26.11.12

Ensaio Inicial sobre Lucidometria - parte 1: Sobre os Critérios

O sonho independe do estado objetivo (se
a consciência está no corpo físico ou no
corpo extrafísico). Depende sim do estado
subjetivo, interno: da lucidez.
Por Dr. Fernando Salvino (MSc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Projeciólogo e Conscienciólogo


Considerações Iniciais


Este ensaio tem como objetivo claro, tornar nosso chão muito mais uma nuvem psicônica, imagética o qual construimos realidades achando serem reais, quando podem ser meras plasmagens oníricas. Pode ser que este ensaio gere no leitor desconforto, mas não o desconforto ruim, mas aquele que é provocado pela mobilização de paradigmas, ou os constructos cognitivos que gerenciam os movimentos de atividade mental e construção da realidade.


O conceito de sonho aqui trabalhado é similar ao conceito de  माया, māyā , no pensamento da índia antiga. Maya refere-se ilusão, porém, tal ilusão é tão real que nos confunde a percepção, o que faz com que acreditemos que ilusões são reais. E são, mas talvez não correspondem exatamente aquilo que achamos que seja. 

A vida humana é um conceito. E tentarei trabalhar este conceito, e até certo ponto desconstruí-lo e realocá-lo em outra perspectiva. Uma perspectiva que para mim é mais real. Assim, convido o leitor a avaliar tudo com seu discernimento e, se achar que tudo isto é mais um sonho, peço que me acorde e me mostre que estou sonhando. Ficarei realmente grato. Obviamente que a lucidez infinita não pertence a nós, então, como posso realmente saber se neste momento não estou sonhando? É sobre isto que versa este ensaio. Sobre critérios lucidométricos. 

Eu e você, já partiremos aqui do fato lúcido que não estamos a falar de verdades. Estamos a falar de fatos, interpretações e construção intencional de critérios discernidores de aferição de lucidez. Isto por si já afasta qualquer tentativa de doutrinação, porque já admitimos na honestidade que não sabemos que estamos a falar verdades. Vamos experimentar, como dizia Muldoon. Testar e ver os resultados. Deixo claro, assim, que este ensaio é a minha posição pessoal, só.

A aferição da lucidometria pessoal está diretamente ligada com o modelo cosmológico pessoal, a visão de mundo. Uma existência lúcida significa, para mim, um modo de pensar e estar lúcido internamente e externamente, não importando a dimensão onde estamos. Nesta dimensão, então, a existência lúcida é a vida sem luxúria, sem excessos, porém, digna e materialmente suficiente para vivermos sem impactarmos o planeta e deixarmos outras pessoas em condições não favoráveis de vida e evolução. Uma vida lúcida coloca a pessoa em escolhas saudáveis de onde morar, vizinhança, país, cidade, família, amigos, relacionamentos, trabalho e definição gradual de uma tarefa aqui a realizar, porque sonha aquele que acredita que está aqui para simplesmente "viver a vida". Viver por viver pode nos tornar tão encarcerado quanto estar numa prisão real. Porém, como diziam os navegadores antigos, "navegar é preciso, viver não é preciso". Então, é preciso saber onde estamos e para onde estamos indo. Isto é critério de lucidez. Só alguém lúcido sabe onde está e para onde está indo.

Então, este texto, inicial, um rascunho na verdade, é um convite a começarmos a navegar ao invés de somente viver. Mas uma simples navegação? Não. Uma navegação para dentro de si mesmo e para o cosmos holodimensional. Pois a consciência é não-local e não importa se esta aqui e agora e após irá sobreviver após a morte. O que importa é sua lucidez agora. E se ficar lúcido agora... e agora... e agora... poderá ficar lúcido mais tempo, conversando a lucidez e, quando tiver de atravessar a dimensão da morte, então, atravessará esta fronteira cósmica, lúcido. Poderá treinar esta travessia, objetivando ter projeções lúcidas para fora do corpo. Mas como sempre digo, a única técnica que conheço para sair do corpo efetivamente com lucidez é começarmos a ficar lúcidos aqui, nesta dimensão. As demais técnicas são derivações desta, porque como uma consciência poderá saber que está lúcida noutra dimensão se mal sabe onde está agora?

I - Sobre a Fenomenologia do Sonho (Irrealidade) e suas Relações com a Vida Humana (Realidade)

A maioria dos problemas humanos pode ser compreendido quando comparamos a vida humana com o que ocorre no campo dos sonhos.

O ato de sonhar pode ser definido enquanto a experiência onírica  predominantemente noturna, enquanto o corpo está deitado na cama ou repousando noutro local, cuja consciência acha-se imersa dentro de si, no universo interno do psiquismo mais puro, onde ocorre uma série de experiências subjetivas, verdadeiras novelas, enredos, fantasias e qualquer coisa que possa se adequar ao campo da imaginação, desejos, pulsões.

No entanto cabe a nós discernir a experiência subjetiva de sonhar das experiências extrassensoriais, parapsíquicas ocorridas também nos intervalos onde ocorrem os sonhos. Assim, situamos o sonho como uma experiência essencialmente subjetiva, interna, com ramificações no plano externo, porém, com confusão  de percepção e discernimento sobre o que se trata ser realidade ou imaginação.

O sonho, pois, é a experiência onde construímos, criamos realidades e cujas realidades se projetam no plano externo, em outra dimensão cuja dimensão psicônica, especialmente a psicossomática, reage às pulsões da imagística da consciência e mostra a ela enquanto espelho, sim, real, o campo imaginário criado, onde a consciência criadora reage tal como se fosse realidade verdadeira. No entanto, o uso da matéria psi para a moldagem das fantasias internamente subjetivadas (sonho) torna o universo onírico do sonho um mundo tão real quanto este que vivemos: a dimensão onírica, cujas formas-pensamentos se exteriorizam para fora da consciência formando uma dimensão cósmica específica. Neste espaço o mundo é a criação onírica e as reações ao mundo são as reações aos conteúdos imagísticos criados e confundidos como se os mesmos fossem reais.

Esta experiência onírica a grande maioria de nós vivencia. É consenso, pois, que todos nós sonhamos, especialmente, quando estamos dormindo.

II - Sobre o (um dos) Método de Autodiagnóstico do Estado de Sonho

E como sabemos que sonhamos?

Porque podemos recordar dos sonhos ao acordar, ou, acordar no meio deles, no curso mesmo da experiência (sonho lúcido), mesmo sem despertar a consciência, no corpo. Assim, situamos o sonho como uma experiência subjetiva, ocorrida no campo puramente subjetivo da consciência, independente estar a consciência no corpo ou fora dele. O sonho é um estado de consciência que independe do veículo (corpo) pelo qual a consciência se manifesta, com exceção do mentalsoma (estado de consciência pura).

Desta forma, contextualizando o sonho como uma experiência de estado de consciência subjetivo, então podemos vislumbrar que podemos sonhar enquanto estamos aqui, no corpo, mesmo o corpo não estando deitado na cama, ou repousando numa cadeira.

O condicionamento mental proveniente da educação que nos ensinou que o sonhar é uma experiência que se reduz ao momento geralmente noturno, quando o corpo acha-se em repouso, e cuja experiência onírica subjetiva não faz parte daquilo que chamamos de "realidade", prejudica a noção de que podemos sonhar em qualquer estado de consciência, senão vejamos:

1. Estado de consciência intrafísica: a consciência sonha enquanto está acreditando estar acordada ou sonha quando o corpo está repousando. Ela cria as realidades a partir de seu onirismo, cria uma vida de ostentações, status, e outras necessidades irreais geradas no plano onírico e dos puros desejos, e acredita que está vivendo na realidade. Muitas só percebem estarem sonhando após acordarem. Esta experiência não ocorre somente no sonho noturno, quando percebemos que estavamos sonhando somente após despertarmos. Esta vivência ocorre no sonho diurno, na vida do dia a dia, nos anos a fio de uma vida onírica, quando despertamos um dia qualquer de que estávamos vivendo uma vida de ilusões. A isto podemos facilmente caracterizar como sonho.

2. Estado de consciência extrafísica: a consciência sonha enquanto está fora do corpo, na condição extrafísica, sem o corpo físico, de posse do psicossoma ou o corpo psicônico (perispírito), com as características do sonho acima, com maior liberdade criativa e delírio pela plasmagem fácil da matéria psi em resposta aos desejos e pulsões da imagística. Aqui podemos caracterizar as consciências em estados de parapsicose e mesmo de paraneurose (se é que podemos chamar assim).

3. Estado de consciência projetiva: a consciência sonha enquanto está projetada fora do corpo, na condição projetiva, com o corpo físico em repouso, e a consciência sediada no psicossoma.

Diante disso, é importante considerar que inexiste sonho em projeções ou vida em mentalsoma.


III - Da Vida Humana enquanto resultante dos Estados Subjetivos de Consciência

O estudo do estado de consciência onírico favorece o despertar da lucidez aqui, nesta dimensão e impedindo que os processos oníricos transformem a vida humana em mais uma experiência de "sonhar", mantendo-nos na ilusão de que estamos "acordados".

Assim é sempre oportuna pergunta para si mesmo: neste momento, estou sonhando ou acordado?

O ato de sonhar se caracteriza assim como a experiência mental subjetiva onde o onirismo toma conta do campo de vivência em contraposição à realidade em si. Este fenômeno onde o onirismo domina a consciência se chama sonho e independe, como dito acima, do estado objetivo o qual a consciência se acha manifestando (se no corpo, se a noite, se fora do corpo, se no pós-morte na condição extrafísica). E tal ato de sonhar pode se dar, como acima citado, em qualquer condição consciencial, com exceção, das projeções pelo mentalsoma.

Assim, a vida humana se caracteriza em uma de suas facetas como uma experiência de sonhar, não diferindo essencialmente da experiência noturna de sonhar. Isto porque o mesmo movimento onírico de criar mundo mundo interno e projeta-lo para fora confundindo-nos o discernimento quanto à realidade em si mesma, isto ocorre aqui, enquanto estamos supostamente acordados. Este critério precisa ficar claro para o leitor, visto que estou propondo outro critério para discernirmos sonho de realidade.

IV - Sobre o Critério Objetivo-Topográfico X Critério Subjetivo-Holotopográfico 

O critério de aplicação de discernimento do sonhar diurno e do sonhar noturno é o topográfico. A consciência percebe que seu corpo encontra-se em pé (por exemplo), fazendo suas coisas (lavando louça, por exemplo), e julga que por estar assim nesta condição, está acordada.

