. Com o passar do tempo e com a prática do Jiu Jitsu um amigo uma vez me diz que o Jiu Jitsu veio da Índia. Eu achei muito estranha esta afirmativa, devido ao pacifismo associado à Índia. Por outro lado minhas pesquisas permaneceram e estudando a arte Vajramushti indiana lá encontramos a origem não só do Jiu Jitsu, como do Kung-Fu e da sequencia de movimentos do Tai Chi Chuan. E para complicar ainda mais, os movimentos são extremamente semelhantes aos ásanas do Yoga.

Porque tantos ásanas? Porque tantos estiramentos, fortalecimento de ossos, tendões e músculos, alongamento e resistência? A resposta é simples: preparar o lutador para o combate. Numa luta caso o adversário tente realizar uma imobilização ou mesmo uma quebra de algum membro, o praticante terá mais condições de não lesionar-se, não quebrar o membro, como no caso de lutas de imobilização. Quanto maior é o alongamento, quanto maior é a capacidade de distensão muscular e esqueletica e nos tendões menor a probabilidade de derrota. Ao ver um dos maiores lutadores de todos os tempos, Rickson Gracie, praticante do Jiu-Jitsu, exibir seu profundo domínio de técnicas de pranayama e ásanas, observamos o fundamento marcial dos ásanas.

Precisaríamos então de tantos ásanas caso o praticante não o faça para preparar-se para o confronto violento do Vajramushti? A resposta também é simples: não. Precisaríamos somente de uma sequencia simples que manteria a saúde dos ossos, tendões, músculos e alongamento suficientes para uma vida de saúde e de longevidade. Ao observarmos grandes mestres de Yoga realizando os pranayamas e ásanas como métodos de conversação da lucidez e da serenidade, da saúde e longevidade, observamos o fundamento não-marcial dos ásanas.

Nestes muitos anos de prática nunca compreendi porque consideram o Tai Chi Chuan uma arte marcial. É realmente incompreensível uma sequencia realizada com tamanha precisão, lentidão e acalmia de espírito (visto ter de iniciar na posição de Wu-Chi ou seja, em samadhi) poder ser usada como instrumento de violência. Esta é talvez a maior confusão associada a este método.

E diante destas confusões todas que muito provavelmente perturbam ou mesmo inquietam muitos espíritos praticantes de Tai Chi Chuan e mesmo Yoga, resolvi ensaiar este texto visando o esclarecimento e alinhamento do assunto.


I – Tai Chi Chuan não é uma arte marcial

Iniciaremos aqui com um dos aspectos mais polêmicos: o Tai Chi Chuan não é uma arte marcial. Por marcial entendemos o que é relativo à Marte, Deus da Guerra, ou as artes de combate a mão armada ou desarmada com finalidades de vencer um combate com um oponente externo a nós.

O Tai Chi Chuan é para uns uma arte marcial, para outros uma meditação em movimento, e para outros ainda, ambas as coisas. Eu considero o Tai Chi Chuan uma arte anti-marcial, uma meditação em movimento e um poderoso método para a saúde e longevidade. Por outro lado, o Tai Chi Chuan não existe isolado de outras práticas que para grande parte dos mestres colocam-na como secundárias ou laterais. Estas práticas são o Qi Gong, o Tao Yin, o cultivo de determinadas virtudes, o cultivo de uma dieta adequada, etc. E aqui está a confusão.

A pessoa quer praticar o Tai Chi Chuan e ao iniciar uma aula começa a fazer posições isoladas, a sentar e praticar Tao Yin ou ainda caminhadas acompanhadas com movimentos lentos, aconselha-se estudos de obras taoistas e vai se aprendendo a “forma” como se chama o encadeamento. No entanto, o ênfase no aprendizado na forma pode ser considerado o mesmo erro do Yoga em geral que dá ênfase ao aprendizado dos ásanas.

A similaridade do Tai Chi Chuan com sequências do Vajramushti indiano são geralmente deixadas em segundo plano e não em primeiro plano como prefiro deixar. Senão vejamos a similaridade dos nomes. Tai Chi Chuan geralmente é traduzido como punho do Tai Chi. Vajramushti é geralmente traduzido por punho Real. O que é senão o Tai Chi senão o Real? São conceitos similares demais para ser coincidência.

O Vajramushti é uma arte de luta a mão armada e desarmada praticada na Índia, considerada por muitos especialistas a mãe de todas as demais artes de luta e a mais antiga. Sua prática foi exercida por Sidharta Gautama (o “Buda”) e foi ensinada a monges budistas até chegar a Da-Mo, o qual levou o método para a China (poucos séculos após Cristo), tornando este método o conhecido Wu-Shu (Gong Fu). Esta é a versão histórica mais oficial que temos.

