Terapia de Vidas Passadas e Pesquisa Científica da Retrocognição

Acesse meus ensaios sobre minhas experiências retrocognitivas, de terceiros e implicações científicas.

Projeciologia, Experiência fora do Corpo, OOBE

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Holocosmologia, Função psi-ómicron, Yôga, Samkhya, Meditação, Samadhi

Acesse meus ensaios sobre a Holociência e o método para o acesso holocósmico.

Ufologia Avançada, Parapsicologia Experimental (psi-ómicron) e Autoexperimentação Parapsíquica

Acesse meus ensaios sobre a correlação entre os fenômenos psi-ómicron, a Ufologia Avançada e experimentação direta.

14.9.18

(#6) Por que eu não lembro de minhas vidas passadas? (Parte 2)

21.8.18

Do Fenômeno de Adução às Sincronicidades Ufológicas

Por Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Pesquisador
Espaço Tao - Projeto Amanhecer (HU-UFSC)


Em 19 de maio de 2017, pouco mais de 4h da manhã, conforme relatei no ensaio intitulado "Eles estão vindo: relato de experiência extraterrestre" (clique aqui), no fim do curso da experiência relatei a presença de uma luz verde no céu em conjunto com as naves que avistava. Este ensaio versa também sobre esta misteriosa luz verde, a tecnologia e sobre os efeitos que tiveram sobre mim.

O motivo pelo qual retomo este tema é o acesso do que se chamou de "Operação Prato" e o depoimento extremamente honesto do Coronel Hollanda, onde o leitor pode acessar no vídeo acima. A Operação Prato, conforme expõe o ufólogo Gevaerd, foi a mais documentada ação investigativa sobre UFOs já realizada no planeta. E trarei aqui especialmente o final da fala do Coronel, onde se arrisca prever que o contato público extensivo ocorrerá em muito breve.

A sincronicidade com a investigação de laboratório, realizada por mim e meu amigo parapsicólogo Guilherme Kilian (Experimento Salvino-Kilian - clique aqui) e com a autêntica voz eletrônica captada num dos experimentos e submetida a análise pelo Laboratório de Gravação de Voz Eletrônica (LGVE) da Faculdade Espírita de Curitiba/PR (clique aqui); somada a minha experiência precognitiva onde avisto as naves no céu; é que venho aqui escrever este ensaio.

O presente ensaio é portanto derivado da experiência do dia 19/05/2017, da experiência de laboratório realizada em 03/03/2012 e 10/03/2012, da captação de voz eletrônica com os dizeres "estamos chegando" (clique aqui) e das declarações principalmente realizadas ao final da entrevista do Coronel Hollanda.


I - Do Fenômeno da Adução: a "Luz Verde Psicofísica"

Após mais de 1 ano da experiência ocorrida na madrugada do dia 19/05/2017, minhas reflexões repousaram na estranheza do fenômeno que me ocorreu. Após relatar com detalhe ao meu amigo Kilian, passei a refletir sobre a natureza da tal "luz verde".

É praticamente impossível para mim relatar com a clareza necessária o que ocorreu tamanho a transcendência do fenômeno.

Abdução vem do verbo abduzir, e significa "afastar, desviar de um ponto, de uma referência, levar alguém com violência, raptar" (Houaiss). No meio Ufológico é conhecido como o rapto realizado por extraterrestres. Porém, no caso que vivenciei foi o oposto a abduzir. A antonímia da palavra abdução é adução. Aduzir significa "trazer, conduzir, transportar".

Assim, a adução dentro da perspectiva Ufológica é quando os extraterrestres nos transportam para um nível de realidade benevolente e transcendente, sem qualquer uso de meios violentos próprios das abduções.

A luz verde que relatei na experiência era profundamente hipnótica, visto ter prendido minha atenção no céu até a minha total imersão nela. Lembro de ouvir um som de vibração associado a luz que parecia não uma luz física (do tipo emanado por uma lâmpada ou outro objeto) mas uma luz psicofísica.

Algumas coisas me chamam a atenção investigativa:

1. Sobre a fonte emissora da luz: a forma como o fenômeno ocorreu, o de ter sido literalmente atingido por uma espécie de "faixo de luz verde" emanado supostamente de uma das naves que pairavam no céu; faixo este que do tamanho pequeno foi se aproximando de mim até que entrou na região do meu peito, no coração e a luz se irradiou por dentro de mim até que me senti transportado por um nível de ser profundo, de amor livre. A luz não era assim somente física, mas parecia uma irradiação inteligente e amparadora que me levou a um estado de consciência cósmica súbita e abriu meus sentimentos para algo ainda maior. A certeza de que estão vindo e que o contato ocorrerá. O fato da luz ter aparecido, focado, emitida de forma direcionada a mim e com total controle e inteligibilidade sobre todo o fenômeno, pelos efeitos, deduz-se tratar de um tipo de tecnologia psicofísica avançada e que poderá auxiliar a humanidade na cura da doença da alma, como a depressão, o câncer e outras.

2. Sobre a natureza da luz: pelos efeitos deduz-se sua natureza psicofísica de ser uma irradiação de luz inteligente, focal, dirigida, calibrada associada a algum fenômeno sonoro vibratório (ressonante) com propriedades curativas e informacionais, parecendo ser um tipo avançado e não linguístico de comunicação, cujo conteúdo da informação é de alta transcendência holotrópica.

3. Sobre os efeitos psicofísicos da luz no receptor: os efeitos foram físicos e psíquicos. Os efeitos físicos foram a entrada da luz exatamente no centro do peito, região do coração (no externo) e aquela irradiação entrou por este local e se irradiou vibratoriamente por todo meu corpo produzindo uma sensação de anestesiamento geral, perda de controle motor e no fim um choro convulsivo libertador, culminando com meu despertamento imediato e segundo após, a rememoração integral da vivência e o novamente, o choro convulsivo (já dialogando com minha companheira que dormia ao lado e eu a acordei). Conjuntamente com os efeitos físicos, os psíquicos foram a percepção de que a luz era inteligente e não meramente física, e ao penetrar em mim, me vi transportado para um outro nível de realidade do mais sublime amor cósmico, intraduzível, e uma sensação de presença indescritível.

4. Sobre a tecnologia da fonte emissora: é provável que a luz tenha como fonte de emissão alguma tecnologia avançada ligada a cura, a evolução e a transmissão de informação por luz, ou algum tipo de aparelho psicônico calibrado intencionalmente para tal reação.

Em síntese, estamos a tratar de seres avançados da esfera extraterrestre. E a informação contida na "luz verde" me trouxe a certeza de que o contato está prestes a acontecer. Acredite o leitor ou não.

Diante desta informação, a de que "eles estão vindo", ou seja, parecendo que a experiência esteve contida na categoria de Percepção Extrassensorial (PES) que Dra. Louise Rhine chamou de PES Realista em Sonho. E também, diante das sincronicidades que a seguir tratarei, que ao meu ver merecem um aprofundamento progressivo ilimitado para a elucidação dos fatos parapsicológicos, físicos, hiperfísicos e ufológicos.


II - Da Sincronicidade dos Fatos Ufológicos

A experiência de laboratório (Experimento Salvino-Kilian) nos deu evidências experimentais no nível da assim chamada Ufologia Avançada (contato direto com extraterrestres) no que diz respeito a experiências que tivemos com a realidade extraterrestre no período entre a vida passada imediata e a atual vida. O experimento pode ser lido na íntegra aqui (clique aqui). Neste experimento tanto eu como Kilian autocomprovamos a realidade ufológica e cosmológica avançada e suas influências em nossas vidas. Ambos comprovaram a hipótese de autopesquisa onde deveria ter acontecido alguma coisa neste período para que justificasse nosso profundo interesse no campo da cosmologia profunda, ou holocosmologia. Reunião com entidades alienígenas a tratar da calibração do Sol, ocupação de Saturno, transmigração, transporte de naves, densificadores, etc. E a partir deste experimento pude lançar as bases da Holocosmologia e da Parapsicologia de largo espectro, ou função psi-ómicron.

O experimento Salvino-Kilian tratou de duas experiências retrocognitivas induzidas em laboratório, através de metodologia própria incluindo hipnose e exteriorização de energia. No segundo experimento, integralmente gravado, realizado nas dependências do consultório de Kilian, em determinado trecho aparecia uma voz invadindo a sequencia da gravação enfatizando os seguintes dizeres: "estamos chegando". A gravação foi submetida a análise como acima exposto (conferir a pesquisa aqui) e comprovada a autenticidade da voz eletrônica. Fenômenos ocorreram ao longo do experimento, e eu mesmo conduzindo percebi presença de campo de entidade alienígena e após a análise qualitativa e quantitativa de ambos experimentos, chegamos a conclusão que coincidiu o momento da voz com a de percepção da presença.

Esta semana pela primeira vez acessei a entrevista do Coronel Hollanda sobre a Operação Prato e sua fala final chamou minha atenção, a de que faltava pouco para o contato público, ou seja, "eles estão chegando". Somando também a descrição da "luz verde" por parte das observações realizadas na operação. Seria a mesma luz verde? da mesma natureza?

E por fim, o fenômeno PES realista que vivenciei em sonho, onde avisaram-me que estão vindo.


III - Das Conclusões

Convido o leitor a tirar suas próprias conclusões.

7.8.18

Agradecimento aos 200 mil acessos!

Caros amigos!

Os anos se passaram e totalizamos mais de 15 anos de pesquisa científica e filosófica e hoje alcançamos 200 mil acessos.

Este espaço é o lugar de expressão pessoal, de organização experiencial, de publicação de pesquisas, ensaios, de reflexões sobre os campos mais profundos da vida e da existência. Em resumo, tudo está aqui.

200 mil acessos e alcançamos exatamente 124 países, que podem usufruir do google translate para a leitura traduzida dos conteúdos.

Uma verdadeira "sala de aula virtual", um "curso permanente virtual e gratuito" disponível na web, um "espaço de EAD (educação a distância) gratuito", e assim por diante.

O curso oferecido neste espaço abrange amplos campos da experiência humana, da ciência e filosofia. O aluno que se debruçar a estudar o amplo conteúdo que aqui se disponibiliza poderá ter uma noção ampla e aprofundada da Holocosmologia, Parapsicologia, Projeciologia, Conscienciologia, Yôga, Autopesquisa e assim por diante. E todas estas áreas compõe os campos mais relevantes para o estudo e vivência humana.

Sejam bem vind@s! E muito obrigado por participar deste projeto e desta ampla formação!


Fernando Salvino.

1.8.18

Manifesto sobre os Círculos nas Plantações (Crop Circles ou Agroglifos): Inteligência alienígena ou humana?