Da mesma forma, a consciência ao acordar no corpo, julga que seu corpo estava dormindo e, portanto, tudo o que ocorreu no campo noturno pertence ao campo dos sonhos e não da realidade desperta, acordada. Portanto a posição do corpo ou o ato de o corpo estar dormindo é o critério científico mais usual para sabermos se a experiência é sonho ou realidade. Isto porque a consciência é tida como derivada do cérebro e o que ocorre a noite (não estando no mundo do dia a dia real), isto não corresponde à realidade. Mas sabemos pela projeciologia e experimentações na área, que o cosmos é um complexo holodimensional e a dimensão dos sonhos existe enquanto dimensão real, não sendo um campo pulsante somente dentro dos hemisférios cerebrais e nem preso aos ditames das ondas cerebrais.

O exame deste critério topográfico nos coloca diante da investigação do estado de consciência subjetivo, chamado sonho e não da posição somática pelo qual o corpo se encontra. Assim, quero salientar que a posição topográfica do corpo humano não é critério seguro para caracterizar estarmos sonhando ou acordados.

A experiência de sonhar noturna é bem conhecida para a grande maioria das pessoas. São cenas pictóricas de característica vívida, onde a consciência acha-se situada numa cena onde é mais vivida pela cena do que protagonista, do que autora. A consciência não tem controle sobre sua vida onírica, ela é mais objeto que sujeito da experiência. Em alguns momentos percebe ter certo controle volitivo sobre o sonho, muda as imagens pela intenção, plastifica volitivamente outras realidades pelo ato da vontade e em determinado momento perde-se novamente no enredo onírico, é engolida pela novela ou pesadelo mental ou retorna a despertar com a consciência e atenção no corpo, com sensação maior de realidade. Neste momento em geral, julgamos estarmos na realidade. Como disse, este discernimento está ancorado no critério objetivo-topográfico e não no critério subjetivo-holotopográfico.

V - Sobre o Critério Subjetivo-Holotopográfico

O critério subjetivo-holotopográfico salienta a necessidade de examinarmos a condição interna de lucidez (realidade intrapsíquica) e a dimensão o qual estamos nos manifestando (realidade dimensional e holossomática, ou o veículo o qual estamos nos manifestando, soma ou psicossoma, porque no mentalsoma não existe sonho), simultaneamente. Este critério é bem demonstrado no ensaio sobre os homens-dominó, publicado nesta revista, tendo em vista que as imagens oníricas de pessoas, por exemplo, não são imagens que correspondem a pessoas reais dotadas de consciência.

Este critério salienta que a elevação do estado de lucidez, do sonho para a lucidez, obedece aplicações de critérios discernidores da realidade em um duplo sentido, interconectado:

1. Critérios discernidores para aferição da lucidez, não importando a dimensão o qual a consciência se acha presente (independente de ser a dimensão intrafísica do cosmos ou extrafísica, onde ela se acha de psicossoma)

2. Critérios discernidores da aferição do veículo e dimensão, pelo qual a consciência se acha manifestando, se é no corpo físico ou no corpo extrafísico (psicossoma, perispírito).

Os primeiros definem para si mesmo o momento em que sentimos que estamos lúcidos, os momentos em que sentimos que somos quem realmente somos. É portanto, um critério sensitivo. A pessoa sente que está lúcida. Ocorre uma diminuição intensa da ansiedade, preocupação com futuro ou passado (melancolia ou depressão), e um ancoramento na realidade presente, no agora. Este estado de lucidez é portanto, interno, subjetivo. Porém, este agora é um agora espaço-temporal, e a consciência se acha lúcida em algum espaço-tempo. Este espaço-tempo (dimensão) pode ser esta mesma ou pode ser nas dimensões além desta (chamadas dimensões extrafísicas).



Em ambos estados a consciência precisa refletir se as imagens de consciências personificadas a sua frente são imagens reais de inteligências. E não só as imagens, mas os sons e cheiros. A mente pode facilmente projetar para fora de si mesmo, sem estar consciente deste movimento projetivo:

1. Sons: a consciência ouve vozes como se fossem de outra pessoa, quando na realidade são derivações de sua mente (vozes dos sonhos). Aqui são alucinações auditivas (porque são vozes reais que pertencem ao universo interno, somente).

2. Cheiro: a consciência pode sentir cheiro e, no entanto, tal cheiro existe somente enquanto odor projetado para fora de si, nada tendo a ver com odor de fato, ocorrendo no ambiente. Aqui é como uma alucinação olfativa.

3. Visões: a consciência pode ver imagens de pessoas quando tais imagens são somente projeções de medos, desejos e outros conteúdos oníricos que a consciência confunde como realidade.


Neste caso, os critérios discernidores são complexos, porque a consciência é campo de percepção holodimensional. Por exemplo, na escala de lucidez podemos afirmar que:

1. Sonho: total ou quase total inconsciência de lucidez subjetiva e noção de veículo/dimensão. Aqui a consciência até pode sentir-se um pouco lúcida mas não o suficiente para torná-la lúcida de quem realmente é, em que dimensão está e com que veículo se manifesta. Reafirmando aqui, o sonho pode ocorrer aqui, nesta vida humana considerada no critério topográfico como realidade e, na vida projetiva ou extrafísica, como na vida ideoplástica de Nosso Lar (por exemplo), onde as consciências ainda precisam deitar, alimentar-se, morar em casas, etc. Os estados subjetivos relacionados aqui são principalmente o devaneio e o sonambulismo, tanto o sonambulismo físico quanto o extrafísico (consciência vaga inconsciente por outras dimensões) e projetivo (idem).


2. Sonho lúcido: vai da quase total inconsciência de lucidez até um grau de lucidez onde a consciência tem controle sobre o sonho. Ela sabe estar sonhando, enquanto que no sonho não, a consciência não sabe estar sonhando, mas acredita estar na realidade. Neste contexto subjetivamente, a consciência sente-se lúcida, percebe que está dentro de um sonho (constata estar na dimensão onírica do cosmos), faz testes de realidade para averiguar ter domínio sobre a geração da realidade onírica externa (cria seres, pessoas e dissolve-as pela ação mental e intencional, por exemplo). Porém, não passa da fronteira do saber estar sonhando.

3. Lúcido: vai da total lucidez até a hiperlucidez (infinito em lucidez). Aqui a consciência não somente sabe que não está sonhando, mas sabe estar lúcida, sente estar lúcida, sabe em que dimensão está, em que veículo se manifesta e tem condições de discernir o espaço-tempo o qual se localiza consciencialmente.

Assim, podemos propor uma lucidometria como critério seguro para aferição da lucidez pessoal, interna, subjetiva.

Os segundos critérios, pois, são os que proporcionam para a consciência lúcida a ciência da dimensão onde está se manifestando, a partir da constatação experimental do veículo pelo qual está se utilizando para manifestar, especialmente estes 2:

1. Soma ou corpo físico: neste estado a consciência faz testes de realidade para saber se está usando este veículo e a partir da constatação do veículo observa o ambiente em volta e constata o local onde se manifesta. Ela pode inclusive estar lúcida, constatar estar em seu corpo físico e, no entanto, pode constatar não estar no planeta, ela pode estar noutro sítio cosmológico, tais como: interior de ônibus espacial, na ISS, no interior de um foguete, no interior de uma nave extraterrestre, etc.

2. Psicossoma ou corpo psi: neste estado a consciência faz testes de realidade para saber se está usando o psicossoma e a partir da constatação, faz teste de realidade para olhar o entorno e averiguar a dimensão o qual se manifesta (a dimensão extrafísica é holodimensional). A consciência pode estar no quarto, fora do corpo; pode estar flutuando fora de casa; e pode estar em condições cosmológicas, em viagens espaciais exoprojetivas pelos vazios intergalácticos num contexto cosmoprojeciológico, como por exemplo, semana passada, durante o dia lembrei que estava fazendo uma excursão espacial em exoprojeção, em volitação estelar com algum grupo de consciências. Como sei que estava assim?

a) a volitação lúcida de posse de um veículo somente ocorre quando a consciência se acha de psicossoma. Se eu estivesse de mentalsoma estaria me deslocando em espaço-tempo simultâneo, sem corpo, sentindo-me pura consciência, sem corpo algum. Eu tinha a sensação direta de estar de psicossoma, devido ao peso praticamente nulo e facilidade de volitação.

b) acusei a presença de outras consciências, também volitando.

c) minha sensação de lucidez era até superior a que estou aqui, agora, portanto, é critério de aferição de lucidez projetiva, especialmente, a exoprojeção.

d) o ambiente cosmológico tinha relação direta com os assuntos que estou trabalhando no campo holocosmológico especialmente a cosmoprojeciologia enquanto metodologia.


No próximo ensaio trarei fatos e os analisarei a partir do critério subjetivo-holotopográfico e levantarei mais considerações, realizando uma tentativa de comparação de realidades em conjunto com os estados subjetivos de consciência (sonho, sonho lúcido e lúcido-hiperlúcido). 


Embora tal taxonomia seja mais antiga, achei que tais termos podem nos ajudar na prática a desenvolver mais nosso discernimento frente ao cosmos holodimensional (holocosmologia).99

11.11.12

Da Impossibilidade Axiomática da Gênesis como Sustentáculo da Cosmogonia, da Impossibilidade da Cosmogonia e de Alguns dos Princípios Gerais da Holocosmologia: Considerações sobre as Relações entre Espaço-Tempo (E-t), Consciência (C) e Estados de Consciência (e-C)

Por Dr. Fernando Salvino (MSc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta
Conscienciólogo e Projeciólogo
NIAC - Núcleo de Investigações Avançadas da Consciência (coord.)
LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência - HU/UFSC/Projeto Amanhecer (coord.)



Obs: este ensaio é um sub-ensaio de um ensaio mais amplo, escrito em partes sendo que algumas destas partes ou sub-ensaios já foram publicados e constam nas referências ao final expostas. O ensaio integral expressará a fusão coerente de todos os ensaios, expondo os traços ainda esboçantes da futura cosmologia, ou a Holocosmologia.


I – Da Introdução e Explanação do Problema de Investigação (Sobre o Axioma 1)
Sobre o Início do Cosmos, o Começo do Tempo e do Espaço, a Existência de "Deus" e "Big Bang"...

A gênesis é o axioma cosmológico o qual parte-se do princípio que o Cosmos tem uma origem num passado muito, muito antigo, que foge mesmo à sua contagem cronológica, migrando para as unidades dos “n” anos-luz adentro da história cósmica. Esta origem significa o começo de Tudo, e este tudo é o que chamamos de Cosmos. E o começo de tudo é o início do tempo e, por conseguinte, do espaço onde os fenômenos ocorrem, das coisas e dos seres vivos. Esta concepção está como veremos, arraigada em nosso processamento cognitivo enquanto axioma constituinte e potente de nossa subjetividade e significação da realidade. 

