3.10.16

Uso de Campos Magnéticos de Baixa Intensidade no Néo Córtex Humano

Carlos Alberto Tinoco (Dr.)
Parapsicólogo e Pioneiro da Ciência Parapsicologia e Psicobiofísica no Brasil e Exterior Engenheiro Civil, Mestre em Educação (UFPR) Doutor pela Universidade de La Empresa (Uruguay) Atuou junto com Dr. Hernani Guimarães Andrade Prof. Faculdades Integradas "Espírita" - FIES Estudioso e Praticante do Yôga e Vedanta e suas relações com Parapsicologia Contato: yogatatva@yahoo.com.br

Apresentação
É com muita alegria que recebo a pedido de meu amigo Carlos Tinoco este artigo em meu modesto espaço, o qual foi apresentado a mim pelo meu outro grande amigo Geraldo Sarti, quando apresentei a Sarti meu ensaio sobre o Projeciotron, ou a hipótese da indução mecânica de experiência fora do corpo. Naquela ocasião, Sarti indicou-me a conversar diretamente com Carlos Tinoco decorrente de seus saberes na área específica da Psicobiofísica. E naquela época Sarti apresentou-nos este ensaio que agora publico aqui.
Neste artigo o objetivo é o alcance tecnológico e universal do samadhi ou de estados de consciência mais ampliados, pela via tecnológica, a semelhança do Projeciotron. Dr. Tinoco além de conceber o projeto o executou e os resultados são muito interessantes.
É mais um passo para a comprovação científica das capacidades parapsíquicas do ser humano e do diálogo pacífico entre tecnologia, parapsiquismo e consciência.
Florianópolis, 03 de outubro de 2016.
Fernando Salvino (M.Sc)
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Abstract
Introduction: The research will be realized in Curitiba, in the Experimental Laboratory of Physics of Faculdades Integradas “Espírita”- FIES.
The goals of the proposition: Was used  a helmet, in here was eight  bobbins, four in each side of  the cranius, on the the temporal  lobes, that  will produce magnetic  fields  (MF) equal to 0,0001 Tesla, where some of the twenty volunteers  lived “uncommon experiences”, like the presence of “spiritual beings”. The value   of  MF  is into the limits used in similar experiments  (10 nano Tesla tho 10 mico Tesla (read the text).This was a replication of Dr. Michel Persinger’s and collaborators  experiments
Participant: Eight volunteers, regardless of gender, with ages I  between (18 = i  < 60 years);
Methodology: a) the eight  volunteers will be chosen  through  interviews, among the Fies’s students; b) In each of them wil be used the helmet during 20 minutes; c) the author of this article will apply  the questionnaires  (look the Anexus of this  article); d) a doctor will take the temperature, the blood  pressure and the  heartbeats of each  volunteer, before the tests,  to verify  who is apt to the research, and  after the tests, to know the physical effects produced by the tests.
The mains evaluations and measurements: The evaluations will be made by the questionnaires that will be used, before, during and after the tests (see the Anexus of this article).
Results: Hopes that the tests with the eight volunteers make them live “uncommon experiences”, referred in the “The goals of the propositions”.  
Key words: Neurotheology, helmet, paranormal.
Resumen
Introdución:La pesquisa sera realizada en Curitiba, em el Laboratório de Física Experimental de las Faculdades Integradas “Espírita”-FIES.
Objetivo de la propuesta:Construir um capacete, em lo qual haberá oito soleneoides, siendo quatro de cada lado Del craneo, sobre los lobos temporales que produzirán campos magnéticos de la orden de 0,0001 Tesla,de modo que los ocho voluntários vivencien “experiências incomunes”, tales como presencia de “seres espirituales”. El valor e los (CM) esta dentro de los limites usados em experiências semejantes(10 nanoTesla a 10 micro Tesla) (ver texto).
Participantes:ocho voluntários serán escogidos, Independiente de gênero, com edades i, dientro de los limites (18 anos = i < 60 años).
Metodos:a) los ocho voluntários seran escogidos mediante entrevistas, dentre los Estudiantes de lãs FIES;b)en cada uno de ellos,será usado el capacete por 20 minutos;c) el autor de este artícolo, aplicará los qustionarios (ver Anexos deste artícolo);d)um médico,tomará la temperatura,la pressión arterial y los batimentos cardíacos de cada uno de los voluntários, antes de los testes, para conocer quien esta apto para la pesquisa,y después de los testes, para conocer los efectos físicos generados por los testes.
Principales medidas y aaliaciónes:Las avaliaciónes serán hechas, mediante questionários, que serán usados,antes, durante y después de los testes (vertexto deste artícolo).
Resultados:Esperase que los testes com los ochos voluntários tener “experiências incomunes”,citadas em “Objetivo de la propuesta”.
Palabras claves:Neurotelogia, capacete, paranormal.
Resumo
Introdução: A pesquisa será realizada em Curitiba, no Laboratório de Física Experimental das  Faculdades Integradas “Espírita”-FIES.            
Objetivo da proposta:Construir um capacete, no qual haverá oito solenóides, sendo quatro de cada lado do crânio, sobre os lobos tempoprais, que produzirão campos magnéticos  (CM) da ordem de 0,0001 Tesla, de modo que os oito voluntários vivenciem “experiências incomuns”, tais como a presença de “seres espirituais” O valor dos CM está dentro dos limites usados em experiências semelhantes (10 nano Tesla a 10 micro Tesla)  (ver texto).                                                                                                                                                                                         Participantes: oito voluntários, independente de gênero, com  idades  i, dentro dos limites (18  anos  = i  < 60 anos).                              Métodos:a)  os oito voluntários serão escolhidos através de entrevista, dentre os alunos das FIES;b) em cada um deles, será usado o capacete, durante 20 minutos;c)  o autor deste  artigo, aplicará os questionários (ver Anexos deste artigo); d) um médico, tomará a temperatura, a pressão arterial e os batimentos cardíacos de cada voluntário, antes dos testes, para verificar quem está apto para a pesquisa, e após os testes,para saber os efeitos físicos produzidos pelos testes.                                                                                                                                                         Principais medidas e avaliações: As avaliações serão feiras, através de questionários, a serem usados, antes, durante e após os testes (ver texto deste artigo).       
Resultados: Espera-se que os testes com os oito voluntários faça-os vivenciar  “experiências incomuns”, referidas no “Objetivo da proposta”. ‘Palavras chaves : Neuroteologia, capacete, paranormal.
INTRODUÇÃO:Replicação dos experimentos do Dr. Michel Persinger.
Na pesquisa a ser realizada, pretende-se construir e realizar pesquisas com o chamado “Capacete de Deus”.  “Capacete de Deus” (ver figura 1) ou “God Helmet”, é um instrumento criado pelo Dr. Persinger e colaboradores, para realizar experiências no campo da Neuroteologia (Persinger, M., 2001, p.514-24; 1983, p.1255-62;1993;p.247-51).

