22.6.18

O Universo Psi-Matemático de Sarti [Ao meu grande irmão e amigo Geraldo Sarti (in memoriam)]

Por Salvino (como Sarti me chamava).


Em meados de 2010 durante uma investigação onde desenvolvíamos, eu e o parapsicólogo Guilherme Kilian, a hipótese do Projeciotron, ou a indução mecânica de experiência fora do corpo, conhecemos Sarti.

A pesquisa no google levou-me ao site www.parapsicologia-rj.com.br, e o contatei. A intenção era integrar um parapsicólogo com conhecimento em matemática, engenharia e principalmente física, de forma a dialogarmos sobre a hipótese dos ciclos de varredura de especto e a câmara de indução mecânica da descoincidência holosomática e assim, a projeção para fora do corpo por ação mecânica.

Sarti, nos recebeu de forma extremamente receptiva o que resultou em anos de diálogos por skype e por email, e em contato pessoal aqui em Joinville/SC.

O seu temperamento bem humorado, sarcástico e ao mesmo tempo fiel, e uma das mentes mais complexas que pude conhecer nessa vida. Os diálogos transitavam pela física moderna, psicobiofísica, cosmologia e uma matemática parapsicológica complexa, a tese dos psicons, e suas relações com a experimentação extracorpórea que desde criança tive e com a ampla fenomenologia psi.

Do interesse no Projeciotron adentramos num universo abstrato da matemática parapsicológica, de uma espécie de parafísica, de uma hiperfísica, capaz de integrar a inteligência até mesmo ao fenômeno da força gravitacional. Foi Sarti que chamou o primeiro experimento de retrocognição de laboratório que realizamos de Experimento Salvino-Kilian, cujo experimento posteriormente originou o LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga.

O Experimento Salvino-Kilian foi para Sarti a comprovação experimental da tese de psicons conjuntamente com a fenomenologia extracorpórea que relatava a Sarti e ele, genialmente, traduzia em formulas matemáticas. Ele me dizia: esta tudo demonstrado matematicamente.

O universo matemático de Sarti foi para mim um mergulho no buraco negro. Da mesma forma que para ele nosso experimento validou sua tese, a sua tese foi para nós a mais complexa demonstração matemática e lógica da não-localidade da inteligência. Psicons, unidade fundamental da inteligência, componente transcendental do cosmos. Tudo isto era a mais empolgante viagem. Unir todos os nossos experimentos e vivência, com o universo matemático.

Nossas reuniões eram verdadeiros mergulhos no hiperespaço, no hipertempo, na transcendência do espaço-tempo, até a abstração da natureza da inteligência em sua expressão como psicon, atravessando a ampla fenomenologia parapsicológica. Conversávamos por telefone quase que semanalmente. Reuniões em videoconferência pelo skype, email... Ele submetia seus artigos para lermos antes de publicar. Ele queria saber nossa posição, sobre sua tese. Creio que foi a primeira vez que realmente pesquisadores penetraram na contribuição que Sarti deixou a Parapsicologia.

Neste meio tempo, Sarti veio ao Instituto de Parapsicologia em Joinville ministrar Palestra sobre psicons, e de fato, nenhum parapsicólogo ali presente compreendeu sua tese. Fui chamado a dar outra palestra para esclarecer a tese do psicons, numa linguagem acessível a comunidade. A complexidade de sua forma de comunicação, a mente de Sarti era uma explosão de massa coronal. Cada explosão vinha um novo enunciado matemático, onde associava até com os saberes do tzolkin Maia, a codificação galáctica.

Foi um período de fecunda investigação. Palavras são alcançam esse período de dialogos e aprendizados que tivemos nós três, eu, Guilherme Kilian e Geraldo Sarti.

E com orgulho posso dizer que conheci um parapsicólogo de verdade e que me ensinou mesmo se desejar ensinar isto, a posicionar-me de forma ainda mais autêntica a respeito de minhas teses e experiências pessoais no campo da fenomenologia parapsicológica.

E também, com toda a gratidão sincera que sinto por meu amigo e irmão, que agradeço ter nos formado parapsicólogo ao longo dos anos que estivemos em contato semanal, que foi um verdadeiro curso particular de parapsicologia, onde ensinou-nos a sua tese do psicons, sobre a parapsicologia de forma geral, cosmologia, física, psicanálise, etc.

E certamente ao despertar em sua agora realidade extrafisica, após a desativação de seu corpo, comprovará a sua tese do link e deslink, psicons e tudo o mais, ao realizar suas viagens projetivas em corpo mental (psicon).

Onde você estiver grande amigo, paz e luz e aquele nosso abraço psicônico!

Salvino.

12.6.18

Sobre a Polêmica Questão das Escolas de Parapsicologia e o Futuro da Parapsicologia

EQM
Experiência de Quase Morte
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo (FEBRAP/ABRAP/IPCM/ABPCM)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer/HU/UFSC)
Projeciólogo e Conscienciólogo independente.
Bel. Direito (Univali); Esp. Educação (Udesc); Mestre em Educação (UFSC).


"A Parapsicologia é a Metapsicologia, a Super-psicologia, a Hiper-psicologia, a mais ampla, a que investiga psi além do normal, do comum, do convencional, do estabelecido rumo a uma nova visão 
cosmológica: a Holocosmologia" 
Fernando Salvino.



A Parapsicologia como toda ciência que se fundamenta na ampla liberdade de manifestação intelectual, científica e livre de censura ou licença, acaba se dissolvendo em várias “Escolas” ou linhas, cada qual com um determinado paradigma e, como a Psicologia, seguindo determinado autor central ou autores.

E sabendo também que toda classificação é até certo ponto dogmática, então peço ao leitor que pondere o texto e relativize o máximo que puder, considerando tal classificação somente um esboço didático para entendermos a multiplicidade da Parapsicologia, tais como:

1. Escola Católica: pode ser considerada a Parapsicologia com muita influência religiosa cristã, católica e que não considera a função psi-theta e psi-ómicron, ficando somente no terreno seguro dos fenômenos mentais físicos. É o caso trabalho do Padre Oscar Quevedo. Devido a contaminação da religião nas pesquisas e dados, teorias e hipóteses que visam explicar os milagres e outros fenômenos tratados pelo catolicismo, até mesmos os “Santos”, a Parapsicologia católica é tendenciosa e não apregoa pela cientificidade predominante, mantendo-se mais fiel a negação e refutação de psi-theta do que a pesquisas propriamente ditas.

2. Escola Espírita: pode ser considerada a Parapsicologia com muita influência da doutrina de Allan Kardec, cujas pesquisas servem em muito para dar espécie de cientificidade à doutrina. Como as pesquisas de Kardec foram em número pequeno, pela seu pouco tempo de envolvimento com a pesquisa, pesquisadores espíritas querem mais embasamento científico, mais provas, como ocorreu com Hernani Guimarães Andrade, que usou o método do médico e parapsicólogo Ian Stevenson no estudo científico da reencarnação em crianças, aqui no Brasil. A tradução de obras parapsicológicas para a língua portuguesa também sofreu a manipulação de alguns espíritas que por exemplo, traduziram a palavra inglesa mind por espírito. O livro de Louise Rhine, por exemplo, deveria se chamar “Canais Ocultos da Mente”, mas acabou por ser traduzido por “Canais Ocultos do Espírito”, puxando para o lado do Espiritismo. A ênfase na mediunidade e no evangelho, sem qualquer questionamento quanto ao tal ensino universal dos espíritos (hipótese de Kardec quanto ao conteúdo comunicado pelos espíritos comunicantes da obra “O Livro dos Espíritos”) colocam a pesquisa espírita limitada aos dogmas kardecistas.

3. Escola Psicológica: é a Parapsicologia que estuda os fenômenos parapsicológicos numa ótica cerebral, da mente fisiológica, sem levar em conta as vidas anteriores (função psi-gama: retrocognição) e as possibilidades psi-theta (relativas à sobrevivência) e mesmo as projeções conscientes para fora do corpo. É representado pelo seu propositor Pedro Grisa, no IPAPPI – Instituto de Parapsicologia e Potencial Psíquico e mesmo Psicólogos Ortodoxos. Aqui ocorre um problema, visto que esta Parapsicologia parece na verdade uma “Psicologia Paranormal”, e não uma Parapsicologia, podendo ser classificada como um tipo de escola anomalística. Pois não é porque se debruça sobre os potenciais da mente e de supostos fenômenos assim ditos paranormais que se trata de uma Parapsicologia. A própria psiquiatria considera tais fenômenos manifestações de transtornos mentais.

4. Escola Anomalística: é a chamada Pesquisa Psi, e visa estudar os fenômenos não parapsicológicos, mas os considerados anômalos. Psicólogos envolvidos no Brasil, Wellington Zangari (USP – Laboratório de Psicologia Anomalística) e, Argentina, Alejandro Parra (Instituto de Psicologia Paranormal). De fato não é Parapsicologia e, sim, um campo da Psicologia dedicado ao estudo convencional dos fenômenos que consideramos parapsicológicos, e que consideram, anômalos.

5. Escola Cética: é a que nega as funções psi, reduzindo-os aos seus fenômenos puramente cerebrais e disfuncionais. Esta escola é talvez a mais radical e religiosa existente. Representam esta escola parapsicólogos tal como: Suzan Blackmore.

6. Escola Transpessoal: é a chamada Psicologia Transpessoal, que é em grande parte uma Parapsicologia que surge da Psicologia, a partir dos trabalhos de Maslow e Stanislav Grof, com as pesquisas com o LSD e Respiração Holotrópica.

7. Escola Conscienciológica: é a chamada Conscienciologia, apresentada por Waldo Vieira, dentro do paradigma por ele definido e baseado em suas obras básicas. Ex-espírita, Waldo Vieira compõe um movimento similar ao movimento espírita, com suas obras básicas e milhares de seguidores pelo planeta. Apesar de fazerem pesquisas, suas pesquisas também tem uma intenção parecida com a pesquisa espírita, a de fundamentar as teses de Vieira, visto que a maioria dos pesquisadores não têm experiências suficientes para argumentar contra ou a favor das obras básicas de Vieira. Esta escola é centrada em Waldo Vieira e como o espiritismo apresenta traços religiosos e científicos nas pesquisas. É um conscienciologismo ou vieirismo.

8. Escola Clínico-Científica: é a escola fundada por Eliezer Mendes, médico, fundador da Parapsicologia Clínica. Embora não sendo espírita, acabou por fundamentar sua Parapsicologia numa abordagem experimental, com equipes de sensitivos treinados e evidenciou vários fenômenos parapsicológicos, e usava as funções psi com finalidade terapêutica. Sua escola é essencialmente científica e clínica, muito embora venha a estudar paralelamente religiões associadas ao curandeirismo e assim por diante. Tem suas bases em Mesmer (no uso da mesmerização e magnetização animal), em Breuer, Freud e cia (no uso da hipnose), e no uso das funções psi (nas transidentificações, etc).

9. Escola Científica Ortodoxa: é a escola assim denominada científica e reconhecida mundialmente e mesmo a partir de algumas instituições, como a PA – Parapsychological Association e Rhine Research Center (Rhine), SPR – Society for Psychical Research (Myers, Lodge, Carrington e cia), Instituto de Metapsíquica (Charles Richet), etc. Aqui temos os pesados Journals da SPR, da PA, do Rhine Research Center e assim por diante. Junto com isto temos a biblioteca de artigos científicos indexados compondo as principais instituições científicas parapsicológicas do mundo. O trabalho destas instituições está na escala dos mais ortodoxos, com raízes acadêmicas, incluindo o Laboratório de Parapsicologia da Duke University e tantos outros laboratórios por várias universidades do mundo.