Os movimentos do Vajra são influenciados por uma série de exercícios potentes de estiramento e fortalecimento de ossos e tendões. Posições estáticas e dinâmicas acompanhados de exercícios respiratórios variados. Na Índia todos conhecem tais exercícios. São os conhecidos ásanas e pranayamas. Na China conhecemos como Qi Gong. O Qi Gong chinês inclui as posições estáticas e dinâmicas e os exercícios respiratórios e energéticos. Até mesmo o Qi Gong interno, que é a meditação microcósmica e macrocósmica apresenta semelhança a circulação do prana ou qi por nadis ou mediridianos visando a liberação de centros (chacras ou tantien) para a despertar a consciência para níveis superiores (samadhi ou estado tai chi) até o cume (kaivalya ou estado wu chi).

Esta arte de luta indiana é executada numa sequência realizada lenta ou rápida, incluindo exercícios a dois no combate a mão armada ou desarmada. A similaridade com a forma do Tai Chi Chuan é totalmente direta. E a similaridade com posições de ásanas do Yoga indiano também.

A execução sequenciada de ásanas coordenadas com a respiração, feitos de forma lenta e contínua sem interrupções está para a forma correta de realização do Yoga conforme as pesquisas do Yoga pré-ariano, o Yoga antigo, pré-clássico, pré-Patañjali.

A essência do Tai Chi Chuan é sua execução lenta, ininterrupta, calma, firme, confortável, forte, com respiração profunda, corpo unificado com o sentimento e com a mente, lúcido no agora que se move; movimento livre de quebras e conexões; movimento livre, no eixo físico, psíquico e parapsíquico, sentindo a energia se movendo e vibrando, cultivando o chi até a percepção de si como unidade cósmica indivisível.

Ao passar para o Yoga, encontramos o mesmo aspecto regente na execução encadeada e ininterrupta dos ásanas. O treinamento isolada dos ásanas equivale ao treinamento isolado do qi gong. O treinamento isolado do pranayama equivale ao treinamento isolado dos exercícios mais respiratórios do qi gong. O cultivo das virtudes e do caminho do meio (Tao), a intenção Yi (amorosidade), a bondade, equivale aos yamas (práticas éticas). O conhecimento de si mesmo e a entrega ao Tao equivale aos nyamas (práticas de autoaperfeiçoamento). Indo mais a fundo e na similaridade, os 8 estados de mutação, ou as 8 fases, equivalem aos 8 angas do sistema de Patañjali. E aqui começa a se aproximar ambos os sistemas.

O Tai Chi Chuan da mesma forma que os Ásanas encadeados pacificamente (desmarcialização do Vajramushti) compõe somente 1 dos 8 estados de mutação ou fases do Yoga.

Assim e diante do que expus, considero de forma clara e precisa o Tai Chi Chuan como a parte desenvolvida dos ásanas executados de forma separada e individual.

A confusão do aspecto marcial com o meditativo do Tai Chi Chuan está justamente na diferença entre o Vajramushti e o Yoga. O primeiro visa a luta externa, ao combate a mão desarmada e armada com um oponente real. O segundo regido pelo princípio da não-violência visa o retorno a uma vida espiritualmente correta e ao contato direto com o universo, Brahmam ou Tao. O primeiro é violento. O segundo pacífico. O primeiro formou mestres em artes marciais. O segundo formou pacifistas.

No entanto o Yoga vem sendo usado (na realidade somente os ásanas e exercícios respiratórios) como exercícios preparatórios do lutador em muitos centros de artes marciais. Muitos lutadores de Jiu Jitsu (sendo esta arte derivada do Vajramushti indiano) praticam Yoga. Por outro lado, o praticante de Yoga não pratica artes marciais. Ele até pode praticar o método marcial mas nunca o utilizará para o combate. O oposto não é válido.

O Tai Chi Chuan é praticado da mesma forma como meditação ou como treinamento marcial por praticantes do Vajramushti chinês, o Kung Fu. Até mesmo a meditação é praticada para acalmar o lutador e torná-lo controlado de si. Já a meditação Tao Yin vinculada ao Tai Chi Chuan é essencialmente espiritual e associada ao taoismo, uma filosofia pacifista por natureza.

Ao examinar estes aspectos aparentemente contraditórios chega-se tranquilamente ao ponto de confusão: o Tai Chi Chuan não é arte marcial. Pois seria tão absurdo assim como considerar arte marcial a execução ininterrupta dos ásanas do Yoga indiano.

A arte marcial chama-se Vajramushti na Índia. Esta arte foi exportada para o mundo dando as demais artes marciais existentes, em suas variações e atualizações por seus mestres. Por outro lado, quando esta arte chega na China vem a chamar Kung-Fu (como conhecemos hoje). A sequência encadeada de ásanas é usada como condicionamento físico, mental e emocional do praticante do Yoga indiano e até mesmo como meditação em movimento. Muitos movimentos são os mesmos do Vajramushti, porém, desmarcializados completamente, a partir da intenção de não-violência. A supressão da violência do método foi feita por mestres pacifistas de todos os tempos sob a orientação direta dos para-mestres (mestres desencarnados do Yoga). O Tai Chi Chuan é a mesma sequencia do Vajramushti executada desmarcializada e modificada para finalidades espirituais no cultivo do Tao.