            
              (Fig.1. God Helmet
         Neuroteologia, Bioteologia ou Neurociência Espiritual é o estudo da base neural da espiritualidade e emoção religiosa. A meta da Neuroteologia está em desçobrir os processos cognitivos que produzem experiências espirituais ou religiosas e relacioná-las com padrões de atividades do cérebro, como eles evoluíram, e os benefícios dessas experiências (4). O capacete de Deus estimula o neo-córtex com campos magnéticos.Pacientes submetidos à ação desses campos relatam que vivenciaram “experiências espirituais”, durante os testes.                   O Capacete de Deus (CD) possui quatro solenoides, posicionados em cada lado da cabeça, coincidindo com os lobos temporais.              
         Persinger relata que  80% dos pacientes testados, relataram a “presença” de alguma “coisa de natureza não física” se fez presente no cômodo onde foram feitos os experimentos, como por exemplo, a “presença de Deus”.
         Segundo ainda Dr. Persinger, qualquer pessoa, seja atéia ou crente de qualquer religião, ao usar o CD, pode vivenciar experiências religiosas.
         Segundo Raul Marinho Jr. (MARINHO Jr, 2005, p.91):
               Em alguns casos, a ‘sensação de presença’ relatada pelos pacientes voluntários de Per-
            singer vinha associada à sensações de vibração intensa,de rotação,de estado crepuscula-
            res,de estar fora do corpo (separação do eu),de medo,agressividade ou de cunho sexual,
            sensações essas que variavam de acordo com as alterações das correntes neuromagnéti-
            cas utilizadas.
               Em seu laboratório,Persiger testou cerca de 1.500 estudantes voluntários e,nos últimos
            quinze anos,chegou a testar também jornalistas,além de escritores.Todos relataram expe-
            riências semelhantes após a aplicação de campos magnéticos complexos sobre o hemisfé-
            rio cerebral direito
         Experiência religiosa é aquela vivenciada por santos e místicos em todos os países e tempos da história da civilização. São as experiências que aparecem durante os diversos tipos de transe, e são denominadas do seguinte modo, de acordo com a respectiva tradição (ver quadro abaixo,elaborado pelo autor deste projeto):
TRADIÇÃO  OU PESSOA  (ALGUMAS)                      NOME DA EXPERIÊNCIA
Yoga                                                                              -Samadhi
Budismo                                                                        -Nirvana
Zen-budismo                                                                 -Satori ou Kensho
Cristianismo                                                                  -Reino dos Céus
Taoísmo                                                                        -Tao Absoluto
Sufismo                                                                         -Fana ou Qurb
Quaquers                                                                       -Luz Interior
Paulo de Tarso                                                              -Paz que está além do entendi-
                                                                                        mento
Carl Gutav Jung                                                            -Individuação
Thomas Merton                                                             -Inconsciente Transcendental
Abraham Maslow                                                          -Experiência de Pico
Gurdjef                                                                           -Consciência Objetiva
Martin Buber                                                                 -Conexão Eu-Tu
Richard Maurice Bucke                                               -Consciência Cósmica   
        Os seres humanos podem vivenciar experiências religiosas ou místicas, se passarem pelas seguintes experiências:
1-aplicação de campos magnéticos de baixa intensidade, nos lobos parietais;
2-parto;
3-orações;
4-experiência da compaixão profunda;
5-prática da caridade feita de modo continuado;
6-prática de hatha yoga;
7-prática regular de meditação;
8-ingestão de substâncias psicoativas que não causem dependência (substâncias
   enteógenas);
9-participar de rituais de iniciação espiritual;
10-cantar mantras;
11-experiência de devoção profunda;
12-relações sexuais;
13-experiência da paternidade;
14-experiências de quase morte (EQM) (*)
15-participar de trabalhos espirituais, sob a orientação de mestre espiritual (guru);
16-falta de oxigenação no cérebro;
17-vivenciar o choque elétrico (queda de raios, próximos).
   (*) EQM é a experiência que vive o paciente que sofre parada cárdio respiratória,
vindo a falecer, em virtude disso. Após ser ressuscitado, relata que, enquanto esteve morto, passou por experiências religiosas.É a EQM.
       Há outros modos de se passar por uma experiência religiosa, mas relecioná-
los está fora do escopo deste projeto.      
        Segundo Richard Maurice Bucke,  casos de Consciência Cósmica, como ele chamava as experiências religiosas, se tornarão cada vez mais numerosos, com o decorrer do tempo (BUCKE, 1996, p.97):
        A hipótese adotada pelo autor deste livro requer que casos de consciência cósmica se
       tornem mais numerosos de era em era e não somente isto, mas que se tornem mais per-
       feitos e mais evidentes.
        São inumeráveis os relatos de experiências religiosas ao longo do tempo. O psicólogo norte americano William James (James,W., 1991, p.47), assim transcreveu a experiência religiosa de um amigo íntimo seu:
        Senti várias vezes, nos últimos anos, a chamada ‘consciência de uma presença’.As experi~
       ências que tenho em mente são claramente distinguíveis de outro tipo de experiência que me
       tem ocorrido com muita freqüência, e às quais imagino que muitas pessoas chamam ‘consci-
       ência de uma presença.
       O psicólogo thecoslovaco radicado nos Estados Unidos, Stanlislav Grof, é um estudioso da consciência. Ele denomina o estado da mente que vive a experiência religiosa de “mente holotrópica”. Sobre a experiência religiosa ou holotrópica,assim escreveu Stanlislav Grog (Grof,S. 1999,p.6):
         Nos estados holotrópicos, nós experimentamos uma intrusão de outras dimensões de exis-
        tência que podem ser muito intensas ou ate mesmo avassaladoras.Porém, continuamos ple-
        namente orientados e não perdemos o contato com a realidade diária por completo. Experi-
        mentamos simultâneamente duas realidades muito diferentes.
            Mudanças extraordinárias de percepção sensorial representam um aspecto muito impor-
          tante e característico dos estados holotrópicos. Com os olhos abertos,tipicamente experi-
          mentamos mudanças profundas nas formas e cores do ambiente.  
       O psicólogo suíço Carl Gustav Jung, assim descreve uma das suas experiências religiosas (Jung,C.G., 1975,253-57):
           No início de 1944 fraturei o pé e logo depois tive um enfarte cardíaco. Durante a inconsci-
          ência tive delírios e visões que provalvelmente começaram quando, em perigo de morte, ad-
          ministraram-me oxigênio e cânfora. As imagens eram tão violentas que eu próprio concluí
          que estava prestes a morrer. Disse-me minha enfermeira mais tarde: ‘O senhor estava como
          que envoolvido por um halo luminoso’.É um fenômeno que se observa às vezes nos agoni-
          zantes. Eu tinha atingido o limite extremo e não sei se era sonho ou êxtase. Seja o que for,
          aconteceram coisas muito estranhas.
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               É impossível ter uma idéia  da beleza e da intensidade do sentimento durante as visões.
           Foi o que vi de mais prodigioso.
         O psicólogo  Pierre Weil (Weil,P. 1993,3-4), assim narra uma das suas experiências religiosas:
             Cerca de vinte anos atrás, uma experiência inusitada provocou uma reviravolta em mi-
           nha vida, consagrada à pesquisa científica e ao ensino da psicologia na universidade.
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              Uma noite de Natal, estava reunido com amigos, participando alegremente daquela come-
           moração. Enquanto dançava com uma amiga, dei-me conta, subitamente, de que meu ritmo
           e o dela formavam uma estranha e indissolúvel unidade.Jamais havia vivido algo tão harmo-
           nioso;tal harmonia,por sua vez, proporcionava uma felicidade indescritível.
              Pouco tempo depois, sentado diante dela,percebi,de repente,que seu rosto estava envolto
           por uma luminosidade azulada; um azul semelhante ao que se desprende nas soleiras feitas
           com acetileno.
               A mistura do azul com a tonalidade natural de seu rosto conferia uma coloração acinzen-
           tada à sua figura,o que aumentava ainda mais o caráter estranho e inusitado da experiência;
           nesse exato momento,pensei que estivesse sob os efeitos de uma alucinação esquizofrêni-
           ca e que deveria ser internado imediatamente.Entrei em pânico. Entretanto,como vinha pra-
           praticando ioga há muitos anos, compreendi rapidamente que estava começando a perceber
           a aura de minha amiga;tal compreensão me tranqüilizou,possibilitando,assim,o prossegui-
           mento da experiência.
               Eu me tornara clarividente…..
              Um sentimento ilimitado tomou conta de mim, e reconheci que podia penetrar,com os o-
          lhos do espírito, os nós da madeira de pinho do chalé onde me encontrava.
        As experiências religiosas são, atualmente, objeto de interesse, tanto de pesquisadores individuiais, quanto de instituições que a ela se dedicam. É o caso da Univesidade da Pensilvânia,dentre outras, onde o Dr. Andrew Newberg (,9,10,11)e colaboradores, estudam a Neuroteologia, fazendo uso de tomógrafos por emissão de fótons (SPECT-Stads for Single Photon Emission Tomography), em pacientes que passam por experiências religiosas.
        As pesquisas do Dr. Newber e colaboradores, seguem, aproximadamente, o seguinte caminho: são feitas fotos com o tomógrafo, antes,durante e após as experiências religiosas.
        Dr. Newberg e colaboradores, estudando com o tomógrafo um paciente budista e meditador, cujo nome é Robert, assim escreveram (Newberg, Andrew;d’Aquile;Rause,2001,p.16):
          Nós esperamos uma hora, enquanto Robert meditava.Então, eu senti um delicada sacudi-
         dela sobre a enroscadura. Isto é o meu sinal para injetar material radioativo na longo tubo in-
         travenoso, que ia até o quarto de Robert, e também dentro da veia no  seu  braço  esquerdo.
         Nós esperamos poucos minutos mais para Robert finalizar a sua meditação,e então nós o co-
         locamos longe,em um cômodo no Hospital of Nuclear Medicine Department, onde um forte u-
         câmera SPECT aguardava. Em instantes,Robert é reclinado na mesa de metal,onde a câmera
         de três cabeças de cristal vasculhava seu crânio, com precisão.
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            Desde que se teve a boa idéia das funções específicas que eram executadas por várias re-
         giões cerebrais,nós esperamos as imagens do SPECT para nos informar muitas coisas sobre
         o o que o cérebro de Robert estava fazendo durante o momento de pico da sua meditação.
           “Nós não ficamos desapontados.As imagens finais mostraram imagens sobre atividades
         incomuns em uma pequena massa da matéria cerebral,no topo da parte de trás da seção do
         cérebro de Robert.
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             É a área responsável pela orientação do indivíduo no espaço físico......Em outras palavras,
         esta área (OAA) deve dar á pessoa a aguda distinção entre o indivíduo e todas as coisas ma-
         is,ou seja, quando desativada (como ffoi o caso de Robert),a pessoa perde a noção dos limi-
         tes entre entre si e o resto do universo.
        Para que possa verificar o que foi dito acima, basta examinar a figura 2 (abaixo).
                                 CEREBRO DE ROBERT 001
 Fig.2. Desenho do cérebro de Robert. No alto, figuras mostram o cérebro do meditador em repouso e indicam uma igual distribuição da atividade através do cérebro (o topo da imagem é a frente do cérebro e parte da área associada à atenção, ou AAA, enquanto as imagens de baixo é parte da área associada à orientação ou OAA). Em baixo,pode-se ver desenhos do cérebro durante a meditação de Robert,onde se pode ver à direita, a área esquerda da orientação devidamente diminuida (OAA), em comparação com o outro lado do cérebro (a área escura indica mais atividade, a mais clara, menos atividade).As figuras são mostradas em preto-e-branco por que proporciona mais contraste na página impressa.No computador,as imagens são coloridas (Newberg, Andrew;d’Aquile;Rause,2001,p.16).
  
           O autor deste projeto acredita que as experiências que serão realizadas, tendo o mesmo por base, contribuirão para lançar mais luz, no complexo problema darelação mente-cérebro.Sobre tal relação, assim escreveu Raul Marino Jr. (Marinho Jr, R,2005, 71):
           A relação mente-cérebro constitui um dos enigmas mais antigos da filosofia.Como equa-
          ção ainda não solucionada pelos mais recentes progressos da psicofísica,a relação mente-
          cérebro continua a ser uma igualdade de muitas icógnitas,que,como em qualquer equacio-
          namento,só será resolvida quando determinados valores dessas icógnitas forem encontra-
          dos.
         Tais experiências estão sendo estudadas, por que lançam uma nova perspectiva no que diz respeito ao entendimento da natureza da consciência.
         A consciência é algo muito difícil de ser conceituada. Entretando, Raul Marinho Jr. Assim a define (Marinho Jr., 2005, 90):
           Poderíamos tentar definir ‘consciência’ como a totalidade ou qualquer dos elementos
           mentais inerentes ao indivíduo, um dos quais o sentido de ‘eu materializado’,gerado pela
           existência de um cérebro-mente e de um sistema nervoso.  
        O neurologista português António Damásio (Damásio,A. 2000,p.46-9), refletindo sobre o complexo problema da consciência, escreveu:
             ...:considero o problema da consciência uma combinação de dois problemas intimamen-
          te relacionados. O primeiro deles é entender como o cérebro no organismo humano engen-
          dra os padrões mentais de denominamos,por falta de um termo melhor, as imagens de um
          objeto. Objeto designa aqui as entidades tão diversas quanto uma pessoa,um lugar,uma me-
          lodia,uma dor de ente,um estado de êxtase;imagem designa um padrão mental em qualquer
          modalidade sensorial,por exemplo,uma imagem sonora,uma imagem tátil,a imagem de um
          estado de bem estar. Essas imagens comunicam aspectos das características físicas do ob-
          jeto e podem comunicar também a reação de gostar ou não gostar que podemos ter em rela-
          cão a um objeto,os planos referentes a ele que podemos ter ou a rede de relações desse ob-
          jeto em meio a outros objetos.Falando de um modo mais direto,esse primeiro problema da
          consciência é o problema de como obtemos um ‘filme no cérebro’,devendo-se entender,nes-
          as metáfora tosca,que o filme tem tantas trilhas sensoriais quantos são os portais sesoriais
          do nosso sistema nervoso – visão,audição,paladar,olfato,tato,sensações viscerais etc.
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              Vejamos agora o segundo problema da consciência.Como,paralelamente ao engendra-
          mento de padrões mentais para um objeto,o cérebro também engendra um sentido do self
          no ato de conhecer ?
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               Uma outra questão deve ficar clara: solucionar o mistério da consciência não é o mesmo
          que solucionar todos os mistérios da mente.A consciência é um ingrediente indispensável
          da mente humana criativa, porém não é toda a mente humana e, ao meu ver, tampouco é o
          ápice da complexidade mental.  
             Depois de pensar em como a consciência pode ser produzida no pouco mais de um quilo
          de carne que chamamos cérebro, podemos reverenciar a vida e respeitar os seres humanos
          ainda mais, e não menos.
         Pela leitura do texto de Damásio, pode-se perceber a sua postura materialista, pois, para ele, é o cérebro que cria a consciência.
        Como serão usados campos magnéticos de baixo valor, não haverá danos aos pacientes que usarão o CD.
        Este é o motivo pelo qual, a pesquisa a ser descrita neste projeto, deve ser realizada.
         
    MÉTODOS
A metodologia a ser adotada na pesquisa objeto deste projeto, é a seguinte:                                                                                                              1-escolha de oito voluntários (do modo descrito abaixo)                                                                                                                                                 2-construção do CD  :                                                                                                                                                                                        ---construção do circuto a), que é um oscilador (ver figura 3);
                                                       OSCILADOR
-construção do circito b), que é conhcido por “Década de Johnson-DJ”, que é um  contador de pulsos elétricos, de 1 a 10 (ver figura 4);