Autor:
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, prof. Tai Chi Chuan e Yôga Taoista.
Pesquisador independente da Projeciologia, Conscienciologia, Ufologia e Holocosmologia.
Projetor consciente para fora do corpo desde a infância.
Mestre em Educação (UFSC)
Especialista em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (UDESC)
Bel. Direito (UNIVALI)
Ex-advogado (OAB/SC), ex-membro da Comissão de Meio Ambiente (OAB/SC) e Câmara Jurídica (CONSEMA/SC).
Parapsicólogo pelo IPCMJ e FEBRAP (Federação Brasileira de Parapsicologia).


I - Das Considerações iniciais

Os Crop Circles chegaram na minha vida através de meu amigo parapsicólogo Guilherme Kilian, porém na época minha reação foi secundária, ou seja, reagi com admiração à beleza das formas porém estava tão imerso nas investigações parapsicológicas sobre vidas passadas em especial sobre a minha experiência entre a vida passada imediata e esta, que deixei este assunto em repouso.

O tempo se passou e as evidências relacionadas ao espectro psi-ómicron em especial do campo extraterrestre, exobiológico ou ufológico, foram se intensificando até que resolvi dar a devida atenção a este fenômeno, especialmente após o desenho que ocorreu a poucos quilômetros de Florianópolis/SC, em Prudentópolis.

A Revista UFO, através de sua equipe preocupada com a comprovação da hipótese exobiológica da fonte inteligente da criação do desenho na plantação, fez investigações interessantes in loco, incluindo laudo pericial e outros dados que irei tecer alguns comentários aqui. Por fim estarei realizando considerações sobre a natureza da inteligência e do processo criativo, independente da suposta procedência exoplaneária.

II - Do Crop Circle (Agroglifo) de Prudentópolis/SC (27/09/2016)


O croqui é aproximadamente este, porém com falhas 
apontadas pelos pesquisadores do BURN
Brazilan UFO Research Network, com erros expressivos
nas medições geométricas do croqui.
O observador não cético e não frio em sentimentos, de primeira mão, se vê diante de uma espantosa obra de arte, de beleza harmônica expressiva cuja percepção interior de harmonia e beleza nos remete a uma indução de serenidade, equilíbrio e harmonia. O formato de flor no centro do desenho em conjunto com círculos concêntricos harmônicos conferem ao observador sensações de paz e beleza, movimento isento de conflito e geometria impecável.

Porém, algo escapa aos olhos deste observador sensível, cuja percepção além de válida é fundamental para a complementação investigativa realizada até o momento.

Sugiro ao leitor, acessar o próprio site da Revista UFO (clique aqui) para conferir a pesquisa realizada. Mas estarei trazendo aqui uma síntese do que foi feito.

Do ponto de vista das dimensões do desenho, o mesmo apresentava aproximadamente 68,25m de "altura" e 61m de "largura" e sua impecabilidade geométrica nos acomete várias considerações. Porém Prado, presidente da BURN - Brazilian UFO Research Network, já aponta múltiplas falhas nos dados, inclusive erros nas medições (clique aqui).

A geometria externa (forma aparente geral) como bem esclarece o pesquisador Bert Janssen, é a área mais conhecida dos desenhos e reflete o comentário geral acima exposto e a conclusão do perito citada na revista em questão, a de ter sido feito por alguma fonte inteligente, pois o efeito (desenho) é inteligente (mas isto é óbvio, como uma forma geométrica desta natureza poderia ser produzida por um raio?). Pareceu-me o mesmo raciocínio realizado por Hipollité Revail, ao pesquisar nos séculos passados os fenômenos das mesas girantes, que se moviam inteligentemente sozinhas sem causa física aparente, o que posteriormente foi dada aos espíritos (inteligências não-biológicas, extrafísicas) a sua autoria. E parece que pela mesma dedução, se conclui ser causado por inteligências não-humanas, pois não apresenta, de acordo com a Revista UFO, rastro algum de atividade humana no local. Examinarei este argumento também ao final.

Por outro lado, a geometria interna, e geralmente começa com um desenho padrão que se repete em muitos agroglifos (Janssen clique aqui), como a imagem ao lado expõe. A forma geométrica construída ao final do desenho ao lado é a seqüência de vários passos construtivos até chegar no padrão básico. Mas será que é assim que é feito um desenho nas plantações similar ao que é feito no papel?

No entanto a figura do agloglifo de Prudentópolis apresenta exatamente a mesma configuração básica de outro agloglifo, estudado com detalhes por Janssen, como mostra a imagem ao lado.

É facilmente perceptível que o desenho de Prudentópolis/SC partiu da mesma forma básica e alongou-se na mesma lógica construtiva até as figuras da 2ª linha (ao lado), e dali para frente modificou-se para a forma externa que observamos na geometria externa.

Prado, da BURN em total desacordo com a Revista UFO, em especial com as conclusões de Jevaerd, enfatiza vários pontos de questionamento de toda a gama de conclusões precipitadas tiradas pelo meio ufológico. É realmente simples a forma geométrica desenhada na plantação. Pelos argumentos de Prado, é realmente possível que em pouco tempo (como fizeram o número 43) um grupo articulado e preparado (profissionais de crop cirles) tenham realizado o desenho. Um ponto que tomo a lucidez é que as linhas do trator passam exatamente no meio do circulo e nas extremidades, podendo tranquilamente, terem tomado como ponto de referência para a criação do desenho.

E obviamente que a hipótese de pequisa de Prado parece-me neste caso a mais cientificamente lúcida, pois decorrente das falhas metodológicas da Revista UFO, todas as conclusões foram baseadas em dados duvidosos e não confiáveis. Convido o leitor a rever a pesquisa de Prado acima citada.

A coincidência de aparecer o número 43, do Partido Verde e a sintonia com as eleições, e ninguém ter visto alguém fazer o desenho, realmente coloca totalmente em questionamento a autenticidade do desenho e por dedução, a autenticidade de tantos outros que foram tomados como decorrentes de inteligência alienígena. Um idoso pode amassar 1m de trigo em 4 segundos, em quanto tempo uma equipe de profissionais de crop circles poderiam fazer um desenho de 100m de diametro por exemplo? 1h? 30min? 1h30?


III - Das Conclusões Preliminares

Por outro lado, como ocorre na investigação parapsicológica de médiuns e fenômenos mediúnicos, como PK (psicocinesia), um único caso, como da Sra. Eusápia Paladino, é capaz de dar autenticidade ao fenômeno, mesmo que a grande maioria seja absolutamente produção fraudulenta. Assim, basta um só crop circle ter sido feito por inteligência não-humana para que se comprove a hipótese ufológica.

Assim, um único crop circle que não tenha qualquer possibilidade de fraude, ou seja:

1. Excluídas todas as produções de provas contrárias as orientações dos protocolos de pesquisa em áreas agrícolas, como coletas de amostras e isolamento pericial da área;
2. Investigação minuciosa da geometria do desenho, medições em croquis com reprodução impecável e cientificamente correta. A geometria submetida a rigorosa avaliação de profissional técnico em geometria, matemático ou equivalente, de forma a avaliar a complexidade e os caminhos para a construção do desenho bem como a possibilidade factível, avaliada por um engenheiro agrônomo de alta competência reconhecida, sem vínculo com o meio ufológico, da possibilidade real de seres humanos construírem o crop circle em investigação (se seres humanos comuns profissionais em engenharia conseguem construir um foguete espacial, ou um laboratório como o CERN, como não poderiam construir um agroglifo sem deixar rastros?);
3. Medições de magnetismo e outros dados técnicos com aparelhos com reconhecida capacidade técnica e analisado por perito neutro e sem qualquer vinculação com o meio ufológico, evitando a contaminação dos dados com as crendices do pesquisador, ou tendo tais dados, com produção correta, submetidos a pelo menos 3 peritos para uma média confiável de resultados;
4. Investigação de forma científica dos relatos das pessoas envolvidas nos crop circles, depoimentos daqueles que afirmam estarem no local na noite do dia anterior, ou que viram luzes, etc, de forma a examinar com o crivo da pesquisa qualitativa de vivências, excluir a fraude submetendo tais pessoas a rígida sequencias de perguntas, ao modo da investigação criminológica;
5. Investigação sistêmica de outros crop circles em conjunto com o investigado em questão, de forma a detectar padrões com o fim de excluir definitivamente a hipótese de confecção humana para no caso, afirmar a hipótese ufológica. Se o critério de saturação da pesquisa científica, inexiste a possibilidade de afirmação da comprovação da hipótese ufológica.
6. Outras investigações complementares.

Se após toda esta fecunda investigação, que obviamente é impossível de ser feita num dia somente, mas renderá meses ou até mais de ano de investigação, a equipe investigativa na pessoa do coordenador desta espécie de "força tarefa" assim concluir ser de fato um desenho não realizado por um ser humano, embasado em todas as provas coletadas e examinadas dentro de rígido critério científico, então a Ufologia poderá caminhar adiante. Caso contrário, se perderá no misticismo e no marketeirismo do atual capitalismo new age, que enriquece milhares de pessoas no planeta.

E mesmo com esta conclusão, a de que não foi nenhum humano que realizou tal crop circle em investigação, a conclusão é a de sugerir a hipótese alienígena e não de afirmar, pois ninguém filmou, testemunhou diretamente, alienígenas realizando o desenho.

Em relação a hipótese PK, é tecnicamente impossível que um tal inconsciente coletivo (que até hoje também não foi comprovado cientificamente) pudesse produzir formas geométricas a partir de ações mentais de impressão daquilo que já existe como memória coletiva. Assim, a hipótese PK parece-me praticamente impossível.

Ainda sobre a hipótese ufológica, seria necessário os seguintes itens para que a exobiologia pudesse realizar tais desenhos:

1. A suposta inteligência causadora dos desenhos se valeria de tecnologia ou de um super-poder parapsicológico PK, onde mentalmente, imprimiria as formas com ação mental livre de qualquer meio físico, como ocorre com os fenômenos PK produzidos e comprovados científicamente na literatura parapsicológica  (Myers, Lodge e cia.). Assim, os aliens poderiam sem sair de seus planetas, produzir os fenômenos por simples ação mental dirigida sobre a matéria (a superfície). Porém, diante da dificuldade e da exigência de um imenso poder psíquico para a realização de tal feito, sobra-nos a hipótese tecnológica.