Assim, desta forma podemos discernir uma coisa doutra. O aspecto marcial está associado à violência, enquanto o aspecto espiritual ao pacifismo próprio dos mestres verdadeiros do Tai Chi Chuan. Poucos foram e poucos existem que são mestres de Tai Chi Chuan vivos no planeta. A maioria ensina o método associada a artes marciais, portanto, à violência, incluindo armas como no Vajramushti. Isto não é Tai Chi Chuan, é um kati de Kung-Fu.

A confusão assim fica dissolvida e situamos o Tai Chi Chuan em seu lugar dentro do Yoga e não das artes marciais. E respondendo a questão confusa: o Tai Chi Chuan é uma arte marcial? Não. O Tai Chi Chuan é uma arte ou método de pacificação íntima profunda (serenização do espírito), portanto, uma arte da não-violência, não-marcial; é um longo ásana realizado em movimento e portanto um dos angas ou fases da ampla sistemática do Yoga.


II – A linhagem do Tai Chi Chuan está equivocada.

A linhagem do Tai Chi Chuan é a árvore genealógica de todos os mestres e alunos que se tornaram mestres e mestres que criaram estilos de Tai Chi Chuan.

1. A omissão da reencarnação dos mesmos mestres como alunos de mestres subsequentes dando prosseguimento ao Tai Chi Chuan. Isto é considerado no Budismo (as reencarnações do Lama).

2. A colocação na mesma linhagem de mestres que faziam do Tai Chi Chuan uma arte marcial quando não é, confundindo a linhagem do Yoga taoista.

3. Muitos mestres na linhagem assim considerados não eram mestres de Tai Chi Chuan mas de Kung-Fu. Ensinavam o falso Tai Chi Chuan com armas e técnicas de combate com aspecto marcial.

Assim, devemos desconsiderar todos os mestres de Kung-Fu que ensinavam o Tai Chi Chuan, pois os mesmos ensinavam o Tai Chi Chuan como katis executados lentamente sem qualquer vínculo com o Yoga. Da mesma forma devemos compreender que alunos de um reencarnaram e se tornaram alunos de outros, o que gerava o estranhamento do estilo subsequente do Tai Chi Chuan aprendido com o novo mestre como ocorreu comigo.

Eu em minha vida passada fui treinado pelo mestre Yang Luchan dentro de uma caverna próximo a vila onde morávamos. Fui um aluno externo à família, quando fui adotado pela vila ainda criança. O que aprendi diretamente com os mestres Rogério Soares e Jackeline Luis não é o Tai Chi Chuan ensinado por Yang Luchan. E desencarnei na China e reencarnei no Brasil onde passei a praticar novamente o Tai Chi Chuan. Naquela época o mestre não ensinava arte marcial alguma, mas o Yoga. Este acesso foi realizado no LAC – Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga (HU-UFSC-Projeto Amanhecer).


III – A maioria dos mestres de Tai Chi Chuan não são mestres, são praticantes ou de Kung-Fu ou de Tai Chi Chuan.

A polêmica que envolve este ponto é total. Um verdadeiro mestre de Tai Chi Chuan é um mestre de Yoga, praticante do pacifismo e da relativa imperturbabilidade interna diante de toda intrusão interna e externa. Vive em sintonia com o grande Tao e com o Tao em si mesmo. Amorosidade, pacifismo integral e afastamento da violência, lucidez, clareza de percepção e ausência de perturbações no campo da consciência (samadhi permanente).

Eu pude ver três destes mestres ao longo de minha vida. Um deles em minha vida passada, mestre Yang Luchan. Os dois outros são mestres de Yoga taoista desencarnados (espíritos, consciências extrafísicas).

O traço característico dos verdadeiros mestres é a não-violência. E a distância destes mestres da violência é muito grande. A violência não chega até eles justamente porque eles estão longe da violência e não permitem que a violência cheguem até eles. Refinam continuamente o Jing passando a Chi, chegando a Shen, passando a Tai-Chi e retornando a Wu-Chi. Vivem no Wu-Chi, no vazio de perurbações e portanto na ausência de agressividade, violência e marcialidade.

Desta forma, os mestres de Tai Chi Chuan apresentam o traço da não-marcialidade, da não-violência, da não-agressão, da paz de espírito, da aura profundamente benevolente e amorosa, lúcida e transparente.

E, para ser um mestre no Tai Chi Chuan antes necessita ser um mestre de Yoga, pois o Tai Chi Chuan é um dos angas ou partes, movimentos, fases, da ampla sistemática do Yoga.


IV – O Tai Chi Chuan se executa  no mínimo de três formas: Yin (Kan), Yang (Li) e no Centro (Chung Tao). 

As três formas de realização do Tai Chi Chuan expressa-se pelo treinamento de Kan-Li em primeiro lugar para depois passar-se ao treinamento de Chung Tao.