                                        DECADA DE JOHNSON
-construção de um amplificador de corrente contínua,que deve ser acoplado à cada solenoide, pois a DJ não fornecerá corrente suciciente (ver figura 5);
                                   AMPLIFICADOR DE CORRENTE CONTINUA 001
-cortar o capacete com furos de aproximadamente oito centímetros de diâmetro,na altura dos lobos temporais, para a colocação dos oito soleneloides, sendo  quatro em cada lado do crânio;
-aquisição de fio de cobre (26 AWG) encapado com verniz, com 50,0 metros de comprimento (gratuito-existe lo laboratório do Curso de Bacharelado em física  das Faculdades Integradas “Espírita”, onde está sendo confeccionado o CD;
-preparação dos oito solenoides, cada um com quinhentas voltas;
-confecção de quatro rodas de madeira (compesado), cada uma delas com diâmetro > 8,00 cm, para servir de apoio aos oito solenoides (dois pares com duas rodas cada);
-aquisição de oito bastões de ferrite (d=1/4”;comp.=3”), para serem colocados no interior de cada um dos oito solenoides;
-aquisição de 8 cabos de 24 AWG, com dois metros de comprimento cada, para serem ligados aos oito solenoides, que levarão informações  ao pesquisador responssável (encapamento de plástico com quatro cores diferentes);
-envolver os fios de cobre de cada solenoide,com esparadrapo farmacêutico,para a devida proteção;
-medição experimental do valor da corrente elétrica em cada solenóide, para que se possa saber o valor do campo magnético gerado em cada soleide (não deve exceder o valor crítico,entre 10 nanoTesla e 1 microTesla, de acordo com Raul Marinho Jr. , informado pelo Dr. Newberg (MARINHO Jr, 2005). Este valor foi medido= 0,000165 ampéres, o que equivale a um canpo magnético de B= 0,001 micro Tesla, dentro do valor de segurança, portanto;
3-elaboração de material impresso para ser usado apõs cada experimento (ver anexos);
4-tempo para a realização da pesquisa:
-vinte minutos para cada paciente (160 minutos, divididos em duas etapas de 80 minutos cada) somandos ao tempo que os pacientes gastarão para responder  aos questionário para serem usados após os testes (tempo variável;
-toda a experiência será realizada em um mesmo dia, podendo ser, uma parte pela  manhã e a outra, na parte da tarde;
5-serão testados todos os oito pacientes, sendo um de cada vez;
6-antes e após os testes, um médico (Dr.Elson de Araújo Montagno), tomará a pressão arterial e os batimentos cardíácos de cada paciente. Não o fará durante os testes, para não influir nos resultados;
7-cada paciente terá os olhos vendados, durante a realização de cada teste;
8-antes de cada teste, o pesquisador responsável aplicará em cada paciente,questionário apropriado (ver anexos;
9-durante a realização dos testes, o pesquisador responssável aplicará o questionário em cada paciente (ver anexos);
10- após os testes, o pesquisador responsável aplicará o questionário apropriado (ver anexos);
11-o culpado pelos danos causados peelos testes aos pacientes, será o responsável pela pesquisa, devendo idenizá-los, por valor a ser estabelecido judicialmente;
12- cada paciente voluntário,deverá assinar um termo de consentimento, desobrigando as Faculdades Integradas “Espírita-FIES” de qualquer dano que venha a sofrer, em conseqüência dos testes (ver anexos);
13-o pesquisador responsável, informará aos pacientes, antes dos testes, os valores do campo mangnético que será usado (), e o valor máximo que se pode usar, sem que danos sejam causados ao paciente;
14-o médico citado, que tomará a pressão,temperatura e os batimentos cardícos de cada paciente, antes e após os testes, assinará DECLARAÇÃO (ver anexos), informando que os mesmos não apresentam  riscos aos pacientes;
15-pós a realização da pesquisa, será lavrada uma ata, que será assinada pelo responsável pela pesquisa, pelo Seu Dante, construtor do CD, pelo médico, e por     todos os oito voluntários.Somente assim, pode-se considerar encerrada a pesquisa;
16-os pacientes serão recrutados, mediante amostra aleatória de voluntários.Entretanto, destes,serão selecionados apenas oito, mediante os seguintes critérios:
a)entrevista individual, feita pelo responsável pela pesquisa. Nessa ocasião, serão informados de todos os procedimentos e métodos que serão usados, durante os testes;
b) cada um deles, será examinado por um médico e,  caso este diga que o voluntário está apto, este poderá ser aceito;
c) caso concordem em serem pacientes nos testes, deverão assinar ainda, o Termo de Consentimento. (ver Anexos) Somente assim, os candidatos serão aceitos, definitivamente (Ver anexos)
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO DOS  VOLUNTÁRIOS NA PESQUISA
         Serão considerados incluídos na pesquisa, os oito voluntários, que:
  1. desejem participar dos testes;
  2. de acordo com os resultados das entrevistas (após julgamento do responsável pelos testos, Carlos Alberto Tinoco);
c)depois que assinarem o Termo de Consentimento;
d)depois que o médico disser da aptidão de cada voluntário.
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO DOS SUJEITOS DE PESQUISA
      Serão considerados excluídos da pesquisa, os voluntários que:
  1. após serem selecionados, desistam de participar dos testes;
  2. mesmo aceitando participar, o exame médico indique que não estão aptos;
  3. se neguem a assinar o Termo de Consentimento.
ORÇAMENTO
4. ORÇAMENTO
    - Fonte dos recursos:
      Os recursos financeiro são de inteira responsabilidade de Carlos Alberto Tino-
co, principal responsável pela pesquisa aqui descrita, e autor deste projeto.
    -ORÇAMENTO
a) MÃO DE OBRA:
      O Sr. João Paulo Lourenço Cortez, conhecido por “Seu Dante”, construirá o CD. Por esse trabalho, cobrou R $ 200,00 (duzentos reais).
      Fora o Seu Dante, ninguém receberá nenhum tipo de remuneração.
b) MATERIAIS
_______________________________________________________________________
ÍTEM                                       QUANTIDADE          VALOR UNIT.           VALOR TOTAL
______________________________________________________________________
1-Capacete de motoqueiro                   01                               80,0                      80,0
2-bastão de ferrite(d=1/4”;comp.=3”)  08                               0,50                        4,0
3-borne                                                    08                                2,17                    17,20
4-transistor  tip. 41-A                             04                                1,50                     6,00
5-transistor tip.BF 245                           04                                0,47                      1,88
6-diversos                                                -                                     -                       40,80
7-diversos                                                -                                     -                       25,00
8-cabinho 1,0 mm                                    8,0m                           1,10                     8,80
9-idem 0,30 mm                                    4,0 m                          0,40                        1,60
10-ibidem 1,00 mm                                 4,0 m                          1,10                      4,40
11-ibidem 1,00 mm                                 4,0 m                          1,10                      4,40
12-ibidem 0,30 mm                                 4,0 m                          0,40                      1,60
13-ibidem 1,0 mm                                   4,0 m                          1,10                      4,40
14-ibidem 1,00 mm                                 4,0 m                          1,10                      4,40
15-PB 161 JOTO                                     14 ud                          0,70                      9,80
16-lâmina de serra                                      ud                              -                         9,00
17-cruzeta                                                    ud                              -                        9,00
18-parafusos de latão                        diversos                            -                          8,00
19-arruelas                                          diversas                            -                         6,00
20-integrado                                              2 ud                          1,20                      2,40
TOTAL MATERIAL..............................................................................................R $ 247,88
TOTAL MÃO DE OBRA.......................................................................................R $ 200,00
TOTAL GERAL....................................................................................................R $  447,88
RESULTADOS ESPERADOS
        Espera-se, com a pesquisa a ser realizada, que os voluntários possam vivenciar experiências religiosas, mediante o uso do CD, replicando-se assim, os experimentos do Dr. Michel Persinger. Espera-se também, que os oito voluntários escolhidos pelos critérios especificados no item 3.5, não sejam prejudicados pela pesquisa, ou seja, não sofram nenhum tipo de dano, seja físico ou emocional e, que ao final dos testes, sintam-se muito bem e desejosos de repetir os testes, em outra ocasião.  
AXEXOS
1-Questionários:
a)MODELO DE QUESTIONÁRIO A SER APLICADO PELO PESQUISADOR RESPON-
SÁVEL, NOS OITO VOLUNTÁRIOS, ANTES DA PESQUISA (assilalar com um x):
1-Voce está ansioso ?  Sim....... Não......    Indiferente........
2-Se ansioso, em que grau ?
Muito ansioso..... Ansioso.......  Pouco ansioso...... Sem ansiedade.........
3-O que espera lhe acontecer, durante a Pesquisa ? (Descrever):
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4-Se teme alguma coisa, o que ? (Descrever):
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5-O que os seus parentes-pais,irmãos, tios, etc, pensam sobre a Pesquisa ? (Descrever):
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6-Qual o seu maior temor ? (Descrever):
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7-Qual a sua expectativa positiva ? (Descrever):
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8-Voce confia no responsável pela Pesquisa ? (Assinalar com um x):
Sim........ Não........ Indiferente........
9-Caso sim, em que grau ? (Assinalar com um x):
Muito grande..... Grande....... Normal........ Pouca....... Muito pouca...... Nenhuma.....
10-Caso sua expectativa seja pouca, muito pouca ou nenhuma, ainda deseja prosseguir com a Pesquisa ?
b)MODELO DE QUESTIONÁRIO A SER APLICADO NOS OITO PACIENTES, SENDO UM  DE CADA VEZ, DURANTE A PESQUISA:
1-Como está se sentindo agora ? (assinalar com um X):
Ótimo.......  Muito Bem........    Bem.......   Regular.......   Ruim........   Péssimo.......
2-Ouve alguma coisa ? (Pedir para descrever, de que lado, que tipo de som, etc):
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3-Sente algum sabor ? (Pedir para descrever):
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4-Sente algum tipo de odor ? (pedir para descrever):
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5-Sente algum tipo de toque ? (Pedir para descrever, onde e como):
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6-Está vendo alguma coisa ? (Pedir para descrever, de que lado, a cor, etc):
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7-Tem algum tipo de emoção ? (Pedir para descrever):
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c)MODELO DE QUESTIONÁRIO A SER APLICA ADO PELO RESPONSÁVEL PELA PESQUISA, NOS OS OITO VOLUNTÁRIOS, APÓS A REALIZAÇÃO DOS TESTES
1-Como está se sentindo agora ? (Descrever):
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
2-Caso positivo, em que grau ? (Assinalar com um x):
Òtimo..... Muito bem..... Bem..... Regular........
3-Caso negatativo, em que grau ? (Assinalar com um x):
Sofrível....... Ruim...... Péssimo.......
4-Voce se submeteria a ostro teste, depois deste ? (Assinale com um x):
Não.........   Sim.........   Indiferente.......
5-Passou por algum tipo de experiência religiosa ? (Descrever):
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
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6-Foi uma experiência importante ?
Sim......   Não.......    Indiferente.........
7-Caso sim, em que grau ? (Assinalar com um x):
Ótima.......  Muito importante......... Importante........ Indiferente.......
8-Caso não, em que grau ? (Assinaler com um x):
Péssima...... Muito ruim....... Ruim....... Sofrível........  Indiferente.......
9-Descreva, sumariamente, como foi o teste para voce (Descrever):
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
..............................................................................................................................................
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1º.TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE

       Eu, .........................................................................................................................,
brasileiro, (estado civil)......................................................, residente e domiciliado
à (Rua, Av.)............................................................................................. nº..................
Bairro.................................................................................................,Cidade...............
...............................................................País..................................................................Portador do CIC nº......................................,CPF................................................,
DECLARO, para os devidos fins, que estou ciente :
  1. da justificativa,da metodologia,dos objetivos e finalidades da Pesquisa;
  2. dos desconfortos e possíveis riscos da Pesquisa;
  3. da forma em que ocorrerá o acompanhamento, a assistência e dos nomes
dos responsáveis pela Pesquisa;
  1. de que terei garantias e esclarecimentos,antes  da realização dos testes,sobre a precisão e exatidão da metodologia a ser usada;
  2. de que terei ampla e total liberdade para recusar a participar dos testes,bem como, de anular o Termo de Consentimento Livre, por mim assinado, em qualquer fase da Pesquisa, sem que me seja imputada nenhuma pena,nem prejuízo;
  3. de que terei garantido o meu sigilo, a minha privacidade,bem como a confidencialidade de todas as informações que venha a prestar;
  4. de que os dados da pesquisa,caso venham a ser publicados, manterão sigilo total, em relação à divulgação do meu nome;
  5. de que serei idenizado,no caso de sofrer danos em virtude da Pesquisa, de acordo com avaliação judicial;
  6. de que receberei uma cópia do Projeto de Pesquisa, com a devida antecedência;
  7. de que receberei os números dos telefones das FIES e do pesquisador responsável;
  8. De que tomarei conhecimento do endereço do responsável pela pesquisa,  assim como,do número do seu telefone residencial e celular.
Curitiba,..........de .............................................de ..........................
............................................................................................................
(Voluntário-colocar o nome)
2º.TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Eu,............................................................................................................................
(Nacionalidade).......................................................(Estado Civil)....................................,
Portador da CI nº. ...........................................,CPF..........................................................,
Residente e domiciliado à (Rua,Av.)................................................................................,
Nº................,Complemento.............................................,Bairro........................................,
Cidade................................................,País.........................................................................,
DECLARO que DESOBRIGO as Faculdades Integradas “Espírita”, de qualquer responsabilidade sobre danos que eu venha a sofrer,em virtude dos testes a que me submeterei, referentes à pesquisa com o Capacete de Deus, a ser realizado nas dependências das FIES, sendo que serei idenizado pelo responsével pela Pesquisa,na forma judicial, caso venha a sofrer os referidos danos.

  Curitiba,.............. de ........................................ de ...................