2. A ação tecnológica realizada por aliens se valeria de algum aparato tecnológico avançado, para nós humanos, de modo a confeccionar complexas formas geométricas como se fosse uma impressão 2D num campo de trigo ou equivalente. Uma máquina de impressão 2D que emite raio X (1), onda sonora (2), onde eletromagnética (3), radiação nuclear (4), radiação laser (5) ou outro meio de emissão da informação geométrica contida numa matriz (projeto do desenho) e projetada no campo? Então, teríamos um suposto aparelho tecnológico, que chamo aqui de f (fonte emissora da informação), o meio de programação da informação m, a informação i, e a superfície de impressão s, no caso campos de trigo, cevada e outros. Assim, temos f - m - i - s como variáveis do processo tecnológico para a criação do produto P, no caso, um crop circle.


Independente ser feito ou não por um humano, temos que ter uma fonte emissora da informação, que pode ser um corpo humano com uma taboa ou um drone alienígena flutuante na superfície de impressão, emitindo a informação por meio de radiação ou outro meio sem impacto ambiental (como ocorre no trigo que não quebra e que é somente dobrado).

Uma nave flutuante acima da superfície? Muito improvável. Gasta-se muita energia e poderia ser vista por muitos. A característica do desenho é o anonimato. Então, um pequeno drone de altíssima tecnologia poderia produzir o desenho de forma quase instantânea sem deixar rastros ou evidência alguma da fonte emissora da informação? Esta informação poderia ser emitida por fótons (ao modo de sinais de internet emitidos por lâmpadas LED) a uma longa distância, por supostas naves fora da Terra? Ou tais naves poderiam emitir drones minúsculos, nanotecnológicos, com chips microscópicos contendo a informação i, projetando o desenho sem deixar rastros?

De forma que uma civilização extraterrestre para chegar aqui deve no mínimo:

1. Dominar a tecnologia espacial de dobras, de atalhos no espaço-tempo, de travessia de buracos de minhoca, para deslocar-se por anos e anos luz de distância, impossível por qualquer tecnologia humana, que é uma carroça puxada por um cavalo, comparada a suposta tecnologia alienígena.

2. Uma nave espacial desta monta só poderia ser equipada com tudo que há de mais avançado e que ultrapassa até mesmo nossa imaginação e tudo que a ficção científica tenta vislumbrar.

3. Assim, desenhar crop circles seria um ato simples para tais seres, não necessitando serem feitos a noite, na calada do escuro, sem ninguém ver, pois poderiam imprimir tais desenhos, sem infringir qualquer dano ambiental de destruição das plantações, devido a uma tecnologia ecológica.

4. Somente seres de ética muito similar a humana invadiria propriedades e imprimiria desenhos nas plantações. É proibido pelo Direito Terrestre invadir propriedade privada sem autorização do proprietário, apesar dos crop circles render dinheiro para muitos, mas também, desconforto e sentimento de invasão de propriedade.

5. Se os alienígenas são evoluídos não somente tecnologicamente, é lúcido pensarmos que teriam o bom senso de não invadir propriedade de nenhum ser humano, de forma a não criar desconforto para uma dada coletividade, não restrita somente ao proprietário, mas a toda uma cidade que acaba ficando influenciada e muda os rumos de seu destino por causa de tais desenhos.

6. No caso dos alienígenas serem realmente evoluídos, é muito mais coerente pensarmos que os mesmos se mostram existentes pela via de fenômenos parapsicológicos psi-ómicron (cosmotelepatia, exoprojeção, por exemplo), como relatam muitos sensitivos, incluindo eu mesmo. É muito mais respeitoso por parte dos alienígenas nos contatar extracorporalmente, pelas vias das projeções lúcidas fora do corpo, pela telepatia, pelo mediunismo lúcido (não a fraude que se alastra por aí), aparições de OVNI para determinadas pessoas em detrimento de outras, e progressivamente realizar a elucidação holocósmica da humanidade.

7. Por outro lado, a pesquisa de abdução realizada por inteligências alienígenas evidenciam a mais pura invasão de privacidade, de violação dos direitos individuais, de rapto e sequestro, violência sexual e não raro, produção de filhos híbridos sem qualquer autorização da mãe. As evidências da pesquisa da abdução são hediondas, e obviamente, alienígenas que agem desta maneira nada mais são que inteligências de nível humano em pele de alienígena. São eticamente similares. Como nazistas fazendo experimentos em judeus, alienígenas fazem o mesmo com humanos.

8. A vulnerabilidade da humanidade é imensa. A 2ª maior causa de mortalidade é o suicídio. Depressão generalizada, ansiedade, pânico, medo, impotência, violência, ganância, definem em muito este planeta. Seres humanos vulneráveis a impostores, pastores de igreja, padres, gurus que se aproveitam desta vulnerabilidade para abusos morais, mentais, espirituais, de forma a angariar lucros e poder. Os alienígenas ligados a abduções são justamente os que são parecidos com os psicopatas humanos, políticos que cometem genocídio ao desviar dinheiro de escolas e hospitais. E porque não poderiam de fato ter feito acordos ilegais com os governos? É perfeitamente factível, em virtude da similaridade ética de ambas civilizações.

9. Por outro lado, inteligências alienígenas avançadas tecnologicamente e psiquicamente (ética), não cometeriam nenhuma forma de invasão (1), abdução (2) e violência (3). Assim, fica evidente que invadir, é ato de inteligência de nível comum, mundano, preso a posses, propriedades e necessidade de poder. Deste modo, concluo preliminarmente, que os confeccionadores dos crop circles, são inteligências invasoras, e portanto, de ética comum, mundada, presa a posses e propriedades e necessidade de poder. Inteligências evoluidas não invadem e não se comunicam desta forma.

10. Por fim, se os crop circles, ou pelo menos 1 deles, foi realmente desenhado por inteligências alienígenas, estas não passam de inteligências de nível ético similar aos humanos, porém, com tecnologia avançada, pois  como visto acima, para estarem aqui e realizar o desenho, é necessário um avanço tecnológico que estamos ainda longe de possuir.


Esta conclusão é no mínimo preocupante, pois se os desenhos são realmente realizados por inteligências alienígenas, extraterrestres, e por serem eticamente humanas, podemos realmente estarmos sob ameaça global de dominação de uma raça sobre outra, o que evidencia as conclusões de David Jacobs, sobre o plano de hibridização da humanidade (abduções).

O que quero dizer com eticamente humanas? Quero dizer que são inteligências que podem ser violentas, subjugadoras, abusadoras, gananciosas e escravagistas, como é grande parte dos humanos que detém poder na Terra.

A natureza da inteligência se mostra primeiramente por sua ética, pela maturidade da intenção e ações, e quanto mais benevolente, amorosa, lúcida, respeitosa, gentil, cordial (etc) for, mais avançada espiritualmente é. Soma-se a isto a capacidade parapsicológica de tais inteligências que com o passar das eras passa a dominar as saidas para fora do corpo, a telepatia, a clarividência, etc. E a tecnologia vem em segundo plano, naves, etc. Isto pois mostra que civilizações avançadas tecnologicamente podem ser eticamente imaturas e doentes.

Os alienígenas mais avançados eticamente se comunicam por vias respeitosas, gentis, cordiais, amorosas e lúcidas. Quando não raro, evitam de aparecer, mostrar-se, comunicar-sede forma direta, plasmando o seus psicossomas com formas humanas para não assustar a humanidade vulnerável pelo pânico de morte e do desconhecido.

O fato de uma inteligência realizar desenhos de formas geométricas complexíssimas não denota inteligência ética subjacente. Isto porque é possível que um físico, com altíssimo domínio matemático e de engenharia, possa construir uma arma de destruição em massa, realizando desenhos e croquis de projetos da tal máquina de forma impecável e precisa, como são alguns crop circles. Assim, o fato de as formas serem complexas não evidenciam inteligência ética subjacente.

O famoso guru Osho, recentemente teve parte de sua vida investigada e esteve envolvido com o primeiro ataque bioterrorista nos EUA. Lemos seus livros e que maravilha são aquelas palavras. As pessoas as leem e mudam suas vidas. O mesmo pode ocorrer com os desenhos nas plantações. As pessoas mudam suas vidas por causa da "geometria sagrada" dos desenhos (como ocorre com Bert Janssen), porém, inteligências éticas subjacentes que invadem propriedades não são fontes éticas confiáveis.

E não importa serem humanas ou não. A inteligência ética é imaterial e independe de como se mostra. Invadir propriedade privada é crime para o Direito Terrestre. E é muito óbvio que se fosse feito por inteligências avançadas, o mínimo que se espera de alguém lúcido, é que respeite o direito de propriedade alheio, evitando conflitos e maximizando os aprendizados do contato cósmico.

As pesquisas científicas da abdução devem ser cruzadas com a pesquisa dos crop circles, pois no caso de serem feitos por alienígenas, o são por alienígenas não confiáveis, como o são os que fazem abdução. O poder hipnótico dos crop circles são evidentes (ver obra de Bert Janssen). E o poder hipnótico de tais desenhos pode induzir a todos a achar que os alienígenas que produzem tais desenhos são inteligências de ética confiável, o que na minha avaliação técnica não devem ser.

A hipnose vem sendo usada de forma anti-ética devido a seu enorme poder de influenciação, dentro do mercantilismo do capitalismo selvagem do nosso planeta, por religiões, por empresários e parece que até mesmo por supostos alienígenas. Evidências mostram que alienígenas usam de mecanismos de sugestão hipnótica nas abduções, e porque não usariam desenhos em plantações para induzir nossas percepções a considera-los confiáveis?

O assunto é extenso e convido o leitor a realizar a pesquisa por si mesmo, com seriedade e cientificidade.

22.6.18

O Universo Psi-Matemático de Sarti [Ao meu grande irmão e amigo Geraldo Sarti (in memoriam)]

Por Salvino (como Sarti me chamava).


Em meados de 2010 durante uma investigação onde desenvolvíamos, eu e o parapsicólogo Guilherme Kilian, a hipótese do Projeciotron, ou a indução mecânica de experiência fora do corpo, conhecemos Sarti.

A pesquisa no google levou-me ao site www.parapsicologia-rj.com.br, e o contatei. A intenção era integrar um parapsicólogo com conhecimento em matemática, engenharia e principalmente física, de forma a dialogarmos sobre a hipótese dos ciclos de varredura de especto e a câmara de indução mecânica da descoincidência holosomática e assim, a projeção para fora do corpo por ação mecânica.

Sarti, nos recebeu de forma extremamente receptiva o que resultou em anos de diálogos por skype e por email, e em contato pessoal aqui em Joinville/SC.