Kan é a água. Li é o fogo. Ambas potências ou princípios regem a harmonia de Yin e Yang. Dar ênfase no Tai Chi Chuan – Kan faz com que a pessoa fique com excesso de Yin. Dar ênfase a forma Li, faz com que a pessoa fique com excesso de Yang. A primeira dá ênfase ao trabalho interno, a segunda, ao trabalho externo. A primeira é suave, a segunda intensa e vigorosa. No entanto, deve-se praticar ambas as formas, para encontrar o eixo, o centro do Tai Chi Chuan.

Ao comparar os estilos Chen com o Yang divulgado a partir de Yang Chengfu temos que o primeiro é mais Li e o segundo é mais Kan. O primeiro é mais Yang, o segundo é mais Yin.

Dar preferência a um ou outro faz com que desenvolvamos aspectos desequilibrados de Yin e Yang, o que está equivocado, poís o Tai Chi Chuan é a dissolução do conflito entre Yin e Yang até a suprema polaridade ou unidade.

O mesmo se aplica a meditação microcósmica, onde se atém a circulação suave da energia com excesso de Yin deixando de lado a circulação potente da energia, ou Yang. O mesmo se aplica, uma é Kan e outra é Li. Ambas precisam ser aplicadas. Uma é lenta e suave. A outra é rápida e potente. Uma esfria (aquieta a energia), a outra esquenta (potencializa). Com isto encontramos o centro.

O Tai Chi Chuan pode ser executado também como poder de incitar, ou Trovão, o poder de assentar firme, em quietude e potente, a Montanha; ou ainda o fluir livre e sem resistências, o Vento; a calmaria serena do Lago; a profundidade infinita do Céu e a bela receptividade da Terra. Assim temos os 8 movimentos como possibilidades intencionais do mover-se no Tai Chi Chuan.


V – O ensino do Tai Chi Chuan precisa estar necessariamente dentro do ensino do Yoga e não dentro do ensino de artes marciais como o Kung-Fu.

O Tai Chi Chuan é Yoga e arte não-marcial. O seu ensino dentro de academias de artes marciais desvirtua o propósito do método, que é a não-marcialidade, a não-violência, o pacifismo, a serenidade, a amorosidade, a benevolência.

O longo ásana (posições firmes e confortáveis) do Tai Chi Chuan, composto de mais de dezenas de posições, está dentro de um sistema de 8 métodos interligados, sendo o Tai Chi Chuan somente um dos métodos ou angas do Yoga taoista. Existe mais sete métodos. Todos os métodos foram descritos no Yogasutra de Patañjali e podem ser observados nas 8 fases (trigramas ou pakua).

A forma de execução do longo ásana varia de 3 formas como escrevi acima: Li-Kan-Chung ou Yin-Yang-Centro.

Outra forma de esclarecer este aspecto do Tai Chi Chuan é a equivalência de sua prática ao Yoga que se constitui além dos ásanas assim como o Tai Chi Chuan se constitui além da execução da sequencia de posições (ásanas). Neste aspecto, embora muito mais polêmico, Tai Chi Chuan é sinônimo de Yoga.

A sinonímia de ambos métodos se dá tanto pela forma como se ensina, como pela etimologia. Tai Chi Chuan é o movimento controlado e técnico (daí punho, “chuan”) em direção ao supremo nível de evolução espiritual ou o que está além de toda a dualidade Yin e Yang (Tai Chi). Já o Yoga é a união do princípio de Parkiti (Yin) e Purusha (Yang), na dissolução das perturbações (desarmonias Yin e Yang) em direção à união com o supremo (Brahman, kaivalya).

Por outro lado, em virtude da total confusão do nome “Tai Chi Chuan” estar associado a uma arte marcial (o que já expliquei que é uma incoerência), opto por incluir o Tai Chi Chuan como método (sentido estrito) no âmbito de ser um anga do amplo ashtanga yoga conforme sistematizou Patañjali.


VI – A escola interna (nei-jia) não é escola de arte marcial, mas escola de Alquimia Interna Taoista ou Yoga. 

A escola interna é considerada oposta a escola externa. Isto quer dizer que a escola interna é Yoga e a escola externa é Marcial. A primeira, pacifista, e a segunda, violenta.

O sentido de escola interna remonta à alquimia interna taoista e aqui estamos completamente fundidos ao Yoga. Yoga é a união dos dois princípios masculino e feminino, criativo e receptivo, Yin e Yang, numa condição de fusão e transcendência, na sensação e percepção de unidade microcósmica e macrocósmica.

A alquimia interna taoista ou Nei-Dan prioriza a imortalidade, o cultivo da imortalidade, o kaivalya do Yoga indiano de Patañjali.

O movimento é de dissolução do conflito interno, de toda a dor e sofrimento, de toda desarmonia existente entre Yin e Yang dentro de nós. Este conflito é a luta interna que existe em cada um. Este é o sentido verdadeiro do “Chuan” do Tai Chi Chuan. A luta, o boxe aqui se trata da luta interna que existe em todos nós e cujo objetivo de cada um de nós é dissolver esta luta e encontrarmos a paz interior, a serenidade de espírito e o entendimento do sentido da vida (Tao), retornando ao Tao e ao nosso local de origem.