  ...................................................................................................................
  Voluntário (Colocar o nome)
___________________________________________________________________  
                          DECLARAÇÃO
Eu, Elson de Araújo Montano, médico neurocirurgião, brasileiro,divorciado,por-
tador da CI nº..............................................,CPF...............................................................,
domiciliado e residente à Rua.....................................................................,nº...............,
Bairro.....................................................,Campinas, São Paulo, Brasil, DECLARO,para os devidos fins, que os testes a serem realizados na Pesquisa com o Capacete de Deus, nas dependências das Faculdades Integradas “Espírita”, não apresentam riscos para os pacientes que se submeterão aos mesmos.
   Curitiba, ....................... de ...................................................de............................
                ......................................................................................................
                    Dr.Elson de Araújo Montano
REFERÊNCIAS
-Persinger, M.(2001).The Neuropsychiatry of paranormal experiences. The journal of neuropsychiatry and clinical neuroscience, 13(4);
-Persinger,M (1983). Religious and mistycal experiences as artifacts of temporal lobe function:  a general hipotesis. Perceptual and motor skill. 57(3 pt 2);
-Persinger,M. (1993). Paranormal and religious beliefs may be mediate diferenttialy by subcor tical and cortical processes of temporal (limbic) lobes. Perceptual and motors kill. 76(1);
-Ver Wikipédia, verbete “Neuroteologia”);
-Marinho Jr, Raul (2005).A religião do cérebro.São Paulo-SP,Editora Gente;
-Bucke, Richard Maurice (1996). Consciência cósmica. Curitiba-Pr, 1ª. Edição da  AMORC;
-James, William (1991). As variedades da experiência religiosa. São Paulo-SP, Editora  Cultrix;
-Grof, Stanislav (1999). O jogo cósmico. São Paulo/Rio de Janeiro/Belo Horizonte, Editora Atheneu Cultural;
-Jung, Carl Gustav (1975). Memória, sonhos, reflexões.Rio de Janeiro- RJ, Editora Nova Nova Fronteira;
-Weil, Pierre (1993). Antologia do êxtase. São Paulo- SP, Editora palas Athena;
-Newberg, Andrew;d’AQUILE, Eugene; RAUSE, Vince (2001).Why God won’t go away. New York, Ballantine Books;
-Marinho Jr., Raul (2005). A religião do cérebro.São Paulo – SP, Editora Gente;
-Marinho Jr., Raul (2005). A religião do cérebro;
-Marinho Jr. Raul (2005). A religião do cérebro;
-Damásio, António (2000). O mistério da consciência.São Paulo-SP, Companhia das Letras;
-Newberg, Andrew & d’Aquile,Eugene (1999).The mystical mind.Mineapolis,Fortress   Press;
-Newberg, Andrew & Waldman, Mark Robert (2009).How God changes your brain. New Yor, Ballantine Books;
-Newberg, Andrew;d’Aqule, Eugene; Rause, Vince (2001).Why God won’t go away  New York, Ballantine Books;

 




21.9.16

Ensaio Geral sobre a Comprovação Científica da Sobrevivência, da Existência do Corpo Psi, da Morte do Corpo Psi e da Liberdade Definitiva

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Psicoterapeuta (ABPCM 000-060)
Prof. Yôga e Tai Chi Chuan
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer - HU - UFSC)
Parapsicólogo titulado pela ABRAP - FEBRAP com outorga de Geraldo Sarti e Carlos Tinoco.


...............................
Considerações Iniciais

A comprovação científica da sobrevivência é um dos assuntos nucleares da Parapsicologia e podemos até mesmo colocar tal campo como a razão de ser desta ciência. Os séculos se passaram, as pesquisas se intensificaram e mesmo que tenham se tornado um campo disperso em vários sub temas, podemos hoje tranquilamente afirmar que a sobrevivência está comprovada cientificamente.

A Parapsicologia baseada em evidências, o que é de toda ciência se debruçar, saindo da teorização e rumando para as experiências, sejam as produzidas em laboratório sejam as trazidas ao campo da pesquisa pelos relatos de experiências de terceiros (não-cientistas) e ainda, as mais raras mas ocorrentes, as auto-induzidas e auto-vivenciadas pelos próprios pesquisadores, o qual vivenciam por si mesmo alguns dos fenômenos investigados pela ciência parapsicológica.

Essas três áreas de evidências somando-se as pesquisas estatísticas, formam a Parapsicologia.

A Parapsicologia que trago aqui é não somente a Parapsicologia assim chamada Internacional, mas a Parapsicologia em sua natureza primária, como o além-psiqué, que investiga a integralidade do fenômeno psi e em toda a sua consequência.


II - Das Evidencias

O agrupamento das evidências obedece ao critério de saturação da pesquisa em geral. Os grupos já são conhecidos e foram agrupados ao longo dos séculos de pesquisa, com exceção de Transidentificação, classificada pelo médico e parapsicólogo Eliezer Mendes, o qual propôs a Parapsicologia Clínica (Brasil) a partir das relações entre a epilepsia e demais doenças psicossomáticas com os processos psi-theta (mediúnicos, intrusivos, síndrome da personalidade intrusa e contaminação vibratória).

O primeiro grupo, evidências primárias, está organizado a partir da evidência comum de que:

1. As evidências apontam que "alguma coisa" sobrevive após a morte.

2, As evidências apontam que "alguma coisa" permanece lúcida fora do corpo no momento de quase-morte.

3. As evidências apontam que 'alguma coisa" existia antes da fecundação propriamente dita, vida intrauterina e vida atual.

4. As evidências apontam que "alguma coisa" existe além desta dimensão física.

5. As evidências apontam que "alguma coisa" existe e move nosso comportamento além de nós mesmos e de pessoas.


Estes 5 grupos de evidências são em si muito vastos, extensos e cheios de complicações para sua pesquisa. Estes 5 grupos são investigados em geral de 4 formas:

1. Pesquisa de Laboratório

2. Pesquisa de Relatos de Experiências de Sensitivos - APC ou não (sensitivos vivem as experiências e relatam, porém a análise é sobre o relato e não sobre a experiência em si).

3. Autopesquisa (o próprio pesquisador pesquisa o fenômeno que ele mesmo vivencia e/ou produz).

4. Pesquisa Teórica (estatística, revisão de pesquisas, análise de casos já publicados, etc).

As abordagens variam entre quantitativa, qualitativa e mista.

A terceira forma, ou a autopesquisa é a central de todas, visto que é a que possibilita ao pesquisador além das demais 3 formas de pesquisa, pesquisar a si mesmo, ou seja, vivenciar os fenômenos por si tendo uma perspectiva completamente diversa do pesquisador que nada ou pouco vivencia e não conhece o fenômeno por si.

Os grupos de evidências primária foram organizados baseados justamente em minha vivência pessoal com todos os fenômenos acima descritos. Eu mesmo não acreditaria que eu existia antes de nascer, que posso existir completamente fora do corpo e que continuarei a existir após a morte se eu mesmo não me tivesse saturado de vivências de forma que pudesse eu mesmo gerar meu juízo de convencimento a partir das provas tanto autovividas como as vividas por milhares de pessoas por ai afora.

O grupo de evidências complementares como dito, complementa a investigação do grupo de evidências primárias, no sentido de que, os fenômenos assim chamados psi-gama ou ESP desafiam por si só qualquer teoria que tente encaixotar a consciência no cérebro, reduzi-la aos neurônios ou a hipótese insana do puro inconsciente do sujeito, sendo que até então os pesquisadores não tem uma única evidência comprovando ser o inconsciente pessoal e não coletivo ou onipresente. E o mesmo se vale da memória, onde até agora não se sabe com precisão onde se localizam as imagens mentais, e ainda mais, as imagens que nos sugerem fatos de experiências pré-natais (pré-concepção, vidas passadas).

Assim, irei somente investigar o que chamei por GEP - Grupo de Evidências Primárias, de forma que naturalmente irei falar sobre o Grupo de Evidências Complementares de forma concomitante, ao longo do ensaio.


II - Da Organização dos Grupos


1. Do Grupo de Evidências Primárias (GEP)

1. EFC - Experiência fora do Corpo (OOBE, Projeção Astral, etc)

2. EQM - Experiência de Quase Morte (EQM)

3. RCG - Retrocognição

4. MED - Mediunismo

5. TRN - Transidentificação


2. Do Grupo de Evidências Complementares (GEC)

1. TEL - Telepatia

2. CLA - Clarividência

3. PK - Psicocinesia

4. PCG - Precognição



III - Do Grupo de Evidências Primárias

1. EFC

Definição geral: A experiência fora do corpo, o que erroneamente é chamada, pois o fenômeno é mais complexo que a simples experiência já fora do corpo propriamente dita, envolve não somente a consciência já fora de seu corpo e totalmente lúcida, mas a percepção vívida e lúcida do momento anterior a projeção, a ejeção propriamente dita, o período após a projeção, o momento do retorno ao corpo e o pós-retorno. Este ciclo experiencial é chamado de experiência fora do corpo. São honestamente milhares e milhares de casos e mais casos de pessoas de todos os tipos que relataram e ainda relatam experiências desta natureza.

Evidência: apesar da variedade da experiência o que não é o objetivo deste ensaio, o que evidencia a EFC é que algo permanece vivo e lúcido fora do corpo totalmente livre de todo organismo. Este algo mostra-se ao projetor como um outro corpo, de coloração esbranquiçada, translúcido, extremamente leve e que atravessa estruturas materiais, flutua e possibilita o uso de toda e qualquer faculdade cognitiva, porém, potencializa outras, como as do GEC.

O que existe fora do corpo: (a) toda a personalidade, consciência; (b) um secundo corpo diferente do organismo humano mas com aparência humana e não raro, (c) ocorrem descrições de existência de aura, energia e outros campos de força mais abstratos, (d) outros corpos inteligentes como este habitando uma espécie de outra dimensão que coexiste a esta.

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


2. EQM

Definição: a experiência de quase morte, sem alongar a definição, é aquele onde por ocasião de um acidente ou algum problema mais sério de saúde, o sujeito se vê numa situação em que literalmente quase morre e não raro, decide voltar e mesmo relata fatos muito similares aos relatados nas EFC, o que podemos classificar as EQM como um tipo de EFC desencadeada por acidente, doença ou fator correlato.

Evidência: a mesma acima.

O que existe fora do corpo? o mesmo acima.

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta  e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


3. RCG

Definição: a retrocognição como o nome diz, é a chamada lembrança de fatos e experiências que apontam para as "vidas passadas". Em termos fenomenológicos, o sujeito vê, sente, percebe, revivencia, lembra, acessa, ouve, cheira... vivências que pertencem a sua existência pré-concepção, antes desta vida. Essa experiência é muito profunda e quem vivencia não tem dúvida da estranheza da vivência ou mesmo de pertencer a uma possível existência pré-natal. Porém, diferente das precognições onde podemos comprovar os fatos previstos no passado ao ocorrerem, as retrocognições podem ser comprovadas por meios mais complicados e muito subjetivos, qualitativos em associação a tentativas de recuperação de possíveis fotos, imagens e outras informações que podem corroborar a veracidade da informação. A tentativa de reduzir as RCG ao fenômeno telepático ou clarividência não é a melhor maneira de explicar o fenômeno. As RCG são muito catarticas e para quem vive são verdadeiras provas da sobrevivência, assim como as evidências acima.

Evidência: independente da variedade da experiência, as RCG nos mostram 2 tipos básicos de experiência. O primeiro são as retrocognições de vidas em corpos humanos. A segunda são as retrocognições em corpos não humanos (um segundo corpo como acima citado). Uma terceira categoria, mais rara, são as retrocognições de vidas em outros planetas, em outros corpos.

O que encontramos nas retrocognições? uma coisa que já existia. Esta "coisa" pelas evidências são 2 coisas: a consciência (quem somos subjetivamente) e corpos (tanto o corpo biológico de outras vidas, como os corpos não biológicos que são usados para as vidas após as mortes passadas).

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


4. MED

Definição: o mediunismo de forma geral, sem aprofundar seu conceito, é toda a gama do conhecido fenômeno psi-theta associado a comunicação entre um ser humano e uma suposta entidade não-humana, mas que parece mostrar-se com as características humanas, em um outro corpo de natureza física, porém, translúcida, leve e predisposta a comunicação telepática, pk, clarividência. Existem médiuns pelo mundo afora e muitos deles foram pesquisados e até hoje temos centros mediúnicos que dizem realizar a comunicação mediúnica com os supostos mortos.

Evidência: Ao que pese o grande domínio religioso sobre o fenômeno, as evidências mostram que o tal "espírito" é algo que mostra as mesmas características das 3 categorias acima descritas. Independente da quantidade enorme de fraude que existe neste campo, os relatos nos trazem que o tal espírito não é um ente abstrato e invisível, pelo contrário, é um corpo e pode ser inclusive um ser que foi humano em alguma vida anterior. O exame desta categoria em separado poderia até nos dar a incredulidade própria decorrente do charlatanismo em massa existente nas religiões, porém, o exame sistêmico com as 3 evidências acima nos mostra que estamos lidando com o mesmo corpo.

O que encontramos no MED? Encontramos uma entidade comunicante ex-humana (em geral), que usa um outro corpo, não humano, que é justamente da mesma característica do corpo usado no segundo tipo de retrocognição citada, da EFC e da EQM.

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


5. TRN

Definição: A transidentificação é na definição de Mendes, a reunião de vários fenômenos parapsicológicos vividos simultaneamente, especialmente no campo clínico, incluindo telepatia, pk, mediunismo, clarividência e uma enorme quantidade de informações que estão associadas ao estado de psicotranse. Eliezer chamou de APH - Aparelho de Captação Humana e os sensitivos treinados por ele no Hospital descreviam em estado de psicotranse os processos subjacentes às doenças dos pacientes e comumente estavam associadas a influência de uma outra personalidade, não-humana, intrusa. Em alguns casos ligadas a trabalhos de magia negra na Bahia. Estas personalidades não-humanas, foram descritas como "espíritos" (um outro corpo inteligente) e com ligações com a vida humana.