O seu temperamento bem humorado, sarcástico e ao mesmo tempo fiel, e uma das mentes mais complexas que pude conhecer nessa vida. Os diálogos transitavam pela física moderna, psicobiofísica, cosmologia e uma matemática parapsicológica complexa, a tese dos psicons, e suas relações com a experimentação extracorpórea que desde criança tive e com a ampla fenomenologia psi.

Do interesse no Projeciotron adentramos num universo abstrato da matemática parapsicológica, de uma espécie de parafísica, de uma hiperfísica, capaz de integrar a inteligência até mesmo ao fenômeno da força gravitacional. Foi Sarti que chamou o primeiro experimento de retrocognição de laboratório que realizamos de Experimento Salvino-Kilian, cujo experimento posteriormente originou o LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga.

O Experimento Salvino-Kilian foi para Sarti a comprovação experimental da tese de psicons conjuntamente com a fenomenologia extracorpórea que relatava a Sarti e ele, genialmente, traduzia em formulas matemáticas. Ele me dizia: esta tudo demonstrado matematicamente.

O universo matemático de Sarti foi para mim um mergulho no buraco negro. Da mesma forma que para ele nosso experimento validou sua tese, a sua tese foi para nós a mais complexa demonstração matemática e lógica da não-localidade da inteligência. Psicons, unidade fundamental da inteligência, componente transcendental do cosmos. Tudo isto era a mais empolgante viagem. Unir todos os nossos experimentos e vivência, com o universo matemático.

Nossas reuniões eram verdadeiros mergulhos no hiperespaço, no hipertempo, na transcendência do espaço-tempo, até a abstração da natureza da inteligência em sua expressão como psicon, atravessando a ampla fenomenologia parapsicológica. Conversávamos por telefone quase que semanalmente. Reuniões em videoconferência pelo skype, email... Ele submetia seus artigos para lermos antes de publicar. Ele queria saber nossa posição, sobre sua tese. Creio que foi a primeira vez que realmente pesquisadores penetraram na contribuição que Sarti deixou a Parapsicologia.

Neste meio tempo, Sarti veio ao Instituto de Parapsicologia em Joinville ministrar Palestra sobre psicons, e de fato, nenhum parapsicólogo ali presente compreendeu sua tese. Fui chamado a dar outra palestra para esclarecer a tese do psicons, numa linguagem acessível a comunidade. A complexidade de sua forma de comunicação, a mente de Sarti era uma explosão de massa coronal. Cada explosão vinha um novo enunciado matemático, onde associava até com os saberes do tzolkin Maia, a codificação galáctica.

Foi um período de fecunda investigação. Palavras são alcançam esse período de dialogos e aprendizados que tivemos nós três, eu, Guilherme Kilian e Geraldo Sarti.

E com orgulho posso dizer que conheci um parapsicólogo de verdade e que me ensinou mesmo se desejar ensinar isto, a posicionar-me de forma ainda mais autêntica a respeito de minhas teses e experiências pessoais no campo da fenomenologia parapsicológica.

E também, com toda a gratidão sincera que sinto por meu amigo e irmão, que agradeço ter nos formado parapsicólogo ao longo dos anos que estivemos em contato semanal, que foi um verdadeiro curso particular de parapsicologia, onde ensinou-nos a sua tese do psicons, sobre a parapsicologia de forma geral, cosmologia, física, psicanálise, etc.

E certamente ao despertar em sua agora realidade extrafisica, após a desativação de seu corpo, comprovará a sua tese do link e deslink, psicons e tudo o mais, ao realizar suas viagens projetivas em corpo mental (psicon).

Onde você estiver grande amigo, paz e luz e aquele nosso abraço psicônico!

Salvino.

12.6.18

Sobre a Polêmica Questão das Escolas de Parapsicologia e o Futuro da Parapsicologia

EQM
Experiência de Quase Morte
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo (FEBRAP/ABRAP/IPCM/ABPCM)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer/HU/UFSC)
Projeciólogo e Conscienciólogo independente.
Bel. Direito (Univali); Esp. Educação (Udesc); Mestre em Educação (UFSC).


"A Parapsicologia é a Metapsicologia, a Super-psicologia, a Hiper-psicologia, a mais ampla, a que investiga psi além do normal, do comum, do convencional, do estabelecido rumo a uma nova visão 
cosmológica: a Holocosmologia" 
Fernando Salvino.



A Parapsicologia como toda ciência que se fundamenta na ampla liberdade de manifestação intelectual, científica e livre de censura ou licença, acaba se dissolvendo em várias “Escolas” ou linhas, cada qual com um determinado paradigma e, como a Psicologia, seguindo determinado autor central ou autores.

E sabendo também que toda classificação é até certo ponto dogmática, então peço ao leitor que pondere o texto e relativize o máximo que puder, considerando tal classificação somente um esboço didático para entendermos a multiplicidade da Parapsicologia, tais como:

1. Escola Católica: pode ser considerada a Parapsicologia com muita influência religiosa cristã, católica e que não considera a função psi-theta e psi-ómicron, ficando somente no terreno seguro dos fenômenos mentais físicos. É o caso trabalho do Padre Oscar Quevedo. Devido a contaminação da religião nas pesquisas e dados, teorias e hipóteses que visam explicar os milagres e outros fenômenos tratados pelo catolicismo, até mesmos os “Santos”, a Parapsicologia católica é tendenciosa e não apregoa pela cientificidade predominante, mantendo-se mais fiel a negação e refutação de psi-theta do que a pesquisas propriamente ditas.

2. Escola Espírita: pode ser considerada a Parapsicologia com muita influência da doutrina de Allan Kardec, cujas pesquisas servem em muito para dar espécie de cientificidade à doutrina. Como as pesquisas de Kardec foram em número pequeno, pela seu pouco tempo de envolvimento com a pesquisa, pesquisadores espíritas querem mais embasamento científico, mais provas, como ocorreu com Hernani Guimarães Andrade, que usou o método do médico e parapsicólogo Ian Stevenson no estudo científico da reencarnação em crianças, aqui no Brasil. A tradução de obras parapsicológicas para a língua portuguesa também sofreu a manipulação de alguns espíritas que por exemplo, traduziram a palavra inglesa mind por espírito. O livro de Louise Rhine, por exemplo, deveria se chamar “Canais Ocultos da Mente”, mas acabou por ser traduzido por “Canais Ocultos do Espírito”, puxando para o lado do Espiritismo. A ênfase na mediunidade e no evangelho, sem qualquer questionamento quanto ao tal ensino universal dos espíritos (hipótese de Kardec quanto ao conteúdo comunicado pelos espíritos comunicantes da obra “O Livro dos Espíritos”) colocam a pesquisa espírita limitada aos dogmas kardecistas.

3. Escola Psicológica: é a Parapsicologia que estuda os fenômenos parapsicológicos numa ótica cerebral, da mente fisiológica, sem levar em conta as vidas anteriores (função psi-gama: retrocognição) e as possibilidades psi-theta (relativas à sobrevivência) e mesmo as projeções conscientes para fora do corpo. É representado pelo seu propositor Pedro Grisa, no IPAPPI – Instituto de Parapsicologia e Potencial Psíquico e mesmo Psicólogos Ortodoxos. Aqui ocorre um problema, visto que esta Parapsicologia parece na verdade uma “Psicologia Paranormal”, e não uma Parapsicologia, podendo ser classificada como um tipo de escola anomalística. Pois não é porque se debruça sobre os potenciais da mente e de supostos fenômenos assim ditos paranormais que se trata de uma Parapsicologia. A própria psiquiatria considera tais fenômenos manifestações de transtornos mentais.

4. Escola Anomalística: é a chamada Pesquisa Psi, e visa estudar os fenômenos não parapsicológicos, mas os considerados anômalos. Psicólogos envolvidos no Brasil, Wellington Zangari (USP – Laboratório de Psicologia Anomalística) e, Argentina, Alejandro Parra (Instituto de Psicologia Paranormal). De fato não é Parapsicologia e, sim, um campo da Psicologia dedicado ao estudo convencional dos fenômenos que consideramos parapsicológicos, e que consideram, anômalos.

5. Escola Cética: é a que nega as funções psi, reduzindo-os aos seus fenômenos puramente cerebrais e disfuncionais. Esta escola é talvez a mais radical e religiosa existente. Representam esta escola parapsicólogos tal como: Suzan Blackmore.

6. Escola Transpessoal: é a chamada Psicologia Transpessoal, que é em grande parte uma Parapsicologia que surge da Psicologia, a partir dos trabalhos de Maslow e Stanislav Grof, com as pesquisas com o LSD e Respiração Holotrópica.

7. Escola Conscienciológica: é a chamada Conscienciologia, apresentada por Waldo Vieira, dentro do paradigma por ele definido e baseado em suas obras básicas. Ex-espírita, Waldo Vieira compõe um movimento similar ao movimento espírita, com suas obras básicas e milhares de seguidores pelo planeta. Apesar de fazerem pesquisas, suas pesquisas também tem uma intenção parecida com a pesquisa espírita, a de fundamentar as teses de Vieira, visto que a maioria dos pesquisadores não têm experiências suficientes para argumentar contra ou a favor das obras básicas de Vieira. Esta escola é centrada em Waldo Vieira e como o espiritismo apresenta traços religiosos e científicos nas pesquisas. É um conscienciologismo ou vieirismo.

8. Escola Clínico-Científica: é a escola fundada por Eliezer Mendes, médico, fundador da Parapsicologia Clínica. Embora não sendo espírita, acabou por fundamentar sua Parapsicologia numa abordagem experimental, com equipes de sensitivos treinados e evidenciou vários fenômenos parapsicológicos, e usava as funções psi com finalidade terapêutica. Sua escola é essencialmente científica e clínica, muito embora venha a estudar paralelamente religiões associadas ao curandeirismo e assim por diante. Tem suas bases em Mesmer (no uso da mesmerização e magnetização animal), em Breuer, Freud e cia (no uso da hipnose), e no uso das funções psi (nas transidentificações, etc).

9. Escola Científica Ortodoxa: é a escola assim denominada científica e reconhecida mundialmente e mesmo a partir de algumas instituições, como a PA – Parapsychological Association e Rhine Research Center (Rhine), SPR – Society for Psychical Research (Myers, Lodge, Carrington e cia), Instituto de Metapsíquica (Charles Richet), etc. Aqui temos os pesados Journals da SPR, da PA, do Rhine Research Center e assim por diante. Junto com isto temos a biblioteca de artigos científicos indexados compondo as principais instituições científicas parapsicológicas do mundo. O trabalho destas instituições está na escala dos mais ortodoxos, com raízes acadêmicas, incluindo o Laboratório de Parapsicologia da Duke University e tantos outros laboratórios por várias universidades do mundo.