Este local de origem é abstrato e não-local como é da natureza do Tao. Estar em casa significa estar no Tao. E como o Tao não está em local algum, esta percepção é totalmente abstrata e intangível, e independe se o espírito esta em Terra ou por algum outro local do cosmo, encarnado ou desencarnado. É uma condição microcósmica, interna, causal, abstrata e imaterial. É purusha.

Portanto, praticantes de Tai Chi Chuan necessariamente para praticar Tai Chi Chuan necessitam praticar a alquimia interna taoista. E a alquimia interna taoista é o mesmo que Yoga taoista, ou Tao Yoga. E essencialmente, o mesmo que o Yoga descrito por Patañjali.

Assim, a arte de combate é para vencermos sem violência nossos demônios internos e externos, agressores internos e externos, neutralizando todas estas forças (além da dualidade) sem qualquer uso de violência. E é aqui que entra a complexidade do Tai Chi Chuan como arte de autodefesa isenta de violência e repleta de amorosidade.


VIII – O Tai Chi Chuan é uma prática do Yoga chinês taoista com conexões diretas com o Xamanismo e não é Budismo ou arte marcial.

O Budismo é o ponto de vista indiano fundado por Sidharta Gautama, o Buda. É uma linha de pensamento e prática muito profunda mas o Tai Chi Chuan não está associado ao Budismo, apesar que ter como uma de suas metas a conquista da desperticidade, de tornar o praticante um ser desperto, acordado (Buda).

No entanto, a prática Budista é a prática do mosteiro Shaolin onde Da-Mo levou o Vajramushti e o Yoga indiano para os monges chineses. E aqui vem a confusão dos praticantes de Kung-Fu, que misturam Budismo, Tai Chi Chuan e Kung-Fu numa mesma escola, sem questionar a coerência entre ambas. O Tai Chi Chuan foi exportado do mosteiro Wudang, taoista, escola interna, e nada tem a ver com a escola externa, violenta por natureza.


XI – Inexiste campeonato de Tai chi Chuan. O Tai Chi Chuan é invisível a olho nú e inavaliável por qualquer árbitro. É anti-competitivo pois visa a união de Yin e Yang e não sua separação em melhor ou pior. 

O certo e errado no Tai Chi Chuan é muito relativo. Avaliar uma pessoa pela forma como ela executa o Tai Chi Chuan é tão arbitrário como avaliar a inteligência de um tetraplégico a partir de sua deficiência motora.

Assim, o Tai Chi Chuan exige sim que o praticante realize os movimentos de acordo com determinada sequencia, porém, a sequencia é menos importante do que ocorre no interior do praticante. E o interior é invisível aos olhos de qualquer árbitro competitivo de campeonatos egocêntricos.

O universo interno do praticante é vasto como o Tao. O universo externo do praticante é limitado como a aparência bonita ou feia de um vaso. O Tai Chi Chuan é uma alquimia em movimento, trabalho interno de autotransformação profunda e autoconhecimento direto, refinação de Jing, Chi e Shen, sustentação de Wu Chi no movimento e dissolução na transparência do Tao e hiperlucidez (samadhi).

E tudo isto é inavaliável por qualquer autoridade no Tai Chi Chuan, com exceção da avaliação parapsíquica, extrassensorial, de um verdadeiro mestre de Tai Chi Chuan, que, vendo, pode dizer como está a prática do praticante.


X – A incorporação de armas à prática do Tai Chi Chuan (espada, bastão, etc) nada tem a ver com Tai Chi Chuan, mas com o Kung-Fu (seria então um kati lento com armas).

Este aspecto é o mais contraditório do ensino geral do Tai Chi Chuan, que é a inclusão de armas numa arte que visa a serenização do espírito e a dissolução de toda a violência interna.

Um Tai Chi Chuan praticado com armas não é Tai Chi Chuan, é Kung-Fu, é arte marcial. É violência, é distorção completa do taoismo, o fundamento pacifista e benevolente do método.



XI – O Tai Chi Chuan não é uma atividade de educação física, dança, pilates, meditação em movimento, balé e assim por diante.

A educação física é uma prática relacionada com o militarismo. O Tai Chi Chuan com o Yoga e o não-militarismo, a paz social e a educação integral do ser. O pilates é uma prática fisiológica limitada ao corpo, similar a uma pessoa que só pratique ásanas. É uma derivação limitada do Yoga. Apesar do Tai Chi Chuan ser também uma dança, a Dança de Shiva, não se reduz a isto. Está muito além de todo e qualquer conceito, pois visa permitir que o Tao nos mova em Tai Chi. A meditação em movimento reduz o Tai Chi Chuan de seus benefícios como ásanas e pranayama que é. É uma prática integral que pode condensar todos os angas numa só prática, sendo poderosa sistemática de Yoga. Apesar de expor a delicadeza de uma flor, o Tai Chi Chuan esconde a fortaleza da lucidez contínua e ininterrupta, a potência Jin refinada continhamente em Chi, Shen e Wu Chi. A maciez do movimento esconde a atividade de refinação alquímica interna realizada na prática.