A forma como este começo se deu varia de acordo com os múltiplos axiomas existentes e podemos dividi-los em dois grandes grupos: (1) causalidade inteligente; (2) causalidade física.

O axioma da causalidade cosmológica inteligente nos remete ao pressuposto do “Criador”, descrito a partir de diversos nomes, tais como Deus, Jeováh, Allah, Brahman, etc. Assim este Ser é quem a partir de sua ação inteligente criou o Cosmos e todas as coisas existentes em seu espaço, dando início ao tempo e ao espaço (espaço-tempo). Já o axioma da causalidade física, nos remete ao mesmo modelo, porém, acredita-se que o Cosmos teve um início físico a partir de explosão (Big Bang) ou qualquer outra concepção isenta de causalidade inteligente, como se o Cosmos tivesse existido do “nada”. Quanto ao axioma da existência cósmica a partir do “nada”, temos a cosmologia taoísta, porém, ainda assim, mesmo o “nada” tendo criado o cosmos, a cosmologia taoísta enfatiza uma sequência cronológica de geração. 

Os axiomas cosmológicos são, portanto, genéticos, ou seja, partem do princípio de que o Cosmos teve um início espaço-temporal onde os demais fenômenos deram prosseguimento em sucessão de eventos, divergindo apenas da concepção de causalidade, ora uma defendendo a causalidade inteligente, ora outra defendendo a causalidade puramente física, destituída de inteligência. O axioma genético, é, portanto, a Gênesis.

A primeira é dominada pelas religiões e, a segunda, pela moderna cosmologia que, tendo raízes na física, domina o modelo científico vigente que parte do axioma de que a matéria é a causa da consciência/inteligência/espírito/alma – aqui, portanto a alma é uma resultante material na gênesis. Por outro lado, a primeira salienta que sendo a causa inteligente, então, esta causa (o Criador ou o “Nada”) foi o que criou os espíritos ou as almas dos homens, dos animais, das plantas, etc. Este modelo é desenvolvido pelas religiões, cada qual de uma forma bastante específica, e que foge a este ensaio. Vamos permanecer aqui somente no exame axiomático da Gênesis enquanto possibilidade para a Cosmogonia e mesmo para a Cosmologia.

De forma a resumir o acima exposto, temos que o axioma geral da Cosmologia, incluindo as cosmologias religiosas e a assim considerada científica, é a de que o Cosmos tem uma gênesis, ou seja, obedece a um movimento de geração ou criação cronológica onde este movimento tem um início. Este início é o início do espaço-tempo.

II – Sobre o Axioma II: 
Sobre o Cosmos sem Deus, sem Criação, sem Começo, sem Fim...

O axioma que agora pretendo dissertar é diferente do primeiro axioma. Porém, parto do pressuposto que me parece mais adequado a uma moderna Cosmologia. Este axioma considera o Cosmos como uma realidade incriada e, portanto, isento de Gênesis e, mais especificamente, de qualquer inteligência onipotente criadora, ou Deus. Estamos aqui falando de um Cosmos inteligente, mas, incriado e, portanto, isento de Deus. É uma Cosmologia isenta de gênesis e do Deus criador, porém, trata-se de uma Cosmologia Holointeligente, mais complexa do que a Cosmologia até então trabalhada.

Por realidade incriada compreende-se que o Cosmos não teve início tal como compreendemos esta palavra. Este aspecto de não ter início, significa que o Cosmos não surgiu em algum momento do tempo, ou melhor, não existe o que chamamos de “começo do tempo”, um tempo “0” absoluto donde tudo provém e donde tudo começou.

O Cosmos a partir deste axioma, sempre existiu e sempre existirá, ou ainda, falar em existência e não-existência do Cosmos apresenta-se como conceitos sem aplicabilidade. Assim, a existência do Cosmos é eterna, temporalmente falando, e infinita, espacialmente expondo. Desta forma, o espaço-tempo cosmológico é eterno-infinito, ou E-tC = EI. E a Cosmogonia isenta de Gênesis.

O ponto de partida cosmológico de que o Cosmos não tem ponto de partida favorece o entendimento de várias realidades, dentre elas, a relação entre espaço-tempo e estado de consciência. A relação entre espaço-tempo e consciência é direta, na seguinte fórmula:

E-t ≈ e-C

Assim, temos que espaço-tempo é realidade fundida ao estado-de-consciência. Uma realidade se conecta noutra e estão sempre unidas, melhor dizendo, numa estrutura de 5 dimensões básicas: espaço-tempo-consciência.

Os experimentos cosmoprojeciológicos, especialmente estes, são os pontos de partida experimentais para o entendimento cosmológico destes aspectos. Nas vivências extracorpóreas, dependendo da dimensão ou estado de consciência a consciência projetada se encontra, a deformação do espaço-tempo mostra-se como proporcional ao estado de consciência do projetor. Assim, existem dimensões o qual a consciência percebendo a eternidade do tempo ao mesmo tempo, sente a infinitude do espaço. Assim, quanto mais a consciência se projeta para os confins do infinito cósmico maior é a sensação de eternidade temporal e infinito espacial. Assim, temos a fórmula:

↑Dk-pc ≈ E-t (∞)

Sendo que:

Dk = dimensão extrafísica cosmológica
Pc = projeção consciente para fora do corpo (soma e psicossoma)
E-t (∞) = espaço-tempo infinito.

Diante disso, o espaço-tempo cósmico por excelência é eterno-infinito. E, se em dimensões extrafísicas cósmicas a consciência percebe ou constata sua cosmicidade e ao mesmo tempo sente como se fundida, diluída no cosmos eterno-infinito, a consciência é realidade integrante, ou melhor, completamente conectada, fundida, do Cosmos. Porém, isto não quer dizer que por ser parte integrante do Cosmos, a gênesis nos serve como axioma da Cosmologia. 

Pelo contrário, em sendo a consciência realidade integrante do Cosmos, ou seja, aspecto essencial na composição ou constituição do Universo, e; em sendo a consciência um centro de inteligência criativa e por ser criativa modifica seu entorno e por consequência, o Cosmos, logo, a gênesis não teve início, mas permanece ocorrendo na eternidade-infinita do Cosmos, sem ter iniciado, e sem ter um fim adiante. Diante disso, inexiste Gênesis.

Devido ao fato do Cosmos não ter tido início e, por não ter tido início não possui fim, vemos aquilo que chamamos de “vida” e “morte” como aspectos da sucessão eterna-infinita dos processos cosmológicos necessários para a manutenção da harmonia cósmica. Este ponto de vista exclui conceitos como “procedência extrafísica” ou “procedência extrafísica de origem” ou qualquer outra concepção que contextualiza uma origem para a consciência. A consciência não tem origem, ela simplesmente existe num universo não-local e, por existir somente, sua morada é onde se manifesta, ad infinitum, expressando a característica de um cosmonomadismo infinito-eterno. Este cosmonomadismo é evidenciado pela oscilação de moradas cósmicas e dimensionais, de alterações de grupos familiares, papéis sociais, amigos, relacionamentos, ambientes, cidades e países, planetas, sexossoma (gênero), etc., expondo a natureza não-local e móbil da consciência. 

As evidências projeciológicas apontam também para a habitabilidade extrafísica de consciências, ou seja, o cosmos é muito mais infinito que pressupúnhamos. Além de apresentar uma eternidade-infinitude observável no que chamamos de universo físico, esta mesma eternidade-infinitude é constatada no além-físico, nas dimensões de número infinito e de tempo eterno. O Cosmos apresenta número de dimensões infinitas e cuja formação de dimensões ocorre continuamente, em nascimento e morte de dimensões, assim como em imigrações e emigrações de consciências em movimento interdimensional sem começo e sem fim. O conceito de evolução é a de evolução sempre existente, sem começo e sem fim. Se dimensões são também estados de consciência, dimensões nascem e morrem como qualquer processo cosmológico, como o nascimento e morte de estrelas e universos (novas branas).

Da mesma forma que a quantidade de números que existem entre o 1 e o 2 é infinita, assim é o que ocorre entre as dimensões. O Cosmos, pois apresenta-se como uma realidade de infinita transcendência eterna, sem um começo e sem fim. Assim, inexistem múltiplas dimensões, mas uma, somente, cuja fronteira entre as aparentes dimensões são apenas resultante da necessidade de discernir uma coisa doutra, mas que na essência é a mesma em variações ad infinitum. Diante disso temos a holodimensionalidade no holocosmos.

A partir deste aspecto cosmológico, estamos apresentando um Cosmos sem Criador, sem Deus, sem Big Bang, sem qualquer possibilidade genética para um suposto começo de tudo. O axioma aqui exposto exclui um princípio criador, porque aqui demonstro que se trata de equívoco lógico, melhor, cosmológico. E a lógica que aqui apresento é a lógica inclusa do infinito: infinito em tempo e espaço (espaço-tempo infinito). Sem a lógica inclusa do infinito torna-se inviável compreendermos a cosmologia enquanto um movimento sem começo nem fim, ocorrente na eternidade do tempo e na infinitude do espaço, sem origem e sem Criador. Deus, portanto, manifesta-se como axioma não recomendado para a Cosmologia, por outro lado, torna-se inviável compreendermos a Cosmologia isenta de inteligência, ou melhor, não situando a inteligência como o eixo cosmológico.

Os experimentos projeciológicos que viabilizam à consciência estar em outras dimensões além da dimensão na Terra, concorre para a percepção direta, constatação experimental da fusão entre o cosmos e a inteligência (consciência, alma, espírito, psique). O movimento cosmológico é, no axioma 2, um movimento de fusão cosmológica de consciência-energia em unidade indissociável. Este aspecto do axioma permanece evidenciável por projeções conscientes para fora do planeta Terra, e contato com os conselhos cosmológicos responsáveis pela Calibração Cosmológica. O axioma 2 apresenta sua raiz primária na constatação experimental da Calibração Cosmológica. Esta realidade cosmológica é evidência direta do espaço-tempo simultâneo, onde passado-presente-futuro operam-se num continuum sem começo nem fim. E, portanto, da eternidade do tempo e da infinitude do espaço.

Instaura-se com isso, uma nova etapa da cosmologia na Terra: a Holocosmologia. A Holocosmologia é a ciência que investiga o Cosmos do ponto de vista integral, incluindo a consciência como aspecto essencial do cosmos, e não somente a matéria-energia, o espaço-tempo, a astrofísica, e assim por diante, utilizando tantos os instrumentos físicos de observação astronômica e a ciência cosmológica geral, como os avançados recursos da cosmoprojeciologia para a investigação experimental da manifestação da consciência noutras dimensões cósmicas além da Terra e deste sistema Solar, conhecimento de inteligências cosmológicas, a cosmoengenharia e assim por diante.