Evidência: A evidência aponta novamente para a existência de influência no caso, maléfica, de supostas entidades assim chamadas personalidades intrusas ou "espíritos" cuja existência se dá em dimensão coexistente a nossa e em outro corpo, não-humano, porém, mantendo ligações com a vida humana e, não raro, estas mesmas entidades eram supostas pessoas humanas em outra vida. Nós poderiamos até duvidar da fidelidade de tais experiências, porém, a descrição fenomenológica mantém o mesmo ponto comum das vivências anteriores.

O que encontramos na TRN? sensitivos treinados (APC ou ACH) que descrevem a existência de entidades (corpos) em uma dimensão coexistente a nossa e que se relaciona com a nossa diretamente através de vários meios, incluindo PK (na criação de doença no paciente após trabalho de magia negra), telepatia e a clarividência todas simultaneamente.

Aspecto comum da vivência: a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move.


IV - Da Minha Vivência e Autopesquisa com o GEP

Eu pessoalmente venho dando prioridade a autopesquisa do fenômeno para que eu mesmo possa saber, já que eu sou o maior interessado no assunto de minha própria sobrevivência após a morte, de minha existência antes desta vida e de minha possibilidade de me dissociar deste corpo e permanecer lúcido fora dele e mesmo assim voltar ao mesmo corpo e manter minha vida aqui.

Este site descreve toda a síntese de minha vivência pessoal no campo parapsicológico numa perspectiva de autopesquisa, e não somente de descrição das vivências.

E foi a partir da minha vivência pessoal com GEP que consegui compreender a unidade fenomenológica entre os 5 grupos de evidências, somando-se meu trabalho como Parapsicólogo Clínico que também testemunho evidências do grupo 5.

Eu estou suficientemente tranquilo para afirmar que sim, eu existia antes de nascer, posso sair do corpo e manter-me lúcido e assim mesmo retornar e continuar minha vida aqui e continuarei vivo após a morte. Porém, se você não passou por uma saturação qualitativa em suas vivências parapsíquicas, vale examinar a tese aqui exposta, que vai muito além de minha vivência pessoal.


V - Da Evidência Geral de Comprovação da Sobrevivência (psi-theta).

O aspecto comum da vivência, ou como resumi "a existência de um segundo corpo que a consciência (quem somos subjetivamente) se manifesta e de uma dimensão não física onde este corpo se move" está presente nos 5 grupos de evidências, que até então, tem tomado a atenção investigativa em separado e não sistemicamente, pela grande maioria dos pesquisadores.

A existência objetiva do segundo corpo ou que chamarei aqui de corpo psi (CP), e que significa que este segundo corpo não é fruto da imaginação ou delírio fantasioso, é a evidência comum a todos os fenômenos sugestivos de sobrevivência, o que nos causa estranhamento em primeiro caso, mas em segundo, fica claro que se trata do mesmo corpo, obviamente.

Por esta razão, afirmo que, a partir das 5 evidências unidas tal qual um tecido unificado, temos que o corpo inteligente descrito em todas as evidências é o mesmo e único corpo psi e o mesmo pode existir tanto ligado ao corpo humano como totalmente desligado, porém coexistindo em uma outra dimensão.

Diante disso temos uma variável que não foi dita com atenção. De acordo com estas evidências, temos a questão:

Se nós não somos nossos corpos humanos e já existíamos antes de nascer e já morremos várias e várias vezes e nos mantemos vivos após as mortes anteriores com um outro corpo; e se nós mesmos nos mantemos vivos com este mesmo outro corpo tanto nas experiências fora do corpo como nas experiências de quase morte; e se nós mesmos interagimos com seres que estão nestes outros corpos em outra dimensão, dimensão esta que estávamos nos pós-morte de nossas vidas anteriores; e se nós mesmos não somos nossos corpos físicos, seríamos nós os segundos corpos (corpo psi)?

Poderíamos nós mesmos nos projetarmos para fora deste corpo psi? Ou seríamos nós mesmos este corpo e nossa natureza seria então definitivamente material e a alma realmente não existiria?

É aqui que entram as evidências de samadhi.

Samadhi é o termo em sânscrito que evidencia a cessação da perturbação interna, cessação dos pensamentos e hiperconsciência, além da forma, do espaço e do tempo. Esta experiência que optei chamar de experiência de espectro holocósmico, adentra nas psi-P (psi-Pura) ou holotrópica (transpessoal) onde a consciência se acha livre, sem corpo e sem espaço, sem tempo, e invisível para si mesma, porém, hiperlúcida.

Esta evidência, apesar de rara, e não cito no GEP, mostra que além de sobrevivermos após a morte, não somos nem mesmo o segundo corpo, ou corpo psi. Somos a consciência abstrata que usa estes corpos para viver.

Nesta perspectiva, haveria então uma segunda morte? A morte do corpo psi? Sobrando somente a consciência pura e livre?



VI - Da Consideração Final: O fim das vidas sucessivas e a liberdade definitiva?

É aqui que adentramos no conceito milenar do moksha (Vedanta) ou kaivalya (Yôga), pois se houver a morte do corpo psi, então, logicamente, estando as vidas sucessivas dependentes do corpo psi estar ora dentro e ora fora de um organismo, logo, se o corpo psi se dissolver (como ocorre com o corpo humano), se dissolvem as vidas sucessivas e ficaremos livres definitivamente das limitações do espaço-tempo, corpo e forma, e com isto, do ego e do sofrimento, na paz causal da liberdade infinita.

8.8.16

Das Novas Reflexões sobre o Coma, das Reflexões sobre o Fenômeno da Retrocognição e Outras Considerações

Fernando Salvino (M.Sc).
Parapsicólgo, Psicoterapeuta, Prof. Yoga.
Coord. LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga.


Antes de prosseguir neste ensaio, quero agradecer de alma, amizade, amor e parceria, aos meus irmãos cósmicos, meus parceiros de pesquisa no LAC e amigos que a vida me deu: Guilherme Loureiro, Rodrigo Bastos, Rosamary Xavier e Vanessa Sander. Minha gratidão dispensa palavras e as vivências que experimentamos no LAC e com nosso convívio equipara para mim ao que vivi mais extensivamente nas vidas que abaixo irei citar. Uma só família. Conseguiram me aturar, conseguiram conviver com meu jeito "ogro" e hipersensível, no paradoxo da agressividade-sensibilidade, no ritmo intenso e ininterrupto que levo minhas pesquisas e a seriedade com que coordeno minha vida, que orientei a todos para sermos livres e nunca colocar qualquer saber externo acima do saber interno, inclusive negando minha autoridade e prevalecendo a autopesquisa sobre qualquer coisa que se se ouve, le. Este Yôga, verdadeiro, foi e é capaz de nos dar (permitir) a liberdade total de sermos quem somos e descobrirmos a verdade embutida nos buracos negros da consciência profunda de cada um. Sem paradigma, sem rótulo, sem restrições, sem censura, sem instituição, sem dinheiro, sem fachada, e minimizando o máximo da influência do medo, nos deparamos com a autopesquisa, a ciência de si. Sinceridade, autenticidade, respeito profundo, amor, bondade... consideração pelo outro. Estamos vivenciando durante 4 anos ininterruptos estes princípios de convivência profunda, reduzindo a censura e maximizando a livre expressão com respeito, sensibilidade e franqueza extrema. Sem contar o bom humor, a seriedade extrema associada a liberdade e a leveza de se autoconhecer com divertimento e prazer.

A partir destes pressupostos, fomos nos aperfeiçoando no treinamento e desenvolvimento das retrocognições realizadas em laboratório, e em conjunto com a autopesquisa profunda, foram para mim as experiências mais esclarecedoras de todas, podendo ser comparadas somente com as projeções lúcidas e com as experiências de samadhi, no êxtase.

As investigações que realizo são o movimento de minha própria vida, como cobaia de mim mesmo, aventurando-me nos experimentos transcendentes, holotrópicos, transpessoais e parapsicológicos, não raro, associados ao espectro da função psi-ómicron (experiências do espectro holocósmico).

Após principalmente as experiências intensivas de laboratório, autopesquisa contínua por anos e anos ininterruptos, cheguei a uma percepção um tanto estranha e, embora não saiba se tratar de uma percepção definitiva, o que só o tempo irá dizer, apontou para uma sensação que me disse assim:

Terminaram as retrocognições. Tudo o que acessei nestas dezenas de experiências me deram as respostas necessárias para que eu pudesse alcançar uma estabilização interna razoável e uma autoconsciência relativamente ampla e até certo ponto contínua (sem retrocesso e esquecimento) acerca de mim mesmo, equiparando até certo ponto (dentro das condições obviamente) minha lucidez aqui com a lucidez extrafísica da consciência desencarnada, ou mesmo com a lucidez que tinha quando vivi em sociedades mais adiantadas que esta que vivo atualmente, especialmente as seguintes vidas: Indígena norte-americana (Yôga indígena), Indiana (Yôga indiano antigo), Chinesa (Yôga chinês, taoista Chen). Nestas três vidas humanas pude viver de forma mais equivalente a consciência extrafísica, em termos de convivência social, lucidez e continuidade da lucidez, ausência de doenças e perturbações, comparadas as que vivo hoje e as que vivi noutras vidas recentes. As experiências entrevidas cosmointermissivas, além da Terra e da astrofísica ordinária, revelaram-me os aspectos mais aparentemente paradoxais de meu modo de ser, e especialmente as questões de ordem holocósmica, as projeções de consciência livre, os contatos alienígenas e a pulsão natural por transcender a vida humana em direção a família universal. Um entendimento direto, translinguístico ocorreu. Eu compreendi. As peças que faltavam para o quebra-cabeça parecem que foram achadas e a imagem total foi compreendida por inteiro. Sem começo, sem fim, uma só família. Várias e várias vidas, a impossibilidade de se saber o começo (nossa real idade), várias raças, cores, línguas, países, nações... dimensões... reencarnação. Vidas e vidas e vidas sucessivas. Esquecimentos e comas sucessivos. Um esforço descomunal para lembrar: uma só família. Um só lugar. Uma só casa. Uma só realidade. Uma só dimensão. Povos das estrelas. Qi Gong do "fio da seda". Tocar sem intervir. Intervir só quando necessário. Esta é a Lei. O Tao.

O movimento de equivalência da lucidez, da sensação íntima de realizar retrocognições profundas até ao ponto de realizarmos tais experiências em grupo, num contexto laboratorial, muito mais intenso e profundo, levou-me a exaustão da experiência. Da mesma forma que as dezenas e dezenas de projeções lúcidas para fora do corpo me levaram a exaustão da experiência, no pico que para mim considero o ápice (por enquanto) da aprendizagem e das lições práticas dentro de minhas necessidades evolutivas, no momento que vivo agora.

Por outro lado, as retrocognições mostraram-se fenômenos altamente complexos e cujas fronteiras com os demais fenômenos parapsíquicos também ficam relativizados.

Assim deixo a pergunta para continuarmos as investigações da consciência contínuas:

Quantas e quais tipos de retrocognição somadas às experiências meditativas, samadhi, projeções conscientes e autopesquisa profunda em grupo são necessárias para que possamos sair da condição de coma e equiparar nossa lucidez atual com a lucidez extrafísica da consciência desencarnada?

Seria então realmente o Yôga (movimento para samadhi-kaivalya) o movimento universal para o conhecimento de si até a deflagração das funções psi ordinárias e até a deflagração da função psi-ómicron, rumo ao espectro holocósmico e ao hipersamadhi? Ao amor universal? A sensação direta, percepção total, de que somos uma só família? E o universo é o único lugar para se viver? E de que o sentido da vida passa por compreendermos que somos somente uma família e que nossa doença é resultado do esquecimento e perturbação quanto a isto?

Será a sensação íntima de ter terminado as retrocognições uma percepção válida? E por si só evidência científica? Estaria iniciando um novo ciclo de projeções lúcidas porém de espectro holocósmico?

26.7.16

Enumerações Sobre a Natureza da Consciência (Si Mesmo)

FS.


As enumerações ou considerações abaixo são uma tentativa ou um esboço, rascunho, sobre a natureza da consciência (si mesmo). Em sua natureza abstrata é para mim o campo mais difícil de investigação e por isso mesmo e por considerar que tenho condições de penetrar a fundo nesta área é que apresento aqui este rabisco sobre o que compreendo como sendo a natureza da consciência (o si mesmo).

As considerações são ou eram para ser uma sequencia lógica ou progressiva de aprofundamento e de entendimento até que alcancemos o último ponto. A sua leitura atenta e focada aberta para a compreensão do que aqui exposto é por si mesmo, uma prática de Yôga.


Enumerações.


1. A consciência é o campo ou realidade imaterial, não-física e nem mesmo extrafísica, não-local, inexistente do ponto de vista objetal e observacional e real do ponto de vista perceptivo.