Assim, Tai Chi Chuan pode ser considerado como 1 dos 8 angas ou fases do Yoga conforme a sistematização taoista (I Ching) e do Yoga indiano (Yogasutra). É uma sequencia ininterrupta de muitos ásanas executados de forma calma, tranquila, serena, com respiração profunda e lenta, em total sincronia com todos os movimentos corporais e energéticos, acompanhado de um crescendo de lucidez ao longo da prática, refinações contínuas de Jing, Chi e Shen, interrupções do diálogo interno (perturbações internas), visando a vivência e a prática de liberação de todos os tantiens (centros alquímicos) e no centramento de todos os 3 eixos integrados (eixo físico, psíquico e parapsiquico ou abstrato).


XII – O Tai Chi Chuan não é somente uma arte, é uma ciência de autotransformação, autoconhecimento profundo e de conectividade holocósmica lúcida.

Como toda ciência autoexperimental, somente o praticante poderá após décadas de prática conferir o que disse acima. O Tai Chi Chuan é uma sistemática científica desenvolvida por verdadeiros mestres na antiguidade. Um desses que apareceram no planeta foi Yang Luchan, criador do método que pratico. No entanto, em estados de consciência ampliado durante a prática, fica bastante expressivo sua relação com o xamanismo antigo asiático. Em suas raízes estão o afastamento dos demônios ou espíritos malévolos que provocam doenças, energias nefastas do universo, fortalecimento do espírito, transcendência experimental para fora do corpo, expansão de consciência e estados de psicotranse profundos associados a prática.

A separação histórica do Tai Chi Chuan em relação ao Yoga e em relação ao estudo de si mesmo (Conscienciologia) me gerava uma série de confusões.

O estudo do Yoga e do sistema de Patañjali, do retorno ao sistema organizador do Yoga, é a solução geral para o entendimento do local donde se situa o Tai Chi Chuan e o estudo de si mesmo, a reciclagem completa do caráter, o cultivo da benevolência, da não-violência, do pacifismo e da essência da arte e ciência baseada no princípio da não-luta, da não-ação e da clareza de visão (clarividência e uso de faculdades de percepção e cognição extrassensorial).


XIII - Muitos professores enfatizam que é bom praticar o Kung-Fu porque o Tai Chi Chuan é muito Yin, o que é grave erro e desinformação. 

O Tai Chi Chuan é no mínimo Li-Kan-Chung, água-fogo-centro. Tanto é Yin como Yang e Centro (eixo). Em sua forma Yang é potente e forte, faz suar e fortalece ossos, músculos, articulações e tendões. Em sua forma Yin é transparente, leve, suave e profundo, fortalecendo o espírito e a energia. Em sua forma central, cultiva o eixo, o centro, a lucidez até a hiperlucidez.


XIV – A forma ensinada pela família Yang e divulgada ao mundo é o falso Tai Chi Chuan e não é o ensinado pelo gran-mestre Yang Luchan.


O Tai Chi Chuan ensinado pelo gran-mestre Yang Luchan aos manchus era um Tai Chi Chuan falso, parcial, aguado, fraco, o pseudo-Tai Chi Chuan. O Tai Chi Chuan verdadeiro é muito mais complexo e está enraizado profundamente na alquimia interna taoista, no pacifismo e no princípio da não-luta, a não-ação.

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Este ensaio faz parte de um conjunto de ensaios sobre Yoga.



19.11.15

Samadhiologia: Esboço Inicial sobre a Ciência do Samadhi

Fernando Salvino (M.Sc)


Primeira parte:

I - Das Considerações Iniciais

O assunto Samadhi vem sendo mistificado desde muito tempo atrás, em muitos casos para tornar o "mestre" (ou falso mestre) uma figura santificada e superior ao insignificante iniciante do Yoga. O que precisamos ter em mente com toda nossa honestidade é que o samadhi é experiência universal e acessível a toda inteligência predisposta, não necessitando da ampla técnica do Yoga como acreditam muitos.

O samadhi sem semente, ou o samadhi direto, não raro como todo fenômeno parapsíquico e sua natureza de imprevisibilidade, ocorre quando a pessoa menos espera, em situações pouco convencionais. Obtive uma vez um samadhi desta natureza quando, contemplando a natureza da praia do Luz, em Imbituba/SC, após uma sessão intensa de surf de 8h seguidas, desde a manha até o fim da tarde, ininterrupta, pude, sentado no costão, compreender a unidade de tudo e a convergência de tudo para um único ponto. Foi um instante, um insight fulminante, para-intelectual, além de meu pensamento, adentrei no samadhi e acessei swadhyaya.

Porém, esta experiência é vivenciada por muitas pessoas, não raro, pessoas comuns que nem mesmo conhecem o Yoga e sua avançada sistemática para o samadhi. O samadhi espontâneo, não construído, até mesmo você pode ter vivenciado em algum momento de sua vida, mesmo que tenha vivenciado por segundos, míseros instantes, no vislumbre da possibilidade de ausência total de perturbações e sofrimento, e na vivência do êxtase da unidade viva e divina. E por mais estranho que possa parecer, o divino é um aspecto indissociável do samadhi, pela maravilha da vida sentida e compreendida neste instante que se situa além do espaço-tempo desta dimensão gravitacional do sofrimento humano.