10. Escola Projeciológica: pode ser chamada de escola, e foi fundada pelo metapsiquista e projetor consciente Sylvan Muldoon, em 1929, o qual inaugurou a ciência que seria chamada futuramente (em 1979) de Projeciologia, por médico, parapsicólogo e então espírita e membro da ABRAP – Associação Brasileira de Parapsicologia, Waldo Vieira. O IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e COnscienciologia é, em tese, a instituição científica da área, porém não é. O IIPC não faz mais pesquisas, ficando tão somente ao cargo do CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, e sua Revista Conscientia, onde se publicam artigos. Aqui os fenômenos parapsicológicos estão atrelados aos fenômenos relativos à projetabilidade e descoincidência dos corpos. Nesta escola temos os vários e vários cientistas da Projeciologia, cada qual em seu canto investigativo, publicando achados, compartilhando vivências extracorpóreas e realizando as pesquisas de campo e mesmo as exploratórias pela internet. Para Vieira, a escola projeciológica está associada à conscienciologia. Para Muldoon, à metapsíquica, ou atualmente, a Parapsicologia.

11. Escolas Alternativas: são os parapsicólogos que misturam as práticas do Sufismo, Taoismo, Xintoismo, Jainismo, Budismo, Yôga, Ocultismo, Teosofia, Antroposofia, Xamanismo, Numerologia, Cabalismo, Esoterismo (incensos, talismãs, pedras, patuás, colares, anéis, rituais, magias, tarot, i ching, etc) com pouco ou sem critério de cientificidade e uma integração científica coerente e descontaminada do misticismo e religiosidade. Lembramos aqui que a Parapsicologia é uma ciência e não religião, seita, esoterismo, etc. A parapsicologia dá ênfase à consciência e seus poderes mais transcendentes e não transfere tais poderes a objetos inanimados. Aqui estão os Parapsicólogos que importam modelos das linhas do saber acima sem averiguação científica, sem testes de modelos, sem experimentações, sem cientificidade. De fato, esta escola não pode ser considerada Parapsicologia e sim uma reunião de saberes coletados sem pesquisa científica e sistematizados com pouca coerência e apresentados ao público como sendo Parapsicologia. É esta Parapsicologia que consta no CBO – Código Brasileiro de Ocupações, no Brasil, infelizmente.

12. Escolas Orientais: são pesquisadores que não se denominaram e nem se denominam parapsicólogos, porém, pesquisam cientificamente campos associados à Parapsicologia, como os praticantes e estudiosos do Qi Gong, Tai Chi Chuan, Nei-Dan, Yôga, e os conhecimentos antigos passados de geração a geração do Exorcismo Taoista e de toda uma ciência (embora com aspectos "mágicos") para lidar com espíritos, entidades e a própria evolução pessoal através do autodesenvolvimento da função psi. Variados fenômenos são encontrados na casuística oriental, como casos de reencarnação, levitação, fenômenos da ordem da energia (Qi), dentre outros.

13. Escola Ufológica: é a que se dedica a relação entre fenômenos ufológicos com parapsicológicos, como no uso de hipnose para a regressão de casos de abdução alienígena e de avistamentos de UFOs, ou nas tentativas, por exemplo, do General Uchoa em estabelecer contato telepático com aliens, até os supostos contatos de canalização com o suposto Comando Ashtar Sheran, Fraternidade Branca e supostos mediuns que dizem canalizar aliens ao vivo e inclusive dão palestras aos terráqueos (Mônica Medeiros e Gilberto Pinheiro, por exemplo).

14. Escola Holística ou Integral: é a escola que necessita surgir, de natureza científica e clínica, porém, de paradigma mais extenso, aberto, transdisciplinar, visa a inclusão e interligação das várias Escolas de Parapsicologia e demais ramos da ciência num sistema coerente, integrativo, unificado.


Em resumo, estamos longe ainda de uma Parapsicologia sistematizada e coerente. Estamos diante do mesmo problema da Psicologia, pulverizada por várias e várias escolas, de Freud a Pavlov. Porém uma luz no túnel parece surgir com iniciativas como a Psi Encyclopedia (clique aqui), cujo trato amplo da Parapsicologia ou Pesquisa Psíquica está retornando ao campo científico. Acredito que o próximo passo será a inclusão coerente da pesquisa psíquica já feita na Índia e China, com as práticas de deflagração de funções psi através do Yôga, Qi Gong, Tai Chi Chuan e mesmo outras práticas. Esta é a proposta do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga, na fusão coerente dos saberes orientais, indígenas com as modernas investigações da consciência associadas a autoexperimentação parapsíquica e meditativa e autoconhecimento. É inevitável que os Parapsicólogos comecem eles mesmos a experimentarem, a fazerem de si mesmos cobaias de autoexperimentos no campo parapsicológico, para conhecerem os fenômenos vivencialmente. As caracteristicas da imprevisibilidade do fenômeno psi é relativa e a prática de Yôga e Qi Gong por exemplo, demonstram isso. É possível induzir e vivenciar. A meditação profunda, seja indiana ou chinesa, também induzem psi. E psi é algo natural para as linhas orientais citadas, inerente.

O preconceito e a ignorância pela falta de informação e vivência produz as diversas linhas da Parapsicologia.

Algumas iniciativas interessantes:

Internacional Journal of Yoga - Philosophy, Psychology and Parapsychology (clique aqui)
Psi Research in China (clique aqui).

A Parapsicologia é a Metapsicologia, a Super-psicologia, a mais ampla, a que investiga psi além do normal, do comum, do convencional, do estabelecido.


Esclarecimentos Gerais Sobre o Objeto de Pesquisa em Parapsicologia

Projeção Lúcida da Consciência
para fora da Terra
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo (FEBRAP/ABRAP/IPCM/ABPCM)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer/HU/UFSC)
Bel. Direito (Univali); Esp. Educação (Udesc); Mestre em Educação (UFSC).



I - Das Considerações Iniciais

O objeto em ciência é tudo que está diante do sujeito de conhecimento. Este é o significado mesmo da palavra objeto (o que se posta diante do sujeito, o que não é o sujeito).

Em Parapsicologia temos que o objeto mesmo desta ciência é a consciência, quando no estado parapsíquico de consciência. Mas o que é este estado? Existe consciência fora de algum estado parapsíquico? A própria condição de estarmos movendo nosso corpo não seria um fenômeno psi kapa? Falando? Mas como estudar a própria consciência? Eis o desafio máximo da Parapsicologia em toda sua condição de ciência atualmente livre da tendência dogmática em institucionalizarmos verdades.

O estado parapsíquico de consciência pode ser definido, em sentido estrito, como a condição de estado objetivo e subjetivo não-ordinário de consciência (além do “normal”, daí para-normal) que compõe a ampla gama de fenômenos considerados paranormais, incomuns, anômalos, parapsíquicos, mediúnicos, extrassensoriais, espirituais, etc. Em sentido amplo, é a própria ligação da inteligência com o veículo, na ação psicocinética e sempre parapsíquica de tudo o que diz respeito a si mesmo. Neste ultimo sentido, o si mesmo transcendental, o sujeito por trás da ciência, se manifesta parapsicologicamente e não psicologicamente. Partiremos do axioma.

A consciência é realidade móvel, essencialmente projetiva e neste ponto, dependente de corpos para se manifestar e cujo movimento destes corpos está intimamente relacionado a ampla gama de fenômenos assim considerados parapsicológicos. O entendimento da Projeciologia é para mim, a chave para o entendimento da Parapsicologia. Em seu sentido amplo, a Projeciologia dedica-se ao estudo das projeções gerais da consciência, seja da energia seja da consciência propriamente dita para fora do corpo. Destarte, os fenômenos psi-gâmicos e psi-kapa não ocorrem somente aqui, nesta dimensão física, mas também nas demais dimensões, extrafísicas, cuja Parapsicologia extrapola como ciência não somente terrena, mas que prossegue suas investigações quando a consciência acha-se em estados mais potentes de consciência, com as experiências fora do corpo e as interações desta com o mundo humano.

A proposta inicial da Parapsicologia, com suas raízes na Metapsíquica, Espiritismo, Teosofia e assim por diante, era de investigar os fenômenos assim considerados sugestivos da sobrevivência após a morte, principalmente. No entanto tal ciência foi progredindo e, após o advento da Projeciologia a partir de 1929, com Sylvan Muldoon e em 1986 com a publicação do primeiro estudo mais amplo da projetabilidade da consciência para fora do corpo humano, pelo médico Waldo Vieira, então temos que a Parapsicologia deu um salto. Seu objeto modificou-se, movimentou-se, atualizou-se. Allan Kardec já via a importância do estudo do espírito em si mesmo, do caráter e da reforma do caráter como pressuposto da condição humana neste planeta. Por outro lado, ainda estava associado ao processo religioso relativo aos próprios espíritos comunicantes. Com a projetabilidade consciente para fora do corpo o parapsicólogo poderia ele mesmo, sair de seus limites restringidores de percepção e averiguar a realidade extracorpórea e conhecer mais a si mesmo além desta fisiologia. A investigação de Muldoon montou os alicerces de uma ciência parapsicológica experimental onde o próprio parapsicólogo seria ele mesmo o sujeito e objeto de investigação. Mas esta ciência é nova? Não. Como pode perceber no estudo dos ensaios neste espaço, a ciência do Yôga embora indiretamente, dedicou-se ao mesmo campo de estudo da Parapsicologia, o si mesmo transcendental.

Assim, a Projeciologia coloca a Parapsicologia como ciência que se efetiva além mesmo desta dimensão e inevitavelmente reformulando a sua própria taxonomia ou a classificação dos fenômenos assim considerados parapsicológicos.

Embora estejamos passando por uma atualização geral e reformulação coerente desta ciência, considero que, na esteira do pensamento de tantos parapsicólogos ao longo da história, de que está cientificamente comprovado que aquilo que chamamos de alma, espírito, consciência, self, pré-existia e sobrevive à morte biológica e em determinadas condições pode permanecer completamente fora do corpo biológico e usar de um outro veículo, o corpo astral ou psicossoma, estando comprovada pois a hipótese do corpo objetivo em Parapsicologia.

A Parapsicologia então estudando o estado parapsíquico da consciência passa a inevitavelmente estudar a consciência em si que altera de estado, consciência esta que já existia antes do nascimento, passa a assumir novo corpo e permanece existindo após a morte biológica. O estudo da consciência em si, pode ser chamado então de o novo objeto mais amplo da Parapsicologia, ou na nomenclatura de Miguel Reale, "conscienciológico".