10. Escola Projeciológica: pode ser chamada de escola, e foi fundada pelo metapsiquista e projetor consciente Sylvan Muldoon, em 1929, o qual inaugurou a ciência que seria chamada futuramente (em 1979) de Projeciologia, por médico, parapsicólogo e então espírita e membro da ABRAP – Associação Brasileira de Parapsicologia, Waldo Vieira. O IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e COnscienciologia é, em tese, a instituição científica da área, porém não é. O IIPC não faz mais pesquisas, ficando tão somente ao cargo do CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, e sua Revista Conscientia, onde se publicam artigos. Aqui os fenômenos parapsicológicos estão atrelados aos fenômenos relativos à projetabilidade e descoincidência dos corpos. Nesta escola temos os vários e vários cientistas da Projeciologia, cada qual em seu canto investigativo, publicando achados, compartilhando vivências extracorpóreas e realizando as pesquisas de campo e mesmo as exploratórias pela internet. Para Vieira, a escola projeciológica está associada à conscienciologia. Para Muldoon, à metapsíquica, ou atualmente, a Parapsicologia.

11. Escolas Alternativas: são os parapsicólogos que misturam as práticas do Sufismo, Taoismo, Xintoismo, Jainismo, Budismo, Yôga, Ocultismo, Teosofia, Antroposofia, Xamanismo, Numerologia, Cabalismo, Esoterismo (incensos, talismãs, pedras, patuás, colares, anéis, rituais, magias, tarot, i ching, etc) com pouco ou sem critério de cientificidade e uma integração científica coerente e descontaminada do misticismo e religiosidade. Lembramos aqui que a Parapsicologia é uma ciência e não religião, seita, esoterismo, etc. A parapsicologia dá ênfase à consciência e seus poderes mais transcendentes e não transfere tais poderes a objetos inanimados. Aqui estão os Parapsicólogos que importam modelos das linhas do saber acima sem averiguação científica, sem testes de modelos, sem experimentações, sem cientificidade. De fato, esta escola não pode ser considerada Parapsicologia e sim uma reunião de saberes coletados sem pesquisa científica e sistematizados com pouca coerência e apresentados ao público como sendo Parapsicologia. É esta Parapsicologia que consta no CBO – Código Brasileiro de Ocupações, no Brasil, infelizmente.

12. Escolas Orientais: são pesquisadores que não se denominaram e nem se denominam parapsicólogos, porém, pesquisam cientificamente campos associados à Parapsicologia, como os praticantes e estudiosos do Qi Gong, Tai Chi Chuan, Nei-Dan, Yôga, e os conhecimentos antigos passados de geração a geração do Exorcismo Taoista e de toda uma ciência (embora com aspectos "mágicos") para lidar com espíritos, entidades e a própria evolução pessoal através do autodesenvolvimento da função psi. Variados fenômenos são encontrados na casuística oriental, como casos de reencarnação, levitação, fenômenos da ordem da energia (Qi), dentre outros.

13. Escola Ufológica: é a que se dedica a relação entre fenômenos ufológicos com parapsicológicos, como no uso de hipnose para a regressão de casos de abdução alienígena e de avistamentos de UFOs, ou nas tentativas, por exemplo, do General Uchoa em estabelecer contato telepático com aliens, até os supostos contatos de canalização com o suposto Comando Ashtar Sheran, Fraternidade Branca e supostos mediuns que dizem canalizar aliens ao vivo e inclusive dão palestras aos terráqueos (Mônica Medeiros e Gilberto Pinheiro, por exemplo).

14. Escola Holística ou Integral: é a escola que necessita surgir, de natureza científica e clínica, porém, de paradigma mais extenso, aberto, transdisciplinar, visa a inclusão e interligação das várias Escolas de Parapsicologia e demais ramos da ciência num sistema coerente, integrativo, unificado.


Em resumo, estamos longe ainda de uma Parapsicologia sistematizada e coerente. Estamos diante do mesmo problema da Psicologia, pulverizada por várias e várias escolas, de Freud a Pavlov. Porém uma luz no túnel parece surgir com iniciativas como a Psi Encyclopedia (clique aqui), cujo trato amplo da Parapsicologia ou Pesquisa Psíquica está retornando ao campo científico. Acredito que o próximo passo será a inclusão coerente da pesquisa psíquica já feita na Índia e China, com as práticas de deflagração de funções psi através do Yôga, Qi Gong, Tai Chi Chuan e mesmo outras práticas. Esta é a proposta do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga, na fusão coerente dos saberes orientais, indígenas com as modernas investigações da consciência associadas a autoexperimentação parapsíquica e meditativa e autoconhecimento. É inevitável que os Parapsicólogos comecem eles mesmos a experimentarem, a fazerem de si mesmos cobaias de autoexperimentos no campo parapsicológico, para conhecerem os fenômenos vivencialmente. As caracteristicas da imprevisibilidade do fenômeno psi é relativa e a prática de Yôga e Qi Gong por exemplo, demonstram isso. É possível induzir e vivenciar. A meditação profunda, seja indiana ou chinesa, também induzem psi. E psi é algo natural para as linhas orientais citadas, inerente.

O preconceito e a ignorância pela falta de informação e vivência produz as diversas linhas da Parapsicologia.

Algumas iniciativas interessantes:

Internacional Journal of Yoga - Philosophy, Psychology and Parapsychology (clique aqui)
Psi Research in China (clique aqui).

A Parapsicologia é a Metapsicologia, a Super-psicologia, a mais ampla, a que investiga psi além do normal, do comum, do convencional, do estabelecido.


Esclarecimentos Gerais Sobre o Objeto de Pesquisa em Parapsicologia

Projeção Lúcida da Consciência
para fora da Terra
Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo (FEBRAP/ABRAP/IPCM/ABPCM)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer/HU/UFSC)
Bel. Direito (Univali); Esp. Educação (Udesc); Mestre em Educação (UFSC).



O objeto em ciência é tudo que está diante do sujeito de conhecimento. Este é o significado mesmo da palavra objeto (o que se posta diante do sujeito, o que não é o sujeito).

Em Parapsicologia temos que o objeto mesmo desta ciência é a consciência, quando no estado parapsíquico de consciência. Mas o que é este estado? Existe consciência fora de algum estado parapsíquico? A própria condição de estarmos movendo nosso corpo não seria um fenômeno psi kapa? Falando? Mas como estudar a própria consciência? Eis o desafio máximo da Parapsicologia em toda sua condição de ciência atualmente livre da tendência dogmática em institucionalizarmos verdades.

O estado parapsíquico de consciência pode ser definido, em sentido estrito, como a condição de estado objetivo e subjetivo não-ordinário de consciência (além do “normal”, daí para-normal) que compõe a ampla gama de fenômenos considerados paranormais, incomuns, anômalos, parapsíquicos, mediúnicos, extrassensoriais, espirituais, etc. Em sentido amplo, é a própria ligação da inteligência com o veículo, na ação psicocinética e sempre parapsíquica de tudo o que diz respeito a si mesmo. Neste ultimo sentido, o si mesmo transcendental, o sujeito por trás da ciência, se manifesta parapsicologicamente e não psicologicamente. Partiremos do axioma.

A consciência é realidade móvel, essencialmente projetiva e neste ponto, dependente de corpos para se manifestar e cujo movimento destes corpos está intimamente relacionado a ampla gama de fenômenos assim considerados parapsicológicos. O entendimento da Projeciologia é para mim, a chave para o entendimento da Parapsicologia. Em seu sentido amplo, a Projeciologia dedica-se ao estudo das projeções gerais da consciência, seja da energia seja da consciência propriamente dita para fora do corpo. Destarte, os fenômenos psi-gâmicos e psi-kapa não ocorrem somente aqui, nesta dimensão física, mas também nas demais dimensões, extrafísicas, cuja Parapsicologia extrapola como ciência não somente terrena, mas que prossegue suas investigações quando a consciência acha-se em estados mais potentes de consciência, com as experiências fora do corpo e as interações desta com o mundo humano.

A proposta inicial da Parapsicologia, com suas raízes na Metapsíquica, Espiritismo, Teosofia e assim por diante, era de investigar os fenômenos assim considerados sugestivos da sobrevivência após a morte, principalmente. No entanto tal ciência foi progredindo e, após o advento da Projeciologia a partir de 1929, com Sylvan Muldoon e em 1986 com a publicação do primeiro estudo mais amplo da projetabilidade da consciência para fora do corpo humano, pelo médico Waldo Vieira, então temos que a Parapsicologia deu um salto. Seu objeto modificou-se, movimentou-se, atualizou-se. Allan Kardec já via a importância do estudo do espírito em si mesmo, do caráter e da reforma do caráter como pressuposto da condição humana neste planeta. Por outro lado, ainda estava associado ao processo religioso relativo aos próprios espíritos comunicantes. Com a projetabilidade consciente para fora do corpo o parapsicólogo poderia ele mesmo, sair de seus limites restringidores de percepção e averiguar a realidade extracorpórea e conhecer mais a si mesmo além desta fisiologia. A investigação de Muldoon montou os alicerces de uma ciência parapsicológica experimental onde o próprio parapsicólogo seria ele mesmo o sujeito e objeto de investigação. Mas esta ciência é nova? Não. Como pode perceber no estudo dos ensaios neste espaço, a ciência do Yôga embora indiretamente, dedicou-se ao mesmo campo de estudo da Parapsicologia, o si mesmo transcendental.

Assim, a Projeciologia coloca a Parapsicologia como ciência que se efetiva além mesmo desta dimensão e inevitavelmente reformulando a sua própria taxonomia ou a classificação dos fenômenos assim considerados parapsicológicos.

Embora estejamos passando por uma atualização geral e reformulação coerente desta ciência, considero que, na esteira do pensamento de tantos parapsicólogos ao longo da história, de que está cientificamente comprovado que aquilo que chamamos de alma, espírito, consciência, self, pré-existia e sobrevive à morte biológica e em determinadas condições pode permanecer completamente fora do corpo biológico e usar de um outro veículo, o corpo astral ou psicossoma, estando comprovada pois a hipótese do corpo objetivo em Parapsicologia.

A Parapsicologia então estudando o estado parapsíquico da consciência passa a inevitavelmente estudar a consciência em si que altera de estado, consciência esta que já existia antes do nascimento, passa a assumir novo corpo e permanece existindo após a morte biológica. O estudo da consciência em si, pode ser chamado então de o novo objeto mais amplo da Parapsicologia, ou na nomenclatura de Miguel Reale, "conscienciológico".

Assim, em resumo, até o presente a Parapsicologia estuda a consciência quando no estado parapsíquico de consciência, que conforme as variadas classificações já adotadas por variados parapsicólogos se resumem em 3:

1. Função Psi-gama
2. Função Psi-kapa
3. Função Psi-theta

Para Charles Richet, temos assim:

1. Fenômenos metapsíquicos subjetivos (equivalente a Psi-gama e PES)
2. Fenômenos metapsíquicos objetivos (equivalente a Psi-kapa e PK)

Os fenômenos Psi-theta e sobrevivência estão contidos na metapsíquica subjetiva.

Para a classificação de J. Rhine temos a seguinte:

1. PES – percepção extrassensorial
2. PK - psicocinesia
3. Hipótese de sobrevivência

A classificação ainda é usada por Waldo Vieira da seguinte forma:

1. Estado de Consciência “Objetiva”: relativo ao veículo e dimensão de manifestação da consciência.
1.1 Estado Intrafísico
1.2 Estado Extrafísico
1.3 Estado Projetivo
2. Estado de Consciência Subjetiva: relativo ao que ocorre no micro-universo da consciência.
2.1 Consciente (relativo à lucidez, percepção clara de realidade, psi-gama, psi-theta, PES realista, etc.)
2.2 Semi-Consciente (relativo a sonhos, devaneios, psi-gama modalidade PES alucinatória, simbólica, etc)
2.3 Inconsciente (relativo a sonambulismo, catalepsia projetiva)


A Parapsicologia tendo estudado a manifestação da consciência fora do corpo, na proposta de Muldoon, ou a autoexperimentação, acabou também por investigar experimentalmente a existência de outras dimensões do cosmo, os pluriversos, as membranas invisíveis desta dimensão, pelo acesso direto, a habitabilidade, a astrobiologia extrafísica, e nos mais transcendentes experimentos, a cosmologia de amplo espectro, ou as projeções da consciência para fora da Terra, os contatos com inteligências alienígenas, ou a Holocosmologia. É neste sentido que propus uma função psi diferente de todas as já classificadas, ou a função psi-ómicron, relativo aos fenômenos parapsíquicos de largo espectro ou holocósmicos.