Assim, iniciarei este ensaio situando o samadhi como uma experiência e mais que isso, um estado de profunda estabilização consciencial e lucidez contínua, serenidade, paz de espírito, ausência de ansiedade, angústia e todo sofrimento associado a memória, desejo ou aversão. É o estar aqui e agora integralmente em paz de espírito e êxtase. Porém esta paz de espírito e êxtase como venho estudando em mim mesmo e nas aulas de Yoga com meus queridos alunos, varia como numa escala de profundidade.

O samadhi então não é o mesmo samadhi para todos. Há níveis de samadhi dentro de um espectro que vai desde a dissolução inicial da flutuação da mente (interrupção inicial do diálogo mental interno) até a fronteira entre o samadhi holocósmico e o kaivalya. O samadhi é o espectro experiencial que varia de 0 a 100 (por exemplo), nesta hipótese inicial de estudo. O 0 neste caso, é a fronteira entre o primeiro vislumbre de paz de espírito e interrupção do fluxo de pensamentos-emoções e a perturbação interna. 100 é o último estágio do samadhi antes do kaivalya (holofusão propriamente dita). Da mesma forma, kaivalya também não é o mesmo kaivalya para todos. O kaivalya do ser encarnado (na condição intrafísica, orgânica) é diferente do kaivalya do ser desencarnado (na condição extrafísica, inorgânica). Até mesmo na condição extrafísica, o kaivalya pode ser o kaivalya do ser que ainda persiste no uso do veículo psicossoma (corpo astral) ou o kaivalya daquele que está livre das reencarnações, o qual usa da consciência livre ou o espírito puro na holofusão direta com Brahman ou Tao.

Patañjali não pode esclarecer estes aspectos no Yogasutras, que são aspectos mais específicos e emergentes da prática da meditação profunda. A vivência do samadhi aponta para uma escala progressiva e ascendente de holofusão. O Yoga taoista chama isto de 5ª regulação, ou a regulação do espírito (shen) até a refinação de shen (tai-ji) à wu-ji (kaivalya). A samadhiologia visa o entendimento espectral do samadhi e a compreensão do ponto onde se situa kaivalya.

Esta forma de lidar com o samadhi e com o Yoga evidenciam que estamos agora adentrando na ciência do Yoga como foi o intento de Patãnjali desde sua obra de arte, o Yogasutras. Aqui não iremos dar importância aos ensinamentos místicos e confusos dos falsos mestres que não exploram o assunto. Penetraremos no campo sem medo e com coragem de compreendermos esta vivência essencial para a humanidade e para a resolução definitiva de nosso sofrimento em direção a uma vida de maior êxtase e serenidade.


II - Da Definição Básica de Samadhi

O Samadhi foi assim caracterizado no compêndio de ciência do Yoga, chamado Yogasutras redigido pelo mestre indiano Patañjali, como objetivo da meditação intensa ou profunda (Samyama) e o começo do Kaivalya. Assim a meditação intensa visa produzir o samadhi e minimizar as perturbações. No entanto, como pesquisadores do Yoga, sabemos que o objetivo da sistemática do Yoga não é o samadhi. O Samadhi é a condição inicial do Yoga, ou melhor, seu primeiro nível. Este nível porém não é tão simples como imaginamos ao estudar a obra do mestre.

Samadhi é engloba uma ampla vivência, que varia em:

1. Intensidade
2. Profundidade
3. Transcendência
4. Natureza do saber acessado
5. Posição no espaço-tempo-dimensão-consciência-energia
6. Veículo (condição de coexistência holossomática da consciência intrafísica, extrafísica ou projetado)
7. Paz interna e Serenidade.
8. Proximidade ao kaivalya

Retornamos a definição de Yoga dada por Patãnjali:

Yoga é o recolhimento dos meios de expressão da mente (consciência). Ou noutra forma de compreendermos, o Yoga é a dissolução ou suspensão das ondulações da consciência ou das oscilações de lucidez. Podemos ainda compreender o Yoga como a conservação do estado de lucidez contínua a partir da dissolução da perturbação primária, ou a falta de sabedoria (no caso, a sabedoria interna e quanto ao universo).

Os meios de expressão são 5, na forma perturbada ou saudável: evidência, imaginação, inventividade, sono e memória.

A raiz de todas as perturbações é a "falta de sabedoria". A falta de sabedoria é decorrente da distorção da percepção clara da realidade, onde o sujeito confunde o puro com o impuro, o eterno com o transitório, bem estar no desagradável e individualidade naquilo que não é individual. A partir desta confusão ocorre o desejo, a aversão, a egoidade e o apego a vida como perturbações secundárias.