Assim, em resumo, até o presente a Parapsicologia estuda a consciência quando no estado parapsíquico de consciência, que conforme as variadas classificações já adotadas por variados parapsicólogos se resumem em 3:

1. Função Psi-gama
2. Função Psi-kapa
3. Função Psi-theta

Para Charles Richet, temos assim:

1. Fenômenos metapsíquicos subjetivos (equivalente a Psi-gama e PES)
2. Fenômenos metapsíquicos objetivos (equivalente a Psi-kapa e PK)

Os fenômenos Psi-theta e sobrevivência estão contidos na metapsíquica subjetiva.

Para a classificação de J. Rhine temos a seguinte:

1. PES – percepção extrassensorial
2. PK - psicocinesia
3. Hipótese de sobrevivência

A classificação ainda é usada por Waldo Vieira da seguinte forma:

1. Estado de Consciência “Objetiva”: relativo ao veículo e dimensão de manifestação da consciência.
1.1 Estado Intrafísico
1.2 Estado Extrafísico
1.3 Estado Projetivo
2. Estado de Consciência Subjetiva: relativo ao que ocorre no micro-universo da consciência.
2.1 Consciente (relativo à lucidez, percepção clara de realidade, psi-gama, psi-theta, PES realista, etc.)
2.2 Semi-Consciente (relativo a sonhos, devaneios, psi-gama modalidade PES alucinatória, simbólica, etc)
2.3 Inconsciente (relativo a sonambulismo, catalepsia projetiva)


II - Da Nova Taxonomia em Parapsicologia

A Parapsicologia tendo estudado a manifestação da consciência fora do corpo, na proposta de Muldoon, ou a autoexperimentação, acabou também por investigar experimentalmente a existência de outras dimensões do cosmo, os pluriversos, as membranas invisíveis desta dimensão, pelo acesso direto, a habitabilidade, a astrobiologia extrafísica, e nos mais transcendentes experimentos, a cosmologia de amplo espectro, ou as projeções da consciência para fora da Terra, os contatos com inteligências alienígenas, ou a Holocosmologia. É neste sentido que propus uma função psi diferente de todas as já classificadas, ou a função psi-ómicron, relativo aos fenômenos parapsíquicos de largo espectro ou holocósmicos.

A nova taxonomia em Parapsicologia, ou o seu objeto de pesquisa, então pode ser definido como o estudo da consciência a partir das seguintes referências.

a) De acordo com Estado de Consciência Objetiva (corpo e dimensão) donde se manifesta:

1. No estado intrafísico (vida humana ou de posse de algum corpo mais denso)
2. No estado extrafísico (quando fora do corpo, “morto”, “desencarnado”, de posse do corpo astral ou psicossoma ou livre, sem corpo, na dimensão consciencial pura).
3. No estado projetivo (quando move a energia ou se projeta para fora do corpo, seja o corpo físico ou o corpo astral ou psicossoma).

b) De acordo com o Estado de Consciência Subjetiva (lucidez e função psi associada):

1. Hiperconsciente: psi-ómicron.
2. Consciente: psi-gama, psi-kapa, psi-theta.
3. Semi-consciente: psi-gama, psi-kapa, psi-theta.
4. Inconsciente: psi-kapa, psi-theta.

c) De acordo com a Função Psi, independente do estado de consciência objetiva ou subjetiva:

1. Psi-ómicron
2. Psi-gama
3. Psi-kapa
4. Psi-theta

d) De acordo com o nível de Evolução da inteligência:

1. Perturbada (inteligência sofredora e aprisionada)
2. No caminho de dissolução da perturbação (Caminho ao Samadhi)
3. Perturbação dissolvida (Samadhi ou inteligência desperta)
4. Perturbação definitivamente dissolvida (Kaivalya ou inteligência livre).


Assim temos que a Parapsicologia é o estudo da consciência em seus múltiplos estados parapsíquicos de manifestação, objetiva e subjetiva, nesta ou noutras dimensões, estando ela consciência, semi-consciente ou inconsciente, em suas 4 funções psi elementares (no mínimo), incluindo os fenômenos ocorridos nesta e noutras dimensões, as consciências extrafísicas (espíritos ou consciências extrafísicas), a manifestação da consciência (inteligência) no holocosmo, as múltiplas dimensões do holocosmo, as múltiplas vidas (existências), a vida da consciência entre as vidas humanas, e assim por diante. Pode ser compreendida como o estudo do comportamento integral da consciência, em suas várias dimensões e internamente, no domínio dos corpos e da energia. Assim como pode ser compreendida como a Psicologia Profunda, além da Transpessoal, a Parapsicologia é a “Psicologia” do espírito, da alma, do substrato inteligente. Daí porque dizer que em Parapsicologia Clínica usamos de técnicas e métodos que consideram as vidas anteriores, a energia, os campos de energia, chacras e assim por diante, em uma abordagem científica e experimental.

5.6.18

Minha Andança com Ayahuasca, Peyote, MDMA e LSD

F.S.


Nos anos 90 e inicio dos anos 2000 dou início a uma jornada que só poderia me levar aos territórios mais incomuns da vida que poderia ser experimentada por um ser humano. Em meio a uma busca ininterrupta que iniciou criticamente quando eu tinha 9 anos de idade, nos anos 80, porém, foi somente nos anos 90 em meio a uma cultura neo-hippie, quando era músico, artista plástico e iniciava a terapia, que fui experimentar a pajelança e me envolver profundamente no estudo sistemático das obras completas de Carlos Castañeda e um tipo de xamanismo que me levaria ao território do conhecimento Yaqui (Maia) e suas correlações com o Taoismo e especialmente, a correlação dos Pases Magicos e do Tai Chi Chuan e Qi Gong.

Li os Ensinamentos de Dom Juan, e fui experimentar peyote numa cerimônia realizada por Aurélio Diaz Tekpankalli. Tomei quatro vezes o Ayahuasca. As duas primeiras em sessões isoladas com um amigo na praia, a segunda e um ritual indígena facilitado por um xamã equatoriano que nunca esquecerei e a quarta na casa de um amigo, em meio a uma tocata pela madrugada. E como se não bastasse e após estudar as obras de Stanislav Grof e os efeitos psicodélicos do LSD (encontrado na planta do centeio) na consciência, ingeri o LSD num experimento controlado no deserto das dunas, na praia da Joaquina, Florianopolis/SC, aos cuidados de meu amigo na época estudante de medicina. E meu último experimento foram duas sessões com o psicoativo derivado de um óleo da planta sassafrás, chamado MDMA, com enorme potencial psicoterapêutico.

O conjunto de todas estas experiências me levaram a vislumbrar o retorno a medicina indígena em sua forma natural e sintética como alternativa a evolução da humanidade, dentro de critérios corretos e lúcidos, tamanho os enormes benefícios que me geraram. Ao mesmo tempo que os ensinamentos práticos nos experimentos com a pajelança me liberaram o acesso ao antigo Qi Gong, Tai Chi Chuan e o retorno aos ensinamentos do método Yaqui contido nos Pases Magicos.

29.5.18

O Fim do Estado.

Fernando Salvino, MSc.
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Prof. Tao Yôga e Tai Chi Chuan
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (HU-UFSC)
Bel. Direito e ex-Advogado membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB/SC e Câmara Jurídica do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA/SC)



Os fatos recentes sobre a paralisação dos caminhoneiros no Brasil nos colocou em uma posição de refém de um abuso cometido por uma classe que é abusada por natureza e se coloca em risco psicológico e existencial para movimentar um sistema abusador por natureza: o Estado.

O Estado é a causa, é o verdadeiro criminoso que nos coloca como refém. Dissolver o Estado, o único caminho para a resolução da sócio-perturbação.

E quando falo em dissolver o Estado estou falando em resgate da ordem, da anarquia verdadeira. Pois Estado é sinônimo de coerção e violação de direitos, usurpação de garantias e promessas vazias que privilegiam o poder, muito embora nas condições em que se encontra o atual Estado, o poder se mostra não facilmente localizado. Está se movendo rapidamente de um ponto a outro.

O que é o Estado?

O Estado é a institucionalização da violência legítima para privilegiar a luxúria, a ganância e as relações de dominação e subjugação de alguns contra muitos. Estes alguns e estes muitos mudam incessantemente, onde ora o dominador domina e ora se torna dominado, migrando para o grupo dos muitos e vice-versa.

O Estado é a doença social em sua manifestação mais visível. Usando do Direito para se manter enquanto promessa de um dever-ser que raramente é, é uma ficção que perturba a mente dos leigos e ignorantes quanto a sua real natureza.

Assim, o Estado precisa ser visto tal como é, e não como deve-ser. Enquanto situado no plano do dever-ser, o Estado é a utopia de democracia e da dignidade aos direitos humanos fundamentais. Por outro lado enquanto o que é, o Estado se mostra como a maior aberração já existente na Terra, colocando não só os próprios humanos como reféns, mas como a Terra e toda a biodiversidade assim como até mesmo o Sistema Solar, com a ameaça atômica iminente.

A parada dos caminhoneiros é a voz do Estado. A retomada das atividades de produção é a continuidade da voz do Estado. Em sua natureza de predador da vitalidade, o Estado continuará até o ápice necessário a sua extinção inevitável na Terra.

É o Estado que cria fonteiras, pois é ele mesmo o gerador de fronteiras. É o Estado que separa os povos, os países, as línguas, as culturas, e demarca territórios, cria títulos de propriedade, cria o posseiro, cria o sem terra, sem teto, sem trabalho, e cria o trabalhador e o empregador. O Estado é a doença que mata a família verdadeira, é o que cria prédios quadrados, é o que polui a atmosfera com dejetos de foguetes e satélites. É o Estado que gera desemprego para controlar a economia e produz empregos para aumentar o consumo de produtos que estão em estoque. É o Estado esta máquina insensível que produz anestésicos que visam dopar a humanidade da percepção da verdade.

Mas afinal, o que é o Estado? Bom, o Estado não é o que você pensa que ele é, um órgão que visa garantir os direitos de dignidade humana e garantias fundamentais. O Estado não é o que está nas Constituições liberais e democráticas. O Estado é o que não é nada disso. O Estado é justamente o centro gerador de toda a perturbação social. E este centro é o que são aqueles que formam o Estado. O Estado não se localiza num prédio, num cadastro de pessoa jurídica, num número, numa Lei, numa Constituição.

O Estado está dentro de cada um.

O Estado é a forma perturbada que seres perturbados vivem socialmente.

O Estado é você, sou eu, em sua expressão perturbada. É toda a violência, injustiça e traumas que existem dentro de mim e de você.