A nova taxonomia em Parapsicologia, ou o seu objeto de pesquisa, então pode ser definido como o estudo da consciência a partir das seguintes referências.

De acordo com Estado de Consciência Objetiva (corpo e dimensão) donde se manifesta:

1. No estado intrafísico (vida humana ou de posse de algum corpo mais denso)
2. No estado extrafísico (quando fora do corpo, “morto”, “desencarnado”, de posse do corpo astral ou psicossoma ou livre, sem corpo, na dimensão consciencial pura).
3. No estado projetivo (quando move a energia ou se projeta para fora do corpo, seja o corpo físico ou o corpo astral ou psicossoma).

De acordo com o Estado de Consciência Subjetiva (lucidez e função psi associada):

1. Hiperconsciente: psi-ómicron.
2. Consciente: psi-gama, psi-kapa, psi-theta.
3. Semi-consciente: psi-gama, psi-kapa, psi-theta.
4. Inconsciente: psi-kapa, psi-theta.

De acordo com a função psi, independente do estado de consciência objetiva ou subjetiva:

1. Psi-ómicron
2. Psi-gama
3. Psi-kapa
4. Psi-theta

Assim temos que a Parapsicologia é o estudo da consciência em seus múltiplos estados parapsíquicos de manifestação, objetiva e subjetiva, nesta ou noutras dimensões, estando ela consciência, semi-consciente ou inconsciente, em suas 4 funções psi elementares (no mínimo), incluindo os fenômenos ocorridos nesta e noutras dimensões, as consciências extrafísicas (espíritos ou consciências extrafísicas), a manifestação da consciência (inteligência) no holocosmo, as múltiplas dimensões do holocosmo, as múltiplas vidas (existências), a vida da consciência entre as vidas humanas, e assim por diante. Pode ser compreendida como o estudo do comportamento integral da consciência, em suas várias dimensões e internamente, no domínio dos corpos e da energia. Assim como pode ser compreendida como a Psicologia Profunda, além da Transpessoal, a Parapsicologia é a “Psicologia” do espírito, da alma, do substrato inteligente. Daí porque dizer que em Parapsicologia Clínica usamos de técnicas e métodos que consideram as vidas anteriores, a energia, os campos de energia, chacras e assim por diante, em uma abordagem científica e experimental.

5.6.18

Minha Andança com Ayahuasca, Peyote, MDMA e LSD

F.S.


Nos anos 90 e inicio dos anos 2000 dou início a uma jornada que só poderia me levar aos territórios mais incomuns da vida que poderia ser experimentada por um ser humano. Em meio a uma busca ininterrupta que iniciou criticamente quando eu tinha 9 anos de idade, nos anos 80, porém, foi somente nos anos 90 em meio a uma cultura neo-hippie, quando era músico, artista plástico e iniciava a terapia, que fui experimentar a pajelança e me envolver profundamente no estudo sistemático das obras completas de Carlos Castañeda e um tipo de xamanismo que me levaria ao território do conhecimento Yaqui (Maia) e suas correlações com o Taoismo e especialmente, a correlação dos Pases Magicos e do Tai Chi Chuan e Qi Gong.

Li os Ensinamentos de Dom Juan, e fui experimentar peyote numa cerimônia realizada por Aurélio Diaz Tekpankalli. Tomei quatro vezes o Ayahuasca. As duas primeiras em sessões isoladas com um amigo na praia, a segunda e um ritual indígena facilitado por um xamã equatoriano que nunca esquecerei e a quarta na casa de um amigo, em meio a uma tocata pela madrugada. E como se não bastasse e após estudar as obras de Stanislav Grof e os efeitos psicodélicos do LSD (encontrado na planta do centeio) na consciência, ingeri o LSD num experimento controlado no deserto das dunas, na praia da Joaquina, Florianopolis/SC, aos cuidados de meu amigo na época estudante de medicina. E meu último experimento foram duas sessões com o psicoativo derivado de um óleo da planta sassafrás, chamado MDMA, com enorme potencial psicoterapêutico.

O conjunto de todas estas experiências me levaram a vislumbrar o retorno a medicina indígena em sua forma natural e sintética como alternativa a evolução da humanidade, dentro de critérios corretos e lúcidos, tamanho os enormes benefícios que me geraram. Ao mesmo tempo que os ensinamentos práticos nos experimentos com a pajelança me liberaram o acesso ao antigo Qi Gong, Tai Chi Chuan e o retorno aos ensinamentos do método Yaqui contido nos Pases Magicos.

29.5.18

O Fim do Estado.

Fernando Salvino, MSc.
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Prof. Tao Yôga e Tai Chi Chuan
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (HU-UFSC)
Bel. Direito e ex-Advogado membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB/SC e Câmara Jurídica do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA/SC)



Os fatos recentes sobre a paralisação dos caminhoneiros no Brasil nos colocou em uma posição de refém de um abuso cometido por uma classe que é abusada por natureza e se coloca em risco psicológico e existencial para movimentar um sistema abusador por natureza: o Estado.

O Estado é a causa, é o verdadeiro criminoso que nos coloca como refém. Dissolver o Estado, o único caminho para a resolução da sócio-perturbação.

E quando falo em dissolver o Estado estou falando em resgate da ordem, da anarquia verdadeira. Pois Estado é sinônimo de coerção e violação de direitos, usurpação de garantias e promessas vazias que privilegiam o poder, muito embora nas condições em que se encontra o atual Estado, o poder se mostra não facilmente localizado. Está se movendo rapidamente de um ponto a outro.

O que é o Estado?

O Estado é a institucionalização da violência legítima para privilegiar a luxúria, a ganância e as relações de dominação e subjugação de alguns contra muitos. Estes alguns e estes muitos mudam incessantemente, onde ora o dominador domina e ora se torna dominado, migrando para o grupo dos muitos e vice-versa.

O Estado é a doença social em sua manifestação mais visível. Usando do Direito para se manter enquanto promessa de um dever-ser que raramente é, é uma ficção que perturba a mente dos leigos e ignorantes quanto a sua real natureza.

Assim, o Estado precisa ser visto tal como é, e não como deve-ser. Enquanto situado no plano do dever-ser, o Estado é a utopia de democracia e da dignidade aos direitos humanos fundamentais. Por outro lado enquanto o que é, o Estado se mostra como a maior aberração já existente na Terra, colocando não só os próprios humanos como reféns, mas como a Terra e toda a biodiversidade assim como até mesmo o Sistema Solar, com a ameaça atômica iminente.

A parada dos caminhoneiros é a voz do Estado. A retomada das atividades de produção é a continuidade da voz do Estado. Em sua natureza de predador da vitalidade, o Estado continuará até o ápice necessário a sua extinção inevitável na Terra.

É o Estado que cria fonteiras, pois é ele mesmo o gerador de fronteiras. É o Estado que separa os povos, os países, as línguas, as culturas, e demarca territórios, cria títulos de propriedade, cria o posseiro, cria o sem terra, sem teto, sem trabalho, e cria o trabalhador e o empregador. O Estado é a doença que mata a família verdadeira, é o que cria prédios quadrados, é o que polui a atmosfera com dejetos de foguetes e satélites. É o Estado que gera desemprego para controlar a economia e produz empregos para aumentar o consumo de produtos que estão em estoque. É o Estado esta máquina insensível que produz anestésicos que visam dopar a humanidade da percepção da verdade.

Mas afinal, o que é o Estado? Bom, o Estado não é o que você pensa que ele é, um órgão que visa garantir os direitos de dignidade humana e garantias fundamentais. O Estado não é o que está nas Constituições liberais e democráticas. O Estado é o que não é nada disso. O Estado é justamente o centro gerador de toda a perturbação social. E este centro é o que são aqueles que formam o Estado. O Estado não se localiza num prédio, num cadastro de pessoa jurídica, num número, numa Lei, numa Constituição.

O Estado está dentro de cada um.

O Estado é a forma perturbada que seres perturbados vivem socialmente.

O Estado é você, sou eu, em sua expressão perturbada. É toda a violência, injustiça e traumas que existem dentro de mim e de você.

O fim do Estado é o fim da perturbação. Somente seres não perturbados são capazes de viver livres do Estado. Sem receita federal, sem pagar impostos, sem propriedade sobre bens e livres de registros e controles de todas as ordens, com lucidez e clareza sobre a convivialidade lúcida, sadia e justa. É de direito dos seres lúcidos e isentos de perturbação, viver numa sociedade isenta da mesma forma, uma sociedade sem Estado.

Porém, para dissolvermos o Estado é necessário que eu e você dissolvamos toda a perturbação que existe dentro de nós e pararmos de gerar perturbação e passarmos a gerar saúde e mais paz para os que nos rodeiam.

Livre de falsidade, livre de mentira, livre de promessas vazias, próprias dos gurus do Estado, é pela dissolução de todas as fronteiras internas e pela dissolução de todo o mal que existe dentro de nossas almas que estaremos criando um bom futuro para a humanidade e para a Terra.

A situação da Terra é digna de sério exame lúcido. Uma crise generalizada e um adoecimento progressivo da humanidade se mostra ocorrendo progressivamente. Espécie de pandemia de uma doença psíquica e existencial disfarçada de normalidade. É o aviso do Fim do Estado.

Pois que se não for por este caminho, permaneceremos no caminho que estamos, que é o caminho de agravar esta doença generalizada na Terra que levará a situações cada vez mais delicadas, opressoras e desastrosas para a vida social comum e para os demais seres vivos desta Terra. Tempos obscuros nos aguardam caso ações não sejam tomadas em micro e macro escala.

Por outro lado se tivermos, como as evidências parecem apontar, a visita extensiva e pública de alienígenas neste planeta e que possa provocar as maiores crises existenciais já vistas na história, talvez tenhamos alguma esperança lúcida de mudança a curto e médio prazo.

E que aconteça o melhor para todos sempre.

13.3.18

Dos Princípios e Unidades Irredutíveis: Esboço dos Aforismos da Ciência do OM (Yôga-Holocosmologia)


Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta (ABPCM 060)
Prof. Tao Yôga, Qi Gong e Tai Chi Chuan.



Os princípios são as estruturas mais estáveis da mutação. Apesar de mudarem, conservam-se mais ou menos estáveis ao longo das existências. Assim chamei de Princípios Fundamentais justamente porque são os pontos de partida e as demarcações fundamentais do percorrer cósmico da inteligência que se dá conta de sua própria condição perturbada até a liberação total de toda perturbação (kaivalya). E para isto tem-se 4 estágios fundamentais e não menos que isto e não mais que isto. O ser perturbado toma consciência de sua condição e em determinado momento trilha o caminho para a dissolução da perturbação (caminho ao samadhi). Em determinado momento começa a vislumbrar a vida não-perturbada (samadhi) e passa a viver mais nesta condição que noutra até que se liberta totalmente. Por isso o primeiro sutra se organiza nesta sequencia lógica e progressiva:

Sutra 1: Dos Princípios Fundamentais
1. Da Perturbação
2. Do Caminho ao Samadhi
3. Do Samadhi
4. Do Kaivalya


A organização deste sutra difere-se do proposto por Gautama, no qual inicia pela natureza do sofrimento, passando a examinar a origem do sofrimento, seguindo-se a causa do sofrimento e por fim ao método para sua dissolução.

Neste sutra examinarei as três nobres verdades condensadas no primeiro capítulo e no segundo examino os princípios do caminho para a dissolução (e não o caminho, que será examinado no terceiro sutra, não exposto aqui ainda).

O sutra é organizado diferentemente do proposto por Patañjali, porém mantém a mesma essência, onde diferencio princípios e unidades irredutíveis e por fim de método. Acredito que poderá tornar-se mais fácil ao yogue o estudo.