O Yoga visa dissolver a perturbação primária, ou a falta de sabedoria, a partir da correção da percepção correta da realidade. A busca do saber interno (dissolução da falta de sabedoria) associado à disciplina e ao desapego e a confiança na orientação interna (autoentrega) tem a finalidade de produzir o samadhi. E aqui chegamos no samadhi, dentro da concepção da ciência do Yoga.

Assim, a realização do Yoga ou sua efetivação prática se dá através de 3 pressupostos onde um é pre-requisito do outro:

1. Tapas: disciplina, perseverança no recolhimento (Yoga) e desapego (de tudo quanto atrapalhe o caminho do Yoga).

2. Swadhyaya: autoestudo, autopesquisa, autoinvestigação, busca do saber interno.

3. Entrega ao Içvara: autoentrega, viver de acordo com o saber interior, autorientação baseada no saber interior decorrente de swadhyaya.


III - Das Questões Básicas quanto ao Samadhi

O samadhi enquanto fenômeno é tão abstrato que necessita de parâmetros para que possa ser auto-estudado. Algumas questões:

1. Como você sabe que alcançou o samadhi?
2. O que é realmente o samadhi enquanto fenômeno parapsíquico?
3. O que ocorre com o corpo, com as emoções, com as energias, com a respiração, com o espírito durante o curso do que chamamos samadhi?
4. Quais as sensações subjetivas gerais do vivenciador do samadhi?
5. Quais as conexões entre consciência e holocosmo durante o curso do samadhi?
6. Qual a natureza da consciência sem pensamentos no curso do samadhi?
7. Porque o êxtase transcendental aparece no curso do samadhi?


9.11.15

Agradecimento aos 130.000 acessos!

Agradecimento aos 130.000 acessos!

Em 2003 comecei esta tarefa aparentemente simples de dar a público o que ficava antes restrito ao HD de meu computador e cadernos de pesquisa e anotações. A tarefa iniciou com a publicações usando o recurso básico do word e após a conversão do arquivo em pdf para download. A burocracia começou a se tornar empecilho para a dinamização das publicações. E em 2009 as publicações começaram a ser redigidas online através dos recursos do sistema do blog. O blog então se tornou a revista consciencia onde constam todas as minhas publicações, vivas e integrais. Os textos não são revisados e são publicados organicamente, vivos e sem revisão de texto. É como um parto, sai do jeito de sai. É a maiêutica pura.

O movimento de autopesquisa tomou proporções muito além do que tudo que vislumbrava para minha vida. A cada ensaio publicado tento tomar a forma do movimento que em mim se faz todos os dias, tanto em meu trabalho clínico como parapsicólogo e tendo já facilitado centenas de regressões a vidas anteriores com meus pacientes, como de todo o movimento interno que aprendo e vou me aprimorando, refinando. A cada encontro com meus pacientes é um aprendizado profundo de autenticidade e não-violência, amparo e expansão de consciência, orientação evolutiva e autosuperações profundas. Cresço junto com todos os meus pacientes. Os ensaios expõe minha vida naquilo que considero o mais essencial.

A primeira área é o movimento de reintegração parapsíquica integral, regeneração geral de si mesmo, refinação de traços e tendências, refinação de meus aspectos mais rudes e violentos até o cume do samadhi ou a dissolução de todas as minhas perturbações interiores. Os ensaios mostram o meu esforço continuado, ininterrupto por mais de 1 década, com disciplina e constância, num movimento essencialmente solitário de refinação interna até as experiências mais recorrentes de samadhi que me acompanham nos últimos anos. O encontro do Yogasutra, as rememorações profundas de minha vida na China e de meu contato direto com o mestre Yang Luchan, o meu envolvimento cada vez mais coerente e dedicado à prática e o estudo do Yoga e das experiências de espectro holocósmico associado a uma possível "samadhiologia" ou a pesquisa científica do samadhi, dentro da função psi-ómicron. O primeiro campo, Yin, é o Yoga.

A segunda área é essencialmente o cosmo e tudo o quanto podemos vislumbrar como realidade máxima universal. Chamei também de Holocosmologia, a realidade total, integral de tudo quanto podemos vislumbrar como realidade e existência, na coesão indivisível de espaço-tempo-dimensão-energia-inteligência. Holofusão, conselhos de calibração, amparadores de espectro holocósmico, amparadores extrafísicos do Yoga, do autoestudo técnico e científico... E o estudo e prática do Tai Chi Chuan em sua natureza essencial de Yoga e como método profundo de aprendizado do samadhi em movimento e da transparência (wu-ji). O segundo campo, Yang, é a Holocosmologia.

Ambos caminham juntos, formando uma unidade indivisível. Através do Yoga vislumbramos a realidade total, kaivalya, na união com Brahmam (Tao), observando a divindade  e a maravilha da existência, no êxtase sereno proporcionado pela dissolução do samadhi de volta a vacuidade universal e holocósmica do wu-ji (holofusão). E através da Holocosmologia começamos a compreender mais o "lugar" onde estamos vivendo.

Om Namashivaya a todos!

Fernando Salvino.