2. Consciência é detectada por seus efeitos (inferência). Porém a consciência não é o efeito que gera. Consciência é causa. Consciência é princípio inteligente, é justamente a realidade imutável do cosmos.

3. Em oposição complementar e inerente à própria consciência, temos a não-consciência, a não-inteligência, o objeto. O objeto é o que não é consciência. O objeto é o que são os efeitos da causa, a consciência.

4. Consciência é justamente o que não-é. Não-ser é o que não é localizável objetivamente. Tudo que é localizável num contexto energia-espaço-tempo-dimensão é ser. Porém o que é não é a consciência.

5. Consciência é a causa não-localizável do localizável. É o fundamento do energia-espaço-tempo-dimensão, é o fundamento da existência. Consciência é não-existência. E por ser não-existência não nasce e nem morre. O que nasce e morre são os efeitos da consciência, a sua parte existente.

6. E é aqui que começa a confusão de nossas vidas e a causa de tanta perturbação. Ao confundir o ser com o não-ser, causamos um tanto de sofrimento em nossas vidas e nas vidas dos outros, vida após vida e ficamos aprisionados neste vaivém de Yin e Yang.

7. Eu, realmente, não existo.

8. O eu que considero existente não é o Eu.

9. O que existe não é o Eu e sim os efeitos do Eu (Eu falso).

10. Ao confundir o Eu com seus efeitos, considerar que um é o outro, sofremos. O sofrimento é decorrente da tentativa de manter eterno o que tem por natureza perecer e de considerar eterno aquilo que por natureza perece.

11. O Eu real não existindo, nunca nasceu e nunca morreu, nunca nascerá e nunca morrerá. Daí sua natureza eterna e infinita, imaterial, além da energia-espaço-tempo-dimensão.

12. O Eu real não existe no tempo e no espaço.

13. O Eu real não existe e portanto é eterno e infinito, estando além do tempo e do espaço.

14. O que nasce e morre é o falso Eu, ou os efeitos do Eu real.

15. O medo do Nada surge da confusão entre a natureza do Eu real e do Eu falso.

16. A existência do Eu real está na sua natureza de não-existência.

17. Assim, toda a existência é falsa, tudo o que é localizável e portanto existente é falso.

18. O que existe é o efeito do que não existe, a sua causa inteligente.

19. Os efeitos do que não existe podem ser detectados, porém o que não existe não pode ser localizado.

20. A consciência (Eu real) não é e justamente por não-ser gera efeitos, cujos efeitos, a existência, pode ser detectada, porém geralmente é confundida com o não-ser.

21. Dirigir-se ao Eu real significa deixar de estar aderido a tudo o que é irreal.

22. Conservar a existência do Eu falso leva ao sofrimento e o mantém.

23. A natureza do Eu falso é nascer e morrer. Enquanto que a natureza do Eu real é não nascer e não morrer.

24. Realidade e existência não coexistem. Mas ao mesmo tempo são uma unidade indivisível.

25. Realidade é não-existência. E existência é irrealidade.

26. Dirigir-se à não-existência partindo da existência é o método da meditação.

27. A existência se move dualmente. Ora Yin, Ora Yang. Ora Yin se converte em Yang, ora Yang mostra a semente de Yin em processo de surgimento. Yin e Yang oscilam, movem-se e convertem-se mutuamente expressando a natureza da Existência. A Existência em sua totalidade é Tai Ji.

28. Porém, o fundamento de Yin e Yang, e o que está além das dualidades do grande Tai Ji, é a não-existência, Wu Ji.

29. A não-existência fundamenta a existência. O que existe é a forma do que não-existe.

30. O real não pode ser visto. O irreal pode ser visto. Da confusão da visão vem o sofrimento.

31. Da correção do discernimento entre o real e irreal surge o samadhi.

32. Da persistência no samadhi vem o kaivalya.

33. O caminho do samadhi é repleto de fenômenos e acompanham as percepções mais incomuns da realidade e da irrealidade.

34. O irreal muda incessantemente. O real não muda.

35. A mutação é a lei da irrealidade. A não-mutação é a lei da realidade.

36. Compreender a mutação revela a não-mutação.

37. O real é sempre como um círculo oco. O irreal uma oscilação dual Yin e Yang.

38. Harmonizar o dual com amor e discernimento (ahimsa) produz sabedoria.

39. Sabedoria é compreender continuamente a natureza do real.

40. Da luta dos opostos duais produz-se sofrimento.

41. Da não-luta dos opostos produz-se harmonia e transcendência de Yin e Yang.

42. Amor, bondade, sabedoria e discernimento são as bases do mundo manifesto.

43. Pois que sendo a existência impecavelmente perfeita em seu movimento impermanente infinito, evidencia a não-existência inteligente oculta e não localizável por trás do existente.

44. E a impecabilidade e belezas infinitas do mundo manifesto revela a benevolência infinita da natureza última da consciência.

45. Daí situar que a natureza última da consciência é a não-existência total, eterna e infinita.

46. O eu real assim é o tudo real não-existente.

47. Do samadhi vem a compreensão de que eu real é eu holocósmico, unindo tanto a não-existência como a existência, na dança incompreensível entre os mundos.

48. Do mistério da dança infinita advém a maravilha da contemplação sem objeto, do riso sem motivo e da felicidade sem causa.

49. A felicidade sem causa é o samadhi assentado na natureza última da consciência.

50. A natureza última da consciência é a permanente vida na não-existência eterna e infinita.

51. A liberação ou a separação definitiva da existência da não-existência revela o Yôga definitivo.

52. O Yôga da existência é o Yôga da dualidade, é a luta para a dissolução da luta interna. É Tai Chi.

53. A não-luta é a correta visão da realidade. Ver a realidade e sustentar a visão só é possível no samadhi.







30.6.16

Ensaio sobre o Despertar do Coma, as Vidas Sucessivas e a Família Universal

Fernando Salvino (M.Sc)



Um dia eu resolvi partir para uma viagem sem rumo, sem muita orientação, sem placas de sinalização, estradas de terra e esburacadas, matas fechadas, territórios obscuros e dos mais difíceis de me situar e me orientar. Porém ao longo dos tempos fui conseguindo me situar, me equilibrar e até que enfim dei início a esta jornada. E o território que pus a conhecer era eu mesmo.

Uma confusão de sinais e sintomas, insights e imagens, sensações, impressões, e determinados conhecimentos inatos, acabaram por ao mesmo tempo que atrapalhar minha vida auxiliaram-me a enfrentar-me para esclarecer todos estes fatos psíquicos que só eu mesmo e os mais chegados poderiam estar acessando e co-acessando. Explosões de humor, revolta e picos profundos de serenidade, alterações de estados de consciência, mediunismo e soma-se a isso viver uma vida humana e suas necessidades ilusórias, como dinheiro e comprar coisas.

De índio-norte americano a falso tulku tibetano, para cidadão comum chinês, aluno do mestre de yôga chinês provavelmente Chen, a vida extrafísica extraterrestre dentro de uma nave espacial onde ficávamos deitamos numa capsula e nos projetávamos em hipersamadhi para fora do corpo em consciência livre dissolvido no cosmos. Alemão judeu, médico militar norte-americano, esquimó....astrólogo na idade média... esquimó numa provável pré-história..

E qual é a charada cósmica? A universalização do espírito? Eu falo aqui por mim e não psicografo um espírito que relata suas vidas passadas. Aqui estou eu, encarnado, investigando-me profundamente, em vida, em carne e osso.

Passei por tudo nessa vida numa síntese comprimida de uma busca intensa para recordar os ensinamentos dos mestres. Onde está o mestre? Onde está a verdade? Qual é a verdade? Perguntei durante um bom tempo. Olhei muitos nos olhos e poucos encontrei. Fui enganado como todos, pela escola, pelas famílias, pelos professores, pela ciência, e pelas religiões. Uma sensação conhecida de desamparo, de solidão não raro angustiante e aflitiva de viver solitariamente dentro de uma sociedade o qual não me sentia pertencente. Olhei durante muito tempo as pessoas na rua, amigos, familiares e mesmo algumas raras inimizades que tive nesta vida e senti-me verdadeirmente estranho perante isso tudo. Que mundo é esse? Qual a origem desse estranhamento? E também para recordar quem realmente eu sou? Um estranhamento profundo sobre a realidade que me cerca, inadequação social aguda e saudade desmedida por aquilo que aos poucos fui acessando e compreendendo, além de toda e qualquer rotulação superficial psicopatológica.

Nesta vida, hoje tenho 40 anos de idade, cujo nome que me foi dado é Fernando Salvino, e filho de Paulo Salvino e Ilse Chagas, irmão de Caio Salvino e pai de Yasmin Silveira Salvino, onde passei por um casamento e duas uniões estáveis, e onde dedico-me integralmente a ajuda a esta mesma sociedade o qual estranhei desde criança, como psicoterapeuta e ensinando Yôga, e onde trabalho voluntariamente para o governo (Projeto Amanhecer - HU - UFSC) para ajudar gratuitamente a sociedade para que possam sair dessa doença social generalizada, e conseguirem se sentirem melhores consigo mesmo neste mundo.

E finalmente após uma vida realmente intensa internamente de uma investigação permanente e de um esforço descomunal de sair de minha condição de coma hoje posso dizer que o primeiro passo foi dado. Ao invés de esperar desencarnar para que eu pudesse sair da condição comatosa de esquecimento total de minha verdadeira natureza e caminho pregresso, desde minha infância algo dentro de mim nunca aceitou esta condição passivamente e nunca tive medo de enfrentar esse obscuro, esse abismo interior que escondia de mim mesmo as raízes do sentido de ser quem sou, comportar-me da forma como me comporto, gostos que tenho, preferências, inclinações, amores e desamores e anseios profundos de minha mais pura essência como alma imortal.

Esse caminho de recuperação de minha real identidade nublada por uma série de influenciações externas, como a quase impossibilidade de relacionamento integral com as pessoas em geral fazem com que viver de forma invisível seja o caminho natural daqueles que vão aos poucos despertando dentro de uma sociedade profundamente doente. A invisibilidade é o aspecto comum dos que estão despertos. Os que dormem na doença do desamor não vêem com clareza.

A doença humana é a doença da falta de amor. É uma profunda doença afetiva o qual corrói a alma e separa o espírito da grande família da Terra e do Universo. O amor é o caminho e o sentido, simples assim mas difícil de entender, disse a mim um espírito que não sei nem mesmo qual seu nome.

Eu sou quem? Eu sou amor. Essa resposta parece estranha e vaga. Mas é a mais objetiva e concreta que poderia dar. Eu sou o bem, eu sou tudo, eu sou a família universal, eu sou as plantas, eu sou o rio, eu sou o Sol, a Lua e as Estrelas... eu sou os cães, eu sou a chuva.. eu sou você, eu sou também eu mesmo... eu sou um vapor hiperconsciente livre de toda e qualquer violência e profundamente amoroso e num estado de um profundo êxtase pela maravilha da vida... eu sou o que fui, sou o que sou e sou o que serei... passado, presente e futuro dançam coladas a mesma dança...

Vidas e vidas e vidas e vidas se passaram. Mudam-se as roupas, a cultura... índio, yogue, mestre de tai chi chuan, tulku tibetano (na verdade falso tulku), médico militar e numa vida muito perturbada, espião russo... e o que compreendi é que tudo é necessário, tudo foi útil, a totalidade de tudo o que vivi valeu a pena ter vivido para eu ser quem sou hoje e ter aprendido o que aprendi e viver o que vivo hoje. O passado é irmão, é amigo. E o futuro meu irmão, meu amigo. No agora, tudo é necessário para o aprendizado de compreender que o universo inteiro é uma família.

O agora é um desafio de ser quem realmente eu sou, livre de todo e qualquer rótulo, de todo e qualquer certificado passado, de tudo que me rotulam, de todo e qualquer corpo físico melhor que tive, de toda e qualquer sociedade mais amorosa e evoluída que vivi, de todo e qualquer mestre que pude ter contato e que agora não tenho, de tudo que fui, passei e vivi, e que agora só me resta eu aqui, agora, lúcido, da simultaneidade do passado-presente-futuro, no que sou e no que me tornei, e no caminho a seguir.