O sutra 2 trata das Unidades Irredutíveis, sendo o que torna possíveis a existência dos Princípios Fundamentais. Cada unidade apresenta-se tal como um sistema planetário, cujo Sol central é o Holocosmo a que tudo se curva (a Grande Unidade). Elas são por si grandezas que transcendem conceitos e foram nomeadas para que possam ser discernidas umas das outras, mas que gravitam em torno da unidade, sendo a unidade.

A primeira unidade é a própria Unidade Absoluta. Nada escapa a isto. Todo o universo, universos, seres e coisas, processos psiquicos e fisicos e além, são Um. Indivisível e inteiriça é a unidade. Unidade esta que se move inteiriçamente para o Abstrato, no tornar-se, conservando o que não muda no Holomover-se, a Inteligência. O mover-se se dá na Holofusão e nas alternações de Yin e Yang, obedecendo um Sentido. O que se move é veículo, o que não move é inteligência. O que faz mover é inteligência. Intenção e Potência faz unir a força (energia) com a sabedoria e o amor, mantendo a harmonia holocósmica pela Calibração. Da conversão do princípios de intenção e potência, temos Yi-Jin, a intenção benevolente unidas ao poder. E por fim, as ligações entre as unidades, os relacionamentos. Sem o conhecimento e estudo das unidades torna-se difícil a prática dos princípios.

Sutra 2: Das Unidades Irredutíveis
1. Do Holocosmo
2. Do Holomovimento
3. Da Holofusão
4. Do Sentido
5. Do Yin Yang
6. Da Inteligência
7. Do Veículo
8. Do Intento
9. Da Potência
10. Do Abstrato
11. Do Yi-Jin
12. Da Calibração
13. Da Ligação

9.1.18

A Síntese: o Sutra

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Prof. Tao Yôga/Tai Chi Chuan


Estou convencido de que com o tempo usaremos cada vez menos palavras para se comunicar e sintetizaremos o máximo complexos de ideias em unidades de significados mais condensadas de forma a facilitar a comunicação de experiências complexas e profundas, que escapam da linguagem comum.

Em meu movimento pessoal de autoinvestigação venho observando a redução das palavras ao longo de toda a escrita, por exemplo, neste espaço. O volume foi diminuindo, ao passo que a quantidade de informação foi aumentando, apesar da diminuição do volume.

Assim temos que com o tempo o volume diminuiu (quantidade de palavras) ao passo que o volume de informação aumentou. O que se observa na síntese progressiva e no movimento próprio de toda autoinvestigação pois segue o movimento da pesquisa qualitativa participante, fenomenológica.

Partimos assim de experiências e vamos sintetizando em unidades complexas de conhecimento, princípios, matrizes cognitivas que não estão presentes diretamente nos fenômenos vividos mas são extraidos a partir das reduções assim chamadas eidéticas.

Estas reduções foram objeto de várias filosofias na humanidade e cito aqui 3 em especial:

1. Samkhya
2. Taoismo
3. Yôga

Assim, ao longo destes anos deparei-me com a mesma tendência, a de reunir a sintese geral, máxima, a mais irredutível possível de tudo quanto consta na experimentação geral aqui exposta e também não exposta aqui neste espaço.

E decidi reunir a síntese na forma de sutras, que são unidades condensadas de conhecimento organizadas em enumerações lógicas de aprofundamento progressivo.

A intenção remonta a orientação direta dada pela inteligência amparadora que me sugeriu dar a público o "A,E,I,O,U da Holocosmologia". Síntese máxima que me é possivel de realizar o qual está preenchendo todo meu tempo de trabalho como escritor, paralelo as minhas atividades profissionais e familiares.

A sintese parte também da forma como estas inteligências de linhagem holocosmica mais adiantada se comunicam. Eles se comunicam através de palavras condensadores de grande quantidade de informações. Por exemplo, durante centenas de anos em várias e várias vidas adentrei-me numa investigação muito profunda acerca da existência. E esta inteligência solucionou o problema de minha pesquisa com uma só palavra: calibração.

E é sobre isto que versará esta síntese, sobre os princípios do universo, e condensará também todo meu interesse por cosmodireito e por todos os assuntos transcendentes.



25.9.17

A partida de meu pai: evidência da sobrevivência

Dr. Fernando Salvino
Parapsicólogo e Psicoterapeuta



No exato dia 03 de agosto de 2017, meu pai foi tido como "falecido", cuja certidão de óbito constou como causa a insuficiência respiratória aguda.

O presente relato apesar de estar impossibilitado de expor com toda a clareza a profundidade da experiência que vivenciei, poderá no entanto, apontar para uma direção, qual seja, a da continuidade da vida após a morte do corpo biológico.

Um fato acompanha a vivência: meu pai estava lúcido no momento em que seus pulmões pararam de funcionar. Ele passava por uma internação por câncer no pulmão com metástase na coluna e permanecia sob efeito da morfina e outros medicamentos para a anulação total da dor. Porém sua lucidez mantinha-se presente. Esta lucidez é evidenciada pelo modo como olhou-me profundamente nos olhos, assim como nos olhos de meu irmão, instantes antes de ter seu corpo desativado.

E foi justamente neste contato transcendente com total ausência de palavras que olhamos nos olhos um do outro e nos comunicamos como nunca conseguimos nos comunicar. Se eu pudesse dizer que foi uma comunicação de espírito a espírito poderia ser mais preciso. Mas não tenho palavras para descrever. Ali pude "ver" meu pai e ele a mim. O mesmo aconteceu entre ele e meu irmão. Ali eu entendi uma vida inteira. Ali eu entendi a vida, o amor, a amizade verdadeira, a liberdade. E foi ali que eu disse a ele que estava tudo bem e que ele poderia se entregar e ir. Nada mais poderia ser feito. A radioterapia tinha sido cancelada. A quimioterapia não pudera ser nem iniciada. So restava aguardar este tempo misterioso do momento exato da morte. E ele nos olhou e ali disse tudo, sem falar nada. Lúcido, calmo e convencido de que chegou sua hora de partir. E nada vi ali de morte. E nada encontrei ali de morto. O que vi na morte foi a mais pura evidência da vida. A beleza do amor e da amizade, da gratidão e do carinho e da certeza de que aquela lucidez permaneceria existente mesmo após a morte daquele corpo já velho. Não havia morte ali. Havia um corpo velho e em fase final de vida, enquanto que meu pai (e não o corpo), mostrava uma lucidez incomum e a beleza do momento, a profundidade do amor apontou-me para a continuidade. Somente um cego ou um tolo não "veria" esta verdade. A verdade que na morte o que se mostra é a vida novamente.

E meu pai foi, partiu para mais uma viagem existencial. Lembro de meu pai após se despedir de mim e de meu irmão, olhar para cima e ver alguém flutuando no quarto. Os arrepios e o choro me vieram junto com a certeza de ser minha tia, irmã de meu pai, falecida muitos anos antes. Ele viu a luz, viu a verdade, viu sua irmã e partiu em paz.

E diante de todas as evidências que já presenciei esta é uma das mais convincentes.

E novamente afirmo: a sobrevivência da consciência (alma, espírito e tudo o que somos) mais uma vez foi comprovada nesta vivência.



12.6.17

Meditação para Todos: passo a passo

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico e prof. Tao Yôga, Meditação e Tai Chi Chuan.


O samadhi é a condição onde nos percebemos tal como somos, sem qualquer perturbação (ansiedade, depressão, estress, melancolia, raiva, tristeza, ódio, rancor, e mesmo desapegado de toda dor física ou desconforto).

Esta condição não-perturbada é a razão da existência de dhyana, ou como chamamos, de meditação, o 7º passo da ciência do Yôga (conforme a sistematização de Patañjali).

A meta primária do Yôga é samadhi e a meta final é kaivalya (a dissolução definitiva de toda perturbação).

A meditação, para qualquer ser humano, independente da tradição, linhagem, religião, escola, se reduz a 5 fases, quantitativas e qualitativas respectivamente:

1a regulação e refinação
2a regulação e refinação
3a regulação e refinação
4a regulação e refinação
5a regulação e refinação

A 1a refinação é a refinação da intenção e vontade. Aqui o meditação irá refinar sua intenção para a mais amorosa, benevolente e isenta de violência que puder. A partir desta refinação passará a primeira regulação e as demais refinações.

A 1a regulação é a regulação do corpo. O meditador melhora sua capacidade física (quanto assim o pode), melhorando sua nutrição (sem radicalismos, ou a não-violência consigo mesmo), fortalecimento dos músculos, ossos, tendões e coluna principalmente. Com o corpo regulado, o meditador se desliga do corpo e passa a 2a regulação.

A 2a regulação é a regulação da respiração. O meditador treina a respiração natural, diafragmática, a respiração da criança, solta, livre e tranquila. Esta respiração inicia na inspiração e na extensão do abdomem e na expiração junto com a contração do abdomem (sem esforço). É a respiração natural, solta, livre, calma e profunda. Porém, não raro, o meditador não consegue com facilidade realizar tal respiração natural, onde poderá praticar as variações de respiração lenta e rápida, de modo a desbloquear os seus centros. Com a respiração regulada passa-se a 3a regulação.

A 2a refinação é a refinação de nossa densidade e de nossos aspectos psicológicos e fisiológicos mais densos e negativos para o amor, a bondade, honestidade e o sentimento de gratidão.

A 3a regulação é a regulação do sentimento a partir da 2a refinação. Aqui a 1a e 2a regulações funcionam juntas porém a respiração e o repouso físico são mais amorosos, benevolentes e gratos.

A 4a regulação é a regulação da energia. A partir da 3a regulação a energia se solta e fica mais disponível para sua circulação. A circulação da energia se dá de duas formas gerais:

- pequena circulação: a energia é circulada no caso dos meditadores iniciantes partindo da base da coluna, no centro do abdomem, dando prosseguimento descendo pelos genitais e subindo pela base da coluna através da medula até o pescoço e entrando pelo cérebro toca o céu da boca o qual retorna para o centro do abdomem. No início o treinamento é com a respiração junto com a circulação da energia. Assim o praticante circula a energia lentamente no ritmo lento da respiração. Na inspiração o praticante centraliza a energia no centro e leva-a até o céu da boca e na inspiração retorna ao centro. E faz vários destes ciclos até que sinta que suas energias estão reguladas.

- grande circulação: esta modalidade é similar a primeira porém a energia inicia do centro até o céu da boca e desce até os pés em sentido vertical (do centro para cima e de cima até os pés, e vai subindo e descendo a cada ciclo). Realiza-se também junto com a respiração na primeira fase do treinamento.

As variações das circulações são secundárias. Se o praticante conseguir realizar estas manobras passará a conseguir regular suas energias. O primeiro sinal é a serenização mais profunda e um enraizamento no agora e a primeira percepção de ausência de perturbações.

A 3a refinação é a refinação da energia, modificando a qualidade densa para um nível de sutileza mais profunda, o estado de transparência necessário para o samadhi.

Esta regulação faz com que o meditador passe a fase seguinte, a 5a regulação.

A 5a regulação é a regulação da mente e do espírito. O meditador aqui inicia a sustentação da serenidade e junto com a 4a refinação vai refinando sua transparência até sentir que suas perturbações cessaram, inexistindo qualquer incômodo e o si mesmo se revela para o próprio meditador como serenidade e lucidez sem perturbações, amor calmo e paz de espírito.

A 4a refinação é o cultivo da paz de espírito, serenidade e da lucidez sem pensamentos, fora do tempo e livre do passado e futuro e de toda perturbação.

A 5a refinação é o samadhi propriamente dito e sua sustentação, condição mais rara de ocorrer, porém, acessível a qualquer pessoa disposta a dissolver suas perturbações.

Este método é científico. O que isto significa?

Isto significa que se qualquer pessoa predisposta a se conhecer e se experimentar realizar tais passos, independente de crença, cor, raça, credo, religião, nacionalidade ou posição política, chegará nestes resultados.