III - Das Reflexões Iniciais

O ensaio refere-se a um exame rápido da gênesis enquanto axioma cosmológico. Cumpre dizer que a conclusão inconclusiva de que ao falar em Cosmos podemos dispensar completamente qualquer noção de começo, meio e fim, ainda sim nos remete a outro espectro de investigação, que é o campo daquilo que chamarei de ICI – Inteligência Cosmológica Infinita ou a Holointeligência Cosmológica.

Diante do fato de que inexiste Deus ou o princípio criador do Cosmos, em virtude de inexistir começo do tempo e do espaço (espaço-tempo) e diante disso, inexistir fim (o fim do espaço-tempo), então, não podemos trazer Deus como o Criador, porque não há o Criador, mas a permanente criação, que chamamos aqui de Evolução. O "criacionismo" aqui é substituído pela Evoluciologia Holocosmológica e Holoconsciencial.

O Cosmos sempre existiu e sempre existirá. A consciência da mesma forma, sempre existiu e sempre existirá, e manterá sua natureza móvel no e pelo cosmos infinito, sem limites de espaço-tempo evolutivo, independente do local onde se manifestará. Consciência é realidade não-local e, portanto inexiste procedência ou origem para a mesma. Com este alinhamento adentramos noutro problema de investigação, que é o da inteligência e do da conscienciogênese. Se o cosmos não fora criado, logo, nem mesmo as consciências também o foram. Falar em “primopensene”, ou o primeiro pensamento cósmico é ilógico frente à realidade cósmica incriada e sempre existente. 

Em projeções conscientes psi-P (psi-pura) ou chamada de mentalsoma (apesar de não existir possibilidade da mente se corporificar enquanto mente, porque ela é não-local), nas dimensões e seus estados de consciência mais cosmológicos e ampliados, holotrópicos, conjecturamos a dedução até mesmo parapsíquica da existência da ICI. Porém, ICI não é Deus. Deus, como afirmei acima, não existe tal como compreendemos. Se chamarmos de Deus a ICI, então, estamos retirando de Deus seu poder de criador do Cosmos e das realidades, porque como disse, o Cosmo foi incriado, sempre existiu. Independente do nome, ICI é a tradução científica atual para designar o holocampo holodimensional de cosmointeligência onipresente em fusão de campo total-infinito, composto pelas inteligências cosmoamparadoras de número infinito, interpenetrando tudo o que existe em sincronização de espaço-tempo holodimensional simultâneo, sincronizando a astrofísica holodimensional com todos os fenômenos de ordem da consciência e unificando a evolução enquanto um holomovimento cosmológico inteligente infinito e, cuja ordem implicada e explicada alternam-se continuamente em movimentos oscilatórios obedecendo à calibração cosmológica.

O holocampo cosmológico adentra num espectro unificado, fundido, onde as infinitas dimensões são uma única e mesma dimensão. Neste nível de consciência caracteriza-se a vida como manifestação da inteligência criativa onipresente, eterna e infinita. Mas não é Deus. Deus não existe. Na astrofísica galáctica e cósmica, ultrapassando os limites dos anos-luz, das hiperdistâncias, e de todos os grandes enigmas cosmológicos como buracos negros, buracos de minhoca, etc, temos que nas esferas mais altas de consciência, as inteligências coordenadoras da harmonia cosmo-consciencial (“sincronizadoras”), vão de espectro a espectro, pertencendo a níveis cada vez mais amplos de área de sincronização ad infinitum. É neste holocampo infinito que deduzimos extrafisicamente a existência de ICI como eixo cosmológico inteligente, onipresente e holoirradiador do holocampo informacional psi-cósmico, simultâneo, cosmoevolutivo. E, se nas esferas não tão amplas de consciência a benevolência cósmica e a inteligência avançada manifestam-se presentes como carregadoras da intencionalidade benigna do holocampo cosmológico, logo, nas esferas mais amplas e cosmificantes tais traços se manifestam ainda mais aguçados até níveis incomensuráveis e inimagináveis para nós.

As consequências de tal realidade para a consciência são muitas, algumas delas são aquilo que chamei de lógica inclusa do infinito (L∞) enquanto forma de processamento cognitivo para a inclusão do infinito no dia a dia de nossas vidas. Talvez o nome mais apropriado seja cognição inclusa do infinito. Isto equivale a termos uma noção mais clara do que é o tempo e o espaço (espaço-tempo), enquanto realidade fundida na consciência, ou o espaço-tempo-consciência, enquanto medida de calibração cosmológica, desde os níveis micro, como em nossa realidade individual, como nos níveis macrocósmicos. 

A cosmologia torna-se, portanto, inteligente, sem Deus, sem Big Bang, e holocoordenada em holomovimento holodimensional inteligente infinito em eterna evolução. A holocoordenação ocorre através da Calibração Cosmológica em holocampo psicônico onipresente associado a raios holoabrangentes, incluindo os campos de sistemas estelares, planetários, galácticos, aglomerados galácticos, os vazios intergalácticos e a correlação destas realidades da alta complexidade cosmológica com a atuação inteligente das consciências cosmológicas da alta evolução do Universo. O holocampo psicônico, de natureza psíquica é onipresente e interpenetra tudo com sua frequência suave, informacional, similar a realidade ainda não compreendida da Energia Escura. A Energia Escura compõe o grande campo maior do cosmos e atua como agente modelador de galáxias e outras realidades astrofísicas. E tal Energia Escura parece ser exatamente a contra-parte física do holocampo psicônico relacionado à Calibração Cosmológica, processo este que realiza a sincronização holodimensional e a fusão total de consciência-energia.

O Cosmos pois, não fora criado por uma inteligência e não houve qualquer início daquilo que chamamos de espaço-tempo, assim como não surgiu a partir de um Big Bang e nem de colisões de branas. O Cosmos ultrapassa as noções de espaço-tempo e criação, sendo mais matematicamente exato afirmarmos que o Cosmos sempre existiu na eternidade do tempo e na infinitude do espaço (espaço-tempo infinito). Por outro lado, constata-se em dimensões cósmicas muito além da Terra, a inexistência de espaço-tempo tal como compreendemos aqui na Terra e aponta para a existência de dimensões conscienciais puras, dimensões estas do cosmos compostas somente de consciência e de energia puramente psíquica (dimensão psicônica), em campo espaço-tempo inteligente. Da mesma forma, inexiste a gênese da consciência (e tal axioma vai de encontro a outros ensaios que eu publiquei sobre a conscienciogênese e cosmogênese, assim como a gênese do cosmodireito). Consciências não foram criadas, e nem surgiram. Consciências são realidades que ultrapassam as noções de nascimento e morte, portanto, de gênese. Consciência é realidade não-local, não é terrestre, não é extraterrestre, não é intrafísica, não é extrafísica. Consciência pertence a outra ordem cosmológica, dimensão própria do universo, ordem esta que atua enquanto fusão cosmológica de consciência-energia-matéria-espaço-tempo.

O ensaio é menos que um ensaio. É um esboço, um rascunho bastante temporário sujeito a periódicas revisões e atualizações conforme se encaminham as investigações. Portanto, vamos tomar as informações aqui como desenhos ainda iniciais de uma ciência realmente avançada, talvez, a mais avançada que a Terra já teve, pois poderá unificar a ciência num único campo de conhecimento integrado, fundido, incluindo a compreensão da psicopatologia do ponto de vista holocosmológico.


Referências para Aprofundamento:

Gerais:

ARGÜELES, José. O Fator Maia. Cultrix.
BLAVATSKI, Helena. A doutrina Secreta: Cosmogênese.
CASTANEDA, Carlos. O Presente da Águia.
_____. Porta para o Infinito.
_____. O Lado Ativo do Infinito.
CONFÚCIO. Os Anacletos. Pocket. 2000.
FLAMMARION, Camile. Pluralidade dos Mundos Habitados.
_____. Narrações do Infinito.
HANDEL, Max. O Conceito Rozacruz do Cosmos.
REVAIL, Hipolitté (pseud. Allan Kardec). A Gênese. FEB.
______. O Livro dos Médiuns. FEB.
______. O Livro dos Espíritos. FEB.
______. O Céu e o Inferno. FEB.
______. Revista Espírita. FEB. 
SARTI, Geraldo. Psicons. 1992. ABRAP.
TZU, Lao. Tao te King. Ed. Pensamento, 2002.
UBALDI, Pietro. A Grande Síntese.
VIEIRA, Waldo. Projeciologia. Panorama das Experiências da Consciência fora do Corpo Humano. IIPC.
WILHELM, Richard (trad). I CHING - O Livro das Mutações. Ed. Pensamento.

Específicas:

SALVINO, Fernando e KILIAN, Guilherme. Sobre o Acesso Experimental ao Holocampo Cosmológico: Do Primeiro e Segundo Experimento Laboratorial - Retrocognição ao Último Período Intermissivo. (clique aqui)
SALVINO, Fernando e SARTI, Geraldo. É Também Psíquica a Gravitação? Algumas Implicações da Projeciologia, Física Moderna e Psicons. (clique aqui)
SALVINO, Fernando. Calibração Cosmológica ou Sabedoria Divina? (clique aqui)
______. Ensaio Preliminar sobre a Lógica Inclusa do Infinito e a Irrupção da Transciência. (clique aqui). 
______. Cosmoprojeciologia: Investigação Cosmológica através da Projeção da Consciência para fora do Corpo Humano" (clique aqui).
______. Breves Considerações sobre o Acesso Experimental ao Holocampo Cosmológico. (clique aqui)
______. Relação Bóson de Higgs - Intelectons, Intenção do Pesquisador e PK. (clique aqui)
______. Ensaio sobre a Taxonomia das Experiências Extraterrestriológicas. (clique aqui)
______. Onde a Ciência Termina? (clique aqui)
______. Cosmocracia e Comunidade Cosmoética Universal. (clique aqui)
______. Ultrapassando a Fronteira do Ego: Minha Experiência com Cosmoconsciência. (clique aqui)
______. A Ciência Universal da Benevolência e do Amor. (clique aqui)
______. Registros Pessoais. Sem data.
SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL. Mistérios Profundos do Tempo. Edição Especial Física (1).
______. Enigmas do Começo e Fim do Tempo. Edição Especial Física (2).
______. O Passado e o Presente do Cosmos. Edição Especial. 2ª Ed. nº 27.
______. Multiversos são Reais? Ed. nº 112.
______. Buraco Negro no Coração da Galáxia. A benevolência do Buraco Negro. Ed. nº 124.
______. Buracos Negros: As Criaturas mais Exóticas do Cosmos. Edição Especial. Nº 18.
______. As Diferentes Faces do Infinito. Edição Especial. nº 15.
______. A Mão Invisível do Cosmos. In Fronteiras da Física 2. Edição Especial N° 02.