Um dia num passado muito antigo, o chefe Urso me disse que eu iria parar de viver como índio e iria começar a viver com os doentes. Eu iria nas palavras dele, me tornar um Urso branco, um índio com pele branca, um guardião (Urso) do caminho. Isto significava que eu já sabia desde aqueles tempos que o universo é uma única família. Eu vivia aquilo, eu sentia aquilo, e viver e morrer eram tão fluidos e ininterruptos como o Tai Chi. E iniciou minha trajetória de viver várias e várias vidas reencarnadas em sociedades doentes cujo propósito era ajudar esse povo a ficar mais saudável e se curar. Pelos meus cálculos, isso foi nos anos 800 d.C numa tribo norte-americana, onde existem búfalos e ursos, rios e salmão. Essa memória se dialoga com o que vivi recentemente quando fui ao Cânyon da Fortaleza no RS-Brasil e lá um espírito índio me disse coisas sobre a vida e sobre o caminho, de forma que pudesse lembrar quem eu sou. A família, a vida e a Terra, o Universo e as vidas sucessivas. Após esta vida parece que fui para a Índia, e aprendi o Yôga indiano antigo. E depois fui raptado de minha família por monges tibetanos e rotulado tulku, por ter delírios de febre quando bebê e uma certa doença que meus pais não sabiam o que era. E nunca tinha sequer reencarnado como tibetano antes (o que comprova a falha dos métodos de identificação dos lamas). Assim fui treinado no Budismo tibetano ritualístico, e com a guerra fui para a China onde abandonei a vida insuportável do monastério e me casei e vivi como um cidadão comum. Apesar da sequencia cronológica ser um pouco imprecisa, fui treinado por um mestre Chen no Yoga chinês e nas artes marciais, em tempos de império. Mais recentemente, fui médico militar do Central State Hospital, na Nova Georgia EUA. Neste meio tempo, fui judeu e lá muito provavelmente tive os mesmos pais que tenho hoje. Muitas vidas morrendo cedo e reencarnando rápido. Em minha última vida, morri no Vietnã, era médico militar também, e reencarnei no mesmo ano, 1975, em São Paulo - Brasil. Sequencia de vidas muito perturbadas lidando com as piores doenças humanas. Nos intervalos entre as vidas uma hipertranscendência nutria profundamente minha alma e me possibilitou retornar a esta Terra para dar continuidade ao movimento de viver dentro da sociedade doente e ajudar na doença, ajudar na cura. Quando criança nesta vida as mesmas sensações me davam quando era tibetano, delírios estranhos em febre alta e eu tinha fenômenos parapsíquicos desde a idade mais remota, a começar por minha vida intra-uterina. O que me levou os pais a me levarem para centro de umbanda, o que me foi muito bom, pois os médicos eram muito retrógrados para compreenderem os fundamentos de meus delírios. A medicina é um atraso só. A situação foi ficando mais difícil decorrente do passar das vidas e meu despertamento e a expansão da doença para o planeta inteiro. A doença piorou desde antigamente e meus desafios de estar vivo e conservar minha lucidez aumentaram. As experiências nos intervalos se intensificaram e se tornaram mais e mais transcendentes, o que parece-me que possibilitaram a transcendência precoce na infância e pré-infância. Sinto que por isso fui treinado no método Chen, mais potente para lidar com a doença severa da violência moral, das agressões físicas e das entidades demoníacas, verdadeiras formas não-humanas de manifestação da maldade que interagem conosco e que podem reencarnar como humanos.

E diante de tudo isso é que finalmente vou me despertando do coma. E este é um coma diferente, não é um coma neurológico, fisiológico, mas um coma do espírito.

Eu estou aqui, acordado, consciente em muito do que houve em meu passado muito antigo numa sequência de vidas encarnadas e intervalos até chegar aqui, agora, eu sentado aqui, digitando este ensaio. E minha vida se moveu de uma forma que fui abandonando tudo o que fosse supérfluo e não necessário para que eu pudesse lembrar, acessar, quem eu realmente sou. E a lembrança do passado guarda o enigma de seu casamento com o presente e com o futuro, pois o acesso ao passado é uma modificação do presente e do futuro. O passado está agora acontecendo de alguma forma que pouco compreendemos. E quando eu acesso o que fui e dependendo do que eu acesso, algo é acessado agora, no presente. Então que a experiência de acessar a memória do coma gera influenciações profundas no presente. Acessar as experiências de intervalo de vidas humanas me pareceu ser as experiências de maior alteração e influência benigna de minha vida humana agora. Assim como acessar as vidas benignas que tive me geraram profundas alterações de sensações no agora que contribuem positivamente para que eu possa me curar cada vez mais e ajudar cada vez mais pessoas e a me manter ligado à grande família.

O fato de eu trabalhar como psicoterapeuta, com regressão de memória, com Yôga, com Tai Chi Chuan, dentro de um consultório, em minha casa na floresta, no rio, e em um Hospital público, coordenando um Laboratório de Autopesquisa, pesquisando Holocosmologia, e todas as ideias que tenho sobre as coisas e o modo como sempre quis viver e cada vez mais vivo é a síntese coerente de muitas vidas e aprendizados que além de ter nascido com isto, coloco em prática nesta vida.

É a prova científica definitiva de que as raizes da personalidade são pré-uterinas e se extendem ao infinito passado e se conectam ao presente e futuro; de que a alma é imortal e de que vivemos sim sucessivas vidas humanas na Terra e sucessivas vidas não-humanas nos intervalos entre as vidas. E é a prova científica para mim de que a humanidade quase inteira vive um estado de coma. E concluo isto baseado em meu despertar do meu coma.

Yôga, Tai Chi Chuan, Qi Gong do fio da seda, ensinamentos dos índios norte-americanos, como venho ultimamente falando e as retrocognições confirmaram, são o mesmo e único sistema, um só Yôga, um só movimento de união à grande família universal.

Tudo foi útil. Tudo é útil. Tudo será útil.

Cada membro da família tem seu espaço e precisa ser respeitado. Não intervir, não forçar. Fazer somente o necessário. Intervir somente o necessário. Fazer somente o necessário, sem forçar, sem pressionar, sem excessos. Isso é o Tao. A medida do necessário é dada pelo amor e pelo profundo entendimento de que o universo inteiro é uma família.

E pelo fato da quase absoluta humanidade não compreender isso, sofre da doença da família, da doença do espírito de desamparo universal.

A cosmoinclusão significa a cura da doença da humanidade e a inclusão à grande família universal.

É isto que significa hipersamadhi, kaivalya, união com Tao, Brahmam, amor universal.

Eu sou Brahmam, você é Brahmam, tudo é Brahmam.

A doença é uma. O caminho é um. O retorno é um. A família é uma.


24.5.16

Ciência e Liberdade: Ensaio sobre o Compromisso Pessoal com a Verdade


Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo, Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Prof. Tao Yoga, Tai Chi Chuan e Meditação



A liberdade é condição da verdadeira ciência. E somente com liberdade que ocorre a criatividade natural, livre de censura, de regras restritivas e normas modeladoras. A liberdade é o que permite o insight, a intuição do caminho a seguir, de descoberta de soluções criativas para os desafios da pesquisa científica verdadeira. Ciência é ciência se estiver atrelada à liberdade, à ética e ao profundo compromisso com a verdade. E a partir deste compromisso pessoal com a verdade é que se pode erguer uma verdadeira ciência, caso contrário, podemos estar construindo uma bomba.

O compromisso pessoal com a verdade é mais que a base da ciência, é o estacamento da ciência, é o princípio fundamental de toda e qualquer verdadeira atividade científica. E este compromisso, o de descobrir a verdade não está atrelado a intenções nefastas, pelo contrário, está unido ao bem maior da melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A ciência é um modo de investigar, ancorado em método científico. E este método só é científico se estiver regado do compromisso com a verdade e com o bem estar social. Este método ou o caminho para o conhecimento parte da observação a mais lúcida possível da realidade. E também não é correto retirar o que não se pode ser retirado da investigação, o sujeito e tudo aquilo que é. E não se pode também retirar do objeto a sua integralidade e sua íntima ligação com aquele que o escolheu como objeto, o sujeito. Sujeito e objeto associam-se amorosamente na relação científica. Caso não haja esse tipo de relação, como irei conhecer a verdade? Como irei conhecer realmente o objeto se estou em conflito com ele? Como irei realmente acessar a realidade do que pretendo conhecer se não estou em paz com ela? Então, se não estou em paz com ela, o sujeito pesquisador precisa ser honesto e incluir em seus dados a sua raiva e frustração quanto ao que quer pesquisar. Considere tudo o que se posta diante de si mesmo, sua realidade subjetiva e objetiva, pois pesquisa científica é a que vai na direção da verdade. E se é verdade que minha paz facilita resultados de pesquisa e minha ira a prejudica, então que tais dados sejam inseridos na investigação. O sujeito é consciência construtora de objetos. Objetos existem mas não existem por si mesmos separados do sujeito. O sujeitos os escolhe, os delimita, os intitula, os rotula e depois diz que o conhece. Quem é realmente o objeto? O que realmente o sujeito está querendo conhecer? Que conhecimento se diz ter sido produzido pelo cientista? É conhecimento verdadeiro? É conhecimento falso? Existe conhecimento verdadeiro?

A isto se chama ciência verdadeira, honesta, não corrupta. Ao considerarmos que a ciência parte da verdade real como princípio norteador de toda sua atividade, então que nos cabe elucidar o que é o real e como podemos saber que estamos a conhecer o real daquilo que pretendemos conhecer.

Para isto precisamos compreender que o sujeito, eu e você, não nos conhecemos de forma adequada. Quem eu sou exatamente? Qual minha natureza? Como eu não sei responder esta pergunta, como irei conhecer qualquer objeto já que os objetos são construções intencionais do sujeito que desconhece a si mesmo?

E partimos deste ponto pouco explorado pela ciência. E se eu começar conhecendo quem eu realmente sou poderei eu mesmo conhecer os objetos que me proponho a conhecer? Serei eu o próprio objeto em alguma medida onde conhecendo-me conheço o outro? Se eu mesmo sou o construtor dos objetos e dos problemas que me proponho responder em qualquer atividade científica então até que ponto o objeto e o problema são constituintes daquilo que desconheço em mim mesmo? Até que ponto tudo que pesquiso e dirijo minha atenção para fora não revela somente aquilo pelo qual desconheço em mim e que pretendo conhecer pela via inversa (externa e não interna)?

Se eu mesmo e se você mesmo não sabe realmente e verdadeiramente (ciência) quem somos como poderemos saber o que é realmente e verdadeiramente qualquer coisa deste mundo vasto e infinito?



9.5.16

Sobre o Samadhi, a Função Psi-Ómicron, os Renegeradores e seu Habitat

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico, Psicoterapeuta
Prof. Tao Yôga.


A deflagração da função psi-ómicron ainda pouco estudada mostra-se com sua potência quando atinjo o samadhi. Quando minha atividade mental cessa e me liberto do tempo, da conexão com o passado e futuro, ocorre uma serenização de meu espírito e sentimentos viabilizando que a função psi-ómicron se movimente na direção de minha intenção. O  movimento intencional relaciona-se ao movimento de auto-investigação que de acordo com as necessidades reais do praticante a função é deflagrada para o espectro holocósmico. Dá-se aqui o início da abertura do samadhi (dissolução da perturbação interna) na direção de kaivalya (liberação total, moksha). No entanto e embora simples na prática este movimento envolve amplas movimentações de energia e informação, razão pela qual ocorre de tempo em tempo, com pouca freqüência, em nosso caso.

A natureza do samadhi é pouco investigada como já tentei expor em "Samadhiologia". Seu aparecimento muito menos, pois está fora do controle volitivo do praticante. Se eu quero entrar em samadhi, este querer é um forçar, e todo forçar é violento, agressivo, e samadhi ultrapassa tal campo em direção a serenidade e êxtase transcendental. Ele aparece quando ele quer, se é que posso tentar expor assim. O samadhi não tem hora ou local para aparecer, e pode coincidir com a prática meditativa em si mesma ou não. De qualquer forma, quando aparece pode viabilizar uma ampla gama de fenômenos parapsíquicos, como no caso aqui exposto, a função psi-ómicros já explicada neste espaço, especialmente a cosmo-psigama, associado a cosmotelepatia, cosmoclarividência e cosmomediunidade.

Os "regeneradores" são as inteligências alienígenas, de aparência extremamente suave, profundamente benigna e lúcida, com amplo domínio do processo de regeneração veicular do espírito, corpo, energia e psicossoma. Tratam diretamente na recuperação e regeneração de determinadas áreas cujo eixo de ação é o amor puro cósmico emanado diretamente na região afetada.

O meu interesse por pesquisar esses irmãos cósmicos se deu como já expus em sessões de terapia regressiva, onde no meio do atendimento aparecem, poucas vezes e sob determinadas condições, para realizar esse movimento de cura.

O habitat dos regeneradores é extrassolar. Estão fora de nosso sistema e se locomovem exatamente da forma como nossos cientistas querem se locomover. Eles dominam completamente a hipertecnologia de deslocamento hiperespacial o que possibilita o trânsito cósmico de longas distâncias de escala da velocidade da luz.