O fim do Estado é o fim da perturbação. Somente seres não perturbados são capazes de viver livres do Estado. Sem receita federal, sem pagar impostos, sem propriedade sobre bens e livres de registros e controles de todas as ordens, com lucidez e clareza sobre a convivialidade lúcida, sadia e justa. É de direito dos seres lúcidos e isentos de perturbação, viver numa sociedade isenta da mesma forma, uma sociedade sem Estado.

Porém, para dissolvermos o Estado é necessário que eu e você dissolvamos toda a perturbação que existe dentro de nós e pararmos de gerar perturbação e passarmos a gerar saúde e mais paz para os que nos rodeiam.

Livre de falsidade, livre de mentira, livre de promessas vazias, próprias dos gurus do Estado, é pela dissolução de todas as fronteiras internas e pela dissolução de todo o mal que existe dentro de nossas almas que estaremos criando um bom futuro para a humanidade e para a Terra.

A situação da Terra é digna de sério exame lúcido. Uma crise generalizada e um adoecimento progressivo da humanidade se mostra ocorrendo progressivamente. Espécie de pandemia de uma doença psíquica e existencial disfarçada de normalidade. É o aviso do Fim do Estado.

Pois que se não for por este caminho, permaneceremos no caminho que estamos, que é o caminho de agravar esta doença generalizada na Terra que levará a situações cada vez mais delicadas, opressoras e desastrosas para a vida social comum e para os demais seres vivos desta Terra. Tempos obscuros nos aguardam caso ações não sejam tomadas em micro e macro escala.

Por outro lado se tivermos, como as evidências parecem apontar, a visita extensiva e pública de alienígenas neste planeta e que possa provocar as maiores crises existenciais já vistas na história, talvez tenhamos alguma esperança lúcida de mudança a curto e médio prazo.

E que aconteça o melhor para todos sempre.

13.3.18

Dos Princípios e Unidades Irredutíveis: Esboço dos Aforismos da Ciência do OM (Yôga-Holocosmologia)


Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta (ABPCM 060)
Prof. Tao Yôga, Qi Gong e Tai Chi Chuan.



Os princípios são as estruturas mais estáveis da mutação. Apesar de mudarem, conservam-se mais ou menos estáveis ao longo das existências. Assim chamei de Princípios Fundamentais justamente porque são os pontos de partida e as demarcações fundamentais do percorrer cósmico da inteligência que se dá conta de sua própria condição perturbada até a liberação total de toda perturbação (kaivalya). E para isto tem-se 4 estágios fundamentais e não menos que isto e não mais que isto. O ser perturbado toma consciência de sua condição e em determinado momento trilha o caminho para a dissolução da perturbação (caminho ao samadhi). Em determinado momento começa a vislumbrar a vida não-perturbada (samadhi) e passa a viver mais nesta condição que noutra até que se liberta totalmente. Por isso o primeiro sutra se organiza nesta sequencia lógica e progressiva:

Sutra 1: Dos Princípios Fundamentais
1. Da Perturbação
2. Do Caminho ao Samadhi
3. Do Samadhi
4. Do Kaivalya


A organização deste sutra difere-se do proposto por Gautama, no qual inicia pela natureza do sofrimento, passando a examinar a origem do sofrimento, seguindo-se a causa do sofrimento e por fim ao método para sua dissolução.

Neste sutra examinarei as três nobres verdades condensadas no primeiro capítulo e no segundo examino os princípios do caminho para a dissolução (e não o caminho, que será examinado no terceiro sutra, não exposto aqui ainda).

O sutra é organizado diferentemente do proposto por Patañjali, porém mantém a mesma essência, onde diferencio princípios e unidades irredutíveis e por fim de método. Acredito que poderá tornar-se mais fácil ao yogue o estudo.

O sutra 2 trata das Unidades Irredutíveis, sendo o que torna possíveis a existência dos Princípios Fundamentais. Cada unidade apresenta-se tal como um sistema planetário, cujo Sol central é o Holocosmo a que tudo se curva (a Grande Unidade). Elas são por si grandezas que transcendem conceitos e foram nomeadas para que possam ser discernidas umas das outras, mas que gravitam em torno da unidade, sendo a unidade.

A primeira unidade é a própria Unidade Absoluta. Nada escapa a isto. Todo o universo, universos, seres e coisas, processos psiquicos e fisicos e além, são Um. Indivisível e inteiriça é a unidade. Unidade esta que se move inteiriçamente para o Abstrato, no tornar-se, conservando o que não muda no Holomover-se, a Inteligência. O mover-se se dá na Holofusão e nas alternações de Yin e Yang, obedecendo um Sentido. O que se move é veículo, o que não move é inteligência. O que faz mover é inteligência. Intenção e Potência faz unir a força (energia) com a sabedoria e o amor, mantendo a harmonia holocósmica pela Calibração. Da conversão do princípios de intenção e potência, temos Yi-Jin, a intenção benevolente unidas ao poder. E por fim, as ligações entre as unidades, os relacionamentos. Sem o conhecimento e estudo das unidades torna-se difícil a prática dos princípios.

Sutra 2: Das Unidades Irredutíveis
1. Do Holocosmo
2. Do Holomovimento
3. Da Holofusão
4. Do Sentido
5. Do Yin Yang
6. Da Inteligência
7. Do Veículo
8. Do Intento
9. Da Potência
10. Do Abstrato
11. Do Yi-Jin
12. Da Calibração
13. Da Ligação

9.1.18

A Síntese: o Sutra

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Prof. Tao Yôga/Tai Chi Chuan


Estou convencido de que com o tempo usaremos cada vez menos palavras para se comunicar e sintetizaremos o máximo complexos de ideias em unidades de significados mais condensadas de forma a facilitar a comunicação de experiências complexas e profundas, que escapam da linguagem comum.

Em meu movimento pessoal de autoinvestigação venho observando a redução das palavras ao longo de toda a escrita, por exemplo, neste espaço. O volume foi diminuindo, ao passo que a quantidade de informação foi aumentando, apesar da diminuição do volume.

Assim temos que com o tempo o volume diminuiu (quantidade de palavras) ao passo que o volume de informação aumentou. O que se observa na síntese progressiva e no movimento próprio de toda autoinvestigação pois segue o movimento da pesquisa qualitativa participante, fenomenológica.

Partimos assim de experiências e vamos sintetizando em unidades complexas de conhecimento, princípios, matrizes cognitivas que não estão presentes diretamente nos fenômenos vividos mas são extraidos a partir das reduções assim chamadas eidéticas.

Estas reduções foram objeto de várias filosofias na humanidade e cito aqui 3 em especial:

1. Samkhya
2. Taoismo
3. Yôga

Assim, ao longo destes anos deparei-me com a mesma tendência, a de reunir a sintese geral, máxima, a mais irredutível possível de tudo quanto consta na experimentação geral aqui exposta e também não exposta aqui neste espaço.

E decidi reunir a síntese na forma de sutras, que são unidades condensadas de conhecimento organizadas em enumerações lógicas de aprofundamento progressivo.

A intenção remonta a orientação direta dada pela inteligência amparadora que me sugeriu dar a público o "A,E,I,O,U da Holocosmologia". Síntese máxima que me é possivel de realizar o qual está preenchendo todo meu tempo de trabalho como escritor, paralelo as minhas atividades profissionais e familiares.

A sintese parte também da forma como estas inteligências de linhagem holocosmica mais adiantada se comunicam. Eles se comunicam através de palavras condensadores de grande quantidade de informações. Por exemplo, durante centenas de anos em várias e várias vidas adentrei-me numa investigação muito profunda acerca da existência. E esta inteligência solucionou o problema de minha pesquisa com uma só palavra: calibração.

E é sobre isto que versará esta síntese, sobre os princípios do universo, e condensará também todo meu interesse por cosmodireito e por todos os assuntos transcendentes.



25.9.17

A partida de meu pai: evidência da sobrevivência

Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta



No exato dia 03 de agosto de 2017, meu pai foi tido como "falecido", cuja certidão de óbito constou como causa a insuficiência respiratória aguda.

O presente relato apesar de estar impossibilitado de expor com toda a clareza a profundidade da experiência que vivenciei, poderá no entanto, apontar para uma direção, qual seja, a da continuidade da vida após a morte do corpo biológico.

Um fato acompanha a vivência: meu pai estava lúcido no momento em que seus pulmões pararam de funcionar. Ele passava por uma internação por câncer no pulmão com metástase na coluna e permanecia sob efeito da morfina e outros medicamentos para a anulação total da dor. Porém sua lucidez mantinha-se presente. Esta lucidez é evidenciada pelo modo como olhou-me profundamente nos olhos, assim como nos olhos de meu irmão, instantes antes de ter seu corpo desativado.

E foi justamente neste contato transcendente com total ausência de palavras que olhamos nos olhos um do outro e nos comunicamos como nunca conseguimos nos comunicar. Se eu pudesse dizer que foi uma comunicação de espírito a espírito poderia ser mais preciso. Mas não tenho palavras para descrever. Ali pude "ver" meu pai e ele a mim. O mesmo aconteceu entre ele e meu irmão. Ali eu entendi uma vida inteira. Ali eu entendi a vida, o amor, a amizade verdadeira, a liberdade. E foi ali que eu disse a ele que estava tudo bem e que ele poderia se entregar e ir. Nada mais poderia ser feito. A radioterapia tinha sido cancelada. A quimioterapia não pudera ser nem iniciada. So restava aguardar este tempo misterioso do momento exato da morte. E ele nos olhou e ali disse tudo, sem falar nada. Lúcido, calmo e convencido de que chegou sua hora de partir. E nada vi ali de morte. E nada encontrei ali de morto. O que vi na morte foi a mais pura evidência da vida. A beleza do amor e da amizade, da gratidão e do carinho e da certeza de que aquela lucidez permaneceria existente mesmo após a morte daquele corpo já velho. Não havia morte ali. Havia um corpo velho e em fase final de vida, enquanto que meu pai (e não o corpo), mostrava uma lucidez incomum e a beleza do momento, a profundidade do amor apontou-me para a continuidade. Somente um cego ou um tolo não "veria" esta verdade. A verdade que na morte o que se mostra é a vida novamente.

E meu pai foi, partiu para mais uma viagem existencial. Lembro de meu pai após se despedir de mim e de meu irmão, olhar para cima e ver alguém flutuando no quarto. Os arrepios e o choro me vieram junto com a certeza de ser minha tia, irmã de meu pai, falecida muitos anos antes. Ele viu a luz, viu a verdade, viu sua irmã e partiu em paz.

E diante de todas as evidências que já presenciei esta é uma das mais convincentes.