Outras:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosmologia
http://www.eba.ufmg.br/hololab/reflexoes_02.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Holomovimento
http://www.ifi.unicamp.br/~dfigueir/holosite/glossario.htm

Obs: Em constante atualização.

28.10.12

Consciência, Psicons e Multidimensionalidade 27/10/2012

1.10.12

Ensaio sobre a Hipótese do Fenômeno da "Queda de Lucidez" ou "Tendência Oscilatória à Inconsciência" como Co-Ação do Buraco Negro - Via-Láctea, além das Variantes Conhecidas e Consideradas

Horizonte de Eventos do Buraco Negro - Via-Láctea
Por Dr. Fernando Salvino (MSc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Projeciólogo e Conscienciólogo
NIAC/FEBRAP/ABRAP/ABPCM


Observações: este ensaio é parte de uma investigação mais ampla e expressa um capítulo em desenvolvimento, exposto em separado. Esta pesquisa adentra no campo da cosmologia e cosmoconscienciologia.


I - Das Considerações Preliminares

O termo "inconsciente" é muito amplo e complexo para uma definição simples (neste sentido, ver aqui), no entanto, estarei trabalhando com a noção de "não-consciência de si", quando o centro de consciência acha-se fora da percepção de si mesmo, enquanto consciência. Assim, quero chamar atenção para o fenômeno da "perda de lucidez" ou "diminuição da lucidez", ainda tecnicamente, "perda de cons" e "perda das unidades de lucidez". Esta perda é percebida fenomenologicamente como um decréscimo da lucidez e mudança de estado de consciência, do lúcido para o não-lúcido, até a inconsciência quase total.

Até o momento pouco ou nada se sabe sobre o porquê a consciência, lúcida, perde em movimentos oscilatórios sua lucidez e sofre recuperação de lucidez, ininterruptamente. Em outras palavras, porque oscilamos em lucidez até o ponto em que precisamos dormir, descansar, e ainda extracorporeamente, permanecemos em estados poucos lúcidos de consciência, como o sonho e o onirismo? Como e qual força está sendo operada que gera a perda de lucidez no dia a dia, onde quando percebemos estamos em devaneios, sonhando acordados, caminhando para lá e para cá, sem tanta lucidez?

Embora não tenha realizado extensa revisão na literatura científica especializada na área, a hipótese que venho expor é, a primeira vista, completamente insana, absurda e improvável que ocorra. Por outro lado, não a vejo assim e, mesmo que não possamos ter a comprovação científica desta hipótese não me exitarei de formula-la para fins de dar sua devida publicidade.

Diante da contextualização deste problema, que é da ordem da investigação científica da natureza da força desconhecida geradora da tendência à inconsciência em todos nós que aparece a necessidade deste ensaio.

II - Hipótese da Ação do Horizonte de Eventos do Gravastar (Buraco Negro) como força de Tendência à Inconsciência

A hipótese é até certo ponto simples. A consciência não existe sem sua manifestação como psicons organizados em campos, formando corpos de diferentes frequências, densidade e composição. E tais corpos apresentam energia radiante própria, aura, campo de energia luminoso holodimensional, penetrando múltiplas dimensões simultaneamente. Assim, enquanto campo luminoso, apresenta em sua composição, além de psicons organizados com base na consciência, manifesta-se como fenômeno físico, fótons (luz).

É sabido pela cosmologia, que o Buraco Negro suga até mesmo a luz, e nada lhe escapa (ver aqui). O horizonte de eventos é a área hipotética de ação do buraco negro, logo não existe viabilidade experimental até o momento que possa se definir até onde este horizonte possui ação. E é aqui que surge a hipótese.

O que impediria que o Buraco Negro exercesse potente ação sobre fótons das auras ou campos de energia luminosa das consciências, capturando partículas fotônicas ou mesmo as partículas psicônicas, que, embora de natureza imaginária (mental), são ainda sim, reais como qualquer partícula cósmica?

Se o Buraco Negro exerce potente ação de captura de fótons de hiperdistâncias de seu núcleo e mesmo a captura de psicons, e sendo a lucidez uma resultante em grande medida da quantidade de psiergia (energia psíquica ou consciencial) disponível para a consciência, seria o Buraco Negro e sua ação de cosmocaptura de matéria e energia o responsável pela tendência à inconsciência?

O fenômeno da tendência à inconsciência seria a resultante da ação do Buraco Negro que, sugando fótons e psicons do campo consciência-energia, levaria-nos às oscilações contínuas de lucidez e mesmo a necessidade de estarmos também continuamente obrigados a nos esforçarmos para mantermos a lucidez, num movimento de dentro para fora?

Outra questão complexa é: porque a consciência tem tendência à inconsciência ou perda de lucidez quando posta-se a relaxar? O relaxamento tornaria a defesa menos eficaz contra a ação do Buraco Negro, na captura de fótons e psicons? E mais, quando esta queda nada tem relação com drenagem de energia provocada por inteligências theta e mesmo por ambiente contaminado energeticamente ou por processos internos subjetivos, porque ocorre ainda sim a queda quando a consciência acha-se em condições psíquicas de boa saúde?

Assim, acuso a hipótese de presença de outro vetor de influência para a tendência à inconsciência, além dos fatores conhecidos atualmente, como a teoria dos complexos e outras de natureza psicoterapeutica, na ocultação de traumas, fatos e outras questões de difícil acesso presente. Não estou falando deste fenômeno, mas da oscilação contínua de lucidez que ultrapassa as razões já levantadas, e migra para uma realidade de ação cosmológica, astrofísica, enquanto fenômeno da influência do macrocosmo em nossa vida, pequena, como consciências praticamente minúsculas, comparadas ao gigantesco Buraco Negro e sua ação e inviabilidade de constatação experimental da hiperdistância do horizonte de eventos.

III - Da Captura dos Psiátomos pelo Buraco Negro e a Co-formação do Sintoma de Inconsciência

Dr. Hernani Andrade e Dr. Carlos Tinoco, formularam a hipótese do Modelo Organizador Biológico e sua elaboração do fenômeno da captura dos psiátomos pelas moléculas orgânicas.

Na direção de Andrade e Tinoco, se moléculas orgânicas têm capacidade de captura de psiátomos o que dirá uma gigantesca "molécula cósmica", como o Buraco Negro na ação de captura de psiátomos e suas correlações como quedas de lucidez e tendência à inconsciência? Seria possível que Buracos Negros atuassem em algum nível na formação ou co-formação do sintoma de inconsciência a partir de uma contínua força de captura de psicons (intelectons)?

A pergunta de pesquisa, que encobre a hipótese deste ensaio, manifesta outro campo, ainda mais complexo, que é da inteligibilidade do Buraco Negro e mesmo da galáxia e astrofísica geral, ou seja sua contra-parte inteligente, ou melhor, cosmointeligente.

IV - Sobre a Ação da Força Não-Local da Tendência à Inconsciência X Sustentação da Lucidez Ininterrupta

A sustentação da lucidez ininterrupta em todos os estados de consciência, aqui ou extracorporeamente, em projeção lucidez parece ser a superação total da ação do buraco negro ou desta força não-local potente que captura fótons e psicons e gera a queda de lucidez.

V - O que é afinal lucidez?

A inconsciência pode ser definida pelo estado de consciência onde não apresentamos lucidez de si mesmo. Então lucidez pode ser definida como a qualidade/quantidade de consciência de si e do que nos rodeia (objeto).

Diante disso, quando falamos em lucidez, estamos falando de algo que a consciência tem. E por ser algo, este algo existe enquanto realidade. A expressão física da lucidez é psicon. A lucidez é onda psicônica de natureza psíquica e, portanto, ocupa espaço-tempo e pode se deslocar no espaço-tempo. Lucidez tem relação direta com a atenção.

Portanto, não seria absurdo pressupormos que forças astrofísicas colossais como Buracos Negros podem exercer influência não só na matéria, na luz, na energia, mas também na matéria psíquica, psi-átomos ou como chamamos psicons.

Lucidez parece ser a resultante geral de tudo que a consciência é, em termos quantitativos e qualitativos, simultaneamente. Expressa o nível de consciência, maturidade, discernimento e ao mesmo tempo expressa a quantidade em que tais atributos se manifestam, variando de dimensão e de estado de consciência.

VI -  Das Considerações Finais

A perda de lucidez então além de se relacionar com todos os fatores já conhecidos, como cansaço físico, resistência de acesso a determinadas memórias, fatos e situações presentes, passadas ou futuras, e outras de natureza mais psicológica e fisiológica, proponho aqui a variável cosmológica Buraco Negro como realidade também presente. Assim resta a pergunta: se a ação do Buraco Negro também é variável no espaço-tempo, estaria o centro da galáxia sendo comandado por inteligências que regulam a atividade interna do cosmo-fenômeno para fins de calibração cosmológica incluindo o controle da captura de psicons dentro de critérios amplos e holossistêmicos de coesão de evolução da consciência com astrofísica?

21.9.12

Agradecimento aos 50.000 acessos!

Caros leitores, pesquisadores, parapsicólogos, projeciólogos, cosmólogos e afins,

Os 50.320 acessos da Revista Digital de Experimentos Avançados da Consciência é resultado de um trabalho contínuo e persistente que iniciou com a criação do espaço em maio de 2008, porém, as publicações iniciaram em 26/08/2009, com o artigo "Técnica da Indução da Projeção Consciente pelo Sonho para Crianças" (clique aqui).

O espaço inicialmente foi um blog para publicações dinâmicas e complementares ao espaço Biblioteca Digital de Artigos Científicos. Com o passo do tempo, os acessos foram ultrapassando qualquer tipo de expectativa e em pouco tempo transformou-se em: "Revista Ciência, Saúde e Evolução da Consciência" para posteriormente fixar-se como o periódico científico do NIAC - Núcleo de Investigações Avançadas da Consciência - "Revista Digital de Experimentos Avançados da Consciência". O leitor que acompanhar o histórico de publicações notará as diferenças de textos nas diferentes fases.

Desta forma, de mês em mês, o espaço foi ampliando sua estrutura sendo acoplado recursos de tradução multilingüe (google), leitor de acessos internacional, novo design, tudo decorrente de trabalhos voluntários de pessoas desconhecidas, que tornam viável este projeto e seu custo operacional mínimo.

Com a mudança para a nova proposta de revista como periódico do NIAC, ampliamos o raio de ação, para 80 países no planeta e mais de 3.000 acessos por mês, com mais de 170 ensaios publicados, dentre uma gama de assuntos relevantes para a evolução.