E isto significa que a meditação dispensa quaisquer destes recursos:

1. incensos
2. roupas especiais
3. altares
4. rituais
5. locais especializados
6. dependência de um guru
7. ir até a Índia
8. ter alongamentos fantásticos
9. ser magro e com barriga de tanquinho
10. postura de lótus impecável
11. certificado de Yôga
12. certificado de psicólogo
13. certificado de instrutor de mindfulness
14. zazen
15. girar em círculos
16. música
17. orientação (terceiros orientando)
18. sons da natureza
19. natureza

A meditação pode ser realizada nas seguintes condições tais como:

1. em pé
2. sentado em qualquer local (cadeira, poltrona, banco de zazen, etc.)
3. caminhando
4. correndo
5. no trabalho
6. conversando com alguém
7. de olhos abertos
8. de olhos fechados
9. numa igreja
10. fora da igreja
11. num templo
12. fora do templo
13. em casa
14. fora de casa
15. durante o sexo
16. tomando banho

As situações acima citadas significam que meditação é um movimento interno independente de onde e como o corpo está, se está parado ou em movimento, e independente do local, pode ser feito em qualquer lugar e situação.

28.5.17

Estado e Corrupção: Ensaio sobre a Dissolução do Estado através da Meditação Profunda (Samadhi)

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo e Psicoterapeuta
Bel. Direito (Univali), MSc. Educação (Ufsc)


A corrupção parece que vem do latim, corrupta, cor (coração) e rupta (quebra, rompimento). A etimologia da palavra corrupção traduz o sentimento do que está havendo em nosso país Brasil.

Do ponto de vista etimológico, corromper é romper o coração, a alma, a honestidade, o sentimento ético, a verdade. No sentido corrente, refere-se de modo reduzido, ao que ocorre no campo social, quando se obtém vantagem ilícita, onde ocorre o prejuízo de um ou muitos e favorecimento de um ou muitos.

Porém, aqui, vou seguir o sentido mais profundo do que significa corrupção.

O ato ou efeito de faltar ou quebrar com a verdade, com o coração, a alma, a honestidade e a ética, ou mais essencialmente, o ato de agir em contrário à benevolência e ao bem estar social verdadeiro; ou ainda o ato de agir contra o próprio coração, a própria alma, caracteriza a corrupção.

Um coração doente e perturbado é aquele que corrompe a si mesmo e à sociedade, deteriora os fracos e dá ênfase aos poderosos.

Na raiz da corrupção temos o Estado.

O Estado é a expressão institucional da corrupção. A característica fundamental do Estado é a mentira. E faltar com a verdade é corrupção.

No monopólio da coerção, da violência e do direito de tirar a vida de outrem, o Estado se mostra suberano no direito de corrupção, ao contrário do que as leis e normas jurídicas parecem ditar, no paradoxo explícito.

Assim, não há ação de Ministério Público ou qualquer instrumento do Estado que possa acabar com o próprio Estado, a verdadeira causa da corrupção social.

O Estado é a propriedade privada, é a ilusão de sermos donos de algo, é a própria natureza de perceber-se como algo que necessita de algo para ser. O Estado é a expressão da perturbação interna da humanidade. Assim, o Estado é a evidência da falência social, não podendo ser salvo através dele mesmo. É a doença institucionalizada e portanto, para ser tratado necessita ser dissolvido.

Assim, não há ação que possa dissolver a corrupção e ao mesmo tempo fortalecer o Estado. Justamente pelo fato de que o Estado é a própria corrupção institucionalizada, burocratizada e jurisdicionalizada.

Então, para que a corrupção seja dissolvida, nós precisamos dissolver a perturbação interna que assola a todos nós, visto que a causa do Estado é a perturbação que existe em nossa alma, em nosso coração, na corrupção do sentimento de familiaridade universal.

A corrupção da alma é a doença geral, a perturbação humana fundamental e a causa desta perturbação fundamental está na confusão entre quem realmente somos e o que acreditamos ser.

E na profundidade do ser que realmente somos não encontramos nada parecido com "algo" com um "eu" ou com qualquer coisa material que possa ser apossada. A existência através das coisas e da necessidade de sermos donos ou proprietários, como forma de nos sentirmos seguros, excluindo os que não podem ter ou estão impossibilitados de ter, é a própria corrupção.

A corrupção é o sintoma da perturbação fundamental. É o sintoma da confusão na alma, na mente, no espírito, em não percebermos e não sentirmos no coração que somos uma só família e o mesmo sangue, o mesmo ar, a mesma energia, o mesmo universo nos une e nos liga numa unidade indivisível.

As ações do MP e da PF em nosso país não passarão de ações superficiais quando a própria humanidade ainda permanecerá priorizando o fortalecimento do Estado e com isto a separação entre nações e povos, desunindo as famílias e promovendo o sofrimento humano.

A solução definitiva é a dissolução do Estado. É uma ilusão acreditarmos que a modificação social se dá através do Estado. A sua dissolução se dá por esforços pessoais, onde trilhamos um caminho de dissolução da perturbação fundamental que atinge a todos nós: somos desconhecidos para si mesmo; desconhecemos nossa natureza autêntica. O desconhecimento da natureza autêntica do ser gera a perturbação fundamental, o medo, e por sua vez, as perturbações gerais até a institucionalização da perturbação ou o Estado.

E o meio natural para a dissolução da perturbação é Yôga ou mais especificamente, a prática do Samadhi (meditação profunda). Qualquer outra solução será paliativo e superficial e somente adiará o problema. Existe esperança, mas a esperança está em eu e você nos comprometermos em caminhar em direção ao samadhi para dissolver nossas perturbações e assim gerarmos uma sociedade mais livre, pacífica, justa e espiritualmente fecunda.

21.5.17

Eles estão vindo: Relato de Experiência Extraterrestre



Por F.S.


Diante da subjetividade da experiência e da dificuldade em organizar uma forma compreensível para a comunicação de uma vivência hipertranscendente, aviso a você leitor que farei o máximo para trazer aqui o realismo do que vivi. Porém, já sabendo que o aqui exposto é o 1% possível de ser trazido. Os restantes 99% permanecem intactos. A exemplo da natureza da luz verde que integra a experiência.

.....................................

Eram pouco mais de 4h da manhã da madrugada do dia 19/05/2017 quando acordei abruptamente de uma experiência que certamente marcará minha vida.

Estava em algum local alto, porém não tanto, mas era um morro ou montanha, numa casa ao que me recorde. Em dado momento avisto no céu pela janela da casa naves espaciais sobrevoando o céu numa altitude muito baixa e eufórico aviso pessoas (que não me recordo quem eram) sobre o incidente e vou me dirigindo para fora da casa em algum local mais adequado para o avistamento. O local tinha uma espécie de desfiladeiro e uma cabeça grande de pedra onde ao avistar as centenas de naves sobrevoando a cidade a emoção foi tamanha que ajoelhei de imediato na pedra e com as mãos em prece ergui ao céu e gritei intensamente: "Eles vieram!" E comecei a chorar compulsivamente numa gratidão tamanha, num sentimento de pertencimento cósmico irracional e hipertranscendente. Num dado momento daquele êxtase profundo avisto uma luz no céu esverdeada aglutinando num ponto e que vai chegando mais próximo de mim até que entra no meu peito, no meu coração e penetrando em todo meu ser sinto aquela luz inteligente como se incorporando a mim e imediatamente acordo. No mesmo momento, vem a memória integral da experiência, e choro de soluçar, de alívio, de esperança e de confirmação de profundas inquietações que me acompanham há décadas.

Eles estão vindo.
.................................................

A euforia que me tomou esta experiência, no resgate da esperança para o destino da humanidade e deste planeta foi imediata.

O chefe urso (o chefe da tribo norte-americana que era parte), em minha vida passada ainda antes do ano 1000, avisou-se da "peste" que iria perturbar a humanidade e ao mesmo tempo observei vida após vida a "peste" se alastrando até os dias de hoje, com as atuais epidemias psiquicas, fisiológicas e sociológicas que nos assolam. No entanto, e apesar de previsão coerente do ancestral vidente, o futuro nos aguarda eventos hipertranscendentes como os que relatei acima. Acontecerá tal como descrevi? Não sei. O que sei, e não sei ao certo explicar como se dá este saber, é que eles estão vindo e isto modificará para sempre o destino deste planeta.

Quais os efeitos da aparição alienígena na sociedade humana? Que repercussões econômicas, jurídicas, sociais e psicológicas teremos?

15.4.17

Do Processo de Escrever o Livro (impressões)

O processo de escrever o livro propriamente dito começa a revelar facetas profundas de recuperação de escritos de muito tempo atrás. Hoje encontrei dois escritos, profundos, que os escrevi dentro de minha antiga Oficina de Arte Livre, onde realizava meus trabalhos de criação, na arte, poesia e pesquisa científica. E lá encontrei dois textos: O Mito da Terra sem Males e o Mito dos Surfistas Ancestrais. Lágrimas cairam e me transportei para aquele tempo. Me vi diante do bloco de argila e da imagem do jaguar Maia, onde fiz a escultura mais bonita até então: o Jaguar, esculpido diretamente no bloco grande da argila. E foi ali, naquela mesa, naquele silêncio profundo, que nasceu estes mitos. Beleza e espontaneidade. Pude ver meu passado de um modo completamente diferente. Vi a continuidade de tudo que fiz e do que faço hoje. Um clarão de lucidez, uma emoção de gratidão e que benção ter guardado estes textos e tantos outros que estou recuperando. Alguns trechos de relatos do que vivi na Reserva Natural Viveiro, quem nem existe mais... A frase do Ciro... enfim, extratos significativos de momentos que mudaram o curso de minha vida.

17.2.17

O Grande Pai

O medo é minha principal falha.
Um medo estranho.
Um medo de mim mesmo.
Um medo de quem eu me torno
Quando eu sou
Eu mesmo.

Eu mesmo,
Sou poderoso.
Eu mesmo,
Não tenho medo.
Sou valente, rápido.
Forte, ágil, bondoso
Profundo,
Cujo olhar é a própria janela do infinito.

O meu olhar é minha principal arma.
É o cultivo do olhar firme
É a fixação do olhar firme
É a permanência do olhar firme
É a prática da meditação com olhos abertos
Que potencializa o olhar firme da montanha.

Gigante por sua natureza
A montanha tudo olha e não se move.

O olhar firme é visto como clareza de visão.
A clareza de visão é a capacidade de mostrar
Quem eu realmente sou.
Eu sou o Tao.

O Tao é o único poder capaz de assustar até o mais bravo dos mestres.
Contra ele ninguém é capaz de derrotar.

O Tao assusta por sua intangibilidade.
O Tao assusta por sua profundidade infinita.
O Tao assusta por não se localizar em parte alguma.
O Tao assusta por sua incogoscibilidade.
O Tao assusta pelo tamanho de sua essência.
O Tao assusta pela vastidão de seu domínio.

Enquanto portavoz do Tao,
Ninguém é capaz de me derrotar.
Mas quando o Tao se escapa e o olhar se torna fraco
Medroso,
Qualquer um é capaz de me vencer.

A invencibilidade é privilégio dos portavozes do Tao.
Os verdadeiros yogues de todos os tempos.
O mostrar-me quem eu sou,
Na transparência fecunda do Tao
No movimento de ser quem sou
Na condição de portavoz do Tao

A serenidade do Tao assusta até o mais bravo dos mestres.
A imperturbabilidade do Tao expulsa até o mais feroz dos demônios

E assim disse o mestre:

Por desenvolver a clareza de visão e a visão firme
Assim eu me torno o Tao e o Tao se move através de mim
E o mais bravo dos guerreiros se amedronta como criança diante de seu pai.

Por isso se diz que o Tao é o grande Pai.

13.2.17

Breve Ensaio sobre o Movimento Pessoal de Holofusão (Samadhi Yôga) à Holocosmologia (Kaivalya)

FS.