E novamente afirmo: a sobrevivência da consciência (alma, espírito e tudo o que somos) mais uma vez foi comprovada nesta vivência.



12.6.17

Meditação para Todos: passo a passo

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico e prof. Tao Yôga, Meditação e Tai Chi Chuan.


O samadhi é a condição onde nos percebemos tal como somos, sem qualquer perturbação (ansiedade, depressão, estress, melancolia, raiva, tristeza, ódio, rancor, e mesmo desapegado de toda dor física ou desconforto).

Esta condição não-perturbada é a razão da existência de dhyana, ou como chamamos, de meditação, o 7º passo da ciência do Yôga (conforme a sistematização de Patañjali).

A meta primária do Yôga é samadhi e a meta final é kaivalya (a dissolução definitiva de toda perturbação).

A meditação, para qualquer ser humano, independente da tradição, linhagem, religião, escola, se reduz a 5 fases, quantitativas e qualitativas respectivamente:

1a regulação e refinação
2a regulação e refinação
3a regulação e refinação
4a regulação e refinação
5a regulação e refinação

A 1a refinação é a refinação da intenção e vontade. Aqui o meditação irá refinar sua intenção para a mais amorosa, benevolente e isenta de violência que puder. A partir desta refinação passará a primeira regulação e as demais refinações.

A 1a regulação é a regulação do corpo. O meditador melhora sua capacidade física (quanto assim o pode), melhorando sua nutrição (sem radicalismos, ou a não-violência consigo mesmo), fortalecimento dos músculos, ossos, tendões e coluna principalmente. Com o corpo regulado, o meditador se desliga do corpo e passa a 2a regulação.

A 2a regulação é a regulação da respiração. O meditador treina a respiração natural, diafragmática, a respiração da criança, solta, livre e tranquila. Esta respiração inicia na inspiração e na extensão do abdomem e na expiração junto com a contração do abdomem (sem esforço). É a respiração natural, solta, livre, calma e profunda. Porém, não raro, o meditador não consegue com facilidade realizar tal respiração natural, onde poderá praticar as variações de respiração lenta e rápida, de modo a desbloquear os seus centros. Com a respiração regulada passa-se a 3a regulação.

A 2a refinação é a refinação de nossa densidade e de nossos aspectos psicológicos e fisiológicos mais densos e negativos para o amor, a bondade, honestidade e o sentimento de gratidão.

A 3a regulação é a regulação do sentimento a partir da 2a refinação. Aqui a 1a e 2a regulações funcionam juntas porém a respiração e o repouso físico são mais amorosos, benevolentes e gratos.

A 4a regulação é a regulação da energia. A partir da 3a regulação a energia se solta e fica mais disponível para sua circulação. A circulação da energia se dá de duas formas gerais:

- pequena circulação: a energia é circulada no caso dos meditadores iniciantes partindo da base da coluna, no centro do abdomem, dando prosseguimento descendo pelos genitais e subindo pela base da coluna através da medula até o pescoço e entrando pelo cérebro toca o céu da boca o qual retorna para o centro do abdomem. No início o treinamento é com a respiração junto com a circulação da energia. Assim o praticante circula a energia lentamente no ritmo lento da respiração. Na inspiração o praticante centraliza a energia no centro e leva-a até o céu da boca e na inspiração retorna ao centro. E faz vários destes ciclos até que sinta que suas energias estão reguladas.

- grande circulação: esta modalidade é similar a primeira porém a energia inicia do centro até o céu da boca e desce até os pés em sentido vertical (do centro para cima e de cima até os pés, e vai subindo e descendo a cada ciclo). Realiza-se também junto com a respiração na primeira fase do treinamento.

As variações das circulações são secundárias. Se o praticante conseguir realizar estas manobras passará a conseguir regular suas energias. O primeiro sinal é a serenização mais profunda e um enraizamento no agora e a primeira percepção de ausência de perturbações.

A 3a refinação é a refinação da energia, modificando a qualidade densa para um nível de sutileza mais profunda, o estado de transparência necessário para o samadhi.

Esta regulação faz com que o meditador passe a fase seguinte, a 5a regulação.

A 5a regulação é a regulação da mente e do espírito. O meditador aqui inicia a sustentação da serenidade e junto com a 4a refinação vai refinando sua transparência até sentir que suas perturbações cessaram, inexistindo qualquer incômodo e o si mesmo se revela para o próprio meditador como serenidade e lucidez sem perturbações, amor calmo e paz de espírito.

A 4a refinação é o cultivo da paz de espírito, serenidade e da lucidez sem pensamentos, fora do tempo e livre do passado e futuro e de toda perturbação.

A 5a refinação é o samadhi propriamente dito e sua sustentação, condição mais rara de ocorrer, porém, acessível a qualquer pessoa disposta a dissolver suas perturbações.

Este método é científico. O que isto significa?

Isto significa que se qualquer pessoa predisposta a se conhecer e se experimentar realizar tais passos, independente de crença, cor, raça, credo, religião, nacionalidade ou posição política, chegará nestes resultados.

E isto significa que a meditação dispensa quaisquer destes recursos:

1. incensos
2. roupas especiais
3. altares
4. rituais
5. locais especializados
6. dependência de um guru
7. ir até a Índia
8. ter alongamentos fantásticos
9. ser magro e com barriga de tanquinho
10. postura de lótus impecável
11. certificado de Yôga
12. certificado de psicólogo
13. certificado de instrutor de mindfulness
14. zazen
15. girar em círculos
16. música
17. orientação (terceiros orientando)
18. sons da natureza
19. natureza

A meditação pode ser realizada nas seguintes condições tais como:

1. em pé
2. sentado em qualquer local (cadeira, poltrona, banco de zazen, etc.)
3. caminhando
4. correndo
5. no trabalho
6. conversando com alguém
7. de olhos abertos
8. de olhos fechados
9. numa igreja
10. fora da igreja
11. num templo
12. fora do templo
13. em casa
14. fora de casa
15. durante o sexo
16. tomando banho

As situações acima citadas significam que meditação é um movimento interno independente de onde e como o corpo está, se está parado ou em movimento, e independente do local, pode ser feito em qualquer lugar e situação.

28.5.17

Estado e Corrupção: Ensaio sobre a Dissolução do Estado através da Meditação Profunda (Samadhi)

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Bel. Direito (Univali), MSc. Educação (Ufsc)


A corrupção parece que vem do latim, corrupta, cor (coração) e rupta (quebra, rompimento). A etimologia da palavra corrupção traduz o sentimento do que está havendo em nosso país Brasil.

Do ponto de vista etimológico, corromper é romper o coração, a alma, a honestidade, o sentimento ético, a verdade. No sentido corrente, refere-se de modo reduzido, ao que ocorre no campo social, quando se obtém vantagem ilícita, onde ocorre o prejuízo de um ou muitos e favorecimento de um ou muitos.

Porém, aqui, vou seguir o sentido mais profundo do que significa corrupção.

O ato ou efeito de faltar ou quebrar com a verdade, com o coração, a alma, a honestidade e a ética, ou mais essencialmente, o ato de agir em contrário à benevolência e ao bem estar social verdadeiro; ou ainda o ato de agir contra o próprio coração, a própria alma, caracteriza a corrupção.

Um coração doente e perturbado é aquele que corrompe a si mesmo e à sociedade, deteriora os fracos e dá ênfase aos poderosos.

Na raiz da corrupção temos o Estado.

O Estado é a expressão institucional da corrupção. A característica fundamental do Estado é a mentira. E faltar com a verdade é corrupção.

No monopólio da coerção, da violência e do direito de tirar a vida de outrem, o Estado se mostra suberano no direito de corrupção, ao contrário do que as leis e normas jurídicas parecem ditar, no paradoxo explícito.

Assim, não há ação de Ministério Público ou qualquer instrumento do Estado que possa acabar com o próprio Estado, a verdadeira causa da corrupção social.

O Estado é a propriedade privada, é a ilusão de sermos donos de algo, é a própria natureza de perceber-se como algo que necessita de algo para ser. O Estado é a expressão da perturbação interna da humanidade. Assim, o Estado é a evidência da falência social, não podendo ser salvo através dele mesmo. É a doença institucionalizada e portanto, para ser tratado necessita ser dissolvido.

Assim, não há ação que possa dissolver a corrupção e ao mesmo tempo fortalecer o Estado. Justamente pelo fato de que o Estado é a própria corrupção institucionalizada, burocratizada e jurisdicionalizada.

Então, para que a corrupção seja dissolvida, nós precisamos dissolver a perturbação interna que assola a todos nós, visto que a causa do Estado é a perturbação que existe em nossa alma, em nosso coração, na corrupção do sentimento de familiaridade universal.

A corrupção da alma é a doença geral, a perturbação humana fundamental e a causa desta perturbação fundamental está na confusão entre quem realmente somos e o que acreditamos ser.

E na profundidade do ser que realmente somos não encontramos nada parecido com "algo" com um "eu" ou com qualquer coisa material que possa ser apossada. A existência através das coisas e da necessidade de sermos donos ou proprietários, como forma de nos sentirmos seguros, excluindo os que não podem ter ou estão impossibilitados de ter, é a própria corrupção.

A corrupção é o sintoma da perturbação fundamental. É o sintoma da confusão na alma, na mente, no espírito, em não percebermos e não sentirmos no coração que somos uma só família e o mesmo sangue, o mesmo ar, a mesma energia, o mesmo universo nos une e nos liga numa unidade indivisível.

As ações do MP e da PF em nosso país não passarão de ações superficiais quando a própria humanidade ainda permanecerá priorizando o fortalecimento do Estado e com isto a separação entre nações e povos, desunindo as famílias e promovendo o sofrimento humano.

A solução definitiva é a dissolução do Estado. É uma ilusão acreditarmos que a modificação social se dá através do Estado. A sua dissolução se dá por esforços pessoais, onde trilhamos um caminho de dissolução da perturbação fundamental que atinge a todos nós: somos desconhecidos para si mesmo; desconhecemos nossa natureza autêntica. O desconhecimento da natureza autêntica do ser gera a perturbação fundamental, o medo, e por sua vez, as perturbações gerais até a institucionalização da perturbação ou o Estado.

E o meio natural para a dissolução da perturbação é Yôga ou mais especificamente, a prática do Samadhi (meditação profunda). Qualquer outra solução será paliativo e superficial e somente adiará o problema. Existe esperança, mas a esperança está em eu e você nos comprometermos em caminhar em direção ao samadhi para dissolver nossas perturbações e assim gerarmos uma sociedade mais livre, pacífica, justa e espiritualmente fecunda.