Após os experimentos laboratoriais no campo cosmológico e na investigação criteriosa retrocognitiva, as perspectivas da revista começaram a focalizar sua intenção na sistematização de pesquisas na cosmologia avançada, reunião sistêmica de pesquisas, experimentos e torna-se totalmente vinculada aos trabalhos científicos do NIAC.

Agradecemos a todos os que participam direta e indiretamente e especialmente aos leitores desta modesta produção.

Cosmoabraço,

Fernando Salvino, NIAC.

18.9.12

Sobre a Honestidade de Caráter e Evolução

Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Conscienciólogo, Projeciólogo
NIAC/FEBRAP/ABRAP



A idéia central que quero expor neste estudo é a relação direta entre honestidade, sintoma e doença. E ainda, sobre honestidade, paz interna e a possibilidade de uma escala de honestidade.

A busca por uma vida integralmente honesta gera o bloqueio progressivo natural da formação do sintoma e, por conseqüência, da doença, não somente física, mas mental. Bloqueia também os traços psicopáticos que ainda temos em nosso nível de evolução, traços estes associados aos aspectos obsessivos ainda presentes em nossas atividades psíquicas, em pequena ou larga escala. Admitir que não somos amparadores ininterruptamente é também um ato de honestidade consigo mesmo. Admitir erros, admitir até mesmo traços de determinados transtornos ou tendências, é essencial para vida de maior paz interna. O primeiro passo então, natural, é sermos honestos conosco e a própria honestidade se encarrega de nos alinhar com o nosso caminho evolutivo cósmico. A honestidade progressiva é trabalho interno de realinhamento com o Cosmos e fundamenta a vida mais próxima do Bem Universal.

A honestidade leva-nos a um estilo de vida mais saudável, como por exemplo:

1. Num nível físico, priorizamos uma alimentação mais condizente com as necessidades de nosso corpo, evitando alguns tipos de alimentos, restringindo o uso de alguns alimentos alergénicos e dando prioridade a uma nutrição mais adequada para a saúde pessoal, mantendo o peso corporal saudável. Ainda neste nível, ocorre a priorização de exercícios físicos que nos dão prazer, numa escolha honesta pelo melhor exercício que se adapta a nós dentro de nossas condições pessoais. Neste caso, podemos solicitar aconselhamentos de pessoas especializadas em determinados campos. Assim, nutrição e exercícios físicos praticados com regularidade e escolhidos baseados na honestidade perante nós mesmos geram em nós bem-estar e pacificação íntima e uma harmonização hormonal geral no corpo.

2. Num nível energético, a honestidade acaba conduzindo a pessoa a dar prioridade para tornar sua energia mais positivada, higienizada e equilibrada. Esta busca leva a pessoa naturalmente a buscar práticas energéticas que, passo a passo, acaba chegando nas técnicas mais adequadas para si mesma. No meu caso, tai chi chuan, chi kun e mobilização de energia.

3. Num nível emocional, sentimental, a honestidade perante si mesmo acaba levando a pessoa a dissolver a couraça do orgulho e começar a resgatar amor a si mesmo e o amor de forma geral. Este resgate do amor leva a pessoa a transcender a si mesma e dirigir-se ao outro, e aqui, aparece a sensação de uma tarefa a cumprir na vida. A honestidade nos conduz naturalmente à identificarmos e realizarmos nossas tarefas de vida aqui na Terra.

4. A honestidade também nos leva a identificarmos nossas necessidades naturais por afeto, família, amigos, relacionamento, sexo, amor, etc. Leva-nos a olhar para dentro de nós mesmos e admitir com total franqueza aquilo que estamos precisando para darmos passos adiante em nossa evolução. As condições da vida humana são simples: precisamos trabalhar com algo que gostamos, e identificar este trabalho é uma tarefa de honestidade. Uma pessoa honesta consigo ao sentir-se insatisfeita com seu trabalho, procura formas honestas de mudar de profissão sem prejudicar as pessoas. A pessoa honesta opta por um estilo de vida mais simples, financeiramente e materialmente, pois encara com honestidade a transitoriedade da existência humana e a ilusão da posse e da propriedade relativo aos bens materiais e às pessoas. Naturalmente, por não envolver-se em tramóias, corrupção e outros segmentos antiéticos na sociedade, vive de consciência tranquila, adotando um modo de viver mais condizente consigo mesmo, gerando para si, maior paz interna. O dinheiro ganho é de forma honesta, em trabalho honesto escolhido baseado na honestidade consigo mesmo. A escolha de amizades também obedece a honestidade e também a escolha de parceiras e parceiros para relacionamento. Um relacionamento em que ambos não possuem relativa honestidade consigo mesma segue um ritmo diferente daquele em que ambos priorizam uma vida honesta.

5. Num nível mental, a honestidade nos conduz a querer compreender o funcionamento de nossa própria mente e a progressivamente neutralizar as distorções cognitivas, traumas e tudo o que nos impede de vivermos aqui e agora, uma vida mais feliz, pacífica e plena. Aqui aparece o interessa natural por conhecermos a nós mesmos em vidas anteriores e mesmo querer saber acerca das possibilidades de vida extrafísica, saídas para fora do corpo e assim por diante. Ainda neste nível, o parapsiquismo, a mediunidade,  e todas as experiências psi, aparecem como extrapolações naturais da honestidade. A pessoa que quer saber a verdade dos fatos, naturalmente desenvolve sua capacidade parapsíquica em níveis de progressão relativos à sua capacidade de suporte de acesso às cosmoinformações.

6. Num nível cósmico, a honestidade nos conduz naturalmente aos acessos mais amplos ao holocampo cosmológico, às projeções conscientes para fora do corpo, aos aprendizados mais profundos de contatos extrafísicos, da vida cósmica até as experiências de consciência cósmica e constatações da realidade pessoal como consciência pura (projeção de mentalsoma). Aqui a honestidade é a própria vida cosmoética prática.

Para fins de autoconhecimento, qual o seu nível de honestidade em cada 1 dos 6 itens acima expostos?

24.7.12

"Calibração Cosmológica" ou "Sabedoria Divina"?: Dos Processos Subjacentes à Holorressomatização da Consciência

Por Dr. Fernando Salvino (MSc.)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta, Projeciólogo e Conscienciólogo
FEBRAP-ABRAP-IPRJ
NIAC - Núcleo de Investigações Avançadas da Consciência
www.niacparapsi.org


Obs.: antes de prosseguir, sugerimos ao leitor estudar pacientemente o ensaio científico "Sobre o Acesso Experimental ao Holocampo Cosmológico" (clique aqui), para melhor compreender a realidade que trataremos a seguir. Usarei a terceira pessoa em virtude de ser esta investigação uma resultante de esforços de várias consciências, dentre elas, meu amigo e parapsicólogo Guilherme Kilian e Geraldo Sarti e aqueles que viabilizaram a materialização destas idéias no planeta, os espíritos superiores que coordenam a cosmoengenharia e a calibração cósmica no sistema solar, o qual nos situamos como tradutores de tais informações cósmicas. Ademais, como todo ensaio que escreve, nada aqui é definitivo e absoluto, o qual peço ao leitor que relativize do que lê aqui e vá sempre de encontro com sua experiência, com sua lógica, com seu discernimento e com sua compreensão cósmica da vida e da existência.

I - Da Introdução

A teoria da calibração cosmológica tem como pontos de partida:

1. A possibilidade experimental de acesso consciente ao holocampo cosmológico através da retrocognição ao último período intermissivo, na procedência extrafísica imediata, com a consequente recuperação de informações, especialmente os ensinamentos dos espíritos superiores ou as inteligências cosmológicas coordenadoras da evolução no sistema Solar, além do planeta Terra.

2. A pré-existência da consciência ou o espírito diante da atual existência, mantendo sua personalidade, extrafísica, além do cérebro e do corpo, através de veículo cósmico (para-corpo extrafísico, psicossoma, corpo psicônico, perispírito) para a existência em dimensão ou brana específica do multiverso (cosmos multidimensional).

3. A evidência experimental da existência da organização parafenomenológica e cosmointeligente dos processos da ressoma/dessoma ou também chamado de reencarnação/desencarnação ou ainda os ciclos palingenéticos -, pelo cosmo afora.

4. O ciclos acima citados a partir de evidências experimentais onde a consciência ou espírito oscila entre dimensões cosmológicas específicas afins a seu nível de evolução moral/ética e cosmo-consciencialidade (dimensões psi) e dimensão intra-física associada (universo físico), em processos contínuos de emigração e emigração interdimensional, interplanetária e intergaláctica.

5. A possibilidade experimental de tais ciclos e parafenomenologia serem diferenciados para determinadas consciências devido à sua procedência extrafísica imediata (última procedência) e estrutura psíquica capaz de suportar a ressoma através dos densificadores.

6. A relatividade cosmológica do espaço-tempo nas dimensões cósmicas em relação ao tempo na Terra e outras orbes passíveis de ocorrer a palingenesia (ressoma/dessoma), e a velocidade da ressoma e o espaço-tempo simultâneo das dimensões cósmicas extrafisicas além da Terra.

7. A evidência experimental da fusão cosmológica numa unidade indivisível, onde a cosmologia mostra-se como uma atividade essencialmente inteligente, e cuja astrofísica evidencia-se como conseqüência de atos cósmicos de inteligências de nível incomensurável, que transcendem nossa capacidade de entendimento e compreensão, rumando para a Transciência.

8. A evidência experimental da existência da cosmoengenharia, procedimento de cosmo-calibração pelo qual se viabiliza a fusão cosmológica no sistema solar, os processos da evolução da consciência, tudo em relação a outros sistemas mais amplos (galáxias e assim por diante), a partir da coordenação das inteligências cósmicas superiores, residentes no espaço cósmico do sistema solar atuando em conjunto com outras inteligências ainda mais evoluídas.

9. A possibilidade experimental de que todos os fenômenos cosmológicos são direta ou indiretamente resultantes de atividades inteligentes para garantir a contínua calibração cósmica e a harmonia universal, sendo que os processos ocorrentes na Terra obedecem a padrões de sincronização cósmica que transcendem os limites do sistema solar e de tudo o que ocorre no planeta. Assim como, as complexas questões de tempo, espaço e horário de renascimento são resultantes de padrões de calibração cósmica, em processos astroparapsicológicos.

II - Da Tradução da Informação Cósmica, Decodificação Psigâmica e outras questões

Diante desses pressupostos básicos e admitindo a possibilidade de suas existências experimentais, além da mística, do ocultismo e de qualquer ligação religiosa, mesmo a espírita, iremos adentrar agora nos ensinamentos dos espíritos superiores, tal como rememorados em retrocognição controlada em laboratório, mediante testemunha, ora um e ora outro pesquisador, tal como salientado na investigação citada no começo deste. O que veremos a seguir não é o ensinamento propriamente dito dos espíritos, porém, uma tradução que parece obedecer as seguintes fases linguísticas, na mais honesta epistemologia da investigação experimental da alma:

1. A captação direta da informação cósmica em bloco, inteira, consciência a consciência, sem participação da linguagem tal como conhecemos na Terra (telepatia avançada).