O ano de 2016 foi marcado por intensas experimentações realizadas no LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer - HU- UFSC). Estas experiências se resumem a potentes retrocognições onde conseguimos aplicar um conceito até então hipotético, ou seja, as retrocognições estruturadas, a partir de questões específicas a se investigar baseado nos movimentos de autoinvestigação realizada pelo experimentador.

No meu caso, realizei um balanço e acabei por publicar poucos ensaios porém, os que foram publicados revelam uma profundidade cada vez mais vertical e a crescente necessidade de escrever menos e sintetizar mais. Paralelo a isto venho pesquisando os campos de linhas de pensamento da Índia, como por exemplo, Yogasutra, Samkhya Karika, Upanishads e Budismo em paralelo com os estudos da linha chinesa Taoista e outros tantos estudos, em especial, nos métodos práticos do Yoga, Tao Yoga, Chi Kung, Tai Chi Chuan. Tudo isto somado a mais um ano de aulas semanais de Tao Yoga e encontros de Laboratório, em conjunto com meus atendimentos clínicos em parapsicologia clínica. As palavras são poucas para descrever a experiência total, porém, este conjunto todo apontou-me para um exame mais honesto de setores de outras retrocognições, em especial a que vivi na China.

Ao examinar com mais acuidade, percebi uma incoerência de data, onde nas anotações soava 1700 e pouco, e enquanto o mestre Yang Luchan teria vivido um século após. Esta incoerência e examinando o vestuário do mestre, estava mais para um mestre da família Chen do que um Yang. Assim de forma a rever estes dados, fizemos perguntas estruturadas de forma a avançar nesta investigação e os resultados foram para mim conclusivos. Assim eu escrevi (clique aqui) que vivemos a respeito da amnésia de nossas vidas anteriores e um campo de experiência tão vasto como qualquer viagem espacial. Existe um cosmo interno e esta viagem para dentro de si, um movimento autoinvestigativo, revela saberes muito profundos sobre si e também sobre a vida e sobre a existência geral, o que coloca os dados das retrocognições em sua delicada função pública e social.

Assim chegamos a um pouco onde a memória além de extracerebral, por inferência, afirmamos ser a memória um campo coletivo, transpessoal. E explicar isto é muito difícil pois veio através de encadeamentos de raciocínios e intuições, onde a partir da autopesquisa pessoal chegamos a campos de interesse coletivo da humanidade. As revelações dos índios norte americanos passadas a mim numa vida muito antiga antes dos anos 1000, onde eu era indígena, e tive minha última vida como indígena. A vida na Índia, Tibet e China, e os intervalos entre vidas, apontando para verdadeiras vidas transcendentes, holotrópicas, no espaço cósmico e nas evidências dos hipersamadhi associado a projeções de consciência livre para fora do psicossoma, ou corpo astral.

Os saberes recuperados revelam o que cabe a mim expor para todos os que tiverem condições de acessar. Do mesmo modo que eu venho buscando o entendimento mais profundo sobre mim mesmo, a vida e a existência, os saberes transmitidos relevam a natureza mais profunda dos sistemas filosóficos estudados e escritos aqui na Terra.

Uns anos atrás eu refletia sobre a Holocosmologia e sobre um método para se alcançar tal compreensão da vida que, por experiência própria, a compreensão em si já acarreta um nível de tranquilização causal no espírito, e a consolidação de uma confiança cósmica nos acontecimentos e no modo como tudo se move e acontece.

E após estes anos de pesquisa e prática intensiva, ininterrupta, cheguei ao campo do Yôga. Yôga então demonstrou ser a ciência para a Holocosmologia. A ciência experimental, prática, para que possamos alcançar a unicidade holocósmica, o fundamento experimental da Holocosmologia. E por mais interessante este trajeto de pesquisa revelou-me um saber na Terra muito profundo e embora não tão claro para o entendimento comum, mostrava-se ali, público, e é a evidência de que muitos e muitos outros na Terra chegaram neste campo transcientífico, a fronteira da mente, a não-mente, o Yôga, o samadhi, o kaivalya.

Porém, meu ímpeto é expor este saber numa versão moderna, científica, de modo que possamos compreender os postulados fundamentais da ciência última, a Holocosmologia e da ciência aplicada, Yôga.

Existe um propósito na vida (Tao), um caminho e um modo de se mover corretamente (Te) de modo que possamos alcançar a unicidade holocósmica e ir dissolvendo progressivamente a condição perturbada (sofrimento, dor, doença) até a condição não-perturbada (samadhi) permanente.

Este movimento equivale a mover-se para a unicidade holocósmica (holotropia). A dissolução da ignorância fundamental, o desconhecimento da natureza autêntica de si mesmo e do cosmo. Então temos aqui o vislumbre de uma ciência para a libertação definitiva e ao mesmo tempo o alcance de uma metaciência, além de tudo o que podemos imaginar: a ciência holocósmica, universal, além da Terra.

E diante disso, e neste caminho de holofusão progressiva, as capacidades de percepção direta da realidade vai se alargando, expandindo, extrapolando os limites dos sentidos comuns até as funções psigânicas parapsíquicas, da telepatia, clarividência, retrocognição, precognição, projeções para fora do corpo, samadhi e assim por diante. Esta extrapolação para os confins do universo dei o nome de psi-ómicron, e inclui a comunicação cósmica e as experiências diretas com inteligências não-humanas, além da Terra. E neste espectro podemos encontrar o Yôga universal, pela evidência do samadhi de inteligências alienígenas e transcendentais. Em paralelo a este movimento, também é possível testemunhar hipertecnologias e acesso de informações de cunho tecnológico além do que podemos compreender, evidenciando a comunicação cósmica direta.

Os conceitos de vida e inteligência se alargam e rumam para a natureza em si da inteligência e da matéria (energia). Inteligência e matéria movem-se em unicidade com espaço-tempo-dimensão, formando a unidade fundamental do holocosmo: inteligência-energia-espaço-tempo-dimensão.

E o recado continua sendo aquele mesmo recado: o amor incondicional universal, a família universal, a irmandade universal.

A condição da Terra, seu momento evolutivo e a profecia do "chefe urso" (urso era o nome indígena para "guardião do caminho") para os momentos atuais da doença (a "peste") que vai dizimar a humanidade na Terra. Em somatório a isto, vivemos os esforços e a desistência de tantas pessoas para salvar a Terra de seu destino que parece realmente o fim desta humanidade na Terra (pelo menos neste momentum evolutivo).

A cosmotelepatia e a cosmoclarividência evidenciam o monitoramento alienígena e extrafísico dos amparadores ligados a Terra e extraterrestres, de modo que possam amparar este momento de evolução. Por outro lado, demonstram calma e serenidade, e ausência total de preocupação quanto a qualquer coisa. E isto nos dá uma tranquilidade fundamental para lidar com este momento delicado da espécie humana e dos seres vivos da Terra.

Em paralelo a isto observo uma alienação profunda da sociedade que vivendo como prisioneiros evitam de conhecer a Terra, mover-se por outras culturas e aprender com outros irmãos residentes em outros países. O contato alienígena seguirá este movimento além da vila, do bairro, em direção a outros países, dimensões e sistemas do universo.

A isto podemos tranquilamente dizer que será o samadhi fundamental da humanidade.

E todos estes princípios aqui expostos fundamentam o que por opção lúcida escolhi chamar de Holocosmologia, ou a ciência do espectro holocósmico, e o Yôga, como a ciência da unicidade holocósmica (samadhiologia, kaivalyologia). E em relação a estas unimos as contribuições das ciências indianas, chinesas e outras, em conjunto com as ciências da consciência (parapsicologia, projeciologia, conscienciologia, metapsíquica, psicobiofísica, psicons, psicologia transpessoal, física, etc), num todo coerente e unificado, unindo as percepções extrassensoriais, extrapolações holocósmicas da percepção parapsíquica e fenômenos de ordem extraterrestre dentro do espectro alienígena, multidimensional, hiperfisica e hiperdimensão, hipertecnologia, as sociedades cósmicas avançadas, o cosmodireito, cosmojurisdição, os conselho de calibração do Sistema Solar e outros temas profundamente transcendentes para nós ainda presos a uma ciência de bairro, aprisionada pela língua, pelo currículo e pela política.

O universo é uma sociedade única. Uma única organização. Um único governo. Uma única política. Uma única orientação. Um único propósito. Tudo existe para a dissolução do sofrimento até a condição de liberdade total do espírito em relação a tudo o que o atormenta e o perturba. Este movimento, apesar de não compreendermos o "sentido do sentido", ou a razão maior para tal, é o que estrutura o universo e suas organizações nesta e noutras dimensões.

E apesar de discernirmos inteligência-energia-espaço-tempo-dimensão, podemos ainda discernir e refinar mais um aspecto desta realidade, o de que inteligência é uma realidade, energia-espaço-tempo-dimensão, outra.

E refinando ainda mais, posso expor que de um lado temos a realidade não-manifesta (inteligência) e do outro a realidade manifesta (tudo o que é energia-espaço-tempo-dimensão). Não-existência e Existência, realidade Não-Manifesta e realidade Manifesta.

A inteligibilidade subjacente ao Sol, a luz, e a tudo o que pode ser observado direta ou indiretamente, ou mais refinado ainda, a inteligibilidade subjacente a toda manifestação holocósmica demonstra a ligação entre fenômenos assim chamados físicos ou naturais e os processos de inteligência. Assim temos que onde existe manifestação de energia-espaço-tempo-dimensão, acusamos a inteligibilidade subjacente, intrínseca, não-local. E daí inferimos a existência não-local do princípio inteligente enquanto realidade intrínseca de todo princípio material (energia-espaço-tempo-dimensão).

Purusha e Prakriti, Yang e Yin. Wu-Ji e Tai-Ji.

É neste ponto que adentramos como salientou Chuang Tzu em seus ensaios, que em todos os tempos e épocas chegou-se ao limite da capacidade de entendimento da realidade.

O vazio.

Daqui em diante, nada sabemos.

E a serenidade diante do não-saber é o fundamento do Yôga avançado para degraus mais avançados de entendimento. O entendimento se move. O ser em si se cala perplexo, sereno, diante o infinito do holocosmo!

Este é o recado dos espíritos mais livres, do hipersamadhi, da experiência de dissolução holocósmica e das projeções de consciência livre pelo espaço.


19.1.17

Fundamentos do Yôga Avançado: Do Yi-Jin e do Método de Conversão (cap 1) - atualizado.

Considerações Iniciais

Este ensaio está em fase de criação. Erros ou omissões devem ser relevadas. A pesquisa aqui exposta é produto de meus experimentos e aprendizados que ultrapassam esta vida e remonta vidas antigas desde ainda o ano 1000, em vida indígena norte-americana (Yôga indígena) a vida indiana posterior, onde aprendi o Yôga indiano, e após o Yôga tibetano quando fui monge, China quando fui monge e aprendi diretamente do mestre e na vida atual desde 1994 aproximadamente, quando recomecei pelo Raja Yôga e após, Swásthya Yôga, Tai Chi Chuan e por fim a minha síntese como Tao Yôga com prática autodidata por mais de 1 década. E soma-se minhas vivências com as práticas e ciência parapsicológica onde desde criança me dedico a investigar e experimentar, no campo da Projeciologia, Conscienciologia, Parapsicologia, Psicologia, Física Quântica em minhas conversas diretas com meu amigo, físico e parapsicólogo Dr. Geraldo Sarti, e por fim e principalmente, os mais de 5 anos em autopesquisa imersiva, contínua, no LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga, com meus amigos pesquisadores Guilherme Loureiro, Rodrigo Bastos, Vanessa Sandler e Rosamary Xavier. E foi nos experimentos retrocognitivos induzidos com método desenvolvido por nós, em retrocognição estruturada, com formação de campo e monitorado que pude lembrar das vidas acima e que puderam me fazer lembrar tanto de ensinamentos esquecidos como de práticas e técnicas que sabia mas tinha esquecido ao longo das vidas.