O planeta parece semi-material, cujos corpos deles parecem flutuar levemente do chão, semi-desmaterializados. Isento de qualquer violência ou doença geral, vivem em paz transcendental e espalham o amor pelo universo contribuindo com os processos de cosmoinclusão.

O holocampo informacional é o campo pelo qual em permanente samadhi estão "linkados" e possibilita com isto a comunicação com os que conseguem se assentar no samadhi em escala psi-ómicron. Eles são exatamente uma sociedade que vive em samadhi, ou seja, livre de perturbações.

O planeta apresenta-se bonito, com vegetações e água parecido com o nosso só que mais sutilizado. A semi-materialidade do planeta acompanha a semi-materialidade dos regeneradores.

Do ponto de vista do Yôga, os regeneradores são todos mestres em Yôga de alto nível e são isentos de qualquer vaidade e resquícios egóicos, emanando o amor puro por onde passam e a delicadeza da manifestação isenta de qualquer violência, perturbação ou intrusão. São verdadeiros amparadores cósmicos.

3.4.16

Tao move-se por tudo

Por Fernando Salvino.
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Viver.
Experiência do que não se entende,
Porém se vive e a partir disso,
Movemos o mundo abstrato.
Do núcleo sai o que é
E a partir disso observamos todas as coisas.
O núcleo em si é núcleo não localizável
O que é vem do que não é.
Porém o que não é parece tão mais real
Que dizemos:
O  que não é, é.
E por não ser é mais vivo que o ser
Tão mais vivo que sucede os filhos
1, 2, 3 ,4
Mais 8 netos e 64 bisnetos
A família vem de um mesmo tronco
O Tao é o fio condutor do que não é e do que é.
Um move-se no outro, a partir do outro e no outro.
Unidos são somente um.
Do um move-se o não-entendível.
O não-entendível é o corpo do não-ser.
O corpo do ser chama-se conhecimento.
Dirigir-se para o não-conhecimento faz com que o não-entendível
Passe a ser compreendido.
Longe das palavras
Bem longe
Porém bem perto da visão
O que vê é o visto.
Um no outro formam um três.
Tai Chi.
No oco do que não é,
Wu Chi.
Wu Chi gera o Tai Chi
Tao move-se por tudo
E a vida aqui
Mostra-se vaga.

25.2.16

Rastreamento Parapsíquico e Princípios de Yoga Avançado: O caso do mestre Chetsang Rimpoche

Fernando Salvino (M.Sc)
Parapsicólogo Clínico e Psicoterapeuta
Prof. Tao Yoga - Tai Chi Chuan
Espaço Terapêutico Tao Psi - HU/UFSC



Agradeço ao mestre Chetsang Rimpoche por esta experiência.


Ao leitor deste espaço, sugiro estudar este ensaio (clique aqui) antes de prosseguir. Especialmente o relato do monge lúcido. Este ensaio que estudará a seguir refere-se a detecção de quem é e onde está o mestre. Esta pessoa é dotada de um alto grau de lucidez e é mais uma evidência do que nos aguarda num futuro próximo em termos de progressão no Yoga.

E ainda é importante dizer que, você saber ou não de sua localização e real identidade é indiferente. O que importa realmente é você mesmo constatar o que constatei aqui. Cada um tem um movimento vital e em dado momento da nossa caminhada encontramos pessoas que possam nos ajudar em níveis mais elevados de maturidade e evolução. Mudar o modo como vivemos, nos alimentamos e como priorizamos as coisas da vida. O contato com esses seres mostram que a felicidade é simples e que não precisamos de muito para nos sentirmos bem. O simples contato com suas psicosferas fazem com que iniciemos um aprendizado diferente do escolar. Sentir uma pessoa lúcida, sentir a aura, o campo, a presença, a lucidez de um ser humano lúcido livre de perturbação é essencial no caminho de evolução. Até então tinha encontrado mestres extrafísicos e comecei a dedicar-me em rastrear os que poderiam estar em vida aqui no planeta, com corpos vivendo uma vida humana.

Como viveriam? Que estilo de vida teriam? Onde estariam?

É sobre isto que versa este ensaio.


I - Reflexões Iniciais

Nos séculos anteriores inexistia internet, telefone e outros meios de comunicação, como satélites, onde poderíamos localizar determinada sociedade, tribo, cultura, clã, e mesmo pessoa. Os instrumentos antigos de localização eram rudimentares e diz-se que os povos eram isolados. Mas será que eram realmente?

Ao longo dos anos venho tendo experiências parapsíquicas que contrapõe este dogma histórico. Partirei do fato de que meditadores de todos os tempos acabaram cedo ou tarde estabelecendo comunicação clara e precisa de suas localizações, favorecendo o intercâmbio cultural e religioso, científico e social.

Em meu último ensaio, expus sobre a experiência telepática que ocorreu comigo em viagem de moto para o sul do Brasil, onde alguém conseguiu detectar minha presença logo quando entrei numa cidade próxima a Mostardas/RS. Este experimento levou-me a reflexão sobre minha intenção anterior em rastrear parapsiquicamente onde estão os mestres encarnados no planeta. Neste caso, fui detectado pelo radar parapsíquico de um sensitivo de padrão vibratório mais denso, talvez indígena ou similar.

A questão é que se fui detectado por um sensitivo de densidade relativamente baixa e quanto a minha intenção de rastrear mestres acima de mim, com maior sabedoria, discernimento e compreensão da vida, porque não haveria alguém no planeta realizando este rastreamento? Procurando mestres e ao mesmo tempo procurando alunos com capacidade de aprendizagem? A reflexão girava em torno deste aspecto lógico. Se eu estava fazendo isso obviamente existiriam pessoas realizando isso no planeta.


II - Da Experiência

Um tempo atrás realizei um rastreamento onde localizei em clarividência um mestre aparentemente budista tibetano na região que me parecia ser o Nepal. E pensei comigo mesmo: como saberei quem é e onde está? Será possível realmente o uso objetivo das funções parapsíquicas para a localização de tal pessoa? Eu não teria outra alternativa. Em primeiro lugar não tenho dinheiro para sair daqui e mergulhar em expedição para achar a pessoa, seria uma perda de tempo e pouco provável que achasse. O que eu não contava era com o auxílio mediúnico na orientação conjunta do acesso. A presença do espírito amparador revela a unidade extrafísica de tudo quanto existe.

A experiência que me ocorreu no motociclismo motivou-me a não desistir da procura. Em determinado momento de meu movimento de rastreamento em meditação, mandei a seguinte carta a meus amigos pesquisadores do LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yoga:

"Amigos, vou escrevendo aqui para manter registrado e estar a disposição para aprofundamento sobre percepções.

Em meditação neste momento e detectando o exato local onde o mestre budista se encontra na Ásia, a informação chegou assim:

"Condado de Horn": Ao procurar no dicionario neste exato momento, investigo que horn são as trombetas tibetanas e o condado de horn se chama Lhasa.

A informação chegou até mim telepaticamente. Antes disso, senti forte repercussão energética, com arrepios e percepção de que no exato momento da meditação o mestre percebeu a comunicação e está lúcido quanto a sua detecção.

A viagem de moto e a experiência de detecção mostrou-me que, se aquela consciência não tão evoluída percebeu-me chegando em seu campo telepaticamente em longa distância, significa que meu movimento de detectar o exato local donde esta o mestre pensei que provavelmente ele já teria ciência de minha intenção e movimento e já teria me detectado também. A experiência agora realizada mostrou que sim, eu pude perceber o exato momento em que houve a comunicação. Fiquei tonto, entrei numa especie de transe imediato.

Apos ocorreu a experiência que relatei acima.


Deixo aqui registrado."

Após, seguiu-se mais experiências em meditação, onde meditava e escrevia ao mesmo tempo:

"Exatamente agora, em meditação, vi o exato local onde se encontra o mestre budista. Tibet - Lhasa.

Aprofundando a meditação e estabelecendo comunicação, foi me dado a palavra tibetana "Gana" e uma em portugues "Campones". Gana Campones. Gana é uma assembleia ou grupo ou um clá onde tem poder decisório. Exatamente o que vi naquela meditação."

E prossegue:

"Como havia pressentido, da mesma forma que detectei telepaticamente  a presença da inteligência perto do município de Mostardas/RS, pensei com toda a logica que, se eu um parapsiquico ainda amador consegui detectar, então, porque não estaria o mestre me detectando? E porque n haveria possibilidade conseguir as coordenadas de sua localização pela via parapsiquica? E agora pouco ocorreu a experiência que foi uma mistura de clarividência, telepatia e mediunismo objetivo com transmissão da informação em coordenadas passadas por palavras-chave, tal como um estrangeiro tenta se comunicar em terras desconhecidas. O amparador tibetano sabia um ingles ruim e portugues ruim e usou de palavras tibetanas com inteligência, onde através delas pude montar um quebra cabeças e chegar até a informação.

Em síntese, o grupo seleto de monges o qual vi e informei a vcs são Gana, ou seja, uma espécie de conselho. A informação de que é um lider desconhecido confere. Apesar de ser um pouco conhecido, sua condição evolutiva não é. Tambem parece que o amparador chinês mais avançado vive no Nepal e não na China propriamente dita.

A percepção energética confere com a sensação da foto. Centramento, lucidez e conhecimento de tudo o que tratamos no LAC. Eles fazem o LAC do modo deles, mais avançado. O conselho é como um LAC. Ele é o lider deste conselho, avançado. PRovavel que ali ele ensine as praticas avançadas, e instrua os monges mais lucidos."

E ainda prossegue:

"O monastério do mestre budista tibetano que vi em meditação fica no Tibet, em Lhasa. Monastério Drikung. Agora sim confirmado. No LAC irei expor como fiz o processo de detecção, que incluiu vários processos parapsiquicos conjuntos: telepatia, clarividência viajora (visão remota), mediunismo direto (clariaudiência), intuição. A inteligência comunicante: um amparador tibetano com pouco conhecimento de inglês e português, mas muito inteligente, e com poucas palavras pude chegar à informação. Cheguei até este conhecimento agora, faz uns 30min, em meditação. Existem 2 mestres neste monastério. E parece que é Chetsang Rimpoche. O Budismo é Vajrayana. A percepção e os sinais parapsíquicos evidenciam a procedência da informação.

O mais impactante da experiência foi o contato telepático direto com o mestre, onde fiquei zonzo, entrei em transe e fiquei uns instantes para voltar a mim mesmo. A reação dele ao me localizar e me detectar deu-me estes sintomas, nada agressivos, mas parece que houve uma descoincidência dos veículos.

A autopesquisa prossegue. O que busco? Orientação mais elevada, lúcida de algum mestre verdadeiro confiável reencarnado. Esta é minha autopesquisa. O que sei é que ele sabe que sei de sua condição de lucidez. Permitiu o acesso.

Aqui fica totalmente comprovado a unificação total entre os assuntos da ordem espirita, espiritista, parapsicológica, metapsiquica, e o yoga, a meditação e tudo que diz respeito a isto."

E foi exatamente assim que cheguei até o mestre Chetsang Rimpoche.


III - De Algumas Conclusões

É muito difícil concluir realmente alguma coisa sobre esta experiência. O rastreamento parapsíquico se eu mesmo o fiz então quantos de nós está a fazer isto deste os mais antigos tempos neste planeta?

Eu considerarei esta pergunta um fato e já partirei deste ponto de que sensitivos de todos os tempos vem se encontrando e se comunicando pela via do rastreamento parapsíquico, até mesmo a transmissão de informações, coordenadas e posição exata no globo, como ocorreu comigo.

É um processo de transmissão e acesso onde misturam-se vários fenômenos parapsicológicos como telepatia, clarividência remota, mediunismo lúcido, telepatia entre uma consciência intrafísica (ser encarnado) e uma extrafísica (ser desencarnado), associações de idéias e construção de mapa mental, com auxílio dos recursos da internet que facilitam em muito este tipo de transmissão.

Pressuponho que antigamente sem os recursos da internet porém com mapas mais ou menos elaborados, os yogues mais experientes ainda assim conseguiam se localizar em meditação e ir ao encontro um do outro para trocas de experiências e conhecimento. Índia, China, Maias, Astecas, etc e esta unidade telepática absorvida com a unidade extrafísica das comunidades de espíritos no planeta.

Será possível localizar pelo rastreamento parapsíquico as duas consciências para-humanas restantes?

Será que são eles que permitem o rastreamento? Ou será que já nos tinham localizado antes como potenciais pessoas que tem a capacidade de os perceber?

Enquanto isso, a humanidade quase como um todo sonha acordada acreditando estar lúcida.