2. A decodificação psigâmica da informação cósmica, percorrendo os filtros, principalmente, cognitivos e inconscientes, do parapsiquista.

3. A tradução e processamento cognitivo, intrapsíquico, da decodificação psigâmica para a língua portuguesa.

4. A organização da informação rememorada e decodificada num texto coerente e racional, o mais lúcido e cientificamente possível ao tradutor, viabilizando a comunicação nesta dimensão, linguagem a linguagem.

III - Da Tradução dos Ensinamentos dos Espíritos ou Consciências Superiores (inteligências cosmológicas)

1. Tudo é fundido numa unidade cosmológica e controlado pelas consciências que operam com uma espécie de engenharia cosmo-consciencial, integrando as maxifenomenologias cosmológicas com as maxifenomenologias da consciência e as relações com a evolução, numa dinâmica multidimensional unificada.

2. As consciências cósmicas se reúnem num Conselho situado no espaço, como por exemplo, para dialogarem sobre as relações entre superpopulação na Terra e colonização de Saturno, e desta forma poderão modificar as atividades do Sol. Tudo tem relação com a consciência e a evolução e existe uma fusão entre consciência e qualquer fenômeno cosmológico.

3. Tudo ocorre em função de processos cosmológicos e tudo o que ocorre no planeta obedece a controles cosmológicos avançados vindos de comandos de altíssimo nível, das consciências que são como se fossem cosmoengenheiras, cujo trabalho é manter ininterruptamente, a calibração e cooperar com a harmonia universal.

4. Assim, um dos entendimentos que nos passam é o de “calibração”. A calibração é o contínuo processo de medição experimental de toda a atividade do sistema solar, da galáxia e suas relações com os outros sistemas. E esta "medição" está completamente integrada com os processos de evolução da consciência, onde, uma coisa não existe sem a outra, uma existe para a outra e vice-versa. Nenhuma grandeza astronômica, cosmológica, é menos importante que a consciência, pelo contrário, as grandezas fenomenológicas cósmicas são essencialmente fenômenos psíquicos de larga escala

5. Tudo é fundido numa unidade cosmológica. Assim, tudo ocorre sempre no tempo certo obedecendo à calibração do sistema total. Tudo e tudo estão em completa sincronia com o todo coeso, fundido cosmologicamente.

6. As consciências controlam a calibração e até certo ponto, toda a realidade cosmológica existe enquanto movimento de realidades mais e mais avançadas, em unidades cosmológicas multidimensionais cada vez mais abrangentes, em branas dentro de branas, ad infinitum. As próprias consciências altamente evoluídas o qual contatamos, ainda assim, são "operadores" desta calibração, obedecendo aos padrões repassados pelas consciências mais e mais adiantadas em responsabilidade e cargo neste sistema infinito.

7. As transmigrações interplanetárias ocorrem pelo transporte realizado por uma gigantesca astronave espacial, nave-mãe, que transporta as consciências para as transmigrações. As transmigrações ocorrem devido à calibração do sistema, calibração esta, como dissemos, de natureza cosmológica, ou mais especificamente, astroparapsicológica, com preocupação sistêmica e não com as partes isoladas ou com as pessoas em si, e no que elas têm a fazer no mundo e suas missões. Neste nível cósmico inexiste qualquer coisa relacionada a "curso intermissivo". Existem “acessos” e não "cursos".

8. O entendimento é feito por “acessos ao campo”. E não por aprendizado de matérias ou conteúdos. Inexiste qualquer tipo de ensino tal como o compreendemos aqui e tal como descrito nas literaturas psicografadas de forma geral. O que existe são acessos experimentais diretos no campo cósmico e, diante disso, a aprendizagem se dá diretamente, parapsiquicamente, sem qualquer intermediário mais didático. A transmissão de informação se dá por para-telepatia, em bloco de idéias e compreensão direta de informações, repassadas simultaneamente, de consciência à consciência.

9. A experiência mostrou para nós que não existe "curso intermissivo" para todos. Assim como tem pessoas que devem passar por cursos didáticos, matérias a aprender, nas dimensões extrafísicas menos cósmicas, existem outras que atravessam outros tipos de aprendizagem, sem qualquer relação com "curso". São entendimentos evolutivos diretos, transdidáticos, relacionados com o que disseram ser "o momento exato da evolução de cada um" dentro da calibração cósmica e suas relações com os movimentos dos microastros psíquicos, ou os espíritos ou consciências.

10. Existe um aprendizado quanto ao significado do tempo. O espaço-tempo está alinhado com calibrações cósmicas abrangentes e não somente com o mérito próprio, tal como prescreve a ontologia espírita e ciência parapsicológica geral. Existe um momentum cósmico apropriado para o acesso e ao entendimento e não depende somente de nossa vontade e mérito. O tempo, pois, apresenta uma natureza essencialmente cosmológica e psíquica, unificada, ou cosmopsíquica. O espaço-tempo parece ser, pois, uma grandeza cosmopsíquica.

11. O cosmos está cheio de naves perambulando, habitadas, navegando pelo universo, compartilhando da teoria dos universos plurihabitados.

12. Os processos avançados de ressomatização da consciência, quando a consciência vive seu período extrafísico imediato (último período intermissivo) nas dimensões mais altas do cosmos, ocorre através de “densificadores”, tal é o nome sugerido pelos espíritos superiores.

13. Os “densificadores” são imensas máquinas espalhadas pelo sistema solar, cada qual calibrada para determinado tipo de planeta e condições ressomatórias, o qual a consciência migra para dentro da máquina, atravessando a "nuvem de densificação", espécie de "tela" ou "portal interdimensional", e sai densificada em hipervelocidade para a ressoma, já dentro do útero da mãe (no caso da Terra). O processo obedece a outra logística, que chamamos aqui de "cosmopalingenesia" ou a ressoma própria das consciências cuja origem remota, intermissiva recente, se encontra nos hiperespaços cosmológicos.

14. As atividades astronômicas e astrofísicas existem e estão completamente fundidas com as atividades das consciências. Consciência, tempo e espaço, astros e evolução se mostram experimentalmente como estando unificados, coesos e fundidos em holomovimento infinito. Fenômenos físicos e atmosféricos, astrofísicos e galácticos, e as múltiplas dimensões cósmicas (branas), tudo está associado e unificado por atividades cosmo-inteligentes, obedecendo a orientações que transcendem nossa capacidade de entendimento quanto ao sentido maior de tudo.

15. A astrologia científica, livre de toda a mística que encobre seu sentido de existir (e não falamos aqui da astrologia tal como é exposta por aí afora), manifesta-se como o campo qualitativo dos processos cosmológicos e ressomatórios que ocorrem nos planetas, especialmente uma tentativa de compreender a calibração cósmica no momento na ressoma de cada espírito. Assim, o espaço-tempo, a data de nascimento, a data da concepção, o momentum cósmico deste processo é reflexo sincrônico da calibração cósmica. Diante do fato de que cada espírito, ocupando espaço-tempo cósmico, possui massa, densidade e magnetismo e capacidade perturbatória de campo e espaço-tempo, cada um de nós é psicoastro em órbita cósmica e tal movimento está em sincronização com o todo cósmico pela calibração. Assim, o espaço-tempo psíquico e evolutivo de cada espírito é único, devido a singularidade enquanto psicoastro no universo (ou multiverso). O país, a família, o momento, o horário, enfim, tudo necessita estar numa cosmo-sincronia calibratória. Daí advém a harmonia universal que observamos no cosmos, produto de comando inteligente.

16. A matemática astrológica científica parece ter relações com medidas calibrantes, no exato momento em que a consciência precisa ressomar, obedecendo a critérios cósmicos, sistêmicos, do todo coeso cosmológico.

A seguir iremos percorrer somente algumas categorias tal como mapeadas na pesquisa inicialmente citada, relacionadas ao tema em desenvolvimento, que são algumas exceções à "lei da reencarnação" tal como vem sido exposto na literatura.

IV - Da Procedência Extrafísica Cósmica, Intermissão e Cosmorressoma

Os experimentos evidenciaram, além das intermissões conhecidas, dois tipos diferentes de entre-vidas ou intermissões:

1.      Cosmológica Pura: esta intermissão é puramente cosmológica, longe de qualquer vínculo direto com a Terra e associa-se a aprendizagens experimentais diretas de acesso ao holocampo cosmológico e a visitas de campo e projeções pelo mentalsoma em hiperdimensão, além de outros possíveis recursos. Neste espectro não existe a noção de “curso intermissivo” e sim algo como “aprendizagem de acesso”.

2.      Cosmológica Mista: esta intermissão reúne uma dupla característica, onde ocorre participação de cursos tal como o compreendemos, e acessos ao holocampo cosmológico através de metodologia cosmoeducacional, realizada pelos orientadores da evolução, em princípio, do sistema solar, incluindo retrocognições dirigidas por amparador de forma a facilitar o acesso à origem cósmica remota extraterrestre, em planeta fora de nosso sistema solar, viabilizando a evidência de transmigração planetária benigna de outra galáxia para esta.

Em ambas intermissões, ocorre o estabelecimento de tarefas de abrangência cosmológica dentro da ótica de um cosmos unificado. Estas caracterizam-se como intermissões de outra natureza, e pelas revisões de literatura até então realizadas, pouco estudadas cientificamente, restando as intermissões ainda restritas às tarefas de natureza terrena, paratroposférica, ligadas aos assuntos da Terra. Assim, as consciências cuja procedência cosmológica imediata se ancora nestas hiperdimensões, apresentarão na Terra destinos completamente alternativos, em tese, ligados aos campos da cosmologia, astrofísica, astronáutica, projeciologia, parapsicologia, conscienciologia, física, astrologia, etc e aos assuntos transcendentes, atemporais, cósmicos, evolutivos, dentro de concepções científicas e experimentais.

A palingenesia ou a ressoma neste espectro de realidade cósmica ocorre diferentemente dos demais espectros. Enquanto que a grande parcela da humanidade ressoma ou reencarna de forma simples, saindo da dimensão paratroposférica imediata, colônias de recuperação ou sítios extrafísicos de preparação para a próxima existência, ou, em outras situações, uma preparação planejada em dimensão um pouco mais evoluída, onde existem cursos intermissivos e outras experiências, levam a consciência à ressoma mais alinhada e, em ambos casos, até à família escolhida, direta ou indiretamente, e à vida humana propriamente dita. O processo de ressexualização é mais lento, o espaço-tempo é mais cronológico, a proximidade com vida humana é mais direta. Assim, os condicionamentos e os limites perceptivos e cognitivos diante das realidades cosmológicas avançadas já são inatas às consciências deste espectro, naturalmente.