E é este Yôga Avançado que irei introduzir aqui, o que transcende completamente o corpo. E iniciar pela introdução a noção de Yi-Jin é fundamental para o entendimento da unicidade holocósmica o qual a ciência do Yôga se dedica levar o praticante, onde quer que se manifeste.

Antes de passar ao primeiro capítulo, essencial é considerar que o poder ou Jin para o Yôga é o poder sobre si mesmo na capacidade de unir Yi com Jin, ou a benevolência ao poder, tornando-nos livres de toda a violência e de todo o mal, de toda a perturbação, assentando o espírito num patamar de estabilidade interna chamada de Samadhi (daí Samadhiologia) e de conectividade holocósmica hiperlúcida (Hipersamadhi, Kaivalya).

A união de Yi ao Jin, do amor ao poder, da benevolência à potência, é o cerne do Yôga e do Samadhi. E não é qualquer poder, mas antes o poder sobre si mesmo e revela-se como um tipo de batalha ou luta que não se dedica a vencer um oponente externo, uma pessoa ou inimigo exterior, mas antes, um oponente interno, um inimigo interior, este que vive dentro de nós e que tenta desunir Yi de Jing e nos tende a violência contra si e contra os demais seres e realidades.

Assim, o Yôga Avançado é Nei-Jia, ou Escola Interna, dedicada ao desenvolvimento da arte de autodefesa interna, de luta interna, técnica, para que possamos vencer a si mesmo, ou vencer a força que separa Yi de Jin e unificá-la (união de Yin e Yang, Tai Ji, Tao).

Um outro aspecto polêmico é sobre o significado de Yi, que tanto sugere o de mutação como o de intenção benevolente, reta, amorosa, não-violenta (isenta de violência). No aspecto de Yi como mutação teremos de retornar ao Yi Ching, ou o tratado, compêndio, estudo ou ciência da mutação. No entanto, Yi no aspecto do Yi Ching, refere-se também à não-mutação. O princípio universal que rege o movimento de tudo, da existência e não-existência. Desta forma Yi como mutação-não-mutação se move a partir do Tao. E o retorno ao princípio dos princípios, na união pacífica e amorosa, benevolente, de Yin e Yang, é Yôga (do sânscrito, união, unir, atar). Os livros que retratam a obra de Da-Mo, o monge budista mahayana que também levou tanto o Budismo, o Vajramushti como o Yôga para a China, escreveu o ainda único tratato (Ching) sobre Yi Jin. As traduções parecem-me reducionistas ao referir-se Yi como mutação e Jin como músculos e tendões, sendo o tratado da mutação dos músculos e tendões. Porém, vamos aprofundar um pouco. Os tendões estão unidos pelas articulações e juntas e conectam os músculos aos ossos, viabilizando os movimentos. No entanto, os tendões são como cabos de força que conectam o sistema nervoso e outros sistemas para o movimento. E o sistema nervoso juntamente com o cardio-respiratório possibilitam a conexão da consciência (inteligência) ao corpo de forma geral. Assim, Jin é muito mais que tendões e músculos, sendo pois o princípio do movimento, a força que parte da consciência e percorrendo os sistemas trafega pelos tendões, músculos e ossos. Jin se move através do corpo, mas não é o corpo. Yi Jin portanto é a mutação de Jin, ou o movimento de conversão benevolente de Jin em movimento, não restringindo somente ao corpo, mas ao veículo da consciência de forma geral, incluindo a energia, meridianos, chacras, tantiens e aspectos mais abstratos, como sentimentos e parapercepções (sidhis).

Da-mo também escreveu outro tratado, chamado Xi Sui, ou o estudo da lavagem do cérebro ou medula óssea. Porém, na prática, o método é o da circulação microcósmica e inclui aspectos muito mais profundos e as traduções fisiologistas somente distorcem o significado original para tentar-se uma aceitação geral do público. No entanto, reservarei este ensaio para examinar a natureza de Yi Jin enquanto um dos fundamentos da Ciência do Yoga.

Em minhas investigações acerca da ciência da libertação definitiva (Yôga) temos que Yi corresponde a manifestação do princípio Yang e Jin a manifestação do princípio Yin. Yi penetra Jin. E Yi-Jin (unidos) formam os 4 movimentos primários, a saber:

1. Movimento externo. Movimento interno (yang-yang).
2. Repouso externo. Repouso externo (yin-yin).
3. Movimento externo. Repouso interno (yang-yin).
4. Movimento interno. Repouso externo (yang-yin).

As 4 configurações iniciais do Tai-Chi estabilizam-se formando as 8 configurações fundamentais, ou Pákua (baguá ou 8 movimentos):

1. Céu (Yang)
2. Terra (Yin)
3. Fogo (Yang)
4. Água (Yin)
5. Montanha (Yang)
6. Lago (Yin)
7. Trovão (Yang)
8. Vento (Yin)

As 8 configurações fundamentais da mutação geram as 64 configurações secundárias, perfazendo a matemática, ou enumeração quanto aos princípios irredutíveis do Cosmo.

Tao - Wu-Ji - Tai-Ji - Yin-Yang - 4 configurações primárias - 8 configurações fundamentais - 64 configurações secundárias.

E claro, do ponto de vista histórico, o Yi Ching é datado de 3.000 a.C, na época onde a acupuntura era realizada com pontas de pedra e coisas do gênero, na pré-história chinesa ou China indígena, associada ao xamanismo antigo. Enquanto que o clássico do Samkhya, chamado Samkhya Karika, foi ao que indica escrito no ano 600 d.C. Se o Yi Ching data de 3.000 a.C seus princípios eram conhecidos muito antes disso, o que se perde na história, do mesmo modo que o Tao Te Ching de Lao Tzu mesmo que tenha sido escrito 600 a.C, seus princípios são muito mais antigos que a obra.

A história mostra que o fundamento do Taoismo é mais antigo que do Samkhya, e portanto, a prática e ciência do Tao (Yôga) parecem mais antigas ainda que o Yôga indiano. Eu pessoalmente prefiro desassociar o Yôga da Índia, a ciência de si mesmo é encontrada no Taoismo da mesma forma e em épocas tão antigas quanto. E encontramos também o Yôga na américa central, no clâ Yaki, Maia, no xamanismo antigo, que chamavam de "passes mágicos". Algo em comum se move ocultamente e silenciosamente pelos povos e pela história: a ciência da dissolução definitiva do sofrimento e a libertação definitiva do espírito é uma ciência universal e suas raízes históricas transcendem a Terra e esta dimensão. O Yôga é praticado e desenvolvido universalmente e Shiva, o mítico "Deus da Transformação" é seu criador. Numa linguagem poética e bonita, Shiva é nosso mestre, é a Dança do Universo, é Tai Chi, é o Cosmo se movendo numa dança infinita e perfeita, e o Yôga é sua expressão. Numa linguagem científica, Shiva é Tai Chi, a unidade Yin e Yang em mutação.


I – Da Autoinvestigação ao Yôga (Samadhiologia)


1. O presente ensaio versa sobre temática da prática avançada do Yôga, ou o autodomínio e autoconhecimento do Yi e Jin, especialmente a emissão e conversão do Jin. E ao falar em Jin falamos em Yi, a intenção benevolente-amorosa livre, que atua aderida na conversão. Porém, antes de prosseguir irei rapidamente introduzir o que é autoinvestigação ou autopesquisa e a “ciência do Ôm”, o Yôga para, depois, explorarmos o conceito de Yi e Jin e a prática do Jin.

2. Como poderei conhecer o Universo se eu mesmo não sei ao certo quem eu sou, na medida em que o conhecimento depende do sujeito-consciência que sou e de minha relação com aquilo que almejo (intenção) conhecer? Quem realmente eu sou? O que realmente estou fazendo aqui neste planeta? Eu existia antes do nascimento? Antes de minha vida intrauterina? Eu realmente passei por vidas anteriores a esta? Eu posso estar completamente lúcido fora de meu corpo? Qual a natureza deste segundo corpo? E da consciência que sinto que sou? Eu posso lembrar de minhas vidas anteriores e lembrar de minhas mortes anteriores de forma que possa investigar o que ocorreu após as mortes de minhas vidas passadas? Porque sou como sou? Porque reajo da forma como reajo? É puramente genético? Hereditário? O congênito migra para o fato de que já existíamos antes de nascer e já nascemos alguém e não uma tábula rasa? Existe a sobrevivência após a morte? Eu realmente permaneço vivo após a morte? Qual a natureza da vida? Qual a natureza da dimensão pós-morte? Os espíritos povoam o universo? O Universo é habitado em suas várias dimensões? Qual a natureza da realidade? Qual a minha verdadeira natureza? Estarei eu preso a minha condição de ser eu mesmo, individual? Ou poderei ser o próprio Universo? Eu sou corpóreo ou estou corpóreo? A morte de meu corpo faz com que eu mesmo morra? Ou eu sou de uma natureza e meu corpo de outra, razão pela qual ele morre e eu não? E onde eu vivo quando eu morro? Numa dimensão específica do Cosmo? Como estas dimensões se conectam? A natureza da consciência é não-local? Então podemos nos manifestar aqui e lá no Universo? Existem então alienígenas ou existem consciências que se movem de um lado a outro no Cosmo? A consciência se manifesta somente em corpos humanos ou em qualquer forma? Estaria o Cosmo habitado universalmente em todas as dimensões e realidades? Como eu posso responder a todas estas perguntas fundamentais?

3. A resposta é simples: conhecendo a si mesmo. E para conhecer a si mesmo é necessário um movimento progressivo de autoinvestigação. E sendo toda investigação a busca da realidade autêntica, a autoinvestigação é o movimento de busca da realidade autêntica de si mesmo: o saber interno ou svadhyaya. E como expõe claramente o Yogasutra, a realização do Yôga se dá pela autoinvestigação. Mas que tipo de autoinvestigação? A que visa revelar a natureza autêntica do ser e do universo. E esta natureza se revela numa condição muito especial, chamada samadhi. E nesta condição o eu se revela como Brahman (a unidade; Tao).

4. É certo que entramos aqui num dilema epistemológico. O conhecimento existe pelo fato de existir um sujeito, e, todo sujeito parece ser antes de qualquer coisa, consciência, consciência de “algo”. E como o sujeito pode ser ao mesmo tempo sujeito e objeto de si mesmo? Este aparente paradoxo epistemológico se resolve pelo fato autoinvestigativo de que a natureza autêntica do si mesmo é sua pura condição de sujeito sem objeto, porém, para chegar a esta condição, o sujeito necessita passar por movimentos autoinvestigativos de modo que vá discernindo o si mesmo (eu real) do não-si-mesmo (objeto ou o não-eu).

5. O que ele acreditava ser, não é. Logo, o objeto se dissolve progressivamente e o sujeito se percebe de forma autêntica, ou pura. A natureza essencial do si mesmo é holocósmica ou,  o indivíduo se sente realmente indivíduo quando sente-se inteiramente fundido universalmente, perdendo as noções do “eu”. O paradoxo eu-holocosmo se observa no movimento de autopesquisa na medida em que vamos compreendendo nossa natureza abstrata como consciência não-local, além de toda a forma, espaço-tempo e dimensão.

6. A inconsciência diante de si é o problema inicial para o sujeito, diante da angústia de não saber quem é. Eu estou aqui, porém, sou um desconhecido de mim mesmo, não inteiramente, mas pouco conheço sobre minha verdadeira natureza. E isto é o problema fundamental da existência do ser. E não importa onde está o ser, ou sua localização. Pouco importa se eu estou aqui numa condição orgânica ou numa condição extrafísica ou inorgânica. Muitos seres inorgânicos mantém sua a cegueira que nutriam quando eram orgânicos.

7. E não saber quem somos (problema fundamental), na angústia de uma espécie de coma, condição de amnésia de si ou desconhecimento em si mesmo, nos gera a perturbação fundamental (sofrimento matriz) de nossa existência, pois agimos a partir de uma zona escura, inconsciente ou mesmo subconsciente (princípio do abismal), o qual nos move sem que tenhamos entendimento ou ciência clara da força que nos move. Agimos e reagimos a partir de um campo desconhecido de si, ficamos saudáveis ou adoecemos sem a noção do porquê.

8. Então, o problema fundamental gera a perturbação fundamental e assim temos que:

PrF => PeF ou,

Desconhecimento da natureza autêntica de si mesmo (DΦ) gera a Pertubação ou Sofrimento fundamental (SΨ), assim:

DΦ => SΨ e,

O SΨ se mostra como angústia, agonia, aflição, tristeza psíquica, raiva ou ódio (em suas diversas formas de manifestação) e dor orgânica (em suas diversas formas de manifestação como doença ou simplesmente dor).

9. A recíproca é verdadeira. O conhecimento da natureza autêntica de si mesmo gera a pacificação íntima ou serenização causal do espírito (samadhi) e a dissolução de todo o sofrimento. O samadhi é a condição de autopercepção da natureza autêntica de si mesmo.

10. O fato de nos movermos não é suficiente para que possamos compreender o porquê estamos aqui, agora, neste planeta, dentre incontáveis outros em incontáveis outras galáxias em um universo infinito e incognoscível.

11. A tomada de lucidez da ignorância quanto a nossa real natureza é o ponto de partida da autopesquisa parapsíquica, profunda, causal: o svadhyaya do Yôga. É nosso problema fundamental de investigação. A sua justificativa se dá pelos efeitos da ignorância em nossa vida e pelo sofrimento que a ignorância nos acarreta. Diante disso, o movimento de pesquisar a si mesmo na direção do conhecimento de si é ponto fundamental deste ensaio.

12. O conhecimento de Yi - Jin é fundamental para a vida. Localizar a benevolência e o poder interno e saber usá-los de forma correta é fundamental para nossas vidas. E sendo o poder interno pertencente ao campo abstrato da potência, necessitamos compreender o fenômeno da conversão do Jin. E isto tudo envolve autoinvestigação. A conversão se dá pela correta intenção. O centro de inteligência localiza Yi (benevolência pura livre) e a partir de Yi localiza Jin (potência pura livre). Unindo Yi Jin, passa a converter potência benevolente em ato. Porém este movimento exige autoinvestigação e conhecimento de si.

13. O conhecimento de si é gerado pelo movimento de autoinvestigação o qual é orientado a partir de pressupostos epistemológicos e mesmo ontológicos que dão a direção hipoteticamente correta para o saber interno. O saber interno é o medicamento definitivo para curar a ignorância. E viver de acordo com o saber interno é a solução para uma vida vazia e destituída de sentido. É a solução para o coma, para a perturbação interna. E por mais estranho que pareça, chegamos por nosso modo, ao mesmo postulado fundamental do Yôga tal como consta no Yogasutra: “Krya Yôga é Tapas, Swadhyaya e entrega ao Içvara”.

14. A autopesquisa parte do autocomprometimento (Yi). O comprometimento consigo mesmo no sentido de conhecer a si e dissolver a auto-ignorância e por consequência o sofrimento, que em resumo podemos tranquilamente chamar de comprometimento com o samadhi, é a terra pelo qual a autopesquisa permanente está plantada.

15. Este movimento de autopesquisa profunda ou parapsíquica envolve a deflagração das funções psi ou parapsíquicas o qual possibilitam ao autopesquisador o conhecimento real de si mesmo, além das restrições corporais desta dimensão e das limitações mentais e intelectuais.

16. A autopesquisa parapsíquica nos leva a autopesquisa holocósmica, na medida em que a natureza real do si mesmo ultrapassa as fronteiras rígidas do eu encapsulado pela ignorância.

17. A ignorância fundamental, a confusão quanto a nossa verdadeira natureza.

18. No caminho da autopesquisa existem alguns saberes necessários para que possamos nos dar o suporte para uma autopesquisa parapsíquica ou holocósmica, saberes estes limitados obviamente, porém podem nos servir como mapas do território interno e externo do Universo integral (Holocosmo). A autopesquisa é o eixo do Yôga e o profundo comprometimento consigo mesmo, o centro. Ambas as realidades são movidas por duas forças complementares, o Jin e Yi.

19. Yi – Jin pode ser considerado como o fundamento prático do Yôga. Da harmonia de Yi – Jin temos a unidade necessária para o samadhi. A liberação de Yi se dá principalmente pela reconciliação, por um lado, e por outro, pela emancipação da autenticidade.

20. O Jin é a potência interna livre. Yi é a intenção benévola livre e ao mesmo tempo a mutação, a alteração, a conversão. Yi-Jin formam a unidade fundamental prática do Yôga e portanto do movimento de autoinvestigação.

21. Yi-Jin ou a potência livre benevolente. Yi está relacionado com a polaridade Yin primária, e Jin com a polaridade Yang primária. Yi não pode estar em conflito com Jin e vice-versa. Quando Yi está forte mas Jin está fraco não existe ação, existe benevolência passiva, fraca em poder. Quando Yi está fraco e quando Jin está forte, existe violência em ato. Quando Yi está unido a Jin existe potência de ação benevolente.

22. Yi-Jin para ir à ação precisa passar pela conversão: conversão de Yi-Jin.

23. No Yôga avançado primeiro refina-se Yi. Yi é ahimsa, a não-violência ou a benevolência pura. E Jin é a potência livre, pura, direcionada pela intenção, seja ela qual for. Por isso Jin pode ser dirigido por intenção malévola. Mais vale excesso de Yi do que excesso de Jin. Excesso de Yi provoca benevolência sem ação. Excesso de Jin provoca ação violenta.

24. O Jin quando é orientação por um fraco Yi (Yi perturbado ou desamoroso) produz desastres de todas as ordens, nos níveis individual, social e cósmico. E quando Yi governa Jin então temos harmonia.

25. Yi está para a consciência enquanto Jin está para a energia. Refinar Yi é dissolver a violência interna a partir do amor. Yi é intenção amorosa, benévola, retidão benevolente.

26. Refinar Yi e localizar Jin. Unir um ao outro. É o primeiro movimento. Este ensaio versa sobre exatamente como fazer isso, apesar de sua dificuldade. Este método está dentro da grande sistemática da Ciência do Yôga.

27. O Yôga como já expus noutros ensaios, é a ciência universal, holodimensional, que visa dissolver o sofrimento ou perturbação íntima e assentar o espírito no Samadhi, ou o si mesmo real (eu real, anatta, atman, purusha), condição de consciência extásica, livre, amorosa, cósmica e universalmente conecta à existência como um todo. Este último estágio é chamado de Kaivalya. Na nomenclatura taoista, o Samadhi é o estado Tai Ji (suprema polaridade, além das dualidades Yin Yang), e Kaivalya, o retorno a Wu Ji (o não-dual, a não-existência). Na perspectiva mais científica e Parapsicológica, refere-se a dissolução progressiva do corpo-psi, psicossoma ou corpo astral (dissolução do desejo, emoção) até sua dissolução completa, ou a liberdade definitiva na condição não-local e holocósmica (holofusão). Neste aspecto ocorre o que já expus noutro ensaio sobre o paradoxo eu-holocosmo, onde a verdadeira natureza do eu se intensifica quanto mais o eu deixa de se perceber um eu (na nomenclatura Budista: anatta ou o não-eu) e o eu se revela para si mesmo em sua verdadeira natureza quando está no estado de holofusão (não-eu, ou o eu holocósmico).

28. O sofrimento é causado pela ignorância, e a ignorância se assenta no não-entendimento do princípio da mutação e não-mutação, da confusão do eu com o não-eu. Ao exigirmos que o que tem por natureza mudar permaneça o mesmo (imutável) geramos sofrimento atrás de sofrimento, na tentativa de nos agarrar ao inagarrável.

29. Assim, a perturbação fundamental está assentada no desejo. E de que desejo estou falando? No desejo de mudar; no desejo de mudar exatamente o que por natureza tem seu próprio ritmo de movimento e mudança (tempo correto). Do desejo de forçar o avanço do tempo correto da mudança, do desejo de ser o que se coloca diante de nós diferente do que se mostra. Do desejo de forçar, de intervir e alterar quando não é necessário. Do desejo de intervir quando não é necessário vem o sofrimento. Esta é a gênese básica de toda perturbação.

30. Porém nem todo sofrimento decorre do desejo, isto porque, o desejar não desejar é o tipo de desejo orientado do Yôga que faz com que calibremos o desejo para o desejo correto, ou, o tipo de desejo que não impacta a si e aos demais. O desejo correto pois é desejar o samadhi. E desejar o samadhi significa empreender o caminho de desejar não mais desejar, ou não desejar que mude (o desejo correto, desejar não intervir, agir pela não-ação, wu-wei).

31. Desde uma antiguidade que nos escapa a contagem do tempo, inteligências não-perturbadas foram auxiliando inteligências perturbadas a saírem de suas perturbações. O Yôga está fora do tempo, justamente porque o samadhi, a razão primária de ser do Yôga, residir fora do tempo. Este modo de ajuda, é o Yôga.

32. O Yôga é justamente a correção do discernimento diante do real. Corrigir o discernimento para que possamos compreender o sofrimento, a razão do sofrimento e como dissolver o sofrimento e viver no êxtase e orgasmos cósmicos e hiperconscientes permanentes, na serenidade causal do espírito. E diante do fato de que todo sofrimento é sofrimento (independentemente do tipo), então, o caminho para sua dissolução é um e o mesmo: Yôga. E não falo aqui das escolas indianas, chinesas, tibetanas, indígenas, ocidentais, mas antes disso, falo do Yôga como o caminho para Samadhi e Kaivalya, o caminho para a imortalidade ou hiperlucidez permanente e total. A vida infinita, livre da miséria emocional e desamparo psicológico, e repleta de vida, amor e transcendência.

33. Em suas diferentes escolas e métodos, Yôga é Yôga aqui ou noutras dimensões, pois engana-se aquele que acredita que o Yôga tem sua origem na história. Como disse, o Yôga tem sua origem no não-tempo, sempre existiu e sempre existirá enquanto houver sofrimento, perturbação, neste planeta ou noutros, nesta ou noutras dimensões do Holocosmo. É neste aspecto que se disse que o criador do Yôga é Shiva.

34. Diante disso e me ausentando dos postulados epistemológicos do Yôga, entraremos nos detalhes técnicos do Yôga adaptado a vida humana no planeta Terra, o que nos faz compreender que o Yôga em um planeta gasoso ou aquático se manifesta de um modo singular, como nos casos da condição extrafísica da consciência, porém, manifestando os mesmos princípios.

35. As evidências da prática do Yôga avançado mostram a coexistência dos aprendizados além desta dimensão, a partir da orientação de mestres mais avançados de Yôga, que já vivem mais permanentemente na condição do Samadhi. Esta orientação se dá de forma direta, indireta ou mesmo inspiradora, como mesmo já expôs em seus estudos sobre o fenômeno mediúnico, H. Revail e outros pesquisadores da área parapsicológica.

36. O Yôga avançado evidencia o mediunismo também avançado, na orientação para o samadhi e para fenômenos parapsíquicos de escala psi-ómicron, como o contato direto com os Yôgues alienígenas (“regeneradores”), que já uniram a evolução íntima com a evolução tecnológica e estão bastante adiantados em relação a condição humana geral e a este planeta.

37. O caminho do aprendizado no Yôga vai aprofundando de uma tal forma que os 8 movimentos ou métodos vão se refinando para um espectro cada vez mais amplo, cósmico e de uma benevolência universal, a grande família cósmica: Brahman, Tao.

38. Neste caminho observamos a deflagração de capacidades latentes de percepção e cognição, para além deste mundo e num retorno hiperlúcido ao holocosmo, nossa casa verdadeira, nossa única família, nosso lar comum, nossa realidade.

39. O Yôga nos leva ao que chamamos de Brahmam, Tao ou Deus, ou a unidade inteligente infinita que é tudo, permeia tudo e transcende tudo em seu holomovimento infinito e eterno.