Por outro lado, no caso das consciências de procedência das hiperdimensões cosmológicas, transcendendo a Terra e se localizando no espaço cósmico multimensional, evidenciam ocorrer outro processo. As consciências que estão para ressomar na Terra atravessam o que os orientadores cosmoevolutivos chamam de “densificadores”, que são gigantescas máquinas de densificação e alinhamento interdimensional, localizadas em dimensão paralela, em vários pontos da Terra e do Sistema Solar e outros planetas, como Saturno, dependendo onde a consciência irá renascer. No caso da Terra, ao atravessar o densificador a consciência alinha-se já dentro do útero da mãe e ali inicia a ressexualização até a formação do novo sexossoma e o início da vida humana propriamente dita. O tempo cronológico é, para fins de comparação com o tempo da Terra, próximo ao instantâneo.

Os experimentos evidenciaram que as intermissões cosmológicas perfazem transmigrações para outros planetas para finalidades específicas, como no caso do segundo experimento. Da mesma forma, a natureza destes intervalos obedece a outra lógica de espaço-tempo. Este fato é evidenciado em estudo comparativo do tempo cronológico da Terra, o tempo de intervalo intermissivo e o número de experiências e fatos ocorrentes neste intervalo.

No primeiro experimento, o experimentador em suas autopesquisas retrocognitivas afirma ter dessomado em 1975, em plena Guerra do Vietnã, tendo sido morto por vietnamitas, naquela ocasião, médico militar, quando fora enviado a campo pelo exército norte-americano para socorrer soldados feridos. O experimentador narra que dessoma em guerra, neste ano e no mesmo ano, e no exato mês que terminara a guerra, outubro, o experimentador renasce. Em estudo comparativo cronológico, temos que não se passou um ano ou nem isso, entre a vida imediata passada e a data de nascimento atual. Por outro lado, a atemporalidade da hiperdimensão cosmológica viabiliza um sem número de experiências, e um realinhamento cósmico completamente transcendente de toda noção de tempo e espaço da Terra, viabilizando renascimentos instantâneos ou hiper-rápidos, se comparar os tempos. O experimento com isso evidencia que existe uma gama de renascimentos que não obedecem às leis de permanência intermissiva, como nas conhecidas colônias espirituais ou extrafísicas, relacionadas ao tempo cronológico de décadas ou séculos ou de uma vida temporal proporcional a uma vida humana, ou seja, de 70 a 80 anos de permanência intermissiva.

O experimento evidencia que quando a procedência é da hiperdimensão cosmológica e o espaço-tempo sendo outro, unificado e atemporal, o tempo que vale é o da calibração cósmica, tempo cosmosubjetivo de natureza psíquica e determinante do momento em que a consciência passará pelo densificador e ressomará quase que instantaneamente.

V - Das "Emigrações e Imigrações dos Espíritos" e a Questão da "Sabedoria Divina" em "A Gênese" de Allan Kardec

Diante do exposto, fica mais clarificada a noção de que a "sabedoria divina" o qual Allan Kardec enfatiza no item 36, do capítulo XI, tem relação direta com as ações inteligentes dos espíritos superiores de natureza já cosmológica, em organização no espaço, em procedimentos de calibração cósmica e cosmoengenharia, do que propriamente "sabedoria divina", tendendo a mistificarmos a compreensão do sentido apontado por Kardec.

Senão vejamos suas palavras no capítulo "Gênese Espiritual":

"35. No intervalo de suas existências corporais, os Espíritos se encontram no estado de erraticidade e formam a população espiritual ambiente da Terra. Pelas mortes e pelos nascimentos, as duas populações, terrestre e espiritual, deságuam incessantemente uma na outra. Há, pois, diariamente, emigrações do mundo corpóreo para o mundo espiritual e imigrações deste para aquele: é o estado normal. 

36. Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas emigrações e imigrações se operam por massas mais ou menos consideráveis, em virtude das grandes revoluções que lhes ocasionam a partida simultânea em quantidades enormes, logo substituídas por equivalentes quantidades de encarnações. Os flagelos destruidores e os cataclismos devem, portanto, considerar-se como ocasiões de chegadas e partidas coletivas, meios providenciais de renovamento da população corporal do globo, de ela se retemperar pela introdução de novos elementos espirituais mais depurados. Na destruição, que por essas catástrofes se verifica, de grande número de corpos, nada mais há do que rompimento de vestiduras; nenhum Espírito perece; eles apenas mudam de planos; em vez de partirem isoladamente, partem em bandos, essa a única diferença, visto que, ou por uma causa ou por outra, fatalmente têm que partir, cedo ou tarde."

Queremos sublinhar aqui a seguinte expressão "Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divinaessas emigrações e imigrações se operam por massas mais ou menos consideráveis..."

A informação dos espíritos superiores é de que nem mesmo muitos dos amparadores sabem como funciona o processo parafenomenológico da palingenesia e de suas relações com a evolução da consciência. E mais natural é colocarmos tal responsabilidade de determinação à "sabedoria divina". Existe aqui uma tradução não adequada do que realmente ocorre e do que realmente os espíritos superiores querem nos ensinar a respeito da organização do cosmos, a fusão cosmológica. 

Um dos ensinamentos dos espíritos superiores é a de "tradução linguistica do holocampo", onde qualquer tentativa de descrever linguisticamente a cosmologia estaremos lidando com "traduções". Umas são boas, outras são ruins. E devido ao fato de que neste espectro da realidade cósmica inexistir qualquer traço de misticismo, ocultismo e religiosidade tal como compreendemos na Terra, assim, as traduções mais lúcidas parecem obedecer os critérios mais lúcidos, sem misticismo, coerentes com os experimentos.


VI - Das Considerações Finais


Desta forma, existe uma distância muito grande entre "calibração cosmológica" e "sabedoria divina". A primeira nos inclina a perguntar o que é tal calibração e chegaremos a respostas mais lúcidas, tais como, a da existência da cosmoengenharia e a dos conselhos cósmicos, assim como da ação inteligente dos espíritos superiores que coordenam a sincronia cósmica multidimensional, evolutiva e astrofísica no sistema solar em relação à outros sistemas astrofísicos. Por outro lado, a segunda nos inclina a uma mistificação e nutrição da imaginação para um campo nada fácil de compreender, pois é mais simples apontar tal responsabilidade administrativa da palingenesia à "sabedoria divina" e deixar o território vago para a compreensão científica. Não que esteja errada tal afirmativa, mas não é a melhor tradução.

Obviamente que, acima das ações determinadoras do conselho cósmico extrafísico, a partir da cosmoengenharia e calibração cósmica, temos que a hierarquia evolutiva que coordena as ações dos conselhos apresentam uma magnitude incomensurável, mas que evidencia a influência de inteligências cada vez mais e mais evoluídas, como apresentou na coordenação das emigrações e imigrações de espíritos deste sistema solar para outros e vice-versa. As inteligências extrafísicas cósmicas responsáveis por esse movimento estão por sua vez associadas à inteligências mais e mais evoluídas num contínuum de evolução e hierarquia infinita, para todas as direções do espaço-tempo multidimensional.

Podemos utilizar a tradução de que em níveis cósmicos mais e mais evoluídos começamos a adentrar na esfera do "divino" e daquilo que os espíritos chamaram de "Deus". Mas como as palavras "divino" e "Deus" já estão contaminadas por compreensões místicas, quem sabe seja o momento de criarmos palavras mais precisas para a tradução de tal realidade. Uma das soluções epistêmicas pode estar no taoismo e na noção de Tao, uma espécie de cosmologia sem criador. Por outro lado, a Gênese Espiritual não está separada da Gênese Cósmica, pelo contrário, é a mesma e única gênese, em virtude de que tudo está fundido numa unidade cosmológica. Assim, o território do divino pertence à transciência, por enquanto, em nosso grau de evolução na escala evolutiva.

Devido ao fato de que o espaço-tempo ser experimentalmente modificado de acordo com as disposições da consciência, logo, passado, presente e futuro, são traduções de realidades que podem não ser bem como acreditados que seja. Nos níveis cósmicos, a existência extrafísica da consciência parece ser em tempo simultâneo, em holocampo espaço-temporal, cuja noção de um começo do cosmos não parece ter sentido, visto que uma possível gênese pressupõe o começo da existência do tempo e, por conseguinte de seu par indissociável, o espaço (espaço-tempo). Ao falarmos em gênese, estamos falando essencialmente de tempo, de um começo e, do espaço (espaço-tempo).

Como visto, ao tratarmos do ensino dos espíritos estamos lidando com processos complexos de comunicação interdimensional e interconsciencial, entre escalas evolutivas diferenciadas e sujeitas a decodificações psigâmicas específicas e, por conseqüência, a traduções da realidade cosmológica também peculiares, relacionadas ao nivel de evolução do médium também e de sua capacidade tradutora, visto que parece-nos impossível que não opere na psicografia, por exemplo, as influências de decodificação psigâmica inconsciente por parte do médium.

O ensino dos espíritos sempre será relativo ao nível de evolução o qual pertence na escala de evolução e estará diretamente proporcional às suas condições psíquicas e cognitivas em traduzir a realidade cosmológica numa boa versão de tradução, compreensível, e o mais lúcida possível, independente da dimensão o qual está vivendo. Reitero aqui a relatividade do ensino dos espíritos no que diz respeito à obra geral de Allan Kardec, pois que o que ali encontramos é uma tradução, uma versão mais ou menos organizada, mais ou menos lúcida, daquilo que podemos chamar de "verdade cósmica", nada definitivo e sujeita a melhores traduções conforme o galgar evolutivo das consciências. Qualquer tentativa de tradução lingüística das informações do holocampo sempre estarão limitadas ao tradutor, tradutores e aos espíritos comunicantes, tal como esta que apresentamos aqui. Não sabemos ao certo se as informações passadas pelo espírito superior apresenta-se como algo absoluto (verdade) ou representa o extrato possível de sua compreensão cósmica, muito superior a nossa, das realidades cosmológicas, mas sempre limitadas àquilo que acessa e ao que pode acessar.

Assim, é mister frisar aqui que a mediunidade não só ocorre entre "vivos e mortos", mas entre "mortos", visto que a comunicação entre espíritos pode se dar também pela rememoração do que ocorreu na extrafisicalidade da intermissão, em complexo campo multidimensional que ocorre na indução de fenômenos desta natureza, como o que realizamos.

Na investigação cientifica parapsíquica necessitamos operar a partir da indução de múltiplos fenômenos visando acessar informações por vários prismas de realidade.